Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Palavra do Sr. Bispo

03.01.20 | asal

O BALANÇO DE ALGUNS BALANCETES!...

IMG_0590.jpg

 

"O Planeta grita aqui-d’ el-rei!... a sociedade está terrivelmente doente!... eu estou muitíssimo mal!... Deus não existe ou morreu!..."
Ena, pá, que tanta desgraça desgraçada no sótão de alguma gente! Tanto balancete a pingar masoquismo e sem rasgar qualquer horizonte que faça sorrir e gargalhar, coisa tão urgente quão necessária! Será que em certos diagnósticos ainda restará alguém para apagar a luz, acravelhar o postigo e taramelar a porta?...
Discordamos dessas carpideiras de Deus e pessimistas catastróficos! Auguramos que o novo ano ajude a içar esses ânimos bem lá nas alturas, traga mais vida e vida renovada. Deus não morreu, não senhor, com grande desgosto para quem sempre se ajanota para ocupar o Seu lugar. Os céus e a terra proclamam eternamente a Sua presença, a Sua glória, o Seu poder e a Sua majestade. A sociedade, porém, apesar dos seus achaques e dores de cotovelo, também não está tão mal como a desenham e pintam, a barca de Caronte ainda não se avista. Tais fazedores de opinião, pelo que sei e suponho, também não estão de pés pra a cova. No entanto, a quem se sente muito deprimido e a esgueirar-se pelo buraco de ozono adentro, aconselho a que não cruze os braços, não deixe de fazer o que deve, separe os lixos que são muitos e de variada espécie, e, mesmo sem receita médica, será bom tomar uns fármacos prodigiosos e à mão de semear. Não são mezinhas, não. Não têm efeitos secundários e a posologia é fácil. Além do mais são gentilmente oferecidos. Devem tomar-se todos os dias e em doses suficientes. Sim, nem de mais nem de menos para não provocarem tontices, mas assim como quem deita sal na comida para dar sabor à vida.
Mas então de que terapias se trata? Trata-se da fé que nos ampara, da esperança que nos anima, da caridade que nos compromete. Trata-se de sermos cireneus uns dos outros por entre os ziguezagues, curvas e contracurvas da vida. Com todas essas provisões na sacola, com feliz curiosidade e orientados pela estrela, também nós vamos ao encontro do Menino de Belém que veio para que vivêssemos na alegria e a nossa alegria fosse verdadeira e completa. Vamos conduzidos pela luz da fé, uma luz muito mais forte que a luz das estrelas. Vamos animados e confortados pela esperança do encontro com Deus que é amor, que é rico em misericórdia, nos toca no ombro, nos olha, sorri e abraça com abraço de partir costela. E, se, porventura, tirarmos mal os azimutes, se, confiando demasiadamente em nós próprios, nos perdermos pelo caminho ou o caminho for demasiadamente difícil de trepar, insistiremos em ligar ao pronto socorro, ao Espírito Santo que logo nos servirá de gps ou faremos como os Magos: perguntaremos a quem saiba, nos possa e queira ajudar. Com Einstein, também nós afirmamos que “o cristianismo salva e eleva o nosso espírito. As suas palavras estão impregnadas de sabedoria divina e os seus ensinamentos são os mais valiosos que o espírito humano atingiu”.
O verdadeiro encontro com Jesus é fascinante, os Seus desafios são excelentes, o que disse e fez apaixona, as reações humanas, porém, são muito diferentes e, algumas, mesmo muito engraçadas. Sem perder tempo, já no caminho, mesmo às portas ou já dentro da Igreja, ouviremos as vozes de quem se sente frustrado porque, naquele encontro, sentiu desafios que não gostou de sentir. Desafios que não sintonizam bem com os seus gostos acomodados e posição social pouco linear e light. Desafios que, porque lhe causam mossa, dá-lhe vontade de lhes torcer o pescoço, os manipular ou suprimir. Eles obrigam a respeitar a vida desde a conceção à morte natural; exortam a pisgar-se dos vícios e quejandos; proíbem que alguém abrace amorosamente os cargos públicos ou similares para consolar e almofadar os bolsos; não pactuam com fraudes bancárias ou outras; pedem responsabilidade individual, familiar, profissional e social; desaconselham as ruturas matrimoniais só porque lhes dá na gana e apesar do sofrimento que sempre causam, sobretudo aos filhos; apelam à solidariedade, à transparência e honestidade; mandam ter em muita atenção os outros....
Uf!...que chatice chata!... Reclamam transformação interior e não há determinação para isso, mesmo que se reconheçam como princípios ideais e fomentem a alegria e a paz. André Malraux, no seu ego, exprimiu-se assim: “Há certamente, uma fé superior. É a que tem cruzes nas aldeias. Ela é amor e nela se encontra a paz. Mas eu não a aceitarei nem me rebaixarei para lhe pedir a tranquilidade que a minha fragilidade exige”.
Outros haverá que abandonam a fé porque dizem que a fé impede de saborear o que a sociedade oferece e as leis consideram aceitável, como se a verdade dependesse de maiorias parlamentares ou de outras, ou de si próprios. Ou então, também está na moda dizer-se que acreditar em Deus é ser retrogrado, ficando ufanos e cheios de nove horas por serem considerados progressistas, num conceito de progresso mui dúbio e discutível, de fazer rir, talvez chorar! Alguns outros, para se manifestarem superiores ou abalarem sub-repticiamente, invocam o fraco testemunho dos cristãos. É verdade que o há e não deveria haver, mas entendo que são desculpas de mau pagador. Isso não deve levar ninguém a afastar-se, deve levar, isso sim, a não cair nos mesmos erros e a ser diferente, para melhor, e a tentar ajudar quem age mal ou menos bem. Comungo do que Martín Descalzo escreveu: “Amo com maior intensidade a Igreja porque é imperfeita. Não é que goste das suas imperfeições, mas penso que sem elas há muito tempo que dela me teria expulso. Ao fim e ao cabo, a Igreja é medíocre porque está formada por gente como nós, como tu e como eu. E é isto que, em resumo, nos permite continuar nela”.
Com o máximo respeito por todos e sabendo que Deus a todos convida e por todos nasceu em Belém, formulamos votos para que, ao longo deste novo ano, os crentes testemunhem verdadeiramente o grande dom da fé. E os não crentes sejam surpreendidos no seu caminho de Damasco e possam perguntar, curiosos como Paulo: “quem és tu, Senhor?”; ou possam reconhecer e professar, contritos como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”.
Como graciosamente referiu Newman aos seus amigos, para entrar nesta Igreja, não é preciso cortar a cabeça, basta tirar o chapéu! Não perante os homens, claro está. Mas perante Deus que nos respeita, sustenta e ama, sem Se insinuar nem dar nas vistas, mas levando-nos a ver e a sentir com os olhos e os ouvidos do coração.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 2020-01-03.

Da Parreirinha de Carnide

03.01.20 | asal

Caríssimo A. Henriques,

3-01-2020.JPG


Aqui tens a foto do primeiro almoço convívio deste novo ano de 2020!
Deu direito a um saboroso bolo-rei que o Zé Andrade nos trouxe como surpresa.
Brindamos a todos os presentes e àqueles que costumam vir e não puderam estar presentes. Um sinal de que este convívio continuará com a mesma e até reforçada amizade.
Um excelente Ano Novo para a nossa Associação e para todos os antigos alunos dos seminários de Portalegre-Castelo Branco.
Qualquer dia vamos degustar maranhos da Sertã.
Grande abraço.

Manel Pires Antunes

Aniversário

03.01.20 | asal

Duarte Nuno.jpg

Hoje é a vez do Duarte Nuno Tapadas, da Comenda, que nasceu em 1973, passou pelos seminários, cursou Filosofia e vive ligado ao ensino no Colégio Miramar, ali para as bandas da Ericeira.

PARABÉNS, amigo, por mais uma primavera! Que a vida te sorria, haja saúde e felicidade.

Perguntámos há um ano quando é que aparecias...Olha que da Comenda há por cá mais gente. Não temos contacto telefónico.

As rubras cerejas

02.01.20 | asal

José Maria Lopes1.JPG

Mais uma pérola para a nossa história!

 

Para começar este relato, devo confessar que, desde que me conheço, sempre admirei muito as árvores e ainda hoje tenho essa inclinação. Daí que, pouco depois de ter dado entrada no Seminário de Alcains, já sabia o nome de todas as árvores que existiam no seu perímetro. E se bem se lembram, nos lados do caminho que ia do Seminário até à porta do lado Norte (digamos ser a porta de serviço porque a principal era o portão grande voltado ao Sul) existiam umas cinco cerejeiras de porte médio, e em Maio lá apareciam as cerejas de cor magenta, apetitosas.

Nós, como sabem, era raro comermos fruta e aquelas cerejas davam volta à minha imaginação.
Um dia, na hora da Missa da manhã, eu saí da Capela, não para ir à casa-de-banho, mas para ir sorrateiramente comer umas cerejas. Estas nossas saídas da Capela não causavam estranheza porque não era preciso pedir licença a ninguém para irmos à casa-de-banho.
Lembram-se, talvez, que Monsenhor Moura, não sei se todos os dias, mas ia pelo menos algumas vezes dizer Missa à Igreja Paroquial de Alcains. E num desses dias eu esperei que ele saísse pela porta acima referida e ataquei a cerejeira de imediato. Mas nunca soube porquê, Monsenhor Moura talvez por se ter esquecido de qualquer coisa, passados uns minutos voltou ao Seminário e eu em cima da cerejeira ao ver a porta a abrir-se.
A árvore de certo modo ramalhuda lá me consegui disfarçar, quietinho que nem um rato. Ele passou com os olhos no chão, não me viu, mas eu apanhei um susto que ainda hoje nem me quero lembrar.
 
José Maria Lopes

É importante esta mensagem

02.01.20 | asal

Esta carta diz muito a muitos amigos. Façam o favor de a ler bem...

IMG_20180519_174359 (2).jpg

 

02.janº.2020
Caro A Henriques
A encomenda do meu livro está já feita para seguir via CTT. Não encontro o seu endereço postal. Quando mo enviar, segue logo o livro.
Talvez fosse bom pedir aos interessados, recorrendo ao Animus, para me enviarem o respectivo endereço postal. Eu enviarei logo.
Tenho insistido com o Florentino para bater à porta de antigos alunos, em ordem à publicação que ele está a coordenar. O Animus tem publicado. Julgo que tem apenas meia dúzia de testemunhos e algumas promessas. É preciso bater à porta deste e daquele, não apenas convite genérico. Estou a selecionar e tenciono enviar convite para o efeito, a alguns das minhas relações.
Bom ano 2020
Pe. Bonifácio Bernardo
 
NOTA: Não sei dizer mais nada! Vamos corresponder aos pedidos: é o livro sobre o Seminário de Portalegre e é a colaboração escrita para o livro sobre o Seminário de Alcains.
Por certo, não vamos ficar mal nestes empreendimentos. Já agora, peçam o NIB para fazer a transferência. É dinheiro para ajudar as obras na Catedral de Portalegre.
AH

Aniversários

01.01.20 | asal

ANIVERSARIANTES com pressa de viver... Logo no 1.º do Ano!... 

alberto.jpg

- Para ti, Alberto Ribeiro, vão os nossos parabéns de aniversário, com votos de um novo e feliz ano, com saúde e alegria, que se prolongue por muitos mais.  O Alberto é da Sarnadinha, Castelo Branco, trabalhou na Lisnave e presentemente está na Livraria IBEZ, vivendo em Lisboa. Com facilidade vai estar no nosso Encontro de Alfragide em 1/02. Ou não vais?

Contacto:  tel. 933 266387

IMG_1449 - Cópia.jpg

 

- Vem depois o Alexandre Lourenço Nunes (tel. 919 438 889), a viver em Castelo Branco e natural das Sarzedas (ou estou enganado?), que tem dado muito do seu trabalho nos nossos encontros. Sempre presente e colaborador, vem de Castelo Branco a Lisboa para se misturar com os convivas.

 

- Também neabil (2).jpgste dia, em 1940, nasceu o Abílio da Cruz Martins, na aldeia de Ripanso, Sobreira Formosa, onde também eu nasci. Todos conhecem o Abílio, a viver agora na Portela de Sacavém, e desde sempre ligado à Associação dos Antigos Alunos, como elemento efectivo ou muito próximo. Também ficou conhecido o apoio que ele deu ao Sr. P. Horácio quando ele chegou a Luanda carregado de livros e o Abílio era chefe da Alfândega. Foi o céu que lhe apareceu e todo o material foi parar ao destino pretendido como por milagre.

Contacto: tel. 964 461 949

 

José da Graça.JPG

- Ainda neste dia faz anos o Sr. Cón. JOSÉ DA GRAÇA. Nasceu no Arneiro, concelho de Nisa em 1943 e tem desenvolvido uma bem conhecida acção social em Abrantes, pela qual sofre, sem se saber ainda como tudo findará. PARABÉNS pelos 77 anos e um abraço de muita amizade. Oxalá que a tua vida decorra em alegria e felicidade.

Contacto: tel. 965 412 019

 

A todos estes amigos aqui deixamos um abraço de amizade, com muitos parabéns e votos de longa vida, cheia de alegrias. 

Pág. 5/5