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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

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Até onde vai o perdão?

Leitura de "7Margens"

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Rabi apela a que atacante da sinagoga de Pittsburgh não seja condenado à morte

Guilherme Lopes30 Ago 19NewsletterOutras confissões - homepageSociedadeÚltimas

 

                                                                                                                                                                                                                                                    Memorial às  vítimas do atentado em Outubro de 2018 .   
                                                                                                                           Foto © Andrea Hanks-Official White House Photo/Wikimedia Commons

Responsáveis judeus de diferentes congregações que partilham a sinagoga Tree of Life, na Pensilvânia, dirigiram-se ao procurador-geral daquele Estado dos EUA, William Pelham Barr, apelando a que ele não peça a pena de morte para Robert Bowers, de 46 anos, que em Outubro de 2018 atacou aquele lugar de culto judeu e matou onze pessoas.

“As nossas tradições religiosas, as católicas, dele, e as minhas, opõem-se veementemente à pena de morte” escreveu o rabi Jonathan Perlman, da Congregação da Nova Luz em Pittsburgh, num apelo dirigido ao procurador.

A 27 de Outubro de 2018, Robert Bowers entrou pela singaga Tree of Life (Árvore da Vida) dentro a disparar. Do ataque resultaram onze vítimas mortais e o atirador rendeu-se as autoridades logo após o sucedido. Bowers enfrenta agora 29 acusações por causa do tráfico incidente, o mais mortífero a atingir a comunidade judaica nos Estados Unidos.

“Eu prefiro que ele fique preso para o resto da sua vida, sem perdão. Deixem-no viver para sempre” afirma o rabi. Citado ainda no Religion Digital, William Pelham Barr acrescenta: “Eu estou primeiramente interessado que esta causa criminosa não cause mais dor na minha comunidade”.

Na altura do ataque, Judah Samet, um judeu húngaro de 80 anos, sobrevivente do Holocausto, chegou atrasado à sinagoga, escapando pela segunda vez a uma morte quase certa.

Palavra do Sr. Bispo

MAS QUE GRANDE GRITARIA AQUELA!....

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Ao longo da história, sempre existiram pessoas a despertar e a manter viva a consciência coletiva. Atentas aos sinais dos tempos, sem preconceitos, sabem apreciar e interpretar os fenómenos sociais e os seus impactos no futuro. Por isso, sem subserviências e com olhos de ver, tornam-se críticos mordazes do poder e da governança e nada moles na forma de o fazer. Procuram sacudir, fazer acordar, forçar a inversão das coisas. Não são pessoas frustradas ou de mal com a vida, são profetas, e basta!... Por isso, embora sejam indispensáveis no desenrolar da História, não raro, tornam-se antipáticos, fazem aquecer os fusíveis dos dormentes e instalados nas suas seguranças, ao ponto de serem fortemente admoestados, silenciados, perseguidos, presos... Vivem convictos de que o poder não pertence à essência da humanidade. Mesmo que constituídas em autoridade, as pessoas são relativas, e quem o tem, exerce um poder delegado e em função do bem comum. Exerce-o não só para cuidar da prosperidade económica e do bem estar social, mas também para que a pessoa se realize em plenitude. E a pessoa aspira à imortalidade, tem dentro de si ambições de infinito, parece-lhe impossível que para lá do horizonte da História e da complexidade majestosa e bela do universo, não haja algo que corresponda a esta sua ânsia interior de sobrevivência e sentido. Para nós, os crentes, a história caminha, de facto, em direção aos Novos Céus e à Nova Terra (cf. Ap 21,1). Em direção a uma realidade que nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem qualquer mente humana, por mais sagaz que seja, pode sequer imaginar! (cf. 1Cor 2,9). 
O sentido último da existência de qualquer autoridade é servir, rasgando horizontes de alegria e de verdadeira esperança. Não se trata de querer teocracias ou regimes sagrados. Tampouco se trata de querer ferir a justa autonomia das realidades terrenas ou de querer que todos pensem e digam a mesma coisa ou governem de igual forma. Trata-se de um exercício do poder que seja capaz de promover o bem comum de forma verdadeiramente solidária e fraterna, na justiça e na paz. Que faça convergir as energias de todos os cidadãos no bom uso da sua liberdade e na consciência do próprio dever e sentido de responsabilidade. Esta missão de congregar e conduzir o povo à alegria de viver com esperança, se reclama competência, também exige humildade e respeito por todos, tendo presente que todas as formas de absolutismo significam retrocesso e fiasco. Quando se tem consciência do exercício do poder como responsabilidade delegada e se age em conformidade, todos, crentes e não crentes, poderemos ir petiscando, desde já, um pouquinho dessa vida que nós, os crentes, esperamos viver em plenitude nos Novos Céus e na Nova Terra, onde também esperamos ver, com grande júbilo e satisfação, os Tomés de hoje, emocionalmente deslumbrados e a confessar: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28). 
Tudo isto vem a propósito do profeta Elias e da sua ação. Outrora, o grande império do rei Salomão, por razões da fragilidade humana, dividira-se em dois reinos. Cada um sem qualquer projeção política e ambos sempre mal servidos. O profeta Elias constata o mal estar do povo e confronta-se com os desmandos governativos do rei Acab. Acab tinha-se casado com uma princesa fenícia que logo arrasta consigo os costumes e a religião dos fenícios, onde o deus Baal era considerado o senhor da fertilidade e da vida. No entanto, em vez da vida que o povo esperava, o país, para além da incompetência governativa, sofre uma terrível seca e, consequentemente, a ruina do povo. Elias mostra que se a situação se deve à débil governança sem justiça e sem direito, também se deve ao facto de terem voltado as costas ao Deus da Aliança. Surge assim um forte quiproquó entre Elias e o rei Acab e os profetas de Baal subservientes ao poder do rei. Elias desmascara os deuses falsos e aqueles que os servem. Esforça-se por levar o povo à redescoberta da verdade e a fazer com que ele escolha, de novo, o Deus que dá a vida e não os ídolos que provocam a morte. O rei Acab não gostou da festa, saiu ao encontro de Elias considerando-o a ruína de Israel e com vontade de lhe cortar o pescoço. Elias, porém, responde que «Não, eu não sou a ruína de Israel. Pelo contrário, tu e a casa de teu pai é que o sois, por terdes abandonado os preceitos do Senhor”. Empoleirados nas suas certezas, travam-se de razões e fazem uma aposta para fazer valer cada um a sua razão e a sua força. Assim, o rei Acab convocou a sua malta e todos os profetas de Baal e de Achera, centenas deles. Elias, o único profeta do Senhor que ainda restava, aproximou-se deles e chama-os a atenção pelo facto de viverem na indecisão, com um pé dentro e outro fora: “Até quando coxeareis com as duas pernas? Se Javé é o Deus verdadeiro, segui a Javé. Se é Baal, segui a Baal!» O povo não respondeu a esta tirada de Elias, não sabia o que responder. Então, Elias coloca sobre a mesa os dados da aposta, um momento com certo humor que até podemos imaginar e espreitar da nossa janela. Elias pediu dois novilhos para que eles escolhessem um, o preparassem e colocassem sobre a lenha, mas sem lhe chegar fogo. Elias ficaria com o outro, prepará-lo-ia e colocá-lo-ia sobre a lenha, também sem lhe chegar fogo. Invocariam então, cada um o seu Deus e aquele que respondesse enviando o fogo para consumir a vítima seria reconhecido como o único Deus verdadeiro. Todos acharam muito bem. Com certeza que apertaram a mão ou trocaram outro gesto habitual a selar a aposta. E lá chegou a hora do ajuste de contas. As centenas de profetas de Baal, ligados ao rei Acab, depois de terem preparado as coisas, foram os primeiros a invocar o seu deus, Baal. Invocaram-no “desde manhã até ao meio-dia, gritando: «Baal, escuta-nos!» Mas nenhuma voz se ouviu, nem houve quem respondesse. E dançavam à volta do altar que tinham levantado. Quando era já meio-dia, Elias começou a escarnecer deles, dizendo: «Gritai com mais força! Talvez esse deus esteja entretido com alguma conversa! Ou então estará ocupado, ou anda de viagem. Talvez esteja a dormir! É preciso acordá-lo!» Então eles gritavam em voz alta, feriam-se, segundo o seu costume, com espadas e lanças, até ficarem cobertos de sangue. Passado o meio-dia, continuaram enfurecidos, até à hora em que era habitual fazer-se a oblação. Mas não se ouviu resposta nem qualquer sinal de atenção”. 
Chegou então a vez de Elias invocar o seu Deus. Todo o povo se aproximou dele enquanto ele preparava as coisas. Erigiu um altar ao nome do Senhor e cavou um sulco em volta do altar. Dispôs a lenha e colocou o novilho já esquartejado e pronto sobre ela, e disse-lhes: «Enchei quatro talhas de água e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha.» Depois acrescentou: «Tornai a fazer o mesmo.» Tendo eles repetido o gesto, acrescentou: «Fazei-o pela terceira vez.» Eles obedeceram. A água correu à volta do altar até o sulco ficar completamente cheio. À hora do sacrifício, o profeta Elias aproximou-se, dizendo: «Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostra hoje que és Tu o Deus em Israel, que eu sou o teu servo; às tuas ordens é que eu fiz tudo isto. Responde-me, Senhor, responde-me! Que este povo reconheça que Tu, Senhor, é que és Deus, aquele que lhes converte os corações.» De repente, o fogo do Senhor caiu do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a lama e até mesmo a própria água do sulco. Ao ver isto, o povo prostrou-se de rosto por terra, exclamando: «O Senhor é que é Deus! O Senhor é que é Deus!» (1Reis 18).
Perante tantos deuses que o mundo de hoje nos oferece e entroniza, é bom que não nos deixemos coxear com as duas pernas, que não andemos também nós com um pé dentro e outro fora...

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 30-08-2019

Abriu a Parreirinha

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E cá estamos outra vez...

Caríssimo, para recomeço nada mau!

Ainda há muita gente a veranear e em festejos, pois estes continuam em Setembro. 
Para a próxima já poderemos contar contigo e com o teu joelho?
Este convívio é-nos sempre útil. Faz-nos esquecer os momentos menos bons e renascemos para momentos novos e de amizade. 
Grande abraço.

Pires Antunes

Marcelo cumpriu...

O que se segue é um pequeno apanhado do muito que se está escrever no Facebook a propósito desta grande «cacha» do nosso amigo Tó Manel. AH

MARCELO CUMPRIU 

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Chegou como qualquer vulgar veraneante. Pé ante pé, de mansinho, como quem não quer a coisa… Ali mesmo frente ao nariz do repórter. Já passavam das 16h e 30 m do dia 28/08. Tirou a roupa, preparou-se para o mergulho e mergulhou. Três ou quatro braçadas depois subiu as escadas de saída da água… Só então foi reconhecido e apareceu algum povo mais próximo para as fotos habituais e já tradicionais. Seguranças e assistente pessoal sempre atentos e à distância. (Um cruzar de olhares e o polegar virado ao alto, aquando da entrada na água, formalizou a autorização para as fotos que seguem.)
Como chegou, partiu. Discreta e simpaticamente. A maior parte dos veraneantes presentes nem se apercebeu da presença do Presidente da República de Portugal, MARCELO REBELO DE SOUSA, na sua dimensão de comum cidadão, em visita à PRAIA FLUVIAL DE CARDIGOS/VERGANCINHO. Sem espectáculo, sem “corte”, sem entidades oficiais e oficiosas…
Antes das 17h estava de abalada. Sabe-se lá para onde…

António Manuel M. Silva

 Parabéns pelo texto e pela oportunidade da reportagem. Desagrado por algumas opiniões que aqui li; parece que, para algumas pessoas, não há gesto ou palavra de político que não sirva para verter fel e vinagre por todos os poros. Esses comentários têm a virtude de me lembrar que, afinal, há pessoas perfeitas: essas, as autoras dos ditos comentários. Continua, António Manuel M. Silva. Mesmo que tua pedagogia não consiga entrar na perfeição dos empedernidos.

*****

 Ele tinha anunciado na TV, ainda estando no Algarve, que viria dia 28 ao Pinhal. Depois as autarquias foram avisadas mas sem conhecimento do horário e do percurso. Julgo que a Agência Lusa foi a única a ter conhecimento oficial. Eu limitei-me a andar por ali...

******

Não me sai da cabeça esta desconcertante e oportuna foto do meu querido amigo António Manuel M. Silva, captada ontem, privilegiadamente, na mais que famosíssima praia fluvial de Cardigos.

(Se Marcelo procurou fugir de todos, como é que o Tó Manel teve acesso a estes autorizados instantes?!).

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Não nos desviemos do assunto voyeuristico e vamos ao essencial da questão!!!

Marcelo prometeu vir em gesto de solidário testemunho para com uma zona recentemente fustigada pelos incêndios.
A sua vinda, por certo, atrairia tudo o que é média nacional e regional.

O que em muito NOS ajudaria a que os PODERES não se esqueçam dos apoios que precisamos.

Vindo como veio, sorrateiro, cidadão igual entre iguais, sabe a pouco, tipo, ó Paulo Magalhaes, ó Luis Ferreira Lopes, onde é que me prepararam o banho para logo...

-Em Cardigos , senhor Presidente!!!

-Em CAR .... quê?! Diga lá outra vez?!

Tanto quanto sei os Presidentes de câmara de Vila de Rei e Proença, mas, sobretudo de Mação, Vasco Estrela, de nada souberam.
Tinham que saber?! Talvez não. Ou então talvez fosse simpático para reforçar o gesto SOLIDÁRIO de tal banho.

Marcelo, desconcertante.

Aniversário

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Com nove dias de diferença, o meu condiscípulo todos os anos repete o que eu faço em 20 de Agosto. Olha lá, quando é que tu me passas à frente e me dizes como é que se pode fazer anos sem envelhecer?

Hoje, 29 de Agosto, celebra o seu 80.º aniversário o Herculano Lourenço, nascido em S. André das Tojeiras, ali perto das Sarzedas e da Sobreira Formosa (a minha terra). Depois dos seminários, licenciou-se em Direito, tratou dos assuntos da Petrogal e agora goza a sua jubilação em Loures, sempre muito dedicado à família e à sua agricultura, continuando ligado às suas terras da Beira.

Habituado aos nossos encontros, gostamos de o ver feliz, como nesta foto... 

Aqui te deixamos os PARABÉNS DO GRUPO, desejando-te muitos anos com saúde e alegria, junto da tua família e dos teus amigos.

Contacto: tel. 916 789 182

Leituras

Papa saúda comité de pensadores muçulmanos e cristãos

 Lido em 7Margens27 Ago 19BrevesÚltimas

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O Papa Francisco saudou a criação de um “comité superior” que pretende desenvolver os conteúdos da declaração inédita sobre Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum, assinado em fevereiro deste ano, nos Emirados Árabes Unidos.

O texto foi subscrito pelo grande imã de Al-Azhar, instituição referência do mundo sunita, e pelo Papa Francisco, durante a sua visita aos Emirados.

“Embora muitas vezes, infelizmente, seja o mal, o ódio, a divisão a fazer notícia, há um oceano oculto de bem que cresce e nos faz esperar no diálogo, no conhecimento mútuo, na possibilidade de construir, de mãos dadas com os crentes de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade, um mundo de fraternidade e de paz”, refere o Papa, numa nota divulgada segunda-feira, 26 de agosto, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Francisco afirma ser necessário o trabalho do Comité na divulgação do documento, agradecendo aos Emirados Árabes Unidos o “empenho concreto em favor da fraternidade humana”.

Em defesa da nossa casa comum

Lemos no "7Margens"

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Plástico acaba no Vaticano até 2020

7M/SNPC26 Ago 19BrevesCasa ComumÚltimas

O Vaticano proibiu a venda de plásticos no espaço da cidade-estado, medida que deverá tornar-se efetiva a partir de 2020, assim que acabem as existências armazenadas, e um ano antes do prazo sugerido pela União Europeia.

“Temo-nos esforçado por separar [o plástico] o mais possível, e o estado limitou todas as vendas de plástico de uso único”, declarou à agência italiana Ansa o responsável máximo pelos jardins e pela recolha de lixo do Vaticano, Rafael Tornini.

As preocupações do Vaticano com a salvaguarda do meio-ambiente não começaram após a encíclica Laudato si’, sobre “o cuidado da casa comum”, que o Papa Francisco publicou em 2015. Por exemplo, já em 2008 tinha sido instalado um sistema de painéis para captação de energia solar sobre o grande auditório Paulo VI.

Para Rafael Tornini, mais importante que os programas de reciclagem é uma mudança de mentalidades e o Vaticano leva “muito a peito” as orientações do Papa na encíclica. “A nossa casa comum precisa de salvaguarda” e isso deve começar por cada um, acrescenta.

Feira das melancias

Recordações saborosas e amargas da nossa juventude. Hoje fala o Virgílio! AH

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24 DE AGOSTO

- FEIRA DE S. BARTOMOLEU EM PROENÇA-A-NOVA


Feira que na minha juventude me deixou muitas recordações a mim e a todos os jovens daquela época, em especial das melancias compradas em sociedade e comidas na devesa, no muro que servia de mesa e cujas cascas depois do manjar eram recolhidas por quem naquela época tinha nas redondezas um porquito para engordar e eram alguns.

Mas foi na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1975, que já no findar da guerra colonial em Angola, o nosso destacamento da Camuanga foi atacado e da sede da companhia partimos em seu auxílio. Quando chegámos, o cenário que encontrámos era desolador, o destacamento estava totalmente destruído pelas morteiradas do inimigo. No terreno, estavam quatros corpos, os restantes resistiram até que puderam, tendo depois feito uma retirada estratégica para a mata - não podia ser de outra forma, um destacamento a nível de pelotão era um cordeiro no meio de lobos e a uma distância da sede da Companhia de largos quilómetros...

Curvo-me perante a memória daqueles meus quatro camaradas, que por decisões erradas pagaram com a vida. Naquele dia, para mim e restantes camaradas o 24 de agosto de 1975 não trouxe o doce sabor duma talhada de melancia, comida na devesa, mas sim a dor imensa de vermos partir quatro dos nossos.

Lembrá-los-ei para sempre.

Virgílio Moreira

A Senhora da Saúde em Sacavém

MARIA

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MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE
-INVOCAÇÕES E VENERAÇÕES-

Nossa Senhora é invocada e venerada por inúmeros títulos. 
A tradição antiga, registada por Doutores da Igreja, diz que desde os primeiros séculos o povo cristão honra a Virgem Maria, onde o título mais antigo dado a Nossa Senhora é a “cheia de graça” seguindo-se outros como “a Virgem”, “Estrela do Mar”, “Mãe de Deus”, “Rainha do Céu” e “Santa Maria”.
Temos presenciado ao longo dos séculos muitas curas milagrosas que estão relacionadas com Nossa Senhora e apresentadas em imagens e pinturas. São relatadas imensas aparições de Nossa Senhora que trazem ao mundo mensagens e missões.
Quantas festas se fazem por todo o mundo sob a invocação a Nossa Senhora e no culto que lhe prestamos como Mãe de Deus e nossa mãe, nós cristãos, honrámo-la com um culto muito especial.
Refugiamo-nos na sua protecção, dirigimos para Ela as nossas orações, participamos nas festas litúrgicas em seu louvor, realizamos peregrinações, sozinhos ou em grupo, aos seus Santuários.
Exprimimos toda a nossa gratidão e amor de uma forma interior e exterior, pedimos-lhe protecção nos momentos de apuro e recorremos a Ela em busca de ajuda e orientação.

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Ela é modelo da vida cristã e estimula-nos a seguir Jesus Cristo.

E o nosso relacionamento com Nossa Senhora e pelo amor que lhe temos, a nossa devoção há-de ser sempre baseada na fé, excluindo todo o sentimento alienante, gratuito e desinteressado e não pela procura de benefícios mesquinhos e egoístas.
Sacavém tem perpetuado o culto a Nossa Senhora da Saúde, reconhecendo o fim da peste negra que tanto sofrimento e sacrifícios causou nestes lugares aqui próximos, na época de 1599.
Esta festa anual que culmina com a grande procissão que percorre as ruas de Sacavém em que o povo participa e assiste, não é mais do que um acto de acção de graças a Nossa Senhora da Saúde e à Glória de Deus Pai. 
Por isso, não deixe de participar nesta grande manifestação religiosa, venerando Nossa Senhora e demonstrando vitalidade da comunidade paroquial. 
João Antunes
2019-08-25

UM ALERTA PARA A JORNADA “A CIDADE E A SERRA”

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Não raramente, as férias são propícias a desvio de atenção de assuntos importantes ou, não sendo tão importantes quanto isso, podem ter alguma relevância. Trata-se do desvio da nossa atenção consciente que a descontracção afasta.

 

Vezes sem conta ouvi pessoas desculpar-se exactamente nesses termos por terem falhado um prazo importante, fosse de pagamento ou de cumprimento de obrigação declarativa.

E é por isso que vimos lembrar aos antigos alunos dos seminários portugueses que, não tarda, acontecerá o termo para as inscrições das Jornadas Culturais da UASP, por caminhos da “Cidade e a Serra”.

De facto o termo das inscrições fechará a 6 de Setembro, podendo eventualmente fechar antes, sendo até o mais provável, porque havendo 50 lugares disponíveis, restam apenas 9!

Se pretendes participar em tão aliciante programa que decorrerá em ambientes fartamente premiados pela crítica especializada em turismo, apressa a tua reserva, sob pena… de, não o fazendo, ficares de fora.

Américo Lino Vinhais

Gabinete de Comunicação da UASP

www.uasp.pt | Faceboock.com/uasp

Aniversário

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PARABÉNS!

Celebra hoje, dia 25, o seu 69.º aniversário o Luciano Farinha da Silva, da Várzea dos Cavaleiros, concelho da Sertã, esta linda terra em que realizámos o nosso Encontro de Maio/2019.
Era lá que nós contávamos abraçar este conterrâneo! Mas não deu...
De qualquer modo, aqui deixamos os PARABÉNS DO GRUPO DOS ANTIGOS ALUNOS, com votos de boa saúde e longa vida na companhia de muitos familiares e amigos. 
Contacto: tel.  219 163 278

Palavra do Sr. Bispo

1 DE SETEMBRO: ORAÇÃO E CONVERSÃO ECOLÓGICA

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O Planeta Terra faz soar os seus alarmes, merece atenção, precisa da solidariedade universal, do envolvimento de todos. Cada vez com maior criatividade, o homem sempre usou e transformou a natureza para superar condicionalismos, buscar soluções e dar resposta às perguntas que a luta pela vida e a sua curiosidade aliada à liberdade, inteligência e vontade lhe iam colocando. Desde o primeiro investimento tecnológico em busca das ferramentas básicas para quebrar as nozes, ir à caça ou para outros afazeres de subsistência imediata; desde (talvez!) as “Lomekiwan” até aos nossos dias, o homem, para ajustar os bens da natureza ao seu modo de estar e viver com mais qualidade, foi aguçando o engenho e deitando foguetes face aos avanços que ia conseguindo. Descobriu coisas, inventou coisas, produziu coisas, acumulou conhecimentos, contribuiu sempre para o avanço da ciência e desenvolvimento coletivo. Nestes nossos tempos, lembramos a “máquina a vapor, a ferrovia, o telégrafo, a eletricidade, o automóvel, o avião, as indústrias químicas, a medicina moderna, a informática e, mais recentemente, a revolução digital, a robótica, as biotecnologias e as nanotecnologias” (Laudato Si,102-LS). Alegramo-nos com isso e usufruímos desse progresso que continua a rasgar novos horizontes para ir mais além em busca de novas conquistas. Todas essas aquisições, porém, vão dando ao homem um poder enorme, sobretudo àqueles que detêm o conhecimento e o poder económico para o disfrutar. “Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma, e nada garante que o utilizará bem, sobretudo se se considera a maneira como o está a fazer”, como refere o Papa Francisco (id.104). O homem moderno “não foi educado para o reto uso do poder». O imenso crescimento tecnológico “não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano quanto à responsabilidade, aos valores, à consciência”. E por isso, a sua ”liberdade adoece quando se entrega às forças cegas do inconsciente, das necessidades imediatas, do egoísmo, da violência brutal. Neste sentido, ele está nu e exposto frente ao seu próprio poder que continua a crescer, sem ter os instrumentos para o controlar. Talvez disponha de mecanismos superficiais, mas podemos afirmar que carece de uma ética sólida, uma cultura e uma espiritualidade que lhe ponham realmente um limite e o contenham dentro dum lúcido domínio de si” (id.105). Esta é hoje uma grande preocupação da humanidade. O Planeta Terra “clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la” (id.2). E não somos.
O movimento ecológico mundial tem feito o seu caminho de sensibilização para o problema. Tem havido cimeiras mundiais ainda que aquém das expectativas. As questões ambientais vão ocupando as agendas políticas, o debate público multiplica-se, promove-se o estudo e a proteção dos ecossistemas, luta-se por uma agricultura mais sustentável e diversificada, por uma gestão mais adequada dos recursos florestais e marinhos e da própria água potável. Procura-se que as energias renováveis, substituam, quanto antes, a tecnologia baseada nos combustíveis fósseis, altamente poluentes. As escolas vão fazendo o seu trabalho, cada um vai sendo sensibilizado para que faça o que pode e deve fazer em favor deste bem coletivo, desta casa comum que é a natureza. Muitas iniciativas vão sendo tomadas, a mudança de hábitos, mesmo que lenta e difícil, vai acontecendo.
O Papa Francisco, numa das suas abordagens a este tema referiu que este cuidado não pode ser apenas tarefa dos ecologistas: “Quando ouvimos falar que as pessoas se reúnem para pensar em como proteger a Criação, podemos dizer: `Mas são ecologistas?` Não, não são ecologistas! Isso é ser Cristão! Um cristão que não preserva a Criação, que não a faz crescer, é um cristão que não se importa com o trabalho de Deus, aquele trabalho que nasceu do Seu amor por nós”.
E na sua Carta Encíclica Laudato Si, ao propor algumas linhas de espiritualidade ecológica, ele acrescenta “que alguns cristãos, até comprometidos e piedosos, com o pretexto do realismo pragmático, frequentemente se burlam das preocupações pelo meio ambiente. Outros são passivos, não se decidem a mudar os seus hábitos e tornam-se incoerentes. Falta-lhes, pois, uma conversão ecológica, que lhes permita deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus. Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspeto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa” (id.217).
Tendo em contam a reflexão de inúmeros cientistas, filósofos, teólogos e organizações sociais que foram enriquecendo o pensamento da Igreja, este tema foi abordado muitas vezes pelos últimos Papas. O Papa Francisco recorda isso na Carta Encíclica Laudato Si, tornando presente, em síntese, a preocupação dos seus últimos antecessores. Paulo VI falou da possibilidade de uma “catástrofe ecológica sob o efeito da explosão da civilização industrial”. Entendia que, se o homem não viesse a mudar radicalmente o seu comportamento, ia sofrer graves consequências: “os processos científicos mais extraordinários, as invenções técnicas mais assombrosas, o desenvolvimento económico mais prodigioso, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se necessariamente contra o homem”. João Paulo II sentiu a necessidade de apelar a uma “conversão ecológica global”, a qual haveria de passar por mudanças profundas “nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder”. Bento XVI renovou o convite a “eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e a corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente”. Esta preocupação também está presente noutras igrejas e comunidades cristãs, bem como noutras religiões. Tem havido trabalho e pronunciamentos interessantes, pois, como afirmava o Patriarca Bartolomeu, “todos, na medida em que causamos danos ecológicos”, somos chamados a reconhecer “a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente” (id. 6-8). 
O Papa Francisco, por sua vez, brindou-nos com a sua Carta Encíclica sobre o cuidado da casa comum, Laudato Si, dirigida não só aos cristãos mas a todos os homens e mulheres de boa vontade. Em 6 de agosto de 2015, à semelhança do que já existia na Igreja Ortodoxa, decidiu instituir também, na Igreja Católica, o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”, a celebrar anualmente no primeiro dia de setembro, data em que já é comemorado pela Igreja Ortodoxa. É um dia para oferecer “aos fiéis individualmente e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a pessoal adesão à própria vocação de guardas da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos”. Com todas as pessoas de boa vontade, vivamos nós também este “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”, o dia 1 de setembro.

ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO PELA NOSSA TERRA

Deus Omnipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais connosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz (Laudato Si, 246)

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 23-08-2019.

Aniversário

Tomás Luís Pinheiro.jpg

Nasceu em 23 de Agosto de 1959 nas Sarzedas o Tomás Luís Pinheiro, que hoje vive na Póvoa de Santa Iria. E não temos mais informações, embora as tenhamos pedido.

Ou melhor, sabemos que também torce pelo Benfica, como outros muitos.

Mas aqui estamos a dar-lhe os PARABÉNS deste grupo, desejando-lhe muita saúde e longa vida. Gostamos muito que apareça nos nossos encontros. E também pode escrever nas nossas redes sociais...

Aniversário

MAIS UM ANIVERSARIANTE!

Zé Pedroa.jpg

 

Nasceu em 22/08/1952 nos Montes da Senhora, quando eu já estudava latim no 2.º ano; andou no seminário, onde bebeu da mesma água e comeu das sardinhas com feijão-frade como nós...

É o Zé Pedro, ou melhor José António Cardoso Pedro, que frequenta os mesmos espaços que nós, também agradecido pela educação que recebeu.

Aposentado há um ano, dedica-se a comunicar a sua visão da vida e dos acontecimentos. A última vez que o vimos a atuar ao vivo foi em 29 de Julho no Gavião, aquando da apresentação do livro do Alves Jana, ao lado do António Colaço e outros amigos. Aqui está uma foto de então. E nós aqui sempre a aguardar mais uma colaboraçãozinha...

Aqui te deixamos as nossas saudações, os nossos PARABÉNS E VOTOS DE LONGA, SAUDÁVEL E FELIZ VIDA...

 Contacto: tel. 965 019 564

Aniversário

Joaquim Raposo.jpg

Faz anos o Joaquim Raposo, natural de Monforte da Beira, onde nasceu em 1942. Pertence ao grupo dos novatos de 1954 no Gavião.

Presentemente, vive em Almada, aqui bem perto, à espera de um primeiro encontro.

Conseguimos uma foto no seu Facebook. 

PARABÉNS, Joaquim! Votos de muita felicidade e com saúde para melhor gozar a vida.

Contacto: tel. 919 625 157

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