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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A Associação antes de 2010 - 3

17.05.20 | asal

Voltando aos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, aqueles que há muitos anos acharam que valia a pena encontrarem-se, conviver e fazer amizades no tempo em que a carta e o telefone eram os grandes meios de comunicação, temos hoje a continuação do testemunho do António Patrocínio. Ontem, ele falou sobretudo dos encontros da Buraca. Hoje espraia-se por outras paragens, dando a entender que havia um grupo que cultivava a amizade em grau superior. Sinal maior dessa amizade está nesta foto ao lado, do último aniversário do João Heitor, celebrado em Nisa com um convidado especial, o amigo António Patrocínio. Eis as suas palavras. AH

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O primeiro contacto que tive com o grupo dos ex-seminaristas foi num restaurante que o Marques Alves tinha junto à linha do comboio em Entrecampos, isto por volta do princípio do ano de 1970. Aí nos juntámos várias vezes, alternando com a casa dele na Ramada (Odivelas). Era um número restrito e aí combinávamos os vários encontros mais abrangentes. Os mais assíduos eram o João Heitor que comandava as tropas,  além do Dias Nogueira, o Marques Alves, eu, o Manuel Carrilho, o Abílio Cruz Martins e mais alguns mais velhos de que eu agora não me recordo.

O Marques Alves tinha nos baixos de sua casa um escritório com uma espécie de agência de jogos da Santa Casa e era aí que ele nos disponibilizava os meios necessários para fazermos a nossa escrita, tal como uma lista  (caderno) de todos os antigos alunos cujos nomes previamente tinham sido solicitados aos seminários diocesanos. Nessa lista constavam os nomes por ordem alfabética, moradas que se iam actualizando, com números de telefone.

Essa lista estava em poder do João Heitor e ele levava-a sempre para a Buraca, de que já falei antes. Também era essa lista que servia de base para se enviarem as circulares que também se redigiam no escritório do Marques Alves. Faziam-se os envelopes e seguiam depois pelo correio.

Além do encontro da Buraca, em cada ano tínhamos pelo menos mais dois encontros: pelos santos populares, a sardinhada (que muitas vezes era na Senhora da Rocha, em Carnaxide) e o magusto pelo São Martinho, que teve lugar em locais diferentes. No magusto, alguém residente na zona saloia (Loures) e conhecedora do ramo, se encarregava de arranjar a água-pé.

Havia outros passeios ou de autocarro ou de automóvel. Fizemos um passeio à Bairrada caves do Barrocão - almoço) e visitámos o D. Marcelino em Aveiro. Neste passeio, ainda visitámos o museu de Santa Joana Princesa  e a Gafanha da Nazaré, sempre acompanhados pelo Sr. Bispo).

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De outra vez (dois dias) fomos em passeio para Portalegre (Serra de S. Mamede – morangal), organizado pelo Cón. Lúcio (quem quis dormiu no Seminário) e também visitámos a quinta do Padre Marques Pires, a casa do Padre Nuno Tavares, visitámos o antigo seminário e castelo de Marvão) e almoçámos na Santa Casa da Misericórdia, onde o João de Deus era provedor.

Outra vez fomos também a uma quinta que o Manuel Luis Farinha tinha ente Almeirim e Alpiarça.

Em todos esses encontros, tinham também papel de relevo as respectivas esposas, onde, como muito bem diz o Pires Antunes, elas contribuíam com zelo e alegria na eloboração de tudo quanto era necessário para que tudo corresse bem.

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Não posso aqui esquecer o Zé Manuel Estevinha que nos deixou muito cedo e que também fazia parte dos mais assíduos.

As fotos que descobri referem-se pelo menos a três passeios: a viagem a Portalegre e arredores, uma ida a Abrantes, onde na Chainça fomos recebidos pelo Alberto Duque e outra viagem a Nisa, com paragem na minha casa, onde tivemos a presença do Sr, D. José Alves e do Sr. Cón. Lúcio.

Outros poderão dizer mais, completar ideias e informações. Mas uma coisa é certa: lembrar aqueles tempos ainda deixa água na boca.

António Patrocínio

NOTA: Estas 15 fotos falam por si. Olhem esta juventude!

Aniversário

17.05.20 | asal

TEMOS HOJE DOIS ANIVERSARIANTES!

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José Carlos Calvário Antunes nasceu em 17-05-1956. É um benfiquista, que penso ser dos Valhascos e a residir nos arredores de Lisboa. Mas não temos mais informações e ficamos por aqui.

 PARABÉNS e que seja bafejado pela saúde, pela alegria e pela felicidade de família e amigos. Também não temos contacto telefónico.

 

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O outro aniversariante é o  Alfredo Farinha Simão, nascido em 17-05-49, de quem mais nada sabemos. 

Damos-lhe os PARABÉNS, com votos de muita saúde. E deixamos aqui um abraço. 

Contactável pelo tel. 962 349 589

A Associação antes de 2010 - 2

16.05.20 | asal

DE ALCAINS PARA A BURACA

Hoje devíamos encher os corredores do Seminário de Alcains. A terrível epidemia vírica não o permitiu. Oxalá venham rapidamente dias melhores, para nos sentirmos mais felizes. Em vez de Alcains, vamos fazer uma jornada pela Buraca, Lisboa, lembrando tempos antigos, em que todos éramos mais jovens. Connosco, o António Patrocínio e suas fotos. E brevemente virão mais a público, prometo. AH

 

Amigo António Henriques

Conforme combinado, aqui estou a enviar-te algumas fotos que consegui localizar. Tenho por aí mais algumas, mas não sei onde. Logo que consiga localizá-las, faço envio.

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Agora, alguns apontamentos, fazendo uma rápida memória daquilo que me recordo. O Manuel Pires Antunes já te transmitiu e foram publicados em 07.05.20 alguns apontamentos em que me revejo e são bastante interessantes. Também eu já escrevi no facebook alguns apontamentos. Mas passo a contar mais em pormenor.

Todos os anos, no último sábado do mês de Janeiro, tinha lugar o encontro na Casa do Bom Pastor, na Buraca. A marcação era feita pelo Heitor e ficava marcada de uns anos para os outros.

Por fim lembro o modo como decorriam as reuniões na Buraca, as quais tinham uma maior amplitude.

Era feita a circular e enviada pelo correio e era o João Heitor quem geria o fundo de maneio.

Cedo se começavam a juntar os antigos alunos. Uns vinham por meios próprios e outros de transportes públicos. Vinham de comboio de Castelo Branco (o Alexandre) e do Tramagal e outros até de mais longe. – Era grande a alegria do reencontro e havia grandes palmadas nas costas.

Pelo meio dia, tinha lugar a celebração eucarística, que era presidida pelo Bispo Marcelino, ou, quando ele não podia vir, era por um representante do Seminário. Houve pelo menos uma vez que também esteve a presidir o Bispo D. José Alves.

Depois da missa, tinha lugar o almoço e convívio e faziam-se as contas. Via-se quanto era a cada um, metiam-se mais uns trocos para os selos e no fim o João dizia quanto era, mas que quem não pudesse pagar, não pagava, e quem pudesse pagava o que queria. Abria-se o saco e no fim sobrava até para dar alguma coisa.

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Vinha depois a sessão solene. Davam-se as notícias da Diocese, havia um tema e no fim a comissão punha sempre o lugar à disposição para organizar o convívio no ano seguinte. Mas todos se levantavam e diziam que continuava a mesma comissão.

Passava também uma folha para quem quisesse fazer um donativo para o Seminário.

Terminada a reunião, havia o habitual “chá e bolinhos” (confeccionados pelas esposas) e de seguida as despedidas.

Além do João Heitor, não quero aqui esquecer o dinamismo que punha nisto tudo  o Joaquim Dias Nogueira.

Outras coisas mais havia para contar. Algumas não me recordo.

Um abraço do A. Patrocínio    

NOTA: Nestas 10 fotos que seguem em galeria, vamos sobretudo olhar para estas caras tão jovens. As fotos situam-se provavelmente entre 2005 e 2007, altura em que D. José Alves era bispo de Portalegre.

Acrescento mais um texto do Facebook, da autoria do Manuel Pires Antunes, onde a semelhança de pontos de vista é flagrante, acrescentando mais uns pormenores com que todos nós mais nos enriquecemos.

 

«Conhecia o Dias Heitor desde os anos 60, depois de ter chegado a Lisboa. Não o conhecia antes e nem sei como ele soube localizar-me e a mais uns tantos mais novos e nos ter enviado convites para convívios/jantares, ocasião para podermos conhecer e contactar com outros antigos alunos que passaram pelos nossos seminários.

Depois de muitas reticências, comecei a aparecer e também a incentivar outros para convivermos e falarmos dos nossos problemas. Daqui surgiram encontros sem número, tendo como principal impulsionador o João Torres Heitor.

Vários projectos foram equacionados, mas, apesar do entusiasmo, ficámos pelos Convívios ao longo do ano. Ele era o S. Martinho, quer em casa do Marques Alves quer na Nossa Senhora da Rocha, era a sardinhada pelas festividades dos Santos populares, comemorações de datas especiais, como os 400 anos da Sé de Portalegre, onde fomos, passeios fora de Lisboa, e lembro o passeio a Aveiro a convite do D. Marcelino. Mas o local eleito para um Encontro Encontro Anual, alargado, foi nas instalações da Buraca, em cuja organização ele se comprometia totalmente. Aqui já apareciam os antigos alunos de fora de Lisboa, portanto encontros nacionais. O João Heitor era a verdadeira alma desta Associação, que sempre recusou ter estatutos, mesmo assim funcionava na perfeição.

Sempre que o João pedia para sair e dar o lugar a outro, era sempre aclamado com entusiasmo para que continuasse. Até ontem. Deus lhe dê o descanso eterno e que peça lá no Céu por todos nós. Nós também o não esqueceremos. Louvado seja Deus!

Manuel Pires Antunes

 

Palavra do Sr. Bispo

16.05.20 | asal

KAROL WOJTYLA NASCEU HÁ CEM ANOS – 18 de maio.

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Haverá alguém que dele não se lembre!?... Sim, os jovens de hoje não presenciaram o entusiasmo contagiante de São João Paulo II. No entanto, também eles usufruem das suas iniciativas e ensinamentos, dos seus apelos e desafios. Foi um dos líderes mais influentes da História do século XX. A sua longa peregrinação pelo mundo fez dele um lutador pela liberdade e pelos valores essenciais à dignidade humana. Sem medo e apelando à coragem, acelerou acontecimentos marcantes, destruir paredes e construiu pontes, abriu portas e rasgou horizontes, aglomerava multidões e falava energicamente. Vibrava com o entusiasmo da juventude cujas Jornadas Mundiais instituiu, pois, segundo ele, os jovens são, para a Igreja e para o Mundo, “um dom especial do Espírito de Deus”, eles sentem “um valor profundo daqueles valores autênticos que têm em Cristo a sua plenitude” (IN9). Apreciava o desporto, gostava do caiaque e do esqui, da literatura e do teatro, da poesia e da música, dos combates intelectuais com abertura às novidades e interrogações do tempo. Prezava a vida e o viver com fé o serviço à comunidade humana. Trabalhou pela promoção da família e da vida, das vocações consagradas e laicais, multiplicou os métodos de evangelização e fez despertar um novo dinamismo missionário, contribuiu profundamente para a unidade dos cristãos e para que a Igreja fosse verdadeiramente “a casa e a escola da comunhão”. Exortava os cristãos a que não ficassem indiferentes nem abdicassem de intervir na gestão pública, isto é, a que se envolvessem na política, na ação económica, social, legislativa e cultural para ajudarem a promover, de forma orgânica e institucional, o bem comum.
Denunciou a irresponsabilidade ecológica e defendeu o desenvolvimento sustentável, preocupou-se com os desequilíbrios económicos e sociais no mundo do trabalho e apelou a que o processo da globalização económica fosse gerido em função da solidariedade e do respeito devido à pessoa humana. Enfim, deixou um património imenso não só ao tesouro doutrinal da Igreja, em todas as suas áreas, mas à própria comunidade humana. Pensava no interior de uma multiplicidade de culturas e sabia expressar-se em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, para além da sua língua materna. Verdadeiramente ecuménico e missionário, fez-se peregrino de todos os continentes, anunciando Jesus Cristo com energia, plenamente identificado com a Igreja e servindo com persistência e humildade. Visitou 129 países, alguns dos quais mais do que uma vez: em Portugal esteve por três vezes. Foi incansável em apelar a todos que tivessem a coragem de escancarar as portas a Cristo Redentor, “o fundamento e centro, o sentido e a meta última da História” (IN5). Teve um papel fundamental no esboroar de alguns regimes totalitários bem como na melhoria das relações da Igreja Católica com o Judaísmo, o Islão, a Igreja Ortodoxa, as Religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Teve opositores, é verdade, estranho seria se os não tivesse! Sofreu atentados, entre os quais o de 13 de maio de 1981, na praça de São Pedro, no Vaticano. Uma das balas que o atingiu está incrustada na coroa da imagem principal do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, a quem ele se sentia muito grato por lhe ter salvo a vida.
Nasceu em 18 de maio de 1920, na Polónia e viveu tempos politicamente difíceis e humilhantes, experiências inesquecíveis como a ocupação nazi do seu país, conforme ele dá conta: “vivi esse momento trágico quando o governador nazi Hans Frank se estabeleceu no castelo do Wawel, sobre o qual foi içada a bandeira da cruz gamada. Para mim foi uma experiência particularmente dolorosa”. Fecharam-se as universidades, os professores foram presos, os estudos interrompidos. Para evitar ser deportado, trabalhou como tarefeiro em restaurantes, como operário de minas e da indústria química.
Cedo ficou órfão, cedo perdeu os seus irmãos: "Eu não estive presente na morte de minha mãe, nem na do meu irmão e nem na do meu pai (...) Aos vinte, eu já tinha perdido todos os que amava".
Após a morte de seu pai, e ficando sozinho, começou a considerar seriamente a ideia do sacerdócio. Bateu às portas do seu Bispo, o Arcebispo de Cracóvia, e logo começou a ter aulas no seminário clandestino. Em agosto de 1944, quando a Gestapo arrebanhou os homens de Cracóvia para que se evitassem revoltas, Karol conseguiu escapar, escondendo-se detrás de uma porta no porão de uma casa. Milhares de homens e rapazes foram levados prisioneiros naquele dia. Dali, refugiou-se em casa do Arcebispo de Cracóvia, onde permaneceu até à retirada dos alemães. Terminado os estudos no seminário de Cracóvia, foi ordenado sacerdote, no Dia de Todos os Santos de 1946. Continuou estudos em Roma e, no regresso à Polónia, foi-lhe entregue a sua primeira tarefa pastoral, uma paróquia. Ao chegar ao local, a sua primeira ação foi ajoelhar-se e beijar o chão, gesto que o Cura d’Ars tinha feito e que ele iria usar, mais tarde, como Papa, nos países que visitava. Foi mais tarde transferido para outra paróquia, foi professor universitário, tinha dois doutoramentos e publicava trabalhos de vários saberes, em revistas e livros. Nomeado Bispo-Auxiliar de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e na redação de alguns dos seus documentos mais importantes. Fez parte de todos os sínodos posteriores, foi nomeado Arcebispo de Cracóvia e, depois, Cardeal. Após a morte de Paulo VI, participou na eleição de João Paulo I, que morreu 33 dias depois. O Cardeal Karol Wojtyla foi o eleito no conclave seguinte, tendo escolhido o nome de João Paulo II, com o lema Totus Tuus, tinha 58 anos de idade. À multidão reunida na Praça de São Pedro referiu que aceitara receber esta nomeação “com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima...”
Teve o terceiro maior pontificado da história, quase 27 anos: desde 16 de outubro de 1978 a 02 de abril de 2005, dia do seu falecimento, com Parkinson, abandonando-se em Deus e confiando-se a Maria Santíssima. Um ano depois da sua morte, uma morte esperada mas muito dolorosa, afirmava Bento XVI: “Nos últimos anos, o Senhor despojou-o gradualmente de tudo, para o assimilar plenamente a si. E quando já não podia viajar, e depois nem caminhar, e enfim nem falar, o seu gesto, o seu anúncio reduziu-se ao essencial: ao dom de si próprio até ao fim. A sua morte foi o cumprimento de um coerente testemunho de fé, que tocou o coração de tantos homens de boa vontade” .
Em 27 de abril de 2014, numa celebração presidida pelo Papa Francisco e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi canonizado conjuntamente com o Papa João XXIII.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 15-05-2020.

Aniversário

16.05.20 | asal

PARABÉNS, MÁRIO PISSARRA!

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E já lá vão 72 primaveras... É uma vida cheia de vida, todos nós sabemos isso! Mas espero que a tua actividade não se ressinta e continues pujante a filosofar aí por essa Abrantes querida...

Aqui ficam para ti os PARABÉNS do grupo e os votos de boa saúde, muita alegria e felicidade, desfrutando dos valores da Vida. Obrigado pelo muito que já fizeste por este grupo. 

Contacto: tel. 966 811 087

Os 75 anos do "Reconquista"

15.05.20 | asal

Queremos manifestar o nosso regozijo por continuar a receber na nossa caixa de correio este jornal regional, sempre viçoso e jovem, mesmo a celebrar os 75 anos de vida. E deixamos aqui um abraço de parabéns ao seu Diretor e trabalhadores pelo serviço que prestam ao distrito de Castelo Branco, mesmo com todas as limitações a que estão sujeitos. AH

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Estas são as palavras do seu Diretor - Agostinho Dias - 14/05/2020

No dia 13 de maio o Reconquista fez 75 anos.

Em outubro passado começamos os contactos para haver uma comemoração condigna da data. Infelizmente com as medidas de confinamento, com a impossibilidade de celebração em grupo, e com todas as dificuldades a que estamos sujeitos pelo covid-19, não nos é possível celebrar dignamente estas bodas de diamante.

Esperamos poder vir a fazê-lo no futuro.

Os anos não nos pesam; mesmo com os jornalistas em tele-trabalho, durante mais de um mês, com a porta da redação fechada, o jornal em papel tem saído sempre pontualmente.

Não temos descurado a edição on-line, nem as transmissões em direto dos acontecimentos em cima da hora, e são muitos os que vêem essas transmissões.

Sabemos que temos o dever de informar, e porque a situação assim o exige, também o Estado tem a sua quota parte na manutenção dos apoios à imprensa regional.

Os tempos não são fáceis neste aspeto.

Como jornal regional de inspiração cristã sabemos a responsabilidade que isso acarreta e não queremos deixar os nossos créditos por mãos alheias.

Precisamos dos nossos leitores, assinantes, anunciantes, daqueles que nos telefonam a dar notícias, daqueles que habitualmente ou ocasionalmente colaboram connosco e até daqueles que nos criticam. A todos agradecemos a colaboração dada, e associamo-los à festa deste aniversário.

Contudo, o melhor que temos são os 18 trabalhadores desta empresa, sempre dispostos a dar a cara e o trabalho que fazem. Para eles uma salva de palmas ao apagar as 75 velas do bolo desta edição.

A globalização do medo (4)

14.05.20 | asal
Caro Henriques
Não podemos calar o escândalo que se está a passar nos nossos Lares. Idosos esquecidos, a clamarem por Justiça e carinho. Funcionários sem testes nem formação que os ajude a encarar o tratamento desta pandemia. Famílias que não contactam há vários meses com os seus familiares. Um oceano de tristeza e mágoa que varre o nosso país, tão ordeiro e submisso.
Esquecer quem tanto labutou na Vida...é escândalo a reparar. Os utentes dos lares merecem mais.
Num abraço amigo, extensivo a todos os nossos companheiros de jornada e de ideal.
PS... Continuamos à espera de mais testemunhos, relativos às vivências no seminário de Alcains. Para já, temos dúzia e meia.
Florentino Beirão

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Os Lares no fio da navalha

 

Por más razões, os lares saltaram para as primeiras páginas da comunicação social. Ao longo das últimas semanas, os mortos nestas instituições, legais e ilegais, motivados pela pandemia do covid-19, atingiram cerca de 50% do número total das vítimas mortais. Trata-se de um elevado número de cidadãos que permaneceram muito esquecidos dos poderes públicos, na fase mais aguda desta devastadora pandemia. A população mais idosa, a mais vulnerável à contaminação pelo vírus.

Demasiado tempo, foram ficando na penumbra as 5.680 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), os 340.000 trabalhadores que delas cuidam, bem como os seus 800.000 utentes, incluindo as 380 Misericórdias, associadas na União das Misericórdias. Não incluindo neste número os milhares de lares clandestinos, difíceis de contabilizar, devido à sua situação de ilegalidade. O seu número poderá oscilar entre 3.500 e 3.800, ocupados por cerca de 35.000 idosos. Será que os lares clandestinos conseguem superar o número dos legais? Por onde anda a fiscalização da Segurança Social? Dá que pensar…

Seja como for, o certo é que nesta esquecida população idosa não se fizeram, em devido tempo, os testes do vírus, como era aconselhável, por se tratar de um grupo de alto risco, e portanto muito sensível aos efeitos nefastos desta mortífera pandemia. Foram-se deixando passar os dias, até que o escândalo acabou por rebentar nos noticiários, ao constatar-se os numerosos infetados e mortes destas instituições.

Deste modo, se foram esquecendo os idosos, cidadãos de pleno direito, dos quais, não se cuidou como devia, nomeadamente pelas autoridades da Direção Geral de Saúde (DGS) e do Ministério da Saúde (MS). Porque, como é sabido, uma sociedade que não cuida dos seus idosos está doente. Pois que a eles devemos tudo o que somos e temos. Esta grave omissão, acabou por gerar, numa grande parte dos utentes dos lares e famílias, profundo sentimento de abandono que não mereciam. Sabendo – se da grande probabilidade das pessoas idosas serem as mais afetadas por este vírus, os responsáveis pela prevenção e tratamento adequado a esta população tornaram-se supostamente, os mais culpados pela perda de numerosas vidas, se para elas, se tivesse olhado atempadamente.

A este propósito se referiu recentemente o padre Lino Maia, que preside à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS): “ o Estado fiscaliza muito mais do que acompanha os lares”, onde se encontram idosos em final de vida, por vezes muito penosa, para sustentarem as suas famílias e darem aos seus filhos um futuro mais risonho do que foi o seu. Deste modo, acusa este dirigente que “o Ministério da Saúde, ao longo desta pandemia, não deu indicações atempadas aos lares. E mesmo as que vieram a ser dadas, nem sempre foram a tempo e nem sempre coincidentes. Deste modo, os idosos destas instituições não foram devidamente assistidos (…) ficando assim para trás nos cuidados que lhes deviam ter sido prestados, nomeadamente, nestes tempos pandémicos. E, indignado remata: “por vezes, parece transparecer uma certa estigmatização dos mais velhos, acompanhada por algum desprezo. E os lares e as instituições de solidariedade que emanam da solidariedade e da capacidade organizativa e mobilizadora da sociedade, não são respeitados pela Saúde como deveriam ser”.

Pelo contrário, a sociedade civil, ao longo destes meses de confinamento, tem demonstrado uma enorme solidariedade para com os mais necessitados da sociedade, procurando não deixar ninguém para trás.

Acrescente-se em abono da verdade, que ultimamente, tanto o governo como os municípios e juntas de freguesia, se têm empenhado mais no cuidado às instituições de solidariedade social, disponibilizando mais e melhores cuidados de Saúde.

Nesta linha, nas últimas semanas felizmente, está-se a cumprir o prometido pelo Governo, encontrando-se os lares de um modo geral acompanhados por médicos e enfermeiros dos Centros de Saúde, em articulação com os hospitais. Acresce ainda a competente formação que está a ser ministrada aos trabalhadores dos lares, pelo Ministério da Saúde.

A partir de agora é legítima a pergunta. O que irá acontecer a nível de fiscalização dos lares ilegais a trabalharem, muitas vezes, em condições tão deploráveis?

Pelo que temos constatado, esta epidemia foi revelando que infelizmente, a assistência a muitos dos idosos se encontra no fio da navalha, sem uma adequada assistência. Urge pois inverter esta deplorável situação, na esperança de melhores dias. Cuidemo-nos.

florentinobeirao@hotmail.com

Aniversário

14.05.20 | asal

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Também faz hoje 68 anos o Augusto da Teresa Pissarreira, que dedicou a vida ao ensino e à direcção das escolas, nomeadamente em Linda-a-Velha. Vive em Mação, de acordo com o seu Facebook.

Meu caro, damos-te os PARABÉNS deste grupo  e desejamos-te muita saúde e alegria na vida.

Contacto: tel. 967 089 779

O Mário sempre encanta

13.05.20 | asal

A inveja nem sempre é má

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Certo dia, nas arcadas laterais exteriores do Seminário de Portalegre assisti a uma conversa que nunca mais esqueci. Os conversadores eram o Fernando Farinha e o Pe. Américo, pároco da Urra. O tema era a nova editora: Moraes Editores. Um conjunto de católicos progressistas queria lançar uma editora e publicar livros mais arejados e de acordo com o espírito do Vaticano II. Para levar por diante este projeto escreveu aos Pes. mais jovens a convidá-los para aderirem. Para isso bastava entrar com dez mil escudos e o investimento iria sendo recuperado com livros e era garantido sempre um desconto de 20%. Os livros seriam selecionados dos que se iam publicando. Disto falava o Pe. Américo ao Fernando.

No ano de 1966/7, o Fernando era meu colega e o Pe. Américo era para mim uma figura do outro mundo. Ele e o Pe. Sebastião. O Pe. Américo aparecia pelo seminário depois de almoço, de vez em quando, para jogar à bola connosco. Era um extremo hábil e rápido. Contava-se a história de que tinha ido ao Brasil visitar uns familiares, participou por lá numa ‘futebolada’ e foi logo convidado a assinar um contrato. Nunca lhe perguntei da veracidade do facto. Nunca gostei de destruir mitos quando estes se alimentam do verosímil. O mito do Pe. Sebastião construía-se em torno do Belenenses. Era um defesa central de alto gabarito e, num jogo, um responsável daquele clube lisboeta viu-o jogar e ao fim do jogo quis levá-lo para central do Belenenses. Este mito foi ainda mais fácil de alimentar. Nunca vi o Pe. Sebastião jogar futebol. Se ele era tão bom jogador como boa pessoa, então não era mito, era verdade. Garantiu-mo meu irmão e, depois, tive oportunidade de o confirmar ao falar com ele quando veio aqui para o Rossio ao Sul do Tejo.

Voltemos à Moraes Editores. Eu, à época, só conhecia um livro editado por eles. O Personalismo de E. Mounier e que foi o primeiro livro de filosofia que estudei e não era um manual. Foi numa disciplina cujo nome não recordo e a proposta de leitura integral da obra foi do Dr. Marcelino. As aulas foram correndo, mas à medida que o exame se aproximava, amontoavam-se as dúvidas: como será um exame sobre um livro, sem apontamentos ou manual? Os resultados não foram brilhantes. Numa primeira tentativa, se a memória me não falha, só eu escapei e não de modo muito brilhante. As coisas recompuseram-se à segunda tentativa.

Vim aqui confessar a minha inveja do Fernando. Pelo contexto, pareceu-me que o Pe. Américo se predispunha a emprestar-lhe os dez contos. Eu era um fedelho que para ali estava, mas se o Pe. Américo me tivesse oferecido o empréstimo dos dez contos, ficaria todo contente e fechado o empréstimo só com uma condição: pagar quando começasse a ganhar. Não costumo ter inveja, mas nessa ocasião pequei e, para cúmulo, nunca me lembro de ter confessado tal pecado. Também nunca perguntei ao Fernando se ele aceitou ou desperdiçou a oportunidade e a generosidade do Pe. Américo.

Eu vinguei-me! Assim que tive uns tostõezitos comprei muitos livros da Moraes Editores. Muitos e bons. Livros que me ajudaram a ser quem sou e a formar o meu pensamento. Ainda conservo muitos. Mas ainda não fui capaz de fazer o luto pelo seu desaparecimento.

Um abraço para o Fernando e outro para o Pe. Américo, cuja última vez que vi e o ouvi foi no funeral do pai de um grande amigo. Durante toda a eucaristia, interroguei-me sobre quem seria o celebrante. Chegou a parecer-me ele, mas o cabelo era grande, habitualmente curto não parecia o dele. A homilia foi um riquíssimo testemunho sobre a fé do falecido, o Sr. Picado, o antigo sacristão da Sé de Portalegre. Até parece mentira, mas fiquei contente. O filho do sr. Picado já me tinha dito que quando era criança ia para a Sé de Portalegre com o pai só para ouvir os seminaristas cantar. Sobretudo na semana santa. O Rui foi mais tarde o maestro do Órfeão de Abrantes até à sua morte prematura.

Mário Pissarra

Aniversários

13.05.20 | asal

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São dois os aniversariantes neste 13 de Maio:

Nascido em 1940, faz hoje 80 anos o Cón. José Dias da Costa, que ,na Igreja da Diocese, é pároco de Cebolais de Cima, Malpica do Tejo, Retaxo e Sarnadas de Ródão. Em Cebolais, conhecemos bem o seu Lar de Idosos, onde algumas vezes estive com o meu amigo P. Luís Moreira Bernardo, que ali passou os seus últimos dias de vida. 

Ao José da Costa deixamos um abraço de PARABÉNS e votos de boa saúde e alegria no serviço a que se dedica.

Contacto: tel. 963 082 472

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Para o João Delgado, que nasceu em 13 de Maio de 1972, vão hoje os nossos pensamentos e nossas felicitações. Trabalhou no Agrupamento de Escolas da Sertã e deduzo dos dados do seu Facebook que hoje se dedica especialmente à fotografia. Em Fátima não estará hoje, dadas as imposições do confinamento pandémico. Mas festa deve haver em casa...

De qualquer modo, aqui te damos os nossos sinceros PARABÉNS, com votos de longa vida cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 916 593 738

Aniversário

12.05.20 | asal

P. Eusébio Firmino da Silva, é hoje o teu dia de anos. Assim, meu caro amigo de coração, nascido em 1942 na Aldeia de S. Francisco de Assis, de onde um dia fugimos para não sermos aprisionados por um grande nevão, colega de profissão como professores no Colégio de S. António em Portalegre, aqui estou eu a dar-te os PARABÉNS de aniversário em nome do grupo e a desejar-te muita saúde para continuares a servir a Igreja com devoção e realização pessoal. 

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Com mais de 30 anos de sacerdócio numa diocese dos Estados Unidos, ainda paroquiou uma comunidade de língua inglesa em Bruxelas por alguns anos.

Agora, vive em Alcains e ajuda os colegas nas paróquias vizinhas. A foto é de um magusto na Senhora da Rocha, em Carnaxide. Viva a Vida! E continua a aparecer, que nós gostamos de ti. Foi na Sertã que nos abraçámos pela última vez.

Contacto: tel.  925 545 01

Voltei à Guiné-Bissau

11.05.20 | asal

Abílio1.jpgLembrando o passado

Estive na Guiné de 1971 a 1973, então com 22 anitos, era conhecido pelo "Capitão Puto", o mais novo do exército português na altura.

A primeira parte da minha comissão desenrolou-se em GUILEGE, fronteira sul com a Guiné Conakri. Éramos conhecidos como toupeiras, pois vivíamos em abrigos subterrâneos à prova de morteiro. No primeiro ano, tivemos 30 ataques ao aquartelamento com armas pesadas. Além da minha companhia tínhamos também um pelotão de artilharia com 3 obuses 11,4, que utilizavam granadas de 25 Kg e tinham alcance de 25 Km e toda a população vivia dentro do arame farpado do quartel, cerca de 700 pessoas.

A companhia que substituiu a minha teve que abandonar o aquartelamento com toda a população, levando apenas os mortos e as armas ligeiras, deixando tudo o resto no quartel. O Major que ordenou o abandono do aquartelamento esteve um ano preso até ao 25 Abril 74.

Tendo conhecimento do Simpósio, em 2008, à minha custa voltei a Guilege, onde esteve também o comandante Coutinho e Lima, que ordenou a fuga do quartel e que foi homenageado pela população guineense.

O quartel já estava praticamente destruído, mas nesta visita foi também inaugurado um museu em Guilege, no qual deixei todo o meu espólio de capitão miliciano. Em Bissau, no tal Simpósio, estiveram reunidos combatentes Portugueses, Guineenses, Caboverdianos, Cubanos, Russos, etc, que estiveram envolvidos nesta guerra.

No google pesquisando Abílio Delgado, pode ouvir-se o discurso que então proferi.

Coisas da guerra. Abraço.

Abilio Delgado 

NOTA: Segue um vídeo com a reportagem deste Simpósio na Guiné-Bissau, da autoria de Carlos Silva. Obrigado. AH

Aniversário

11.05.20 | asal

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Faz hoje 68 anos o Diamantino Ribeiro! Vive na Austrália e aparece por vezes a comentar os acontecimentos no nosso Facebook. Contactamos pelas redes sociais e tivemos a alegria de conviver com ele e sua família no Festival do plangaio e maranho de Sobreira Formosa no último verão.

Para ti, que estás tão longe e tão perto, aqui ficam os sinceros PARABÉNS DESTE GRUPO, com votos de muita saúde e felicidade.

Telefonar para a Austrália não é fácil, mas o seu telefone é o 0011 61 0406889611.

Palavra do Sr. Bispo

09.05.20 | asal

A FRAGILIDADE HUMANIZA A VIDA

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O Sr. Presidente da Assembleia da República, em 25 de abril, marcou pontos ao propor um minuto de silêncio pelos mortos com o covid-19. Com certeza que colocou muitos portugueses em guerra com as lágrimas que teimavam em rolar por cara abaixo. Eu vi, foi um momento solene, bonito e humano, também me perfilei! Mas logo pensei: que bom seria se o mesmo sentimento fizesse levantar os senhores parlamentares a fazer um minuto de silêncio por dezenas e dezenas de milhar de crianças saudáveis que foram mortas antes de nascer. Ou será que dizer que “as crianças são o melhor do mundo”, é coisa de poetas?... Segundo um recente estudo feito com números oficiais do INE e da DGS, já ultrapassam 200 mil as crianças abortadas desde julho de 2007, fora os que não se sabe ou fogem ao controle. A culpa daquelas mortes que mereceram um minuto de silêncio no Parlamento não foi dos ilustres deputados ali mui solenes. Foi do covid-19. A morte de dezenas e dezenas de milhar de crianças que foram mortas não foi culpa do covid-19. Foi das leis que os senhores representantes do povo ali amassaram e cozinharam em nome da liberdade, lavando tranquilamente as mãos ensanguentadas e como se a verdade e a vida dependessem de maiorias parlamentares. Como se não bastasse, ainda se esticam a carpir mágoas pelo calamitoso “inverno demográfico” que atravessamos! Aquelas mortes foram consequência “de uma grave pandemia internacional”, disse o Sr. Presidente, e bem. Estas, a das crianças, são a prova de um enorme descarte nacional apoiado pelo Estado insensível aos gritos de quem pede socorro e não se pode defender, isto digo eu e muitos, mas não vale nada. Para os legisladores sábios e omnipotentes, somos retrógrados demais para entender os sentimentos e a ciência daquelas cátedras e os seus pinchos civilizacionais!... Ai se essas 200 mil crianças se pudessem manifestar em direção ao Parlamento!... como seria bonito!... como seria uma vergonha!... No entanto, se tal bonito não pode acontecer, a vergonha não deixará de o ser!...

“Onde está o teu irmão Abel?”. Caim, que tinha amuado com os êxitos do irmão e o matara, respondeu: “Não sei. Sou, porventura, o guarda do meu irmão?”. E de novo: “Que fizeste? Ouço o sangue do teu irmão a clamar da terra por Mim”. E Caim, caindo em si, disse a Deus: “A minha culpa é grande e atormenta-me...” (cf. Gn4, 9-13).
O projeto inicial da fraternidade era fazer com que cada um fosse protetor e se alegrasse com a presença do outro, em liberdade. É certo que o egoísmo e a dureza do coração humano desvirtuaram este projeto. Cristo, porém, veio restabelecê-lo, dando a vida, por amor. Ele é o Senhor da Vida! Dois mil anos depois, a humanidade ainda não entendeu, não quer entender, é preconceituosa demais. O direito à vida é um direito natural fundamental: “não matarás”! É reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e todos os tratados que abordam tais direitos. A Constituição Portuguesa escreve que “a vida humana é inviolável”, que “em caso algum haverá pena de morte”, que “a integridade moral e física das pessoas é inviolável”, que “ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos” (Artigos 24º e 25º). Tais crianças foram condenadas à morte, injustamente, com tratos desumanos e degradantes, por quem abriu as portas ao aborto e disponibilizou, para o efeito, o Serviço Nacional de Saúde e os estabelecimentos de saúde privados e autorizados. Tudo foi facilitado para destruir os mais frágeis, para lhes negar o primeiro e fundamental direito e promover a cultura da morte. O aborto clandestino, uma tragédia que a todos envergonha, impõe saber as causas que levam a isso, erradicá-las tanto quanto possível e educar para o respeito pela vida própria e alheia, e apoiar a maternidade e as famílias. À pergunta sobre “onde está o teu irmão?”, ninguém, muito menos quem tem o dever de cuidar e proteger a vida e de promover a sua qualidade, ninguém, poderá assobiar para o ar e esquivar-se à responsabilidade, dizendo: “Não sei. Sou, porventura, o guarda do meu irmão?”. Sim, és, somos!
Agora, estão sobre a mesa quatro projetos de lei que se propõem definir e regular os casos e as condições em que não seja punível a provocação intencional da morte de uma pessoa, a seu pedido, homicídio, ou por si própria, suicídio. Os artigos 134º e 135º do Código Penal afirmam que quem matar outra pessoa a seu pedido sério e expresso, ou quem incitar outra pessoa a suicidar-se, ou lhe prestar ajuda para esse fim, seja punido com pena de prisão. Para levarem a água ao seu moinho, usam-se eufemismos, como, “antecipação da morte a pedido” ou “morte medicamente assistida”. E também se usam, acentuam e exploram os sentimentos de humanidade e compaixão para com quem sofre, como a quererem convencer que pedir que o matem ou matar-se seja um exercício da liberdade para se morrer com dignidade e acabar com o sofrimento. É por isso que o resultado de um Referendo, quando a campanha se torna camaleónica e empática para explorar os sentimentos do povo, é sempre problemático, o povo rege-se mais pelos sentimentos de compaixão que lhe fizeram despertar do que pela razão e a verdade que lhe esconderam, para, no fim, baterem palmas e cantarem vitória, mas não deixará de ser uma verdadeira derrota para a humanidade! Com a morte suprime-se a própria raiz da liberdade, não se acaba com o sofrimento, acaba-se com a vida. Também afirmam que é só para casos excecionais. Há dados conhecidos de países em que tal prática se liberalizou, que os critérios para a sua aplicação estão em constante alargamento, já aumentaram cem vezes mais, e sempre em nome da perda da dignidade da pessoa! Depois da demência na mira de alguns partidos, também já lançaram a discussão política e social para legalizar a eutanásia para aqueles que, não tendo qualquer doença, estão fartos de viver e querem requisitar os serviços da barca de Caronte. E mais veremos!...
Garantir ao doente um fim de vida digno não é levá-lo a pedir a morte. É garantir-lhe os cuidados paliativos que aliviem o sofrimento físico e psíquico e todos os cuidados a que tem direito, os quais revestem a natureza de uma imposição constitucional, conforme o artigo 64º da Constituição. E como é bom saber que profissionais da saúde cumprem os seus deveres de solicitude e de compromisso para com os mais frágeis e os mais vulneráveis, sentindo-se chamados a tratar a pessoa e não apenas a sua doença. Um abraço de gratidão para eles nestes tempos tão difíceis! Uma sociedade que não cuida dos mais velhos carrega o vírus da morte e os jovens não têm futuro (Francisco).
“A Fragilidade humaniza a vida” é o tema da Semana da Vida que em Portugal, este ano, decorre de 10 a 17 deste mês de maio.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 08-04-2020.

Aniversário do Zeca

08.05.20 | asal

José Jesus André.jpgHoje é o dia do José de Jesus André, de Alcains. 

Aposentado há pouco tempo, dirigia uma agência do BCP em Estrasburgo e, aquando do seu aniversário do ano passado, prometeu estar connosco na Sertã. E esteve! Já depois, atirou-se a novo projecto, pedindo aos colegas que o ajudassem a levar a obra artística do Colaço ao Centro Cultural Português em Estrarburgo, o que também se fez com sucesso - juntámos 2.040 euros para a viagem se fazer em Junho. Entretanto, veio o Coronavírus e o Zeca também foi apanhado por este inimigo invisível, destruindo-lhe a saúde e fazendo adiar os seus objetivos. Infelizmente, o seu aniversário vai ser celebrado no hospital de Portimão, como ainda há poucos dias aqui dizíamos. Está melhor, mas a convalescença demora!...

Ultrapassada a fase mais difícil, desejamos que depressa recuperes para a vida te continuar a sorrir. E nos teus 67 anos, damos-te sinceros PARABÉNS, com votos de muita saúde e longa vida junto de família e amigos.

Contacto: tel. 927949812