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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

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Último aniversariante do ano!

Nasceu em 31 de Dezembro de 1970, quase a cair para o novo ano, recebendo o nome de António Jorge Mendes Dias.

Natural do concelho de Oleiros, frequentou os seminários de Alcains e Portalegre durante sete anos, depois cursou a Universidade de Oxdord e hoje pugna pelo bem-estar das populações oleirenses, sendo hoje vereador do município.

PARABÉNS, António Jorge Dias, no teu 49.º aniversário. Desejamos ao amigo o melhor em saúde, realização pessoal e felicidade. 

Contacto: tel. 967 085 168

Feliz Ano Novo!

Ano Novo.jpg

Caros amigos,

após preparar este postal para desejar a todos um Bom Ano Novo,

sinto a necessidade de também dizer que estes dias de vivência familiar

são muito importantes para todos e mais ainda para nós, que temos os filhos longe

e por aqui passam apenas alguns dias de férias.

Por isso, 

peço licença para esquecer um pouco o meu cuidado com esta tarefa de alimentar o blogue

e possa viver também, sem pressão, a alegria e o convívio familiar.

A todos desejo as maiores felicidades!

AH

Aniversário

Vitor Diogo.jpg

PARABÉNS, VÍTOR!

Ao Vítor Manuel Fernandes Diogo, um albicastrense a viver hoje na Póvoa de Santa Iria, aqui bem perto de Lisboa, estamos a dar os PARABÉNS pelos seus 67 anos, neste 30 de Dezembro, desejando-lhe saúde e alegria por muitos anos.

Quando nos encontramos, Vítor? Vem aí o 1 de Fevereiro, com Encontro em Alfragide? E Alcains em 16 de Maio? A tua presença é uma alegria para muitos... 

Contacto: tel.962 351 533 

Tive medo, muito medo!

Torre de Monfortinho, quando eu era criança, muito criança.

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Numa quase tarde, mas sem ser tarde nem cedo, tive medo, muito medo. Aproximava-se a noite, noite escura. E como, em todas as noites, havia a ceia e o serão. E nem todos os serões da aldeia eram agradáveis, como se pensa. Nessa noite, o serão começou com os mais velhos a jogar ao "burro", mas depressa terminou porque quem perdeu não gostava de perder nem a feijões e atirou com as cartas para a lareira e "acabou-se", gritou. Como era normal nesses serões, contavam-se estórias, mas nem sempre de encantar.
O Alziro, que era contrabandista, contou que na noite anterior, fora contrabandear uma carga de café para ganhar a vida. Mas como a patrulha da Guarda Fiscal também andava a fazer pela vida correu atrás dele e foi apanhado, antes de atravessar a fronteira.
- É a vida,  rematou alguém filosoficamente.
O TI "Jquim contou que, numa noite de temporal, tinha visto no cemitério o fogo fátuo, mas disse ele que eram os mortos a acender a lareira para se aquecerem.
E eu a ficar cheio de medo e o serão nunca mais acabava!
Alguém contou ainda que à Ti Felismina lhe apareciam almas penadas, por volta da meia noite, ora eram vozes que ouvia, ora eram luzinhas, ao longe, a tremelicar e até o rasto que uma cobra deixou, ao atravessar um caminho, dizia que era uma alma do outro mundo que andava por ali perdida.
O serão terminou e eu sem sono, mas com muito medo.
Fui deitar-me na cama, onde já estava o primo Zé deitado e virado para o lado da parede.
O primo Zé viveu uns tempos conosco porque os pais foram viver para Coimbra com os outros sete filhos e esqueceram-se dele sózinho em casa.
Como ele já tinha ocupado o lado da parede, eu tive que me deitar do lado dos medos, de costas para a porta porque se viesse algum medo eu não o via nem ele me via a mim, pensava eu.
Aquelas estórias contadas ao serão não me saíam do pensamento e, por isso, não conseguia dormir. Ainda por cima, com o cemitério ali a duzentos metros, eu tremia de frio e de medo. De vez em quando, era o gato, no sótão, que corria atrás de um rato e eu, ao ouvir aquela barulheira, pensava: é agora que o medo vem e me leva!
O primo Zé, protegido que estava por mim, dormia profundamente.
E eu, cheio de medo e de frio, apesar do peso das mantas de arelos, não conseguia dormir e, como não aguentava mais aquele pesadelo, levantei-me, atravessei a cozinha, fui pelo corredor sem olhar para trás, fui pela sala, onde, em cima da mesa, pernoitava um relógio despertador daqueles que passam as noites e os dias a fazer tic-tac, tic-tac, marcava três horas da matina. Pé ante pé, entrei no quarto onde dormiam as minhas irmãs e, sorrateiramente, deitei-me no meio delas, mas com a cabeça para os pés delas.
Passados uns instantes, ouvi a minha irmã Mercedes, muito baixinho, se calhar também com medo, perguntar:
- Ó Ana, o que é "isto" aqui deitado no meio de nós?
E responde a minha irmã Ana:                                                                                                                              - É o nosso Tó.
E então adormeci!!!

PS. Hoje é Natal? Nem para todos porque há muitas crianças com fome e com frio e se calhar nem tempo têm para ter medo!

António Rodrigues

O que será o ano de 2020?

Ninguém sabe.

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Todos temos desejos e projectos para ele.

Todos sabemos o que não queremos.
Todos reclamamos do que os outros fazem ou deixam de fazer.

Todavia esquecemos de nos fazer duas pergunta simples:

- O que posso e devo fazer para que ele seja como desejo, projecto e quero?

-- Qual o meu contributo concreto para a construção de um mundo melhor: mais justo, mais sustentável, mais pacífico, etc.?
Mário Pissarra

NOTA: Ó Mário, roubei-te estas letras. Podias mandar outras... Nós gostamos! AH

Alcains - um pouco de história

Meu Bom Amigo
 Com o sorriso do Menino, a alegria fraterna e paterna da consoada, aí te mando mais um texto a relembrar coisa passadas que nos dizem respeito. Pode ser que a alguém aproveitem e deem o mote para algum testemunho. Como é matéria de facto, não haverá muito por onde discordar. Talvez haja muito para completar e até corrigir o ponto de vista. Já sabes como eu sou. Tudo quanto vier, é ganho.
Um grande abraço, com votos de um Ano Novo com muita saúde e a bênção de Deus, João Lopes
 

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 In illo tempore...

Para que conste:

 Permitam-me que levante um pouco a poeira do tempo, que, inevitavelmente, se vai depositando sobre o “passado”, para, com maior nitidez, realçarmos os contornos da nossa experiência, enquanto jovens, no Seminário de Alcains. Para isto, nada melhor do que uma releitura, em traços largos, da conhecida obra do Dr. Félix, já aqui referida.

  Comecemos por responder a duas questões:

  1º Por que surgiu a ideia da construção de um novo Seminário?

  2º Como e quem a divulgou em 1ª mão?

      Antes de mais, a necessidade vital de um espaço condigno de formação dos candidatos ao Sacerdócio. Em 1919, o pároco de Mação, P. João José Alvares de Moura, um homem cem por cento da Igreja, com experiência de missionário em Moçambique, resolveu instalar na Casa Paroquial um Seminário, com a bênção do Prelado, D. Manuel da Conceição Santos. Dada a precariedade das instalações, chegou a elaborar um projeto de construção de raiz, ali mesmo na povoação que pastoreava. (Ver  em Os Nossos Seminários as fotografias da Residência Paroquial e Seminário de Mação,  e a eminente figura de Mons. Moura, pp. 212 e 217)

  Eis senão quando, no Verão de 1920, a ilustre família Rebelo põe à disposição da Diocese o solar do Gavião, logo aproveitado para a instalação dos Cursos de Preparatórios e de Teologia.  Era, então, o único Seminário Diocesano. A afluência dos alunos aumentou e a Casa solarenga tornou-se pequena para albergar tantos seminaristas. A ponto de o Reitor de então, o Cónego Francisco Miranda (de 1923 a 1929) se ver obrigado a alugar umas casas em redor para alojar os teólogos. Claro que  se tratava de uma solução provisória, insuficiente.

  Impunha-se, com urgência, pensar num edifício novo em qualquer parte da Diocese. Mas como, se depauperada, a instituição não dispunha de meios? O Senhor D. Domingos, Bispo titular desde 1921, servia-se do seu enorme prestígio junto das famílias mais ricas, e resposta não havia. Estava-se neste impasse quando em Novembro de 1926, no Boletim diocesano, “ Flores do Santuário” um “ teólogo” não identificado, publica uma notícia, com ar profético, aludindo a um próximo grande acontecimento  da maior importância para a vida diocesana. Toda a gente ficou em suspenso, na expectativa, até que, no mês seguinte, se clarificava o mistério: um casal cristão propunha-se construir à sua custa um novo Seminário, em Alcains, sua terra natal.  Quem deteria tão precioso segredo? Quem era esse teólogo misterioso?

 O Sr. Dr. Félix, na p.111 do livro que venho seguindo, atribui ao Sr. Cónego Miranda a autoria da auspiciosa novidade. Mais. Sugere mesmo que terá sido ele a persuadir o ilustre casal alcainense a aplicar a sua fortuna nesta obra de Deus ao serviço da Sua Igreja. Com efeito, enquanto Pároco de Alcains, de 1918 a 1923, ganhara a amizade e  confiança do Senhor José Pereira Monteiro e Esposa, conhecendo bem os seus meios de fortuna  e o seu espírito de benemerência para com a Diocese. ( ver o cap. III da 2ª parte, “Os Fundadores do Seminário” pp 105-107) . Neste contexto, o nosso Vigário, natural das Sarzedas, que tinha, nos seus pergaminhos, uma inteligência viva, formação no Real Colégio da Missões em Cernache de Bonjardim e uma experiência profícua de missionário em Angola, não perdeu a oportunidade de levar o ilustre casal cristão, sem filhos, a investir na construção de um Seminário, ideia que o Senhor Bispo abraçou como dádiva divina.

  À inteligência prática e tato pastoral do Sr. Cónego Miranda se deve, pois, em grande parte, a ideia e a vontade de o casal Monteiro construírem o Seminário de S. José, em Alcains. Em princípio, seria destinado ao curso de Teologia e Filosofia, um Seminário Maior, portanto.  Mas por que não foi assim, e, ao contrário do previsto, se tornou um seminário de Preparatórios, logo desde a sua inauguração, em 13 de Outubro de 1929?   O Dr. Félix envolve esta mudança de decisão numa nebulosa, que o Florentino Beirão, incansável investigador de estirpe, viria mais tarde a descortinar. Verdade seja dita  que, na p. 19, o Autor nos fornece  elementos suficientes para se deduzir a sua preferência pela primeira hipótese.

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Dada esta inversão de marcha, e, carecendo a diocese de um Seminário Maior, especificamente devotado ao estudo da Sagrada Teologia, o Mons. Moura (título concedido pelo Papa Pio XI em 1925) Pároco da Sé de Portalegre desde 1920 e secretário particular do Senhor D. Domingos, resolveu contornar a questão, avançando logo em 1928 para uma subscrição diocesana destinada à compra de uma casa na antiga rua dos Canastreiros,  hoje Rua 31 de Janeiro ( Ver foto nas p. 298 do já referido Os Nossos Seminários)  onde se instalou o Curso de Teologia desde 1929 a 1933.   Ficava, assim, a Diocese com um Seminário de Teologia na sede episcopal, como recomendara o Concílio de Trento em 1563,  e, de alguma forma, dando continuidade ao  Seminário do Convento de S. Bernardo (1878-1911), violentamente pilhado pela República, ao abrigo da Lei da Separação da Igreja e do Estado de 20 de Abril de 1911. ( Cf Os Nossos Seminários, pp121-146, com duas fotos nas pp. 123 e 125)

 Concluindo: em 1931, a Diocese dispunha de três seminários: o Maior, em Portalegre, e o Menor no Gavião e Alcains. Para agradecer a Deus, dádivas tamanhas, vão os alunos e professores a Fátima, em peregrinação, com o seu Bispo, que terá celebrado o 1º Pontifical na Cova da Iria, em 25 de Março.  Os Seminários diocesanos colocavam-se definitivamente sob a égide maternal da Virgem de Fátima. (Continua)

João Lopes 

A religiosidade popular do Natal

Caríssimo Henriques
Ainda não te tinha enviado esta peça.
Creio que é hoje muito oportuno e importante valorizarmos as numerosas e ricas tradições do povo que viveu e vive no interior do nosso país. São tão ricas que foram capazes de  perdurar vivas, ao longo de tantos séculos. Seria um pecado de omissão não as mantermos sempre revigoradas porque elas nos revelam como estas gentes trabalhadoras, pobres e humildes, encontraram nas suas tradições, formas de manter e aprofundar os seus laços de pertença, as suas identidades. Esta nossa Beira, certamente, merece que olhemos para ela e para a riqueza das suas belas tradições.
O Madeiro - Fogueira de Natal é uma delas. Quem já fez a experiência do seu calor fraterno, jamais a esquece.
Continuação de uma Boas Festas natalícias, para ti e para todos aqueles que são aquecidos pelo nosso ANIMUS SEMPER.
Florentino Beirão

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A tradição do madeiro de Natal nas Beiras

 

Com a aproximação da Festa do Natal, uma grande parte das populações das aldeias e vilas da raia, de Trás os Montes às Beiras, envolvem-se numa milenar festa comunitária, tendo como centro, uma fogueira, mais ou menos volumosa, colocada às portas das igrejas, para ser incendiada antes da “Missa do Galo”, à meia-noite, no dia 24 de dezembro. Quando falamos de “fogueira” ou de “madeiro” de Natal estamos a referir-nos à mesma realidade.

Ainda hoje, muitos se interrogam acerca da origem desta milenar tradição que remonta a ancestrais cultos pagãos, ligados aos solstícios.

Tanto quanto hoje sabemos, acerca da origem das fogueiras-madeiros de Natal nestas regiões do país, elas não se encontram, estritamente ligadas ao dia do Nascimento de Jesus, o qual se desconhece, mas a uma festa pagã romana, dedicada ao “Natale Solis invictus”, introduzida no império pelo imperador Aureliano, no ano de 274. Estas festas solares, espalhadas pelo império, teriam como principal finalidade, prestar culto a um deus pagão, ligado ao solstício do inverno, numa altura em que a luz do sol renascia, vencendo a escuridão das noites frias e escuras. Com esta cerimónia religiosa, o imperador procuraria atingir, pelo menos, dois objetivos. Por um lado, centralizar os vários cultos politeístas, no culto ao deus-sol sírio. Por outro lado, conseguir a união do império, já com sinais de crise, à beira da sua estrangulação, devido às contínuas e devastadoras investidas dos povos germânicos-bárbaros.

 Para tentar imunizar os cristãos da força atrativa desta festa pagã, como não se sabia ao certo quando Cristo tinha nascido, a igreja de Roma, no dia da referida festa, celebrada em 25 de dezembro, decidiu então colocar neste mesmo dia, o nascimento do Salvador “, como “luz do mundo” (Jo.8,12) dado que, para os primeiros cristãos, o “Sol invencível” não era o deus pagão, mas Jesus que veio ao mundo, segundo São João, como “a luz verdadeira que ilumina todo o homem”.

Deste modo, tentava batizar esta festa pagã, à semelhança de muitas outras tradições romanas e de outros povos pagãos, que, ao longo dos séculos, se foram integrando, pacificamente, na tradição cristã. Como sabemos, a partir de festas pagãs pré-existentes ao cristianismo, ao longo dos séculos, foram surgindo novas interpretações das mesmas, embora permanecendo, em alguns casos, o essencial. À medida que se alteram as conjunturas económicas, socio-políticas e religiosas, a tendência natural, como sabemos, é para se ir alterando o modo de vida dos povos.

Mesmo hoje em dia, devido a diversos fenómenos mundiais, tanto culturais como religiosos, a Festa do Natal, tem sofrido, nas últimas décadas, profundas mudanças, oriundas de diversas origens. Por um lado, a globalização com a tendência de querer nivelar as culturas das nações, impõe-lhes alternativos modos de vida e de consumo. Por outro, ao vivermos mergulhados numa civilização consumista-capitalista, somos abafados por inúmeras propostas consumistas que são promovidas até à exaustão, pelas aguerridas lutas entre as gulosas multinacionais.

Quanto à secular tradição do Madeiro nesta zona do interior, tudo leva a crer que se integra no longo e profundo processo da romanização que atingiu todo o império, onde se incluía o nosso país, o qual ainda guarda hoje numerosos vestígios desta grandiosa civilização.

Relativamente ao futuro, como tem vindo a acontecer com outras seculares tradições, em vez da atual festa comunitária do Madeiro de Natal, do povo e para o povo, poderá vir a tornar-se numa singularidade folclórica ou exótica, só para turista ver e fotografar. Deste modo, só lhe resta tornar-se mais um cartaz de promoção do turismo religioso local. Sendo muito pouco, não seria de desprezar, dado que estas terras beirãs se encontram já numa fase galopante de desertificação humana.

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Como vão deixando de existir, nesta faixa pobre do interior, jovens e pessoas com capacidades para colaborarem no transporte da lenha para o Madeiro de Natal, restará muito provavelmente aos poderes autárquicos virem a ter de assumir, como já vem acontecendo, a continuidade das seculares tradições locais, em perigo.

Como nota final, gostaríamos de deixar uma pergunta – desafio, aos políticos desta região do país. Não seria de se vir a elaborar um projeto intermunicipal, para se colocar à consideração da UNESCO, a fim desta secular tradição ser classificada, como “Património Imaterial da Humanidade”?

 florentinobeirao@hotmail.com

E viva a Parreirinha!

Caro A. Henriques,

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O último almoço do ano 2019.

Tivemos como novidade a presença do Zé Figueira, ausente desde há quatro meses, devido aos problemas da operação à anca. Felizmente está bastante bem e começa já a marcar presença neste nosso convívio semanal.
O Pequito Cravo também esteve presente, desta vez para nos desejar a todos um Bom Ano Novo!

Abraço e até para a semana, já em 2020!

Pires Antunes

 

NOTA:  1 - Eu também queria despedir-me da Parreirinha deste ano. Mas os joelhos obrigaram-me a caminhar para a Luz, onde o médico me esperava. Um abraço aos comensais. E um abraço especial ao Zé Figueira, meu companheiro das lides ortopédicas, que já caminha com algum à vontade.

2 - A esta hora, em Castelo Branco realiza-se mais um jantar de colegas. Esperamos também por notícias e fotos. AH

Palavra do Sr. Bispo

EM BUSCA DA COESÃO E HARMONIA FAMILIAR

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Há uma Família especial que a todos nos interpela e desafia. No quotidiano da sua vida, ela tem prioridades, privilegia o essencial, sabe enfrentar e ultrapassar as dificuldades. Provada pela pobreza, pela perseguição, pelo exílio e por incómodos de vária ordem como todas as famílias humanas, Jesus estava lá, no centro dessa família, nas horas boas e menos boas. Jesus, porém, continua hoje a fazer-se hóspede de quem lhe escancarar as portas do coração e do lar. Por sua vez, Maria, a esposa e mãe sempre agradecida, quando não entendia bem o porquê de tanta coisa que ia acontecendo, não barafustava nem se angustiava perturbando a paz familiar. Tudo procurava entender no silêncio do seu coração, permanecendo forte e firme no meio das contrariedades e sofrimentos, incutindo confiança e persistência até ao extremo, até ao Calvário. José, porém, o marido e pai adotivo, homem justo e bom, com a sua capacidade de escuta, pelo seu trabalho e serenidade, fomentava a coesão familiar, incutia segurança e confiança na vida e no futuro. Ajudando-se mutuamente, cada um procurava entender e cumprir a sua missão ao serviço do bem estar familiar e da comunidade humana. Como seria bom que a comunhão e a busca do essencial fossem o ponto de honra de todas as famílias, e todos lhe reconhecessem os seus direitos, para que, tendo o necessário, pudessem viver com alegria e dignidade!...
Olhar a Sagrada Família de Nazaré, faz-nos amar e rezar por todas as famílias: por aquelas que vivem na fidelidade ao projeto comum que, na primavera da vida, abraçaram com alegria e confiança; por aquelas que caíram na dúvida face aos seus deveres ou esqueceram o significado e o valor da vida conjugal e familiar; por aquelas cuja realização dos seus direitos fundamentais está impedida por injustiças de vária ordem; por todas as famílias feridas pela falta de amor, pela indiferença, pela separação, pela falta do necessário para viverem com alegria e dignidade. Cada uma é, ao mesmo tempo, uma grandiosa e pequenina sociedade que nada nem ninguém a pode substituir plenamente, é “um bem precioso”, um “património da humanidade”. Sendo o fundamento necessário da sociedade, sendo uma enorme riqueza para cada um dos esposos, um bem insubstituível para os filhos, ela é o primeiro espaço onde se fomenta a paz, a justiça e o amor entre todos. Ali se educa para a cidadania; se experimenta a função da autoridade manifestada na pessoa dos pais; se está atento aos mais pequeninos, doentes ou idosos; se ensina e transmite a linguagem da fé; se formam pessoas livres e responsáveis, solidárias e fraternas, diferentes mas unidas; se fomenta a cultura da escuta, do diálogo, da partilha, da tolerância, do perdão, da mútua ajuda nas necessidades da vida.
São João Paulo II, afirmava que “Amar a família significa saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre. Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los. Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento”. Amar a família “muitas vezes tentada por incomodidades e angustiada por crescentes dificuldades, é dar-lhe novamente razões de confiança em si mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça e na missão que Deus lhe confiou”. Embora seja missão de todos, ele afirmava que compete de forma muito especial aos cristãos “a tarefa de anunciar com alegria e convicção a «boa nova» acerca da família, que tem necessidade absoluta de ouvir e de compreender sempre mais profundamente as palavras autênticas que lhe revelam a sua identidade, os seus recursos interiores, a importância da sua missão na Cidade dos homens e na de Deus” (FC86). A Igreja não o impõe, mas sente a exigência de propor a todos o caminho aprendido na escola de Cristo e pelo qual a família pode chegar ao coração da sua verdade e grandeza.
Que ninguém deixe de fazer o que está ao seu alcance para salvar e promover os valores e o bem estar das famílias, bem como para ajudar os jovens a descobrir a beleza e a grandeza do matrimónio e do serviço à vida. Tudo quanto pela família se possa fazer é sempre muitíssimo pouco, pouquíssimo.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 27-12-2019.

Aniversário

Manuel Mend.Esteves.jpg

Nascido em 26-12-60, faz anos hoje o  Manuel Mendonça Esteves, Diácono Permanente a viver na Sertã. 

Desempenha a função de Diretor do Secretariado Diocesano do Ensino da Igreja nas Escolas (SDEIE) e é adstrito ao serviço das Paróquias de Cabeçudo, Cumeada, Marmeleiro, Mosteiro, Sertã e Troviscal.

Damos os PARABÉNS a este amigo e desejamos-lhe saúde e alegria no serviço pastoral a que se dedica. Será que em 18 de Maio ele poderá estar connosco na Sertã? Assim o esperamos.

Contacto: tel. 963 670 520

Caras alegres

Vêm de Mação estas 5 ou seis fotos. Envia o Colaço. À sombra do presépio da Igreja e ao calor da grande fogueira que ilumina e aquece o adro, os dois amigos em abraço que nos quer apanhar a todos. AH

Diz ele:

«O nosso querido Agostinho Janela Barbeiro de 1961 do Castelo, Mação. Santo Natal.»

O Agostinho é adstrito ao serviço das Paróquias de Mação, Aboboreira, Penhascoso e Ortiga; Assistente Regional da Ação Católica Rural.

Jantar em Castelo Branco

Venho lembrar...

Jantar de Confraternização dos antigos alunos dos seminários de Gavião, Alcains e Portalegre dia 27 de Dezembro, 20 horas, restaurante English Savoy em Castelo Branco, rua A da Carapalha, 32.

Confirmação de participantes até 21 de Dezembro.

Contactar Carlos Lameiras 962660124 ou Veríssimo Rodrigues 919072350

NOTA: Falem com o Carlos ou o Veríssimo. Pode ser que ainda possam participar. AH

As nossas Boas-Festas

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A Comissão dinamizadora da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco vem apresentar aos colegas as melhores Boas-Festas, desejando a cada um de vós um Feliz e Santo Natal e um Ano Novo cheio de venturas e felicidade.

Estamos em movimento para a realização das nossas iniciativas.

1 – Neste momento, segundo o que o blogue ANIMUS SEMPER publicou, a preocupação é que muitos dos antigos habitantes do seminário de Alcains escrevam alguma das suas memórias para incluir no livro que o Florentino Beirão está a coordenar e será apresentado em 16 de maio no nosso Encontro em Alcains. Vamos corresponder com os nossos testemunhos.

2 – Esperamos também que muitos colegas se inscrevam para o programado Encontro de Alfragide em 1/02/2020, no Seminário dos Dehonianos, o mesmo agradável espaço onde estivemos no encontro passado;

3 – O momento maior de 2020 será o Encontro no Seminário de S. José em Alcains no dia 16 de maio, para celebrarmos os 90 anos daquela instituição, onde vivemos alguns anos da nossa história. Cabe a cada um de nós assumir a data nas nossas agendas.

Teremos então o livro com a história do Seminário de Alcains e um outro livro, elaborado pelo Sr. Cón. Bonifácio Bernardo, sobre o Seminário de Portalegre, dois eventos bem significativos.

Deixamos um abraço de amizade a cada um de vós, renovando os votos de FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO.

A Comissão Administrativa dos Antigos Alunos dos Seminários

da diocese de Portalegre e Castelo Branco

 
 
 
 

Aniversário

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Na véspera do Natal, damos os PARABÉNS ao Agostinho Pissarreira, que nasceu ali para os lados de Abrantes, vivendo agora na Amadora. Nasceu em 1954. Depois do Seminário, sabemos que estudou no Liceu de Abrantes e no ISCTE.

Que o Menino-Deus o ajude a viver por muitos anos com saúde e felicidade.

E, já agora, lembra-te de nós, este grupo ligado à tua juventude, que se vai reunir em 1/02/2019 em Alfragide, no Seminário dos Dehonianos, e em 16 de Maio em Alcains. 

 Contacto do Agostinho - 960 222 375

Palavra do Sr. Bispo

E NINGUÉM FICOU INDIFERENTE!...

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“Naqueles dias, apareceu um edito de César Augusto ordenando o recenseamento de todo o mundo habitado. Esse recenseamento foi o primeiro enquanto Quirino era governador da Síria. Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado». Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele Menino. Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração. E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes fora anunciado” (Lc 2, 1-20).
“Alguns magos do Oriente, chegaram a Jerusalém e perguntaram: “onde está o Rei dos Judeus recém-nascido? Nós vimos a Sua estrela no Oriente e viemos para prestar-lhe homenagem”. Ao saber disso, o rei Herodes ficou alarmado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Herodes reuniu todos os sumos sacerdotes e os doutores da Lei e perguntou-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, porque assim está escrito por meio do profeta: “E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá o Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo”. Então Herodes chamou secretamente os magos, e investigou junto deles sobre o tempo exato em que a estrela havia aparecido. Depois, mandou-os a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o Menino. E avisai-me quando o encontrardes, para que também eu vá prestar-lhe homenagem”. Depois de terem ouvido o rei, partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria. Quando entraram na casa, viram o Menino com Maria, Sua Mãe. Ajoelharam-se diante d’Ele e prestaram-Lhe homenagem. Depois, abriram os seus cofres e ofereceram presentes ao Menino: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra, seguindo por outro caminho. Depois que os magos partiram, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para O matar.» José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua mãe e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: “Do Egipto chamei o meu filho”. Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o seu território, da idade de dois anos para baixo, conforme o tempo que, diligentemente, tinha inquirido dos magos. Cumpriu-se, então, o que o profeta Jeremias dissera: “Ouviu-se uma voz em Ramá, uma lamentação e um grande pranto: é Raquel que chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem”.
Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino». Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. Porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2, 1-23).
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Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 20-12-2019.

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