Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A Associação antes de 2010 - 1

07.05.20 | asal

Caro António Henriques, respondendo ao desafio, junto três fotos do Encontro realizado na Buraca, em 14/02/1987, e que descobri ao abrir uma gaveta. Talvez ainda descubra mais, mas isto tem de ir com vagar, pois ando um pouco em baixo neste momento, com problemas digestivos que espero ultrapassar.

Buraca1.jpg

Vai uma foto do conjunto dos participantes nesse Encontro, outra de uma das mesas do almoço e ainda uma outra da sessão realizada, como ainda hoje acontece, depois do almoço.
As Irmãs que estavam sediadas na Casa do Bom Pastor confeccionavam a refeição e havia sempre entre nós um conjunto de voluntários, nomeadamente da Comissão cujo presidente era o Torres Heitor. Ele combinava as ementas, fazia o registo do pessoal que ia chegando, enfim,  orientava tudo o que era preciso fazer.

Buraca2.jpg

Muitas vezes havia colegas que traziam vinho das suas garrafeiras particulares, assim como os digestivos.

Neste Encontro, se não estou em erro, foi o Leonel Cardoso Martins que trouxe vinho da sua produção em Portalegre.
Nas sessões havia lugar para apresentação de um assunto/tema de interesse e, depois, havia lugar a que cada um pudesse intervir, como ainda acontece.
Para terminar lá vinha o chá com os bolinhos.
Antes da Buraca, a partir dos anos 60, os Encontros eram em locais variados, tais como a Senhora da Rocha - Carnaxide, na Ramada ( casa do Marques Alves, em Almada (Quinta do Seminário), etc.

Buraca3.jpg

Sublinho o trabalho do Patrocínio, do Manel Carrilho, do Abílio Cruz Martins, do Joaquim Nogueira, e ainda outros de que agora não me ocorre o nome. 
O Patrocínio tem de certeza mais elementos, assim como o Manel Carrilho, e o Joaquim Nogueira.
Faltou referir que os Encontros da Buraca iniciavam-se com a Eucaristia presidida, a maior parte das vezes, pelo D. Marcelino. Vinha sempre um sacerdote representante do Seminário de Portalegre e, algumas vezes, também o Senhor Bispo.

Manuel Pires Antunes

Mais um texto do Pires Antunes

Manel Pires Antunes o João Heitor foi desde o início, anos 60, o impulsionador da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Portalegre-Castelo Branco. Fizeram-se cadernos com os nomes e moradas, telefones, empregos, etc dos antigos alunos de que íamos conhecendo. Ainda tenho comigo algumas dessas listas. Depois, na altura própria lá vinha a Circular a informar do evento com o respectivo convite. Houve sempre uma grande colaboração de muitos antigos alunos na organização dessas actividades, alguns já não se encontram entre nós. Lembro a disponibilidade do Sr. D. Marcelino, do Marques Alves, quer disponibilizando as suas instalações familiares em Odivelas e respectivos transportes, além dos almoços que organizava na sua Casa da Pasto/Restaurante junto à passagem de nível de Entre Campos. Hoje tem outro proprietário e é conhecido pelo Entre Copos. E não posso deixar de citar também o Patrocínio e Manuel Carrilho, o Abílio Cruz Martins, o Joaquim Nogueira, juntamente com as esposas respectivas contribuíam com o seu trabalho para arranjar as mesas, os grelhadores e confeccionarem as petiscadas. Certamente estarei o omitir outros nomes, mas de momento lembro-me destes. Quando lá chegávamos à hora marcada, já estava tudo adiantado, como saladas, carnes grelhadas ou sardinhas a entrar na brasa. Também se ia a outros sítios, e estou a lembrar-me de termos ido a casa do Herculano fazer um encontro e um outro entre Alpiarça e Almeirim, a casa do Chico Ruivo. Foram uns anos ricos em convívio com antigos amigos e colegas de estudo.

NOTA: fica aqui o desafio aos colegas. Vamos ressuscitar os dados interessantes da nossa história. Daquelas caras (tão novinhas!) já se foram embora uns. Outros ainda andam por aí a viver momentos semelhantes a este. Alguns desapareceram por completo e nada sabemos deles. É assim a vida: cada um é livre de optar! Mas nós gostávamos de nos encontrar mais vezes e em maior número. Também somos uma família. AH

Da pandemia para nova economia

06.05.20 | asal

Muhammad Yunus: “Começar do zero” e aproveitar os “horizontes ilimitados” que a pandemia abriu

José Centeio | 6 Mai 20  in "7Margens"

Muhammad Yunus na Associação Nacional do Direito ao Crédito, em Lisboa, a 24 de Janeiro de 2006. Foto © José Centeio.

O economista Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank (“banco de aldeia”) no Bangladesh, impulsionador do conceito de microcrédito e dos negócios sociais e Prémio Nobel da Paz em 2006, chama a atenção para “os horizontes ilimitados” que a crise da covid-19 abriu. Esta é a oportunidade para “começarmos do zero”, diz, num texto publicado esta terça-feira, 5 de maio, na página digital do jornal francês Le Monde.

No texto, Yunus apresenta as suas premissas para o que ele chama de “reconstrução” e não apenas de recuperação da economia ou mera resolução da crise. Os danos causados por esta pandemia são também uma oportunidade única, defende. Devemos voltar ao mundo como era antes ou repensá-lo? A decisão é colectiva, mas seria bem mais fácil se houvesse entendimento a nível mundial. Voltar ao que era antes, sugere, é um suicídio anunciado, já que o caminho antes da pandemia era o prenúncio de uma avalanche de tragédias: a catástrofe climática, cuja contagem regressiva há muito se iniciara e que tornaria o planeta inabitável; a inteligência artificial e o desemprego em massa; a concentração de riqueza que atingiu níveis explosivos. Esta década é a oportunidade derradeira, aponta.

“Devemos, acima de tudo, concordar que a economia é apenas um meio para alcançarmos as metas que nos impusemos. A economia não é uma armadilha mortal projetada por um poder qualquer divino com o intuito de nos punir”, escreve o economista. “Em nenhum momento devemos esquecer que é apenas uma ferramenta criada por nós. Uma ferramenta que devemos constantemente pensar e repensar até que nos conduza ao maior bem-estar comum possível” Mas quando a economia não nos leva onde queremos chegar, acrescenta Yunus, significa que existe um qualquer erro no hardware ou no software.”

Negócios sociais, primeiro passo de um plano de reconstrução

Trata-se, para o fundador do Grameen, de uma reconstrução social e ecológica que terá as empresas como centro e deve assentar num princípio fundamental“A consciencialização social e ambiental como o pilar central de todas as decisões. Os Estados devem garantir que nem um único dólar seja destinado a entidades ou projetos que não tenham, acima de tudo, o interesse social e ecológico da sociedade como objetivo”. Sendo esta a chave, Yunus aponta os alicerces sobre os quais deve assentar esse plano de reconstrução.

De acordo com o Nobel da Paz 2006, esta forma de empreendedorismo deve ter um papel central na reconstrução. Ou seja, o seu único objetivo é resolver os problemas das pessoas, sem qualquer retorno para os investidores que não seja o da recuperação do investimento. Depois deste resultado, todos os lucros devem ser reinvestidos no negócio. Ao Estado caberá ser a força motriz, ou seja, não deve esperar que essas iniciativas surjam sozinhas e em número suficiente e apoiando as empresas onde as iniciativas de empreendedorismo social levarão tempo a surgir.

Yunus sugere que, para acelerar o seu aparecimento, as autoridades públicas criem a nível nacional e local, fundos de capital de risco especializados em empreendedorismo social. Por outro lado, acrescenta, podem incentivar o setor privado (fundações, instituições financeiras, fundos de investimento) a fazerem o mesmo e ainda estimular as empresas tradicionais a que se reconvertam ou trabalhem em conjunto com as entidades da economia social e solidária.

Nesta nova economia caberá também aos Estados a assistência financeira às empresas de negócios sociais para a aquisição de outras ou reconversão de empresas em dificuldade. Neste plano de reconstrução, há que envolver o maior número de atores.

Aumentar a participação do empreendedorismo social

Será que podemos confiar na economia para esta transformação? Yunus responde: “Enquanto a economia continuar sendo uma ciência dedicada à maximização de lucros, não podemos confiar nela para a reconstrução social e ecológica. A estratégia certa é aumentar a participação do empreendedorismo social na economia global à medida que a economia se recupera.”

A esperança do “banqueiro dos pobres” nesta revolução vai muito além de um pequeno núcleo de empreendedores: “Esses empresários não são uma pequena comunidade de beneficentes. Há todo um ecossistema global composto por multinacionais gigantes, grandes fundos de investimento, muitos líderes empresariais talentosos, fundações e empresas financeiras, todos com longa experiência em financiamento e gestão de empresas sociais internacionais ou locais.” Para que esta força se ponha em movimento é necessário que os estados apoiem, reconheçam e deem visibilidade ao empreendedorismo social, acrescenta.

 

Muhammad Yunus em Lisboa, em 2006: é preciso derrubar o muro entre cidadãos e poderes públicos, defende no artigo. Foto © José Centeio.

Cidadãos, autoridades públicas e uns Jogos Olimpícos vencedores

O plano de reestruturação, segundo Yunus, deve ainda derrubar o muro entre cidadãos e poderes públicos de forma a incentivar o envolvimento do maior número de pessoas, criando as suas empresas sociais. Diante do desespero e da urgência no pós-covid-19, “um Estado que adote a atitude correta poderá provocar uma proliferação de atividades nunca antes vista”.

Muhammad Yunus não tem dúvidas: “É com esse critério que avaliaremos a qualidade dos líderes: mostrando o caminho para um renascimento radical do mundo, unindo todos os cidadãos.” E acrescenta: “Se não apontarmos ao sítio certo na reconstrução social e ecológica, vamos diretamente para um desastre ainda pior que o do coronavírus. (…) se ignorarmos os sérios problemas que o mundo enfrenta, não teremos para onde escapar da ira da mãe natureza e das pessoas de todo o mundo.”

Pode duvidar-se do otimismo quase desmesurado de Yunus, mas ele não desiste de estabelecer pontes entre margens que se diria impossíveis de aproximação, tentando lançar sementes de transformação em terrenos à partida pouco propícios. Uma dessas pontes ficou bem evidente na sua proposta para que os Jogos Olímpicos previstos para 2024, em Paris, fossem económica e socialmente responsáveis.

No início, poucos acreditavam na ideia: propor um novo modelo de jogos, aberto a todas as empresas, mesmo as micro, as mais atípicas, as mais inovadoras, onde as pessoas mais afastadas do mercado de trabalho pudessem ser integradas. A verdade é que nasceu uma parceria entre a sociedade Paris 2024 (responsável pela organização), a Solideo (responsável pelas obras), o município, o Yunus Center (Centro mundial de recursos no domínio da Economia Social e Solidária) e a associação Les Canaux (que apoia atores da Economia Social e Solidária, em França e outros países). Foi essa a candidatura vencedora que, assim se propõe, dará origem aos primeiros Jogos Olímpicos inclusivos e solidários.

Em Portugal são já vários os exemplos de empreendedorismo social, embora seja ainda longo o caminho a percorrer no país, até agora pouco atento a estas realidades. A única instituição que, no país, apostara em promover e desenvolver um projeto de microcrédito orientado para os mais vulneráveis e excluídos (a Associação Nacional do Direito ao Crédito) viu-se obrigada a encerrar as suas portas, deixando muitos homens e muitas mulheres empreendedoras sem qualquer outra alternativa de acesso a microcrédito.

NOTA: reproduzimos com muito gosto este texto do nosso amigo José Centeio.

Aniversário

06.05.20 | asal

Carlos Beato2.JPG

Seis de Maio, dia de aniversário do Carlos José Alexandrino Beato, dos Escalos de Baixo e a viver em Castelo Branco.

Sportinguista como eu, ligou-se profissionalmente ao Instituto dos Registos e do Notariado. 

Assíduo frequentador dos jantares de Natal dos colegas de Castelo Branco, foi lá que fui buscar esta foto.

Aqui lhe deixamos os PARABÉNS do Grupo dos antigos alunos, desejando ao Carlos muita saúde e felicidade por anos longos.

Não temos contacto telefónico.

João Heitor - As nossas despedidas

05.05.20 | asal

Há muitos, muitos anos conhecemos o João Heitor. Homem simples, voluntarioso, capaz JH45.jpgde melhor servir os outros que a si próprio, sempre o vimos a organizar os encontros dos antigos alunos, acompanhado embora por outros colegas e amigos dedicados. Ficam na memória os encontros da Buraca, onde marcava presença o grande D. António Marcelino, animador-mor destes convívios. Estou a falar dos anos 60-70, sem pormenorizar bem as datas.

O João contou-me um dia que foi o Sr. D. Augusto César que lhe pediu para ele assumir o encargo de organizar os encontros dos antigos alunos dos nossos seminários. Aliado a outros amigos, que muitos de nós conhecemos bem, todos os anos eles enviavam para o correio centenas de cartas a convidar os colegas para o Encontro da Buraca em Janeiro. Nesse tempo, as redes sociais e a fotografia não tinham ainda ganhado terreno, o que nos leva a imaginar quão ingente era a sua tarefa. Só a partir de 2009 é que o blogue Animus60 facilitou a comunicação entre todos, sem nunca termos deixado de enviar cartas aos que não dispunham das novas tecnologias.

Quando as instalações religiosas da Buraca entraram em obras e deixaram de nos receber, foi o Santuário da Senhora da Rocha, em Carnaxide, o nosso porto de abrigo, isto porque o João Heitor era o responsável em nome da paróquia.

Com o tempo, mesmo já muito debilitado, sempre ele se apresentou ao serviço, dando a vez a outros colegas que mais podiam trabalhar. Mas nunca rejeitou responsabilidades, sendo mais visto nas fotos a presidir aos encontros. A Comissão da nossa Associação (que há cinco anos assumiu os encargos de organização) sempre viu nele um exemplo e o tratou com o carinho merecido.

Infelizmente, calhou o seu funeral coincidir com as restrições da pandemia. Não pudemos acompanhá-lo nos últimos momentos. Conseguimos ainda que uma coroa de flores nos representasse na viagem até ao cemitério de Carnaxide. Caro amigo, Deus recebeu-te na morada eterna. Continua a pensar e velar por nós. Nunca mais vou buscar-te para os almoços da Parreirinha em Carnide... 

Deixo aqui as despedidas espontâneas que os teus amigos plasmaram na página do Facebook no dia do funeral. Segue ainda uma coletânea de fotos onde o João Heitor é o nosso centro de atenções. Muitos destes dizeres falam também da nossa história. António Henriques

Antonino Dias Sentidas condolências a toda a Família. Que descanse em paz.

António Manuel M. Silva PAZ à sua ALMA! OS meus sentimentos à família.

António Colaço Grande João, um filho da freguesia dos Envendos. Até sempre! Um abraço solidário a sua família e em especial à sua inseparável companheira Margarida !!!

JH.jpg

Seja como for, foto do incansável João no último Encontro na Sertã.
Ele que ao longo dos anos, no silêncio do corta e cola das tão pré-históricas quanto saborosas "circulares" a todos nos convocou.

João, um privilégio ter-te conhecido, sobretudo porque me reconheci, mais tarde, o quantas pragas nos terão rogado os nossos amigos, por sermos uns chatos do caraças, sempre preocupados em que nada nem ninguem faltasse aos encontros.
Também te roguei mil pragas, como sabes, mas agora, João, quem nos tratará daquele momento sublime com que terminavam as tuas circulares, prometendo para a despedida dos nossos encontros, o momento mágico do.. "será servido um chá e bolinhos"?!
João, prepara-nos aí na "Casa do Pai", como também costumavas dizer, um chá, bolinhos e...celestiais nuvens de algodão doce.
OBRIGADO, João.
Miquelina Nunes Ficamos mais pobres hoje. O céu fica iluminado e sobretudo enriquecido com um homem como ele. Rezaremos por ele de um modo particular hoje e pelos mais próximos, em particular a esposa, Margarida para quem enviamos um fraternal abraço com Maria no coração.
Agostinho Pissarreira Que descanse em paz. Os meus pêsames à família.
José Maria Morgado Martins Um abraço solidário de condolências a toda a família e sobretudoo á sua Margarida.
Manel Pires Antunes Triste notícia. Deus o tenha junto de Si. Sentidos pêsames aos familiares, sobretudo neste tempo que não podem ter o conforto físico dos numerosos amigos.
Jose Ventura R.I.P. Sentidos pêsames à família.
José Manteigas Martins Sentidos pêsames.
Mary Horta Que triste notícia Paz á sua alma os meus sentimentos a toda a família.
Fernando Cardoso Leitão Miranda Descanse em paz na mansão dos homens justos. À família sentidas condolências. Continuará sempre presente entre nós, ele que foi um dos obreiros fundadores da nossa Associação.

JH4.png

José Andrade Sentidas condolências à família e paz à sua alma.

Carlos Filipe Marques Que descanse em paz. Condolências à família.

Joao Inacio Amigo duma vida como costumo dizer. Que Deus o tenha na Sua Glória. Até breve caro João Heitor.

Victor Diogo Sentidos pêsames a sua família.
Descanse na paz do Senhor.
Até um dia.
Jose Maria Lopes As minhas sinceras condolências à Família. Estou muito triste pela notícia porque o João foi um grande companheiro no Seminário e, cá fora, sempre presente nos nossos passeios e eventos. Cada vez somos menos. Entristece-me.
Joaquim Mendeiros Pedro Adeus, João Heitor, amigo e companheiro de tantos anos e de momentos tão bons. Acompanhei e vivi intensamente os teus últimos dias na esperança das tuas melhoras, uma esperança feita de desejos mas pouco mais do que isso desde que te ouvi respirar com tanta dificuldade como se te despedisses de mim e de nós todos, há poucos dias. Ficas comigo e connosco, nos nossos corações, como o amigo de todas as horas, quando falarmos da nossa Associação de Antigos Alunos a que sempre presidiste e sempre acarinhaste com tanto amor e dedicação. Sentidos pêsames à tua Margarida, aos teus filhos e aos familiares e amigos que nunca te esquecerão. Deixaste-nos, mas o teu exemplo de amizade e humildade ficarão connosco. Descansa em paz. Adeus, amigo João.
Cristóvão Pereira Condolências aos familiares.
Herculano Lourenco Um dia muito triste! O João era uma pessoa especial e sempre presente. Sentidas condolências a toda a sua família
João Mendes Gregório Para a família os meus sentidos pêsames com muita tristeza que tomo conhecimento do falecimento deste companheiro sempre presente nos encontros/convívios entre antigos seminaristas ,Que encontre a paz Eterna um Adeus até breve João Heitor.
Arménio Silva Duque Sentidos pêsames.
José Duque Descanse em paz. Sentidas condolências a toda a sua família e de um modo especial a D Margarida.
Joao Chambel Isidro Isidro Condolências à familia.
Horácio Martins Paz á sua alma .Os meus pêsames á família.
António Patrocínio Perdemos um grande amigo. De certeza que o Pai o recompensara por tudo o que ele fez em vida. Agora lá em cima continuará a olhar por todos nós. Para a Margarida e para toda a familia vão os meus sentidos pêsames. Descanse em paz. A.Patrocinio
Eduardo Oliveira Sentido pêsames à família. Fica a saudade de um bom e preocupado amigo sempre na 1ª linha da nossa associação de antigos alunos da DPC.
António Martins Ribeiro Os meus sentimentos à sua família, descanse em paz!
Virgílio Moreira Os meus sentimentos à família. Descanse em paz.
António Silva Duque Para sempre nos nossos corações, coragem aos familiares de uma forma em especial a sua esposa DONA Margarida e filhos.
Antonieta Henriques Condolências à família e um beijo à Margarida.
Tobias Delgado Os meus sentimentos à esposa, filhos e restante família. Que repouse em paz.
Diamantino Ribeiro Sentidos pêsames a toda a família
Manuel Pereira 😔😔Grande exemplo para todo nós. Descansa em paz, bom amigo.
Celestino Pinheiro Sentidos pêsames à família.
Antonio Escarameia Caro João Heitor, o povo de Deus canta as palavras de São Paulo: “Combati o bom combate, / Minha carreira acabei, / A coroa da Justiça / De Jesus receberei”. Votos para que Deus te conceda, também a ti, a coroa da Justiça e da Paz. Sentimentos à família. Amanhã estarás presente na minha Eucaristia.
Rogerio Roque de Almeida Sentidos pêsames
Manel Pires Antunes Conhecia-o desde os anos 60, depois de ter chegado a Lisboa. Não o conhecia antes e nem sei como ele soube localizar-me e a mais uns tantos mais novos e nos ter enviado convites para convívios/jantares, ocasião para podermos conhecer e contactar com outros antigos alunos que passaram pelos nossos seminários. Depois de muitas reticências, comecei a aparecer e também a incentivar outros para convivermos e falarmos dos nossos problemas. Daqui surgiram encontros sem número, tendo como principal impulsionador o João Torres Heitor. Vários projectos foram equacionados, mas, apesar do entusiasmo, ficámos pelos Convívios ao longo do ano. Ele era o S. Martinho, quer em casa do Marques Alves quer na Nossa Senhora da Rocha, era a sardinhada pelas festividades dos Santos populares, comemorações de datas especiais, como os 400 anos da Sé de Portalegre, onde fomos, passeios fora de Lisboa, e lembro o passeio a Aveiro a convite do D. Marcelino. Mas o local eleito para um Encontro Encontro Anual, alargado, foi nas instalações da Buraca, em cuja organização ele se comprometia totalmente. Aqui já apareciam os antigos alunos de fora de Lisboa, portanto encontros nacionais. O João Heitor era a verdadeira alma desta Associação, que sempre recusou ter estatutos, mesmo assim funcionava na perfeição. Sempre que pedia para sair e dar o lugar a outro, era sempre aclamado com entusiasmo para que continuasse. Até ontem. Deus lhe dê o descanso eterno e que peça lá no Céu por todos nós. Nós também o não esqueceremos. Louvado seja Deus!
 

Faleceu o João Heitor

04.05.20 | asal

João Heitor.jpg

Acabo de receber a triste notícia do falecimento do João Torres Heitor. O seu funeral vai ser hoje, às 4 da tarde, para o cemitério de Carnaxide.

Neste tempo de pandemia, sentimo-nos todos peados e incapazes de o acompanhar nestas últimas horas na terra. Um dia estaremos juntos para celebrar uma missa pelo seu eterno descanso.

Que Deus o receba na Paz Eterna. E as nossas condolências à Esposa, Margarida, e filhos.

O João foi um homem dedicado à família e à Igreja, colaborador ativo na comunidade paroquial de Carnaxide e responsável durante muitos anos pelo Santuário da Senhora da Rocha, que muitas vezes acolheu o grupo dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco. Há muitos anos, já desde o tempo do Sr. D. Augusto César, ele se sentiu responsável maior pelos encontros dos Antigos Alunos, que o Sr. Bispo lhe confiou  e ele nunca abandonou essa tarefa, mesmo quando já se encontrava em grande debilidade.

AH

Aniversários

04.05.20 | asal

Hermínio Canhoto.jpgHoje celebra 81 anos um colega muito chegado (entrou no Gavião em 1952), o Hermínio Canhoto, a viver agora na Aldeia de S. Francisco de Assis, a terra do P. Eusébio. O Hermínio passou uns longos 60 anos na Venezuela, de onde regressou há algum tempo. 

Caro amigo, os nossos PARABÉNS, com votos de muita saúde e longa vida em felicidade.

Contacto: tel. 962 388 862

 

Salvé, P. Marcelino Dias Marques!Marcelino1.jpg

Este colega, hoje pároco de Marvão, celebra o seu 55.º aniversário. Bem nos lembramos do seu trabalho aquando do nosso encontro naquele "Ninho de Águias". A foto foi tirada num dos momentos em que com ele estivemos.

Aqui estamos a dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe muita saúde e longa vida na sua missão de bem-fazer. Pois, que a Vida te cumule de muita felicidade pessoal e felicidade de todos os que serves em missão apostólica.

Contacto: 964078892

Dia da Mãe

03.05.20 | asal

Porque hoje é o Dia da Mãe, de todas as mães, e porque muitas mães apenas viram os filhos ao longe, consoladas embora pelas imagens ao vivo que as redes sociais nos proporcionam, trago para aqui uma brincadeira muito bem conseguida da Rádio Comercial de homenagem às nossas mães e esposas. AH

Aniversário

03.05.20 | asal

António Rodrigues.jpgMAIS UM ANIVERSARIANTE

Desta vez é o António Rodrigues, nascido em 3 de Maio de 1948. Sei que vive no Seixal, mas ainda não nos cruzámos. Um dia destes será.

Aqui se registam os PARABÉNS do grupo, com votos de vida prolongada, com saúde, junto de familiares e amigos. 

Não temos contacto telefónico.

Os nossos doentes

02.05.20 | asal

Apresentação1.jpgHoje fui visitar os nossos doentes, aqueles que sabemos se encontram em maiores dificuldades.

O telefone é nestes dias um meio de comunicação bem útil, pois só assim podemos entrar na casa dos familiares e amigos. E foi o que fiz, resistindo à modorra que nos invade quando as coisas não nos correm a contento. 

Em Portalegre, o nosso colega e grande amigo Leonel Cardoso Martins pôde atender-me com alegria, com uma voz mais agradável que da outra vez, mas resistindo a dizer que está bem e falando mesmo em dores de há um ano para cá. São várias complicações, sem saber quando estará livre de grandes cuidados. Ainda não foi desta que pudemos pegar no latim para nos distrairmos...

Do João Torres Heitor tinha recebido boas informações ainda há pouco por parte do Joaquim Nogueira e do Mendeiros. Já deixou o hospital, onde foi operado, e encontra-se em casa. Mas, depois de alguma recuperação nos primeiros dias, agora parece que retrocede e encontra-se numa situação de quase limite perto do coma, como me disse hoje a Margarida, sua esposa. Vamos fazer força para ver se ele ainda está algum tempo mais connosco. 

Do Zeca - José de Jesus André, sabemos que as melhoras se acentuam. Numa longa conversa com a sua esposa Fernanda, soubemos que ele se encontra com mais ânimo, já conseguiu falar com ela e com os filhos em França, ele que andava triste por não saber nada de ninguém. São terríveis estes dias pela doença e pela ausência dos nossos. Mas hoje soubemos muito mais: não é só o Covid-19 que o derrotou e tem prolongado a sua permanência no hospital. O pior foi a bactéria hospitalar que lá apanhou e que perturbou seriamente a sua recuperação. Perdeu por completo a massa muscular e já se pensa na necessidade de ele ter de frequentar a medicina de recuperação. Deve passar para o hospital de Faro (estas bactérias tramam-nos a vida, já o dizia bem o Joaquim Nogueira, que muito sofreu em idêntica situação...).

Há um Centro de Recuperação em S. Martinho de Alportel, Algarve,  disse a Fernanda. 

Continuamos a desejar a todos melhores dias, no isolamento a que nos obrigamos. E que Deus nos anime!

AH

Palavra do Sr. Bispo

02.05.20 | asal

A MAIS BELA FLOR PARA CADA MÃE

IMG_0590 (3).jpg

 

São muitos os temas que este fim de semana nos oferece para sobre eles se refletir e escrever. É uma boa razão para deixarmos de falar nas consequências do estado de calamidade e coisas assim. Embora sejam muito importantes para saber como afastar ou exterminar esse hóspede indesejado e recém-chegado da China, a sanidade mental reclama intervalar no meio de tanto ouvir matraquear sobre tal ciência e tal malfeitor. Iniciamos o Mês de Maio, o Mês do Rosário, durante o qual, se outras iniciativas paroquiais não forem possíveis, haverá, com certeza, em cada casa, um nobre e amoroso cantinho com a imagem de Nossa Senhora, as flores mais belas e a oração do Terço em família. Celebramos o Dia do Trabalhador em Dia de São José Operário, o homem da família, do trabalho, do silêncio e da oração. Este ano, vivemos este dia do trabalhador muito sofrido e angustiante pelas razões que todos sabemos e que exigiu criatividade e reorganização na sua celebração: ninguém, amuado com o covid, poderia bater com o pé no chão a exigir que tinha de ser assim porque sempre assim foi. Celebramos também o Dia da Mãe, em Dia do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
Pedindo uma oração por quem já nos deixou, saudando todos os trabalhadores de hoje entre os quais (e de que maneira!...), também se encontram todas as mães, tendo presente a complexidade dos problemas que persistentemente batem à porta de todos e de todas, muitos dos quais também São José e Maria tiveram de enfrentar, vou fixar-me apenas no mês de maio, o mês tão querido da nossa gente e que, de uma forma ou de outra, a todos interpela e envolve, inclusive os pastores.
É o mês que torna ainda mais palpável a promessa que o Senhor fez de que quando dois ou mais estivessem reunidos em seu nome Ele estaria no meio deles. Alegrias e dores, esperanças e tristezas, êxitos e fracassos, nascimentos e mortes, aniversários e festas, partidas e regressos, escolhas e recusas, trabalho e descanso, tudo, tudo o que faz parte da vida familiar deve ser conteúdo da oração em família. Não só com o sentimento de ação de graças pela intervenção de Deus na vida, mas também para pedir a sua ajuda, com humildade e confiança. O Rosário foi sempre considerado pela Igreja como uma das mais excelentes orações que a família cristã é convidada a fazer em comum. Aliada às outras formas de oração litúrgica, também ajuda a introduzir os filhos, de forma natural, na oração da Igreja, podendo ser eles os protagonistas, liderando esse momento de oração em família. Rezando por eles e ensinando-os a rezar pelas grandes causas da Igreja e do Mundo, irão sentindo a necessidade de se interrogarem sobre o sentido da sua própria vida, qual a sua vocação, que caminho o Senhor lhes apontará, podendo ser o do ministério ordenado ou o da vida consagrada. A insistência é constante: «Mães, ensinais aos vossos filhos as orações do cristão? Em consonância com os Sacerdotes, preparais os vossos filhos para os sacramentos da primeira idade: confissão, comunhão, crisma? Habituai-los, quando enfermos, a pensar em Cristo que sofre? a invocar o auxílio de Nossa Senhora e dos Santos? Rezais o terço em família? E vós, Pais, sabeis rezar com os vossos filhos, com toda a comunidade doméstica, pelo menos algumas vezes? O vosso exemplo, na retidão do pensamento e da ação, sufragada com alguma oração comum, tem o valor de uma lição de vida, tem o valor de um ato de culto de mérito particular; levais assim a paz às paredes domésticas”, construis a Igreja (FC60). Que as crianças nunca fiquem sem resposta na sua curiosidade de saber e aprendam desde pequeninas que todos somos irmãos e devemos dar as mãos em amor e verdade. Cristo morreu em defesa da Verdade. Em honra das mães que sabem falar de Jesus aos seus filhos e dos filhos que gostam de saber e fazem perguntas, recordo o lindo poema de João de Deus, o grande pedagogo e poeta autor da Cartilha Maternal:

CRUCIFIXO

“Minha mãe, quem é aquele
Pregado naquela cruz?”
- Aquele, filho, é Jesus…
É a santa imagem d’Ele!

“E quem é Jesus?” – É Deus!
“E quem é Deus?” – Quem nos cria,
Quem nos dá a luz do dia
E fez a terra e o céu;

E veio ensinar à gente
Que todos somos irmãos
E devemos dar as mãos
Uns aos outros irmamente:

Todo amor, todo bondade!
“E morreu?” – Para mostrar
Que a gente, pela Verdade
Se deve deixar matar”.

++++

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 01-05-2020.

Vamos rir, pois!

02.05.20 | asal

Anedotas virulentas

IMG_20200428_114731.jpg

A criatividade lusa nunca pára, mesmo em estado de quarentena. Até agora, a compilação de piadas lusas vai assim:


  1. Hoje de manhã, no café, quando tomava a bica, entraram duas pessoas com máscaras e foi o pânico geral. Só quando eles disseram que era um assalto é que a malta sossegou.

    2.  Amor, estou no supermercado, queres alguma coisa?
    – Levaste a máscara?
    – Sim.
    – Traz a caixa registadora
    .

    3.  Amiga, acabo de ver o teu marido aqui, no Lidl, com uma gorda. Vou segui-los. Já te conto.
    – Cabra de merda. Sou eu
    .

    4. Só me fazem disto. Disseram que para ir às compras bastava levar luvas e máscara. Mentirosos! Os outros iam todos vestidos.

    5.Mamã, porque é que o pai é tão feio?
    – Foi assim, filha. Conhecemo-nos numa fila do supermercado, tínhamos uma máscara e estávamos a dois metros de distância. As coisas, na altura, eram muito complicadas para os míopes
    .

    6. De repente, já cumprimos mais prisão domiciliária do que o Ricardo Salgado.

    7. Sabe aquela parte da Cinderela em que entram os passarinhos e ajudam a arrumar a casa? Então, alguém tem o contacto dos passarinhos?

    8. Quem ainda não tem o Covid-19, já não vale a pena [ter]. Em setembro já vai sair o Covid-20, com muito mais funcionalidades.

    9. Provérbios adaptados: ‘Março, marçagão, de manhã pijama, à tarde roupão’ ; "Em Abril, Covids mil".

    10. Nem nos meus sonhos mais loucos imaginei entrar num banco com máscara para levantar dinheiro.

    11. Quando isto tudo terminar vou tirar uns dias de descanso.

    12. Aviso: Quando isto acabar vou fazer uma quarentena ao contrário – 14 dias sem ir a casa.

    13. Sabem-me dizer quando podemos receber novamente pessoas em casa? A minha mulher está há dois dias a bater à porta.

    14. Esse vírus só pode ter sido criado por uma mulher. Conseguiu cancelar o futebol, fechar os bares e manter os maridos em casa.

    15. Fiquem tranquilos. Com 15 dias de escolas fechadas, as mães vão desenvolver a vacina.

    16. Hoje vou deixar uma garrafa em cada divisão da casa. Assim, logo à noite, vou dar uma volta pelos bares.

    17. Nunca vi uma merda ‘Made in China’ durar tanto!!!

    18. Se este é o vírus chinês imaginem o original.

    19. Esta é a primeira vez na História que o original vem da China e a cópia de Milão.

    20. Falaram-me de uma série de abdominais, mas não a encontro na Netflix.

    21. Última hora: as estatísticas de infidelidade baixaram 80%. Um êxito.

    22. Não se pode tocar, beijar e tem de se manter distância… Porra! Isto não é um vírus; é uma casa de strip.

    23. Uma conclusão é certa: ter coronavírus é igual a ter um par de cornos. Uns já têm; outros vão ter; e muitos nunca vão saber que tiveram.

    24. Desconfio que as abreviaturas a.C. e d.C. vão assumir um novo significado.

    25. Bem-aventurados os que andam passeando à toa na rua, em breve eles verão o Senhor. Teimosos 1.1.

    26. É Semana Santa. Se você não sabe ressuscitar, fique em casa.

    E ainda isto não acabou...!

Autor desconhecido. (email do Joaquim Nogueira!)

Hoje há música

02.05.20 | asal

Frei Hermano da Câmara

Mário Pissarra.jpeg

Quiseram os caminhos da vida que eu me tenha cruzado com ele. Ambos a estudar teologia. Ficámos muitas vezes ao lado um do outro nas aulas. Ele ausentava-se facilmente do que se estava a passar na aula e eu depois emprestava-lhe os apontamentos.

A nossa amizade valeu-me uma experiência de que gostei muito. Fui seu convidado dois fins de semana no convento de Singeverga. Entrei assim no seu mundo: o pequeno estúdio no sótão, os poemas que lhe enviavam para ele musicar, o gravador para o qual começava por cantar, as partituras que o frei Gabriel extraía a partir do gravador e enviava para a Valentim de Carvalho.

Depois de 1973 nunca mais o encontrei. Só o vi na televisão. Mas continuo a senti-lo como um amigo e a gostar de ouvir alguns dos seus trabalhos musicais. Sobretudo este.

Mário Pissarra

A globalização do medo (3)

02.05.20 | asal
Meu caro António
Aí te envio mais uma discreta colaboração para o nosso querido Animus, nosso fiel Amigo nestes dias de retiro forçado nas nossas cabanas de viajantes peregrinos do Além, onde já não haverá pandemias.
Regresso ao tema para tentar revelar outros aspectos interessantes de como os nossos antepassados ainda terão sofrido muito mais do que nós. Com revolta ou confortados com a sua Fé. Seja como tenha sido, temos que viver o melhor que nos for possível, nos tempos que nos são dados viver. Cuidemo-nos porque o Bem será para todos.
Com um forte e alongado abraço neste dia de profundo significado. Até sempre.

Florentino2.jpgFlorentino Beirão

Nota: Obrigado, Florentino, pela tua ativa colaboração. Quem mais ajuda? AH
 

Cuidar dos enfermos

A nível mundial, continuamos a viver num contexto em que o medo e a ansiedade envolvem todo o planeta, sem ainda se vislumbrar, como será o dia de amanhã. Países pobres e ricos vivem mergulhados na mesma perplexidade, a verem crescer os infetados e os milhares de mortos, devido ao coronavírus. Os habituais cemitérios, em vários países, já rebentaram pelas costuras, dando lugar à abertura de valas comuns. Quando alguém morre, nem sequer as famílias conseguem fazer a cerimónia do tradicional luto, ficando retidos às portas dos cemitérios. Nos lares e nos hospitais, como as visitas são interditas aos familiares e amigos, muitos utentes e doentes chegam a considerar-se esquecidos ou desprezados.  

Como sabemos, ao longo da história, sempre existiram pandemias e doenças, mais ou menos mortíferas. Umas mais virulentas e prolongadas do que outras.

Desta vez, o causador da desconstrução do complexo mundo em que vivemos foi o novo e polémico coronavírus (SARS-CoV -2). Como consta, terá surgido em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. E em três meses, foi-se espalhando pelo globo, levando a Organização Mundial de Saíde (OMS) a classificar a covid-19, como uma pandemia, em 11 de março de 2020. As respostas a este violento vírus têm sido muito diversas. Países houve que tomaram medidas mais rápidas e certeiras do que outros. Entre os mais lentos e desastrados, encontra-se a América do Norte e o Brasil, com efeitos bem desastrosos.

Quanto ao nosso país, foi dos que mais rápido travou este combate, decretando e renovando o estado de emergência, com o confinamento. Uma acertada medida dado que os nossos hospitais não se encontravam preparados para poderem dar uma resposta rápida e adequada a tantos doentes infetados. Por esta razão, teve de se recorrer a hospitais de campanha e suspender consultas e cirurgias no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ontem como hoje, a sociedade sempre se organizou para dar resposta aos casos de doenças e epidemias que surgiram, nomeadamente na Idade-Média, tendo também ocorrido várias no nosso país.  

Vejamos então quais as respostas encontradas neste período da nossa história, para se fazer face a algumas doenças ou epidemias.

Neste período da nossa história, como se vivia em contexto de cristandade, era natural que a Igreja, presente em toda a parte, protagonizasse a resposta mais adequada e possível, à comunidade enferma. Como se exigiam avultados bens, para se cuidar dos pobres e dos enfermos, o clero incidia a sua pregação em despertar nos ricos a virtude da caridade, oferecendo bens celestes em troca. Deste modo, se procurava garantir a salvação eterna aos benfeitores.

Foi neste contexto religioso que surgiram as Misericórdias em Portugal em 1498, por iniciativa da rainha D. Leonor, no reinado de D. João II. Estas tinham como finalidade, cumprir as 14 Obras de Misericórdia: sete espirituais e sete corporais. Recordemos estas últimas: cuidar dos enfermos, remir os cativos, visitar os presos, vestir os nus, dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, dar abrigo aos peregrinos e enterrar os mortos.

Os fiéis eram assim chamados a cuidar dos mais necessitados, os mais frágeis da sociedade. Esta preocupação já se vinha desenvolvendo na Europa, desde os séculos XI e XII, com o aumento do número de pobres que vinham do campo para a cidade, a crescer para fora dos seus muros.

O dar esmola aos pobres, e fazer-se testamento a favor das instituições de caridade da Igreja, fazia parte do conjunto das boas obras recomendadas. Neste período da história, os ricos cuidavam dos seus pobres, a quem ofereciam refeições de pão, água, vinho, carne ou peixe.

Sabe-se ainda que aos doentes, no séc. XIV, na Peste Negra , era -lhes dado uma sopa de canja ou carne de frango, de mais fácil digestão.

Segundo a medievalista Ana Rita, houve até um casal rico de Coimbra que, no período da desta peste, fez doação de sete marcos de prata para um cálice, exclusivo para dar a comunhão aos enfermos. Os doentes desta peste já puderam contar com as instituições de assistência da Igreja que se foram expandindo, desde o séc. XII, proporcionando-lhes alguns cuidados médicos, abrigo, agasalho e alimentação. Felizmente, já muito se evoluiu no cuidar dos enfermos, um imperativo humano de todos os tempos. Cuidemo-nos.

florentinobeirao@hotmail.com

Pág. 3/3