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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Início de novo ano

02.01.19 | asal

Percurso

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Acabados os rituais de morte do velho e as bacanais celebrativas do novo, é tempo de retomar as rotinas que tecem o nosso dia-a-dia,

O ditado popular «ano novo, vida nova», como todos sabemos, não passa de um auto-engano com que os humanos se deliciam.

Os votos de um bom ano expressam desejos e votos, mas não passam disso. Sinceros ou hipócritas, por educação, delicadeza ou por outras razões quaisquer, não alteram a decurso da realidade.

Mas confortam e afagam o nosso ego. Cumprem uma função importante nas nossas existências.

Começamos mais uma etapa do nosso percurso. Somos peregrinos (homo viator) e a vida é a nossa viagem. O facto de uns chegarem antes dos outros e o tempo da partida não ser também o mesmo, serve para nos recordar que a vida é, na realidade, uma viagem, não um destino. Os caminhos do percurso não dependem só de nós e a nossa viagem não é uma viagem solitária, mas somos nós que temos de o fazer.

Fazê-lo com boas companhias, com alegria e felicidade é tarefa nossa – Ortega y Gasset diria que é uma faena pessoal -, o nosso contributo é essencial para a nossa viagem como para a viagem dos outros.

Haverá percalços e dificuldades. Certamente! Montanhas a trepar e planuras a perder de vista, descidas aceleradas e mudanças de ritmo do andamento, etc. Mas que importa tudo isso se pudermos apreciar o usufruto e o prazer do caminho? As agruras ultrapassadas dão um sabor especial ao saboreio do caminhar ...

Mário Pissarra

Um grande homem

02.01.19 | asal

Amós Oz ( Jerusalém, 1939- Telavive,2018)

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  A notícia da sua morte, no passado 28 de Dezembro, foi largamente divulgada em todo o mundo que o conhecia como  o maior escritor israelita da actualidade e como um activista corajoso a favor da causa palestiniana, que defendeu até  à morte, sem abdicar da sua condição de judeu.

  A imprensa israelita foi unânime na homenagem prestada, qualificando-o como um gigante da Literatura e um homem justo e equilibrado, avesso a qualquer tipo de fanatismo, com perfil de profeta, realista e visionário, à imagem de Isaías e Jeremias.

  O insuspeito Jerusalem Post  caracterizou a sua rica personalidade com os seguintes atributos:” De olhar leal como David, rebelde como Absalão, eloquente como Salomão, pregador da paz como Jeremias, e resistente na tragédia, como  Job,  Amós Oz  era  a incarnação viva e vibrante de uma grande personagem da história bíblica.”

  Vítima de cancro, deixa este mundo aos 79 anos quando havia ainda muito a esperar da sua vida de escritor e de homem seriamente comprometido com a paz entre israelitas e palestinianos. Sempre defendeu com garra e frontalidade o direito à existência de dois Estados no território da Palestina.  Com o vigor da  palavra e das suas atitudes,  denunciou a construção de colonatos judeus na Cisjordânia (West BanK), chegando a enfrentar a retroescavadora de uma empresa judia que, sem pedir licença, entrou por um campo de oliveiras de uma família de palestinianos, com a intenção de construir ali mais um condomínio cercado por um muro de proteção contra as investidas dos seus legítimos donos.  Esta cena repetiu-se muitas vezes, causando manifesto incómodo ao governo israelita da direita sionista, apostado ainda hoje em ocupar o território palestinense, retalhado em pedaços, limitando assim as possibilidades de um Estado Palestiniano, enquanto, cinicamente, vai defendendo esse “direito” nas instâncias internacionais.

  Vindo da esquerda socialista de Shimon Peres, de quem era amigo e conselheiro, procurou sempre o diálogo e as conversações diplomáticas com os  Árabes, sabendo que o caminho da paz, conquanto mais pedregoso e ensarilhado, era sempre preferível às emboscadas da guerra. Palmilhou todo o território de lés a lés e conversou com judeus e palestinianos de todas as tendências, daí resultando um maravilhoso livro de geografia e etnografia  IN THE LAND OF ISRAEl (1983). Não era escritor só de gabinete, mas de estrada. Falava, pois, com coragem e a franqueza brutal de quem tinha visto e ouvido coisas terríveis sobre o drama do quotidiano que atingia as pessoas dos vários credos que naquela Terra se cruzam. Às vezes, para uma morte sem sentido. Absurda e diabólica! 

 Não será aqui o espaço  para falar da sua imensa obra de que conheço uma pequena fatia. Na sua autobiografia, em forma de saga, UMA HISTÓRIA DE AMOR E TREVAS (2002), ele percorre a vida da sua família, ao longo de 120 anos, pontuando os seus momentos de luz e de trevas, de lágrimas e gargalhadas. Com o humor e simplicidade da sabedoria bíblica, narra a história do Povo da Promessa, errando no grande mundo europeu, que ajudou a construir com a sua inteligência e cultura excepcionais, e que lhe pagou com chacinas e pogrons em massa,  e, desta forma, acicatando o desejo  do dia do regresso à terra dos Pais, ao chão sagrado de Abraão, Isaac e Jacob. Ele próprio explica essa situação dilemática e paradoxal num dos seus ensaios contra o fanatismo: Quando o meu pai era criança na Polónia, as ruas da Europa estavam cobertas de inscrições: JUDEUS VÂO PARA A PALESTINA”  Mas, quando regressou, cinquenta anos depois, nos mesmos muros,  clamava-se: JUDEUS, FORA DA PALESTINA.

  Na formidável galeria de retratos  do seu Livro "História de AMOR e TREVAS", surge a figura do seu tio avô Yosef Klausner, judeu aberto ao diálogo das civilizações e que em 1929 publicou o famoso JESUS OF NAZARETH.  No Talmud de Jerusalém, escrevera-se que Jesus era filho de uma Virgem- acontece que no sec II um rabino malicioso rasurou o texto, escrevendo  que Jesus era filho de Pantera, um soldado romano que seduzira Maria. A Calúnia pegou até que o nosso Klausner desmascarou a manobra. Fez a análise textual do texto e concluiu ter havido uma falsificação. Onde se lia “Pantera” deve ler-se  Parthenos que significa VIRGEM. O texto original referia-se mesmo ao nascimento virginal de JESUS.

  ENTRE AMIGOS(2012) é um conjunto de contos sobre a sua vida nos  Kibbutz durante 32 anos. Deve-se a este tipo de comunidades a grande obra de modernização em todos os campos da Terra de Israel: secagem de pântanos, produção agrícola em larga escala nas areias do deserto… Enfim, grande parte do Israel de alto nível tecnológico que todo o mundo admira, deve-se a esta forma de vivência comunitária,  em que o jardineiro, depois da sua tarefa, pegava em Hegel  que levava para discussão na associação cultural. E BEN GURION, depois das aulas, pegava no tractor!

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  JUDAS (2014), o seu último romance, creio, começa assim: "Esta história decorre no inverno de finais de 1959… Há nela engano e desejo, desilusão de amor e uma certa questão religiosa que ficou por responder.”

  Por mim, testemunho. A obra de Amós OZ ajuda-nos a crescer em humanidade e justiça, incutindo nos seus leitores a necessidade premente de investirem todas as suas forças na construção da PAZ, qualquer que seja a barricada em que se situem. Shalom a todos e Deus queira que, um dia, nos encontremos em Jerusalém, senão na terrena, na que foi edificada pelas mãos do Deus vivo. AMós Oz acreditava nisto; eu também.

João Lopes ( Coimbra , 1e 2 de Janeiro 20129)

4.º Encontro dos Antigos em Castelo Branco

01.01.19 | asal

Aqui fica a informação completa sobre o Encontro Anual dos colegas de Castelo Branco e arredores, já classificado como o 4.º, realizado no dia 28 de Dezembro, com uma afluência inusitada, pois duplicaram o número de comensais do ano anterior.

A pena da escrita é do Saul Valente, com um toque bem original. E também as fotos são de sua autoria, agora passadas a filme no Youtube. AH

 

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Boa noite, comandante.
Como faltam umas horitas para a passagem de ano, aproveito para enviar umas palavras, para o blogue, bem como umas fotos que tirei.(Mostra o que vales na montagem; o artista é português).

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A comensalidade que se reuniu na Quinta Varandas das Estevas rondou os cinquenta, no 4º Encontro Anual de Antigos Alunos dos Seminários de Gavião, Alcains e Portalegre.
Como a idade e a distância a percorrer não perdoa, os manos Francisco e José Amaro e o Felismino Prata tiveram de se ausentar mais cedo.
Tomou conta do "leme" o nosso amigo Alexandre Nunes, que usou da palavra, para agradecer o momento que este encontro proporcionou, visto que navegava com a maior percentagem dos presentes, visto a freguesia de Sarzedas estar em maioria, confirmada pelo João Peres.
Fez alusão a vários encontros já realizados, e aos que estão aí a chegar: 2 de Fevereiro em Alfragide, e o momento mais alto da Associação Antigos Alunos dos Seminários de Portalegre e Castelo Branco, a 18 de Maio na Sertã.
Desejou ainda a continuação de Boas Festas aos presentes, extensivas aos familiares. 
De seguida, marcou-se data para o próximo encontro "jantar", que por unanimidade se agendou, e que foi notório, nessas pequenas máquinas, para 27 de Dezembro de 2019.
Visto este encontro se encontrar em velocidade cruzeiro, era chegada a hora de "passar a pasta".
Eis que tivemos o voluntarismo dos nossos amigos: Carlos Alberto Lameiras e João Carlos Veríssimo, para a realização do 5º Encontro. Quis o destino que também tivessem sido camaradas de Arma (GNR).

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Seguiu-se o "destroçar sem batimento" da maioria dos convivas, visto ter havido uns esclarecimentos e opiniões sobre um e outro assunto, que ficou apalavrado para continuação nas Docas, quem sabe aconchegado com uma cervejinha?....

 


P.S.
...
Saul - Temos mala de cartão.
F. Amaro - A do Colaço é maior.
Saul - Mas não tem recheio!
F. Amaro - Vejo que essa manda peso!
Saul - Não só peso! Mas muita nostalgia, que vai dar gáudio ao pessoal (fotos).   
Bom Ano 2019

 

1.ª reacção:

Belo, Saúl, parabéns, também pelo texto resumo elaborado. Só faltam as fotos, acho. Forte abraço e FELIZ 2019. 
Eurico Grilo
                                                               (abra em ecrã inteiro)

Tantos em festa!

01.01.19 | asal

ANIVERSARIANTES com pressa de viver... Logo no 1.º do Ano!... 

 

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São cinco neste dia:

 

- Para ti, Alberto Ribeiro, vão os nossos parabéns de aniversário, com votos de um novo e feliz ano, com saúde e alegria, que se prolongue por muitos mais.

O Alberto, é da Sarnadinha, Castelo Branco, trabalhou na Lisnave e presentemente está na Livraria IBEZ, vivendo em Lisboa. Com facilidade vai estar no nosso Encontro de Alfragide em 2/02.

Contacto:  tel. 933 266387

 

 

- Também hoje faz anos Esposa João Lopes.jpga Maria José D. Lopes, esposa do João Oliveira Lopes (tel. 914 334 422), médica de profissão e a viver em Coimbra. 

Sempre a acompanhar o marido nos nossos encontros, para ela uma saudação especial.

 

 

 

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- Vem depois o Alexandre Lourenço Nunes (tel. 919 438 889), a viver em Castelo Branco e natural das Sarzedas (ou estou enganado?), que tem dado muito do seu trabalho nos nossos encontros. Sempre presente e colaborador, vem de Castelo Branco a Lisboa para se misturar com os convivas.

 

 

 

- Também neabil (2).jpgste dia, em 1940, nasceu o Abílio da Cruz Martins, na aldeia de Ripanso, Sobreira Formosa, onde também eu nasci. Todos conhecem o Abílio, a viver agora na Portela de Sacavém, e desde sempre ligado à Associação dos Antigos Alunos, como elemento efectivo ou muito próximo. Também ficou conhecido o apoio que ele deu ao Sr. P. Horácio quando ele chegou a Luanda carregado de livros e o Abílio era chefe da Alfândega. Foi o céu que lhe apareceu e todo o material foi parar ao destino como por milagre.

Contacto: tel. 964 461 949

 

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- Ainda neste dia faz anos o Sr. Cón. JOSÉ DA GRAÇA. Nasceu no Arneiro, concelho de Nisa em 1943 e tem desenvolvido uma bem conhecida acção pastoral em Abrantes. PARABÉNS pelos 76 anos e um abraço de muita amizade.

Contacto: tel. 965 412 019

 

A todos estes amigos aqui deixamos um abraço de amizade, com muitos parabéns e votos de longa vida, cheia de alegrias. 

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