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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A criação do Estado de Israel (2) 

Dois povos, a mesma tragédia

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Criada que foi uma nova conjuntura política, após a 2.ª guerra mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu fundar o Estado de Israel, em 14.05.1948. Após 2.000 anos de diáspora, o povo da Bíblia pode regressar à sua primitiva casa. Para trás, ficava uma longa história, repleta de uma esperança trágica. Só que, felizes por este jubiloso regresso, logo se iniciou um novo calvário que permanece até aos dias de hoje.

Em finais da 2ª guerra mundial, alguns judeus, escapando ao genocídio que causou seis milhões de mortos (Shoah) nos campos de extermínio nazi, começaram a chegar à Palestina. Outros dirigiram-se para as américas. Esta movimentação (Êxodo 1947) seria abortada pelos ingleses em Gaza, reenviando-os para a Europa, com o repúdio geral.

Perante esta trágica situação, gerou-se um movimento solidário internacional que exigia a criação do Estado de Israel. Este apelo seria acolhido por Truman, presidente da USA, que contou com a luz verde da ONU- resolução 181-, em 01.09.1947. Esta decisão levou a que a Palestina fosse dividida em três partes, sob controlo internacional: Estado de Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza. Para os judeus 55%, e 44% para os palestinianos. Belém e Jerusalém foram declarados território internacional. Esta divisão seria sempre rejeitada pelos muçulmanos. Com duas religiões e dois povos a disputar o mesmo espaço, ficavam criadas as condições objetivas para permanentes conflitos. O prenúncio conflitual aconteceu logo entre 1945-1947, registando-se sabotagens e violência contra militares ingleses, por parte de organizações paramilitares extremistas judaicas. Da Inglaterra, destruída pela guerra, choveram também clamores pelo regresso dos seus soldados, em serviço na Palestina.

Vejamos então, como, até hoje, tem evoluído o conflito pela posse deste exíguo território que acolheu o Estado de Israel, expulsando muitos palestinianos, que revoltados, foram expulsos para os denominados “campos de refugiados”, criados em 1949.

Tenha-se em conta que, logo em 15.05.1948, algumas horas após a proclamação oficial da independência do povo hebreu, uma coligação de cinco armadas árabes – Egipto, Iraque, Síria, Líbano e Transjordânia fustigaram o Estado de Israel. Dias depois, em 29 de maio, os judeus sofreriam um novo revés. Mas, melhor equipados, logo em novembro, acabaram por recuperar os territórios perdidos que lhes tinham sido entregues pela ONU. Não satisfeitos, os judeus acabaram por conquistar metade das regiões inicialmente atribuídas aos palestinianos, como o Neguev, a Galileia e o espaço até Gaza e ainda a parte este de Jerusalém, incluído o Muro das Lamentações. O preço deste conflito para Israel seria muito elevado, com 5.700 mortos. Para os habitantes da Palestina, resultou também numa grande tragédia, uma vez que 700 mil acabaram por ser expulsos das suas terras. Feridas nunca saradas, entre estes povos.

Yom k.jpg

Chegados a 05.06.1967, um novo conflito arrastou judeus e muçulmanos para uma nova guerra, conhecida pela “Guerra dos seis dias”, comandada pelo general Ariel Sharon. Deste confronto, Israel saiu de novo vitorioso, ocupando a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, a Cisjordânia e as colinas de Golã, na Síria, quadruplicando o seu espaço territorial. Quem não deu luz verde a esta invasão foi o Conselho de Segurança da ONU que condenou a anexação destes territórios pela força das armas. Decretou ainda que Israel se retirasse dos territórios ocupados. Tal imposição ficaria em letra morta, com o beneplácito da aliada USA. Não só não deixaram os territórios ocupados, como Israel foi aqui construindo colonatos, sempre contra as decisões da ONU. Como resultado, meio milhão de palestinianos tiveram que deixar estes territórios, procurando refúgio nos campos para refugiados, em condições miseráveis. O Egito, por sua vez, não digerindo bem a anterior ocupação do seu território, tentou reavê-lo, com apoio da Síria e da Rússia, declarando guerra a Israel. Este conflito rebentou em 06.10. 1973 e ficaria conhecido por Yom Kippur.

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Como resultado, foi a reconquista do Sinai e dos montes Golã, territórios ocupados por Israel em 1967. Através de um acordo de paz, em 1979,este situação ficaria  sanada. Em 09.06.1982, Israel, sob o comando de Ariel Sharon, tentou neutralizar a OLP, bombardeando as suas posições em Beirute, no Líbano, para este país se tornar vassalo de Israel. O saldo desta agressão foram 7.000 mortos e 5.800 feridos. Esta aventura só favoreceu o Hez-bollah, movimento terrorista xiita, financiado pelo Irão. Ultimamente, D. Trump veio lançar mais petróleo para esta fogueira, com a proclamação de Jerusalém, como capital de Israel. A tragédia continua. Até quando?

florentinobeirao@hotmail.com

Reflexão sobre o género

Roubo ao Agostinho a sua reflexão irónica. Vale a pena ler! AH

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Quando nos anos 50 do século passado estudei ciências da natureza, aprendi que nos animais e plantas havia o género masculino e feminino. Os animais distinguiam-se por órgãos que produzem as diferentes hormonas e as plantas tinham os estames, cujo conjunto constituíam o andorceu, e os capelos que constituíam o geniceu. Era tudo simples e não havia discussão diante da natureza.
Passados 60 anos, a lei diz que isto nada conta e que cada um pode escolher o género que quiser, a partir dos 16 anos de idade. O problema não é fácil, pois consultando a lista dos géneros possíveis já vão em 56 tipos diferentes com nomes esquisitos: agénero, andrógino, bigénero, mulher cisgénero, homem cisgénero, duplo espírito, genderqueer, género fluído, homem para mulher, mulher para homem, género em dúvida, etc., etc. Vejam como as coisas agora se processam: nasce uma criança, e o progenitor A com o progenitor B, vão registá-la, mas não podem dizer se é género masculino, ou género feminino, pois será ela a escolher o que quer ser a partir dos 16 anos, idade em que terá de ir consultar o extenso catálogo que já vai em 56 géneros, e aí escolher qual é o seu. Só depois ficará definido o género, não sabendo eu se a lei permite mudanças posteriores.
Lembro-me que a minha avó criava pintainhos e às vezes apareciam os “galela”, que nem cantavam, nem punham ovos; eram uma espécie de neutros. É assim que têm de ficar as nossas crianças até aos 16 anos. Não lhes quero de modo nenhum, augurar o mesmo destino dos “galelas”, que não galando as galinhas, nem pondo ovos, eram abatidos…
É tempo de nos deixarmos de teorias complicadas e voltamos à natureza simples e descomplexada, que durante séculos foi mestre da humanidade. Há exceções na natureza, mas nunca foram a regra, sempre foram exceções e como tal devem ser tratadas...

Agostinho Dias

Aniversário

PARABÉNS, JOÃO!

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Natural da Ameixoeira, onde em 1954 olhou para a luz da vida depois do choro inicial, o João Mateus, no seu Facebook, mostra-se profissionalmente dedicado ao ramo cervejeiro como técnico de manutenção.

Vive em Vialonga, bem perto de Lisboa e a uns quilómetros de Portalegre, onde os amigos o esperam em 19 de Maio.

Da nossa parte, deixamos aqui os PARABÉNS do grupo, com votos de muita saúde, longa vida e felicidade junto da família e amigos.

 

 

Conversas em Mação

O DIREITO PENAL E OS DIREITOS FUNDAMENTAIS

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Era o tema para mais uma sessão das “CONVERSAS COM…” que se vão realizando às últimas sextas feiras de cada mês no auditório Municipal de Mação.
Ontem (27/04) o tema era apresentado por dois amigos de Mação e que o “Mundo” conhece: o Dr. MIGUEL MATIAS, advogado com escritório em Lisboa e defensor de alunos no conhecido processo "Casa Pia", e o Juiz CARLOS ALEXANDRE que tem tratado de casos judiciais mediáticos. O primeiro sente-se ligado ao concelho de Mação e à nossa região pois, embora tendo nascido em Silva Porto (Angola), o seu pai era natural da Roda (Cardigos) onde, na toponímia, um largo tem o nome do seu avô, António Matias, e a sua mãe natural da Sertã, onde ainda reside. Actualmente é Vice-Presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados e Preside à Comissão de Defesa dos Actos Próprios dos Advogados e Solicitadores. Representa os Advogados Portugueses na União dos Advogados de Língua Portuguesa. O segundo, natural de Mação, dispensa mais conversa.
O Direito Penal foi abordado como limitador dos Direitos Fundamentais – à vida, à propriedade e à liberdade – e nasce, frequentemente, ao sabor das circunstâncias, sendo que, na sociedade portuguesa, a fonte primeira dos DIREITOS FUNDAMENTAIS é a Constituição da República. 
Numa “CONVERSA” de palavras fortes, frontais, cheias de indignação e de coragem os intervenientes, não só os oradores “oficiais”, chamaram a atenção para a violação de direitos como: o Direito ao AMBIENTE (Ar, Água …), o Direito à IGUALDADE perante a Lei, o Direito à LIBERDADE DE EXPRESSÃO do Pensamento… E vieram à baila a poluição das águas do Tejo, a acção judicial movida pela Celtejo contra o maçaense Arlindo Marques por ter expressado a sua opinião contra a poluição do Tejo, a discriminação negativa de que as pessoas e cidadãos do concelho de Mação estão a ser vítimas por parte do poder central relativamente aos incêndios, a “mudez” do Presidente da República que, depois de vir a Mação dizer que “tudo estava a ser feito”, nunca mais se pronunciou sobre a discriminação relativamente a Mação… (E ele que gosta tanto de se pronunciar sobre tudo e mais alguma coisa!)
No final, ficaram no ar a seguintes questões: 
- De que serve ter direito aos Direitos FUNDAMENTAIS se, na prática, eles não se concretizam? Com a agravante de alguns Órgãos de Soberania assobiarem para o lado…
- Que fazer com o Direito à INDIGNAÇÃO?
Algumas sugestões foram apresentadas….
… Será que nós, em MAÇÃO, teremos, um dia destes, que fazer um “pronunciamento” para que o Sr. Presidente da República se “pronuncie”?

António Manuel Silva

Foto de António Manuel M. Silva.

Aniversários de hoje

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HOJE SÃO DOIS OS ANIVERSARIANTES! 

 

Celebra hoje o seu aniversário o ERNESTO DELGADO JANA, que vive em Abrantes e nasceu em 36.

Grande amigo, PARABÉNS e votos de muita felicidade.

De certeza vais estar em Portalegre. Desta vez, a doença não virá cortar-te da lista, como aconteceu no Encontro de Linda-a-Pastora.

Queremos ver-te E ABRAÇAR-TE, assim como a muitos outros.

Contacto: tel. 965421295

 

 

 

 

  

    Elisio Frade.jpgVinte anos depois, nasce outro amigo, o Elísio, este mais novinho!

 

PARABÉNS, ELÍSIO FRADE nos teus 66 anos!

 

Aqui ficam os nossos parabéns e votos de longa vida em felicidade e na companhia de família e amigos.

Vamos ver-nos em Portalegre? Para quem se encontra na organização do evento, é doloroso não saber a tempo e horas o número das inscrições.

 

Um livro que vale

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 Recensão de uma obra

 

  Eis uma obra que vale a pena ler se quisermos  ter uma visão mais objectiva sobre uma personalidade controversa que marcou a sociedade portuguesa durante um longo período (1926-1971) como Patriarca de Lisboa.

   O autor evita o panegírico fácil e a intenção apologética de outros escritos, baseando-se numa vasta bibliografia, obras, jornais, revistas e entrevistas a membros do governo de então e a fontes arquivísticas ainda mal exploradas. O texto é soberbamente enriquecido com ilustrações de origem fotográfica.

   Apenas uns dados preliminares para enquadrar  a vida deste homem do Minho, nascido em 1888 em Lousado, Vila Nova de Famalicão,  e falecido em Lisboa em 1977. Sentindo desde criança o apelo de Deus,  formou-se nos seminários da arquidiocese de Braga.  Concluído o curso de Teologia (1906-1909), rumou à Faculdade de Teologia de Coimbra onde se licenciou. É ordenado presbítero em Abril de 1911, no auge das perseguições à Igreja. Em 1912, em virtude do encerramento forçado da Faculdade de Teologia, matricula-se em Letras. Termina a licenciatura em Ciências Historico-Filosóficas em Outubro de 1916, com 19 valores, sendo logo convidado para reger a cadeira de História Medieval. Professor de prestígio e sacerdote zeloso e combativo, como exigiam os tempos, dedica-se ao apostolado universitário no âmbito do CADC, ao lado de Salazar, liderando a frente de defesa dos direitos da Igreja a existir na sociedade como instituição multissecular, uma evidência escamoteada pelo republicanismo positivista e anticlerical, que jurara eliminar a religião católica no espaço de duas gerações.

  Em Junho de 1928, é sagrado Bispo na Sé Nova de Coimbra, depois de ter resistido ao convite durante um ano. Só aceitou por obediência a Pio XI. No ano seguinte, é nomeado Patriarca e Cardeal, apenas com 40 anos, no contexto de uma polémica ainda não esclarecida, uma vez que uma corrente de católicos preferia o arcebispo de Évora (1920-1955), D. Manuel Mendes da Conceição Santos, homem culto, doutorado em Teologia por Roma, mais maduro, com um perfil de Pastor, discreto, devotado e piedoso.

  Muitas questões se levantam sobre a acção pastoral e política de D. Manuel Cerejeira. Menciono apenas algumas: qual o grau de complacência do Cardeal em relação à ditadura policial, sangrenta e clandestina do Estado Novo de Salazar? Que fundamento para os rumores de que ele próprio terá denunciado à PIDE padres, leigos da Acção Católica e outros membros da oposição? Qual o sentido do aparato das suas aparições públicas em actos do Estado? Como explicar o pacto de silêncio diante da expulsão do Bispo do Porto e a visita do Papa a Bombaim (1964), que deixou Salazar e o seu partido em polvorosa?  Por que não se pronunciou claramente contra a Guerra Colonial, deixando entrever uma aceitação Cardeal Cerejeira.jpgtácita?

 Estas e outra questões atravessam este livro, tornando-o, “original e estimulante”, como  diz D. Manuel Clemente.  Vale, pois, a pena lê-lo e reflectir sobre estas interrogações que têm muito a ver com as nossas vidas de cristãos ou não, mais ou menos comprometidos.

 

Coimbra, Abril, o mês dos cravos e das rosas a abrir.

            João Lopes, vosso criado.

 

 

Luís Salgado de MATOS, CARDEAL CEREJEIRA, Lisboa, Gradiva, 2018, 187pp. 11euros (Apresentação de D. Manuel Clemente)

A memória rejuvenesce

Porque a memória também nos rejuvenesce, aí vão duas fotos que decerto vão dizer muito a alguns amigos.

Foi o P. Bonifácio que as enviou para o Mendeiros.

 

Foto 24 Semº Gavião 1959.jpg

 

 

Esta é uma equipa de futebol do Seminário do Gavião (1959?). 

Jeito não lhes falta... Têm a compostura de profissionais...

Foi o futebol uma das prendas que nos ofereceram à chegada, eu que uns meses antes tinha levado 24 reguadas na escola, por jogar à bola no intervalo do almoço com uma bola de cortiça! ah

 

 

 

Esta outra foto é do Seminário de Alcains. Um grande e garboso grupo de exploradores, mais de três dezenas, que pelo movimento escutista adquire novas experiências e assimila valores, especialmente o do respeito e do serviço aos outros. O escutismo no seminário complementou a nossa formação, arejou os comportamentos e abriu-nos mais para as realidades exteriores. ah

 

Foto Escutas Seminaristas Alcains em CTB.jpg

 

 

25 de Abril

Eu também saúdo o 25 de Abril!

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Estava em Portalegre, dormia no Seminário e dava aulas na Escola Técnica. Era quinta-feira, o meu dia de folga (se a memória não me atraiçoa!). Dormia até um pouco mais tarde...

Mas nessa quinta-feira, logo pela manhãzinha, alguém me batia à porta. Era o Dr. Patrão, o meu grande amigo P. José Dias Heitor, a quem tanto devo, especialmente no gosto de usar as tecnologias para misturar a palavra, a música e a imagem...

- António, houve uma revolução em Lisboa! Os militares sairam à rua e estão a tomar conta do poder. Não sabemos se as coisas vão para a frente. Os noticiários ainda dizem pouco...

Levantei-me, num alvoroço incontido, a respirar aquele ar novo da manhã que me anunciava novidade, mudança, transformação das nossas vidas... Eu, que então estava já decidido a alterar o meu modo de viver custasse o que custasse... Bem sabia o que me ia esperar. Pelo menos, eram grandes as ameaças de alguns deputados do tempo. Lembro-me de um célebre Dr. Casal Ribeiro, de Castelo de Vide, a ameaçar todos os padres que abandonassem o seu múnus que iriam malhar com as costas na guerra de África... Questão também aflorada pelo meu bispo a provocar-me reflexão... 

Mas eu queria mesmo mudar de vida. Ao Sr. Bispo dizia que Deus é meu Pai e que mecravos.jpg vai compreender e apoiar sempre. Quanto aos deputados, resignadamente esperava o meu futuro incerto, que não era essa ameaça que me desviava dos meus sonhos. Para já, passava de efectivo a provisório, como dizia outro grande amigo - o Dr. António Marcelino, quando eu lhe dizia que talvez pudesse encontrar um lugarzinho de professor provisório.

Naquele dia, sem tarefas a cumprir, foi o tempo passado com o ouvido na rádio e, a pouco e pouco, também com um olho na televisão e nos ajuntamentos que fazíamos em conversas sem fim...

Sucederam-se as novidades, com mais notícias boas que más. Logo no 1.º de Maio, lá estava eu na manifestação pelos jardins do Tarro até ao grande plátano que domina o Rossio da cidade.

Do resto não me lembro...

António Henriques

Aniversário

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Parabéns,  Joaquim Ribeiro Filipe!   

 

Natural do Freixoeiro, vive em França há muitos anos e esteve ligado à actividade bancária.

Daqui lhe enviamos as nossas saudações amigas e os nossos PARABÉNS no dia do seu 75.º aniversário.

Que sejas muito feliz, amigo Joaquim!

Contacto: tel. 00 33 686670744

Ordenação do P. Miguel Coelho

Com repórteres privativos é fácil andar em cima do acontecimento! AH

 

«Olá,caro Henriques

No sábado fui a Portalegre participar na ordenação do P. Miguel, que esteve em Alcains nestes dois últimos anos. Senti-me na obrigação de o acompanhar, como amigo. Uma boa pessoa pelo que conheço dele.

Para que conste, para efeito de memória futura aí te envio esta breve nota para o nosso estimado e indispensável Animus. Mais um antigo aluno a conquistar para o nosso grupo.. Vamos ver...

Um abraço, com votos de saúde e boa disposição. Maio vem aí.

Florentino»

 

 Cerimónias na Sé Catedral de Portalegremiguel_coelho_f5.jpg

 

Ao bater da uma da tarde em Alcains, dia 21 de abril, liturgicamente, o Dia do Bom Pastor, juntei-me ao autocarro dos paroquianos da Lardosa-Alcains, para rumar à Sé de Portalegre, um dos berços da diocese. Com o nosso autocarro, seguiam outros quatro das diversas paróquias que fazem parte da comunidade cristã alargada, servida pelos padres Ilídio, Castanheira, João Avelino e Eusébio. Entre a oração e os cantares populares, foi-se convivendo, em ambiente agradável, de festa rija.

Com uma chuva miudinha, a escorrer, lentamente, pelos vidros, mal se podia espreitar a verdejante paisagem rasteira, envolvida nas árvores calcinadas que morreram de pé, no passado verão. O verde que teimava irromper ao longo dos campos, ia já vencendo o negrume desta triste paisagem, anunciando uma ressurreição da vida, vencedora da morte.

Iniciado o cortejo dentro da Sé, presidido pelo bispo da diocese, D. Antonino Dias e com o bispo emérito D. Augusto César, acompanhados dos presbíteros diocesanos e de outras dioceses - com Olivais em força – toda a assembleia dos fiéis, a encher a linda Sé de cara suja, aguardava o momento mais solene da tarde, a Ordenação Sacerdotal do padre Miguel Coelho (n. 08.09.1979) que, numa entrevista ao jornal Reconquista (12.04.18, p.3), confessou que “desde miúdo que queria ser padre”. Nesta longa entrevista, ficou-se a saber do seu itinerário espiritual, académico e profissional. Uma vocação tardia, muito amadurecida, em contraste com as de outros tempos.

Na homilia, D. Antonino, assumindo o seu papel de bispo diocesano, optou por fazer uma catequese, sublinhando os principais mistérios da história da salvação. Não esquecendo alguns conselhos paternais ao jovem sacerdote chamando a atenção que o dom que recebia não se destinava sobretudo a ele, mas para o serviço do Povo de Deus.

Amigo Miguel, os meus votos para que a tua vida seja uma fonte de água viva, a partilhar com todos aqueles a quem serás chamado a servir. Pelas provas já prestadas em Alcains, o ideal de Bom Pastor, com “cheiro às suas ovelhas” poderá ser a bússola que poderá marcar as pisadas da tua auspiciosa caminhada. A fé, simplicidade e humildade são já marcas muito auspiciosas na tua vida. Que sejas Feliz.

Florentino Beirão

PS. Florentino.jpg não gostámos muito foi de ver a multidão dos fiéis, vindos sobretudo de Montalvo, terra do neosacerdote, e das várias paróquias que o P. Miguel já serviu como diácono durante os últimos tempos, apinhados em redor do  altar, espreitando a cerimónia, para a gravar no seu telemóvel. Não seria possível fixar uns ecrãs para que todos os fiéis pudessem usufruir desta longa cerimónia de duas horas? O mesmo no que se refere aos cânticos, dirigidos, com grande mestria por uma freira, apoiada por um coro bem preparado, para favorecer a participação da comunidade? 

 

NOTA: Para os interessados, acrescenta-se que o P. Miguel Coelho celebrará Missa Nova em Montalvo no dia 6 de maio, às 16H00, e em Alcains no dia 13 de maio, às 17H00.

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