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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Lampreia no Falagueiro

A jornada anual da lampreia no Falagueiro!

IMG_0306.jpg


Éramos só trinta e nove. Mas a lampreia estava óptima. Sempre cada vez melhor. 
E o cabrito com o arroz de miúdos, as batatinhas no forno e os grelos?! Desta vez foi elogiado por toda(o)s. 
Mas o prato principal foi, e foi sempre, a lampreia que, à volta de 15 anos, nos atrai por esta altura. O Silvério nunca nos deixou passar fome..... Há quem elogie mais o arroz. Outros a lampreia. Cá para mim, tanto o arroz como a lampreia são fabulosos. E o preço?! Nem digo mais.... de ano para ano fica registado como dos mais baixos.

Manel Pires Antunes

http://slide.ly/view/ba5c61cbfa9ba123b7c37b9c2b354f6b?utm_source=Fb_ORG_Share&fbclid=IwAR1NQxDV74vX1SMpfi-qjnNKvMMAjqZKVsEtfIBu7kZYl-4Orl4nxNvnBNo 

Parece que as imagens só aparecem clicando duas vezes. Veja em ecrã completo.

Redação da Guidinha

Vencido mas não convencido

 

pires da costa.jpg

          Corriqueiro é o título  da hipotética crónica que se segue o que até convém para condizer uma coisa com a outra ainda que esse não seja o propósito do escrevinhador ainda neste momento sem ter definido o assunto que vai sair até poderemos chamar-lhe velho  ao título e foi talvez por isso que me ocorreu tão facilmente e já que saiu deixá-lo ficar porque me dará um grande jeito para encabeçar o que mesmo agora me ocorreu na mente e que vou tentar explanar sem grandes retóricas dado o assunto simples que é mas que em simultâneo será talvez difícil para entrar nalgumas inteligências que se evidenciaram aqui há uns anos não sei quantos mas também não me interessa o que interessa é a matéria que motivou esta narrativa de que para uns não terá muita importância mas que para mim tem e isso é o que verdadeiramente o justifica e para não me tornar fastidioso como aconteceu com um grupo de portugueses ou portuguesas sei lá se com alguns brasileiros que um dia ou um ano se juntaram para praticar um ato de lesa pátria que se o eça o queiroz e o miguel o torga e o aquilino o ribeiro e tantos outros fossem vivos lhes dariam forte e feio que eles se encolheriam quais cobardes que atuaram «actuaram » em segredo não se sabe bem onde o que se sabe é que quase misteriosamente enviaram para a cara de todos nós  portugueses uns molhos de nabiços disfarçados de « REGRAS DA NOVA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA» numa tentativa de a descaraterizar « descaracterizar» como que numa ânsia ridícula a procurar fazer ver que a  chamada etimologia era para parvos e atrasados mentais e que antes deles a língua portuguesa era um alforge de aberrações sem qualquer identidade linguística sem família sem pai nem mãe como se o latim e o grego nunca tivessem existido e outros idiomas menos conhecidos a quem devemos a majestática língua portuguesa que apesar de enxovalhada por alguns é o orgulho da grande nação que quase se envaidece com toda a sua riqueza vocabular que gerou tão extraordinárias obras literárias e agora chegou a hora de revelar o motivo da indignação que já citei e que tanto me incomodou acontece que tenho um casal vizinho que é tu cá tu lá porta à porta e que tem um filho o necas que frequenta a escola do primeiro ciclo e que dantes se chamava escola primária que por indicação do pai que tem a mania de que eu escrevo umas coisas como ele diz me pediu que lhe escrevesse um texto para ele levar para a escola para ser interpretado pela turma de acordo com o que a professora havia pedido e como ao meu vizinho necas eu nunca digo não assim fiz e entreguei-lhe uma pequena história quanto a mim condimentada com algum sentido pedagógico e também apropriada para o fim a que se destinava e entreguei-a ao meu amigo que expressou um ar feliz como quem pressente que lá na escola iria fazer um brilharete  e fiquei na expectativa do que o necas teria para me dizer sobre o que se passara só que aconteceu que daí a três ou quatro dias já não me lembro bem e do necas  nada ao contrário do que era habitual que nos víamos quase todos os dias e então fui eu tocar à campainha dele para satisfazer a minha natural curiosidade e veio abrir-me a porta o necas e apesar do meu entusiasmo e ao contrário do que costumava acontecer ficou frio cabisbaixo dir-se-ia quase indiferente por me ver o que estranhei e apesar de tudo perguntei-lhe como correra a apresentação do trabalho lá na escola ao que ele quase a medo me respondeu de modo acanhado que os meninos e as meninas tinham todos gostado da história mas que a professora não gostara muito porque havia lá cinco erros e mandou-me escrever corretamente « correctamente » em casa  trinta vezes cada palavra que estava errada fiquei banzado e sei lá mais o quê e pedi-lhe que me trouxesse a folha do que eu fizera para analisar o que se passara e até exclamei em surdina e revoltado que tal coisa não poderia ter acontecido mas tendo recebido o papel lá estavam as tais palavras sublinhadas a vermelho - acção – objecto – reflectido – electricidade – recta - para tentar redimir-me perante o meu amigo vizinho que foi quem ouviu a professora na frente dos colegas pedi-lhe desculpa e passei a explicar-lhe como achei mais conveniente a razão da atitude da professora e porque eu escrevera daquela maneira e prometi-lhe umas explicações para o ajudar a compreender pois iria ele encontrar muitas palavras em livros mais antigos ao que ele acedeu já com um sorriso aberto e agora resta-me declarar pública e solenemente que a única razão dos meus «erros» foram consequência de ter jurado a mim mesmo que nunca mas nunca jamais em tempo algum escrever o quer que fosse segundo o  tal acordo ou desacordo da minha estimada língua aliás como acontece com muitos outros portugueses que querem a nossa língua prestigiada e não achincalhada este termo foi forte mas deixá-lo tendo-me mantido firme no meu propósito até hoje dia em que me declaro  «vencido mas não convencido» pois por não querer voltar a sentir o que senti com a deceção «decepção» do logro em que caíra e jamais voltar a colocar o necas e outras crianças no início da aprendizagem em e muitas outras considerações mereceria este assunto mas para sintetizar e não maçar mais o leitor que com boa vontade seguiu a  leitura até aqui  declaro com toda a convicção  e humildade que os tipos desculpem-me mas tenho que apodá-los assim na prática tiraram um pedaço da pátria ao nosso expoente literário Fernando Pessoa que um dia escreveu « a minha pátria é a língua portuguesa » tomem lá que é para aprenderem ai de vós traidores se ele fosse vivo e agora a pontuação ponham-na eles os do tal acordo já que sabem tanto mas não se pense com tudo isto que estou zangado pois tratou-se apenas de um desabafo e para provar isso vou terminar  de forma pacífica e cordata « perdoai-lhes senhor porque eles não sabem o mal que fizeram » e como prometi vou cumprir –ação – objeto- refletido – eletricidade – assim à moda dos políticos.

a. pires da costa

Aniversário

Hoje faz 63 anos o P. Carlos Manuel Farinha Gabriel, de quem não temos foto, mas que a imprensa revela como um grande lutador. Por exemplo, no CM, entre outras informações vi estas:

     « PERFIL Carlos Manuel Farinha Gabriel nasceu há 50 anos em Vilar do Ruivo, Fundada, no concelho de Vila de Rei. Tem uma irmã. O pai era pedreiro e a mãe doméstica. Inspirado por um sacerdote missionário que vivia na aldeia, entrou para o seminário de Tomar aos dez anos. Foi ordenado padre em 1981 e faz parte dos Missionários da Boa Nova. Trabalhou na Zâmbia 12 anos e está desde 1996 na África do Sul, onde lidera o Fórum Português Contra o Crime. É capelão da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Benoni, Joanesburgo.»

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/bodas-de-prata-do-padre-anticrime    

O Anuário Católico dá-o presentemente como «Capelão de Emigrantes, em Londres», incluído no clero da diocese de Portalegre e Castelo Branco.

A este missionário damos os PARABÉNS, desejando-lhe saúde e energia ao serviço do reino de Deus.

Contacto: tel. 91723344 / 961040415

 

Palavra do Sr. Bispo

CAMPANHA ELEITORAL PARA QUÊ?...

1.jpg

Aproxima-se a campanha eleitoral, esse tempo tão necessário quão importante para apresentar programas, esclarecer dúvidas, debater ideias e projetos em prol do bem comum nacional e para espevitar as velas dormentes do castiçal europeu e mundial, o qual, para alumiar a todos, também exige esmero e qualidade, ideias e jeito. É possível que alguém venha por aí, e se estique, a prometer a Lua e os seus arredores, tentando fazer acreditar que a construção do maciço do Everest e de toda a cordilheira dos Himalaias a eles se deve!... A política, porém, no seu pluralismo e variedade legítima de opções, tem arte e nobreza, tem valores e leis próprias que se devem reconhecer, abraçar e respeitar. Participando nesse alegre e rezingado jogo com sentido de responsabilidade, que ganhem os melhores, é o que todos desejamos!

Tiramos o nosso chapéu a quem se dedica à causa pública, a quem aceita e serve dedicadamente a comunidade humana. Sabemos que não é pera doce, causa insónias e dissabores. Não é coisa que se possa abraçar apenas porque dá importância e enche o ego. Cristo, o maior e o mais importante líder de toda a humanidade e de todos os tempos, serviu sem peneiras e contestou quem as tinha. Sempre de pé diante dos homens, serviu com amor e honestidade, atento e sensível lavou os pés aos sofrimentos do mundo que são tantos e tão diversos. Assim como Eu vos fiz, fazei vós também, disse-nos Ele. A missão de bem servir implica humildade, competência e determinação. Exige cadastro limpo e capacidade de ouvir, de perceber o melhor e agir em prol do bem comum. Não se compadece com subserviências perante uns nem com pretensões de proprietários ricos a distribuir esmolas perante outros. As atitudes menos corretas, que sempre as há e saltam de onde menos se espera, provocam a sensação, injustamente generalizada, de que todos são iguais. Sabemos que não é assim, sabemos que essa é uma pequena minoria mesmo que os seus estragos e escândalos sejam de efeitos devastadores e ecoem de forma dolorosa no coração de todos. Embora o cuidado pela construção do bem comum seja da responsabilidade de todos e de cada um, ele fundamenta, de forma muito particular, a existência da comunidade política. É do bem comum que deriva o seu direito natural e próprio, é ele que a justifica e lhe dá significado e sentido (cf. GS75; ChFL42). É o bem comum que a leva a colocar-se ao serviço de todos os homens e do homem todo, da família e da sociedade, em verdadeiro espírito de missão. Só o espírito de serviço humilde é capaz de aliado à necessária competência, tornar transparente e eficaz a atividade de quem se dedica à política. É um poder delegado, um poder exercido à luz dos critérios da justiça e da ética e não na base da força eleitoral ou de interesses pessoais ou de grupos ou de ideologias redutoras da condição humana. 
Quando, porventura, surge o recurso à deslealdade e à mentira, o desperdício dos dinheiros públicos, a corrupção, os jeitinhos e as clientelas, o nepotismo familiar, o uso de meios ambíguos ou ilícitos para, a todo o custo, conquistar, conservar ou aumentar o poder de forma “populista” e pouco ou nada popular, temos o caldo entornado e os bichanos nas filhoses! São tentações que debilitam a consciência e arrastam aos desvios próprios da natureza humana sempre tão frágil, tão ferida e contumaz! Além disso, gera-se a desconfiança, diminui o espírito cívico e participativo da população, não se educa para a cidadania, o povo sente-se prejudicado e desiludido, constata que o bem comum vale menos que os interesses particulares, mesquinhos e egoístas, facilmente percebe a ausência de uma equilibrada hierarquia de valores que tenha em atenção a correta compreensão da dignidade e dos direitos da pessoa, em sociedade (cf. CA47).
A responsabilidade por uma sociedade justa e solidária fundamenta-se na sociabilidade natural e na interdependência das relações sociais a que chamamos solidariedade. Mas a solidariedade não é um sentimento de vaga compaixão pelas pessoas que sofrem. É a determinação firme e perseverante que, de forma digna e justa, leva cada cidadão, cada grupo, cada instituição, cada sindicato ou partido a empenhar-se pelo bem de todos e de cada um, porque todos somos verdadeiramente responsáveis por todos (cf. SRS38). Por isso, ninguém deve abdicar da sua responsabilidade, seja qual for a razão que o possa levar à tentação de o querer fazer. Somos destinatários, sim, mas somos também protagonistas desse serviço à pessoa e à sociedade. E são inumeráveis os graus de participação em formas, níveis, funções, competências, responsabilidades, a começar pelo dever de votar. A tarefa da construção da sociedade tem sempre como principais critérios e objetivos a busca do bem comum, a defesa e a promoção da justiça, como tão bem e largamente nos fala a Doutrina Social da Igreja (cf. ChFL42). 
Bento XVI afirmava que “Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político”. Na verdade, o serviço à causa pública entendido como “alta forma de caridade”, desdobra-se em serviço abnegado à comunidade humana, tem como ponto de honra a opção preferencial pelos mais pobres, procura agir com a maior participação dos cidadãos, busca um verdadeiro crescimento com equidade e inclusão, procura sempre reconstruir o tecido familiar e social com energias de fraternidade. A fraternidade que nos une em Cristo é muito mais do que o reconhecimento da igualdade e duma convivência cívica e solidária entre todos. Se assim não for, esta sociedade “cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos” (cf. CV19.78).

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 29-03-2019.

Aniversário

Hoje temos o Paulo Alves!

Paulo Alves.jpg

 

Nasceu em 30-03-1973 e hoje vive no Carregado. Casado com a Maria José Costa, com dois rebentos muito felizes.

Assim, aqui deixo ao Paulo os PARABÉNS deste grupo com raízes nos seminários de Portalegre e Castelo Branco, desejando-lhe as maiores felicidades por uma longa vida.

E não esqueças, Paulo, que melhor que as relações virtuais são os encontros reais com os outros que viveram as mesmas experiências. Pensa ir até à Sertã em 18 de Maio.

Contacto: tel. 966 080 422

Almoço de sexta-feira

E teimamos na prática, não há dúvida!

Cá estamos outra vez na Parreirinha, ainda sem o tal passe de 20,00 €, que o mês de Abril vai trazer para os maiores de 65 anos. Pessoalmente, já pensei tratar do assunto... Gasto muito menos diesel que faz mal ao planeta, gasto muito menos dinheiro que ajuda a carteira 29-03-2019.JPGa não esvaziar, gasto é mais energias físicas que ajudam a perder uns quilos, fazendo o trajeto da estação de Carnide, junto da Casa do Artista, até ao restaurante, o que para o meu joelho não é nada agradável - quase um quilómetro!

Há só uma coisa mais que me apoquenta: gasto muito mais tempo! 

Bom, vamos ver como se vão compor as coisas. O melhor é mostrar a foto dos convivas de hoje. Éramos 10, rico número!

aguarden.jpg

O Pires Antunes ainda levou a garrafinha da aguardente do Tó Manel, que me alegrou o espírito. Mas ficou quase vazia. Tem de ser enchida com outro conteúdo, que o Pires Antunes não a larga como decoração da casa.

Olhem lá, não houve mais ninguém a almoçar hoje por aí com um colega do seminário? Se assim foi, estamos muito mal...

Amanhã, muitos vão à lampreia ali para os lados de Tomar. Espero receber umas fotos para vermos mais umas caras. Desejo-vos um feliz convívio.

E outros que estejam a conviver mandem umas fotos e umas palavrinhas, que eu publico. AH

Hora de ajudar...

AI MOÇAMBIQUE!

Tó Manel.jpg

 

Dói a alma ver a Tragédia que se abateu sobre Moçambique. 
O sofrimento, embora inerente à natureza humana, motiva sempre solidariedade independentemente das geografias. 
Contudo, o que, neste caso concreto, me tira do sério e me comove até às lágrimas é ouvir aquelas crianças falar português. Não é por acaso que Pessoa escreveu: " A minha Pátria é a Língua Portuguesa."
Como eu o percebo! Aquela é a minha gente!

António Manuel M. Silva

 

NOTA: Vá lá, amigos, que eu também já fiz uma transferência bancária. Ainda por cima, estamos na quaresma e uma das três componentes desta quadra é a esmola. A.H.

Aniversário

VIVA O CIPRIANO!

Cipriano Pires.jpg

 É bom fazeres parte deste grupo, daqueles para quem o Gavião foi marcante nas nossas vidas, como também tu reconheces na tua página do Facebook!

Reformado de motorista nos "Horários do Funchal", o Cipriano Pires vive agora em Castelo Branco. Da idade não falo, pois não sei quuantos anos tem, mas pela foto está bem conservado.

Meu amigo, PARABÉNS por mais um, com votos de longa vida cheia de felicidade. Vê lá quando te juntas ao grupo. Conviver na realidade é melhor que olhar para uma foto, não concordas?

Contacto: tel. 966 273 574

Aniversários

José Duque.jpg

MAIS DOIS ANIVERSARIANTES!

 

- Primeiro, é o José Duque, (duque de Alcaravela a caminhar para marquês de Abrantes,) que celebra a festa com a sua família.

Vindo das calendas de 28-03-48, aqui está ele cheio de força e capaz de viver mais uns bons aninhos. O que são 71? Eu passei por lá e tudo correu bem!

Parabéns, amigo! Sê muito feliz e cheio de saúde por muitos anos, com esposa e restante família.

E não esqueças: gostamos mesmo de te ver por aqui, na Parreirinha e na Sertã em 18 de Maio.

Um abraço.

 Contacto: tel. 917 546 327

 

 

- Depois vem o  EUGÉNIO BRANCO!

 

Eugénio Branco.jpg

 

Nascido em 28-03-49, temos o Eugénio Branco, que vive em Castelo Branco e de quem não temos muitas informações. Pode ser que com o tempo saibamos mais sobre ele. Mas parece que a música é o seu primeiro entretenimento...

Amigo, queremos dar-te os PARABÉNS por mais uma primavera, a dos 70... E que tenhas saúde e felicidade por muitos anos. 

Espero encontrarmo-nos brevemente. Em 18 de Maio, na Sertã?

Contacto: tel. 966 433 955

 

Pensar pouco - mundo louco!

DEZ  PENSAMENTOS

pires da costa.jpg

 

Se penso que penso, não penso.

Mas penso que estou a pensar.

O pensar é um  delta imenso,

Onde se juntam o rio e o mar.

 

Se pensarmos como um burro,

Poderão de nós pensar mal,

Se nos escapar algum urro,

Próprio do referido animal.

 

Pensar mal dum casmurro,

Se nosso pensar ele retém,

Podemos sofrer forte murro,

Num sítio que não convém.

 

Se pensar é mau para alguém

Muito pior será não pensar.

Pensa o pobre o pouco que tem,

O rico pensa a vida a esbanjar.

 

Há cabeças que dão embaraços,

Se vamos em abóboras pensar:

Aquelas, ocas, dão p’ra cabaços,

Nestas, há miolo para alimentar.

 

Ninguém pensa só por querer,

A vida é pensar permanente.

Se o pensar queremos conter,

Ele foge para outra corrente.

 

Se pensássemos mais um pouco

No que pensamos sem pensar,

O mundo seria menos louco,

E alguns males podiam acabar.

 

Pensam os do governo sem parar,

Pensam os das oposições a esmo.

Pensam todos para nos enganar,

Pensam todos buscando o mesmo.

 

 

Depois de pensar desta maneira,

Disse p’ra comigo, com sisudez:

Se todos escrevem a sua asneira,

Também chegaria a tua vez…

 

 

São nove quadras que já pensei,

Misturando as mãos com os pés,

Como foram dez que planeei,

Havia nove, com esta, são dez.

 

Como os planos são para cumprir,

Deixo de pensar e vou dormir…

 

 A. Pires da Costa

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