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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Flashes de Portalegre

20.05.18 | asal

Primeiro ecoSeminário - capela1.png

 

NOTA: VOU JUNTAR AQUI AS IMPRESSÕES QUE CONSIGO CAPTAR. Eu sou da organização! Custa-me muito auto-elogiar-nos!

 

Enquanto não surgem outras elaborações e ecos do Encontro de Portalegre, vamo-nos regalando com a arte linda do Coral Stella Vitae, que animou o nosso dia. Obrigados, amigos, pela vossa generosidade.

Este excerto foi gravado pelo José Ventura e publicado no Facebook pelo António Colaço. AH 

 

(clicar no link seguinte)

https://www.facebook.com/animo.diasmaisleves/posts/1992258574180209?notif_id=1526830682726095&notif_t=like_tagged 

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda O convívio em Portalegre foi uma inesquecível partilha em amizade. Boa organização! A reunião foi bem orientada, pois recordo algumas anteriores em que me desiludiram desentendimentos e ataques deselegantes .Delirei com escolha da SERTÃ para o próximo encontro. É um concelho que foi viveiro de muitas vocações. É a nossa presença de apoio a um concelho que tem sido tragicamente fustigado pelos incêndios. E nesta descentralização espero que, no futuro, Oleiros, pelas mesmas razões, mereça a alegria do nosso convívio. Descansa agora, António e o maior sucesso na intervenção cirúrgica.

 

José Andrade Para não chegar atrasado ao encontro anual fui na sexta feira chuvosa... no sábado até o tempo se portou bem...
Quanto ao evento, foi mais um maravilhoso a que esta comissão já nos habituou ... este ano até tivemos o privilégio de ver e ouvir o famoso grupo coral Stella Vitae ... Quem será mais famoso, o grupo ou o plátano...? Aceitam-se apostas... 
Bom, para o ano já não preciso de hotel. Vou dormir à casa onde nasci... ali pertinho da Sertã... Obrigado à comissão de voluntários... obrigado a todos os presentes... foi inolvidável...

 

Abílio Martins - 

Alegrei-me quando me disseram vamos ao encontro dos antigos alunos do Seminário em Portalegre.     Marcaram presença muitos e na Sertã  no próximo ano muitos mais estarão.
A nossa história vive-se e escreve-se nestes encontros. Os lugares e o livro Professores são um reviver de lembranças,vivências e histórias como em muito poucos lugares existirão.
Uma palavra de parabéns e agradecimento e um Muito Obrigado ao Joaquim Mendeiros e António Henriques pelo empenho, trabalho e paciência que colocaram na organização do encontro, onde tudo correu  com um grau de Excelência a todos os titulos notável.
Parabéns e até à Sertã.
 
 
Assis Cardoso Não quero deixar de manifestar o meu agradecimento a todos os que trabalharam para que este encontro fosse o êxito que foi. Um grande BEM-HAJA a todos.
 
 
Rosário Bento Cristóvão Os nossos parabéns aos organizadores deste convívio em Portalegre. Foi excelente! Foi perfeito! Foi memorável! A ideia do concerto coral e da visita guiada à Casa-Museu José Régio é de aplaudir com entusiasmo. Para quem há décadas se conhece há sempre a alegria do encontro e o desfilar de recordações saudosas. Para mim, que sou "outsider", foi uma lufada de ar fresco ir a Portalegre ouvir música e visitar o museu. Pusemos a conversa em dia com muitos, revimos o Fernando Leitão que não víamos há largos anos, conhecemos pessoas novas, sentimo-nos os dois parte da "família". Gostaria de louvar também a iniciativa do livrinho sobre os vossos antigos professores. Pena que o meu Chico ande tão "distraído" e não tenha participado nessas deliciosas biografias! Como o paladar também conta, deliciei-me igualmente com a qualidade da comida alentejana e agradeço a gentileza da oferta das embalagens de chás diversos. Para o ano contamos estar na Sertã, terra de que muito gostamos e que tem um património digno de visita. Não vão faltar maranhos e bucho, pois não? Aplaudimos a descentralização. Cernache, Oleiros, Vila de Rei, Mação, as terras do Zêzere, as aldeias de xisto da zona são jóias do interior do país à espera de novos encontros. Abraço grande para todos.
 
Carlos Farinha Espero em breve poder estar convosco a celebrar a União de uma grande família de várias gerações que se formou nos nossos seminários Que DEUS esteja sempre nas nossas vidas.
 
Joaquim Mendeiros Pedro Cheguei há pouco a casa, vindo do Alentejo, onde passei o domingo e a manhã de segunda-feira. No domingo, almocei em Gáfete no restaurante " O Lagarteiro", do Diniz, que no sábado nos havia aconchegado o estômago em Portalegre. Ficou com um brilhozinho nos olhos quando o felicitei pelas iguarias que nos serviu e lhe transmiti os elogios de toda a gente. Paguei. Perguntou-me se aceitava uma garrafinha de um tinto especial e ficou contente quando eu disse que sim. Voltou pouco depois, com duas tintas e uma branca, todas de 750 ml e outra tinta, de litro e meio. Estão guardadas na minha garrafeira, para o nosso Encontro de Novembro, em Lisboa, na Senhora da Rocha. Todos merecemos provar aquele vinho, pelo S. Martinho!
 
 Joaquim Mendeiros Pedro Depois da palavras da Rosário. o que é que eu posso dizer mais? Já sei: o tempo foi muito pouco, para tanta coisa boa! Será que no próximo ano, na Sertã, vamos ter tempo? É claro que vamos ter maranhos! É claro que vamos ter bucho! É claro que vamos ter uma deliciosa sopa de peixe! É claro que vamos ter....(o resto é surpresa!). E o tempo?. Sabemos que o tempo não volta para trás, e que é bom dar tempo ao tempo, mas por quanto tempo? Por agora, aceitam-se sujestões para ocupar o nosso tempo, tendo tempo para tudo, depois se verá. Mas não esqueçam que tudo tem que ser planeado com tempo...
 

Aniversário

19.05.18 | asal

J.Alberto.png

PARABÉNS!

 Estamos a pensar no Joaquim Alberto Dias Nunes que hoje celebra mais um ano de vida, ele que vem de 1951.

Além dos nossos PARABÉNS, ficam aqui os votos de muita felicidade, com saúde e muitos amigos, por longos anos.

Gostaríamos muito que o Joaquim estivesse connosco neste Encontro de Portalegre no seu dia de nascimento, mas não acontece... Seja feliz!

Contacto: tel. 966 160 748

A Caminho de Portalegre

18.05.18 | asal

seminário portalegre.jpg

Cá vamos nós!

 

Já hoje, neste dia 18 de Maio, há gente a caminho de Portalegre, até porque as belezas naturais e culturais da cidade e arredores merecem muita atenção.

Mas a razão principal é o Encontro de amanhã, onde estaremos para conviver, para agradecer, para lembrar a juventude e até para criar novas amizades.

Outra razão muito forte é a homenagem que vamos fazer aos nossos professores já falecidos, que também nos ajudaram a estruturar a nossa personalidade. E nós somos pessoas gratas...

Vamos ainda homenagear os colegas mais velhos, aqueles que não desistem de, pela sua presença, afirmar ao mundo como a passagem pelo Seminário foi muito importante e a associação a que aderem, sem questionar algumas falhas que possamos todos cometer, é hoje o verdadeiro ponto de encontro de todos os que olham para trás com alegria.

Respeitamos, claro, outros colegas que já não se revêem nesta dinâmica, desejando a todos as maiores felicidades.

António Henriques

Aniversário

18.05.18 | asal

PARABÉNS!

manuel alves.jpg

 

Para o Manuel Alves, que faz anos na véspera do nosso Encontro de Portalegre, damos os PARABÉNS DO GRUPO e desejamos-lhe muita saúde e felicidade, na companhia de família e amigos. 

Não temos deste amigo mais informações...

Que seríamos nós sem os outros?

Dependemos de tanta gente...

 

 

 

Aniversários de hoje

17.05.18 | asal

Alfredo Simão.png

TEMOS HOJE DOIS ANIVERSARIANTES!

 

Nascido em 17-05-49, o Alfredo Farinha Simão este ano fica todo enrolado nos seus 69 anos.

Contactável pelo tel. 962 349 589

 

 

                                                                                                                                           Temos depois o José Carlos Calvário Antunes, que nasceu em 17-05-1956. 

É outro benfiJosé Carl Calvário Antunes.jpgquista, que penso ser dos Valhascos.

Mas não temos mais informações e ficamos por aqui.

 

O MAIS IMPORTANTE É DAR PARABÉNS A ESTES DOIS COLEGAS...

E que sejam bafejados pela saúde, pela alegria e pela felicidade de família e amigos.

Pelos vistos, não é este ano que nos vemos em Portalegre. Somos todos livres de ir ou ficar em casa..

 

 

 

Portugal e o Mundo

16.05.18 | asal

Fomos mesmo grandes? - Uma reflexão feita por quem sabe... AHJ.Lopes.jpg

 

 

«A minha já estimada e leda Musa 
Fico que em todo o mundo de vós cante, 
De sorte que Alexandro em vós se veja, 
Sem à dita de Aquiles ter enveja.»

 Lusíadas - últimos versos

    Camões conclui a proposição da sua epopeia com estes quatro versos em que o poeta compara os feitos e os poemas épicos da antiguidade grega e latina com as acções dos heróis lusos e com a epopeia que, para os celebrar, ele se propõe compor. No confronto entre uns e outros, afirma, em registo hiperbólico, a superioridade dos portugueses sobre os outros, ou seja, sobre o Mundo.

  A questão que se pode colocar é a seguinte: haverá razão para considerar os portugueses muito melhores do que os outros, quer no plano da acção quer no plano da cultura? Se nos reportarmos  à época dos descobrimentos dos séculos XV e XVI, pode dizer-se que sim.

  Na verdade, as viagens marítimas dos lusos tiveram um impacto extraordinário na Europa, estando, em parte, na origem do Renascimento e da época  moderna, seja qual for o aspecto por que encaremos a questão.  No plano do conhecimento, demos uma nova imagem geográfica do mundo - imagem verdadeiramente planetária, pondo em contacto novos povos e continentes até aí mergulhados nas sombras do medo e da ignorância. À nossa acção descobridora se deve o incremento das relações comerciais e culturais  entre diversos espaços continentais, transformando os mares em rotas de ligação e não  em muros de isolamento. O alcance deste intercâmbio  comercial, científico e cultural é de uma grandeza incomensurável. Através de Portugal, a Europa aprendeu a situar-se com uma visão muito mais realista no contexto das outras nações e continentes. Como se isto não bastasse, validámos pela experiência, os novos instrumentos e técnicas da arte de marear, corrigindo possíveis erros de cartografia. Numa palavra, fomos pioneiros, abrindo o caminho que outros viriam a trilhar depois de nós.

  Mas esta acção gloriosa  celebrada em versos de grande eloquência pelo nosso épico, também se revestiu de aspectos menos positivos, sombrios mesmo, que Camões não deixou de amargamente sublinhar.  No sonho de glórias e grandezas, afundámo-nos na cobiça, no amor da riqueza fácil e no espírito guerreiro da conquista  em que deixámos vir ao de cima instintos de crueldade e de intolerância para com os outros. Portugal acabou por se perder no impulso irresistível da “ glória de mandar”, enterrando-se com os sonhos delirantes de domínio e grandeza nas areias do deserto de Alcácer-Quibir, no fatídico dia 4 de Agosto de 1578.

  De qualquer modo, o balanço final é positivo:  a divulgação do conhecimento do mundo, o avanço da tecnologia e da ciência náutica,  a descoberta de novas riquezas de que outros se vieram a aproveitar, dá-nos a imagem das nossas capacidades como povo quando posto em confronto com o mundo. Longe de nos situarmos num patamar inferior, podemos espantar quando, à imagem dos nossos antepassados, valorizamos o espírito de iniciativa, o trabalho, o conhecimento, a inovação e o sentido da  realidade  e da medida das coisas, sem o qual nos perdemos  quando ambicionamos ser maiores do que os nossos recursos o permitem. Da grandeza épica do passado, recuperemos a capacidade para dialogar com os outros povos em pé de igualdade sem nos tornarmos presa fácil dos seus instintos de ganância e lucros fabulosos. Se preciso for, façamos” peito” às investidas da especulação financeira, que a nossas dignidade de país com oito séculos de história é  hoje o” valor mais alto  que se alevanta”.

João Lopes

Aniversário

16.05.18 | asal

Pissarra.jpg

PARABÉNS, MÁRIO PISSARRA!

Passar de seis para sete faz diferença para algumas pessoas. Mas espero que a tua actividade não se ressinta e continues pujante a filosofar e a viver a tua jubilação, aí por essa Abrantes querida...

Nascido em 1948, agora com 70 anos, aqui ficam para ti os PARABÉNS do grupo e os votos de boa saúde, muita alegria e felicidade, desfrutando dos valores da Vida. 

Olha lá, quando apareces nas nossas coisas? Gostamos de te ver e ouvir, sabes isso?

Contacto: tel. 966 811 087

 

Lista do Autocarro

15.05.18 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

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 PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

        COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

               (comasalpcb@gmail.com)

                    (asal.mail@sapo.pt)

 

ENCONTRO ANUAL DE 19 DE MAIO DE 2018, EM PORTALEGRE

 

AUTOCARRO – INSCRIÇÕES

 

A Comissão alugou um autocarro à VTBus, para a viagem a Portalegre, em 19MAI2018, ao preço unitário de 13,00 €, com partida de Lisboa (Campo Grande, junto ao Hotel Radisson Blu – à 2.ª Circular), pelas 08H00 (concentração pelas 07H30), e regresso pelas 18H00.

A lotação já está completa com as 27 inscrições a seguir indicadas, sendo os restantes lugares ocupados pelos elementos do coral Stella Vitae.

 

 

Abílio Cruz Martins (2)

Alberto Duque (2)

Aníbal Henriques (1)

António Pequito Cravo (2)

António Reis (1)

Arménio Duque (1)

Carlos Filipe Marques (1)

Carlos Tavares (1)

Eduardo Calção (2)

Francisco Correia (2)

Herculano Lourenço (1)

João Pires Antunes (1)

João Torres Heitor (2)

Joaquim Dias Nogueira (2)

José Cardoso Pedro (1)

José Figueira (1)

José Duque (1)

José Maria Lopes (1)

José Maria Martins (1)

Manuel Inácio (1)                   

Total: 27

A Caminho de Portalegre

15.05.18 | asal

 

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE - CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

                          (comasalpcb@gmail.com)

                              (asal.mail@sapo.pt)

 

 

Caros Amigos,

Vamos ao Encontro de Portalegre 121 antigos alunos e acompanhantes (89 + 32 antigos alunos, do Stella Vitae) conforme lista anexa.

 

INSCRIÇÕES

 

Abílio Cruz Martins (2)

Alberto Duque (2)

Pe Alberto Jorge (1)

Alexandre Nunes (2)

Alexandre Pires (2)

Alvarino Barata (2)

Pe Américo Agostinho (1)

António Alves Martins (1)

Aníbal Henriques (1)

Pe António Escarameia (1)

António Gil (2)

António Henriques (2)

António Manuel Silva (1)

António Martins da Silva (1)

António Patrocínio (1)

António Pequito Cravo (2)

António Pires Costa (2)

António Raimundo (2)

António dos Reis (1)

António Rodrigues Lopes (2)

Arménio Silva Duque (1)

Armindo Luís (2)

Assis Cardoso (2)

Pe Bonifácio Bernardo (1)

Carlos Diogo (2)

Carlos Filipe Marques (1)

Carlos Tavares (1)

Eduardo Pires Calção (2)

Pe Emanuel Silva (1)

Pe Fernando Farinha (1)

Fernando Leitão Miranda (2)

Florentino Beirão (1)

Francisco Correia (2)

Francisco Cristóvão (3)

Francisco Simão (2)

Herculano Lourenço (1)

João Chambel Isidro (1)

João Luís Portela (1)

João Torres Heitor (2)

João Oliveira Lopes (2)

João Pires Antunes (1)

João Rodrigues Dias (1)

Joaquim Mendeiros (2)

Joaquim Nogueira (1)

José Alves Jana (1)

José Cardoso Pedro (1)

José Castiço (2)

José Duque (1)

José Figueira (1)

José da Luz Carvalho (2)

José Manuel Cardoso (1)

José Maria Lopes (1)            

José Maria Martins (1)

José Pires Poças (1)

José Ribeiro Andrade (2)

José Ventura (1)

Leonel Cardoso Martins (1)

Manuel António Martins (1)

Manuel Inácio (1)

Pe Manuel Lopes Mendonça (1)

Narciso Ribeiro Fernandes (2)             

Saúl Valente (1)

TOTAL – 89 + 32 do Stella Vitae = 121

Saudações Associativas

(A Comissão Administrativa, em 15 de maio de 2018)

 

 

 

Jerusalém, a cidade santa de Deus,

15.05.18 | asal

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a da esperança e a da reunião das tribos e dos povos em PAZ!

 

Assim no-la cantam os Salmos, de vários modos, desde a elegia da saudade ao desespero trágico da devastação. O coração do mundo judaico ansiou sempre pelo regresso ao centro da terra, prometida por Deus a Abraão. Mas a realidade, tecida de erros, deslealdade e traições, e falsas interpretações, muda o rumo da história.

Fora decidido pela Resolução 181 das Nações Unidas,  em 29 de Novembro de 1947, que Jerusalém  seria a cidade do Mundo, sob sua administração directa, e não capital de um Estado, israelense ou palestiniano.  Esta decisão nuclear e determinante até do ponto de vista geoestrastégico e religioso, conferia à cidade de Deus um estatuto universal e ecuménico. A harmonia, o diálogo inter-religioso teriam na montanha da paz o seu lugar próprio, por tradição bíblica, cultural e religiosa. De resto, houvera no passado um período de conciliação entre as três religiões monoteístas. Nada de novo, portanto.

 Mas o medo, a ganância e o nacionalismo árabe e sionista, levados ao extremo do ódio e do medo mútuo, acabaram por gorar o belo e humanista plano das Nações Unidas.  E, neste dia, feliz para os sionistas da direita,  e trágico para os palestinianos, escorraçados por inabilidade política,  Jerusalém, com a transferência da embaixada americana de Telavive, vem reforçar o papel da capital (indevida) do Estado Judaico e acender a raiva dos palestinianos, que andam há 70 anos  à procura de um lugar  na terra onde viveram por mais 1200 anos, pobres  e miseráveis fellahins,  trabalhadores da terra que não era sua, mas dos proprietários absentistas  que viviam algures nas Arábias, no Império Otomano e no Egipto e que não tiveram pejo de as venderem por preços exorbitantes aos judeus, a partir de 1860, em tal dimensão que, em 1948, os judeus, por esta via, já eram donos de quase 60 por cento do território.  E que de terras doentias e infecundas fizeram um jardim, graças à sabedoria e às técnicas utilizadas por eles em toda a Europa.  Eles que, afinal, não obstante o anti-semitismo  atroz e a diáspora nómada,  deram coerência cultural ao continente europeu, de lesta a oeste, tornando-se os verdadeiros europeus! 

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  Esta, a verdade histórica incontornável; o mais são consequências danosas para os palestinianos, instrumentalizados pelo nacionalismo dos árabes, que hoje os rejeitam, sem pudor nem vergonha.

 Foi este abandono, esta raiva que eles sentiram, apesar das aparências em contrário, quando no dia 14 de Maio, pelas 16 h de uma sexta-feira, o sábio humanista e lavrador David  Bem-Gurion, no Museu de Telavive, proclamou a independência do Estado de Israel, embebido de um espírito de colaboração com os seus concidadãos palestinianos,  a todos convocando para a construção de um país em paz e harmonia. “De acordo (…) com os nossos direitos naturais e históricos e pela força da Resolução (181) das Nações Unidas,  no termo do Mandato Britânico, declaramos o estabelecimento do estado judeu, na  Palestina, a ser chamado  Israel”

J. Lopes

Palavra do Sr. Bispo

15.05.18 | asal

FAKE NEWS: NOTÍCIAS FRAUDULENTAS

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Somos seres de comunhão, de relação, de interdependência com os outros a quem nos dizemos e eles se nos dizem. Comunicar-se é socializar-se, é impossível viver sem comunicar. Muitas vezes, o que a palavra não diz é dito por outras formas de linguagem. Ora, a missão da Igreja também é comunicar, servindo-se de todos os meios possíveis. Sempre tomou isso a peito, mesmo que, por vezes, o pudesse fazer melhor e mais eficazmente. O Concílio Vaticano II, através do Decreto Inter Mirifica, estabeleceu o Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo como objetivo primordial chamar a atenção para o vasto e complexo fenómeno dos meios de comunicação social. Quem primeiro comemorou o Dia Mundial das Comunicações Sociais foi o Papa Paulo VI, em 7 de Maio de 1967, já lá vão 51 anos. Desde então, em cada ano, os Papas que se têm sucedido, têm publicado uma bela Mensagem, regra geral na festa de São Francisco de Sales, dia 24 de janeiro, padroeiro dos jornalistas.
Este ano, o Papa Francisco também publicou uma Mensagem sob o tema: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32) – Fake news e jornalismo de paz”. Vou procurar resumi-la na certeza de que muitos dos amigos leitores já a leram ou irão ler, basta perguntar por ela a sua excelência o senhor doutor Google que sabe tudo e tem tudo à mão de semear, não sei se também tem algumas fake news...
A expressão fake news, normalmente “alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos”. Estas informações apresentam-se “como plausíveis”, são “falsas mas verosímeis”, “capciosas”, “hábeis a capturar a atenção dos destinatários”. Elas apoiam-se “sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social”. Exploram “emoções imediatas e fáceis de suscitar”, levando facilmente a que se “morda a isca”. Difundem-se rapidamente graças ao “uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento”, de forma que “ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos”. 
Muitas vezes, as pessoas, “dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes”, acabam por se “tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas”, revelando “a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio”. 
A desinformação, escondida “por detrás de milhões de milhões de perfis digitais”, baseia-se “muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados”. É uma espécie de lógica que se poderia definir “como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar”. É a lógica da serpente do Livro do Génesis (cf. 3, 1-15): sedução, argumentação falsa e aliciante.
A lógica das fake news torna-as “frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração”.
Francisco cita Dostoevskij que, neste sentido, deixou escrito algo de notável: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2)”.
Para nos defendermos contra o vírus das falsidades é preciso deixar-nos “purificar pela verdade” e, atraídos pelo bem e livres de ambição, sermos “responsáveis no uso da linguagem”.
O Papa Francisco convida “a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal”.

Antonino Dias
Vila de Rei, 11-05-2018.

Portugal na 1ª Grande – Guerra (1914-1918)

14.05.18 | asal

Florentino.jpg

 

Mais um modesto contributo para o nosso Animus, sempre em alta. Parabéns. ... Até Portalegre que nos aguarda no seu grande neo-mosteiro medieval (seminário).

Assim nos fizemos homens livres e dados aos outros.
Um forte abraço
f.b.

 

Um país pobre massacrado

Ocorreu na madrugada húmida e fria, de intenso nevoeiro, dia nove de abril de 1918 e dia seguinte, a célebre batalha de La Lys em França, onde o Corpo Expedicionário Português (CEP) foi massacrado, resultando 398 mortos e 6.585 prisioneiros.

Decorrido um século, julgamos ser oportuno lançar um olhar a tão dramático acontecimento da nossa história. Nas nossas aldeias, ainda hoje se guardam fugidias recordações de antepassados que morreram ou regressaram doentes desta guerra, com os pulmões gazeados.

Recorde-se que a situação política e social de Portugal em 1917, ano da nossa entrada nesta guerra de trincheiras, ao lado dos ingleses, era de cortar à faca. Um caos perfeito. A fome, com a revolta da batata, a pobreza e as lutas partidárias fratricidas, a tuberculose, o tifo, o analfabetismo e a instabilidade política e religiosa, pintavam o país de cores muito negras.

Quando se colocou a hipótese de Portugal entrar nesta guerra, algumas forças políticas, mesmo republicanas, não concordaram com tal aventura bélica. Já chegava a defesa das nossas colónias em África, para consumir homens e bens, na luta contra os alemães. Só que, o Partido Democrático Republicano (PDR), com Afonso Costa no Governo, para apostar na defesa das nossas colónias, decidiu enviar para a frente da guerra 50 mil homens, para lutarem pelas nossas colónias ameaçadas. Coube aos nossos aliados ingleses o transporte dos nossos soldados nos seus barcos e a preparação militar para se integrarem no teatro da guerra. Com calçado e fardamento inadequados, para lutarem num clima severo, com neve e chuva constantes, em terreno alagadiço, com trincheiras pouco profundas e repletas de água, tudo se tornou complicado para os nossos militares. Não preparados para este tipo de guerra, sem armamento nem munições suficientes, as dificuldades iam-se multiplicando. Acrescia ainda a falta de higiene nas trincheiras e uma alimentação inglesa, intragável para os nossos militares. As consequências desta realidade foram desastrosas. Várias doenças surgiriam, nomeadamente a tuberculose e as pneumonias - resultado dos pés e roupas sempre húmidos - com as pulgas e os percevejos a fazerem alastrar as doenças no CEP que ia sendo dizimado aos poucos. Se acrescentamos a tudo isto a falta de entendimento entre as chefias militares portuguesas e as inglesas e a indisciplina dos nossos soldados, por se sentirem desprezados pelos governos do seu país, por não cumprirem as suas promessas - apenas os oficiais vinham descansar a Portugal – criou-se um clima tão nefasto que tudo só podia correr mal.

Segundo os relatos, produzidos pelas chefias militares portuguesas e inglesas, relativamente ao que se terá passado na fatídica batalha de La Lys, as opiniões dividem-se.

Enquanto o relatório de Gomes da Costa nos oferece uma visão gloriosa, acerca do envolvimento dos portugueses, os relatos dos ingleses, por sua vez, referem pontos de vista contrários. Nomeadamente que os nossos militares desorganizados, não responderam ao ataque, optando por fugir ou entregando-se. Nesta linha se pronunciou o republicano João Chagas em 11.04.1918, quando confessou que “a mentalidade dos nossos oficiais, o seu nenhum espírito de sacrifício e o seu nenhum desejo de combater, as tendências germanófilas de muitos, coincidindo com a situação de Portugal e a reação sidonista contra a guerra, levam-me a previsões bem pessimistas. Tenho a impressão que o recuo dos portugueses foi desmedido” (F. Menezes 2018, p.235). Com o CEP no limite das suas forças, face ao feroz ataque das tropas alemãs, os nossos militares, desprevenidos, acabam por entrar em pânico, fugindo à frente das tropas inimigas que os massacraram com o fogo das suas armas modernas e mortíferas. Muitos acabariam por ficar prisioneiros na Alemanha, até regressarem a Portugal.

Concluindo, podemos afirmar que se tratou de uma aventura errática da jovem República que pretendia afirmar-se internacionalmente. Só que as chefias políticas e militares se mostraram sempre muito insensíveis, face às dificuldades do exército português, com 55 mil homens, a viver todo o inverno nas trincheiras. Este acontecimento viria a ter consequências no derrube da República em 28 de maio de 1926, movimento chefiado por Gomes da Costa. Mesmo o fenómeno de Fátima em 1917, fortemente relacionado com esta guerra, poderia não se ter imposto com tanta força no povo crente, o qual, sabendo do nosso envolvimento neste mortífero conflito, rezava e cantava nas peregrinações: “ Com os males da guerra/o mundo sofria/Portugal ferido/sangrava e gemia”.

florentinobeirao@hotmail.com

Informações (quase últimas)

14.05.18 | asal

BOA TARDE, COMPANHEIROS DE VIAGEM A PORTALEGRE!

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Com a aproximação do Encontro de Portalegre e as inscrições finais (ou quase) a publicar amanhã, damos nota do seguinte:

1. Como habitualmente, apelamos aos nossos criativos, escritores, pintores, ceramistas, tradutores, fotógrafos, etc. que levem para Portalegre os vossos trabalhos para exposição e eventual aquisição pelos participantes.
2. O Autocarro está completo e leva a maioria dos elementos do Stella Vitae. Parte de Lisboa, junto ao Hotel Radisson Blu (à 2.ª Circular). Concentração pelas 07H00 e partida pelas 08H00.
3. Não se esqueçam de que vamos eleger a nova Comissão para o próximo triénio e apresentar o Opúsculo "Professores III" de homenagem aos professores falecidos.
4. Temos mais surpresas que serão conhecidas "in loco".

Saudações associativas
Mendeiros

Aniversário

14.05.18 | asal

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PARABÉNS!

Faz hoje 66 anos o Augusto da Teresa Pissarreira, que dedicou a vida ao ensino e à direcção das escolas, nomeadamente em Linda-a-Velha.

Vive em Oeiras.

Meu caro, damos-te os PARABÉNS deste grupo  e desejamos-te muita saúde e alegria na vida. Quando nos encontramos? Há muito que não apareces na Parreirinha. E Portalegre não está no horizonte?

Contacto: tel. 967 089 779

 

 

Aniversário

13.05.18 | asal

PARABÉNS!

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Para o João Delgado, que nasceu em 13 de Maio de 1972, vão hoje os nossos pensamentos e nossas felicitações.

Temos pena de não sabermos mais para aqui registarmos, mas um dia haverá em que muito mais poderemos dizer deste colega. Quando nos vamos encontrar? Será em Portalegre?

Assim, aqui te damos os nossos sinceros PARABÉNS, com votos de longa vida cheia de saúde e felicidade.

Contacto: tel. 916 593 738