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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Dois padres

22.11.18 | asal

Alberto Jorge.jpg

São aniversariantes neste 22 de Novembro dois sacerdotes.

 

- Um é o P. Alberto da Silva Jorge, nascido em 1934, e que, devido à sua idade e por questões de saúde, se encontra a viver no Seminário de Portalegre. Ainda no nosso Encontro de Maio ele apareceu, como se vê na foto, ao lado de outro amigo bem conhecido e bem falado por nós - o Francisco Cristóvão.

Talvez possa atender pelo n.º 937 022 594

 

 

Rui Lourenço P..jpg

- Outro aniversariante é o P. Rui Manuel Antunes Lourenço, nascido em 1963, que há pouco tempo foi dispensado de Vigário Paroquial de Alvito da Beira, Sobreira Formosa e Montes da Senhora, Concelho de Proença-a-Nova e Arciprestado da Sertã, indo colaborar na pastoral do Arciprestado de Portalegre, no Arquivo Diocesano e Biblioteca do Seminário, em Portalegre.

Contacto: tel. 967 747 180

 

Aos dois colegas que estão em agradecimento pela vida que já viveram, damos os PARABÉNS DO GRUPO, desejando-lhes muita saúde e a realização dos seus sonhos e projectos.

Nós somos mais...

21.11.18 | asal

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A puxar pelos galões

 

 

Olhando bem à volta, esta foto merece um destaque!

Somos quatro e todos da mesma freguesia: Abílio, José Andrade e eu, três do Ripanso, e o António Pereira Ribeiro, do Pucariço.

Haverá aí alguma freguesia mais bem representada neste Magusto do Restelo?

Talvez Penha-Garcia nso bata em número, mas tiveram uma baixa: o Alexandre Pires não compareceu por avaria do carro à última hora... 

Contratempos!

Canção "Chegou a hora"...

20.11.18 | asal

Canção do Adeus - música e letra

A pedido de alguns colegas, aqui ficam a música e a letra.

 

 

Chegou a hora do adeus
 
Chegou a hora do adeus e irmãos vamos partir,
No abraço dado em Deus, irmãos,
Vamo-nos despedir.
Refrão: Partimos com a esp´rança, irmãos,
De um dia aqui voltar
Com fé e confiança, irmãos,
Partimos a cantar.
 
Uh uh uh uh uh uh uh uhuh uh uh uh uh uh uhuh uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh
 
Refrão: Partimos com a esp´rança, irmãos,
De um dia aqui voltar
Com fé e confiança, irmãos,
Partimos a cantar.

Últimas imagens...

19.11.18 | asal

Finalizamos hoje a mostra de imagens que temos vindo a apresentar. 

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Terminámos com a canção do ADEUS, que nos escuteiros cantámos tantas vezes. Uma boa escolha, carregada de emoção!

Agora, pertence a cada um reagir ao acontecimento: palmas, críticas, sugestões para melhorar por a Comissão não ser a única que pensa... E, como o 2 de Fevereiro já vem aí para novo Encontro, é ocasião de aqueles que não querem faltar começarem a registar o evento nas respectivas agendas electrónicas, em papel ou num calendário de parede: local - Seminário dos Dehonianos em Alfragide, perto da casa do Francisco Cristóvão. 

Um "obrigado muito grande" a quem nos cedeu as instalações, a quem voluntariamente nos preparou o repasto e a quem se sacrificou de algum modo para que tudo corresse a contento. AH

As fotos do Magusto

18.11.18 | asal

Zé Ventura.jpg

MAIS REPORTAGEM SOBRE O ENCONTRO DO RESTELO

Cada um tem a sua visão sobre os acontecimentos e as pessoas.

O nosso Encontro do Restelo também pode ser visto de modo diferente por outros olhares.
Hoje sai o olhar do Zé Ventura nas múltiplas fotos que ele tirou.
Cada rosto diz uma história. Cada um de nós, ao olhar 4 segundos para cada foto,
decerto muito teria a dizer. E podem fazê-lo, que eu publico.

Que alegria ver tantos amigos, alguns a chegar aos 90 anos...

Graças a Deus! AH

 

 

 

 

Aniversário

18.11.18 | asal

João Portela.jpgCaro amigo, João Luís Portela, no dia do teu 73.º aniversário, os colegas dos tempos do seminário aqui se apresentam para te saudar, cantar os PARABÉNS e desejar-te muitas felicidades. Viver é por si uma grande graça e eu tenho ouvido dizer a muitos que nestas idades temos razões para dar graças todos os dias pelo muito que já vivemos e pelas alegrias do dia-a-dia.

Que pena não estares presente no nosso convívio do Restelo. Foi bonito mesmo!

Para contactos amigos, use o tel. 964 438 001.

Relatório e Contas

17.11.18 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

  COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

        (comasalpcb@gmail.com)

          (asal.mail@sapo.pt)

 

ALMOÇO CONVÍVIO DE 17 DE NOVEMBRO DE 2018- (SÁBADO)

SÃO MARTINHO

BREVE RELATÓRIO E CONTAS

Caros Associados e Amigos,

A Comissão Administrativa da nossa Associação promoveu mais um Encontro dos seus membros e amigos, no salão da Fábrica da Igreja de São Francisco Xavier, no Alto do Restelo, em Lisboa com a presença de 60 participantes para comemorar o S. Martinho.

O convívio teve início a partir das 11H00, com abraços, cumprimentos e recordações, a que se seguiram os aperitivos e o tão desejado cozido à portuguesa, obra do mestre Higino Queiroz de Mello, acompanhado de vários colaboradores da paróquia, num conjunto fantástico, merecedor dos maiores aplausos.

Em nome do presidente da Associação, João Heitor, e do vice-presidente, Joaquim Nogueira, o Joaquim Mendeiros, vogal-secretário, declarou aberta a sessão cultural gastronómica do São Martinho, pelas 13H30, agradeceu a presença dos participantes, a disponibilidade das instalações por parte do pároco da freguesia, Cónego José Manuel Ferreira que nos acompanhou durante o almoço, e deu a conhecer as iniciativas culturais em curso - lançamento do livro “Até outro dia” neste mesmo sábado, em Lisboa, da autoria da Joana Pedro, filha do nosso associado, José Cardoso Pedro - e a apresentação, no próximo sábado, do livro de poesia “Memórias escritas no vento” da autoria da Mary Horta, esposa do nosso associado Manteigas Martins, que terá lugar no Hotel Real Palácio, em Lisboa, pelas 16H30.

O Cónego José Manuel Ferreira, tendo a seu lado, o Pe Marcos Martins, coadjutor da paróquia, apresentou cumprimentos e felicitou os presentes, colocando as instalações à disposição da nossa Associação para outros convívios. Depois de uma breve oração de agradecimento, seguiu-se o almoço, uma curta visita à igreja, e o magusto, terminando o dia com o cântico do “Adeus” que rememorámos e prometemos eleger como a nossa canção de despedida em futuros Encontros.

Foi uma jornada fantástica, em boa hora proposta para aquele espaço pelo Manuel Pires Antunes, grande entusiasta e colaborador da paróquia de São Francisco Xavier

Todos estão de parabéns e merecem os nossos agradecimentos: os organizadores e coadjutores, o nosso anfitrião, Cónego Ferreira, e todos aqueles que disseram presente, partilhando a amizade de sempre.

Merecem, igualmente, o nosso obrigado, todos aqueles que não puderam comparecer mas que nos mandaram mensagens de felicitações e estiveram connosco em espírito.

A título informativo, damos conhecimento das contas, pela forma seguinte:

 

R E C E I T A

Participantes:

1 -  60 X 15,00 € (A favor da Igreja)                                                              900,00 €

2 - 60X 1,00€ + donativos (a favor do Fundo de Solidariedade da Associação).105,00 €

3 - Quotas                                                                                                           145,00 €

                                                                                                       Soma          250, 00

D E S P E S A

Consumíveis diversos                                                                                           150, 00 €

SALDO POSITIVO (a reverter para o Fundo de Solidariedade)… (250,00 – 150,00)    100, 00€

Saudações Associativas

A Comissão, em 17 de novembro de 2018

A mostrar tudo

17.11.18 | asal

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Mais imagens do nosso S. Martinho. O António Colaço vai andando e conversando com os comensais que lhe aparecem. É o transpirar do encontro sem sombras, sem pregas a esconder falsidades. Assim nos encontramos, assim gostamos de estar uns com os outros. Nos encontros de S. Martinho, nunca tinham estado mais de 50. Hoje, eram mais de 60. Não é nenhuma meta, não é nenhum objectivo este ou outro número. Só gostamos de estar uns com os outros, pois isto rejuvenesce-nos.

AH

                                              clicar no link seguinte

https://www.facebook.com/animo.diasmaisleves/videos/2332958636776866/ 

O convívio ao vivo

17.11.18 | asal

Agora, três links do convívio (zinho ou zão!) que o amigo Colaço nos ofereceu.

TANTOS ROSTOS - TANTA ALEGRIA - MUITA CUMPLICIDADE - ALGUMAS LÁGRIMAS DE EMOÇÃO

https://www.facebook.com/animo.diasmaisleves/videos/pcb.2333256516747078/2333256253413771/?type=3&theater 

https://www.facebook.com/animo.diasmaisleves/videos/pcb.2333256516747078/2333259593413437/?type=3&theater 

https://www.facebook.com/animo.diasmaisleves/videos/pcb.2333256516747078/2333278926744837/?type=3&theater 

 

Nos bastidores. O antes e o depois.

17.11.18 | asal

Manel P Antunes.jpgA reportagem do excelente convívio de S. Martinho, que teve lugar nas instalações da nova Igreja de S. Francisco Xavier, fica a cargo do amigo ZéVD.

Estamos muito agradecidos à equipa de que nos preparou tudo e que foram amorosos: o Manuel Orlando Pereira, a Cândida, o Agnelo e a Tina e o inexcedível “Chef” Higino Queiroz e Melo, que nos cozinhou um belíssimo cozido à portuguesa. 
Ficámos todos satisfeitos e pensamos
já no próximo S. Martinho. 
Para além de tudo, as imagens apenas dão a ideia do imenso trabalho que teve a equipa de voluntários da Paróquia de S. Francisco Xavier. 
Obrigado a todos.

A conviver...

17.11.18 | asal

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Ontem foi assim: 10 convivas em conversa sem fim...

 

Antevisão do que vai acontecer hoje...

 

Um bom dia a todos.

AH

Palavra do Sr. Bispo

17.11.18 | asal

NO ENTANTO... SÓ A VERDADE NOS LIBERTARÁ!...

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Esta questão de um homem ser homem, sobretudo quando é posto à prova ou os seus desaprumos e interesses pessoais tentam falar mais alto, parece ser uma miragem! E aqui uso o termo homem como sinónimo do Ser Humano: homem e mulher. Gente que se tem por bem formada, honrada e de bons serviços prestados à sociedade, por vezes, por atitudes elevadamente autorreferenciais ou por um instinto de defesa cooperativo e primário, logo pensa, sem pensar, que a melhor forma de agir é mentir, encobrir ou forjar coisas e loisas, só porque imagina que será uma vergonha assistir à desonra de honra tão honrada!... E quando estas pessoas estão grandemente conotadas com Instituições, Órgãos ou Serviços de qualquer ordem, logo são elas ou eles, as Instituições ou esses Órgãos e Serviços, os primeiros a apanhar pela barba, o todo vai pagar pela parte. Logo saltitam os que vão explorar essas fraquezas para levar a água ao seu moinho. Com essa farinha, porém, sabemos que não se vai amassar o pão da benevolência, atiçar-se-á, isso sim, o desafeto que distancia e destrói. É evidente que não estou a defender quem procede mal ou menos bem. Esses, a ser verdade, sejam responsabilizados. Mas o que é certo, é que essas Instituições, Órgãos ou Serviços acabam sempre por ser achincalhados só porque tais pessoas, de dentro dessas instâncias, se meteram em trabalhos ao optar por sombrios e desleais atalhos. Isso não leva a bom porto, não cura, mata, mata e arrasta consequências imprevisíveis. Pior ainda quando já não se reconhece o ambiente de corrupção em que se vive e tudo se tenta desculpar. O Papa Francisco afirma que o corrupto é pior que o pecador. De facto, o pecador, se não é corrupto, reconhece o pecado, arrepende-se, pede perdão, é humilde, muda de vida. O corrupto no uso de bens e comportamentos, não reconhece, justifica-se, acha normal, sente-se inocente e perseguido, não muda, afirma que os outros é que estão errados e não o entendem... 

Quando se cai nesta esparrela e se tentam defesas, acaba sempre por ser pior a emenda que o soneto. Fica-se pior, perde-se credibilidade, confirma-se o adágio que diz que quanto mais alto se julga ser ou é, se sobe ou subiu, maior é o trambolhão e a dor no arcaboiço! A liberdade, que nos distingue e honra, muitas vezes dobra-se e desdobra-se em libertinagem e cobardice, que corrompe e humilha, por não se ser capaz de assumir a responsabilidade dos próprios atos e amar a verdade. 
O filósofo Diógenes de Sinope, da Grécia Antiga, que procurava o ideal cínico da autossuficiência, propalava que o homem vivia artificialmente e de maneira hipócrita. Por isso, ele, Diógenes, aspirava a uma vida que não dependesse dos desmandos da civilização corrupta. Diz-se que vivendo num barril, em jeito de pocilga ou coisa assim, de quando em vez de lá saía para saborear o ar fresco de fora de pipo tão sarrento. Saía a deambular pelas ruas da cidade, com uma lanterna acesa na mão, alegando que andava à procura de um homem honesto e feliz, coisa que ele entendia ser mais difícil de encontrar que uma agulha no palheiro. Neste covil dos mortais, para ele, honesto honesto, ninguém, só os cães, e dizia porquê. 
O Rei David, ao pressentir os passos da morte, chamou o seu filho Salomão e disse-lhe: “Eu vou seguir o caminho de todos os mortais. Tu, sê forte e comporta-te como homem...” (1Reis 2, 1-4. 10-12). “Comporta-te como homem”, disse-lhe!... David lá saberia porquê, mas, com certeza, não lhe terá dito isso por ele ir à missa todos os dias, até porque, nesse tempo, Missa não havia...
O Santo Papa Paulo VI, quando em maio de 1967 visitou o Santuário de Fátima, exortou, alto e em bom som para que toasse no mundo inteiro: “Homens, sede homens. Homens, sede bons (...) recomeçai a aproximar-vos uns dos outros com intenções de construir um mundo novo; sim, um mundo de homens verdadeiros, o qual é impossível de conseguir se não tem o sol de Deus no seu horizonte ....”.
Com vontade ou sem ela, por cobardia ou por convicção, quem apresentou o verdadeiro Homem ao mundo, foi Pilatos. Disse ele ao povo: “eu vou mandar trazer aqui fora o Homem, para que saibais que não encontro n’Ele culpa alguma”. Jesus, impávido mas sofrido, saiu para fora e Pilatos apresentou-O: “Eis o Homem!” (cf. Jo 19, 4-5). 
De facto, Pilatos não encontrou n’Ele culpa alguma, julgou-O justo, sabia que ele tinha passado pelo mundo a fazer o bem. No entanto, quis defender o seu lugar, quis agradar ao povo, era subserviente aos chefes, não queria perder a sua honorabilidade, foi cobarde, condenou um inocente, o Homem! O Homem, porém, não perdeu as estribeiras, manteve-Se como Homem, firme e sereno na verdade, não pagou o mal com o mal, desculpou a multidão e pediu ao Pai que lhe perdoasse, ofereceu a Sua vida por amor, mandou que fizéssemos como Ele fez!... Ressuscitando, o espanto e a alegria voltaram a tomar conta de todos: a Sua origem, o Seu poder, a Sua sabedoria, a Sua inteligência, a Sua dedicação a todos, o que Ele disse e fez, tudo, tudo voltou a ser recordado e a Sua fama corria cada vez mais por toda a parte. Muitos de entre a multidão que outrora se apertavam para O ver, ouvir e tocar, confirmados na força do Espírito, deixaram tudo para O seguir. Na verdade, Ele era, é, e continuará a ser a Boa Notícia, a grande alegria para todo o povo, o Homem que se identificou com a verdade e nos disse que só a verdade nos libertará. Dois mil anos depois, porém, continua-se a meter a cabeça na areia. Por dá cá aquela palha, para não se ferir a vaidade e a importância humanas, sempre mal coladas em pés de barro, recusa-se a Verdade e entra-se em fabulações. No entanto... só a Verdade nos libertará!

Antonino Dias
Portalegre, 16-11-2018.

Aniversário

17.11.18 | asal

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Ivo Silva, hoje é o dia do teu aniversário. O que são 68 anos? És um jovem...

Aqui estamos a dar-te os nossos PARABÉNS DE GRUPO e a desejar-te felicidade. 

Se estivesses no Magusto do Restelo, terias 64 amigos a cantar-te o "Parabéns a você"... Assim, outros estarão contigo a cantar-te, como nós também gostávamos...

Vá lá, aparece... Daqui a uns anos vai ser mais difícil! É a lei da vida.

Contacto: tel.  962 000 732

O HOMEM

16.11.18 | asal

Pires da Costa.jpeg

Reflexões de um pensador!

(De como, em depoimento simples e despretensioso, e baseado no prosaico conhecimento empírico dum percurso de vida em comunidade, um qualquer indivíduo pode também dissertar acerca de si próprio e dos seus semelhantes, sem causar dano aos credenciados que, através de profundos e louváveis estudos, tentam decifrar quem é o complexo ser da natureza habitualmente designado por Homem. Tolerância para os primeiros e louvor para os segundos).

 

……………………………………………………………………………

 

Na tentativa de coordenar ideias que me possam conduzir ao agrupamento de umas palavras que resultem  num pensamento pretensamente original sobre o ser humano, sinto-me surpreendido com esta constatação: como é possível que, conhecendo tantos homens há tanto tempo ( uns com H, outros com h) e sendo eu mesmo homem – aqui com h pequeno por uma questão de honestidade e discrição -, depois de tanto ler compêndios, uns mais fastidiosos outros mais interessantes, de autores de vários matizes, me encontre, neste momento, tão embaraçado para alinhavar umas simples linhas acerca do ser da natureza a que vulgarmente chamamos Homem, isto é, do Ser Humano.  O pensamento embargado não sei por que misteriosa influência, as mãos como que presas impedindo a movimentação dos dedos que hão-de materializar a tarefa da escrita, o cérebro como que paralisado, sinto-me à beira de me entregar a perros que me levem ao desespero e à inacção, desprezando a tarefa que me propunha realizar, ainda que de forma primária, aliás, a única ao meu alcance.

        Como que agarrado a um arbusto à beira duma ravina, resta-me recorrer à evocação de alguma ideia alheia que me ajude a encarreirar algumas considerações sobre o assunto. Vou, pois, pegar numas palavras atribuídas ao José Almada, o Negreiros,  um dos vultos da nossa cultura do século passado. Terá dito um dia: - Vim tarde ao mundo, pois quando cheguei  já outros tinham inventado todas as palavras necessárias para salvar a humanidade. Neste momento, já só falta uma coisa: salvar a humanidade. E disso eu não sou capaz.

        Sem que propriamente me sinta a plagiar - que seria feio!– vou situar-me na atitude de simples imitador. Também eu sinto que já vim tarde ao mundo – e ainda bem! – pois quando cheguei já se tinham inventado todas as palavras para definir e caracterizar o Homem. Já só falta uma coisa: compreender o que verdadeiramente é o homem. E eu, isso, não sou capaz de o fazer. Contudo, pesquisar acerca de tudo o que a nossa capacidade de raciocínio ainda não atingiu um grau que nos satisfaça, constitui tarefa consuetudinariamente aceite e louvada. Refugiado neste princípio, com o alívio que daí resultou, eis-me mais à vontade para alinhavar umas frases onde, sem responsabilidades  de maior, poderei dissertar um pouco  acerca desta unidade complexa que é o ser humano. No entanto, e ainda antes de me embrenhar nalguma teia de difícil saída, não resisto a mencionar um episódio simples que refere que um dia alguém propôs a um conhecido filósofo ( cujo nome agora não me ocorre)  que definisse homem e mulher. A resposta dele foi uma pergunta: - Qual homem? Qual mulher?

        Já aqui, através desta reflexão do filósofo, nós percebemos que  não só o homem não é igual à mulher, como qualquer homem nunca é igual a outro homem, nem uma mulher a outra mulher. Cada ser humano é uma identidade, tem a sua própria identidade. Faça-se o clone e, indubitavelmente, haverá sempre diferenças. Porém não se confunda igualdade com identidade. Coisas diferentes mas que andam a gerar em certos locais confusões delirantes, com ventos a soprar dos lados de S. Bento.

     Perante este molho de verdades por demais reconhecidas, fácil é concluir quão difícil é manusear dados, elementos, conceitos, conjecturas que possam gerar uma confluência de opiniões coincidentes, conhecendo-se  apenas uma certeza: o ser humano é mais complexo do que a capacidade que tem para se conhecer a si próprio.

         Qual o homem que não põe, muitas vezes, perguntas a si próprio para melhor se ir compreendendo acerca de quem é? Quantos de nós não questionamos os nossos procedimentos, chegando a pensar que não nos estamos a reconhecer em face do que julgamos ser? Porque receamos muitas vezes o nosso comportamento, não confiando nas capacidades de que julgávamos estar possuídos? Quando dizemos com ênfase, para que os outros nos acreditem, "eu sou este, eu sou aquele, eu sou isto, eu sou aquilo", teremos de facto a certeza do que estamos a dizer e intimamente estaremos convictos das nossas afirmações? Como pode qualquer homem ou mulher garantir tudo isso aos outros se nem a si próprio se consegue convencer? Se todas estas interrogações não fazem sentido ou não são verdades, então eu não sou um homem. Poderei parecê-lo, mas não o sou.

    Dentro do reino animal, qual a posição do ser humano? A si próprio intitula-se como superior, porque dotado de capacidades mentais e intelectuais que só ele possui. Ou julga possuir. E só isso bastará para que se possa alcandorar a uma posição de superioridade? Ou a relatividade de tudo o que existe no planeta o aconselham a ser mais moderado no seu triunfalismo?

       Tudo isto em relação ao que o homem é ou não é. E se recuarmos à procura das suas origens? Se nos alhearmos das formas simplistas normalmente dadas pelas religiões, o imbróglio é ainda maior. Muitos conhecimentos se foram revelando ao longo dos tempos,  sempre na perspectiva de encontrar uma explicação natural e científica, mas inúmeras dúvidas permanecem mesmo nesta época do conhecimento.

       A explicação um tanto prosaica da Bíblia perdurou por muitos milhares de anos e era tomada por grande maioria como a fonte de toda a verdade. Porém, apesar dos conhecimentos adquiridos ao longo da história acerca da evolução do ser humano, embora quebrando muitos tabus, as dúvidas persistem e continuarão por muitos e muitos anos.

        Acabou por salvar um pouco a situação o inglês Charles Darwin que , em pleno século XIX, após muitos e profundos estudos, publicou a obra “ A origem das espécies” onde teoriza a evolução das espécies ao longo do tempo. Porém, até hoje, ainda falta convencer muita gente das teorias que divulgou. Em que ponto estamos? Não direi no zero, mas, sem dúvida, muito longe de conclusões definitivas. De toda a verdade. Será ela revelada um dia? Mistério, o refúgio de tudo o que não se compreende. Como acontece com o etc. que, para além de ser o descanso dos sábios é também o refúgio dos ignorantes.

        O Homem é paradoxal, é complexo e tem uma espécie de computador programado na sua cabeça, de tal forma que nenhum perito informático jamais conseguirá lidar com ele sem repetidos enganos e colheita de dados errados. Parece que vem aí a propagandeada inteligência artificial. Receio que seja o fim do homem. Ninguém sabe onde isto irá parar. A humanidade desumanizada  é inimaginável.

    A sua complexidade idiossincrásica transformam-no numa espécie de amálgama de sentimentos e comportamentos contraditórios, que geram  conceitos díspares que alimentam  permanentemente as dúvidas a seu respeito. A título de curiosidade, apontemos um exemplo :- O Homem é bom ou mau? Logo se põem as questões teóricas a funcionar : - O que é o bem e o que é o mal? No meio de todos esta trapalhada cá nos vamos safando…

      Para mim, que às vezes sem qualquer resultado prático, também penso nestas coisas, o principal problema do homem é que é um ser individual e quase é obrigado a viver em sociedade. E um dos males mais pertinentes da existência principiam exactamente aí. E o grande drama do homem é que lhe é difícil sobreviver sem ser em sociedade. Se evocarmos Aleixo, o algarvio, poeta e puro de sentimentos sábios, disse ele num dos seus maravilhosos poemas: Não sou bem nem mal educado, sou apenas o produto do meio em que fui criado. Resumindo: ninguém é totalmente bom nem totalmente mau. Há quem diga que Hitler nutria muita ternura pelas criancinhas… Atrevo-me, porém, a recomendar que não censuremos com exagero  quando entendemos que alguém se portou mal. Será preferível que aceitemos que está apenas equivocado.   Vai longa a crónica e, para mal dos meus pecados, ou nem isso, tenho perfeita consciência de que nada escrevi que possa  aproveitar-se para definir e melhor compreender o Homem. Mas não me pesa esse facto, porque sei que todo o saber humano tem limites, ainda que tais limites sejam diferenciados. Para compor melhor o ramo, atentemos no dito popular: cada um é como é ou, como dizia um meu vizinho lá da aldeia, cada um é como a mãe o p..., digo, gerou.

       Dir-se-ia que esta abordagem de assunto tão delicado pode considerar-se ousada ou, no mínimo, arriscada, já que é elaborada em simultâneo com a ocorrência da  célebre Web Summit, em Lisboa, onde se apresentam todas as novidades surgidas nos diversos campos do saber, com especial incidência sobre a Informática. Por razões óbvias e por óbvias razões, não fiz a minha visita ao dito evento. Li que a coisa vai repetir-se por mais dez anos na nossa capital, com enormes lucros para o país. Qual país? O Portugal do interior, rural, pobre, carente dos afectos de Lisboa? Duvido. É que sempre que se gritam fortes pregões na capital, raramente ecoam  ou se reflectem naquelas paragens, e o que soa suscita quase sempre muitas incredulidades.                                                                                                  Não sei se no referido evento já apareceu o tão apregoado homem com inteligência artificial. Quando o cavalheiro ( será mesmo? )  aparecer teremos um caso bem bicudo. Mas isso ficará a cargo de gente com outra responsabilidade, que não a minha. Contudo, permita-se-me que acrescente um diálogo, havido entre dois interlocutores de inteligência natural que li já não sei onde: -  Sabes que metade da humanidade ainda não tem acesso à internet?  Respondeu o segundo: - Sei, mas isso  não o tomo como um mal. O verdadeiro mal é que já metade da população mundial tem acesso à internet…

      Resumindo, o mal não está na criatividade do homem nos vários campos do saber, na capacidade imaginativa, na descoberta de tecnologias que vão alterando o comportamento das sociedades ao longo do tempo. O mal está no desequilíbrio dessas sociedades que, por paradoxal que pareça, faz muitas vezes girar a roda da sorte ao contrário.

      Homens, sede homens! Homens, sede bons! Pode ser que este grito lançado pelo Papa  Paulo VI, agora a caminho da santidade, aquando da sua visita a Fátima, no ano do cinquentenário das aparições,  opere muitos e muitos milagres.  Que Deus ajude e os homens colaborem.  

   A. Pires da Costa