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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

04.05.18 | asal

Salvé, P. Marcelino Dias Marques!Marcelino1.jpg

 

Neste dia 4/05, serve a presente mensagem para dar os PARABÉNS ao nosso amigo nos seus 53 anos e desejar-lhe muita saúde e longa vida na sua missão de bem-fazer.

Testemunhámos já, no ano passado,  o seu dinamismo e a maneira cordial como se infiltrou no meio de Marvão, para alegria de todos.

Igualmente agradecemos o muito que fez para o Encontro de Marvão ter ficado no goto de todos nós.

Pois, que a Vida te cumule de muita felicidade pessoal e felicidade de todos que serves em missão apostólica.

Contacto: 964078892

Vidas em claro-escuro

03.05.18 | asal
Caro Henriques,

Gostei mais da foto que colocaste no meu artigo do que as anteriores. Agradecido.

Hoje foi o funeral do antigo aluno dos nossos seminários Manuel Pires Serrasqueiro de Alcains. Seria dos teus tempos. Lembras-te?

Um abraço enquanto aguardo a entrevista do Graal que eu conheci quando estava em teologia em Portalegre.  Boa gente..

Florentino Beirão

 

Resposta:

Pois, meu caro amigo, faço o melhor que posso. A entrevista sobre o Graal aí está. Espero ressonâncias.

O nome do Manuel Serrasqueiro diz-me qualquer coisa, mas eu estou muito esquecido. Chegou o seu dia...

Paz à sua alma!

António Henriques

O GRAAL em Portalegre

03.05.18 | asal

História contada por quem a viveu.

 

IMG_20180430_151807.jpg

Eu sabia que havia uma mina de ouro a explorar... Mas como chegar lá, agora que as teias de aranha da saúde nos peiam?

No primeiro momento propício, deitámo-nos à estrada e batemos à porta, que se abriu num sorriso largo...

Depois de um almoço a partilhar o mesmo peixe, falámos numa entrevista sobre o Graal e logo vimos que a mina se ia abrir e estávamos à vontade para relembrar o passado, comum nalguns pontos, vivido todo pela nossa entrevistada como vida pessoal assumida «de coração», mais que de votos.

A ISAURA FEITEIRA, natural de Portalegre, sua amada cidade, foi professora da Escola Industrial e Comercial de Portalegre (Física e Química), vindo mais tarde para o Externato de Penafirme para continuar um projecto de formação humana e cristã, onde trabalhou até à aposentação. Presentemente, envolveu-se em cheio nas actividades da paróquia e ainda dá explicações em casa a alunos carenciados.

A entrevista fala do Graal em Portalegre, das pessoas envolvidas, dos projectos, dos escolhos próprios do tempo (década 64/74?) e, no final, ainda saltamos para outro assunto que agora domina as preocupações da nossa amiga na paróquia de Santa Cruz, com o acolhimento a uma família síria. E digam lá se os católicos nada fazem pelos migrantes de última geração. AH

 

NOTA: para o som ficar mais audível, ligar uns auscultadores (fones?). Eu faço assim. AH 

 

 

Aniversário

03.05.18 | asal

António Rodrigues.jpgMAIS UM ANIVERSARIANTE

 

Desta vez é o António Rodrigues, nascido em 3 de Maio de 1948. Sei que vive no Seixal, mas ainda não nos cruzámos. Um dia destes será.

Aqui se registam os PARABÉNS do grupo, com votos de vida prolongada, com saúde, junto de familiares e amigos. 

Olha lá, vais ao Encontro de Portalegre? O autocarro que sai de Lisboa ainda dispôe de lugares.

Não temos contacto telefónico.

 

NOTA: Neste momento, temos 84 inscrições. Vá lá! Não deixem para a última hora. Há um autocarro que sai de Lisboa e por pouco dinheiro e sem preocupações chegam a Portalegre. AH

Lurdes Pintasilgo

02.05.18 | asal

Com a devida vénia, copio de "O Público" um fragmento sobre o "Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade", realizado em Fafe uns dias antes do 25 de Abril. AH

Pintasilgo, cometa e caleidoscópioResultado de imagem para LOURDES PINTASILGO FOTOS

....«Na mensagem vídeo, o Presidente Marcelo referiu-se à importância dos valores éticos, para sublinhar: “Se há personalidade que norteou a vida pela preocupação ética, ela foi Lourdes Pintasilgo”. Fundadora do ramo português do movimento católico de mulheres Graal, tendo-se destacado no desempenho de vários cargos internacionais, Pintasilgo “cumulava um conjunto excepcional de qualidades: a inteligência, o brilho, a cultura, a capacidade de doação, o sentido do serviço, a noção do Estado e uma visão indissociável da sua fé, que a colocava sempre num caminho de salvação com os outros e pelos outros”, acrescentou. “Foi militante da vida. Dela não se poderá dizer que cultivou a vidinha, no sentido que Alexandre O’Neil lhe atribuía: a vida pacata, a vida acomodada, a vida aburguesada, a vida sem sentido nem causa”.

Pelo contrário: ela foi um “caleidoscópio” que revelava uma “insatisfação e desinstalação permanente”, dizia, na homenagem de sexta à noite, a sua companheira no Graal e antiga directora-geral da Educação (1996-99) Teresa Vasconcelos. Pintasilgo manifestava ainda uma grande “alegria, sentido de humor, paixão e convicção”. E, sempre, uma enorme “capacidade de escuta – fosse do Papa, de um governante ou de uma pessoa simples”. E era uma utópica, como tantas vezes era acusada depreciativamente, mas “no sentido de ter sempre diante de si um horizonte de transformação da realidade”.

...... Também companheira de Pintasilgo em vários grupos católicos, a economista Manuela Silva destacou que, para Maria de Lourdes, “ser cristão não era um dado adquirido”. Para ela, cada crente deveria deixar-se interpelar em permanência pela sua fé, acrescentou. Uma atitude que vinha também do facto de ela “ler muito, conversar muito e fundamentar muito bem todas as suas intervenções”, como recordava Margarida Amélia Santos, presidente da Fundação Cuidar o Futuro (FCF), instituída por Maria de Lourdes Pintasilgo – e que recebeu a distinção alusiva à homenageada...»

  

NOTA: Amanhã sairá a entrevista sobre o Graal.

Festa do Santo Lenho

02.05.18 | asal

Obrigado, Tó Manel, por relevares a nossa terra. Puxando a brasa à nossa sardinha!... AHTó Manel.jpg

 

PROENÇA A NOVA. PEDRO DA FONSECA E A SANTA CRUZ.

 

O Largo Pedro da Fonseca, em frente à Igreja Matriz, em Proença-a-Nova, será o local da recriação histórica da Lenda do Santo Lenho e do Mercadinho Quinhentista que se realizará a 3 e 5 de Maio.
Pedro da Fonseca é uma das figuras históricas de destaque do concelho e esta recriação histórica celebra a sua chegada com o Santo Lenho, o pedaço da cruz onde Jesus Cristo foi crucificado, recebido por Pedro da Fonseca pelos seus préstimos enquanto conselheiro do Papa Gregório XIII em Roma, numa iniciativa inserida no projecto “Beira Baixa Cultural” - cofinanciado no âmbito do Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).

Pedro da Fonseca ofereceu o Santo Lenho à Misericórdia de Proença-a-Nova que anualmente o expõe na Capela da Misericórdia, no dia de Santa Cruz, a 3 de Maio. Neste dia, que foi durante anos feriado municipal, mantém-se a feira anual e a devoção que faz parte da história e da cultura do concelho.
Esta iniciativa realiza-se na manhã de 3 de Maio, quinta-feira, e na tarde de 5 de Maio, sábado, e arranca com uma arruada de Bombos e Gaitas de Foles e com uma palestra com o professor António Manuel Silva que fará a contextualização histórica e relembrará os factos mais importantes da vida e obra de Pedro da Fonseca. No largo decorrerá a recriação histórica, seguida da peça de teatro Commedia Dell’Arte e a animação que inclui danças e coreografias a cargo do grupo de teatro Vaátão e da Universidade Sénior de Proença-a-Nova.
No dia 5 de Maio, além da palestra, animação de rua e da recriação histórica haverá ainda um mercadinho quinhentista com artesãos locais, bem como uma peça de teatro infantil “O Pirata Zécarias: aventuras e tropelias”, um espectáculo com fogo, música coral e tabernas à época.
Pedro da Fonseca, filósofo e teólogo jesuíta, que ficou conhecido por Aristóteles Português, é natural da vila de Proença onde nasceu em 1528, e regressou, vindo de Roma, a Proença-a-Nova com esta dádiva tornando-a num símbolo de culto e fé, ao qual a população pedia protecção em situações de intempéries, secas, pragas e outras dificuldades.
A história/lenda do Santo Lenho também se cruza com outro marco da história de Proença-a-Nova: a passagem das tropas comandadas pelo general Junot, durante as invasões francesas. Diz a lenda que o Santo Lenho caiu em poder dos franceses, mas que por milagre se transformou em lata e eles o abandonaram.
Ver cartaz! O convite para aparecer está feito!

António Manuel M. Silva

 

Foto de António Manuel M. Silva.Foto de António Manuel M. Silva.

A UASP informa e convida

02.05.18 | asal

“Por Mares Dantes Navegados”- IV Etapa: Madeira e Porto Santo

 

Com o verão a declinar, uma embaixada representativa da UASP (União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses) aportará nas Ilhas da Madeira e do Porto Santo, digamos que integrando, de alguma forma, a comemoração dos 600 anos da sua descoberta, com objetivos bem diferentes dos que motivaram o desembarque de Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo por aquelas terras, no já longínquo século XV. Diríamos que, naqueles dias, compreendidos entre 15 e 22 de Setembro, iremos conferir o que ainda persiste do ímpeto conquistador e evangelizador que animou os descobridores portugueses, além da busca de alguns momentos de descontração e lazer que aquelas paragens proporcionam a quem as visita, tendo componentes culturais de vária ordem, histórica, cultural, eclesial, espiritual, ambiental e paisagista.

Embora já cientes do vasto e minucioso programa alojado em www.uasp.pt, elaborado pelo Manuel Gama, antigo aluno do seminário do Funchal, para bem preencher esta IV Etapa do projeto da UASP “POR MARES DANTES NAVEGADOS” não seria fácil enquadrar todo o seu conteúdo, caso não escutássemos a erudição do próprio sobre o assunto.

Mais fácil seria ainda, se o tempo o permitisse, analisar o conteúdo do magnífico “Dicionário das Festas, Romarias e Devoções da Madeira” editada por BNP – PORBASE, que o Manuel da Encarnação Nóbrega da Gama escreveu e ilustrou.

Não sendo possível tudo abarcar e escalpelizar, dá-se nota que a abrir, logo após a instalação no hotel escolhido, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, nos acolherá para uma celebração eucarística. É de facto uma igreja de conceção e construção carmelita, mas dos Carmelitas Descalços, um ramo diferente dos carmelitas que integram, neste momento, a UASP. Teve pouca expressão a atividade dos Carmelitas da Antiga Observância na ilha, que se resumiu a uma única fundação, já extinta há muitos anos, com a instalação de um convento mais por necessidade do que por devoção, digamos assim, para servir de logística, então primordial nas deslocações entre Portugal e Brasil onde fundaram variadíssimos conventos e cidades. Ali aportavam, descansavam, aguardavam que os temporais passassem e se refugiavam dos ataques dos corsários. Ora, não havendo instituições próprias na ilha ficava dispendiosa a estadia. Foi assim que nasceu o convento Carmelita do Funchal.

Mas, no dizer do Manuel Gama, a Madeira é franciscana! De facto foram os franciscanos que acompanharam os primeiros povoadores em 1420, e foi-lhes depois entregue a assistência espiritual nos primeiros anos do povoamento, tendo mesmo acompanhado o Cap. João Gonçalves Zarco que lhes deu agasalho no Funchal, numas casas em lugar ermo, de onde depois se transferiram para o edifício que construíram.

Além da inclusão no programa de todos os pontos turísticos mais visitados de natureza paisagista e ambiental, considerados pelas agências de viagem como os melhores e mais populares (Marginal do Funchal, Porto Santo, Piscinas Naturais de Porto Moniz, Pico do Areeiro, Cabo Girão, Jardim Botânico, Levadas, Santana e Curral das Freiras, entre outros) há que realçar outros aspetos:

– Históricos e Culturais: – Com visitas a vários museus e igrejas que, elas próprias, são autênticos museus. Destaca-se em especial a visita à Igreja e à Torre do Colégio, bem como a Capela do Senhor dos Milagres, um templo reconstruído sobre a ermida inicial que ali existia e que ocupava o espaço onde, no dia seguinte à descoberta da ilha, foi celebrada uma missa em altar improvisado. Foi no decurso do grande aluvião de 1803 que a então ermida desapareceu e com ela a imagem de Cristo Crucificado que três dias depois haveria de ser descoberta e resgatada por um navio norte-americano, tendo a sua tripulação sido obrigada a refugiar-se na ilha de imediato, na sequência de novo temporal, resgatando-se assim definitivamente a imagem; visita ao Mercado e à Casa de Colombo;

– Eclesiais e espirituais: – Visita ao Bispo do Funchal, bem como à Catedral, com celebrações de eucaristias em vários templos:

– Gastronómicos: – Também as refeições serão tomadas em variados locais que visam o contato com os pratos mais apreciados na ilha, bastante diversificados.

Não será por falta de conteúdo que esta IV etapa do projeto “POR MARES DANTES NAVEGADOS” não constituirá mais um marco nas realizações da UASP, pois abrange a quase totalidade das necessidades humanas, designadamente, culturais, espirituais, gastronómicas e paisagistas, resultado de um programa muito bem elaborado pelo Manuel Gama, ou não fosse, ele próprio, um expert na matéria, a quem estamos muito gratos.

Vamos lá! As inscrições caducam a 28 de Maio. Quanto mais cedo te inscreveres, mais cedo fica garantida a participação.

Américo Lino Vinhais
Gabinete de Comunicação

Programa

Ficha de Inscrição

A melhor entrevista

01.05.18 | asal

Está para breve...

isaura.jpg

 

Ainda não é hoje nem decerto amanhã, mas da minha passagem pela praia de Santa Cruz trouxe uma "cacha" que vos vai surpreender. Estivemos lá, olhámos para aquele mar, sempre atraente, mas era uma pessoa que nos movia, uma amiga desde os anos 60/70 cuja amizade nunca dispensámos, eu e a Antonieta.

Junto deste mar imenso, vive a Isaura Feiteira, uma senhora que viveu desde jovem por dentro do Graal, assumindo o seu espírito e valores como ideais de vida. E foi fácil dar um salto ao passado, rememorar acontecimentos marcantes que muitos de nós vivemos, embora sem a vibração de quem fazia do Graal a sua opção de vida.

O título, naturalmente, vai ser "O Graal em Portalegre". Vamos assim retomar o tema, desta vez com o colorido da imagem e do som. Deixem-me ter tempo para os aspectos técnicos. AH

Tantos sentidos...

01.05.18 | asal

Este menino brinca com as palavras, burila o texto com graça e olha para o meio e seus contornos sem ofender ninguém! Mas escreve com muito sentido, sim senhor! AH 

 

SENTIDOS E SENTIMENTOS

Pires Costa.jpg

  

     Reza o ensino elementar que o ser humano é dotado de cinco sentidos, que utiliza no seu viver cognitivo e na relação com o mundo exterior. No entanto, nos tempos que correm, aos tradicionais têm-se acrescentado outros : o sentido obrigatório, o sentido proibido,  o sentido único,  e até o sexto sentido (este mais comum às mulheres) que, está hoje provado, são mais espertas do que os homens, ainda que estes, até prova em contrário, sejam tidos como mais inteligentes, o que prova que, muitas vezes, a estupidez não tem nada a ver com a inteligência. E vice-versa. E há também outros sentidos que, segundo os conceitos da vida moderna, não fazem sentido nenhum, como sejam o sentido da honra, da dignidade, da vergonha, da ética, da responsabilidade, do dever, da oportunidade, etc.. No mundo em que estamos, pelo menos nos conceitos de alguns, só os parvos são ainda dados a essas sensibilidades.

    Sensibilizado com tantas vulgaridades que o meu sentir ditou, dou por findo aqui o exórdio, e faço afincado propósito de  dar sentido ao que à frente vier, isto é, vou tentar ver, vou tentar ouvir, vou tentar olfatar, vou tentar apaladar e vou tentar apalpar ou, se houver algum preconceito mental no vocábulo usado,  vou tentar tatear, expressão que, confesso, tomo por mais correcta, já que  a primeira é mais limitativa no gesto e a segunda mais ampla na forma. Quanto ao designado sexto, por hoje vou deixá-lo no cesto, já que diz mais respeito à alma, ao contrário dos outros que se apegam de forma quase anelídea às sensações e tentações da carne, o que não implica necessariamente tomá-los como pecaminosos, já que o conceito é amplo e sujeito às flutuações moralistas de cada época. Há que considerar, no entanto, como verdade que qualquer hedonismo sem regras poderá conduzir a efeitos contrários à pureza dos desejos.

        Fastidioso seria, não só para mim como para quem se dispusesse a ler o conteúdo do exercício, pôr-me a dissecar, quer na sua componente morfológica, quer na interpretação semiótica, os sentidos que caracterizam o ser humano e bem como as determinações que geram no seu comportamento.

     Os olhos, os ouvidos, o nariz, a língua e as mãos que desempenhem o seu papel como a criação lho determinou, mas, por hoje, apetece-me mais ir pela moral e pela apologia dos comportamentos, pese embora o movediço piso do campo que pretendo trilhar.

    Servem os olhos para ver? Os ouvidos para ouvir? O nariz para cheirar? A língua para saborear? As mãos para apalpar ou tatear? Em princípio sim, mas no meio e no fim, nem sempre resulta assim tão linear, como por vezes se apregoa.

     E aqui queria eu chegar, ainda que reconheça que poderia optar por caminho mais directo e com menos curvas, isto é, aproveitando as veredas e fugindo às ruas, avenidas e estradas, normalmente pejadas de sinais a indicar os sentidos, que não se sentem mas têm esse nome.

     Avancemos, pois, despegados de inúteis tergiversações.

    Vamos debruçar-nos com atenção sobre as funções de cada sentido e abramos o horizonte da análise às suas formas de actuação, enquanto componentes de uma equipa capaz de flutuar em função da complementaridade e entreajuda.

    Sendo os cinco sentidos independentes e com vida própria, todos fazem parte de uma sociedade onde têm a sua função a desempenhar. Vivem e actuam na cidade, a que, de modo amplo, poderemos apelidar de  animalista, mas que, no campo restrito em que pretendemos hoje colocar-nos, vamos apelidar de cidade humana.

    Com tarefas específicas atribuídas, não se comportam eles  como se disputassem entre si glórias ou proveitos no seu desempenho. Antes pelo contrário, são solidários, são cooperantes, preocupam-se com o seu semelhante, com os seus vizinhos, com os seus concidadãos,  e até não regateiam esforços para, em casos extremos, substituírem, com disponibilidade permanente, os seus semelhantes se estes tiverem algum colapso ou diminuição temporária.

     Falharam os olhos? Lá estarão logo disponíveis os ouvidos, o nariz, o paladar e o tacto para diminuírem os efeitos negativos da maleita do seu concidadão. Falharam os ouvidos? Logo correm pressurosos os seus vizinhos a substituí-los nas funções que lhes cabiam na dinâmica da sociedade que formam. Falham o paladar, o cheiro, a fragrância ou o toque epidérmico? Aí os temos todos, na medida das suas capacidades, a tentar colmatar as falhas resultantes da enfermidade do companheiro. Daí que tantos conceitos e afirmações tenham resultado do fenómeno descrito: ver com os ouvidos; ouvir com os olhos; saborear com o cheiro;  cheirar com o sabor; e até o tato nas sua dilatadas funções pode ser ajudado ou substituído pelos  seus colegas.

      Chegados aqui, surgem-me na mente interrogações em catadupa: - E os humanos, que tão intimamente vivem com os seus sentidos? Que fazem eles? Imitam  os sentidos que têm dentro de si e  que se poderiam classificar como cinco instrumentos que tocam durante as suas vidas? Comportam-se como eles nas relações que mantêm com os seus semelhantes próximos ou afastados? Aproveitam deles em toda a plenitude as lições que recebem no dia a dia do seu viver? Serão os humanos sempre solidários uns com os outros? Auxiliam-se sempre? Evitam sempre as agressões? Não se roubam? Não se enganam? Não se atacam? Não usam, uns em relação aos outros, a armas traiçoeiras do cinismo, da falsidade, do vitupério, da calúnia, da mentira, do ultraje, da agressão física e moral, da inveja, da bajulação interesseira, do vexame, da injustiça, do perjúrio, dos abusos nas mais variadas formas? Tenhamos pena do papel e não nos interroguemos mais.

    Para reconfortar a alma, a minha e a dos que sentirem essa necessidade, direi  que é consolador testemunhar que entre nós, seres atuantes  da farsa que é a vida, existem alguns que imitam ou tenta imitar o espírito de convivência que nos é ensinado pelos nossos sentidos.

    Contudo, por mais optimistas que queiramos ser, não podemos deixar de constatar que a luta se trava entre esses alguns e os outros todos.

    Quem quiser dar respostas e tirar conclusões que o faça. Por mim, não sinto coragem para continuar. Sinto que não sinto o que sinto. Apenas sinto que os meus sentidos bloquearam. Chega de tantos sentimentos!

A. Pires da Costa

Aniversário

01.05.18 | asal

Salvé, Joaquim!

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Nasceu em 1 de Maio, em 1947, quando era proibido falar-se do dia do trabalhador, fazer greve ou gritar pelos direitos de quem trabalha. A política tem destas coisas...

Mas hoje não estamos proibidos de proclamar PARABÉNS ao Joaquim Mendes, de quem não sabemos mais além do nome, data de nascimento e n.º de telefone.

É mesmo altura de te inscreveres para o Encontro de Portalegre para conviveres com o grupo, tirarmos umas fotos e sabermos mais uns dos outros.

Que sejas feliz, com muita saúde e muitos anos de vida.

Contacto: tel. 913 676 939

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