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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Últimas da Parreirinha

06.03.20 | asal

Mais uma sexta, mais um almoço na Parreirinha de Carnide.

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Hoje éramos 10 comensais. Um número simpático, à espera que um dia cheguemos aos 14 ou 15.

Predominou a massada de peixe, muito gostosa, que degustámos sem maçada nenhuma!

Conversas, entre outras, a colaboração no livro sobre o Seminário de Alcains, que estamos a preparar. 

E lá vêm os casos do tempo. Por exemplo, não havia coronavirus, mas o Mons. Moura, o nosso Reitor, não deixava de lavar bem as mãos e nunca tocava numa maçaneta de porta. O tecido da sua capa é que era o sacrificado, pois era ele que cobria a maçaneta...

Também se falou muito das maçãs e cerejas apetitosas, capazes de nos fazerem perder o paraíso!

Paraíso, iam alguns perdendo, sendo expulsos sem eles próprios saberem porquê! Não foi assim, Joaquim Nogueira? E o Júlio Tropa, que por ser expulso de Alcains, foi enviado pelo pároco para Faro e lá se formou e ordenou... E o João P. Antunes? Por ter papeira foi enviado para casa, mas depois foi admitido numa congregação da Guarda...

Digam vocês o resto, façam favor... Já chegaram mais dois testemunhos para o livro. Despachem-se. AH

Palavra do Sr. Bispo

06.03.20 | asal

A MULHER EM BUSCA DE MAIS E MELHOR

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Apesar de existir ainda muita desigualdade e muitos outros modos de ferir a sua dignidade, a mulher encontra-se hoje nos mais elevados cargos públicos e nos mais importantes lugares de decisão. Desde o mundo do trabalho ao da vida social, desde a cultura à ciência e às artes, da educação ao desporto, da política à economia, da vida eclesial à reflexão teológica, nada lhes é estranho. Alegramo-nos com elas! Mas também, com elas, reconhecemos que a sua preciosa presença na família é cada vez menor. A inserção no mercado de trabalho, a valorização da sua carreira e o sucesso profissional, se têm aspetos positivamente relevantes, terão este contra: o tempo não chega, o trabalho cansa, os meios de transporte fazem aumentar a fadiga diária, a disposição fraqueja, tantas razões a complicar ou a fazer delegar esta dimensão vocacional da mulher. Mesmo assim, elas esticam-se e desdobram-se em tarefas, com muito esforço, com muita correria e muita ginástica de vida, ainda que essa presença seja igualmente partilhada com o marido, quando é...
De facto, só uma sociedade bem estruturada e organizada, que, de todo, não é a nossa, poderia permitir que cada mulher pudesse realizar-se no desempenho da sua competência e responsabilidade profissional sem ter de prejudicar ou abandonar a sua insubstituível e muito especial presença na família e para a família. Se essa dimensão social fosse mais e melhor implementada pelos poderes públicos, a sociedade só teria a ganhar, a mulher e a família beneficiariam, os filhos saltitariam de alegria e o seu crescimento seria muito mais saudável e harmonioso. Quanto mais estável for a família, tanto mais garantida e respeitada estará a situação da mulher bem como a sua autoridade e liberdade, a sua vida matrimonial e a sua maternidade, o pleno desenvolvimento da sua personalidade. Até o seu emprego seria melhor vivido, seria um tempo mais feliz e um local de plena realização.
Estou com quem pensa e defende que o primeiro direito da mulher é ser verdadeiramente mulher, é ser respeitada na sua dignidade e vocação, em igualdade de género, de salário e de oportunidades. Nem a mulher nem o homem, nenhum deles, é superior ou mais digno que o outro. Também não há igualdade absoluta entre homem e mulher. Têm natureza idêntica mas especificidades ou caraterísticas próprias. São ambos necessários para a plenitude da pessoa e há entre eles “uma verdadeira reciprocidade na equivalência e na diferença”. São duas formas distintas pelas quais a humanidade cresce e se enriquece.
No entanto, há quem, para libertar a mulher de situações tidas como injustas, deite mão de “uma presumida liberdade sem limites”, ou de um certo “igualitarismo radical”, como se tais modos de decretar e impor fossem capazes de modificar a natureza das coisas ou de alterar aquilo que o próprio senso comum evidencia. A ideologia do género é uma dessas ferramentas. Muda e desconstrói a linguagem, os laços familiares, a sexualidade, a cultura, a educação e os valores, de forma dinâmica e silenciosa, sem fazer barulho, mas a trilhar caminho por tudo quanto é sítio, a começar pelas escolas, universidades e outras instâncias criadoras de opinião e mentalidade. Alguém a classifica como uma “metástase do marxismo”, sendo a família tradicional, e quem a defende, o principal inimigo a exterminar. Por sua vez, a dedicada engenharia social, as elites de serviço e os parlamentos de turno, fazem coro e dão-lhe força, e a legislação, sob o falso pretexto de um grande rasgo civilizacional, lá vai sendo cozinhada por entre os aplausos de quem se sente dono e ao leme do barco, e o encolher de ombros de quem, subserviente e sem coragem, não quer fazer ondas ou gerar tempestades com medo que os ventos e a água lhe possam saltar para o seu próprio tacho que não querem enegrecer, muito menos perder!...
Cristo teve um comportamento desconcertante perante a triste mentalidade da época em relação à mulher. Ele fez-se promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a essa dignidade. Os próprios discípulos manifestaram estranheza ao ver como Jesus se colocava ao lado da mulher e a defendia, qualquer que fosse a sua condição, idade ou circunstância. No debate sobre o matrimónio em que ardilosamente lhe colocaram a questão do direito do homem «repudiar a sua mulher por qualquer motivo», Jesus denuncia e insurge-se contra a dureza do coração farisaico e defende o verdadeiro lugar da mulher no matrimónio e a sua dignidade como pessoa. Na história do cristianismo, mesmo que nela se possam encontrar erros ou desvios - a Igreja, se é divina, também é humana! -, na história do cristianismo, a mulher sempre teve um estatuto especial de dignidade. O Magistério da Igreja tem sido pródigo em documentos e referências ao assunto e a mulher encontra-se no coração da história da salvação. Mas, de facto, não tem sido fácil essa luta pelos direitos da mulher. Só desde que ela deixou de ser apenas destinatária dessa luta e assumiu nela verdadeiro protagonismo é que se têm dado passos de aplaudir e podemos hoje celebrar o Dia Internacional da Mulher. Desde as suas reivindicações como operárias numa fábrica em Nova Iorque, em 1857, a história desta luta das mulheres tem-se vindo a construir e a fazer valer.
Aconselho a ler um elogio à mulher, no Livro dos Provérbios, um livro da Bíblia cujo conteúdo é atribuído ao rei Salomão que viveu, aproximadamente, há 3.000 anos. A compilação do Livro é imputado a um autor do século VI-V antes de Cristo. É um poema ou hino em louvor da mulher, sempre dedicada, laboriosa, empreendedora, hábil e atenta aos outros, cujos filhos e marido se erguem para a felicitar e elogiar (Provérbios 31, 10-31).

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 06-03-2020

Escutismo no Seminário

06.03.20 | asal

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Não é a primeira vez que falo de escutismo com o João Correia Neves. Prometi há uns meses ir ter com ele para colher mais informações e o encontro aconteceu ontem em Algés.

O João, com 82 anos, andava em Portalegre em 1958 e fez do escutismo a sua grande bandeira de entusiasmo. Não durou muito tempo, pois saíu do seminário no 10.º ano por questões de doença e não mais voltou, mesmo depois de se ter curado.

Foi um dos primeiros que abraçou o lema "Alerta para servir", entregando-se à tarefa de cumprir com devoção as regras novas que o C.N.E. lhe estava a recomendar. Era mais uma novidade que nos entrava portas dentro na nossa formação para a vida e decerto mexia com o dia-a-dia daquela grande casa. Sim, dizia ele, fazíamos reuniões de formação, fazíamos fogos de conselho à noite... E acampamentos? - Isso não! Nos fins de semana não íamos para o campo.

Mas, depois de fazerem as primeiras promessas em 22/06/1958, houve três deles que avançaram para o primeiro Campo-Escola em Agosto/58, onde durante uma semana se viam enredados em grandes trabalhos de formação para a vida: viver no campo com o mínimo, fazer mesas, nós, aprender os sinais de pista (que o ajudaram muito na tropa!), aprender a cozinhar, preparar a participação nos fogos de conselho, saber viver em patrulha...

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Vamos a nomes, de acordo com a foto que aqui fica e que outros amigos poderão completar. Nesta foto, temos 7 dos primeiros escuteiros e um chefe nacional do C.N.E: 

Em cima(esq.): Manuel Duarte Luís), Chefe Geral para a Expansão- Manuel Gonçalves Rodrigues, João Chamiço Porfírio e Manuel Lopes Nunes (da Sertã); em baixo: José Pires Afonso (Juncal), Fernando Moreira Leitão (da Beira Alta), Américo Ribeiro Agostinho e João Correia Neves.

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Ao Campo-Escola de Agosto atreveram-se a ir três: o João Correia Neves, o José Pires Afonso e o Fernando Moreira Leitão. Estes três formavam lá a patrulha Javali, com o lema "Persiste e vencerás".

O João conserva religiosamente o seu Caderno de Caça, onde escrevia apontamentos, fazia desenhos e acompanhava a formação dada no Campo-Escola de Barcarena. E até foi avaliado:

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Desse Campo-Escola, há uma foto dos participantes a nível nacional, mas nem o João se consegue reconhecer no meio de tantos.

Outros apontamentos:

Nas fotos em GALERIA que se seguem, podemos ver outros pormenores muito interessantes:

- mensagem do Assistente Nacional, P. João Ferreira, a saudar os primeiros escutas nas vésperas das promessas, a foto do Campo-Escola, as atividades de cada dia, uma capa da "Flor de Lis" e o emblema dos caminheiros que se colava à camisa e o João conserva com muita alegria. E, muito interessante, o preço de todos os apetrechos da farda para a promessa - 163$00 (?!)

Brevemente seguirá o resto da conversa. AH

Pequenas notas

04.03.20 | asal

Meus amigos, quem anda com as mãos na massa, isto é, quem está comprometido com a vida do grupo dos Antigos Alunos dos nossos seminários, sente por vezes o silêncio sufocante de muita gente. Até parece que nada acontece quando aqui não tenho novidades a apresentar.

O que tenho a dizer nestas circunstâncias:

1 - Está a haver uma tímida resposta ao último pedido feito a todos por email, pelo blogue e pela página do Facebook - escrever testemunhos da nossa vida no Seminário de Alcains. Mas já chegaram pelo menos dois testemunhos. 

Não esperem pelo último dia (31 de Março) para encher de vida o livro que estamos a criar.

 

2 - Também continuo à espera dos últimos 160 € para me desembaraçar do compromisso de juntar os 2.200 € necessários para o José André levar a Estrasburgo o trabalho artístico do António Colaço. Acredito que outros voluntários vão aparecer... 

AH

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Aniversário

04.03.20 | asal

E hoje é o Tobias Delgado!

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Nascido em  1951 no Vergão Fundeiro, correu mundo, andou pelo Congo e hoje festeja mais um aniversário talvez pela bela Sertã, com maranhos e tudo.

Também nós nos associamos à alegria de mais uma primavera para o Tobias, damos-lhe os PARABÉNS e fazemos votos de muita saúde e felicidade por muitos anos.

Contacto: tel. 934 297 787

Aniversários

03.03.20 | asal

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Em 3 de Março de 1941 nasce o Agostinho Janela Barbeiro, hoje Diácono Permanente, adstrito ao serviço das Paróquias de Mação, Aboboreira, Penhascoso e Ortiga; é ainda Assistente Regional da Ação Católica Rural. 

Aqui o vemos na sua função litúrgica em Mação. Tem estado em vários dos nossos encontros e é contatável pelo tel. 964792593.

 

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Depois, também hoje faz anos o  Raul Alves Fernandes, que nasceu em 1950 na povoação de Maljoga, freguesia de Proença-a-Nova. 

Gostávamos de o ver nos nossos encontros. Mas isso depende dele e nós respeitamos.

 Muita saúde e felicidade!  Contacto: tel.  917 257 052  

PARABÉNS aos dois. Desejamo-vos muita saúde, alegria no viver e sucesso pessoal.

O livro sobre Seminário de Alcains

01.03.20 | asal
Chegou-me agora esta mensagem. É um alerta bem gritante. AH

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Fraternos amigos e associados
 
Como se recordam, a Comissão que preside à nossa Associação lançou-me o desafio de tentar elaborar, em poucos meses, um " livrinho" relativo à já longa História do Seminário de São José de Alcains, que acaba de completar os bonitos 90 anos, a favor dos jovens da nossa diocese, onde a maioria de nós se inclui. Por isso, esta data não poderia ficar em silêncio, esquecida. Seria uma grande omissão da nossa parte.
 Quando esta iniciativa foi lançada, foi logo sublinhado que esta obra contaria com os vários testemunhos dos alunos que nele passaram alguns dias ou anos da sua inesquecível e  bela juventude. Nessa fase da nossa vida, em regime austero de prolongado internato, é quase impossível  que não tenhamos uma qualquer peripécia, para revelarmos uns aos outros.
É neste sentido que vos venho relembrar, mais uma vez, que estão abertas as várias vias, ainda sem coronavírus, para enviar as vossas sempre indispensáveis colaborações. Enviem as que puderem. Todas, certamente, lá terão o seu cantinho. Nada se irá perder, como na multiplicação dos pães.
Espero pelo vosso testemunho, o mais tardar, até final deste mês de março.
Finalmente, aqui deixo os nomes dos nossos amigos que já marcaram  a sua presença até hoje e aos quais agradecemos a sua colaboração amiga:
- José Maria Lopes, Joaquim Nogueira, António Henriques, Assis Cardoso, Abílio da Cruz Martins, Bonifácio Bernardo, João Lopes, António Patrocínio, padre Manuel Mendonça. 
Um Bem-Haja a todos.
Espero que não me tenha esquecido de alguma pessoa.
Ficarei à espera que chovam muitos mais testemunhos das vossas odisseias por estas bandas da Beira.
Cordialmente
Florentino Beirão

O PELOURINHO DE PENHA GARCIA

01.03.20 | asal
UM SÍMBOLO DA AUTORIDADE

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Quem aqui reside conhece bem esta praça, passa indiferente a este símbolo do poder, mas há visitantes que admiram e fotografam todos os pormenores do nosso pelourinho. Porque aqui e neste lugar aconteceu história, e sendo Penha Garcia um couto de homiziados, estes asilados, estavam sujeitos às leis do Reino com todas as suas consequências. Contudo, eram estabelecidas restrições e a construção das suas casas teriam de estar dentro da cerca amuralhada.
Este monumento, erguido em Penha Garcia no reinado do rei D.Sebastião em 1557, testemunha a importância que a aldeia já tinha naquela época, é hoje um imóvel de interesse público, classificado, e em muito bom estado em relação a outros que se encontram pelo país, vandalizados e quebrados.
Olhando para a sua construção, dificilmente se consegue ler as inscrições do capitel, mas destacam-se dois escudos, um régio e outro decorado com cinco flores de lis e no topo do capitel, tem uma grimpa em ferro, com uma esfera armilar, uma cruz e vestígios de um catavento.
Era aqui a praça central da aldeia, talvez o largo mais largo da povoação e seria aqui o lugar de muitos encontros, muitos protestos e de lágrimas derramadas.
Os pelourinhos eram o símbolo da autoridade e havia autonomia para julgar os delinquentes que ali eram expostos para a vergonha pública, amarrados e açoitados, consoante a gravidade do delito e dos costumes da época.
E quanto mais longe a localidade estava da capital, os pelourinhos multiplicavam-se por toda a região interior da Beira, e por isso, ainda encontramos estes monumentos em muitas aldeias e vilas da região.
A pena de morte, sentença capital, era aplicada na forca colocada fora da povoação num ponto alto e bem visível funcionando como penalizadora e dissuasora, mas deixaram marcas toponímicas nas localidades onde estavam inseridas e é vulgar encontrar-se, largo do pelourinho, da praça ou rua da forca.

Mas para além do simbolismo do poder autonómico, o pelourinho era local de proclamações e anúncios, exposição de malfeitores e criminosos, flagelações, mas não de penas capitais.

Estes monumentos deixaram más recordações nas populações e quando chega o liberalismo, já no século XIX, muitos foram destruídos, eram mal compreendidos e confundidos com a missão das forcas. Era uma colagem negativa à morte, às torturas e exposições e os destruidores lançavam sobre os pelourinhos uma aversão e ódio que os levava à destruição. Por isso, aos olhos dos liberais, estes monumentos deixaram de ter sentido e eram uma afronta aos novos poderes. Este ódio já vinha de França e entre nós, também já se desenvolvia esse rancor.

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Por isso, este património cultural passou a ser votado ao abandono, sem conservação, delapidados e reduzidos a cacos, utilizados para ombreiras de portas ou calcetar ruas.

Muitos eram monumentos belos, muito bem trabalhados, dignos de ser observados, peças únicas e que acabaram no silêncio.
E o dever é de todos, preservar os monumentos antigos, aqueles que ilustram e certificam a verdade da nossa história.
João Pires Antunes
 
 
foto: DGPC

Aniversário

01.03.20 | asal

Viva a Vida! Manuel Domingues (2).jpeg Celebra hoje o seu aniversário o Manuel Domingues, que nasceu em 1957. A viver ali para a Sertã, onde esteve no Encontro de Maio, esteve com alguns de nós mais tarde, no festival do plangaio e maranho de Sobreira Formosa. A foto é do almoço na Catraia, onde ele está com a esposa.

Aqui estamos a dar-te muitos PARABÉNS. E que Deus, em sua infinita bondade, te dê tudo de bom. Que tenhas muita alegria, paz, saúde e felicidade. Parabéns!

Por certo, vamos estar todos em Alcains em 16 de Maio, como um dia disseste: «Também para mim é uma festa cada reencontro». 

Contacto: tel. 960 133 163

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