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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Palavra do Sr. Bispo

ADVENTO EM DINAMISMOS DA HERANÇA E DE MUDANÇA

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Mudam os tempos, mudam as pessoas, mudam os gostos, mudam as prioridades, mudam as relações, mudam as estratégias, mudam as pedagogias … tudo parece mudar! E neste frenesim de mudança, com as suas notas de esforço e surpresa, de novidade e apreensão, de possibilidade e adequação, vivemos tempos de necessário discernimento e escolha. É que, entre todas as mudanças que acontecem, há o que passa e o que permanece, há o bom e o menos bom, o supérfluo e o essencial. O que permanece, o que é bom e essencial, é também herança de quem nos precedeu. Herança e mudança são, desta forma, os ritmos de quem tenta acertar o passo com a vida, com a história e com a própria fé. Se doutras heranças alguém pode falar e usufruir, a nossa verdadeira herança, aquela de que falamos e nos privilegia, é o próprio Deus que Se revela e nos dá Cristo Jesus. Todos somos herdeiros, com Cristo, dos bens de Deus Pai, herdeiros de bens que nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem o coração humano percebeu o que Deus tem preparado para aqueles que O amam (cf. 1 Cor 2,9). Esta herança de Deus Pai implica determinação e mudança. E a força dessa mudança e determinação está precisamente na Promessa que nos foi feita e se realiza plenamente em Cristo Jesus. 

O Advento ajuda-nos a espevitar e a estimular esta nossa consciência, para vivermos na alegria e na seriedade de um testemunho como o testemunho de Jesus Cristo. É um tempo de esperança, de expectativa, de transformação, de desejo. É uma oportunidade pedagógica e sacramental para colocarmos Cristo no centro da nossa vida. 
Herdar pode parecer um ato meramente passivo. E conotado com uma certa estagnação, pode até parecer que contraria a mudança. No entanto, receber um bem pelo qual não se trabalhou, é o símbolo de uma vida que se recebe sem se pedir, é o símbolo de algo que se recebe hipoteticamente sem mérito, é um dom. E os dons, pela força da sua gratuidade, ultrapassam barreiras humanas. Assim, herança e mudança andam de mãos dadas como de mãos dadas andam o receber e o dar. 
Respondendo à iniciativa do Papa Francisco, a Igreja que está em Portugal resolveu promover, até outubro de 2019, um Ano Missionário. O desafio fundamental desta iniciativa é o da transmissão da fé. Somos convidados a transmitir a herança da fé recebida, desde o vizinho mais próximo até aos povos mais longínquos. 
Herança e mudança são, neste contexto, um verdadeiro dinamismo de transmissão da fé. Se Deus se revela sempre na forma da Promessa dos tempos novos e da nova Aliança, a herança da fé recebida tem de ser transmitida. Guardá-la só para si seria infidelidade e infecundidade. 
Ora, transmitir não é apenas traduzir. É incarnar. E o tempo de Advento é um tempo favorável para contemplar a incarnação do Verbo e perceber quanto a missão de evangelizar vive deste dinamismo da incarnação. Cristo revela-Se através de atos e palavras, é uma revelação histórica, tem uma estrutura existencial e traduz-se num valor doutrinal. Se, em Cristo, os gestos e as palavras se esclarecem e explicitam mutuamente, na transmissão do Evangelho, os gestos e as palavras, em uníssono, devem ser a expressão da coerência da vida com a fé professada, num dinamismo crescente de unidade e harmonia. Se, em Cristo, a dimensão histórica da incarnação é um dos fatores mais importantes da receção do Seu testemunho e da Sua vida, na missão de evangelizar, a história apresenta-se sempre como espaço de verificação do sentido da verdade evangélica e da sua validade para a vida humana. A missão de evangelizar faz-se na história dos homens, é histórica e constrói história. Se, em Cristo, a relação estabelecida com as multidões, ou com as pessoas, revela a proximidade de Deus à vida humana, na transmissão do Evangelho pela Igreja, a dimensão existencial do encontro é sempre um fator de credibilidade da palavra anunciada. A palavra dita e o encontro realizado são sempre comunhão e comunicação. Missão e transmissão da fé são palavra que comunica, interpela, confidencia, testemunha, manifesta confiança. Aliás, a palavra de confidência vale sempre como testemunho do que é mais importante. Cristo é uma confidência de Deus à humanidade. Se, em Cristo, cada palavra e cada gesto tem a dimensão de um sinal de salvação, na Igreja e na sua missão, cada gesto sacramental é um sinal explícito e evidente de que Deus vem para salvar e reconstruir. Se as verdades ditas e os acontecimentos realizados por Cristo são experiências diante das quais não se pode voltar atrás sob o risco de apagar parte da história, na missão da Igreja, a verdade de Cristo interiorizada e professada como fé, ganha um valor doutrinal na vida da Comunidade. É a fé da Comunidade.
A missão da Igreja – transmitir a herança recebida – tem, então, a dimensão da vida do homem e de todos os lugares onde os homens habitam. As nossas Comunidades necessitam da missão da Igreja que transmite Cristo vivo e experienciado. O mundo necessita da missão da Igreja para ter acesso ao tesouro que é viver de Cristo e dos seus ensinamentos. 
Onde há missão existe sempre vocação. O Advento sublinha, por isso, a preparação do coração para receber Cristo e a necessidade da transmissão do dom que recebemos. Acolher a herança reclama mudança na vida. Cristo continua a vir ao encontro de cada homem em cada tempo para com ele construir uma história de humanidade. Ele permanece sempre e para sempre.
Herdeiros dos inimagináveis bens de Deus Pai, aproveitemos, pois, este tempo favorável do Advento para cuidar da mudança do coração, envolvendo as famílias e as comunidades paroquiais, para bem celebrar, em família e na comunidade cristã, o Natal de Jesus que vem pobre, simples e humilde para nos trazer a alegria e para que a nossa alegria seja completa.

Antonino Dias
Portalegre, 30-11-2018.

A rir, a rir...

VOU TIRAR O CURSO DE CORRUPTO

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    Parece que a corrupção tomou conta do país. E eu, como membro efectivo desta sociedade, confesso-me altamente preocupado. Não pela corrupção em si mesma, mas com toda a componente que a envolve. Meditei muito sobre o assunto e cheguei à conclusão de a dita corrupção está uma bandalheira. Não há lealdade, não há honradez, não há sinceridade, não há justiça, não há discrição, não há saber. E, nesta  situação, nem se prestigia nem se dignifica. Interrogo-me: Com uma corrupção destas, onde vai parar este  nosso país?

    Enquanto o governo anda numa fona a tentar dizer aos portugueses quanto está a governar bem e que se melhor não faz é porque a oposição não deixa,  esta passa o tempo a gritar que o governo não presta e não sabe governar e que se eles, os da oposição, governassem, isto era um mar de rosas, eu vivo nesta angústia de tentar solucionar o problema da corrupção do meu país. O leitor fará a justiça de  concordar que  a minha tarefa é bem mais ingrata do que a deles, governo e oposição. Contudo, vou tentar.

     Entremos, pois, de vez na Corrupção, a minha futura actividade, na qual espero ser um exemplo para todos os meus futuros colegas espalhados pelo país. Após muitas noites passadas em claro e dias às escuras, cheguei a algumas conclusões, na minha perspectiva todas brilhantes, e que passo a narrar.

      Começarei por procurar uma universidade que aceite o curso que pretendo tirar: « Engenharia da Nova Corrupção » Para tal, procurarei uma daquelas que trabalhe em serviço contínuo durante todo o ano e que pode conceder diplomas de manhã, à tarde ou à noite e disposta a criar o curso atrás mencionado, onde serei o primeiro aluno a matricular-me Perguntar-se-á: - Para acabar com a corrupção?  Respondo, nada disso! O que pretendo não é acabar com ela, já que isso acarretaria lançar muita gente na miséria e no desemprego e disso eu seria incapaz.

       Para quê então o curso? Fundamentalmente, para dignificar a função do corruptor, conceder-lhe o estatuto a que tem direito, consciencializá-lo dos seus deveres para que, cumprindo-os, possa obter o respeito dos seus concidadãos, integrando-se assim, naturalmente, na sociedade que somos.   

       Tirado o meu curso, passarei a ser um verdadeiro corrupto, capaz de moralizar a corrupção, tornando-a numa actividade normal e bem aceite por todos.  É que, mais do que a minha própria vida, tudo farei para melhorar a dos meus concidadãos mais necessitados.  Resumindo: serei um corrupto honrado, digno, justo, humano, altruísta sempre preocupado com o bem comum.

      Assim, como qualquer corrupto que se preze, procurarei corromper o mais possível, mas sempre com a maior dignidade e discrição, coisa que a maioria dos nossos actuais corruptos não faz. Como mandarão  as novas regras da Corrupção, procurarei que nunca se suspeite de que sou corrupto e farei os maiores esforços para que tal nunca se descubra, já que só assim o meu projecto poderá ter êxito.      Sei que vou lançar-me numa causa que muitos olharão com desconfiança. Assim, haverá que estabelecer regras sozinho, já que não me vou sujeitar à colaboração de algum corrupto cuja mentalidade se resume à ideia de que a corrupção consiste apenas em enganar e roubar os outros.  Considerando que irei integrar-me numa actividade profissional que  é das mais antiga do mundo,  onde o homem é pioneiro e  único a praticá-la, não me resta outro caminho.  A responsabilidade é uma coisa muito bonita.

    Assim, e apenas como um pequeno levantar do véu, por razões óbvias, tratarei de  criar uma Ordem Profissional dos Corruptos que funcionará de acordo com os Estatutos que eu próprio elaborarei e da qual, com toda a lógica, serei o Bastonário.  Por minha honra declararei, assim como terão de fazer todos os meus futuros colegas   no acto da inscrição,  que se alguém descobrir que pratico actos ilícitos, puxarei de toda a minha honradez, de toda a minha dignidade, da integridade do meu carácter e declararei  que de facto sou corrupto e quais os actos que cometi nessa função. Para mim isto nada terá de especial, já que é o comportamento que, de modo consuetudinário, se encontra estabelecido para o desempenho de qualquer actividade humana. Dentro da Ordem, assim procederão todos os corruptos em situação idêntica, isto é, corruptos legalizados como eu. Ou há moralidade ou comem todos.  Com tal comportamento, será aliviado o trabalho da polícia, dos  advogados, do Ministério Público, dos tribunais e respectivos juízes e eu aliviarei a minha consciência, ainda que se diga que esta não existe na mente dos corruptos, no que não acredito. Até aqui, todos têm sido uns envergonhados e uns cobardolas e, por isso, têm feito as tristes figuras que a toda a hora presenciamos. Tudo isto vai mudar, porque a corrupção ordinária e suja será definitivamente irradiada do país. Quiçá, até noutros que estejam dispostos a reconhecer  o nosso novo grau académico. Pagando, claro, os respectivos direitos, como será da lei instituída.

      Para mal dos nossos pecados, até aqui, apenas temos tido corruptos ordinários, que negam tudo, negam sempre, fazem caras de anjinhos imaculados e dizem sempre a mesma coisa: perseguição maldosa, tramóia orquestrada, cabala infame, vingança invejosa, mentiras descaradas. Ora, tudo isto é uma vergonha e também um desprestígio para a classe dos corruptos e também do país que somos. Há que pôr cobro a tudo isto, e só por essa razão me disponho a tirar um novo curso e a desempenhar uma actividade com a qual não simpatizo muito, ainda que a respeite, já que toda a gente tem o direito de ganhar a vida.

    Levantando um pouco mais o «veuzinho», os Estatutos da referida Ordem dirão, no seu artigo nº 855, expressamente, que todo o produto angariado corruptamente será entregue na Tesouraria da Ordem. Para que possam viver com dignidade mas sem ostentação e de acordo com as suas necessidades familiares, os depositantes corruptos receberão uma percentagem calculada sobre a importância entregue. No final do ano, - e aqui está a já apregoada força moral e altruísta da Ordem -  será feita uma distribuição de verbas, que naturalmente serão elevadas dada a natureza da actividade, pelas numerosas instituições de carácter social por todas as regiões do país, para que os mais necessitados possam viver melhor. E, para que tudo seja mais limpinho e legal, cada corrupto deverá pagar ao Estado o respectivo IVA  23/ºº dos seus legais rendimentos, e não 6/ºº , que a corrupção não é nenhuma tourada. Quando muito, usará também farpas, mas de fabrico diferente. Mais requintadas, mais subtis. Haja bom senso!

                                                                                                                 Senhores corruptos  do meu país, aceitai as regras do jogo, já que ainda não  podeis pagar impostos como os outros contribuintes como seria vosso dever – porque se os pagassem seriam logo alvos de suspeita - mas, quando chegar a vossa hora da denúncia , colaborai com a polícia, com os tribunais, com a imprensa e assumam toda a verdade. Verão o alívio que invadirá o vosso espírito e a admiração que recuperareis da sociedade.  Se nunca forem apanhados, os meus parabéns. Mas permitam-me um apelo final: visto tratar-se de um trabalho bem remunerado, quando tiverem  o suficiente, retirem-se gozem a vida e dêem lugar a outros.

     Assim, vamos todos, corruptos legalizados, dar o nosso contributo para dignificar a nossa nobre profissão, dir-se-ia mesmo missão, e contribuir para sermos a alavanca do desenvolvimento do país, coisa que os sucessivos governos não têm conseguido fazer.

     Sim, é deveras triste e lamentável a frequência com que os zelosos defensores dos cidadãos acusam membros dos órgãos governativos, desde juntas de freguesia, câmaras municipais, governos, parlamento, poder judicial, forças de segurança, forças armadas etc. que a lista já vai longa e o papel custa dinheiro, e, que me lembre, até hoje nenhum dos visados tenha assumido quaisquer responsabilidades nas acusações que lhes são dirigidas. Negam como qualquer cidadão ordinário, negam sempre, mesmo depois de condenados judicialmente pelos crimes que lhes são imputados. Ora isto é uma vergonha, uma trafulhice, uma desonestidade. E, se não fosse o receio de desagradar a pessoas sérias, educadas e dignas, que ainda há muitas e me merecem o maior respeito, ousaria até dizer: - uma estrumeira onde chafurdam consciências podres. Escapou, peço desculpa, mas agora já está!        E agora, com a crónica a chegar ao fim, sinto-me a pensar que terei adjectivado em demasia a triste  e ordinária corrupção que nos circunda, como que a pedir meças à simpática  e de boa sonoridade endorreia alentejana, com o devido respeito que esta nos merece.  E esta escribomania que não me larga! Será que eu, sem o saber, já sou um corrupto sem curso nem nada e a quem ninguém dá importância? Se assim for, mais se justifica a minha corajosa decisão. Vou concretizar o meu plano, prestarei um grande serviço ao meu país, bem como ao governo que ora toma conta de nós, bem como aos que vierem a seguir. E, enquanto não concretizar o meu projecto, o que pode levar muitos e muitos anos – todos conhecemos a corrupta burocracia do país e eu só vou corromper quando tiver o dito curso - deixo este desabafo final: para esses corruptos ilegais e gananciosos, que só abocanham e não dão nada aos para se obter um equilíbrio social mais justo, remato desta maneira:

 

           Para os corruptos, com muita lealdade,

           Ouso propor com profunda amizade:

           Construam-se muitas e fortes prisões

           E metam lá essa cambada de ladrões!

 A. Pires da Costa

 (Dentro de uma tradição ora muito em voga, invoco o direito de poder escrever segundo ortografia que me dita a consciência.)

O veneno da mente

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A GANÂNCIA

 

 Este sentimento que nos atormenta constantemente na busca insaciável de riquezas e que transforma em pedra o nosso coração, deixa marcas por todo o mundo.

Esquecemo-nos do bem comum, alimentamos mentiras e corrupção para obtermos dinheiro e poder que colocamos em primeiro lugar. Enterramos os valores fundamentais da vida, ignora-se a justiça e a sociedade vive em guerra de pessoas contra pessoas.

Todos precisamos de competir e de lutar por melhores dias, pensamos em nós e nos outros e partilhamos alegrias e tristezas com vista ao bem-estar e felicidade.  É este o sonho que procuramos para um mundo melhor, mas os gananciosos vivem eternamente insatisfeitos com o que têm, querem sempre mais e estão dispostos a atropelar quem lhes barrar o caminho.

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Sempre houve, neste mundo, indivíduos dominados pela ganância cujas acções levam a conflitos, para acumularem riquezas e como consequência geram injustiças, pobreza e fome. Nos países de grandes recursos naturais ainda existem grandes discrepâncias entre ricos e pobres, os que têm tudo e os que não têm nada, como muitas nações onde os agiotas sedentos de poder desencadeiam conflitos aterradores.

O grande choque de hoje é que os gananciosos praticam uma roubalheira escancarada apoderando-se sem escrúpulos dos recursos públicos, que poderiam dar mais saúde, educação e bem-estar à população.

Dão uma sentença de morte aos sentimentos humanos, como a verdade, o respeito e o amor.

Todos conhecemos histórias de indivíduos com tal sede de riqueza, que se apoderam de bens que os seus pais acumularam tal  como os governantes e políticos com os dinheiros públicos.

Se cada um de nós fizer um exame de consciência da sua vida, encontrará passagens de ganhos extras obtidos muitas vezes com injustiças, ficando com o que não é nosso ou fazendo negócios desonestos?

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Mas aqueles que possuem uma mente gananciosa, são pessoas ignorantes, não pensam em construir uma sociedade justa, não lhes interessa a felicidade dos outros. Existe um vazio deixado pela ganância. É como a história da galinha dos ovos de ouro, em que um camponês e a sua mulher ao descobrirem que a galinha tinha posto um ovo de ouro, trataram de a matar para se apoderarem de uma vez por todas, dos ovos dourados que ela carregava no ventre, mas nada encontraram.

E, como diz o ditado popular, “quem tudo quer, tudo perde”. Assim acontecerá aos gananciosos: desta vida não levarão nada, nem o corpo. E a nossa alma levará, sim, o bem e o amor que plantarmos.

João Antunes

Notícias da UASP

DISCORRENDO SOBRE A FÉ QUE NOS MOVE – Parte I

Os dias 24 e 25 de Novembro amanheceram chuvosos, com uma chuva suave, ordeira e prometedora para os campos que nesta altura nos oferecem já imensidões de um verde vivo, o verde da esperança, a esperança que a todos nos move rumo a um futuro melhor.

Também nesses dois dias, por iniciativa da UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, na “Domus Carmeli”, uma casa património da Ordem dos Padres Carmelitas Descalços, em Fátima, no decurso do seu V Fórum animado pelo tema “O Acesso à Experiência da Fé, Hoje!”, se ouviram ali, bem protegidos da precipitação exterior, torrentes de palavras suaves, ainda que firmes, ordeiras e prometedoras, rumo ao reavivar e aprofundar a Fé de cada um, que ali se proclamou de várias perspectivas, com uns laivos de crítica à forma como a Igreja Católica a proclama e divulga, mas sempre a mesma Fé em Deus, Deus Uno e Trino.

Dizia o doutor José Milhazes, convidado para abordar uma “Leitura dos sinais dos tempos”, antigo aluno do seminário comboniano, o primeiro orador convidado, antecedido por palavras de boas-vindas, por parte da Organização e dos anfitriões, que “quanto mais culta é a fé, mais sólida ela é”, de certo modo em contraponto com o que por aí se diz que o conhecimento, vai reduzindo a necessidade de religião.

De facto, o orador afirmou que o que hoje importa é a cultura, o conhecimento e a fé, atrevendo-se a alvitrar que a História é talvez a ciência mais inútil à face da terra, porque é esquecida, repetindo-se assim os erros do passado, começando a Europa de hoje a assemelhar-se à Europa dos inícios do século XX, época de utopias malditas, onde começam a sobressair grupelhos sem expressão significativa no contexto nacional, que necessitam de estar no centro das atenções para sobreviver e que face à sua persistência e fácil acesso aos meios da comunicação social, têm um tempo de antena desproporcional ao peso que de facto têm na sociedade, em contraponto à Igreja Católica que não aproveita convenientemente as oportunidades de intervenção.

E apontou exemplos como o episódio da Dina Aguiar em que se despediu dos seus telespectadores com um sentido “até amanhã, se Deus quiser” e que redundou numa enxurrada de críticas à jornalista, sem que a Igreja Católica, ou os católicos em geral, se indignassem com veemência e publicamente. Se se despedisse com “um até amanhã camaradas!” provavelmente passaria incólume à esquerda e à direita.

A Igreja tem que ser preventiva e agir para resolver os seus problemas, intervir socialmente em casos como os da greve dos estivadores em Setúbal, revelando a sua posição em áreas críticas porque posições dúbias não ajudam à sua afirmação. Se a Igreja faz apenas casamentos e baptizados, não serve. É necessária uma Igreja que fale dos problemas e das comunidades. Não deve pensar apenas em apagar o fogo quando a casa já arde. É a intelectualidade que chega aos mais humildes e por isso a Igreja não deve ter medo de assumir a sua verdade, afirmando a sua posição concreta, mesmo em casos difíceis. Terminou dizendo que se diluem os princípios e, nesse quadro, está pessimista quanto ao futuro.

Ainda na manhã de sábado foi tempo de olhar para “A transmissão da Fé entre gerações” e escutou-se a afirmação da Fé, na perspectiva dos filhos, dos pais e dos avós e foi muito agradável ouvir o testemunho de um antigo aluno, o dr. Fernando Capela, percorrer a escala da sua evolução como homem de fé, uma fé compartilhada no seio da sua família onde despontou, aprofundou no seminário e teve também uma fase de pré-divórcio, seguida de um curto período de divórcio quase total por alturas em que cursava direito em Coimbra, ainda que não tivesse perdido o contacto total com a igreja. Reaproximou-se depois e actualmente frequenta a igreja de novo e tem tempo para Deus, afirmando até que a melhor experiência que teve foram aqueles três anos em que, já formado em direito, ministrou catequese aos miúdos. Concluiu que não sabe se é um homem de fé, mas tem a certeza que nos seus quarenta anos de vida Deus tem andado por ali.

Como agradável foi ouvir a drª Maria Clara Oliveira, na perspectiva de educadora dos seus filhos, mas também dos seus alunos, que encontra frequentemente em Fátima, terra de Fé por excelência o seu porto de abrigo. Tem educado os seus filhos na Fé em Deus, mas lembrou Madre Teresa de Calcutá: –“Os filhos são como as águias, ensinarás a voar mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. Mas, em cada voo, em cada sonho e em cada vida permanecerá para sempre a marca dos ensinamentos recebidos”. No seu mister concluiu que a regra é os pais preocuparem-se mais com a formação intelectual. A educação moral e religiosa da escola não é catequese, faltando ali um espaço onde se possa discutir a fé. A educação deve provir do exemplo. Concluiu afirmando que estamos num tempo em que os jovens não ouvem a voz do silêncio no seu dia-a-dia, mas apreciam-no quando o conseguem viver.

Para terminar a manhã de sábado, escutou-se o dr. José Luís Ponte a falar da “Transmissão da Fé na geração dos avós” e tem como máxima, na perspectiva de Rotário que é, que se educa pelo exemplo. E com o exemplo devemos praticar a sedução, e afirmou que o seminário o seduziu pelo lado do teatro, ver o padre na sua importância no altar! Faltam jovens nas igrejas e questionou: Se os familiares transmitem a fé, então o que falta? – Falta os educadores abordarem as questões com firmeza e exigência. Invocou Daniel Sampaio e a sua obra “A razão dos avós”, segundo o qual são os avós que têm disponibilidade para educar os netos com prazer, não por dever ou missão. Os avós trazem as tradições e os rituais característicos das gerações que desapareceram, são um tesouro que não podem ser roubados às gerações. Apelou de seguida para Ubiratan D’Ambrósio que aponta quatro necessidades básicas dos educandos: – Serem acolhidos e reconhecidos como humanos; Serem ajudados no processo de crescimento; Serem amados e amarem e, finalmente, serem protagonistas do seu viver e da construção da sua história.

O homem deve estar atento à sua memória, às suas origens, cada um tem a sua, sendo sempre herdeiro, sendo por isso conveniente apelar à memória. Continuou afirmando que vivemos uma pública ausência de “compromisso com a verdade”. Corremos cinco perigos culturais: – O utilitarismo → Quanto me dás?; O consumismo → Quanto mais tiveres melhor; O individualismo → Quanto mais conhecimento eu esconder dos outros mais progrido; A despersonalização → Anonimato social e, finalmente, a ambiguidade das relações sociais. A crise que se vive é civilizacional pois o homem foi retirado do centro das decisões.

Em presença do utilitarismo deve contrapor-se a gratuidade; ao individualismo, a solidariedade; à indiferença, o compromisso. Compete à Igreja Católica encontrar tempos/espaços/técnicas que lhe permitam trabalhar a família pondo alguma ênfase nos avós e citou Confúcio: “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Terminando assim os trabalhos da manhã.

Américo Lino Vinhais
Gabinete de Comunicação

 

Aniversário

VIVA O MANUEL CARDOSO! Celebra hoje as 69 primaveras. Ficas torcido? Calma, que quando tiveres mais 10 ou 20, vais ver como elas doem...

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E o tempo passa depressa para quem tem muito que fazer, que acho que é o teu caso! Assim, com um forte abraço, damos os PARABÉNS ao Manuel Lopes Cardoso e desejamos-te muita saúde e longa vida  na realização feliz dos teus sonhos.

Para quem não sabe, o Manuel Cardoso é de Proença-a-Nova, onde hoje serve com alegria as paróquias de Proença-a-Nova, Peral e S. Pedro do Esteval como Diácono Permanente. Ad multos annos!

Contactável pelo tel. 933 297 465

Aniversário

Anos do P. Daniel Santos Almeida!

Para este jovem sacerdote, de 36 anos (nasceu em 82!), responsável pelas paróquias da Sertã, Cabeçudo, Cumeada, Marmeleiro, Mosteiro e Troviscal, vão hoje  os nossos PARABÉNS, cheios de incentivos (oração, força, desejos?) a que continue a ter saúde e energia para desempenhar a sua missão e a realizar os seus projectos de vida. É que ele é ainda Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Sertã e da Associação dos Bombeiros Voluntários de Sertã...

Em 18 de Maio de 2019, contamos contigo para nos aligeirares os trabalhos de organização e vivência do nosso encontro dos antigos alunos dos seminários aí nessa linda terra.

Contacto: tel. 964 890 980

A Igreja cresce por atracção

Transmitir a fé não é como procurar pessoas para torcer por uma equipa de futebol, um clube ou um centro cultural; isso pode ser, mas a fé não se propaga com proselitismo. Bento XVI disse bem: ‘A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração’. A fé transmite-se, mas por atração, isto é, pelo testemunho.

O testemunho provoca curiosidade no coração do outro e o Espírito Santo pega naquela curiosidade para trabalhar a partir de dentro. A Igreja cresce por atração, atração. E a transmissão da fé dá-se com o testemunho, até o martírio.

Papa Francisco, Vaticano, 3/5/2018

(Do folheto de apresentação do V Fórum da UASP, subordinado ao tema “O Acesso à experiência da fé, hoje”, que teve lugar no passado fim-de-semana)

Foto dos participantes

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O populismo e as democracias

Meu caro Amigo

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No mundo que nos é dado viver, o joio cada vez é mais abundante nas redes sociais. Fake news e meias verdades espelham-se pelos ares, em ventanias agressivas e avassaladoras. Os seus resultados aí estão a dar os seus maléficos frutos. Da USA ao Brasil, atingindo a UE. Os populismos enganadores medram a olhos vistos.  Se é pela Verdade que o mundo se pode salvar, palavra do nosso Mestre, mal anda o mundo se persistir em prestar veneração ao pai da mentira - os demónios desta terra. Uma questão tão séria que não podemos deixar de a denunciar e lançar alertas para que nos blindemos contra tais vírus capciosos e enganadores dos tolos.

Construir um Reino de Verdade neste mundo torna-se hoje imperioso, como nos recordou ontem o Evangelho. O meu alerta de hoje vai neste sentido. Abraço para ti e para os que o ANIMUS anima e une, diariamente.  f. beirão
 

Confundir para reinar

 Temos assistido nos últimos tempos, à multiplicação do número de países onde o populismo vai crescendo. Lentamente, se vão conquistando eleitores intoxicados por mensagens simples e bombásticas, baseadas em “fake news” – notícias falsas - capciosamente elaboradas, para enganar ou confundir ignorantes ou mal informados. Todos conhecemos a estratégia destes desonestos políticos. Enviam falsas verdades aos milhares, através dos novos meios de comunicação, tentando que elas se transformem em verdades.

Os campeões deste tipo de populismo são conhecidos: Trump, Putine, Netanyahou, Le Pen, Salvini, Orban e Bolsonaro. Na Europa, nos Estados Unidos e ultimamente no Brasil, este fenómeno populista tem-se vindo a alastrar, como uma mancha de azeite. Todos os referidos governantes têm manipulado e utilizado falsas notícias para conquistar ou manterem-se no poder. Falar verdade deixou de ser a sua normal maneira de estarem na vida política.

O velho sonho de uma mundialização feliz, fundada na livre circulação de saberes verificados, está-se assim a transformar num pesadelo, sendo os factos rebaixados ao lugar de opiniões. Estas como por magia, passam a ser as verdades alternativas. É com o que deparamos, quando os populistas xenófobos, intolerantes e racistas fecham fronteiras e prometem eliminar da sociedade todos os que supostamente, atrapalham a vida dos países. Na lista dos descartáveis, encontram-se os emigrantes, os homossexuais, os adversários políticos e os supostos malfeitores. Se com Hitler, eram sobretudo os judeus, comunistas e ciganos a eliminar, agora a lista dos populistas inclui muitos mais. Estes, a crescerem em alguns países, colocam-nos a seguinte interrogação. Como se chegou tão rapidamente a esta complexa e nefanda situação? As respostas podem diferir de país para país. Mas há algumas razões que julgamos ser transversais e fáceis de elencar. Iniciemos a listagem pela globalização que tem produzido imensa pobreza no mundo, embora se tenha verificado, em alguns países pobres, melhores níveis de vida. Ligado a esta causa, o desemprego galopante de tantos que vão sendo marginalizados pelo sistema capitalista, onde só o lucro parece contar. Lançados na pobreza e no desemprego, cresceu a marginalização social e a emigração, causadoras de radicalismos. Deste modo, se foi criando uma sociedade violenta onde o crime, a insegurança, os homicídios e os roubos se tornam frequentes. Neste caldo social, torna-se fácil aos populistas prometerem colocar um ponto final nesta problemática situação. Outra das razões poderá ser o desfasamento social entre um pequeno número de pessoas muito ricas e a multidão de pobres, marginalizados em campos de refugiados, sem o mínimo de condições de vida. Acrescentemos ainda outra, muito comum nas democracias formais. O desfasamento entre os eleitores e os eleitos. Em vez dos políticos servirem o bem comum, com dignidade e ética, alguns vão-se aproveitando dos seus chorudos lugares para proveito próprio, por vezes, através de subornos e corrupção. O seu enriquecimento rápido, através de meios ilícitos, naturalmente provoca revolta. O cidadão vota num partido para melhorar a sua vida e dá-se conta que pouco ou nada muda a seu favor. Face a tudo isto, a onda do populismo tem vindo a alastrar em vários países, podendo colocar em risco as suas democracias.

Antes que seja tarde, torna-se assim urgente reagir aos populismos que têm vindo a conquistar o poder através do medo e invenção de notícias falsas. Impõe-se assim aos democratas, o imperioso dever de defender a democracia, onde a paz, a tolerância, a liberdade de pensamento e a convivência entre todos, sejam conquistas a defender sempre. Importa pois que o jornalismo sério se sobreponha às falsas notícias com que os populistas nos procuram enganar. Como sabemos, o emotivo e o irracional populismo tornaram-se os grandes inimigos das democracias, lançando no ar a confusão e a mentira que hoje se espalham tão rapidamente. Na verdade, como refere o pensador Annah Arend, “um povo sem capacidade de pensar e julgar, não pode ser livre”. E acrescenta “se todos temos sede da verdade, a desregulação do mercado da informação, a multiplicidade dos emissores, a ausência do escrutínio e da hierarquia das fontes, criaram um mundo de desconfiança à volta das instituições e uma sombra na vida das democracias”. Deste modo, se prefere o parecido ou semelhante, à verdade e à realidade dos factos. Intoxica-se para se poder reinar.

florentinobeirao@hotmail.com

José Milhazes

José Milhazes2.jpg

Apontamentos

Já em casa, volto em espírito ao Carmelo do Carmo - Fátima, onde se desenrolaram as jornadas culturais da UASP neste fim-de-semana. E com a ajuda de uns apontamentos (não havia sinopses dos temas de cada orador), vou redigir uns textos com as ideias que foram explanadas por cada um, naturalmente através de uma visão pessoal, que pode torcer o entendimento. Se um copo é verde, a água que lhe cai dentro também passa a verde. Mesmo assim, ser fiel é o meu objectivo!

Disse ontem que a primeira sessão foi orientada por José Milhazes. Na sua comunicação, começou por falar das «novas tecnologias que viraram tudo de pernas para o ar». Em 1985, sem faxes, com telefones à mercê da boa disposição da telefonista, "foi necessária uma semana para a família em Portugal saber do nascimento da sua filha!".

Iniciou-se uma crise profunda na cultura e na fé-religião. A qualidade da cultura é cada vez mais relativa e a fé, cada vez mais rara. O pior foi o ataque da cultura contra a fé, considerada obscurantismo. Forças contrárias, grupelhos minoritários propondo ideias utópicas minaram o ambiente social.

É preciso resistir. A Igreja deve competir no mundo da informação. Na sua óptica, porque não um autêntico canal católico de TV? Lembram-se do chinfrim que houve quando Dina Aguiar disse «Até amanhã se Deus quiser»? Se fosse «Até amanhã, camaradas»,  tudo estava bem!... A Igreja perde as oportunidades de falar e estar presente nos momentos críticos. Com a greve no porto de Setúbal, o bispo não devia ter usado da palavra?

Transparência, pede-se na igreja: - no ataque frontal à pedofilia, no tratar de "arquivos secretos" que o D. Tolentino vai gerir, quando sabemos que esses arquivos são lixo e vergonha... Deve tomar uma atitude preventiva e não agir apenas quando a casa está a arder. A fé cresce na experiência e partilha comunitária da palavra de Deus. 

Coragem para denunciar o erro. «Eu fui para a União Soviética para viver no "paraiso terrestre" (o outro só me chegava daqui a 80 ou 90 anos!). E vi o que lá se passava». Tiranias fascistas não foram só de Hitler, mas também de Lenine, Estaline, Fidel Castro ou Maduro... Corre por aí a fama de que a esquerda é impoluta e só os da direita são corruptos. Eu vejo-os a cometer os maiores crimes e depois desculpam-se, dizendo que "se trata de danos colaterais"...

Cultura, pede-se mais cultura, mais formação aos homens de fé, elevando o nível cultural dos dirigentes da Igreja. Assim, serviríamos melhor a comunidade... E chega por hoje.

José Milhazes ainda disse que o seu livro, cuja sinopse apresento a seguir, era para se intitular "Viagem ao paraíso terrestre", para a ideia geral ficar mais clara!

AH

 
As Minhas Aventuras no País dos Sovietes
SINOPSE

«Naquela altura, mais precisamente no dia 9 de setembro de 1977, os comboios da linha Póvoa de Varzim-Porto (Trindade) ainda eram movidos a carvão e foi num deles que se iniciou, nessa data, a minha longa viagem ao País dos Sovietes.[…] A mala era leve porque, além de não haver dinheiro para mais, eu estava convencido de que não se ia para o Paraíso Terrestre com a casa às costas, porque nesse lugar não costuma faltar nada, à excepção do pecado. 
Sim, eu ia viver na sociedade quase perfeita, na transição do socialismo desenvolvido para o comunismo.»
JOSÉ MILHAZES

Aniversários

João Lopes.jpeg

Hoje, temos dois aniversariantes a quem parabenizamos.

 

- O João de Oliveira Lopes, 77 aninhos, natural de Alcains, que fez carreira docente na Universidade de Coimbra, onde ainda vive. Também se voluntariou para ajudar a nossa associação como elemento da "Comissão de Voluntários", a tal de que se fala e que tem feito muito para unir e colocar os antigos alunos em comunhão uns com os outros. Ele próprio também esteve já num encontro da UASP em nome da nossa associação.

Responde pelo tel. n.º 963 623 138

 

João Rosa Ferreira P..jpg

 

 

- Depois, temos o P. João Rosa Ferreira, que celebra o seu 63.º aniversário e que, segundo o Anuário Católico, trabalha na Casa do Gaiato em Coimbra.

Na diocese de Portalegre e Castelo Branco, não consta qualquer serviço pastoral para ele.

Contacto: tel. 919 434 863   

Aos dois amigos, deixamos os PARABÉNS DO GRUPO, com votos sinceros de vida feliz na realização dos seus projectos pessoais.

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