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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

O nosso novo Cardeal

03.09.19 | asal
Com este pequeno texto de 7Margens, queremos comunicar a alegria que nos vai por dentro por mais um cardeal português a servir a Igreja e no Vaticano. Ser português não é nada de especial, mas ser Tolentino é mesmo especialíssimo, uma pessoa com uma personalidade marcante, poeta, pensador, biblista, aberto à cultura e à sociedade, capaz de diálogo com o mundo contemporâneo e capaz de discernir na alma humana a sede de sede imortal que bem no fundo nos move! AH

 

Tolentino Mendonça: Um serviço mais radical, humildade e unidade

7Margens 3 Set 19 BrevesÚltimas

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“O meu primeiro sentimento, que ainda ressoa no meu coração, é aquela frase, aquele imperativo que Jesus dizia no Evangelho de ontem: ‘procura o último lugar’. Senti isso com muita clareza nesse chamamento que o Santo Padre me faz e que, de facto, é um chamamento ainda para um serviço mais radical e com uma humildade muito grande na colaboração com o Santo Padre e com a unidade de toda a Igreja”, referiu o arcebispo José Tolentino Mendonça, em declarações ao portal ‘Vatican News’, a propósito da sua anunciada nomeação como cardeal.

Tolentino Mendonça acrescentou que soube da notícia depois de terminar a celebração de uma eucaristia, numa pequena capela de Lisboa.

O novo cardeal será formalmente nomeado pelo Papa no consistório de 5 de Outubro, em Roma.

Democracia em risco de serviços mínimos

02.09.19 | asal
Meu caro Henriques
Aí te envio mais uma colaboração. Desta vez, achei oportuno fazer uma revisitação ao estado da saúde das nossas democracias. Sempre periclitantes, temos de cuidar delas, com muita energia e convicção. Nada se encontra garantido nesta luta desigual  entre a liberdade e a servidão. Hong Kong aí está a deitar lavas de enxofre e lágrimas, para defender a sua adorada democracia.
Atentos , avivemos a nossa memória. Comprometidos, cuidemos da defesa da nossa sempre ameaçada Liberdade, o mais precioso BEM  das nossas vidas.
Henriques, como vão essa forças nos teus joelhos. Com uma cabeça tão lúcida - adoro os teus breves comentários - as perninhas têm também que te ajudar.
Um forte e cordial abraço
Florentino Beirão
 
Resposta: melhor, ando! Mas ainda preocupado com umas dores a mais... AH
 

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Os inimigos  vivem à espreita

Na década de setenta do passado século, a luta pela democracia encontrava-se em alta. Em vários países do globo lá se foi implantando, apesar das sempre complexas vicissitudes deste processo. Desta fase se incluiu, numa primeira vaga, Portugal e Espanha que vinham de duas ditaduras gémeas. Outros países foram aderindo na América Latina, inspirados na democracia brasileira.

Nas décadas seguintes, foi a América do Norte que, tentou liderar um movimento pela democracia no norte de África e no médio- oriente, países governados por líderes políticos muçulmanos. Tratou-se de uma tontaria política ao se querer impor pela força das armas, o regime democrático ocidental a países que não estavam preparados. As consequências, como bem recordamos, tiveram como efeito uma enorme devastação material e uma desorganização política para esses povos, de civilização muçulmana.

Mal tinha terminado este ciclo político, um novo movimento surgiria, mas de sinal contrário. Referimo-nos a movimentos sociais surgidos um pouco por todo o lado, a transbordarem de populismo demagógico, racista e xenófobo.

Dentro da União Europeia, a Polónia e a Hungria foram virando costas a uma democracia plena, com amputação de direitos fundamentais. Com a eleição do famigerado Trump na América do Norte, a democracia também foi invadida por tiques antidemocráticos perigosos. Na Inglaterra, surgiria a surpresa do “Brexit” isolacionista, influenciado pelo populismo e pelo racismo, com portas cerradas à emigração. Da Itália, vão chegando notícias de tentativa de eleições antecipadas para endurecer a democracia naquele país, cada vez mais racista e populista, com Salvini a comandar as iniciativas isolacionistas.

A todos estes fenómenos se veio juntar a afirmação internacional chinesa, os golpes de força da Rússia de Putin, os sucessos de Erdogam na Turquia, Duterte nas Filipinas e Bolsonaro no Brasil e Maduro na Venezuela. Unidos por propósitos semelhantes, todo este movimento populista veio conferir ao processo antidemocrático uma dimensão global.

Mais recentemente, cada vez mais, começa a ganhar força uma vaga de autocratas travestidos de democratas que pretendem, através do voto, chegar ao poder através das urnas, para subverter as regras básicas de uma democracia liberal plena e saudável.

A ementa que nos propõem encontra-se bem definida e é conhecida de todos os democratas.

Num primeiro movimento, estes políticos tentam controlar os meios de comunicação social apoderando-se dos media. Simultaneamente, tentam atacar ou limitar o poder judicial, colocando-o ao serviço das suas pretensões políticas. De seguida, vão sendo atacadas ou restringidas as liberdades cívicas. Finalmente, com a comunicação social nas suas mãos, tudo irão fazer para manipular as eleições, através das novas tecnologias, incluindo as “fake-news”, para confundir e manipular os eleitores menos avisados. Como para eles os fins justificam os meios, a tudo lançam mão, para chegarem à cadeira do poder.

Perante este cenário internacional, temos razões mais que suficientes para tomarmos consciência de que a plena democracia, tal como a entendemos no Ocidente, se encontra ameaçada e em grande perigo. Só que, noutros tempos, as democracias eram derrubadas, através de golpes militares, como aconteceu em 1926 em Portugal, impondo uma ditadura que colocou um ponto final na nossa 1ª República. As armas desembainhadas, num golpe fatal, colocavam um ponto final nos regimes democráticos. Tanto no Chile como no Brasil e noutros países da América Latina, o processo utilizado para conquistar o poder foi o das armas. Um negro período histórico classificado como “Golpes de Estado”.

Hoje porém, os métodos mudaram. As espadas vão-se transmutando em votos. Os candidatos a ditadores concorrem a eleições nos períodos eleitorais, com mensagens populistas e demagógicas, tentando deste modo conquistar o poder para miná-lo por dentro. “Usam os mecanismos democráticos para subverter a própria democracia”, como nos adverte o catedrático Nuno Teixeira.

Virando a agulha para o nosso país, sirvo-me das palavras do general Ramalho Eanes que nos adverte que uma das causas mais importantes para degradar a nossa democracia é “a moral pública fragilizada que abre a porta à demagogia”. Segundo ele, “ há uma epidemia de corrupção que grassa pela sociedade” que vai comprometendo a nossa vida democrática.

No período eleitoral em que nos encontramos, necessitamos de estar atentos aos populismos enganadores para defendermos a nossa recente e sempre frágil democracia. Não a queremos em serviços mínimos, mas com plena vitalidade. Os inimigos que vivem à espreita não dormem.

florentinobeirao@hotmail.com

Aniversários

02.09.19 | asal

Há dias especiais e este é um deles. Hoje anunciamos o aniversário de três amigos no mesmo dia e, coisa rara, os três são sacerdotes. Passaram os 12 anos a puxar pela cabecinha, estudaram o bastante para avançar ano após ano (sim, que alguns eram despedidos por terem fraco aproveitamento!), assumiram os ideais do Seminário de serviço pastoral à Igreja junto dos fiéis e dos infiéis e aí estão eles a fortalecer a fé dos seus irmãos pela palavra e pelo seu próprio exemplo.

Bem, alguns já têm idade para servir a Deus com o seu descanso, dando apenas uma ajuda extra aos seus colegas!

 

1 - O priP. Cardoso.jpgmeiro nasceu em 1931, já lá vão 88 anos... É o nosso amigo P. António Martins Cardoso, a viver na Sertã. Foi professor dos seminários, lidou muito com jovens em Algés e depois serviu a Igreja em Fátima, isto num relance rápido sobre estes muitos anos de vida e felicidade. E há algum tempo tem sido um frequente participante dos nossos encontros. 

Contacto: tel. 966 173 767 (ou 968 354 158? - Eu usei o segundo para falar com ele!)

Manuel L. Nunes.png

 

2 - O segundo, também ligado à zona da Sertã por nascimento, viu a luz do dia em 1936, já lá vão 83 anitos! É o bom amigo P. Manuel Lopes Nunes. Embora a memória já falhe um bocado, acho que era ele o maior guarda-redes da nossa equipa de futebol em Portalegre. 

Presentemente, é pároco de Amêndoa e São João do Peso, numa dedicação alegre ao povo de Deus.

Contactável pelo n.º 916 228 455

 

Pedro Tropa.jpg3 - Em terceiro lugar, com o mesmo destaque dos restantes, está o colega P. Pedro Manuel Bernardino Tropa, que pastoralmente dirige as paróquias de Aldeia do Mato, Fontes, Martinchel e Souto. Nasceu em 1970, é um jovem ao lado dos colegas... Já frequenta as redes sociais, mas ainda não respondeu ao nosso pedido de amizade no Facebook. 

Contacto: tel. 962 938 724

 

A estes três aniversariantes deixamos os PARABÉNS do grupo dos antigos alunos, com votos de saúde e bom trabalho apostólico. E que vivam por muitos anos, a bem de todos nós.

 

ADENDA: (extraída do Facebook)

Eu vinha só dizer que gostei muito de falar com os Padres Cardoso, Manuel Lopes Nunes e Pedro Tropa a dar-lhes os parabéns. Surpresa para eles e ao mesmo tempo uma alegria muito grande... O P. Cardoso anda, como eu, a pensar como tratar os joelhos, que são a parte mais fraca... Alegrou-se comigo pelo encontro da Sertã e ficou de falar ao Manuel L. Nunes para lhe dar os parabéns, uma novidade para ele.
Quanto ao segundo, o tal guarda-redes dos tempos de Portalegre, que alegriaeu lhe senti na voz, ao saber quem era este que o saudava, nós que há pelo menos 50 anos não nos vemos. Ficou triste por não ter sabido do nosso encontro de 19 de Maio. Olhem, também já tem prótese no joelho direito... Vamos lá ver quem dos dois fala ao outro, pois eles disseram que iam falar.
Quanto ao Pedro Tropa, mais ligado à Internet, sabia do nosso blogue (não o tinha visto ainda hoje), agradeceu os Parabéns e também disse que ia falar ao amigo Manuel Nunes, com quem tem uma relação de amizade muito velhinha, pois já vinha dos pais dele. Lembrei-lhe a nossa página do Facebook, mas ele é muito selectivo: tem de deixar uma amizade para iniciar outra... Talvez tenha razão...
Pois, que todos continuem a fazer anos com saúde e alegria. Pequenos gestos que encheram o meu dia... António Henriques

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