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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Recordar Fernando Namora (1919-1989)

07.10.19 | asal
Caríssimo companheiro de viagem
No meio da gritaria pós eleitoral, tanta gente a ganhar e tantos outros, a não ligar à ida às urnas de voto, apeteceu-me escutar esta voz sábia da cultura portuguesa. Homem de letras e de de um grande humanismo. Tratando-se de um médico humanista que percorreu os caminhos das nossas Beiras, o apetite por  o ler, avoluma-se ainda mais ainda.  O padre, o médico e  o professor primário formavam o tripé que mantinha as nossas longínquas e pobres terras beirãs mais humanizadas. A todos eles devemos muito. Recordemos as suas marcas...
Um longo abraço a todos os que como eu se reconfortam  diariamente com o nosso Animus Semper que o Henriques nos serve com tanta generosidade e profissionalismo, apesar das suas aborrecidas maleitas.
Florentino

Florentino2.jpg

 

Um médico de rosto humano

Há cem anos, nascia em 15 de abril de 1919 em Condeixa, pertinho da antiga e opulenta cidade romana de Conímbriga, o menino Fernando Namora, filho de comerciantes. A morar a dois passos da cidade dos doutores, chegado à idade de prosseguir estudos, escolheu a velha Coimbra para estudar medicina. Depois de ter exercido a sua profissão largos anos, Fernando Namora veio a falecer, em 31.01.1989, aos 70 anos.

Terminado o longo curso de medicina, foi colocado a exercer a sua atividade clínica na típica aldeia medieval de Monsanto da Beira. Posteriormente, vamos encontrar este médico noutra pequena aldeia da Beira, em Tinalhas, onde também exerceu a sua atividade clínica. Desta sua permanência em terras beirãs, no interior do país, deixou-nos dois belíssimos livros, onde retrata as gentes destas pequenas aldeias e da região. Numa destas obras, “Retalhos da Vida de um Médico”, escrito em 1949, relata-nos, como novato médico de aldeia, a sua relação humanista com a população pobre, supersticiosa e analfabeta de Monsanto. Esta povoação, pela sua originalidade e beleza, é classificada como “Aldeia Histórica”. Geograficamente, encontra-se derramada entre graníticas penedias, recebendo de Fernando Namora a denominação de “A Nave de Pedra”. Recorde-se que esta aldeia medieval ostenta o galardão do “Galo de Prata” colocado numa torre, ofertado do Estado Novo, como testemunho de ter sido eleita num concurso nacional a “ Aldeia mais Portuguesa” em 04.02.1939. Uma iniciativa do nacional-salazarista António Ferro.

Destes tempos, na referida obra sobre Monsanto, logo na sua abertura, Fernando Namora escreveu. “ Com 24 anos medrosos e um diploma de médico, tinha começado a minha vida em Monsanto. Ali, a província bravia despede-se da campina (de Idanha), ergue-se nos degraus das fragas para olhar com altivez as serras de Espanha, enquanto o friso de planaltos que corre as linhas da fronteira espreita as surtidas do contrabando e a fuga dos rios (…) os camponeses vinham ao consultório fechados em meias palavras, avaliando dos meus dotes de mágico, e nas suas faces obstinadas havia apenas desconfiança e desafio”. E mais adiante: “essa gente granítica com os ossos a esticarem a pele morena, esperava de mim, como esperara e exigira do antigo médico, antes de o aceitar, a prova indiscutível que decidisse da minha reputação: um parto, por exemplo, com o seu assombroso mistério, nas suas horas de mortificada expectativa”.

A propósito deste livro, o escritor espanhol, Gregório Marañon escreveu: “ Namora, é, na vida intelectual de hoje, apesar da sua juventude, um dos mais destacados entre os numerosos médicos que são grandes escritores. No livro “Retalhos da Vida de um Médico” dá-nos conta da sua personalidade literária, forte, um tanto amarga na aparência, mas no fundo otimista, porque humanista”.

Quanto à sua permanência na aldeia de Tinalhas, a dois passos de Castelo Branco, onde também exerceu a medicina, ficou para memória futura outro inspirado livro “Casa da Malta”, dado à luz no ano de 1945.

Médico, romancista, poeta e cronista, Namora é, segundo a crítica, “um dos escritores portugueses contemporâneos que mais se evidencia pelo tom profundamente humano de todas as suas obras”. Certamente, Namora não desdenharia assumir como sua, uma lapidar frase de Cícero, filósofo e orador romano, quando afirmou que “ em nada o Homem se aproxima mais dos deuses, do que em dar saúde a outros homens”.

Os seus romances, literariamente, inserem-se no estilo neorrealista da década de 40 do séc. XX, onde, na sua vasta e multifacetada obra, não se limitou a retratar a realidade, mas a sugerir caminhos, para ela ser transformada para melhor. Como Namora afirmou um dia: “ não se escreve para reproduzir a realidade, mas escreve-se para a transformar”.

A sua obra foi de tal modo reconhecida, ainda durante a sua vida, que mereceu uma vasta difusão internacional. Só seria suplantada por Ferreira de Castro e, mais tarde, por José Saramago. O nosso Nobel da Literatura, no ano da morte de Namora disse que “a sua morte surge num momento em que a cultura portuguesa, em particular na sua expressão literária, é reconhecida internacionalmente como das mais interessantes e originais do mundo atual. Namora já entrou para a história da cultura portuguesa, mas também a sua bondade e a sua generosidade permanecerão na nossa lembrança, como lição de luminosa humanidade”.

florentinobeirao@hotmail.com

Aniversários

06.10.19 | asal

José Mora Alves.pngHOJE SÃO DOIS OS ANIVERSARIANTES!

- O José Eduardo Mora Alves, nascido em 1949 e presentemente radicado no Sardoal por razões comerciais. É sportinguista, graças a Deus!

Não temos mais informações...

Aqui está ele a caminhar para um dos nossos encontros (Abrantes?)!

Contacto: tel. 919 245 952

 

José Luís Eug.Lopes.jpg

-  O outro aniversariante é o José Luís Eugénio Lopes, nascido em 1958 (um jovem...). Frequentou Direito e vive na Sertã, onde se interessa pessoalmente pelas realidades locais. Ilustre benfiquista a suspirar pela reconquista do campeonato... Vamos respeitar diferenças!

E não temos mais informações...
 
 
AOS DOIS APRESENTAMOS OS PARABÉNS DO GRUPO E VOTOS DE LONGA E FELIZ VIDA!

Amanhã vou votar

05.10.19 | asal

Reflexão de fim de tarde

Mário Pissarra.jpeg

 

1.- Eu sei que em Portugal não é obrigatório votar. Aliás, a opção de obrigar as pessoas a votar é muito discutível. Percebe-se a finalidade – combater a abstenção -, mas é no mínimo problemático obrigar a escolher. Ou seja, poderá haver escolhas obrigatórias? Bem sei que se pode opor sempre, mas não escolher não é também já uma escolha?

2. Nas eleições como na vida, nem sempre escolhemos o melhor. Ora temos de escolher o menos mau – ou o mal menor -, ora temos de impedir um mal maior. E sempre temos de escolher entre os possíveis.

3.- Pessoalmente, procuro sobrepor o que considero o bem comum ao que poderia considerar o meu bem individual. Por esta e outras razões, o voto pode assumir uma função estratégica. É neste contexto que enquadro a teoria dos votos úteis ou inúteis.

4.- Continuo a pensar que é preferível votar em branco ou anular o voto a não votar. Quem vota em branco considera que não tem razões para escolher entre as diferentes propostas. Quem anula o voto, assume um protesto que inclusive pode escrever no boletim.

Mário Pissarra

NOTA: Vá lá, vamos mesmo votar! Não fiquemos em casa... Passar quatro anos sem poder falar de política porque não participámos na escolha não é a opção mais correta! AH

CONVITE

05.10.19 | asal

Mais uma vez, o amigo António Colaço passa pelos jornais a anunciar uma nova exposição a celebrar os 50 anos da sua atividade artística. Aqui fica o convite para uma deslocação ao Gavião na próxima sexta-feira, dia 11.

Colaço - Gavião.jpg

O Sr. Cardeal connosco

05.10.19 | asal

No dia em que o Sr. D. Tolentino Mendonça ascende ao Cardinalato, achei por bem trazê-lo para Tolentino.jpgaqui. 

 

É um modo de também nos juntarmos a ele e ficarmos irmanados na busca de Deus, guiados pela sua palavra lúcida e cheia de novidade. Ao Papa e seus adjuntos no Vaticano falou do "Elogio da sede". É deste livro (pág. 91) a página que fotocopiei e que agora podem ler. Sempre um descobrir ideias brilhantes nas palavras de todos os dias ou nos acontecimentos vivenciados por cada um...

A palavra SERVIR aparece aqui realçada pela atitude da mulher. Temos então aqui um "elogio da mulher"!

Eu gostei muito do livro. AH

Tolentino1.jpg

Na página seguinte, o autor diz que a fé das mulheres «não fica prisioneira - como a nossa tantas vezes fica - do racionalismo, da doutrina vivida mecanicamente ou do rito. Há nelas uma densidade existencial, um sabor de quotidianidade que perfuma a fé» ao tocar a casa, a refeição, as relações, os cuidados, numa «sensibilidade envolvente ao todo da vida...».

Ontem, dia 4/10, o novo cardeal falava aos jornalistas e entre outras palavras disse:

Questionado sobre se ser cardeal o incomoda, Tolentino Mendonça respondeu: “Ser cristão é um risco, ser humano é um grande risco.” E referindo outro grande poeta, acrescentou: “Guimarães Rosa, esse autor amado da nossa língua, dizia ‘viver é perigoso’. E nós sabemos que é assim. As coisas grandes da vida são assim e todos nós vivemos, nos nossos caminhos diferentes, coisas muito perigosas: um grande amor, um filho, um encontro, um trabalho que nos apaixona.”

Aniversário

05.10.19 | asal

Quem não conhece o aniversariante de hoje? E escolheu logo um dia feriado, dia da  27-09-2019 (2).JPGproclamação da República, para fazer anos!... E já vai nos oitenta e...

Aqui está o Manuel Pires Antunes, nascido em Penha Garcia, a que ele se refere muitas vezes. Saíu do Seminário e fez vida profissional no Banco de Portugal. Vive  sua jubilação ali para os lados do Restelo e canta bem... É ele que nos nossos encontros se encarrega da liturgia. 

Contamos muito com ele, quer para convidar gente para os almoços de sexta na Parreirinha de Carnide (aqui está ele no seu posto com o Martins da Silva!), quer para organizar os nossos encontros - agora é a preparação do Encontro de 16 de Novembro para celebrarmos o S. Martinho, como ainda ontem noticiámos. E vai ser no salão da sua Igreja no Restelo, onde ele canta.

Manuel Pires Antunes, aqui te deixamos os nossos mais vivos PARABÉNS, com a alegria de te vermos feliz em família e com os muitos amigos que cultivas zelosamente. Que Deus te ajude e te dê muita saúde e muitos anos de vida ainda. Abraços!   

 Contacto: tel. 919 414 179

Da Parreirinha

04.10.19 | asal

4-10-2019.JPG

Caro António Henriques,

no almoço de hoje éramos doze!

Apareceu o Joaquim Nogueira com a filha Cristina.

Como sempre, um bom momento de confraternização.

Abraço.

Manel Pires Antunes

 

NOTA: Eu vejo na foto umas caras que não sei bem quem são, para além da Cristina. Faltou-te falar dos outros comensais. Em primeiro plano, o Mendeiros e o Martins da Silva, dois dinamizadores do nosso grupo, que, mesmo sem falar muito, já andam preocupados com o encontro de 16 de Novembro. Para mim, eu também tenho a esperança de ver no Restelo muitas caras, contando com muitas novas. AH

Palavra do Sr. Bispo

04.10.19 | asal

NOVO ANO PASTORAL - QUE PRIORIDADES?

IMG_0590.jpg

 

Pastoralmente falando, o que será o novo? O que será a novidade? E como se há de apresentar e oferecer? Com que meios, com que métodos, com que técnicas e estratégias?
Cristo é a Boa-Nova por excelência, é sempre jovem, fonte de constante novidade. “Com a sua novidade, Ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-l’O, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre «nova» (EG11). Sabendo embora que a Boa Nova é a melhor notícia que se pode dar aos outros, também sabemos que é difícil inovar para fazer passar tal mensagem. É que, inovar, como afirma alguém, não é fazer melhor o que sempre se fez! Não basta agitar as pessoas ou as comunidades com iniciativas sem sumo nem continuidade. A evangelização precisa de espírito, de entusiasmo, de análise da situação, de prioridades, de conteúdos, de objetivos e programação, de novo vigor, nova linguagem, novo estilo, de humildade e persistência, de estruturas que ajudem e não sejam empecilho. Sim, a inovação pastoral ou evangeliza a partir do essencial e do mais importante e necessário ou logo desencanta e afasta quem alimentou alguma esperança de vir a fazer caminhada.
Vejam, por exemplo: o que é que acontece com os grupos de jovens? Só perduram no tempo os que têm vida cristã autêntica, com conteúdos sérios, criatividade na arte de os fazer passar e forte espiritualidade a apoiá-los, em proximidade e amizade.
O que é que acontece com as Confrarias e Irmandades? Só restam como fermento na sociedade envolvente as que têm verdadeira vida cristã, aquelas em que há, de facto, vida espiritual e sabem apostar na formação na fé dos seus membros, criando-lhes consciência de pertença e do que deles, como irmãos ou confrades, se espera.
O que acontece com as famílias que casaram pela Igreja? Só permanecem verdadeiramente cristãs as que rezam, frequentam o culto, evangelizam os seus e participam na dinâmica da comunidade com alegria, qual família mais alargada, educando também para o exercício da cidadania que reclama integração, compromisso e ação.
Quais são os movimentos de apostolado com capacidade para fomentar uma verdadeira pastoral de gestação? Só os que, sendo ainda atuais e atuantes, são fiéis ao seu carisma fundacional, que é sempre de criatividade em cada tempo, de exigência espiritual e de formação permanente, verdadeiro motor da sua ação.
Quais as paróquias que são verdadeiras comunidades eclesiais a fomentar a cultura do encontro e da caridade? São as que têm vida espiritual que desassossega e desinstala para ir às periferias, as que têm capacidade de fomentar a proximidade, o acolhimento e o afeto, as que se impõem a si próprias formação permanente na fé, as que têm a Eucaristia como força centrípeta para todos e, de forma muito especial, para os comprometidos na diversidade dos serviços, para que não se constituam em capelinhas dentro da igreja, mas deem testemunho de comunhão e de alegria contagiante. A vida cristã autêntica está sempre aberta à ação do Espírito e atenta aos sinais dos tempos, é sempre criativa, inovadora e em saída: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim» (Mc 1, 38).
Quando se vive apoiado nas verdadeiras raízes da história cristã, quando se tem como exemplo o próprio Cristo que sempre sabia inovar para tocar o coração das pessoas, que, respeitando a verdadeira tradição, sempre sabia rejeitar os tradicionalismos estéreis e prejudiciais, então conseguiremos viver eficazmente o presente, inovando, gerando empatia, lançando raízes para criar e fazer crescer um futuro mais justo e mais humano, com esperança.
É por isso que a pastoral duma comunidade cristã não pode ser improvisada, tem de ter prioridades, tem de ter objetivos, tem de, em sintonia com a inspiração do Espírito Santo, tem de ser pensada colegialmente para que também surja o compromisso das pessoas na sua concretização, tem de ser constantemente avaliada nas várias dimensões em que deve influir.
O Cardeal Seán O’Malley, Bispo de Boston, num dos seus últimos livros recorda que o Cardeal Carlo Maria Martini, numa leitura atenta dos quatro evangelhos, apontava cinco principais prioridades de Jesus:
--- A primeira prioridade segundo a análise de Martini era a assistência de Jesus aos doentes e aos que sofrem. Grande parte dos episódios do Evangelho têm como protagonistas as pessoas que sofrem, as que têm fome, as que precisam de perdão, os marginalizados, os que precisam de atenção. Isto é, a misericórdia, a preocupação pelas pessoas.
--- A segunda prioridade é, de facto, a pregação do Evangelho, o anúncio do Reino, a Boa Nova: “Depois que João foi preso, veio Jesus para a Galileia proclamando o Evangelho de Deus: “O Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 14-15).
--- A terceira prioridade eram as reuniões, os encontros, os diálogos e as conversas que Jesus tinha com aqueles que O escutavam e seguiam. Era o encontro, o contacto direto com as pessoas.
--- A quarta prioridade era a oração. Jesus dedicava grandes momentos à oração: de manhã cedo, de noite, em lugares isolados, no deserto, na montanha... Sentia necessidade de momentos ainda mais fortes de oração em vésperas de opções fundamentais, rezava sozinho, rezava com os Apóstolos, participava na vida litúrgica do Seu povo.
--- A quinta prioridade era o tempo que Jesus dedicava aos seus amigos. Primeiro, o tempo que dedicava à formação dos Apóstolos e dos discípulos a quem chamava amigos. E também o tempo que dedicava à formação dos outros (cf. Séan O’Malley, Procura-se Amigos e Lavadores de Pés, Ed. Paulinas, 2019, pág. 71-73).
Ao iniciarmos um novo ano pastoral, que prioridades teremos nós? Embora saibamos que a Eucaristia faz a Igreja e que há momentos fortes a aproveitar pastoralmente, como a celebração das exéquias, dos sacramentos e das festas, o zelo pastoral não pode reduzir-se à celebração da eucaristia. As prioridades apontadas por Martini bem podem ser um bom ponto de partida para novos e renovados desafios: misericórdia, pregação, contacto pessoal, oração e formação dos colaboradores.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 04-10-2019.

A tia do Ripanso

04.10.19 | asal

O último fim de semana não foi apenas festival do plangaio e maranho.

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Muitas outras coisas nos ocuparam. Hoje lembro a visita que fizemos ao Ripanso para estar com a nossa tia Encarnação, uma senhora cheia de vida e com muito que fazer na horta, onde não deixa crescer a erva...

Nos seus 103 anos, fala connosco com muita alegria e nós olhamos para ela a lembrar as muitas peripécias da vida, boas e más, sentindo sobretudo um agradecimento profundo pelos momentos em que cuidou de nós como seus filhos e nos mimoseou com ofertas, carinhos e beijos.

António Henriques

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Embora um pouco fora de contexto, confesso que esta visita me baralhou um pouco. A casa da tia é das primeiras da aldeia e a povoação estende-se por aí abaixo. Eu visitava a tia, mas nunca descia à aldeia. Desta vez, por irmos com os primos Zé Andrade e Clara, descemos até ao fim do Ripanso, pois a casa deles é a última.

Qual não é o meu espanto a olhar para os espaços, as casas, as quelhas! A minha aldeia «encolheu». As distâncias encurtaram, o forno é pequenino, o largo ao lado, onde os homens jogavam às cartas, as crianças brincavam e onde se faziam os bailes, agora é um espaço minúsculo. Mas nada o encurtou. Os muros e as casas não mudaram de sítio... 

Vejam como os olhos de criança aumentam as perspetivas... AH 

Encontro de Novembro

04.10.19 | asal

Não fui ao plangaio e aos maranhos à Sobreira Formosa mas vou hoje à Parreirinha de Carnide Mendeiros1.jpgcomer ainda não sei bem o quê. Logo se vê.

Entretanto, vamos começando a preparar o S. Martinho no dia 16 de novembro, no salão da igreja de S. Francisco Xavier no Alto do Restelo, em Lisboa. Podemos ir abrindo o apetite para uma feijoada à antiga portuguesa, com todos, mas sem plangaios nem maranhos, salvo...Helas! Se algum beirão os levar para o lanche! As castanhas lá estarão também na companhia da água pé e do tinto de 14 graus para equilibrar a temperatura. A circular será difundida oportunamente.

Mendeiros

Aniversário

04.10.19 | asal

Pedro Nogueira1.jpg

Olhem para esta juventude!

Nasceu em 1971 e hoje celebra o seu 48.º aniversário. Muita vida tem pela frente...

Estamos a dar os PARABÉNS ao Pedro Nogueira, profissionalmente ligado ao sector bancário. E desejamos-lhe também muita saúde e felicidade pessoal.

Vive em Alfragide, bem perto dos locais onde temos feito os nossos encontros. Vamos vê-lo um dia destes?

Ah! Também é um sportinguista, o que lhe dá ainda mais valor, assim penso eu (tu, que me lês, podes pensar diferente!)...

Contacto: tel. 913 497 326

Aniversário

02.10.19 | asal

Hoje, 2/10, é o aniversário do José Bernardino Dias, de Proença-a-Nova, onde nasceu em José Bernardino.jpg1955 e onde vive.

A sua página do Facebook está recheada de informações sobre floresta e agricultura, que explana com sabedoria e habilidade.

O José Bernardino foi um dos 125 que se abraçaram no Encontro da Sertã em Maio, como esta foto documenta.

Hoje aqui estamos para dar PARABÉNS a este amigo e desejar-lhe muita saúde e que seja feliz por muitos anos. 

Contacto: tel. 925 885 776

Aniversário

01.10.19 | asal

PARABÉNS, FERNANDO MANSO!

Nasceu em 1954, andou no seminário e participou com alegria no Encontro da Sertã. Mas eu não tenho foto por não o conhecer pessoalmente. Assim, registo os PARABÉNS do grupo e faço votos de vida longa, cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 932 599 458

Não tenho foto, mas encontrei no "Animus60" esta prosa bem cheia de saudade que aqui deixo: 

«Tendo sido admitido na época de 1965-66, em Gavião, do tempo do Pequito, Tó Luís Domingues (amigos de Proença-a-Nova), Carlos Filipe (das touradas e pegas), Celestino, Sílvio, Beirão, do Caldeira (grande amigo do 1.º e 2.º ano), Victor Mendonça (de Monsanto), do “grande” Antão (éramos os mais pequenos), do Elísio Frade (o mais inteligente), do Zé Baptista e muito outros, pelo facto de ser um pouco “indisciplinado” e “cábula”, tenho a honra de também pertencer, de facto e de coração, ao grupo de 1966-67, do Agostinho Pissarreira, do Zé Laia, dos meus grandes amigos Tó Luís (da Isna) e do Duque (o mais novo), do Fernando Manso (o cabeceador), do Zé Francisco (o contador de anedotas e grande nadador), do “grande Romeiro do Ladoeiro (para mim, - o intrépido -), do Vitorino (o jogador), Farias, Vítor Fazenda, Nuno Pedro, Farinha Esteves, já falecido (grupo de 6 amigos dos passeios de Domingo) e tantos outros que gostaria de reencontrar. É sempre um dilema identificar-me nos nossos encontros (juro que pertenço a 2 anos distintos, mas mais ao último, como será natural).»

Tó Manel de Cernache

Qual quê? Não hFernando Manso1.pngá foto? Há, sim senhor. E desdobrada em duas para começarem a olhar também Fernando Manso.pngpara outro amigo que amanhã fará anos. O Fernando Manso está a olhar  fixamente para a câmara, ao lado de outros colegas na Sertã e entre eles o José Bernardino.

 

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