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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

RAPAZIADA ESCOLHIDA A DEDO

23.10.19 | asal

Prenda enviada de Oleiros!OLEIROS.JPG

Olha quem eles são!...

Não é só o cabrito estonado que nos faz pensar em Oleiros. Estas caras também são valiosas para o grupo! AH

 

«Hoje, 23/10, no desenvolvimento do trabalho de campo para Projecto MRIR
(Memórias Resgatadas Identidades (Re) construídas (clicar
https://www.facebook.com/projecto.investiga.mrir/e
http://www.ie.ulisboa.pt/projetos/mrir ) o almoço foi em Oleiros.
E foi lá que fomos encontrar o Joaquim Alves Antão, o António Martins Ventura  e  o Francisco Ferreira Martins.
Rapaziada escolhida a dedo…»

António Manuel Silva

Aniversário

23.10.19 | asal

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É tão bom fazer 42 anos!

Faz hoje 42 anos o Carlos Rodrigues, natural de Oleiros. Adepto do desporto, correndo em PTT ou em trilhos por aquelas zonas montanhosas, por ali vai vivendo este jovem, o que inclui a bonita cidade de Castelo Branco, onde acho que mora.

Saudamos-te vivamente, Carlos, damos-te os melhores PARABÉNS, DESEJANDO-TE O MELHOR DA VIDA E A REALIZAÇÃO DOS TEUS SONHOS... 

Esperamos-te pelo menos no Encontro de 16 de Maio em Alcains.

Contactável pelo tel. 966 646 328

Outro encontro

22.10.19 | asal

Para aguçar o apetite, publicamos hoje duas fotos do encontro do ano passado no Restelo. Podemos apreciar o espaço, com belas condições para o convívio, e podemos olhar para as caras. Talvez encontremos razões para este ano não faltar.

Na nossa idade, conviver começa a ser um acontecimento especial por várias razões:

- habituamo-nos a ficar em casa, metidos na concha, perdendo antigas amizades;

- desculpamo-nos com os achaques que nos levam mais ao médico;

- pensamos que não vamos encontrar aqueles que eram os mais próximos no Seminário;

- e outras razões há que cada um poderá enumerar...

Mas, meus amigos, na velhice, precisamos de encontros para serenamente celebrar a vida, olhar para outros que podem ser um pouco modelos para os nossos dias, recordar bons momentos passados, afinar perspetivas sobre a visão do mundo... 

Estamos numa idade em que o tempo nos bafeja com mais tranquilidade, paz e alegria. Eu costumo dizer que basta olhar para outros rostos com vivências comuns para a nossa memória se encher de histórias...

Só falta a inscrição... A. Henriques 

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Aniversário

21.10.19 | asal

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Dia de celebração ali para Linda-a-Velha!

Nasceu em 1936 e faz 83 anos. É o Manuel Carrilho Bugalho, alentejano da Escusa, concelho de Marvão, onde ele foi presidente da Câmara por alguns anos. Trabalhou no Ministério da Segurança Social e agora goza a sua aposentação. Esperamos que ele se inscreva para o Magusto e almoço ali no Restelo, dia 16 de Novembro.

Caro amigo, aqui ficam os PARABÉNS DO GRUPO, com votos de muita saúde por longos anos, na companhia de familiares e amigos.

Contacto: tel. 965 866930

Justa homenagem a Dom António Barroso

20.10.19 | asal
Meu Caro António

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 Acabo de assistir, no Seminário de Cernache de Bonjardim, Real Colégio das Missões, à mais que justa homenagem a Dom António Barroso (Remelhe, Barcelos 1854- 1918) missionário em Angola, Bispo em Moçambique  e Meliapor, na Índia, e, finalmente, Bispo do Porto onde se bateu com denodo e coragem  contra o anti-clericalismo republicano, sofrendo  as agruras do exílio, por duas vezes: um na sua terra natal e outro em Coimbra. 

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Foi com alguma emoção que vi o nome, escrito na pedra, do Padre Missionário João José  Álvares de Moura, nosso saudoso Reitor,  que, depois de ordenado, partiu para Moçambique no ano de 1899.

 Junto envio  a foto da estátua em bronze do Santo Prelado que, feitos os seus estudos de Filosofia, Teologia e Línguas, com brilhantismo reconhecido, foi ordenado, partindo para Angola em 1879.
 
Peço publicação no animus, com o pedido da leitura atenta do excelente artigo do Senhor D. Antonino, que publicaste no sábado.
João  Lopes
 
Para completar a notícia, copio de "7Margens" esta informação:

 

A escultura, da autoria do arquitecto Alberto Nuno Craveiro, pretende homenagear também os 320 missionários que saíram do Real Colégio das Missões, entre 1856 e 1912, com todos os seus nomes gravados na base do monumento.

A estátua é uma encomenda da postulação da causa de canonização de D. António Barroso. Nascido em Remelhe (Barcelos), em 1854, Barroso foi missionário no Congo, bispo de Moçambique, Meliapor (Índia) e Porto (aqui, entre 1899 e 1918), onde se destacou na defesa da liberdade religiosa e na contestação às perseguições da I República.

Já declarado como venerável por decreto do Papa Francisco, o bispo António Barroso interveio também em debates acerca da presença das missões católicas nos territórios então colonizados por Portugal, bem como sobre a relação do catolicismo com o Estado ou sobre a renovação da vida religiosa.

A estátua em bronze, com 2,12 metros de altura, será benzida pelo actual bispo do Porto, Manuel Linda, em representação da Conferência Episcopal. Executada pela Fundação d’Arte Bernardino Inácio, de Gaia, e pelo escultor artesão Joaquim Esteves, de Barcelos, tem na sua base pedra de mármore de Vila Viçosa.

O programa prevê uma intervenção do antigo ministro da Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, e uma participação musical do coro de Proença-a-Nova.

Aniversário

20.10.19 | asal

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O JOSÉ CASTIÇO FAZ ANOS!

 

Neste dia 20 de Outubro, o José António Castiço Marquês celebra mais uma primavera. 

Assim, meu caro José Castiço, queremos dizer que estamos a celebrar contigo este aniversário, a dizer que vale a pena viver... Por isso, te damos muitos PARABÉNS e te desejamos ainda uma vida longa com saúde, alegria e amigos! Vamos estar no Encontro de 16 de Novembro?

Para contactá-lo, telefonem para o 966 393 347.

Ponto final na “geringonça”

19.10.19 | asal
Meu caro Henriques
Desta feita, tentei fazer um breve balanço das últimas eleições, segundo o meu subjectivo ponto de vista. Cada qual, com o seu olhar, poderá analisar a realidade, dos mais diversos pontos de observação. Sendo assim, aqui deixo a minha humilde reflexão sobre este importante acontecimento político que irá condicionar nossas vidas, num futuro próximo. A elevada abstenção, para mim, foi escandalosa, a merecer uma profunda reflexão de todos, sobretudo dos nossos políticos. A trincheira está cavada e não será nada fácil aplainá-la.
Um bom convívio para a nossa rapaziada lisboeta. Para ti, caro António, aquele abraço, forte e longo, de uma Amizade infinita.
F. Beirão

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Viva o diálogo alargado

 

No rescaldo das últimas eleições, perfilam-se algumas novidades para o futuro político do país.

Vamos por partes.

Em primeiro lugar, a abstenção, já condenada pelos bispos, foi rainha. Mais de metade dos eleitores (45%) optou por ficar em casa, comportamento que se respeita, embora se discorde. Resta agora a esta grande fatia da população a conversa à mesa do café, onde se ventilam as mais engenhosas soluções para a governança do país. Sendo um direito não votar, é sempre uma machadada na democracia.

Quanto aos resultados obtidos, demonstram bem que a esquerda em Portugal recolheu a maioria dos votos, nomeadamente o Partido Socialista, à beira da maioria absoluta, com 37% dos votos. Obtendo um resultado tão expressivo, fica agora com mãos mais livres para poder prescindir da antiga “geringonça”, formada com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista ao longo da última legislatura, a qual permitiu a estabilidade do país. A partir de agora, com a esquerda a fazer crescer a sua força política na Assembleia da República, com um lugar para o partido Livre, António Costa, já indigitado para formar Governo, parece estar disposto a governar caso a caso, com os partidos que o queiram vir a acompanhar.

Com a direita esfrangalhada, um CDS em cacos e sem liderança - Cristas demitiu-se - e um PSD já com putativos candidatos a disputarem o poder a Rui Rio, não são previstas, por parte da futura oposição, grandes dificuldades para o novo Governo. O seu programa eleitoral fica assim com luz verde para a próxima legislatura. Pelo que se vai sabendo pela comunicação social, haverá alguns novos ministros e será criado um ou outro novo ministério.

A novidade que surgiu no espaço político da direita nestas eleições foi a chegada da extrema-direita radical à Assembleia da República, com André Ventura com 2.74% dos votos, vindo alguns deles, com surpresa, dos distritos de Portalegre e Évora. A ele se juntará ainda o novo partido Iniciativa Liberal que ocupará também um lugar na Assembleia. Aqueles que pensavam que estas forças políticas populistas e radicais, já a medrar na Europa, não atingiriam o nosso país, enganaram-se redondamente. Mais ainda, segundo alguns académicos, este tipo de discursos radicais e populistas - inflamados e agressivos - poderão ser muito contagiantes em futuras eleições.

Para evitar a sua propagação, os partidos do sistema deverão reforçar a sua capacidade de ouvir os eleitores descontentes e apáticos e tentar melhorar a gestão da causa pública, atendendo aos mais marginalizados, numa sociedade tão desigual, com cerca de 20% de pobres.

Se, por um lado, esta nova configuração parlamentar, com uma maior representação de partidos, pode imprimir uma nova dinâmica, por outro, a sua presença não deixa de revelar algumas perplexidades, sobretudo a nível da linguagem dos novos partidos populistas e radicais que tudo irão fazer para alargar a sua futura representação política.

O que para já se sabe é que os eleitores continuam a acreditar na liderança de António Costa, o grande vencedor. Este resultado demonstra bem como a última legislatura foi considerada muito positiva, apesar do muito que há ainda por fazer, nos mais diversos setores da governação. Da Justiça à Saúde, da Segurança Social à Educação, não esquecendo os apoios às famílias, aos jovens e às crianças do pré-escolar e às de idade da creche. Um montão de problemas a juntar a uma alta de impostos esmagadores, sobretudo para a classe média, em acentuada degradação económica e social.

Os portugueses, na sua maioria, mostraram bem nestas eleições que querem reformas progressistas e políticas sociais evoluídas que impulsionem a coesão social e nos aproximem dos padrões europeus em matéria salarial, de produtividade e com condições de vida digna.

Por outro lado, o voto democrático mostrou ainda, de uma maneira robusta, que os portugueses querem manter um estado-providência que faça face à gula do capitalismo financeiro e mercantilista, que olha sobretudo para os lucros, esquecendo os direitos dos trabalhadores que vivem subjugados à precaridade e a baixos salários.

Finalmente, pensamos que, se o voto dos eleitores apelou a um sonho transformador do nosso país, ao mesmo tempo deseja que ele seja realista. Foi-se a geringonça, pois que viva o diálogo alargado a todos os partidos dispostos a colocar o interesse nacional acima dos partidários.

florentinobeirao@hotmail.com

O Colaço no Gavião

19.10.19 | asal

MESMO SEM CHÃO

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SOU DE GAVIÃO

Porque venho aqui se já ninguém dos meus aqui mora, e eu próprio, nem a casa térrea que me viu nascer aqui tenho para me abrigar das canseiras de cinquenta anos a pintar e que aqui quero convosco vir celebrar?

Que sentimento de pertença é este, mesmo se, aparentemente, me fazem a morar lá para a Beira, para as terras que ficavam para lá da linha da Beira Baixa e cujo comboio, à noitinha ao serão, a dedicada Avó Remédios me fazia escutar, qual divina revelação, assentado na velha tropeça de cortiça, aquecendo-me ao lume que crepitava no lagedo da arquitectural chaminé alentejana? A mesma chaminé para onde, nos primeiros cinco anos de vida, pela manhã, corria, ofegante, a descobrir as generosas surpresas que o Menino Jesus deixara no sapatinho.

Somos de que lugar? De onde parti, com que missão, descobrindo-me, desde o Porto, Lisboa, Cardigos, Abrantes, Mação e outra vez Gavião, sempre a pintar, sempre a animar, sempre a querer ir "a mundos onde ninguém foi", como ouvirei dizer o pai de Paula Rego, falando da missão dos artistas?!

Regresso, pois, a Gavião nos 500 anos do seu Foral, nos meus CINQUENTA ANOS A FAZER P.ARTE. Nunca reneguei as minhas origens.
Mesmo que sem chão, o meu coração mora no Largo do Divino Espírito Santo.
É para lá que sou "arrastado" pela arrastadeira Citroen que voltará a surpreender-me como naquela tarde de despreocupada brincadeira dos meus cinco anos.

Hoje, a minha querida Avó Remédios vai aconchegar-me no seu regaço e vou ficar à espera para ouvir o silvo do comboio da Beira Baixa.
Quero continuar a viajar, a "ir a mundos onde ninguém foi," querida Avó!
Com a minha escrita, assim, transfigurada, nunca nos sentiremos sós.

António Colaço

Texto do Catálogo da Exposição CINQUENTA ANOS A FAZER P.ARTE, versão Gavião.(Devido às dimensões da sala, a Exposicao inicial foi em grande medida reduzida dos seus 50 trabalhos).

 

Imagens da Exposição do António Colaço, inaugurada em 11 de Outubro na Biblioteca Municipal.

Palavra do Sr. Bispo

18.10.19 | asal

DOM ANTÓNIO BARROSO NO PARLAMENTO

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O homem das barbas, de Remelhe, Barcelos, que tudo fez para estar agora a caminho dos altares, não tinha papas na língua quer para anunciar Jesus Cristo, quer para defender a Igreja e o país, quer para enfrentar quem se metia onde não era chamado ou se aburguesava no faz de conta.
Ensinava que o missionário deve levar “em uma das mãos a cruz, símbolo augusto da paz e da fraternidade dos povos, e na outra a enxada, símbolo do trabalho abençoado por Deus. Deve ser padre e artista, pai e mestre, doutor e homem da terra; deve tão depressa pôr a sua estola (...) como empunhar a picareta para arrotear uma courela de terreno; deve tão depressa fazer uma homilia, como pensar a mão escangalhada pela explosão duma espingarda traiçoeira”.
No dia 20 deste mês de outubro de 2019, a Igreja em Portugal, com a presença dos Bispos Portugueses e do Povo crente e sempre grato, vai prestar-lhe uma homenagem em Cernache do Bonjardim, Sertã, junto ao Seminário das Missões ou da Boa Nova, onde ele estudou. Este gesto em Dia Mundial das Missões quer assinalar o Mês Extraordinário Missionário e, utilizando eu as palavras do cronista João de Barros, quer assinalar também os “trabalhos de Hércules” que tantos missionários e mártires portugueses levaram a cabo por esse mundo além, enobrecendo e ajudando a escrever a nossa história: “Vós, Portugueses, poucos quanto fortes/Que o traço poder vosso não pesais/Vós que, à custa de vossas várias mortes/A lei da vida eterna dilatais” (Camões).
Torno presente o elogio que o Deputado Urgel Abílio Horta lhe fez no Parlamento em 1954. Assim:
“Sr. Presidente: pedi a V. Ex.ª o favor de me ser concedida a palavra para, como Deputado pelo Porto, falar de alguém que, não tendo ali o seu berço de nascimento, viveu, contudo, durante largos anos intimamente preso aquela cidade, pela sua alma, pelo seu coração, pelo seu espírito.
Quero referir-me a D. António Barroso, que foi um dos maiores bispos portugueses.
As comemorações centenárias do seu nascimento, realizadas na fidalga cidade minhota de Barcelos e na encantadora aldeia de Remelhe, sua terra natal, promovidas pela Câmara Municipal daquele concelho, resultaram numa manifestação de dulcíssimo encanto espiritual de incomparável beleza, a que se associaram o Governo da Nação, com a presença do Sr. Ministro do Ultramar, os mais altos dignitários da Igreja, os representantes da alta cultura e o povo, sempre pronto a fazer justiça a quem é digno dela.
A vida do grande pioneiro da Igreja - facho de luz brilhante na escuridão de uma noite de trevas - tomou proporções lendárias pela sua ação notabilíssima ao serviço da Pátria e do Evangelho.
Deus, na sua infinita misericórdia, fez esse homem detentor de todas as virtudes, as mais raras e as mais nobres; o mais valoroso e o mais corajoso soldado da sua milícia, na luta apologética e doutrinária sustentada na pregação da paz, do amor, da caridade, que ele largamente difundiu e praticou. Como grande missionário, o seu mais elevado título, pela projeção justificadamente adquirida, foi D. António Barroso um grande português, herói consagrado da nossa epopeia ultramarina, que a Nação, em terras longínquas da Ásia e da África, prestou os mais assinalados serviços. Viveu para a sua pátria como viveu para a Igreja, sabendo engrandecê-la e honrá-la. Os homens tornam-se verdadeiramente grandes quando sabem lutar, intemerata e sinceramente, pelos grandes ideais que abraçaram com carinho, com amor e com paixão.
E o grande bispo do Porto, na tarefa magnifica de dilatar a Fé e o Império, encarnou gloriosamente o papel de soldado e missionário, levando o seu apostolado a todas as regiões onde havia necessidade de ser ouvida e escutada a palavra de Deus e respeitados o nome e a bandeira de Portugal. A sua ação missionária, coroa valiosa da maior glória sacerdotal, era Angola, em Moçambique e na Índia ficou brilhantemente documentada. Mas foi especialmente no Congo que a sua atividade, o seu esforço, a sua coragem e a sua fé obraram prodígios na evangelização dos povos, a quem abnegadamente se deu e serviu. E ali, nesse território em desagregação iminente e perigosa, batido pelo vento da desnacionalização, soube, como os grandes colonialistas, no número dos quais enfileira, impor pela sua ação enérgica e paternal os direitos da soberania portuguesa. Ele o afirma dizendo: «Tudo ali eram ruínas. A catedral havia ruído. Todo o deslumbre da nossa formosa língua desaparecera completamente. Era sinistro! Quadro horroroso: o passado morrera! Como ressuscitá-lo? Nunca a cruz mutilada de Alexandre Herculano me lembrou tanto como ao ver Deus e Portugal mortos na alma dos pretos». Mas o milagre da ressurreição operou-o o grande bispo, sabendo impor ao rei do Congo e aos seus súbditos o nome de Portugal. Obra duma grande personalidade, cuja alma cristianíssima atravessa a vida, alcança os paramos do infinito, aproximando-se de Deus, no seu eterno destino, orando em seu louvor, pedindo a proteção para a sua pátria! E foi ouvido na sua súplica. E elevou-se cada vez mais no desempenho da missão civilizadora, educadora, altamente dignificante da condição humana em defesa dos preceitos do Evangelho, que difundiu e ensinou com o seu verbo eloquente, por todas as províncias ultramarinas no nosso império.
D. António Barroso foi mais tarde sagrado bispo da diocese do Porto e grande se revelou também no seu alto sacerdócio. Querido, respeitado e amado por todos quantos sentiram a chama viva da Fé, que ele sabia acender e animar na alma do povo. Infinitamente bom, jamais negou proteção a todos quantos dele se abeiravam e lha pediam.
O sacerdote de Cristo, que lutou apaixonadamente por Deus e pela Pátria, e que, subindo o seu calvário, arrostou com todos os perigos e com todas as contrariedades, soube santamente viver com resignação e coragem as agruras do exílio e as horas amargas da prisão. O bispo missionário, maltratado, perseguido e desterrado, sem outra culpa que não fosse a fidelidade às leis e às doutrinas da Igreja, imutável nos seus postulados e vitoriosa na sua ação, chama abrasando almas sedentas de fé, vive hoje na memória de todos os portugueses. E o bronze e o granito do seu monumento erigido no coração de Barcelos recordarão a obra de caridade, fé e amor de um notável ministro da Igreja.
Mas não basta o seu monumento ou as brilhantes teses apresentadas e discutidas no Congresso Missionário realizado em Barcelos para satisfazer aspirações e anseios bem justificados, honrando e glorificando a insigne figura desse prestigioso ministro de Cristo.
O Seminário dos Carvalhos, magnifico edifício de admirável localização, que o cardeal D. Américo mandou edificar à custa dos maiores sacrifícios materiais; grande escola-internato para a formação de sacerdotes, obedecendo a todos os requisitos necessários à alta missão para que foi criado e a que D. António Barroso dedicava um carinho e um interesse bem compreensível, foi em triste época de perseguição religiosa tirado aos seus legítimos possuidores com o mais absoluto desprezo pela hierarquia eclesiástica. Pois, Sr. Presidente, as comemorações que acabam de realizar-se, e a que se associou o Governo da Nação, não teriam a finalidade que lhes é devida sem a reparação para a qual chamamos a atenção dos altos poderes do Estado.
Interpretando o sentir do Congresso Missionário e em nome da lei ultrajada e da justiça ofendida, nós pedimos seja restituída aos seus legítimos donos, em toda a sua plenitude, a propriedade desse seminário, que, contra todos os preceitos da razão, da moral e da justiça, lhe havia sido confiscada.
Entregue-se à diocese do Porto o seu seminário, o Seminário dos Carvalhos, e o espirito do grande bispo, que deu à Pátria honra e glória, continuará velando por nós, na alta missão do robustecimento da Fé e engrandecimento do Império. Disse.” (in: Site Debates Parlamentares, Diário das Sessões, nº 54).
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São João Paulo II, em 1991 no aeroporto da Portela, renovou-nos o desafio: “Portugal, convoco-te para a missão (...) As sucessivas gerações dos vossos maiores buscaram no Evangelho a inspiração para as suas vidas e legaram-vos esta cultura constantemente enriquecida pelo cruzamento da fé cristã com as várias populações que fizeram a história da Europa e do Mundo (...) Um dia, Portugal foi púlpito da Boa Nova de Jesus Cristo para o mundo, levada para longe em frágeis caravelas por arautos impelidos pelo sopro do Espírito. Hoje venho aqui para, da mesma tribuna, convocar todo o Povo de Deus à evangelização do mundo (...) Portugal, convoco-te para a missão”.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 18-10-2019.

Da Parreirinha para o Zé Figueira

18.10.19 | asal

Mais uma sexta-feira, mais um almoço de confraternização entre amigos e colegas.

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O chefe executivo hoje não pôde estar por afazeres familiares. Manel, desejamo-vos o melhor, a ti e à Mila.

Apareceram oito convivas, com conversa que nunca mais acabava. Até deu para aprender mais uns truques no smartfone, que hoje os telemóveis gozam com a nossa muita ignorância. Faz-me lembrar certos botões do meu carro que nunca usei. Eles estão lá, pelos vistos porque eram necessários ou facilitavam a condução, mas eu não os uso. E o pior é quando algum aparece com uma luzinha e eu não sei a explicação... Boa vai a vida!

Mas vejam lá estas caras agradáveis, embora alguns com umas maleitas devido à idade! 

 

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Além de Carnide, eu aproveitei a ida a Lisboa para ir até à Junqueira, infiltrando-me na confusão dos autocarros da Carris... Eu não sabia que as coisas eram tão complicadas! Mas, graças ao saber dos dois Josés Maria (Lopes e Martins), consegui apanhar o 716, o 758 e o 717 (ou estou enganado?!) e fui dar com o José Figueira de cadeira de rodas, a acabar a estafa da fisioterapeuta, que trata dele com mestria e carinho, como merece um aspirante a eneagenário... 

Abraçámo-nos com muito gosto, ele que há quase dois meses se encontra na Domus-Vila em convalescença de uma operação à anca. Perguntou-me pela minha perna e ficou deveras alegre por saber que já estou bem! Mais uma recauchutagem para continuarmos a gostar de viver. E por várias vezes ele me disse que «gostava muito de viver», como ainda há pouco tempo confidenciou a Manuela Silva antes de nos deixar nesta terra. 

E a conversa foi para os amigos com quem tinha almoçado e com quem ele tantas vezes almoçou. Dei-lhe as últimas novidades, falei do Encontro de 16 de Novembro e, chegada a hora do lanche, ala que se faz tarde, vai lá tratar do corpinho... Boas melhoras, caro amigo!

O pior foi vir de comboio para casa. Nunca me tinha acontecido ter de fazer pressão para conseguir entrar na carruagem e ficar em toda a viagem até aos Foros de Amora com os corpos colados uns aos outros, como antes acontecia no metro. É verdade, a Fertagus agora passou a metro. Falta-lhe realmente mais uns metros de carruagens para servir condignamente o público. AH

CONVITE para ENCONTRO

17.10.19 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

(comasalpcb@gmail.com)

(asal.mail@sapo.pt)

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CIRCULAR

 

ALMOÇO CONVÍVIO DE 16 DE NOVEMBRO DE 2019

 

(SÁBADO)

 

             

            Lisboa, 16 de outubro de 2019

 

Local do Encontro: Igreja Paroquial de São Francisco Xavier – Lisboa/Alto do Restelo

 

Caros Amigos,

 

Tal como em anos anteriores, vamos este ano comemorar o SÃO MARTINHO, no dia 16 de Novembro de 2019, sábado, nas instalações da Igreja Paroquial de São Francisco Xavier, no Alto do Restelo, em Lisboa, alimentando o espírito com agradáveis conversas de amigos e dando de comer ao corpo com almoço e castanhas, à boa maneira portuguesa.

Teremos ao almoço uma belíssima feijoada, confecionado por um “chef de cuisine”, sobremesas e café, a partir da 12H30, seguido de magusto, à nossa moda, ao preço de 20,00 €, per capita

 

Após o almoço, faremos uma visita à igreja cujo projeto nasceu da inspiração do arquiteto Troufa Real.

 

Será mais uma jornada de amizade promovida pela Comissão da nossa Associação de antigos alunos aberta a todos os associados e amigos, num agradável convívio que se iniciará pelas 11H00, com os cumprimentos e aperitivos e se prolongará pela tarde adiante até ao entardecer.

 

INSCRIÇÕES : Até ao dia 13 de Novembro, por e-mail, blogue “Animus Semper”, facebook “Animus Semper Antigos Alunos”, ou para qualquer dos seguintes elementos : Heitor 967 421 096 – Nogueira 919 482 371-Pires Antunes 919 414 179 - A. Henriques - 917 831 904 - Martins da Silva 965 026 324 Mendeiros 969 015 114.

 

Saudações Associativas

 

A Comissão Administrativa

Aniversário

17.10.19 | asal

Parabéns, Jaime Nunes D. Gaspar Júnior!

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Nasceu em Angola em 1950, estando os seus pais ligados à Fundada (perto da Sertã). Também viveu em Alhandra.... Depois do Seminário, cursou Direito, foi Procurador da República em Évora e Lisboa e mais não sabemos. Pensamos que depois de aposentado, continua a viver aqui por Lisboa.

Aqui lhe deixamos os PARABÉNS deste grupo de antigos colegas, desejando ao Jaime as maiores felicidades e que a vida lhe continue a sorrir por muitos anos.

Contacto: tel. 962 906 508

Fotos de férias

15.10.19 | asal

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Uma das virtualidades dos dias de férias é usar pouco o relógio... Aconteceu-nos agora esse ensejo nos dias que passámos em Portimão. Por conselho dos sábios da saúde, a nossa preocupação diária era fazer uma caminhada, ora para o interior da malha urbana ora para a beira-mar.
Um dia fomos para a Marina, olhando as novidades de fim de estação veraneante, visitando as areias, as ondas e o molhe que nos leva até ao farol.
O sol estava baixinho, a querer despedir-se do seu labor diário. Na praia, poucas pessoas molhavam os pés, até porque o calor também já não convidava a mergulhos. Só no molhe é que se viam mais degustadores da natureza, uns em passeio e outros sentados sobre o cimento que molda as ondas.
Nós também resolvemos ficar por ali, olhando o movimento de alguns barcos na foz do rio, mirando as formas novas da areia na praia, sentindo a robustez das pedras para ali trazidas para suportar as arremetidas das marés.
Já agora, esperamos pelo pôr do sol, dissemos.
E foi assim que gozámos a paz do momento, tirando fotos significativas, quer da neblina que abraçava a praia, quer das aves que enchiam o espaço e estranhamente voavam para o alto-mar, quer de nós próprios aconchegados um ao outro, quer do bendito sol que se ia desfazendo no horizonte. Um hora tranquila, que só acabou quando a lua nos empurrou para casa...

As fotos foram estas, talvez a maior bênção daqueles dias.

António Henriques

Espanto

15.10.19 | asal

O espanto

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Acabei de receber uns livros que havia encomendado. Um deles era o último do Pe. Anselmo Borges. O Pe. Anselmo foi meu professor de Eclesiologia e faz o favor de continuar a ser meu amigo ao longo destes quarenta e tal anos. Aliás, já algumas vezes com o Jana o trouxemos a Abrantes.

O meu espanto surgiu logo nas primeiras páginas ao ler:

            “Regressa a Portugal em 1970. Lecciona no Instituto Superior de Estudos Teológicos do Porto (ISET), promove conferências em que participam intelectuais como Óscar Lopes, e é considerado herético. Como é que recebeu a acusação?

            Fui considerado herético pelo bispo de Portalegre e Castelo Branco de então [D. Agostinho de Moura], que foi acusar-me ao director do ISET. Mas o director, Frei Bernardo Domingues [ irmão mais velho de frei Bento Domingues], esteve muito bem e desafiou-o a apresentar por escrito as minhas heresias.

E ele apresentou?

Tanto quanto sei, não.”

In Conversas com Anselmo Borges. A Vida, as Religiões, Deus. Lisboa, Gradiva, p. 20.

 

Eu já sabia que o Pe. Anselmo tinha sido «deportado por castigo» para Tomar. Sempre considerei que isso se devia a questões doutrinais, mas sobretudo por oposições internas dentro da Sociedade Portuguesa das Missões. Aliás, os alunos do meu ano que haviam terminado o probandato [espécie de noviciado] em Tomar falavam muito das críticas que o seu orientador fazia à equipa de formadores da Boa Nova [seminário de Valadares]. Trazia mesmo alguns recados para o efeito e não se coibia de os referir, embora o convívio com os alunos de Portalegre lhes alterasse as visões e os sermões encomendados.

Que o D. Agostinho foi um visionário e inovador ao licealizar os nossos seminários, eu não tenho a menor dúvida.

Que o concílio Vaticano II em que participou lhe deu uma abertura e uma aparência de horizontes largos, também não tenho dúvidas.

Que politicamente apoiava o Estado Novo e tinha por ele simpatias, também não me resta qualquer dúvida. Numa ocasião, não sei quem lhe teria soprado aos ouvidos a minha atitude crítica em relação ao regime vigente, encontrou-me num corredor do seminário e interpelou-me: «está a ver – mostrando-me um jornal francês --, anda para aí a dizer coisas, mas Moçambique é o 9.º país africano com maior rendimento per capita!». Respondi-lhe secamente: «não tenho razão para duvidar disso. Contudo, como sabe, a estatística é uma arte de mentir com rigor. A questão não é o rendimento per capita, mas a sua distribuição e o direito à auto-determinação (linguagem da ONU à época)».

Só agora relacionei este episódio com o que sucedeu pouco depois. No ano seguinte, fui fazer frequências de Filosofia à faculdade de Letras do Porto e fui visitar o meu amigo Pe. João Filipe. E visitei-o não em Valadares, mas no seminário Maior do Porto.

A realidade não deixa de me espantar. Na verdade, nunca esperei uma coisa destas!..

Mário Pissarra

 

NOTA: Fiz perguntas ao Pissarra para eu compreender melhor o texto e ele acrescentou:

"O Espanto - não me passava que fosse possível a causa do castigo do Pe. Anselmo ter sido a denúncia do Bispo. 

O Formador deles era um Padre Castro que orientou o seu probandato em Tomar e que não podia com a equipa inovadora do Seminário da Boa Nova. Portanto eu julgava que o que tinha acontecido tinha a ver com questões internas da Sociedade Missionária.

O Pe João Filipe é da nossa diocese, mais novo que eu, seguiu a carreira militar de capelão, está reformado como coronel e vive no seminário da diocese.
É óbvio que isto interessa a quem passou por Valadares."
 
R. Ó Mário, só não explicaste o que é que as frequências de Filosofia têm a ver com tudo isto. AH

Aniversários

15.10.19 | asal

Dois colegas a fazer anos! Parabéns a dobrar! 

ROGÉRIO.jpg

 

- Um é o Rogério Roque de Almeida, um albicastrense originário de S. André das Tojeiras. Cursou Engenharia e agora está reformado.

Aqui estamos nós a dar-te os sinceros PARABÉNS DO GRUPO...

Meu caro, saudamos-te vivamente e desejamos que os teus aniversários se repitam por muitos anos com saúde e felicidade. Um abraço de nós todos. 

Contacto do Rogério: tel. 914 766 053

 

 Daniel Catarino.png

- O segundo, o Daniel Catarino B. Fernandes é mais um proencense ao serviço da Igreja. Como Diácono Permanente, está ao serviço das paróquias de Proença-a-Nova, Peral e S. Pedro do Esteval. Nascido em 15 de Outubro de 1952, ainda está com muita energia para apoiar os seus fregueses (!).

Ao Daniel, damos os PARABÉNS este grupo e desejamos-lhe saúde, energia e muita ilusão para testemunhar a sua fé junto dos irmãos.

Contacto: tel. 936 493 877