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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Palavra do Sr. Bispo

20.09.19 | asal

CAMINHOS DE SANTIAGO E PEREGRINAÇÕES

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Foi em Santiago do Cacém, Diocese de Beja, que teve lugar a cerimónia de lançamento dos “Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo”. O ato teve lugar na igreja matriz, junto ao castelo. Uma bela igreja, sofrida no tempo com o terramoto de 1755 e por mais dois incêndios, ela continua a desafiar os séculos. Tem três naves, elementos de gótico e barroco, painéis de azulejo, talha dourada e com o detrás para a frente. O que antigamente era a capela-mor com abóbada e cruzaria de ogivas, virou a coro alto e entrada principal da igreja, ao cimo de uma bela escadaria. O fundo da igreja permitiu rasgar uma nova capela-mor nos fins do século XVIII e no dealbar do XIX, junto da qual permaneceu a torre sineira. Se a orientação do templo foi invertida, não prejudicou a sua harmonia interna nem o seu espaço envolvente. Enriqueceu a beleza paisagística do local donde se avista a cidade aos pés, a longa planície, o porto de Sines e o mar. Santiago ainda por lá combate os mouros num interessante alto-relevo gótico do século XIV.
A sessão foi muito concorrida, solene e promissora. Teve a presença de responsáveis pela iniciativa e gente envolvida na área do turismo e do religioso, quer da Galiza quer de Portugal.
Desde que colocou os pés neste vale de lágrimas, o homem, embora sentindo o nascimento como entrada e a morte como saída, sempre se teve como peregrino a percorrer os caminhos do tempo e do espaço, sobretudo até dentro de si próprio. Este peregrinar em direção ao seu interior é quase sempre o caminho mais difícil de percorrer, o mais longo e mais longínquo, há quem desista ou erre os azimutes!... Foi assim desde Adão e Eva que até entraram por atalhos solavancados, virando as costas ao verdadeiro trajeto. E assim foi acontecendo no peregrinar do povo e de cada indivíduo através da história. Ora se enganava e desviava, ora sentia a necessidade de se reencontrar no certo e essencial, removendo os equívocos do coração e ingressando na rota que o conduziria à meta pela justiça e fidelidade. Tal como outrora, também hoje isso acontece. E neste peregrinar, a eficácia foi e é tanto maior quanto mais se percebia e percebe que o próprio Senhor Se fez peregrino com cada um e a todos chama à comunhão na gratuidade e na misericórdia.
Hoje existem muitos outros caminheiros à procura de “metas diferentes, através do turismo, da exploração científica e do comércio”, do desporto, etc. São fenómenos complexos que embora, aqui ou ali, possam ser “causa de injustiça, de exploração das pessoas, de erosão das culturas ou de devastação da natureza”, conservam “em si valores de pesquisa, de progresso e de promoção da mútua compreensão entre os povos, que merecem ser fomentados”. A informática e o virtual vão rasgando outras estradas para o peregrinar humano, com muitos riscos e deformações, é verdade, mas também com enormes e latentes virtualidades. Sim, todos os caminhos podem ser sublimes para quem, de coração sincero, procura o sentido da vida e das coisas: Deus serve-Se de tudo para Se fazer encontrado. Faz-nos tropeçar n’Ele, mas disfarçamos, sentimo-nos demasiadamente importantes e seguros nas nossas peneiras, não queremos dar sinais de tais fraquezas!...
Quando Jesus entrou na história, a sua vida foi-se desenrolando pelos caminhos da Sua terra, constituindo uma verdadeira peregrinação em direção a Jerusalém, à meta da cruz e da glória pascal. A etapa definitiva, porém, teve lugar no dia da Ascensão, no dia da subida à plenitude da comunhão com Deus.
À semelhança de Cristo, também a Igreja está em constante peregrinação. Ultrapassando o tempo e as fronteiras, ela anuncia a Palavra de Cristo para conduzir a todos em direção à cidade futura, em direção ao Reino, já presente e operante em todo o mundo. No desafio que Jesus nos fez e faz à perfeição, configura-se o perfil da verdadeira peregrinação. Ao longo dos tempos, este desejo de perfeição e busca da intimidade divina, fez e faz surgir diversas experiências de peregrinação, desde a fuga para o deserto até à peregrinação a lugares significativos e excecionais, cada um com o seu encanto e a sua rica história. Jerusalém, Roma, Santiago de Compostela e tantos outros santuários e “fortalezas do espírito e da cultura” que enriquecem a história local, nacional e internacional, são “lugares que encarnam a memória de grandes santos” e de Nossa Senhora. Foram e são lugares privilegiados para a cultura do encontro. Do encontro com Deus, com a Sua Palavra, com a Igreja, com a reconciliação, com Jesus Eucaristia, com a caridade, com a humanidade, consigo mesmo, com a natureza, com Maria, a Senhora do Encontro. Este “grande fenómeno que envolve massas populares, animadas por convicções simples e profundas, alimenta a espiritualidade, faz aumentar a fé, estimula a caridade, anima a missão da Igreja”. No entanto, não faltou quem alertasse que “o verdadeiro caminho a empreender é o que conduz o fiel, da realidade física à espiritual, da vida no corpo à vida no Senhor”, e não tanto a caminhada de um lugar para o outro. Martinho Lutero até denunciava que pode acontecer “que alguém faça a peregrinação a Roma e gaste cinquenta e cem florins e até mais, e deixe a esposa e os filhos e talvez um seu próximo em casa, à mercê da miséria”.
Nos últimos tempos, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco foram peregrinos dos grandes santuários internacionais, tornando-se peregrinos do próprio mundo, como que a dar um sinal de um caminhar mais vasto e universal da humanidade ao encontro de si própria. O homem sempre foi e continua a ser “um viandante que tem sede de novos horizontes e fome de paz e de justiça, investigador da verdade, desejoso de amor, aberto ao absoluto e ao infinito”. Ao encaminhar-se para metas positivas de vária ordem e natureza, a humanidade enfrenta novos obstáculos e também muitos dos antigos. Por isso, é normal que ela “experimente também o cansaço e nutra o desejo de um lugar, que possa ser um santuário onde repousar, um espaço de liberdade que torne possível o diálogo consigo mesmo, com os outros e com Deus. A peregrinação do cristão acompanha esta busca da humanidade e oferece-lhe a segurança da meta, a presença do Senhor”.
Para nós, os crentes, a peregrinação é “uma manifestação cultural a ser realizada com fidelidade à tradição, com sentimento religioso intenso e como atuação da sua existência pascal. A dinâmica própria da peregrinação revela algumas etapas que se tornam um paradigma de toda a vida de fé: “a partida” torna manifesta a sua decisão de avançar até à meta e de conseguir os objetivos espirituais da sua vocação batismal; “o caminho” condu-lo à solidariedade com os irmãos e à preparação necessária para o encontro com o seu Senhor; “a visita ao santuário” convida-o à escuta da palavra de Deus e à celebração sacramental; “o retorno”, por fim, recorda-lhe a sua missão no mundo, como testemunha da salvação e construtor da paz”.
Estando a experimentar um novo impulso, a peregrinação reclama uma pastoral com “uma clara fundamentação teológica que a justifique”, tornando-a “uma profunda e amadurecida experiência de fé”. Sobre a Peregrinação e o Santuário, aconselho a ler os documentos publicados em 1999 pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Emigrantes e Itinerantes, intitulado “A Peregrinação no Grande Jubileu do Ano 2000 - O Santuário, memória, presença e profecia do Deus vivo”. Foram publicados num pequeno volume pela Ed. Paulinas, em junho de 1999, e foi deles que me servi na elaboração deste texto.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 20-09-2019.

O almoço habitual

20.09.19 | asal

Hoje foram sete que apareceram na Parreirinha. Podiam ser mais, mas as doenças e a idade fazem mossa...

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Quanto aos petiscos, uns foram para os lagartos, outros preferiram o bacalhau à moda da casa. O Manel Pires Antunes ficou-se no bacalhau cozido com grão, pois a dieta exige...

Ainda estávamos no almoço e já se congeminam outros encontros.

No último fim de semana do mês, há eventos culturais e gastronómicos em Sobreira Formosa. Será que dá para ir até lá?

Em 16 de Novembro, no Restelo - Igreja de S. Francisco Xavier, teremos o Encontro dos Antigos Alunos do Seminário com almoço e magusto. E enquanto pudermos andar nestas coisas, dem20-09.jpgos graças a Deus!

A conversa foi depois para o pé dos carros, hoje que a máquina da EMEL não funcionava. Fiquem a saber que é preciso telefonar quando isso acontece, para não arriscar multa.

O João P. Antunes anda todo entusiasmado com os textos que escreve. Eu já lhe roubei um para o ANIMUS SEMPER e cá fora, continuando a conversa, lá me mostrou uma pimenteira que ali ao lado, no jardim, mostrava os seus belos frutos vermelhos. Vou roubar-lhe mais um texto para os amigos ficarem a saber um pouco mais.

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E vamo-nos vendo uns aos outros, o que é bom. Olhem, já consegui que o José Maria Martins decidisse vir conhecer a Margem-Sul para alargar as vistas e, ao mesmo tempo, falarmos de nós, que ele não se fica só pela rama!

Embora com a promessa de chuva, desejo a todos os visitadores da nossa página um  bom fim de semana. E vão pensando nas eleições. O Zé Andrade já sabe em quem votar. Mas há por aí uns tantos indecisos...

AH

Aniversários

20.09.19 | asal

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Completam-se hoje os 68 anos do nosso amigo, Cón. António Leonor Marques Assunção, nascido em 1951.

Na sua presente missão, é Pároco de Cardigos, Carvoeiro e Envendos, Membro do Cabido e do Conselho Presbiteral e ainda Director do Secretariado Diocesano de Liturgia.

Pois, caro amigo, damos-lhe os PARABÉNS do grupo dos antigos alunos, com votos de longa vida com saúde e satisfação pessoal, de modo a realizar seus objectivos. "Ad multos annos!"

Contacto: tel. 965157256

                        

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Também faz anos neste dia o Vitor Manuel Lopes Fazenda, que nasceu em 1955 e vive em Escalos de Baixo... Do seu Facebook fico a saber que é sportinguista, mas ainda não o vi no estádio de J. Alvalade.

Ficam aqui os PARABÉNS DESTE GRUPO, com votos de muita saúde e longa vida.

Esperamos que o Vítor apareça... 

Contacto: tel. 967 60 1019

SEMINÁRIO MENOR DE GAVIÃO

19.09.19 | asal

O PASSADO FECHADO A SETE CHAVES

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Os operários da construção do Ninho de Empresas/Centro de Negócios, da Câmara Municipal de Gavião, não esconderam o ar de incomodados, no fim de mais um dia de extenuante trabalho, ao verem-me estacionar o DS5 e perguntando se poderia entrar, só por um bocadinho.

Tinha-me antecipado, adivinhando-lhes o mau jeito que dava este pedido tardio feito à vereadora da Cultura para que me autorizassem a entrar no que resta do iconográfico Seminário Menor de Gavião.

- É o senhor que vem buscar a máquina que deixou dentro do Seminário?! Vá lá então que a gente espera para fechar o portão.

De facto, aquando da minha última e clandestina visita ao interior das antigas instalações com o objectivo de filmar o que restava, com vista animar o nosso encontro de Maio de 2011, deixei algures uma das lanternas de iluminação guardadas perto da antiga capela. Acho que trouxe uma, mas perdi-lhe o rasto. Tentei, ontem, depois da reunião na Biblioteca, voltar ao lugar do crime! Aguçado o apetite, agora, para integrar na Exposição CINQUENTA ANOS A FAZER P.ARTE, a realizar em Gavião, a partir do dia 11 de Outubro, alguns objectos que quero perdurem na memória dos dias.

Volto a outro flash, acho que a Câmara, desconhecendo eu, de todo, o projecto que para ali está pensado, devia lançar mão dessa tarefa fazendo guardar algumas peças que atestassem a passagem de centenas de jovens estudantes por aquela casa. Desde mobiliário, tipo, carteiras, até coisas mais comesinhas como utensílios da cozinha, terrinas, sei lá.
Qualquer iniciativa só acrescentará importância a Gavião. Por detrás das ruínas bate sempre um coração. Mil corações, tantas as gerações.

Dirigi-me, passo apressado, apesar de coxo, disparei umas fotos mal amanhadas ao estado das obras e a custo lá entrei no que resta da capela. Lanternas, nada. Subir à famosa guarita nem pensar. Os operários já deviam estar a rezar-me pela pele.
Foi então que vi no chão, como que chamando por mim, aquela que terá sido uma das fechaduras da porta da capela. O tempo urgia. Não consentia mais demoras. Lá consegui sair, daquilo que mais pareciam os destroços de uma Bagdad arrasada por banalizados bombardeamentos, com a minha preciosa relíquia.

O que irá sair dali?
Algo que perpetue a memória de dois anos em que putos imberbes julgavam estar, privilegiadamente, a caminho, como eleitos, para abrir na terra, as portas de um céu ainda distante.
Com este despretensioso gesto há-de saber-se que, pelo menos, um de nós se recusou a ver o seu passado fechado a sete chaves.
Ao olharem para a fechadura da porta que abria a Capela do Seminário Menor de Gavião, saberão que o Céu continua e há-de continuar sempre ao alcance de todos já aqui na terra.

António Colaço

Parabéns, UASP!

17.09.19 | asal

Associamo-nos à UASP no seu 8.º aniversário, desejando-lhe um futuro risonho a bem de todos os antigos alunos dos seminários portugueses. PARABÉNS!   17/09/2019

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Aniversário

16.09.19 | asal

Leonel e Pequito.jpgNão estava na nossa lista, mas soube que hoje faz anos o Leonel Cardoso Martins, amigo e companheiro de estudos. São 81 primaveras.

Neste momento, o Leonel está em recuperação de difíceis intervenções cirúrgicas e encontra-se no "lar da Sr.ª da Penha" em Portalegre, onde recebe as devidas atenções para o seu débil estado.

Aqui está ele à frente de outro grande amigo, o Pequito Cravo.

Acabo de falar com ele. Usou o adjetivo "cruel" para explicar o momento que passou... A vida nem sempre é benigna. Dei-lhe os PARABÉNS quando as pessoas do Lar estavam com ele em festa a celebrar a vida.

Disse-me logo que espera a visita de amigos. E eu conto ir...

Muita saúde e muitos anos de vida para podermos usufruir ainda da tua boa disposição, meu latinista e helenista inveterado.

Contacto: tel 967 205 389

Festas e romarias

16.09.19 | asal
Meu caro Henriques
Aí te envio  uma  singela, mas gostosa colaboração para o nosso amado Animus, fiel companheiro de todos os dias.
Com as questões da religiosidade em cima da mesa, tentei revisitar esta problemática, tão complexa, quão picante.
Se os nossos companheiros de jornada quiserem conversar sobre tal temática, entremos  na discussão. É dela que pode vir mais alguma luz.
Um abraço para ti e para todos os nossos companheiros.
Quero essa perninha em óptimas condições para subires a escadaria granítica  do nosso seminário de Alcains. Trata-a bem.

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Florentino
R . - Obrigado, Florentino! Já me sinto a 90%. AH
 

Uma nova religiosidade

Após a Páscoa e ao longo do verão, no interior do país, vive-se ao ritmo das romarias e das festas dos santos de secular devoção local. Quando, após a saída de uma grande parte da população ativa que emigrou nas décadas de 60-70 do séc. XX para a Europa, se pensava que estas festas se achavam comprometidas, face ao futuro, surge agora a agradável surpresa de que elas aí estão de novo, embora vivenciadas de um modo diferente. Continuam a ser a “Festa do Povo”, mas nos últimos tempos, já com um novo figurino.

Já não predomina a tradição de agradecer ou implorar os supostos favores do santo local festejado, mas sobretudo, como divertimento popular, com as afamadas e competitivas bandas de música moderna, geralmente importada dos grandes centros urbanos. Para trás, fica o tradicional e multifacetado folclore das antigas festas e romarias dos tempos de outrora, onde toda a aldeia participava ativamente. Porém, hoje, os festejos populares são desenhados para angariar fundos financeiros, para pagar aos artistas convidados os quais, nestes breves meses de verão, como cigarras, arrecadam chorudos proventos, para almofadarem os raquíticos meses da longa e agreste invernia de trabalho.

Se olharmos com alguma atenção para os programas das festas populares que acontecem nesta altura do ano, na esquecida e ressequida zona da Beira - Baixa, na sua maioria apresentam imagens fortemente apelativas, para atrair os forasteiros a para participarem na festa da sua aldeia. Os cartazes, cheios de cores fortes e imagens atraentes, incluem uma minúscula imagem do padroeiro ou do santo de devoção local. Mas, sobretudo, numerosas e cativantes fotos de conjuntos musicais que irão animar as longas e quentes noites de festejos, num espaço devidamente valorizado, com forte luminosidade. A festa da aldeia é hoje muito valorizada se incluir artistas populares que as comissões das festas conseguem contratar para animar as populações. Como todos sabemos, ainda hoje, embora mais diluídas, não faltam as acentuadas rivalidades entre aldeias vizinhas, embora manifestadas por comportamentos mais civilizados.

Hoje, como é notório, a festa em honra do santo padroeiro vai-se transmutando em festa dos músicos que se encontram bem cotados, geralmente via TV, para servirem de atração aos seus afetos fãs. O palco onde atuam nas festas, geralmente no centro da aldeia, vai-se tornando o trono de novos santos laicos, em substituição simbólica do andor do santo festejado, em honra do qual, em princípio, era dedicada a festa estival. Este espaço funciona, embora simbolicamente, como sendo o novo templo místico e extasiante de novas religiosidades.

Face a estas novas realidades, julgamos que podemos percecionar alguns dos novos caminhos da sempre presente e atuante religiosidade popular. Certamente, existe ainda alguma ligação das populações ao tradicional santo protetor da aldeia. Uma ou outra promessa ainda é cumprida na procissão do padroeiro. Porém, cada vez mais, o santo está a deixar de ser valorizado nos programas e nas festas. A primazia é agora deixada para os artistas populares que animam os arraiais das festas, com as suas aparelhagens ultra sonoras.

Tentemos agora enquadrar esta nova realidade no novo papel da religião popular na sociedade portuguesa.

Segundo um recente estudo sobre esta temática, revelado pelo jornal Público, no passado mês de agosto, 74% dos portugueses assume que a religião católica é a sua preferida e acredita na existência de um deus, embora 12% referira que não tem qualquer religião. Quanto à frequência em cerimónias religiosas, 34% dizem que apenas frequentam a igreja em situações excecionais como casamentos, funerais, batizados e festa de Natal.

Sobre assuntos que hoje se discutem na praça pública, os portugueses católicos são bastante liberais. Assim, 87%, dos interrogados neste inquérito, opinaram no sentido de que os padres católicos devem poder casar. A faculdade das freiras poderem celebrar missa merece opinião favorável de 76% dos católicos. Os casais homossexuais devem poder casar pela igreja, na opinião dos 65% dos inquiridos que se dizem católicos. Quanto aos divorciados católicos, estes deviam poder voltar a comungar, na opinião de 93% dos inquiridos.

Porém, a religiosidade popular, segundo este estudo, encontra-se hoje mais centralizada no Santuário de Fátima, que os católicos inquiridos revelaram já o ter visitado e um terço destes disse mesmo já ter feito uma promessa a Nossa Senhora de Fátima, sobretudo pessoas pobres e mais idosas.

florentinobeirao@hotmail.com

Com quem estiveste?

16.09.19 | asal

Esta pode ser uma pergunta desafiadora...

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Anteontem falei aqui dos enconchados, que se enroscam na sua concha e arranjam sempre razões para não sair de casa. Eles próprios até acham que não está certo, mas às tantas passam os dias e não se mexem. Eu estou a ver a situação: sair de casa é bom, mas tenho de me arranjar, tenho de comprar bilhete (e a máquina do metro ou do comboio mete-me medo!), tenho de passar por situações imprevistas, ou então o carro tem um problema e nunca mais resolvo ir à oficina... Há gente que não vai ao futebol porque sempre que ia o seu clube perdia!... A um já disse que eu não sabia que ele tinha tanta força, capaz de mexer no resultado...

No sábado, resolvemos visitar uns amigos que são mais ou menos assim. O Alexandre Pires e a São metem-se em casa e dificilmente se deslocam a qualquer lugar. Já disseram que não conseguem vir à nossa casa, que ir a Lisboa é complicado, que... que...!

Agora decidimos ir sempre que pudermos a Carnaxide, mesmo que eles não venham à Amora. Nós até gostamos de estar uns com os outros. Falamos da nossa vida, dos nossos problemas com à vontade, lembramos factos do passado... Desta vez até nos lembrámos dum Verão a passar férias no campismo de Setúbal e de à noite  irmos ver o filme "Dr. Jivago" num cinema ao ar livre. Era Agosto, mas o fresco da noite arrefeceu mesmo e os cenários do filme eram só paisagens de neve. E nós de manga curta... Saimos de lá a tiritar!

Temos de fazer isto com mais amigos. Ora no restaurante ora em casa, é tão reconfortante revisitar colegas e amigos... Vejam a alegria que transpira desta foto.

O resto, digam-no vocês... AH

Aniversário

15.09.19 | asal

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Parabéns, João Farinha Alves!

Nasceu no Vergão Fundeiro, Proença-a-Nova, em 1943. Correu seca e meca, enamorou-se pelos Açores, especialmente pela Ilha Terceira e vive há muitos anos em Setúbal. O notariado era o seu forte, mas agora, já aposentado, continua a aconselhar muita gente em questões de direito. Até já me disseram que os profissionais de Setúbal quase todos lhe devem obrigações, tal não foi a multidão de gente a quem ele "desenrascou"...

Registo aqui os PARABÉNS DO GRUPO nos teus 76 anos, que é um modo de nos lembrarmos uns dos outros e desejarmos felicidades. Que vivas muito e sejas feliz. E que nos continuemos a ver de vez em quando, que é sinal de vida e faz bem à saúde! Há quanto tempo não vês o casal da foto anterior à tua? Eles perguntaram por ti ainda ontem...

Contacto:  tel. 961 129 241

Sábado - vamos dar uma voltinha?

14.09.19 | asal

Alex1.jpgÉ verdade, hoje saimos ao encontro de amigos. Temos alguns que ficam enconchados e, se nós não aparecemos, eles nunca vêem ninguém. Antigamente, eu ainda dizia "da minha casa à tua são os mesmos quilómetros que da tua à minha"... Não, agora isso já não dá. Agora, tens de ser tu a mexer-te... E a verdade é que estes amigos estão sempre à espera de uma visita e ficam sobremaneira contentes por irmos até à sua caverna de Platão. Nem um filme, nem um espetáculo musical, nem um joguinho de futebol!!!

Estamos velhos, é o que é! Vocês conhecem alguém assim? 

Muitos conhecem estas caras, lembram-se deles? Pois nós gostámos de passar umas horas com eles, mas hoje fico por aqui, que não tenho tempo. Amanhã continuo.

Vá lá, mandem-me fotos de amigos assim, que vocês foram desencantar. E vamos encher estes espaços de caras conhecidas...

AH

Aniversário

14.09.19 | asal

Jorge Francisco Jacinto.jpgFaz hoje 40 anos o Jorge Francisco Esteves Jacinto, que vive em Abrantes e trabalha na empresa Aviludo. Gosta de motos e não sei que mais.

Damos sinceros PARABÉNS ao Jorge, desejando-lhe as maiores felicidades. E que faça muitos anos com saúde e muitos amigos. 

Quando te poderemos encontrar? Ainda não te vimos...

Não temos mais informações.

E o almoço?

13.09.19 | asal

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Havia o anúncio de figos para a sobremesa. Mas não foi por isso que hoje se juntaram onze comensais, até porque alguns não usam o Facebook, onde o Mendeiros os prometera. 

É verdade, estiveram na Parreirinha de Carnide o Alves Dias, o Pequito Cravo, o Joaquim Nogueira e o Joaquim Mendeiros, já repararam? Quatro ilustres advogados, uns na reforma e outros quase a caminho. Mas também estiveram os manos Pires Antunes, o dois Josés Maria - Lopes e Martins, o Zé Ventura, a Adelina Pedro e este escrevinhador. 

Conversas habituais, as novidades da semana, onde se referiram alguns nomes de amigos que não passam bons momentos, e ainda o desejo sincero de fazermos a visita a alguns.

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Quanto aos figos, só nos lembrámos da foto quando já todos tinham desbastado a maior parte do conteúdo. Mas garanto que o casal Adelina e Medeiros vinham bem aviados. Não conseguimos rapar o tacho... E houve alguns que ainda levaram figos para casa! 

A foto foi tirada à pressa, dados os compromissos de dois amigos com os médicos. E agora vai a notícia triste:

O Manel P. Antunes foi buscar a Mila para irem os dois ao médico. Ao chegar à Clínica, a esposa cai, bate com a cabeça no chão e fica maltratada. Partiu um pé e uma mão e teve de ser suturada na cabeça. Já viram os problemas em que os dois estão metidos? Agora anda à procura de uma cadeira de rodas... Quem sabe onde se alugam?

Desejo-vos uma recuperação rápida. Também já passámos por isso, meus amigos, e também ao pé da clínica aonde eu me dirigia... Um braço partido da Antonieta que, passados dois anos, ainda a incomoda... Se mal de muitos é conforto, aqui o deixo. As quedas na nossa idade são um dos maiores riscos.

Boas melhoras também para os outros amigos doentes!

Palavra do Sr. Bispo

13.09.19 | asal

A FORÇA DAQUELA FRAQUEZA!...

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Persas, cartaginenses, romanos e afins, usavam a cruz, em diversas formas e feitios, para torturar e matar, cruel e sadicamente. Embora com muitas outras configurações e motivos, não falta hoje quem continue a levantar cruzes para crucificar os outros, lavando as mãos calejadas em iniquidades. Por causa de todas essas cruzes e injustiças humanas ao longo da história, aconteceu a Cruz, a Cruz com letra maiúscula, sempre atualizada, e que recordamos de uma forma muito especial no dia da sua Exaltação, na festa da Exaltação da Santa Cruz. Falamos daquela Cruz que foi usada para torturar e matar Jesus segundo a brutalidade do tempo, mas na qual Ele venceu a morte e fez brotar a Vida. Daquela Cruz que nos ajuda a contemplar o mistério de Deus uno e trino, o mistério de Deus que se fez homem, o mistério do homem Deus que Se esvaziou a Si próprio, Se tornou semelhante aos homens, assumiu a condição de servo, fez-Se obediente até à morte e morte de Cruz, como lemos nas Escrituras. Apresentando-nos o sofrimento de Deus e de toda a humanidade, dela brota a vida, a vida divina que nos foi oferecida por Cristo. Não é fim em si mesma nem exaltação da dor. É o preço da nossa liberdade, é a síntese de quanto Jesus sofreu por nós, tem força de vitória e é sinal de que a vida de Cristo foi abraçada por quem a usa e vive na esperança da ressurreição. Beijá-la é beijar Cristo e a Sua vida, é adorar o Filho de Deus que se entregou por nós, para nossa salvação, numa atitude de infinita solidariedade para com todos, sem nos atribuir culpas. Ela manifesta a loucura do amor de Deus por nós, resume a proposta de vida que Jesus nos faz, ajuda-nos a descobrir a cruz da nossa vida e a saber morrer nela, por amor.

Por isso, não deve ser tratada com gestos e palavras vazias, nem ser usada, rotineira e supersticiosamente, a pensar que só pelo facto de andar no bolso ou estar pendurada lá na parede ou ao peito, já santifica pessoas, lugares e ambientes. Tampouco deve ser olhada como um sinal de masoquismo ou tida como objeto de adorno ou amuleto para trazer ao pescoço ou no pulso, misturada com outros objetos conotados com feitiçarias ou maus olhados, como figas, chifres, ferraduras, pentagramas... como se tudo fosse igual a tudo!
Ela é o símbolo por excelência de todo o cristão, não só porque nela se reconhece a dimensão humana e divina do Deus crucificado, mas também porque nela se constata uma enorme e sempre inacabada dimensão social. Sim, a Cruz não é um símbolo fechado em si, um símbolo para agasalhar e fechar os corações em egoísmos pietistas, zelosos no individualismo. Ela tem uma dimensão social, tem função e força solidária e fraterna. Se nela recordamos a história de Jesus, no centro dessa história estão todas as vítimas da crueldade humana que reclamam justiça, o que só acontecerá pela transformação pessoal e social que estamos desafiados a fomentar, ao jeito de Jesus e com Ele. Ao contemplar essa Cruz, o cristão é levado a ver o que sem ela não seria capaz de enxergar e assumir, é constantemente desafiado a viver na verdade, sente-se enviado às periferias existenciais a fazer com que todos participem na alegria do amor de Deus que em Cristo morreu por todos. Quando verdadeiramente se contempla a Cruz, não se pode deixar de revolucionar a própria vida e de influenciar a consciência social da comunidade envolvente.
Como sabemos, Paulo foi grande perseguidor dos cristãos. Quando Jesus se fez encontrado por ele a caminho de Damasco, Paulo, na graça da conversão, entendeu de tal forma o significado da Cruz e da sua teologia que fez dela o fundamento da sua incansável pregação. Jesus morrera na Cruz por todos, sim, mas também morrera por ele: Ele “me amou e se entregou por mim”!... Isto transformou-o completamente e fez dele o Apóstolo por excelência: “Ai de mim se não evangelizar”. Na força do Espírito, anunciava com tanta paixão e garra a fé em Cristo morto e ressuscitado, que o cristianismo se foi impondo ao arrepio dos grandes poderes instalados, das culturas adversas e dos costumes reinantes. De facto, para o poder instalado e arrogante, Jesus foi tido como um subversivo a quem era preciso dar a morte, era incómodo demais, os seus discípulos também. Para os judeus, a Cruz contradizia o seu entendimento da majestade e da omnipotência divinas. Olhando apenas para o seu umbigo, eles esperavam um Messias rodeado de glórias e de triunfos arrasadores e espetaculares. Por isso, o Calvário constituía um escândalo, não passava de um enorme e triste fracasso. Por sua vez, os gregos, os sábios do tempo, olhavam para o sofrimento da Cruz e para a dor que ela simbolizava como uma autêntica loucura, um insulto ao bom senso e à razão. No entanto, esta loucura e esta debilidade de Deus manifestaram-se mais sábias e mais fortes que a sabedoria e a fortaleza humana. E ao longo da história, mesmo em momentos de aparente fracasso, foi sempre a Cruz que levou a melhor. Mesmo que porventura alguém a invocasse para agir desumanamente, nunca ela justificou nem justificará as razões sem razão do mais forte ou perverso, nem tampouco significará o sofrimento sem sentido. Sempre manifestará a urgência da solidariedade fraterna e do amor que dá sentido à vida e ao sofrimento, mesmo quando alguém se ache no direito de fazer da vida dos outros uma verdadeira “Colina das Cruzes”.
“Eis a minha vida entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim”. A Eucaristia atualiza o compromisso de Jesus para connosco em toda a sua radicalidade. Contemplar a Cruz e participar na Eucaristia é fazer memória, é atualizar, é tornar presente o amor gratuito com que Jesus Cristo nos amou, até ao fim, dando a vida. Ele não é um Deus que ama em abstrato. Ele ama e compromete-se connosco no meio das nossas fraquezas, conflitos e tensões ao ponto de sofrer imenso e dar a vida por isso. E disse-nos: “fazei isto em memória de Mim”, como quem diz, “não vos esqueçais do que Eu fiz por vós”. Ou ainda, por outras palavras: “quando vos virdes em situações semelhantes àquelas em que Eu me vi, fazei como Eu fiz: não pactueis com a injustiça, com a hipocrisia, com a mentira, com o fingimento, com a exploração, com ambições e covardias, com o tráfico de interesses e as invejas, com a violência e a indiferença, as traições e o descarte... Sede sensíveis às necessidades dos irmãos, ajudai-os a levar a sua cruz, sede libertadores dando voz a quem a não tem...Numa palavra: fazei como Eu fiz... dai a vida... e vivereis... e tereis a alegria plena... e reconhecerão que sois Meus discípulos... só a verdade vos libertará”.
Animados pela alegria da ressurreição e fortalecidos pela força do Espírito, os cristãos jamais se cansaram de anunciar que Deus tornou Senhor e Cristo o Jesus crucificado: “Deus O ressuscitou dos mortos”, disto nós somos testemunhas. E “o que nós vimos e ouvimos, isso agora vos anunciamos...”.
Cruz e Ressurreição fazem parte da fé pascal. Uma coisa sem a outra é reduzir ou falsificar a pessoa e o gesto de Jesus. Talvez seja levantar muitíssimas mais cruzes, mas sem Cruz nem Ressurreição!

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 13-09-2019.

Cisma ou diálogo?

13.09.19 | asal

Papa Francisco: “Não tenho medo de um cisma, mas rezo para que não exista”

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Copiado de 7M

O Papa admitiu, no regresso da sua quarta viagem a África, que há o risco de um cisma na Igreja Católica, mesmo se ele não o deseja: “Há sempre a opção cismática na Igreja, sempre, é uma das opções que o Senhor deixa à liberdade humana” afirmou aos jornalistas, durante a habitual conferência de imprensa a bordo do avião.

Lamentando o comportamento de algumas pessoas que “apunhalam pelas costas”, acrescentou: “Eu não tenho medo de cismas, [mas] rezo para que não exista, porque está em jogo a saúde espiritual de tantas pessoas”.

Durante a viagem de regresso ao Vaticano, após a visita a Moçambique, Madagáscar e Ilhas Maurícias, já em pleno oceano Índico, o Papa respondeu ainda acerca das críticas de grupos dos Estados Unidos ao seu pontificado.

“As coisas que digo em relação a problemas sociais são as mesmas que o Papa João Paulo II disse”, sublinhou. “São as mesmas. Eu copiei-o”, afirmou.

Admitindo que haja quem o catalogue como um Papa “demasiado comunista”, disse que isso significa que a “ideologia se está a infiltrar na doutrina”. E quando “a doutrina desliza para a ideologia, existe a possibilidade de um cisma”, afirmou, citado ainda pela Ecclesia.

O Papa acrescentou que há hipocrisia da parte de alguns conservadores norte-americanos que o criticam. Apesar de apreciar quem lhe faz críticas com uma atitude construtiva, já não aprecia quem o faz sem intenção de dialogar.

“Se a sua crítica não está correta, tem de estar preparado para receber uma resposta e depois dialogar, ter uma discussão, chegar a um ponto de entendimento”, explicou Francisco. “Esta é a dinâmica da verdadeira crítica”, disse, citado pelo National Catholic Reporter.

O papa sublinhou ainda que as críticas ao seu pontificado não se limitam a setores católicos norte-americanos, mas “existem um pouco por toda a parte, mesmo na Cúria” Romana.

“Fazer uma crítica sem querer ouvir a resposta e sem fazer diálogo é não amar a Igreja, é seguir atrás de uma ideia fixa, mudar o Papa ou criar um cisma”, avisou, falando em grupos que se separam do povo e “da fé do povo de Deus”.

Recordando a passagem por Moçambique, Francisco assinalou que a paz naquele país lusófono africano “ainda é frágil”, assumindo que fará “todos os possíveis” para que este processo avance.

Questionado sobre o facto de ter visitado um país em campanha eleitoral, o Papa declarou que essa “foi uma opção decidida livremente, porque a campanha eleitoral começa nestes dias e ficava em segundo plano” em relação ao processo de paz. “O importante era ajudar a consolidar esse processo.”

Já nesta quarta-feira, na audiência-geral na Praça de São Pedro, o Papa resumiu também o sentido da sua viagem aos três países do Índico: “A Moçambique, fui espalhar sementes de esperança, paz e reconciliação numa terra que já sofreu tanto por causa dum longo conflito armado e, na primavera passada, foi atingida por dois ciclones devastadores”, afirmou. “Procurei encorajar os líderes do país a trabalhar juntos pelo bem comum e convidei os jovens a vencer a resignação e a ansiedade, difundindo a amizade social e conservando as tradições dos mais velhos.”

Nos outros dois países visitados, Madagáscar e Ilhas Maurícias, Francisco quis corroborar o “conhecido espírito de solidariedade” dos dois povos, no sentido de os ajudar “a harmonizar as diferenças num projeto comum e construir, juntos, o futuro nacional conjugando o respeito pelo meio ambiente com a justiça social”.

Aniversário

13.09.19 | asal

José Luis Bacharel.png

Conheci o  Eng. José Luís Nunes da Silva Bacharel quando a sua esposa, a Clara, ensinava no Colégio de S. António, em Portalegre, como minha colega. Trabalhava ele na Delegação de Saúde. Entretanto, passados muitos anos, volto a Portalegre e, para surpresa minha, dou com este amigo como Diácono Permanente da Diocese.

Assim, é com muita alegria que, em nome dos antigos alunos dos nossos seminários, dou os PARABÉNS ao José Luís, desejando-lhe saúde, muitos anos de vida e realização pessoal a bem do povo de Deus e da sua família.

Nasceu em Portalegre em 13-09-1945 e lá vive com a família na zona do Senhor do Bonfim. Presentemente, trabalha com o P. Américo Agostinho ao serviço das paróquias de Alagoa e Fortios.

Contacto: tel. 938 454 583