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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

16.03.20 | asal

 

João Heitor.jpgE lá vai o João Torres Heitor para os 89 anos!...

Como diz a minha cunhada: «já tenho 90? Ai tantos...» Também o nosso amigo pode dizer o mesmo, graças a Deus!

E nós alegramo-nos por este "patriarca" continuar no meio de nós, como exemplo de amor à causa dos antigos alunos, ele que desde muito cedo esteve sempre à frente.

Parabéns, João! Muitas felicidades...

Contacto: tel. 967 421 096

 

 

O nosso guarda-pó

15.03.20 | asal

A conversa de hoje, segundo dia da vida "em jaula" provocada pelo Covid-19, nasceu de uma mensagem do Artur Lopes Pereira para o Carlos Diogo no Facebook:

Artur + Diogo.jpg

«Tempos que já lá vão. Revendo velharias, encontrei esta foto de Alcains. Abraço.»

E a conversa continuou assim:

Carlos Diogo Obrigado, Artur. Esta é que eu não esperava.

Animus Semper Antigos Alunos Ó Artur, lá estás tu com o guarda-pó que nós usávamos antes de sermos obrigados a usar batina. Também já não me lembro quando a batina era obrigatória. 5.º ou 6.º ano? AH

Fernando Cardoso Leitão Miranda Também sou do tempo do guarda-pó! No Gavião era o que se usava e a batina aparece em Alcains no 3º ano. No Gavião era meu Prefeito o Pe. António Ferreira Miguel que, nos primeiros dias, nos informava de horários e disciplina. Recordo o momento em que nos dispunha em fila e a recomendação de que não esquecêssemos o colega da frente. Já não sei quem me seguia, apenas retenho a sua observação ao Prefeito: "Eu não me esqueço, este tem guarda-pó preto!"(a minha mãe tinha falecido havia meses). Resposta do Pe. Miguel: "e se ele mudar para outro de cor diferente?"

Eu - 13 anos0003.jpg

Ora eu, com 24 horas em casa, também fui rever velharias e descobri uma foto do tempo de Alcains quando tinha 13 anos (escrito nas costas) e onde me apresento com o mesmo guarda-pó dos meus colegas, todo pomposo com a bola de cautchu que era proibida na minha escola primária (sofri só 24 reguadas por me atrever a jogar no intervalo de almoço com uma bola de cortiça!).

Esta é a segunda foto da minha história (na primeira, tirada no Gavião, estava eu rechonchudinho em cima de um pedregulho parecido com o da foto do Artur, mas perdi-a... O que me leva a pensar que a foto do Artur não é de Alcains, mas do Gavião(?).

Ora esta foto traz-me mais lembranças: por detrás, lá estão as tão faladas cerejeiras com o fruto proibido, para nós e para os pássaros, que o ti'Ascensão afastava batendo duas tampas de panela. Para nós não havia tampas, só o medo ou o pecado nos afastava delas.

Também era por aquele caminho inclinado que passavam as lavadeiras com a nossa roupa lavada.

Sucessora do guarda-pó, diz o Fernando Leitão que a batina apareceu no 3.º ano. Não terá sido no 4.º? Mas desta já falei noutra ocasião. O Sr. Amável punha-nos bonitos, sim senhor!

"Tempos que já lá vão", como diz o Artur.

António Henriques

Palavra do Sr. Bispo

14.03.20 | asal

PAI PRESENTE - FILHOS AGRADECIDOS

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Em Portugal, celebramos o Dia do Pai no Dia da Solenidade de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, o Filho de Deus. Homem justo e bom, homem da escuta e da ação, dos grandes e pequenos gestos, ele passou a vida amando e servindo Jesus e Maria, constituindo, com eles, a Sagrada Família de Nazaré, sempre envolvida no serviço à comunidade humana. Na figura de São José, reconhecemos a dedicação de todos os pais que vivem com alegria e esperança a difícil tarefa da educação dos seus filhos, reconhecendo que, de facto, a família é, sem dúvida, o primeiro espaço do dom e da gratuidade, onde o amor deve atuar e crescer. Se é insubstituível a presença e o contributo da mãe para a saúde e o bem estar da família, hoje vamos destacar a importância da presença e da ação do pai. Constatando a superficialidade do mundo atual, a missão do pai é a de ser capaz de educar e ensinar os filhos a adquirir e a usar todas as ferramentas adequadas para escavar bem até ao fundo, bem até à rocha firme, para que, sobre essa rocha, eles possam construir a sua pessoa e a sua vida, com abertura ao compromisso e à esperança. Esse princípio de construir sobre a rocha firme não é novo, mas Jesus tornou-o presente e necessário. De facto, não se deve construir sobre a areia movediça. A influência exercida sobre as novas gerações já não é tanto a da família, mas a do grupo, muito mais a do mundo, muito mais ainda a do fascinante mundo virtual. A maravilha e as enormes potencialidades que o mundo virtual encerra nem sempre são usadas com os critérios do bem fazer e do construir. Fogem ao real e ao verdadeiro para se deixarem subjugar pelos meros interesses económicos, cativando e explorando os mais vulneráveis que facilmente assimilam, naturalmente constroem fantasias e pensam poder construir um mundo à parte, isolando-se de tudo e de todos. Neste mundo, tão belo quão complicado e esquisito, a educação precisa de humildade e de dedicação, de verdade e de coerência, de confiança e de firmeza credível, em liberdade e responsabilidade. Tantas vezes é preciso remar contra a maré, enfrentar a fadiga e o sacrifício para se poder optar, não pelos caminhos sombrios, esburacados e perigosos, não pelos atalhos, vielas ou carreiros de cabras, mas pelas estradas amplas e airosas que levem a viajar pela vida adentro com gosto e segurança, sempre livres e agradecidos ao Senhor da Vida que a todos ama e quer felizes.

Mesmo que as Escrituras não nos esclareçam se São José também mudava o nome ao martelo quando, em vez de acertar no prego, malhava com ele nos dedos, sim, mesmo que isso, brincando, não nos esteja claro, ele apresenta-se como pai e marido exemplar, é um estímulo, é protetor. Pai presente e sereno, protegeu Jesus, deu-lhe o nome, ensinou-lhe o caminho do trabalho, da obediência e da cidadania. E Jesus iam crescendo “em estatura, sabedoria e graça”. Os filhos, regra geral, nas etapas mais recetivas da vida de crescimento, têm no pai o seu herói. Ele gera confiança, ensina a arriscar, a fazer opções, a encarar a vida: educa com paciência. Francisco escreveu assim: “Os pais devem saber ser pacientes. Às vezes, não há outra coisa a fazer que não seja esperar, rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia. Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar.”
Ao longo dos tempos, mercê da ação continuada dos Papas e de, nos tempos mais difíceis, eles pedirem aos fiéis que recorressem à sua proteção, a devoção a São José foi-se desenvolvendo gradualmente, ao ponto de ser declarado Padroeiro da Igreja Universal e Advogado dos lares cristãos. Determinou-se que, em cada ano e todos os dias, no mês de outubro, Mês do Rosário, se rezasse uma oração a São José e que se lhe consagrasse todo o mês de março, com culto diário. Àqueles lugares em que não existisse esse costume, foi-lhes proposto que, antes do Dia da Festa anual que já vem de 1621, celebrassem um tríduo de oração. E se esse dia não fosse dia de preceito, que os fiéis o santificassem como se, de facto, o fosse. São José também foi apresentado como exemplo para todos os trabalhadores e foi fixado o primeiro dia do mês de maio como festa de São José Operário, Dia do Trabalhador. O Concílio Vaticano II foi confiado à proteção de São José e o seu nome foi integrado no cânone da Missa e faz parte da oração após a Bênção do SS. Sacramento. A sua figura e missão na Vida de Cristo e da Igreja foi tema de uma Exortação Apostólica de São João Paulo II. E Santa Teresa de Ávila afirmava que quem não tivesse quem o ensinasse a rezar, tomasse São José por mestre e não erraria o caminho. Na Aparição de Outubro de 1917, em Fátima, São José, com o Menino, parecia abençoar o mundo. Tanto São José como Nossa Senhora, deram o seu “Sim” aos projetos de Deus. Que cada pai, de mão dada com a sua esposa, também possam dar o seu “Sim” agradecido a Deus, em fidelidade à missão que Ele lhes confiou: os filhos agradecem! Também eles crescerão em “estatura, sabedoria e graça”!

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 13-03-2020.

Aniversário

14.03.20 | asal

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Nasceu em 1972 na Madeirã, este nosso colega, o Pedro Ribeiro, que vive em Castelo Branco e está ligado ao ramo automóvel. 

Aqui deixamos os PARABÉNS deste grupo de amigos ao colega que experimentou como nós a vida de internato no seminário. E é bom lermos e ouvirmos o nosso nome da boca de quem nos quer bem... Que sejas muito feliz e que vivas por muitos anos com saúde e alegria!

Contacto: tel. 965 569 165

E, já agora, lembro o 16 de Maio em Alcains. É o melhor encontro do ano, caso o coronavírus permita.

Mais João Neves

13.03.20 | asal

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Da conversa com o João Correia Neves, muito mais se pode dizer, para além da presença do Escutismo no seminário de Portalegre, alavanca essencial para depois o C.N.E. se espalhar por toda a diocese em poucos anos.

Mesmo o Sr. D. Agostinho se entusiasma com este movimento, estimula e acompanha as iniciativas. Vemo-lo nesta foto em visita ao Acampamento Nacional realizado em Portalegre em 1972, tendo atrás dele o Chefe Nacional de então - D. Paulo de

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Lencastre (salvo erro!).

Também no Seminário de Alcains se criou um Agrupamento escutista. Sei de colegas que participaram em Acampamentos Nacionais. Mas reservo estas páginas para quem possa falar do espírito escuta em Alcains.

E as Conferências de S. Vicente de Paulo?

Também nesta instituição o João Correia Neves é pioneiro. Na nossa coversa em Algés, ele falou muito do José Bernardino (Padre já falecido), que ia com ele e outros colegas aos bairros pobres da cidade fazer visitas às famílias mais carenciadas, com as quais se estabelecia uma corrente de amizade, para além de algum pouco apoio material.

Perante a miséria com que eles se defrontavam, chegaram a fazer como S. Martinho: no seminário, cada um deles tinha três mantas (propriedade pessoal!). Mas como podiam sobreviver só com uma, levaram as outras duas a uma família de ciganos do bairro da Vila Nova (nova só de nome!...). O que eles fizeram!!! Criou-se uma tal amizade, que esses ciganos até o foram visitar um dia a Monforte da Beira, onde ele morava. O João poderia pormenorizar melhor, mas eu fiquei com a ideia que ele ainda fez esforços para libertar um desses ciganos da tropa...

Assim se ia atualizando a vida e a formação dos seminaristas. Pessoalmente, também eu andei nessas visitas, que, para além do crescimento pessoal que proporcionavam, eram uma ocasião para arejar um pouco pelas ruas da cidade. Ainda hoje, quando saio de Portalegre para o Crato, lá vejo na curva uma casa em ruínas onde vivia uma família que eu visitava...

Voltando às mantas, parece que o Prefeito deu pela indigência daqueles dois quartos, compreendeu o gesto, mas disse aos visados para irem à arrecadação buscar duas mantas para taparem o frio!

E agora vamos a Alcains!

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Também de Alcains se fez conversa. E o João prometeu escrever um texto para o livro, em processo de composição até ao fim de Março, a falar da coroa em ouro da imagem de Nossa Senhora. Por isso, aqui contenho-me e espero pelo outro escriba. Mas a verdade é que as coisas, para aparecerem, têm de ter alguém a meter as mãos na massa. 

A imagem lá está, como se vê à esquerda na foto. E a coroa também. Diz lá, João, como é que ela apareceu...

NOTA: O Florentino falou-me hoje da importância de nós lhe enviarmos fotos da nossa vida em Alcains. São dois pedidos: escrever o nosso testemunho, enviar fotos interessantes daquele tempo. Não é pedir demais, agora que estamos mais tempo em casa por o vírus nos ter enjaulado!

António Henriques

Adeus Carnide!

12.03.20 | asal

Amanhã, NÃO há almoço na Parreirinha.

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Depois de ouvido o "Conselho Consultivo"(!!!), resolveu-se suspender o almoço das sexta-feiras nesta altura em que todos precisamos de nos resguardar desta terrível epidemia.
Desejo saúde a todos os companheiros e respectivas famílias.
Rezem a belíssima oração composta pelo P. João Seabra para esta ocasião.

Um abraço do
MPiresAntunes

NOTA: Por amabilidade do Pires Antunes, junto a Oração do P. João Seabra:

Senhor Jesus Cristo, Deus eterno e verdadeiro,
que no seio da Virgem Maria assumiste a nossa condição carnal e Vos fizestes homem, em tudo igual a nós excepto no pecado,
Olhai para o nosso mundo, ferido por uma epidemia de contornos e efeitos ainda imprevisíveis, e escutai o grito antigo que se eleva do vosso povo em aflição: da peste, livrai-nos, livrai-nos!
Concedei a cura a todos os doentes que contraíram a infecção com o vírus covid 19. Protegei do contágio todos os que com eles contactarem. Abençoai os médicos e enfermeiros chamados a enfrentar esta emergência. Dai aos governantes discernimento e prudência, e ao povo serenidade e coragem. Reavivai na vossa Igreja a piedade, a esperança e a confiança na oração. Despertai em todos a caridade fraterna, a solidariedade e o espírito de entreajuda. E na vossa misericórdia concedei a vida eterna aos que morreram. Amen.

 

Aniversário

11.03.20 | asal

CELEBRANDO A VIDA!

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Vindo das terras do Juncal do Campo, eis o amigo e grande colaborador do nosso blogue, António Valentim Pires da Costa, que nasceu em 11/03/1935 e foi daqueles professores "primários" que abrem as mentes das crancinhas para os valores da vida...

Pois, este jovem continua a mostrar muita vida na sua avançada idade, o que também estimula os que vão atrás a não pararem, pois parar é.... toda a gente sabe!

Deixamos um abraço de PARABÉNS E VOTOS DE MUITA FELICIDADE ao Pires da Costa, agradecendo-lhe antecipadamente as suas belas colaborações no nosso blogue.

Contacto: tel.  919 773 797

Mais aniversários

10.03.20 | asal

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Meus amigos, nos últimos dias pude acrescentar mais dois nomes à lista de 265 aniversariantes que possuímos, Por acaso, a coincidência quase que ia acertando no dia de anos deles. Assim, embora com alguns dias de atraso, estou a dar os PARABÉNS aos colegas:

- 02-03-38 - João Correia Neves - 939 527 459
- 06-03-57 - José Farinha Alves - 961 028 479
Assim vai crescendo o número, assim vamos olhando uns para os outros. AH

Aniversário

10.03.20 | asal

Horácio L Matins.png

 MAIS UMA PRIMAVERA

Parabéns ao Horácio Leal Martins, de Alcains, que faz hoje 69 anos.

Desejamos-te muita saúde e felicidade, em companhia de familiares e amigos. E que faças muitos, pois na nossa idade são cada vez mais um dom bem precioso.

E não te esqueças de aparecer no meio de nós em Alcains a16 de Maio ... Isto se o coronavírus o permitir.

Contacto: tel. 964 513 154

Combate ao racismo

09.03.20 | asal
Meu caro Henriques
Felizmente, já caíram no meu correio mais uns (embora muito poucos ainda) testemunhos relativos ao seminário de Alcains. O último foi do nosso caro velho Amigo Cristóvão, ainda aluno da inesquecível e saudosa Universidade do Calhau de Marvão. Uma beleza de recordações da sua juventude, como aluno dos nossos seminários. É destas boas e inesquecíveis recordações que necessitamos, para enriquecermos o livro de nós todos, relativo ao seminário de S. José de Alcains, escrito a várias mãos. Uma oportunidade única, para deixarmos uma marca da nossa vida jovem, para a posteridade. Deitem cá para fora as vossas aventuras, para fazermos falar ainda aquelas paredes e aqueles austeros e longos corredores, onde era proibido conversar. Só apenas meditar!!!
Henriques, junto envio um pequeno artigo sobre o malfadado Racismo que graça ainda em doses elevadas e maléficas no nosso país, dito de brandos costumes.
Um forte abraço para ti e desde já agradecemos os testemunhos dos nossos velhos e bons Amigos que comeram abundantes e deliciosos feijões pequenos no seminário de Alcains, com 90 anos às costas.
Florentino Beirão

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O valor da dignidade humana

 

As agressões bárbaras cometidas contra alguns dirigentes do clube do Sporting e o caso terrorista de Alcochete, agora em julgamento, têm colocado o tema da violência no desporto no palco mediático do país. Ultimamente, a estes casos de violência, vieram-se juntar-se atitudes racistas, ao longo de uma partida de futebol, dirigidas contra Marega, um jogador de cor negra, do clube do Porto. De tal modo este atleta africano se sentiu ofendido, por uma parte da assistência, na sua dignidade humana, que optou, com o aplauso geral da opinião pública e das autoridades políticas, por sair do relvado durante o jogo.

O conjunto de todos estes condenáveis comportamentos descabelados, felizmente, têm tido o mérito de despertar o nosso país, para a existência, entre nós, de fenómenos de violência e de racismo.

Quanto a problemas da violência, soubemos, por um recente inquérito aos adolescentes das nossas escolas secundárias, que dois terços dos jovens estudantes achavam normal haver violência no namoro, seja sob a forma de insultos, seja de proibições ou de assédio sexual.

Por isso, não nos podemos admirar que esteja a aumentar o número dos assassínios por violência doméstica, em ambiente familiar. A algumas crianças, em vez de carinho e afeto, é - lhes oferecido um clima agressivo que, certamente, os afetará no resto das suas vidas.

 Mas o clima de violência, como é notícia, também sobra para as nossas escolas. Só que agora, já não são os professores, como no Estado Novo, a exercer violência nos alunos, mas os agressores poderão ser hoje os próprios colegas, com o generalizado “bulling”.

Como sabemos, as imagens agressivas da internet, dos telemóveis e de outros meios de comunicação, como a televisão, certamente deixam as suas negativas marcas nos jovens.

Quanto às agressões, físicas ou verbais, que existem em ambientes desportivos, como o caso Marega, de contornos racistas, não se podem repetir. Na realidade, casos como este, revelam que muitos de nós, poderemos vir a ter comportamentos racistas e violentos. Basta que a ocasião se proporcione, para que estes baixos sentimentos morais venham cá para fora. Neste caso, relacionado com a cor da pele do futebolista que decidiu abandonar o relvado, dando assim uma enorme lição de civismo a todos, sobretudo aos que o insultaram.

A cultura de algumas claques de futebol, com as redes sociais a salivarem agressividade e as intermináveis e enfadonhas discussões entre os comentadores das televisões e das rádios e alguns presidentes de clubes, têm sido os grandes responsáveis por se criar no desporto, este latente caldo de agressividade.

Nos nossos dias, o fenómeno do futebol tornou-se tão poderoso que se pode dizer, como no tempo da inquisição, que é um Estado dentro do Estado. Uma máfia poderosa, com verbas tão astronómicas, que se torna hoje quase impossível de exercer algum controlo sobre ela. Por este motivo, ninguém tem a coragem de se meter com esta poderosa máquina de fazer dinheiro, onde alguns políticos, por vezes, também são tentados a procurar prestígio e influência. O código de conduta do desporto, na realidade, parece encontrar-se fora de controlo, navegando a seu belo prazer. Como é notório, para os políticos, os clubes de futebol são como não existentes, a nível de prestação de contas. A todas as tropelias cometidas no âmbito do desporto, mas sobretudo no futebol, se vai fechando os olhos e tapando os ouvidos. Deste modo, se vai permitindo viver-se à margem de qualquer código penal.

Como se sabe, quando surge algum problema disciplinar, nomeia-se uma comissão técnica que, geralmente, não apresenta resultados rápidos e transparentes, fazendo justiça em tempo útil. Muitas vezes, existindo elas só para ”inglês ver”. E quando há alguma pena, poucos euros tapam o castigo.

Face a este complexo fenómeno, o Estado terá que implementar políticas conducentes a evitar que, tanto a violência como o racismo, sejam banidos do desporto que foi criado para unir as raças e os povos e, não para agredir os atletas que são de cor diferente. Sabemos bem que o racismo acompanha o povo português, fruto do colonialismo esclavagista de segregação e exploração dos negros. Mas temos que lutar contra ele, com medidas eficazes, de inclusão social e tolerância, para que a violência e o racismo vão desaparecendo da nossa sociedade que deve ser tolerante e defensora dos valores do humanismo.

florentinobeirao@hotmail.com

Escutismo no Seminário-2

09.03.20 | asal

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O malandro do João Correia Neves não quis gravar a conversa e agora eu vejo-me perdido nas teias da memória! Vamos lá a ver o que sai hoje. Uma coisa é certa, o património do meu amigo é uma riqueza na sua história. E a sua memória ainda é fiável.

Mensagem do P. João Ferreira

Continuando o tema do Escutismo, iniciado em 6/03, acho pertinente copiar para aqui a mensagem do P. João Ferreira, assistente nacional do C.N.E. ao tempo,  que o João Correia Neves guarda religiosamente e que eu fotocopiei (são duas das fotos - frente e verso -  que se encontra na galeria do post anterior).

Pela mensagem em si, pela esperança que ela revela na implementação futura do escutismo na Diocese, ela merece este destaque:

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«Tomar, 19

Meus bons amigos, com que alegria tomei conhecimento da vossa Promessa, no próximo domingo e com que pena fico de não poder estar presente, apesar da vossa legítima insistência.

O meu coadjutor tem de ir acompanhar a peregrinação da O.P.F.C. à Guarda e eu estou sozinho na Paróquia.

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Faço, porém, os mais ardentes votos para que o Escutismo surja na vossa Diocese com aquele vigor que todos desejamos e que em breve o torne árvore frondosa à sombra da qual se possa acolher a Juventude sequiosa de ideal à qual falta apenas quem o saiba mostrar com alegria e nobreza. E melhor do que o Escutismo, ninguém o faz.

Quando digo, porém, "em breve" não penso que se deva andar depressa demais, mas sim que não se deve perder tempo. A vossa responsabilidade é grande como renovadores do Movimento na vossa Diocese. Preparai-vos o melhor que puderdes, por todas as formas ao vosso alcance, para descobrirdes os segredos do método B.P.. O Divino Chefe vos guiará e N.ª Sr.ª Mãe dos Escutas vos há-de amparar.

Em espírito estará convosco nos dias 21 e 22 o amigo certo e humilde servidor

P. João Ferreira»

Interpretando esta mensagem, ficamos a saber que o desenvolvimento do Escutismo nas muitas paróquias da diocese se ficou a dever a estes poucos pioneiros do Seminário de Portalegre. 

Após o início

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Olhando agora para a minha própria experiência, alegra-me ver na foto os dois maiores cultivadores do espírito escutista e trabalhadores incansáveis, por missão episcopal, a incrementar em muitas paróquias a criação de agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas (C.N.E.). Foram eles o Manuel Duarte Luís e o João Chamiço Porfírio, o primeiro à esquerda da foto e o segundo à direita.

Começaram em Portalegre e em poucos anos tinham a adesão de muitos jovens, adultos e crianças.

Mesmo dentro do Seminário, logo dois anos depois, eu próprio já frequentei como caminheiro o Acampamento Nacional do Estoril-Bicesse. Com algum orgulho, fiz parte de um destacamento de escuteiros que vieram a Belém representar o C.N.E. na inauguração do Monumento aos Descobridores.

Outros acampamentos nacionais fazem parte da minha história, agora como chefe responsável, destacado para orientar alguns dos fogos de conselho, uma tarefa aliciante, que rematava cada dia no campo. Posso mostrar também umas fotos minhas? Aqui, estamos no Nacional de Portalegre em 1972. Belos tempos...

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Ainda voltarei às memórias do João C. Neves, mas sobre outros assuntos.

E do Seminário de Alcains quem fala? Também o Escutismo fez muitos adeptos por lá. Alguém pode vir para aqui contar como era o escutismo "intra portas"?

António Henriques

Aniversários

09.03.20 | asal

Que maravilha! Três a fazer anos... E os três do concelho de Oleiros, coisa rara!

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- António Ventura, nascido em 1950, hoje integrado na Filarmónica de Oleiros e um grande benfiquista, mesmo vestido de verde.

Contacto: tel. 966 351 888

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- António Luís, que nasceu na Isna de Oleiros em 1955, vive no Feijó, aqui bem perto da Amora. Ensina nos Maristas, acho eu, se é que a jubilação não chegou.

Telefone n.º 936 267 645 

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- Finalmente, outro oleirense, do Estreito, o José Martins, sportinguista como eu, a viver em Lisboa. E mais não sabemos...

Aos três, apresentamos os nossos PARABÉNS e votos de muita saúde e felicidade por longos anos. Viva a Vida!

 

Nenhum de vocês vai faltar a Alcains, em 16 de maio, claro!...

No Dia Internacional da Mulher

08.03.20 | asal

No Dia Internacional da Mulher, uma opinião do nosso colega amigo.

Lembrar as mulheres refugiadas

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José Centeio | 7 Mar 20  in "7Margens"

Celebra-se neste 8 de Março, domingo, o Dia Internacional da Mulher e caberá por certo, em primeiro lugar, às próprias a luta pelos seus direitos e a outros, como eu, homenagear essa luta e, se possível, contribuir também para uma maior sensibilização para a problemática. E todos, enquanto sociedade, somos responsáveis. Estes dias evocativos têm sobretudo o condão de chamar a atenção e sensibilizar a sociedade para a problemática e relembrar-nos da nossa responsabilidade coletiva enquanto sociedade.

Permitam-me que inicie este meu contributo com uma pequena história. Dir-me-ão que será um pouco despropositada. Talvez, mas ela servir-me-á de ilustração à mensagem que hoje aqui quero partilhar.

Há já alguns anos – talvez no início dos anos 1980 – militava eu no jornal Libertar – Cristãos de Base, quando tive o privilégio de o representar na Conferência Mundial dos Cristãos pela Paz, em Praga. Aparte alguns episódios próprios do período de Guerra Fria e da visão dual que então se vivia, factos houve que me marcaram e me fizeram refletir sobre as causas que nos movem e a luta que por elas travamos.

Esse período era, então, muito marcado pelo desarmamento nuclear e pelas acusações mútuas entre os dois blocos. Um desses factos prende-se com as queixas dos então representantes africanos na Conferência, na maioria jovens, que diziam nada terem a ver com o assunto, pois os seus problemas eram outros e o desarmamento nuclear era uma disputa de países ricos. Sentiam-se completamente arredados da discussão, mesmo marginalizados. Não sendo o fundamento inteiramente exato, a verdade é que eles não deixavam de ter razão. O problema deles era, sobretudo, a questão do desenvolvimento, pois em África a morte fazia parte do quotidiano e nada tinha a ver com o armamento nuclear. Uma outra questão os preocupava e que tinha a ver com o tipo de notícias que as grandes agências noticiosas veiculavam e a forma como o faziam, sentindo-se os africanos sem qualquer voz. Era a consciência do poder da comunicação e da informação e de como esse poder pode moldar as consciências dos países ditos desenvolvidos.

Vem-me à memória amiúde este episódio por me questionar sobre o quanto as nossas preocupações (legítimas e razão da nossa luta) estão por vezes tão distantes das de outros  (também elas legítimas, mas sem voz) e que nos fazem perder o sentido da solidariedade. À semelhança do que se passa no plano individual, também no plano coletivo acabamos por ser um pouco egoístas e autocentrados quando se trata da defesa dos interesses que verdadeiramente nos movem.

Desde os finais do século XIX até hoje foi longo o caminho percorrido pelas mulheres na luta, na reivindicação dos seus direitos e na sua afirmação nas várias vertentes da sociedade, nomeadamente laboral. Contudo, sendo o mundo tão desigual, as vítimas dessa enorme desigualdade entre países, regiões ou grupos continuam a ser as mulheres e as crianças. Muitas delas, porventura a maioria, estão distantes das reivindicações que nas sociedades mais ricas são veiculadas quando até mesmo o direito a viver lhes é negado. Mas também nas sociedades ditas ricas existem grupos que são vítimas de atropelo aos seus direitos mais básicos. Atente-se, por exemplo, ao caso das mulheres vítimas de violência doméstica.

Mas neste dia quero sobretudo lembrar (e perdoem-me todas as outras, nomeadamente as que são vítimas) as que não têm voz, aquelas que não engrossam as manifestações de rua ou o espaço da comunicação, mas que calam a revolta e sofrem em silêncio a razão da sua luta. Elas fazem parte dos mais de 70 milhões de pessoas forçadas a deixar as suas casas por motivos de guerra, perseguição, violência e violação aos direitos humanos. Fazem parte dos quase quatro milhões de refugiados da Síria a viver na Turquia, sujeitos ao humor e chantagem do Presidente Erdogan e à incapacidade e indiferença da União Europeia. Fazem parte dos que fogem da Turquia em direção às ilhas gregas, onde são recebidos quase como inimigos. Elas são mães, filhas, esposas, viúvas chefes de família ou apenas mulheres e raparigas que lutam pelo direito a viverem dignamente em paz.

Transcrevo alguns testemunhos publicados pela Amnistia Internacional e que fazem parte do relatório Quero decidir o meu próprio futuro: mulheres refugiadas na Grécia fazem-se ouvir”, publicado pela organização em outubro de 2018 (versão em inglês)

Segundo o relatório, o acordo entre a UE e a Turquia, adotado pelos líderes europeus em março de 2016, bem como as regras europeias de asilo, são os dois principais fatores que estão no centro de muitos dos problemas que os refugiados enfrentam, nomeadamente mulheres e raparigas.

Não me sinto segura nem confortável na tenda com… estranhos. Saio do campo bem cedo de manhã e só volto depois à noite.”

(Maysa, refugiada síria)

“O chuveiro no campo é de água fria e a porta não tem fecho. Os homens entram quando estamos lá dentro. Não há lâmpadas nos sanitários.”

(Adéle, refugiada da República Democrática do Congo)

“[No país] de onde eu venho, a homossexualidade é ilegal e a minha família bateu-me severamente quando descobriu que eu era lésbica. Expulsaram-me de casa. Sinto-me muito nervosa aqui porque partilho um contentor com quatro homens que não conheço. Não quero que ninguém saiba sobre mim. Fico o dia todo fora do acampamento e volto apenas à noite, mas não durmo bem.”

(Simone, lésbica, 20 anos)

“Não consigo adormecer e ainda tenho muitos pesadelos por causa do que me aconteceu.”

(Abigail, refugiada camaronesa)

“Passo a maior parte do tempo no contentor porque não me sinto em segurança. Há muito álcool no campo e lutas todos os dias. Nunca saio à noite e não deixo os meus filhos sozinhos no exterior, mesmo que seja por perto. A polícia não intervém. Não querem saber o que se passa aqui. Ninguém nos protege”.

(refugiada síria)

Precisamos de um espaço onde nos possamos sentir seguras; onde possamos expressar os nossos medos e as nossos pedidos possam ser ouvidos.”

(Mina, refugiada iraquiana com dois filhos)

Em 2017, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) recebeu relatos de 622 sobreviventes de violência de género que se encontram sem saída nas ilhas gregas. Em quase 30% destes casos a violência foi cometida depois de a pessoa ter chegado à Grécia. De todos os incidentes registados pela agência das Nações Unidas no país durante a segunda metade do ano, 80% dos sobreviventes são mulheres.”

“Eu sou a Geração Igualdade: concretizar os direitos das mulheres” é o tema proposto pelas Nações Unidas para a comemoração do Dia Internacional da Mulher deste ano.  A mensagem do secretário-geral sublinha que a igualdade de género deve ser uma realidade no século XXI.

Louvo a ousadia, mas pergunto-me se um século será suficiente para tornar este mundo mais justo no sentido de, como dizia Ary dos Santos:

“A posse vai-se acabar/no tempo da liberdade/o que importa é saber estar/juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem/naquilo que a gente quer/é igual dizer meu homem/ou dizer minha mulher.”

Que neste Dia Internacional da Mulher todos nos sintamos irmanados, sobretudo as mulheres, com aquelas que, no silêncio da sua luta, tecem a sua revolta que um dia nos fará ouvir o seu grito. Tentemos que não seja demasiado tarde.

Tentem ser felizes em seara de gente.

Aniversário

08.03.20 | asal

P. Adelino Cardoso.jpgFaz hoje 53 anos o P. Adelino Dias Cardoso, Pároco de Pego, Rossio ao Sul do Tejo, São Miguel do Rio Torto e Tramagal; Diretor Espiritual do Movimento dos Cursilhos de Cristandade e Arcipreste de Abrantes. Alegra-nos ver estas vocações totalmente dedicadas ao serviço da comunidade cristã. 

Damos os PARABÉNS deste grupo a este amigo, desejando-lhe vida longa e feliz.

Contacto: tel.  963 049 138

Aniversários

07.03.20 | asal

Dois aniversariantes

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-   P. Luís Manuel Antunes Alves 

Nasceu a 7 de Março de 1960 e trabalha ardorosamente para servir a Igreja de Deus na zona do Pinhal. Pároco de Amieira, Cambas, Isna, Oleiros e Orvalho; Membro do Conselho Pastoral Diocesano; Tesoureiro do Instituto Diocesano do Clero; Administrador da Página da Diocese; Diretor do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.

Aqui ficam os nossos PARABÉNS e votos de muita saúde e felicidade.

Contacto: tel. 966 047 280 

 

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    -  Também a celebrar a vida hoje, temos o Ernesto Afonso, que já celebra aniversários desde 1952 e que atenderá pelo tel. n.º 964 243 421 quem o queira saudar.

   E Alcains também será um objetivo para ti, Ernesto, no dia 16 de Maio?

   PARABÉNS, amigo! Que a vida te continue a sorrir por muitos anos, com saúde e felicidade.