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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

11.05.19 | asal

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Faz hoje 68 anos o Diamantino Ribeiro!

Vive na Austrália e aparece por vezes a comentar os acontecimentos no nosso Facebook. Pelas redes sociais nos contactamos, até que ele apareça um dia nos nossos encontros, como ainda há dias prometeu...

Olha, para já, continuas no meio de nós e assim, aqui ficam os sinceros PARABÉNS DESTE GRUPO, com votos de muita saúde e felicidade.

Telefonar para a Austrália não é fácil, mas 

o seu telefone é o 0011 61 0406889611 (Austrália).

Seguro - muito importante

09.05.19 | asal

ATENÇÃO!!!!!

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ESTAMOS A ULTIMAR UM CONTRATO DE SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS PARA OS PARTICIPANTES NO ENCONTRO DURANTE O DIA 18 SEM ACRÉSCIMO DE PAGAMENTO.

PEDIMOS:

1. O nome das esposas/companheiras.
2. As datas de nascimento de todos, homens e mulheres.

NOTA: Isto é importante. Usem os nossos contactos, como quiserem. Blogue, Facebook, e-mails, SMS, telefones, mas não deixem de nos informar. Um descuido, uma queda, uma fratura...muitos euros de despesa, desnecessariamente!

Joaquim Mendeiros

SILÊNCIO

09.05.19 | asal

O PORTEIRO DA VIDA INTERIOR

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Nestes tempos modernos, o barulho generalizado e aquele que arrasta multidões, incomoda-me. A falta de silêncio interior e exterior faz falta para o recolhimento pessoal, para tomar decisões e escutar-se a si próprio.

Quando passamos por lugares de culto lemos em qualquer coluna o apelo ao “silêncio”, porque o silêncio também é oração.

E nos meios em que vivemos, nos tempos de hoje, as pessoas não respeitam porque temos muita informação e pouca comunicação. Não se educa para ouvir.

Diz-se que é preciso escutar, calar e ouvir e quando dialogamos é importante seguir esta regra, escutar bem para falar bem e na hora certa.

Mas também há silêncio que incomoda, foge à regra e pode interferir na nossa vida e na nossa saúde, como o recolhimento profundo. 

Nas grandes cidades, o barulho é um problema de saúde pública e quantas famílias procuram já residências afastadas dos grandes centros pela necessidade de sossego e para descansar o corpo e a alma.

Porque o silêncio interior é necessário e indispensável às pessoas, para o seu equilíbrio e até para ouvir a consciência. E desenvolvemos este estado de espírito em nós quando temos paz.

Uma paz completa que atinge o corpo e a alma de cada homem e  mulher, que ultrapassa tudo o que é externo e nasce de uma experiência interior, de uma forma de encarar a vida e escutarmos as vozes de dentro e de fora.

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Jesus, ao ver os apóstolos aterrorizados, com medo e se escondiam depois de verem a experiência traumatizante da cruz, disse-lhes: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”.

Quando aceitamos o nosso Deus, no interior do nosso coração, nasce a paz, o silêncio e a coragem.

Não basta colocar o dedo na boca e produzir um “psiu” que às vezes até irrita e nada resolve, mas na verdade o “shalom” é a verdadeira paz e a mãe do silêncio.

Não nos deixemos sufocar pelo barulho, entremos no mundo desconhecido da nossa alma, façamos a viagem da mente ao coração e de certeza que encontraremos surpresas agradáveis.

João Antunes

Porque falam eles sempre zangados?

08.05.19 | asal

pires da costa.jpgConsiderações soltas à margem do presente momento político. AH 

 

  À primeira vista, até nos parece que deveriam andar contentes. Em primeiro lugar, porque obtiveram o lugar que pretendiam; em segundo, porque é visível que até nem vivem mal de todo. Ordenado garantido no fim do mês; ajudas de custo e remunerações compensatórias sempre com garantia de pagamento; reformas adquiridas com a idade em que muitos concidadãos seus ainda andam à procura de emprego, do primeiro ou segundo ou terceiro; uma boa maquia, a que chamam de reintegração, quando, por má figura ou força da lei, terminam funções; para alguns, bons carros para se deslocarem sem pagarem combustível, portagem, revisão ou seguro dos ditos; fazerem as asneiras que quiserem sem que lhes possam pedir quaisquer responsabilidades; imunidade para quase tudo o que se considera condenável no cidadão comum. O leitor queria mais? Faça o favor de raciocinar um poucochinho, que depressa dá com mais uma sacola delas. Por mim, já cansado, fico-me por aqui.

         Certo é que, por razões que temos dificuldade em vislumbrar, o que acontece é comportarem-se de maneira tão estranha, sem que para tal se encontrem razões. É convicção minha que é fácil descobrir a quem se referem as considerações que acabo de explicitar. Se isso não acontecer, lá me irá sair mais uma vez a expressão: - Cá me enganei mais uma vez, paciência! Já foram tantas, é apenas mais uma…

         A televisão tem, como todas as coisas desta vida, aspectos positivos e negativos. Não vou ser exaustivo, mencionando qualquer lista, quer duns quer doutros. Basta-me mencionar um: a transmissão por palavras e imagens da actividade dos intérpretes da vida política do país.

          Repito a ideia contida no exórdio da crónica: Porque falam eles sempre zangados, quando tudo indicaria que deveriam andar satisfeitos?

          Se eu soubesse a resposta, por certo que não faria a pergunta. Posso ter uma opinião, uma convicção, dir-se-ia até uma certeza. Mas dispenso-me de citar qualquer delas, não venha alguém discutir comigo, o que nada me agradará dada a minha pouca inclinação para tal atividade.

          Pois, os ditos senhores ou senhoras que por certo dormem descansados, passam o tempo a ralhar, a discutir, a gritar, a insultar, a menosprezar, a chamarem-se aldrabões uns aos outros, ( Vossa Excelência está a mentir, grita um; - Quem mente e tenta enganar os portugueses é Vossa Excelência, diz outro.) Vossa excelência é um trafulha! Se sou isso, vossa excelência é um aldrabão!  Dão a sensação, a quem os vê e ouve, que não se apercebem do ridículo em que estão a cair perante o pobre do povo que os elegeu para  governarem os seus súbditos e obedientes mandatários. Sim, que quem manda é o povo! …

        Veio-me tudo isto ao pensamento, porque, segundo rezam os estatutos da cartilha constitucional, vamos ter mais uma vez eleições.

         Ora, ainda as ditas não entraram no período efetivo de funções, isto é, no tempo constitucional determinado por eles próprios, e já a «guerra das palavras ocas» começou.

          Isso seria o menos. Mas que vemos e ouvimos nós? O mesmo de sempre: caluniar os adversários  e fazer o  elogio das suas próprias ideias. Sempre a mesma cantiga que já todos sabemos de cor. Só se fôssemos burros…

    E em plena primavera, aí estão eles, com as suas posturas  «de quem sabe tudo», a insultarem-se numa linguagem algumas vezes de fino recorte, mas demasiado a roçar o ridículo. Eu sou bom e tu és mau! Ponto final, parágrafo. E comemos todos e todos os dias do mesmo.

        E, com algum despudor,  querem-nos fazer crer que tudo aquilo são debates para procurar os melhores processos para bem governar o país…Tudo bem. Só que os resultados nem sempre, diria mesmo muitas vezes, não correspondem às intenções. E a obra que resulta de tal metodologia aí a temos: ela é a justiça; ela é a educação; ela é a saúde; ela é a segurança; ela é a distorção económica e  social; ela é a maldita corrupção; ele é o abuso que se faz do poder. Mais? Sim, mas o que fica chega para exemplo.”Tudo é incerto e derradeiro / Tudo é disperso, nada é inteiro!” como escreveu o Fernando.

        Os pontos de vista diferentes e as divergências de opiniões são naturais, salutares, úteis e convenientes, já que ninguém sabe tudo. A democracia assenta nestas verdades. Só que é preciso saber utilizá-las, usando a seriedade, a colaboração, o entendimento, o diálogo, a tolerância, a eficácia,  a elevação, a cedência. Tudo com o supremo objectivo do bem comum, tão apregoado por suas excelências e tão pouco posto em prática pelas suas atitudes. Atacas tu, ataco eu. Insultas tu, insulto eu. E não passamos desta ladainha monótona e quase deprimente. Tratem-se por Vossas Excelências ou lá o que quiserem, mas respeitem-se como se faz na vida comum. Levantem e baixem a voz de acordo com a boa oratória. Mas deixem-se de gabarolices ocas e insultos mesquinhos. Dignifiquem os cargos para que foram, ou querem ser, eleitos.

       Mostrem que temos uma democracia a valer, e não uma data de “ditadurazinhas” que, se não nos pusermos a pau, podem resultar numa ditadura adulta. Ou será que o sistema já está gasto, como se diz por aí? Verdade é que pululam por aí pessoas ou grupos delas que apregoam a democracia mas que se comportam como se vivêssemos em ditadura.

          Se não arrepiarem caminhos e métodos, se não forem mais humildes sem deixarem de ser firmes, podem crer que não vamos lá. Ou será isso que querem? Já não digo nada. Hoje, chego a interrogar-me se irei  ou não votar... Naturalmente, até vou, como é costume, nem que seja para deixar o papel do voto imaculado, isto é, sem mancha de tinta a que se dá o nome de voto em branco. Consolidemos a democracia com atos. E com palavras também, desde que não sejam insultuosas e de ofensiva rasteira.   O País não é só propriedade de alguns, maioritários ou não.

      Perguntar-se-á se nada se aproveita entre todos aqueles que desempenham funções políticas, administrativas ou que a elas aspiram democraticamente. Manda a verdade que se diga que ainda há uma percentagem razoável de gente séria, dedicada e competente. Mas enquanto todos os partidos, governo e oposição, atuarem descaradamente com o  objetivo de ganharem a qualquer preço as eleições que se seguem, é difícil a coisa ir lá. A essência duma democracia é o voto livre, mas não acaba aí. Há mais, muito mais.

       Pensam que ganham pouco ou que têm poucas regalias? Tudo bem.  Sendo assim, ponham os vossos sindicatos a funcionar, como fazem os outros trabalhadores. Direitos e deveres devem ser iguais para todos, portugueses e portuguesas. Nada de discriminações. Era o que faltava!

     Pergunto-me, entre atónito e desalentado: - Afinal, porque andarão aqueles diabos sempre zangados?... Diabos ou Vossas Excelências, como quiserem.

A. Pires da Costa 

Silvério Mateus apresenta livro

08.05.19 | asal

Alegramo-nos com os êxitos dos nossos colegas! AH

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No passado dia 30 de abril, no auditório da Casa da Cultura de Oleiros, a Associação Portuguesa dos Comerciantes de Venda ao Domicílio (APCVD) lançou o livro "Uma Associação com história e com raízes no Pinhal Interior" da autoria do nosso amigo Joaquim Silvério Mateus.

O conteúdo da obra pode dividir-se em três partes: 1) a descrição de breves referências a factos históricos de forma a caracterizar o ambiente social e humano de onde são originários muitos “prestaneiros”; 2) as experiências pessoais dos associados, muitos deles oriundos da Região do Pinhal; 3) o nascimento e crescimento da Associação.

A assistência encheu por completo o auditório da Casa da Cultura de Oleiros e o SILVÉRIO autografou dezenas de exemplares da sua obra editada pela RVJ.

António Manuel Silva

Aniversário

08.05.19 | asal

José Jesus André.jpgHoje é o dia do José de Jesus André, de Alcains. 

 

Aposentado ainda há pouco tempo, dirigia uma agência do BCP em França, em Estrasburgo e, aquando do seu aniversário do ano passado, prometeu estar connosco este ano na Sertã. E cá está ele na lista, possivelmente aquele que vem de mais longe para o nosso Encontro.

Gostaria de ter todos os colegas com ele... Era bom que vocês se juntassem!

Pois que a tua jubilação permita a realização de novos sonhos, para a vida te continuar a sorrir.

Nos teus 66 anos, damos-te sinceros PARABÉNS, com votos de muita saúde e longa vida junto de família e amigos.

Contacto: tel. 0033686841807

Romaria da Sra. do Almurtão

07.05.19 | asal

Recordações da minha infância

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Estando na Idanha e não indo à romaria, as memórias começaram a saltar em catadupa.
A primeira memória que me ocorreu foi a da ida para o cais (frente ao palácio do Marquês da Graciosa) ver passar os romeiros, as seiças como então se dizia. Até os burros, para além de enfeitados, de albarda coberta com uma manta de ourelos mereciam uma «santinha» no cabresto para não ficar a trás do dono que a trazia no chapéu. Da alegria e alguns desequilíbrios destes, provocados pelos vapores rutilantes de álcool, é dispensável a referência. 
Marcante ficou a imagem de um cavalo que ao fazer a curva apertada, escorregou nos paralelepípedos e caiu para cima dos varais da carroça. Essa imagem não se apagou mais da minha memória.

Noutra ocasião, convenceram o meu pai a levar a junta e o carro. As raparigas (irmãs e primas) encarregaram-se de engalanar o carro, a canga, as coleiras das vacas, etc., colocar as cadeirinhas para nos sentarmos. Tudo muito divertido até chegarmos ao cruzamento para o Ladoeiro. Fomos multados porque o carro não tinha licença para transportar pessoas. Ficou o caldo entornado e a festa estragada. Aliás, tratou-se também de uma verdadeira caça à multa. 
A informação correu célere. Quem não tinha licença do burro, ia por atalhos junto ao ribeiro de Alcafozes e entrava já na estrada da Sra. do Almurtão, que era municipal. A guarda fazia-se acompanhar do Sr. João António que trabalhava na Câmara e um dos grandes entusiastas e dinamizadores do rancho folclórico. À época, não havia feriados municipais. Era um quebra cabeça para as pessoas das repartições públicas e das escolas.

Foi num dia de romaria que bebi pela primeira vez cerveja. O meu tio Zé Judeu mandou-me ir comprar algumas. Depois fez questão que eu provasse. Provei e disse: sabe a mijo! De facto a cerveja estava quente, choca. Mas como poderia eu saber que sabia a mijo?

As condições higiénicas, na época, eram muito deficientes. Era comum as crianças pobres terem «boqueiras». As «boqueiras» eram infecções, uma espécie de prurido branco nos cantos da boca. Isto derivava do facto de, quer em casa quer nos trabalhos rurais, as pessoas beberem todas pelo mesmo copo. As casas tinham um ou dois potes de água para beber, que se tinha de ir buscar à fonte (tourinhos, chafariz, «cartchana», pocinha, mina do sobral, etc.) variando consoante a zona da vila; em cima do pote estava um copo do qual todos se serviam. Nos trabalhos rurais, o aguadeiro chegava com o cântaro e distribuía água aos trabalhadores, mas o copo era sempre o mesmo. Algumas fontes tinham um «coutcho» e quem parava para beber água servia-se dele.

Quando alguma criança sedenta bebia muita água, as pessoas exclamavam: «parece um poço poteiro»! Esse poço localizava-se, efectivamente, onde hoje é o mercado municipal.

Voltemos ao sabor a mijo da primeira prova de cerveja. Para combater essa pequena infecção havia uma pedra azul-esverdeado, mas nem sempre havia dinheiro para a comprar. Então os adultos, ensinavam às crianças para colocarem um pouco de urina nos cantos da boca. Um uso que confirmava o velho ditado: o que arde cura. Creio também que a fama de que os idanhenses são grandes bebedores de água vem de longe. Sempre ouvi dizer: «se fores à Idanha não te ponhas nem do lado da água nem da lanha (lenha)». Quem estava do lado da água, estava de serviço para dar água a quem a pedia; quem estava do lado da lenha, tinha de estar sempre a por uns cravelhos e «tchamiços» (lenha miúda) no lume para não o deixar apagar.

A primeira vez que fui à romaria, levava 7$50 (menos que quatro cêntimos) fruto de muitos esforços de juntar tostões. Enfeiticei-me por umas argolas na esperança de tirar um garrafa para oferecer ao meu pai e os ditos cujos voaram enquaJosé R.jpgnto o diabo esfregou um olho.

Noutra ocasião, quando estávamos a comer a merenda debaixo de uma azinheira, começámos a ouvir um grande burburinho.

 Parecia uma tourada. Uma lebre corria de azinheira em azinheira e havia sempre alguém a persegui-la. Os pontapés no ar foram mais do que muitos. Finalmente, alguém a apanhou. Meteu-se numa carga de trabalhos. Veio a GNR. Identificaram a pessoa. Houve ameaças. Por fim, imperou o bom senso. A lebre foi entregue ao Hospital e o caçador herói, depois de ter passado um mau bocado, lá se libertou das ameaças e complicações.
O texto já vai longo. Prometo voltar um dia com outras recordações da infância.

A foto é uma homenagem ao meu amigo José Carralo, um verdadeiro mestre e artista na arte de construir adufes.

Mário Pissarra

 

Lista para o autocarro

05.05.19 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS

DA DIOCESE DE PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

        COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

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              (comasalpcb@gmail.com)

                    (asal.mail@sapo.pt)

 

ENCONTRO ANUAL DE 18 DE MAIO DE 2019, NA SERTÃ

AUTOCARRO – INSCRIÇÕES

 

A Comissão alugou um autocarro à VTBus, para a viagem à Sertã, em 18MAI2019, ao preço unitário de 15,00 €, com partida de Lisboa (Campo Grande, junto ao Hotel Radisson Blu – à 2.ª Circular), pelas 08H00 (concentração pelas 07H30), e regresso pelas 18H00.

Temos as seguintes 29 INSCRIÇÕES:

 

 

Abílio Cruz Martins (2)

Alberto Duque (2)

António Luís (2)

António Pequito Cravo (2)

António Reis (1)

Arménio Duque (1)

Augusto Rei (2)

Carlos Filipe Marques (1)

Francisco Correia (2)

Herculano Lourenço (1)

João Farinha Alves (1)

João Pires Antunes (1)

João Torres Heitor (2)

Joaquim Dias Nogueira (2)

José Maria Lopes (1)

José Maria Martins (1)

Manuel Carrilho Bugalho (1)

Manuel Inácio (2)

Manuel Pires Antunes (2)

                       

Total: 29

Parreirando...

05.05.19 | asal

A Parreirinha continua a atrair o pessoal. Quando faltam uns, outros ocupam os lugares vagos. 

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Desta vez, mais caras novas encheram aquele cantinho habitual. E se eu não me engano (há um escondido que não identifico!), todos estes amigos vão até à Sertã no dia 18.

Eu também faltei ao repasto, levado por obrigações familiares até ao sul, onde não falta trabalho para alindar a casa de férias...

Entretanto, uns telefonemas ligam-me aos colegas. Imaginem, fui encontrar o Leonel C. Martins, de Portalegre, a ler o Evangelho em grego(!!!) e ainda me disse que qualquer dia vai fazer exame de violino. Gente que não para, nos seus 80 anos... Só não vai à Sertã porque as netas o obrigaram a passar uns dias no norte da Europa, a coincidir com aquela data...

Também contactei o Hermínio Canhoto, que ontem fez 80 anos e vive lá para as minas da Panasqueira. Ele que regressou de 60 anos de vida na Venezuela, agora limitado por uma operação que afeta muitos homens, não tem forças para ir ao Encontro. É pena, mas temos de aceitar a realidade.

Também estive ao telefone com o Mário Delgado, um moço mais velho que eu dois dias (os dois quase nos 80 aninhos!), que naquele sábado especial tem um grande encontro musical (e instrumental) no Cristo-Rei com vários coros... Não sei se outros amigos também estão assim tão ocupados.

Da minha parte, mais não posso fazer...

Vou dizendo que o dia 18 vai ser um dia especial, diferente dos outros, por isso vale a pena ir. Digo mesmo que respirar vivências do passado ajuda a fortalecer convicções do presente. O convite está feito. Vamos até à Sertã, meus amigos! 

 

 

Palavra do Sr. Bispo

04.05.19 | asal

DIA DA MÃE SEM SOPAS NEM GRAVATAS

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O Dia da Mãe vem primeiro, o da Europa logo depois. Mesmo que elas não topem piada e se ponham no sério a olhar o rolo da massa ou o cabo da vassoura, vou-me meter com elas. Aquela que é mãe, é mãe, está tudo dito; a outra, a Europa, luta por ser mãe, mas, pelo que somos capazes de enxergar, a coisa não lhe está nada fácil. A mãe existe desde que o mundo é mundo e sem qualquer dúvida quanto à sua espécie e natureza; a Europa, esta de que falamos, nasceu no século passado, mas tem muitas dúvidas sobre si própria. É verdade que a mãe também anda por aí muito apreensiva, com os olhos arregalados e a mão na boca. Gente de estranhos saberes propala que a mulher nunca nasceu nem nasce mulher, é uma construção social, é fruto duma escolha posterior, tal como o homem. A própria maternidade, como especificidade feminina, é uma opressão, é uma discriminação injusta, dizem tais colonizadores ideológicos; a Europa, coitada, sem qualquer dessas veleidades, nasceu feminina, não teve direito a escolha. É verdade que não sabemos bem o que ela é. Também não sabemos bem o que deseja ser. As perspetivas são tantas que depende dos gostos de quem a olha e dela fala: é uma questão de amores, é cultura das elites! A mãe, mesmo que tenha uma só casa e sem grandes condições, está sempre de portas abertas para receber os seus filhos. Fica feliz e cheia de alegria sempre que isso acontece e os netos gritam e saltitam por todos os cantos, ainda que, com pena, mas a todos por igual, só tenha sopa para lhes dar; a Europa marca dias para receber, em seus palácios, alguns dos seus filhos, sobretudo os de gravata. A mãe não precisa de se fazer valer. Por isso, quando acolhe os seus filhos, não lhes faz discursos nem quer que lhos façam, não os faz participar em debates insonsos, nem lhes faz visitas guiadas e enfadonhas à casa, nem lhes organiza atividades para os entreter enquanto estão, até porque o tempo parece sempre pouco para estar com eles, e vice-versa; a Europa, essa sim, os visitantes são convidados a participar em debates solenes, em visitas guiadas, e, por esse mundo fora, organizam-se atividades para provar quanto ela vale, quanto ela é importante, quanto é necessário que ela seja amada, porque, embora pareça, não é madrasta, convém que se saiba! A mãe, acolhe e faz tudo, discreta e abnegadamente, para que os seus filhos sejam felizes, alegres e brincalhões, cresçam escorreitos, gozem de saúde, se acolham mutuamente, se estimem e respeitem; a Europa, mesmo que diga que não, é mãe seletiva, faz aceção de pessoas, tem ressaibos racistas e xenófobos, deixa crescer as desigualdades entre os filhos: a uns dá sopas e deixa-os a viver na rua, a outros eleva-os a salários, castelos e reformas doiradas. A mãe educa para a paz, para a fé, para a liberdade, para os valores, o diálogo, o perdão, o trabalho, e sempre com alegria, com atenção aos mais frágeis, com empenho e dedicação desinteressada; a Europa, que nasceu com vocação de carvão e aço para ser, de facto, construtora da paz e da unidade entre todos, porque mandou às malvas a educação que os pais lhe deram e acha retrógrado apostar nessas coisas, está-se a esfrangalhar em saídas, não em saídas por amor às periferias, mas por egoísmos de quem pensa que ainda manda no mundo e pode exigir o sol na eira e a chuva no nabal. A mãe, mesmo que já cansada, não faz eleições lá em casa para saber quem é que passa agora a mandar e porquanto tempo o fará, não há propaganda eleitoral, há uma espécie de atenção continua e discreta de toda a comunidade familiar para que todos se amem e vivam bem e a nenhum falte o essencial para viver feliz e honestamente; em casa da mãe Europa todos querem mandar. No entanto, dado que nem todos o podem fazer, escolhem-se alguns dos que se apresentam como os melhores para tal desempenho, para que mandem, nem que seja mal. Por isso, os que se consideram mais dignos e capazes para tais andanças e ordenanças, já andam por aí, pelas ruas, a querer convencer sobre o que lá vão mandar, a fazer ouvir o pouco que dizem sem dizer nada, não sabendo nós, mesmo assim, se aquele pouco que dizem é o muito que realmente pensam ou se apenas falam verdade quando dizem mal uns dos outros! A vontade de se juntarem àqueles que por lá já riscam e desarriscam, àqueles que já sabem quem deve tanto, quem empresta o quê, quem paga a quem, quem é o próximo a cair no lixo e quem é o mártir das dores ciáticas, tudo, tudo isso a tudo obriga e faz com que todos andem animados. Ainda bem, aplaudimos e gostamos que assim seja! À mãe, neste dia, oferecemos uma linda flor ou uma prenda, ou, se já faleceu, rezamos por ela, agradecidos e com saudade; à mãe Europa vamos oferecer-lhe o voto, sim, é a única forma de podermos participar na sua alegria ou na sua tristeza, depende dos olhares. Votar é um dever, mesmo quando o tiro sai pela culatra e nos atira pelo chão. Com uma oração e as melhores saudações para todas as mães, a todos deixo um poema de Filipa Leal sobre a Europa, um poema integrado no festival de Poesia de Berlim sob “Um diálogo europeu em versos”, e que li em Focussocial – Revista de Economia Social, de dezembro de 2016:

“A EUROPA

Apontas para o rosto sarcástico do sol de Inverno
E disparas. Há tantos meses que não chove – reparaste?
É o próprio céu a desistir de ti. E mesmo assim tu disparas, só sabes disparar.
Estás enganada, Europa. Envelheceste mal e perdeste a humildade.
Não é contra o sarcasmo que disparas, não é contra o Inverno,
Nem sequer contra o insólito, contra o desespero.
Tu disparas contra a luz.
Podes atirar-me tudo à cara, Europa: bombas, palavras, relatório de contas.
Podes até atirar-nos à cara um deputado, uma cimeira.
Mas os teus filhos não querem gravatas. Os teus filhos querem paz.
Os teus filhos não querem que lhes dês a sopa. Os teus filhos querem trabalhar.
Há tantos meses que não chove – reparaste?
A terra está seca. Nem abraçados à terra conseguimos dormir.
Enquanto te escrevo, tu continuas a fazer contas, Europa.
Quem deve. Quem empresta. Quem paga.
Mas os teus filhos têm fome, têm sono. Os teus filhos têm medo do escuro.
Os teus filhos precisam que lhes cantes uma canção, que os vás adormecer.
Eu acreditei em ti e tu roubaste-me o futuro e o dos meus irmãos.
Se estamos calados, Europa, é apenas porque, contrários ao teu gesto,
Nós não queremos disparar.” (Filipa Leal)
.......
Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 03-05-2019

Aniversários

04.05.19 | asal

Salvé, P. Marcelino Dias Marques!Marcelino1.jpg

Este colega, hoje pároco de Marvão, celebra o seu 54.º aniversário. Bem nos lembramos do seu trabalho aquando do nosso encontro naquele "Ninho de Águias". A foto foi tirada num dos momentos em que com ele estivemos.

Aqui estamos a dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe muita saúde e longa vida na sua missão de bem-fazer.

Pois, que a Vida te cumule de muita felicidade pessoal e felicidade de todos os que serves em missão apostólica.

Contacto: 964078892

 

Hermínio Canhoto.jpg

 

Também hoje celebra 80 anos um colega chegado (entrou no Gavião em 1952), o Hermínio Canhoto, a viver agora na Aldeia de S. Francisco de Assis, a terra do P. Eusébio.

O Hermínio passou uns longos 60 anos na Venezuela, de onde regressou há algum tempo. 

Eu espero dar-lhe o primeiro abraço na Sertã, em 18 de Maio, ele que é amigo do António Antunes. Até podem vir os dois no mesmo carro. Será verdade?

Caro amigo, os nossos PARABÉNS, com votos de muita saúde e longa vida em felicidade.

Contacto: tel. 962 388 862

Aniversário

03.05.19 | asal

António Rodrigues.jpgMAIS UM ANIVERSARIANTE

 

Desta vez é o António Rodrigues, nascido em 3 de Maio de 1948. Sei que vive no Seixal, mas ainda não nos cruzámos. Um dia destes será.

Aqui se registam os PARABÉNS do grupo, com votos de vida prolongada, com saúde, junto de familiares e amigos. 

Olha lá, vais ao Encontro da Sertã? O autocarro que sai de Lisboa ainda dispõe de lugares.

Não temos contacto telefónico.

Os pesadelos da União Europeia (3)

02.05.19 | asal

Caro Amigo Henriques

Segue a última reflexão sobre as eleições europeias. Muito fica sempre por abordar. Deixo para os especialistas o aprofundamento desta problemática, sempre em evolução.
Numa altura de tanta complexidade para o projecto europeu, cada um a puxar para o seu lado, uns a remar numa direcção, outros em sentido contrário, vamos ver para onde se inclina esta barca à deriva. Os populismos terão a última palavra? Agarremos no nosso voto e marquemos o sentido das nossa opção. A nossa demissão será sempre má.
A Sertã já se cobriu de flores para nos receber. Quem faltar ao Encontro Anual, não se queixe de não ter sido avisado a tempo. Abraços e até sempre
Florentino Beirão

Florentino2.jpg

 

 

As dores de crescimento

 

Já nos referimos às razões que impulsionaram a criação da Comunidade Europeia. Posteriormente, verificámos como se foi processando a sua expansão. Desta vez, vamos dar mais um passo, tentando auscultar as dores de crescimento que têm marcado esta aventura mundial única. Com um crescimento tão veloz, chegando a albergar 28 países, não é de estranhar que fossem surgindo debilidades internas, ao longo dos seus já longos anos.

Envolvida numa complexa encruzilhada política, com o turbulento “Brexit” a complicar mais a sua vida, com o populismo e a xenofobia à solta, a UE tem tardado a encontrar um rumo renovado que lhe permita encetar algumas urgentes reformas. Nomeadamente, a promoção de uma maior coesão interna e um desenvolvimento económico mais robusto.

Dirigida por um exército de contabilistas e fazedores de leis, encerrados em Bruxelas, desligado dos reais problemas dos cidadãos, a UE tem deixado a porta aberta aos nacionalistas e aos eurocéticos, organizados à volta de Salvini. O seu propósito é claro. Tentar minar por dentro a sua atual existência e colocá-la ao serviço das suas opções políticas alternativas. Entre estes eurocéticos, encontram-se também os populistas e os xenófobos, a medrarem por toda a Europa: França, Espanha, Polónia, Hungria, Holanda, Áustria, República Checa e Eslováquia. Unidos na mesma luta, tudo têm feito para desvirtuarem o primitivo projeto europeu, explorando algumas das suas limitações e contradições. Nomeadamente, os problemas dos fluxos migratórios, gerados pela chegada de numerosos emigrantes e refugiados, encarados como demónios devoradores de bens e empregos os quais muito têm contribuído para atiçar o populismo. As razões que alegam para se fecharem as fronteiras têm causas bem conhecidas. Recorde-se que, a partir de 2008, com origem na América, chegou à Europa uma violenta crise económico -financeira que abalou uma boa parte destes países, deixando-os em pantanas. Face a esta conjuntura depressiva, a Rússia e a América, foram-se aproveitando destas debilidades, para, estrategicamente as explorarem, através da propagação dos medos populistas que têm provocado o enfraquecimento das democracias europeias. Se bem o delinearam, melhor o estão a executar. Os seus meios são conhecidos e vão ser amplamente utilizados nas próximas eleições para o Parlamento Europeu (PE), sobretudo através dos cibernautas e das notícias falsas (fake news), as quais inundarão os computadores dos eleitores. Através delas, tentarão influenciar a orientação do voto. Os recentes exemplos do Brasil, da América e da Grã-Bretanha deviam alertar-nos para esta nefasta manipulação. Como a destruição das democracias e a instauração de governos antidemocráticos, autoritários e tirânicos, hoje já não se fazem com bombas e invasões, a conquista e controlo do poder, por incrível que pareça, poderá vir a ser feita através do voto. O resultado do “brexit” inglês, a eleição de Trump, de Bolsonaro e de Salvini são disto exemplos, quando a extrema-direita e extrema-esquerda se unem, no propósito de minarem o projeto europeu.

Se alguns partidos colocarem no (PE) muitos dos seus candidatos, teremos dentro da UE partidos mascarados em cavalos de troia, portadores de nacionalismos extremistas, xenófobos e antidemocratas. Razão mais que suficiente para encararmos estas próximas eleições, com a gravidade que nos merecem.

Aos candidatos ao PE, o que lhe devemos exigir é que nos apresentem os seus programas eleitorais, os discutam e se comprometam a lutar por eles, pugnando por uma sociedade europeia de coesão e prosperidade partilhada, com menos diferenças entre ricos e pobres. Não esquecendo a enfraquecida classe média e os jovens com empregos aos soluços. Só que, infelizmente, em todas as intervenções que temos ouvido dos candidatos, não são os problemas e as políticas da UE, mas tricas caseiras, com casos recolhidos na espuma dos dias. Os mais importantes problemas vão- se chutando para o lado, empurrados para as calendas.

Pelo contrário, estas eleições devem servir para debater o papel da UE num mundo cada vez menos europeu e mais sujeito às influências externas. Devia ainda discutir-se se optamos por construir um continente fortaleza ou uma porta aberta ao mundo, um espaço de partilha, de paz e de prosperidade para todos. Queremos uma União de Nações ou um superestado? As atuais dores de crescimento da UE exigem respostas claras. Caso tal não aconteça, é provável que os eleitores fiquem em suas casas, optando por não irem votar.

florentinobeirao@hotmail.com  

Aniversário

01.05.19 | asal

Salvé, Joaquim!

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Nasceu em 1 de Maio, em 1947, quando era proibido falar-se do dia do trabalhador, fazer greve ou gritar pelos direitos de quem trabalha. A política tem destas coisas...

Mas hoje não estamos proibidos de proclamar PARABÉNS ao Joaquim Mendes, de quem não sabemos mais além do nome, data de nascimento e n.º de telefone.

É mesmo altura de te inscreveres para o Encontro da Sertã para conviveres com o grupo, tirarmos umas fotos e sabermos mais uns dos outros.

Que sejas feliz, com muita saúde e muitos anos de vida.

Contacto: tel. 913 676 939

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