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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversários

22.11.19 | asal

São aniversariantes neste 22 de Novembro dois sacerdotes.

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- Um é o P. Alberto da Silva Jorge, nascido em 1934, e que, devido à sua idade e por questões de saúde, se encontra a viver no Seminário de Portalegre. É Capelão do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria. Ainda no nosso Encontro de Maio ele apareceu, como se vê na foto, ao lado de outro amigo bem conhecido e bem falado por nós - o Francisco Cristóvão.

Talvez possa atender pelo n.º 937 022 594

 

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- Outro aniversariante é o P. Rui Manuel Antunes Lourenço, nascido em 1963, e que presentemente trabalha na pastoral do Arciprestado de Portalegre, no Arquivo Diocesano e Biblioteca do Seminário, em Portalegre.

Contacto: tel. 967 747 180

 

Aos dois colegas que estão em agradecimento pela vida que já viveram, damos os PARABÉNS DO GRUPO, desejando-lhes muita saúde e a realização dos seus sonhos e projectos.

Um português em Londres

21.11.19 | asal

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Sinto uma grande alegria por ver um dos nossos amigos numa carreira de grande sucesso, ainda por cima num campo difícil. O filme está fenomenal, tudo perfeito: imagem, som, enquadramento, os quadros a documentar o teu trabalho... Parabéns, Nelson! Ergo a minha taça. Abraço.

Filme da RTP - Rubrica "Hora dos Portugueses Reino Unido".

 

Clicar no link abaixo 

                                                                                               O Nelson é o da direita

https://www.facebook.com/RTP.Londres/videos/548568642596274/ 

Inscrevam-se para o Encontro!

18.11.19 | asal

Como se pode publicar nova lista de convivas para o Encontro de 30 de Novembro se ninguém se lembra que já é tempo de se inscreverem? 

Faltam 12 dias apenas... Para quem está na organização dos eventos isto é um pouco complicado!

Vá lá, amigos!

No ano passado, foi assim... Algumas fotos.

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Jorge de Sena (1919/1978)

18.11.19 | asal
Caro Henriques:
Para abrir o apetite à multifacetada  leitura do nosso grande escritor Jorge de Sena, nesta data do aniversário do seu nascimento, tentei aprofundar um pouco os meus fracos conhecimentos. A reflexão que fiz, deixo-a aos nossos companheiros do ANIMUS, com todo o gosto e amizade. Oxalá alguém  se motive também pela sua vasta obra de poesia, prosa e teatro. Nomeadamente, pelos "Sinais de Fogo", um dos melhores romances do séc. XX. É mesmo obrigatório lê-lo. A sua riqueza literária é deslumbrante. Acreditem.
Um bom magusto e cuidado com a saborosa e divinal água - pé, uma boa companheira destas aventuras gastronómicas.
Um forte abraço, meu caro Henriques, que estendo a toda a nossa fraterna rapaziada.
Florentino

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Um cidadão do mundo

Ocorreu no passado dia dois o centenário do nacimento do lisboeta Jorge Cândido de Sena, que nasceu em 1909, único filho de Maria da Luz Teles Grilo e de Augusto Raposo Sena, comandante da Marinha Mercante, de origem açoriana.

Seria pecado de omissão não nos debruçarmos sobre a vida de Jorge de Sena cuja obra literária, vasta e multifacetada, marcou a nossa cultura do século XX. Nela se encontra a inspiração de um grande poeta, um ficcionista, um dramaturgo, um crítico, um professor e um ensaísta. Este espraiar-se por tantas áreas poderá ter uma explicação se soubermos que ele afirmou um dia “que tudo quanto é humano me interessa”.

Feitos os seus estudos no liceu Camões em Lisboa, Sena, nas pisadas do pai, alistou-se na Marinha a qual lhe proporcionou correr o mundo no navio Sagres. Este período da sua vida ocorreu durante a guerra civil de Espanha e, em carta ao seu amigo Casais Monteiro, queixava-se do “absurdo da disciplina militarista” o que o terá levado a deixar a Marinha, em 1938. Mas já nestes anos (1936-1938) Sena produzia muita poesia e multifacetada prosa ficcional.

Deixado o mar, optaria por uma licenciatura em engenharia civil, em 1944 no Porto. Esta década de 40 foi muito martirizante para Sena devido à morte do pai, da avó materna e ainda pelas dificuldades financeiras a que esteve sujeito. Valeram-lhe as ajudas dos seus amigos. Face a esta situação, teve de se empregar em 1947 nos Monumentos Nacionais. Um ano depois, foi para a Junta Autónoma das Estradas, o que lhe permitiu conhecer o país.

Sempre insatisfeito, em 1952 vamos encontrá-lo como estagiário de engenheiro, em Inglaterra, virando-se então para a grande literatura deste país. Ao mesmo tempo, ia fazendo as suas críticas à poesia portuguesa contemporânea e à de outros tempos.

Já saturado de sofrer perseguição num Portugal salazarista e pidesco, pelas suas ideias e escritos publicados, em 1959 Jorge de Sena decidiu escolher o Brasil, S. Paulo, para se exilar. Ao longo dos anos em que aqui viveu, décadas de 40-50, debruçou-se sobre Fernando Pessoa (1946) e Camões (1948). Escrevia ele nesta altura: “ a cultura é livre discussão e esclarecimento e conquista pessoal da liberdade de reflexão e expressão e não uma aquisição passiva de conhecimentos, para satisfação própria, mas sim, para articular os seus domínios aparentemente díspares e distantes, numa visão do mundo integradora de tudo”.

Deste modo, em toda a sua vastíssima obra, aparecem tratados todos os grandes temas que interrogam o ser humano: a morte, o amor, o erotismo, a sexualidade, a renúncia amorosa, o tempo, o divino, o religioso e o profano. Segundo ele, “todos estes temas não podem ser tratados isoladamente, uma vez que entram uns dentro dos outros, adquirindo significações novas, quando combinados entre si”. Nesta perspetiva, a dúvida teológica e o conceito de divindade formam, porque interdependentes, um dos principais temas recorrente da obra de Jorge de Sena, expresso na relação Homem - deuses - Deus. Assim, para Sena, o problema da humana divindade é o problema da superação dos limites culturais e civilizacionais que o Homem foi criando. Outro dos temas prediletos deste complexo e profundo homem de letras é Portugal, tratado em sentido amplo, camoniano, do destino português e dos portugueses, no contexto das culturas, e que abarca diversas temáticas como o exílio, a peregrinação, a viagem e o amar.

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Casado com Mécia de Sena, hoje com 99 anos, tiveram nove filhos. A sua filha mais velha, Isabel confidenciou recentemente que o seu pai “sofreu muito com o exílio e com a sensação de não ser reconhecido no seu país”, mesmo após a Revolução do 25 de Abril de 1974, porque, como um dia Sena se queixou, “ninguém o chamou” para se integrar na vida do seu país, já em plena liberdade. Assim, esquecido pelos seus, Sena morreu na Califórnia (USA), em 04.06.1978. Os versos que nos deixou sobre Portugal mostram bem o seu desgosto. “Esta é a ditosa Pátria minha amada. Não/ Nem é ditosa, porque o não merece/Nem minha amada, porque é só madrasta/ Nem pátria minha, porque eu não mereço/…eu te pertenço, mas seres minha, não”.

Para o seu maior biógrafo Jorge Lourenço, em quem nos inspirámos, Sena “ é uma das maiores consciências críticas de sempre, em luta pela dignidade e liberdade humanas”.

florentinobeirao@hotmail.com                             

Aniversário

18.11.19 | asal

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Caro amigo, João Luís Portela, no dia do teu 74.º aniversário, os colegas dos tempos do seminário aqui se apresentam para te saudar, cantar os PARABÉNS e desejar-te muitas felicidades. Viver é por si uma grande graça e eu tenho ouvido dizer a muitos que nestas idades temos razões para dar graças todos os dias pelo muito que já vivemos e pelas alegrias do dia-a-dia.

Gostávamos que estivesses presente no nosso convívio do Restelo. Vai ser bonito mesmo!

Para contactos amigos, use o tel. 964 438 001.

Aniversário

17.11.19 | asal

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Ivo Silva, hoje é o dia do teu aniversário. O que são 69 anos? És um jovem...

Aqui estamos a dar-te os nossos PARABÉNS DE GRUPO e a desejar-te felicidade. 

Vá lá, aparece no almoço e magusto do Restelo no dia 30/11. Conviver é muito agradável. Daqui a uns anos vai ser mais difícil! É a lei da vida.

Contacto: tel.  962 000 732

O livro do P. Bonifácio

16.11.19 | asal

Também já temos connosco o Índice do livro sobre o Seminário de Portalegre. Ei-lo:

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Índice

Introdução                                                                          

I - Por entre escombros                                                      

II – Preparativos                                                               

III - Vamos construir o nosso Seminário                             

IV - Queremos construir o nosso Seminário                      

V - Primeiro ano de construção (1953-1954)                     

VI - Segundo ano de construção (1954-1955)                   

VII -Terceiro ano de construção (1955-1956)                   

VIII - Queremos terminar o nosso Seminário                     

Conclusão                                                        

Bibliografia                                                                  

Anexo I – Quadro de honra – Benfeitores do Seminário        

Anexo II - Estatutos da OVES                                        

Anexo III – Fotos do progresso das obras                              

Anexo IV – Religiosas no Seminário                                  

Livros do autor                                                             

Índice                                                                                 

Palavra do Sr. Bispo

15.11.19 | asal

SANTARÉM FALARÁ DO QUE POUCO SE FALA

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Depois de Coimbra, Porto, Évora e Viseu, o V Encontro Nacional de Leigos vai ter lugar na cidade de Santarém, em 23 do corrente mês. O Encontro tem como tema «viver a vida, em pleno e até ao fim» e será abordado por uma diversidade de mestres na matéria. Haverá comunicações e reflexões, conversas e testemunhos, workshops, visitas culturais guiadas, concertos de órgão e musical. O pano de fundo do encontro é a Exortação Apostólica ‘Alegrai-vos e Exultai’, do Papa Francisco, sobre a santidade no mundo atual e da qual realço alguns pensamentos. Com essa Exortação, Francisco faz “ressoar mais uma vez o chamamento à santidade” como um caminho para todos, indicando “os seus riscos, desafios e oportunidades”, pois não nos podemos resignar a “uma vida medíocre, superficial e indecisa”. Há um caminho de perfeição para cada um de nós e não faz sentido desencorajar-nos ao contemplar “modelos de santidade” que nos “parecem inatingíveis” ou procurar “imitar algo que não foi pensado” para nós. A santidade não está “reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais". A santidade não tira “forças, nem vida nem alegria. Muito pelo contrário”, “liberta-nos das escravidões e leva-nos a reconhecer a nossa dignidade”. Mas há falsificações da santidade que dão origem “a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar”. Se falta a humildade, alguém pode sentir-se “superior aos outros por cumprir determinadas normas” ou por ser fiel “a um certo estilo católico”. Ou pode “com as suas explicações”, querer “tornar perfeitamente compreensível toda a fé e todo o Evangelho”. É uma “vaidosa superficialidade” que pretende “reduzir o ensinamento de Jesus a uma lógica fria e dura que procura dominar tudo”. Julgam “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo”. Também “a obsessão pela lei”, “o fascínio de exibir conquistas sociais e políticas” ou “a ostentação no cuidado da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja” são alguns traços típicos de cristãos que “não se deixam guiar pelo Espírito no caminho do amor”. Às vezes, constata o Papa, “complicamos o Evangelho e tornamo-nos escravos de um esquema”. Quando alguém “tem resposta para todas as perguntas, demonstra que não está no bom caminho e é possível que seja um falso profeta, que usa a religião para seu benefício, ao serviço das próprias lucubrações psicológicas e mentais”. Deus supera-nos infinitamente, e quem “quer tudo claro e seguro, pretende dominar a transcendência de Deus”.
Também há quem entenda que tudo pode “com a vontade humana, como se esta fosse algo puro, perfeito, omnipotente, a que se acrescenta a graça”. No fundo, “a falta de reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites é que impede a graça de atuar melhor em nós”.
Falando de “uma hierarquia das virtudes” em que “no centro, está a caridade”, o Papa apresenta as Bem-aventuranças como “a carteira de identidade do cristão”. E dá pistas para viver estas recomendações de Jesus nos dias de hoje. Ser santo “não significa revirar os olhos num suposto êxtase”, mas viver Deus por meio do amor aos últimos. Há ideologias que “mutilam o Evangelho”, há cristãos que transformam o cristianismo “numa espécie de ONG”, há quem suspeite “do compromisso social dos outros”.
Francisco considera “indispensáveis” e “particularmente importantes” algumas caraterísticas da santidade no mundo atual, “devido a alguns riscos e limites da cultura de hoje”. São elas: firmeza, paciência e mansidão; alegria e o sentido de humor; audácia e ardor; a comunidade; a oração constante. A construção da santidade “não implica um espírito retraído, tristonho, amargo, melancólico ou um perfil sumido, sem energia. O santo é capaz de viver com alegria e sentido de humor”. Permanece centrado e firme em Deus para “aguentar, suportar as contrariedades, as vicissitudes da vida e também as agressões dos outros, as suas infidelidades e defeitos”. Tem ousadia, impulso evangelizador. Sente-se impelido a sair de si em direção às periferias, não sozinho ou isolado, mas reforçado e apoiado na comunidade e na abertura “à transcendência, que se expressa na oração e na adoração”.
A vida cristã é “uma luta permanente”, uma “luta constante” contra a “mentalidade mundana” que “nos engana, atordoa e torna medíocres” e perante a qual tem de haver verdadeiro discernimento para vivermos as bem-aventuranças e sermos santos.
(Se desejar participar no V Encontro Nacional de Leigos, poderá fazer a sua inscrição online, em cnal.pt).

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 15-11-2019.

Ecos da Parreirinha

15.11.19 | asal

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Não dá uvas esta parreira. O vinho salta logo para a mesa... Até nos esquecemos de onde vem este néctar dos deuses.

Pois hoje foram nove os comensais. Saudamos especialmente a presença do Manel Pires Antunes, que, por questões de saúde, andou afastado umas semanas. Ele que é o nosso controlador de presenças. É para ele que comunicamos que vamos estar presentes. O seu telefone está à disposição.

Também apareceu o Chico Correia, um alentejano dos quatro costados (Francisco, metade da minha família é alentejana, tenho de dizer sempre bem!), que foi um dos que hoje comprou o livro ao Joaquim Nogueira. E hoje, foram pelo menos mais três dedicatórias.

Também falámos do livro do P. Bonifácio  Bernardo sobre o Seminário Diocesano. O prefácio já nós publicámos. Está interessante. É uma obra de fôlego, com muita investigação.

Para a semana há mais. E está a aproximar-se o Encontro de 30/11 e as inscrições não chegam... Meus amigos, o frio está a passar. E nós contamos mesmo com muitos. Querem mais uma razão? O lucro do almoço não é para nós. Os voluntários que nos servem ajudam assim a pagar as dívidas da Igreja. Quantos mais forem, maior é o bolo...

E ficamos por aqui, que as palavras do Sr. Bispo estão à minha espera para saltarem para aqui, como reflexão de fim de semana.

AH

Joaquim Nogueira - mais um pouco

15.11.19 | asal

Segue hoje mais um pouco da apresentação do seu livro:

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Os temas

Seguindo a ordem do livro, os temas tratados, em poucas palavras são estes:

- A entrada no Seminário do Gavião – cito (p. 8) apenas algumas frases do seu estilo coloquial: «Entrei no Seminário no tempo da segunda guerra mundial, com todas as carências desse período. Não havia ou eram muito deficientes os meios de transporte. Assim, o meu pai, o pai do Filipe (irmão do padre Lúcio) e o pai do José Francisco Martins (falecido em Angola) alugaram uma furgoneta. Na parte de trás da furgoneta íamos os 3 jovens “escondidos” à frente dos colchões e das 3 malas de porão com o enxoval. Viajámos de noite para fugir à polícia e chegámos ao Gavião de manhã, onde fomos recebidos pelo corpo docente do Seminário, que nos aguardava. … nunca bebi leite ou café. A nossa alimentação era à base de feijão-frade e “petingas”. Que eu saiba, nunca ninguém se queixou, pois a vida era assim mesmo.» Ora vejam: nem a ASAE nem a Segurança Social lá foram fechar as instalações!!!

- O Trabalho em África, no ex-Congo Belga, como Diretor de quatro grandes fábricas de extração de óleo de palma e palmite;

- A cultura do milho na sua terra – Várzea dos Cavaleiros; posso ler a p.21? São só duas frases: «Era uma alegria, principalmente para os jovens: na noite quente e serena, com um candeeiro de petróleo colocado numa vara, para iluminar o conjunto, sentados os participantes a fazer roda junto do monte de espigas, as raparigas apertavam-se um pouco para dar lugar aos namorados e, felizes, namoravam durante todo o serão.Entoavam-se cânticos próprios da ocasião, em voz forte para se sobrepor à barulheira do folhelho.»etc.

- A família – o direito na família, deveres recíprocos; e dá conselhos (29)

- Os afetos – as diversas emoções e o significado dos diversos beijos (33). Como é que eu pude casar sem saber o sentido de todos estes beijos?!!!

- A minha ida para a tropa – inspeção, incorporação, a hierarquia militar, o armamento, a instrução e as manobras… Está lá no livro (47), em adenda, que «com tanta precisão de apontamentos, ficamos capazes de seguir a via militar. Este Joaquim é imparável. A tua memória tem de nos deliciar com mais apontamentos. Parabéns e obrigado. AH»

- Etnografia da zona do Pinhal – vida comunitária, com o rebanho, o forno, o moinho, o lagar e muitas outras atividades…

- Os festejos de Carnaval (5.tas feiras: rapazes, raparigas, compadres, comadres)… Tanta memória…

- O envelhecimento, com as várias fases da vida, falando mesmo de uma QUARTA IDADE… E na pág. 72 escreve: «Não é nada simpático passar o tempo sentado num café ou num banco de jardim, aguardando a “sua hora”. Melhor é o idoso ocupar-se, com exercícios físicos ou atividades intelectuais, transformando a velhice de natural em  ACTIVA.»

- Descreve ainda com muito pormenor a Festa do SS. Sacramento (as pragas, a promessa e a festa prometida em cada ano);

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- Ainda tece considerações sobre a FELICIDADE em dois apontamentos, resumindo e citando o Papa: «alegria e amor são inseparáveis… o amor produz alegria e a alegria é uma forma de amor» (pág. 106);

- Finalmente, dois temas com o advogado a falar – um sobre PROPRIEDADE HORIZONTAL e outro sobre o TRABALHO – evolução histórica e legislação atual.

CONCLUSÃO: Temas diversos para não cansar o leitor e um olhar sobre um Portugal do séc. XX e especialmente sobre a zona do nosso Pinhal beirão, a que nos orgulhamos de pertencer…

Considerações finais:

Escrever sobre as nossas memórias é renovar as nossas raízes, para que essa seiva nos continue a alimentar. Feliz o homem que não tem vergonha do seu passado e do seu trajeto de vida. Estamos inteiros nos nossos 60, 70, 80 e por aí adiante, até chegar a nossa hora, que é certa numa hora incerta. Mas verdade, verdadinha, nós gostamos muito de viver!

- Obrigado, Joaquim, por seres quem és. No meio de tanta gente que anda desesperadamente a querer voltar para trás (com botox, operações e ginásios…), tu assumes a tua condição de homem da quarta idade porque lutar contra a natureza é guerra perdida…

- E parabéns também à tua família que te aconchega e de quem tu dizes muito bem.

- Eu aqui sou um dos teus amigos e admiradores, como muitos que aqui se encontram e outros que não puderam vir.

António Henriques

Aniversários

15.11.19 | asal

E cá estamos nós, sempre presentes, para saudar mais dois colegas que hoje celebram o seu aniversário.

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 - Alberto Cardoso Leitão (15-11-38), com o tel. 234 311 891

O Alberto Leitão, natural de Cernache (?), Sertã, aposentado do BCP, vive em Esgueira, Aveiro, bem perto do seu irmão - Fernando Leitão, que colabora muito com estas páginas. Decerto, hoje vai haver grande festa para este octogenário.

 

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- Arménio Silva Duque  (15-11-54), com o tel. 969 830 422

O Arménio, de Alcaravela, advogado, vive em Vila Fresca de Azeitão. Também aparece muito por aqui, ou melhor, no Facebook!  E já por mais de uma vez reuniu na sua terra um bom grupo de colegas...

Aos dois amigos, os nossos sinceros PARABÉNS, desejando que vivam felizes por muitos anos, com muita saúde e amigos.

Apareçam, que ficam mais moços!

Livro do Joaquim Nogueira

15.11.19 | asal

Este dia foi muito especial para o Joaquim!

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No dia 11 de novembro, estivemos na apresentação do livro do Joaquim Nogueira  - "Recordando-Memórias e Reflexões" - no restaurante Parreirinha de Carnide. Encarregaram-se de falar sobre o livro o António Henriques e a irmã do autor.

Tenho as palavras que pronunciei, mas não tenho outras.

Para não maçar o pessoal, deixo aqui apenas alguns apontamentos. Quanto a fotos, todas do José Ventura, apresento apenas algumas... Quem quiser ver as 64, tem o vídeo a seguir.

1 – História deste livro

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A Associação dos antigos alunos dos seminários da diocese de Portalegre e Castelo Branco, a que o Joaquim pertence e apoia, que pretende dinamizar os seus colegas, organizando encontros de amizade, possui um blogue desde janeiro de 2009. Na sua segunda versão, desde há quatro anos, chama-se ANIMUS SEMPER.

O seu administrador tenta que muitos colegas escrevam, para as suas páginas serem mais ricas e atrativas. E foi nesta onda de colaboração que também apareceram os textos do Joaquim. Aliados a outras colaborações de mais amigos, o blogue é diariamente visitado por muitas pessoas.

No último ano, o blogue teve 28.084 visitas e 42.257 visualizações, o que corresponde a uma média diária de 72 visitas e 113 visualizações.

Durante dois anos (2017/18), foi expressiva a colaboração do Joaquim Nogueira, que eu incentivava com todo o gosto. E é essa colaboração que agora sai a lume, devido sobretudo ao gosto e pressão dos familiares.

Para compreendermos melhor o contexto mais vasto em que hoje nos movemos, começo por dizer que nós somos uns privilegiados, que temos assistido a inovações maravilhosas que nos facilitam a vida. Muito longe está Gutemberg, que imprimiu o primeiro livro. A comunicação do saber estendeu-se a tantas tecnologias novas e mais céleres (rádio, televisão, Internet e todos os suportes digitais que hoje podemos utilizar – uma pen no bolso transporta muitos livros!) que se começou a dizer que o livro ia desaparecer. Mas eu não sei quando isso poderá acontecer, se é que vai acontecer um dia, pois o que eu vejo é a multiplicação das edições impressas e quase diariamente somos convidados a participar em mais uma apresentação de outros livros.

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Há em cada livro uma aura de mistério, de segredo a desvendar, que nos leva a ter por eles um respeito e uma admiração especial. E por mim falo: um dos maiores gostos dos meus dias de aposentado é ir até ao jardim, beber um café na esplanada e passar uma a duas horas a ler um livro…

2 – Características deste livro

E aqui está assim mais um livro. Este não é uma obra de investigação. É uma coletânea de memórias e vivências pessoais com que se teceu a vida do seu autor.

E todos nós temos memória e vivências pessoais. Mas nem todos arriscam passá-las ao papel. Medo? Vergonha? Ou pouca apetência para a prática da escrita…. Escrever será um dom? Sim, mas não chega. É precisa muita aplicação, uma atitude de persistência, é um querer fazer, combatendo a preguiça. O Joaquim deitou mãos à obra, enriqueceu o nosso blogue, falando assim aos colegas e amigos.

E para além das vivências pessoais desde a meninice até à idade adulta, o Joaquim acrescenta ainda textos instrucionais em temas ligados ao direito, que a sua profissão de advogado durante 35 anos desenvolveu.

A linguagem:

O autor utiliza um discurso adaptado aos temas. É mais simples e direto nas memórias, com uma narração linear que o leitor acompanha facilmente. Usa frases curtas, contando com jeito e graça os diversos acontecimentos, chegando mesmo a usar o estilo coloquial.

Nos temas de direito, o seu vocabulário é mais culto e técnico, respeitando a linguagem das leis e convénios oficiais. (continua)

                                                                                     Publicarei mais texto num próximo dia... AH

Dia Mundial dos Pobres

14.11.19 | asal
Meu caro Henriques
Como Presidente da Comissão "Justiça e Paz" da nossa diocese de Portalegre e Castelo Branco, envio-te este Comunicado para, se achares por bem, dá-lo a conhecer aos nossos Amigos do Animus. Pela pertinência do assunto, penso que pode sensibilizar algumas consciências para esta causa tão gritante e, infelizmente, tão pertinente.
Um abraço na amizade que a todos nos une...
Até sempre
Florentino Beirão
 

A Comissão Diocesana “Justiça e Paz” da diocese de Portalegre e Castelo Branco, no seu último encontro, debruçou -se sobre o problema da Pobreza, analisado nas suas múltiplas vertentes, à luz da Mensagem do Santo Padre Francisco, para o ”III Dia Mundial dos Pobres” que este ano ocorre no dia 17 do próximo mês de novembro e cuja mensagem tem como lema “A Esperança dos Pobres, jamais se frustrará”.

Hoje, segundo as estatísticas da “Prodata”, os jovens portugueses, com menos de 18 anos, 21% encontra-se em risco de pobreza e os mais idosos, a partir dos 65, atinge os 17%.

Ao analisar-se as situações de pobreza da nossa região, situada no interior do país, a Comissão constatou que, cada vez mais, nos damos conta que hoje existem novas formas de pobreza às quais devemos estar sensibilizados, para podermos dar respostas urgentes eficazes. Tanto da parte dos cidadãos atentos a esta problemática social, como às nossas autoridades políticas, responsáveis maiores, pelo bem-comum. Desde a pobreza chocante à pobreza escondida ou disfarçada, o vasto mundo da pobreza dos nossos dias abrange largas periferias às quais, segundo o Papa Francisco, devemos prestar atenção e dar uma resposta rápida e apropriada a cada caso.

Constatámos ainda que, mesmo as pessoas que se encontram a trabalhar numa determinada empresa, devido aos baixos salários hoje praticados, bem como à precaridade em que, geralmente se encontram, poderão vir a cair também numa situação de pobreza. Sobretudo, se o agregado familiar for de uma alguma dimensão. Hoje, como sabemos, com as despesas familiares fixas tão elevadas, quem vive com o baixíssimo ordenado mínimo, acabará por ter uma vida a roçar a pobreza.

Outra fatia da população que vive em situação de grande debilidade material e afetiva são os nossos numerosos idosos que vegetam com uma pequena reforma, a rondar os 300 e poucos euros. Sem sindicatos que os una e defenda, vão ficando marginalizados na nossa sociedade, vivendo aos soluços.

Como sabemos, o nosso país, quando, recentemente, ficou sob a tutela da troika, ao longo de três anos, (2012-2014), quem mais sofreu foi a classe média e as pessoas em situação de pobreza, nomeadamente a enorme fatia das pessoas idosas.

Embora, nos últimos aos, a situação destas pessoas, muito modestamente, se tenha vindo a reverter ligeiramente, o que é certo, com a brutalidade de impostos, diretos e indiretos, a que a população se encontra refém, continua a viver numa degradada situação social.

Os governos vão mudando, as promessas de redução vão sendo apregoadas nos períodos eleitorais, mas a pobreza estrutural, de uma grande parte dos cidadãos não tem sofrido alterações significativas.

Fazendo nossas as palavras do Papa Francisco, na referida mensagem, a Comissão Diocesana de Justiça e Paz propõe para reflexão: “procurar em cada pobre que encontrais, aquilo de que tem verdadeiramente necessidade; a não vos deter na primeira necessidade material, mas descobrir a bondade que se esconde no seu coração, tornando-vos atentos à sua cultura e modos de se exprimir, para poderdes iniciar um verdadeiro diálogo fraterno”. 

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Foto dos combonianos

Aniversários

14.11.19 | asal

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- Faz hoje 79 anos o Artur Lopes Pereira. Este meu colega, que também entrou no seminário em 1951, é de Proença-a-Nova e, depois e uma vida profissional como engenheiro mecânico, vive a sua aposentação em Lisboa, ali para a zona oriental. Vê lá se vais ao Magusto. Há caras à tua espera...

Meu caro amigo, aqui te damos os PARABÉNS DA MALTA, desejando-te muita saúde e muitos anos de vida em felicidade.

Não temos contacto telefónico. Alguém pode completar os dados?

 

 

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- Nascido em 1962, também hoje festeja o seu aniversário o P. Martinho Lopes Mendonça, responsável pastoral das paróquias de Aldeia de Santa Margarida, Medelim, Proença-a-Velha e S. Miguel d'Acha.

Caro amigo, MUITOS PARABÉNS e votos de muita saúde e realização dos seus projectos com muita felicidade.

Contacto: tel. 964 050 136

Prefácio do livro

13.11.19 | asal

É com muito gosto que podemos hoje publicar aquele que vai ser o Prefácio do livro sobre o Seminário Diocesano a publicar pelo amigo P. Bonifácio Bernardo. AH 

INTRODUÇÃO

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1 - Na história recente do Seminário Diocesano de Portalegre, o ano de 2019 tem de associar-se ao de 1949 e ao de 1919. São anos memoráveis: em Novembro de 1919, o Seminário episcopal, assassinado na hecatombe da revolução de 1910, ressuscitou, quase ocultamente, na Vila de Mação; em Agosto de 1949, foi comprada e registada a quinta do Bonfim, em nome do Seminário diocesano. Estamos em 2019, ano do septuagésimo aniversário do segundo facto, e ano do primeiro centenário do primeiro acontecimento. Estas efemérides passaram despercebidas. Neste livro pretendo relembrar toda a caminhada feita até à construção do Seminário Maior, na sede da diocese, projecto sempre alimentado pelos nossos Bispos: os seus escritos e acções testemunham-no com clareza. Só então se deu por reparada, de certo modo, a ruína da diocese, na sequência da dita revolução.

2 - Quis D. António Ferreira Gomes que o Seminário Maior de Portalegre perdurasse como testemunho memorável da celebração dos quatrocentos anos da criação desta diocese (1549-1949/50); como escola superior de formação do Clero, escola de que a diocese carecia havia quatro décadas; como monumento único dado a esta cidade episcopal. Em boa hora o pensou, mobilizando para o efeito a consciência e a responsabilidade de todos os diocesanos. Este desígnio, já antes alimentado e preparado por D. Domingos, foi convicta e activamente assumido pelo seu Sucessor, D. Agostinho Joaquim Lopes de Moura.

3 - Neste livro, apenas me deterei na preparação próxima e na construção do Seminário do Imaculado Coração de Maria, no período de 1948-1956 [1]. Porém, julguei necessária a contextualização que precedeu esta obra singular, pelo que referirei concisamente a acção de três dos nossos Bispos, no período de 1916-1948. Percorrerei, pois, a história imediatamente precedente, descrita no capítulo I (Por entre escombros).

Sublinharei a acção empenhada dos seus dois impulsionadores principais: D. António (1949-1952) e D. Agostinho (1953-1978) [2]. Citá-los-ei longamente, porque, melhor que redigir a partir dos seus textos, as suas próprias palavras comunicam mais intensamente os seus propósitos e vivências [3]. O capítulo II (Preparativos) e o capítulo III (Vamos construir o nosso Seminário) são dedicados à acção determinada de D. António, desde que nomeado Bispo Coadjutor (1948) até à sua despedida (1952). O capítulo IV (Queremos construir o nosso Seminário) e o capítulo V (Queremos terminar o nosso Seminário) relevam a acção eficaz de D. Agostinho (1953-1956). Darei especial realce às crónicas da construção deste Seminário; transcreverei as nótulas redigidas por quem viveu este projecto com entusiasmo contagiante e em contacto directo com a progressão das obras, semana a semana, e, lendo-as como foram escritas, experimentamos os seus próprios sentimentos; ilustrarei este período da construção com algumas fotografias, no anexo III [4], completadas pelas crónicas; complementarei esta história grandiosa com as listas de bolsas de estudo, evidenciando assim a generosidade heróica de tantos diocesanos, no apoio aos Seminaristas pobres e na restauração e sustentação do Seminário, em ordem à recristianização e renovação da diocese.

4 - À diocese de Portalegre-Castelo Branco, de modo particular ao Seminário Diocesano (Gavião, Alcains e Portalegre), estarei sempre grato pelo que sou e pelo que tenho trabalhado, como sacerdote, no seu território e também na Alemanha.

No Seminário Maior de Portalegre estudei dois dos três anos de Filosofia e três dos quatro anos de Teologia (1963/64-1968/69). Aqui leccionei e fui Prefeito durante cinco anos (1975/76-1979/80). Aqui tenho residido deste Outubro de 1984 até ao presente.

Sempre cultivei a minha gratidão e o meu amor ao Seminário (Professores, alunos, empregados, sobretudo Irmãs da Divina Providência e da Sagrada Família). Este livro é como que o pagamento de uma dívida. Tenho muitas outras recolhas sobre o Seminário diocesano, desde a sua abertura, em 1590, até aos dias de hoje.

Como eu, também as largas centenas de antigos alunos, sacerdotes ou não, têm manifestado sentimentos de sincera gratidão pela formação humana, intelectual, cívica, moral e espiritual recebida nesta Casa, milagre da Providência. Foi também pensando neles, beneficiários, e nos fiéis da nossa diocese (generosos benfeitores), que decidi escrever este livro.

 

Portalegre, Agosto de 2019.

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[1] José Maria Félix já escreveu sobre este Seminário, em Os nossos Seminários, p. 330-366 (desde a preparação até à inauguração). Também e sobretudo em DP, 72, nº 4432 (22.Outubro.1955).

[2] Sobre a acção de D. António Ferreira Gomes e de D. Agostinho Lopes de Moura, cf. José Maria Félix, Os nossos Seminários, p. 424-427 e 427-432, respectivamente.

[3] Acrescem outros três motivos: os leitores não têm disponíveis os documentos transcritos (razão prática); os documentos inteiros possibilitam uma leitura mais adequada da matéria tratada; tais documentos escapam assim ao perigo real do seu eventual desaparecimento.

[4] Cf. p. -------- (prelo).