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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Atenção

22.03.18 | asal

PEDIDO!
Da filha do nosso amigo António Colaço, Rita Colaço, recebi a seguinte mensagem: “O meu pai agradece a preocupação e a mensagem. Permita-me que tome a liberdade de lhe fazer um pedido. O meu pai precisa ainda de estabilizar e de repousar bastante e não tem o telemóvel junto dele. Durante o dia, nós vamos transmitindo as mensagens. É fundamental, nesta fase ainda tão recente, que ele esteja o mais calmo possível. Se puder passar a mensagem aos amigos mais próximos para mandarem mensagens em vez de tentarem ligar, fico-lhe muito grata. É que ele também tem alguma dificuldade em falar. Ele ficará muito contente por ler as vossas palavras e, mal consiga, irá certamente retribuir a simpatia. Espero que compreendam. Temos de zelar todos pelas melhoras do meu pai.”

 

António Manuel Silva

Aniversário

22.03.18 | asal

Quem temos hoje para apresentar na lista dos aniversários?agostinho dias copy.jpg

 

Não me digas que não conheces o Agostinho, beirão de gema, que depois de passar uns anitos como professor no Colégio Diocesano de Portalegre, onde convivi mais com ele, se passou para Castelo Branco trabalhando arduamente no jornal "Reconquista" (é seu Director) - o melhor jornal regional! - paroquiando ainda a comunidade de S. José do Cansado durante muitos anos e agora exercendo o seu múnus apostólico nas paróquias de Freixial do Campo, Juncal do Campo e Salgueiro do Campo?

Sim, é o Agostinho Gonçalves Dias, a celebrar os seus 74 anos (o João Porfírio, por esta diferença de 4 anos, disse-me que eu era um gaiato. Eu também te digo o mesmo do alto dos meus quase 79...).

Pois, meu caro amigo, conheço a tua coragem em assumir a vida com ambas as mãos, a dizer o que pensas com toda a simplicidade e assombro. Por isso, muitos te admiram! A foto não é muito actual, mas tu és avesso  a esta moda!

Neste dia, aqui ficam os PARABÉNS deste grupo de amigos e colegas, com votos de muita saúde e alegria pessoal na realização da tua missão e dos teus sonhos. Ad multos annos!

Contacto: tel. 963 090 714

 

NOTA: Como alguns não sabem bem quem tu és, trago hoje para aqui o teu escrito «sem papas na língua», saído no último número da "Reconquista". Toma!

 O mundo da corrupção

Agostinho Dias - 15/03/2018


A corrupção, que consiste em comprar com o dinheiro, aquilo que só se deveria adquirir com o trabalho e o próprio mérito, dentro da lei e da moral, parece ser uma prática comum na vida pública portuguesa. Existe na governação do país, na administração central e autárquica, no sistema bancário, nas instituições de solidariedade social, no desporto, e ao que parece, até no próprio Vaticano, além de agora também afetar gravemente os tribunais e o próprio ministério público, pilares fundamentais do estado de direito.
São muitos casos, alguns de grande complexidade e difíceis de provar, pelo que a tendência é a morosidade da justiça na sua apreciação, agravada por todos os expedientes da parte dos arguidos para que o julgamento seja adiado o mais possível. Segundo notícias vindas a público alguns casos têm sido investigados com base em denúncias anónimas. É ainda necessário investigar tais denúncias para evitar que a delação se torne um instrumento de vingança pessoal, ou de difamação de pessoas e instituições, o que agrava a morosidade. 
Tudo isto acontece porque vivemos numa sociedade que despreza os valores éticos, sejam de cariz religioso ou secular, e que põe à frente de tudo o consumo de bens materiais e a satisfação de modos de vida que custam muito dinheiro. A vaidade e a ostentação faz com que as teias da corrupção sejam cada vez mais sofisticadas e frequentes, e por isso mais difíceis de provar. De um modo geral os arguidos estão todos de consciência tão tranquila, apoiados por advogados tão convictos que, ou o Ministério Público apresenta provas evidentes dos crimes, ou eles negam-nos todos perentoriamente , apesar de jurarem dizer só a verdade e toda a verdade. Sinais dos tempos…
Razão tem o Papa Francisco para dizer que “a corrupção não tem perdão, porque o corrupto nunca se arrepende”.


agostinho.dias@reconquista.pt

Acontecem coisas tristes

21.03.18 | asal

COLAÇO NO HOSPITAL DE ABRANTES

O nosso amigo António Colaço foi vítima de AVC. Encontra-se no hospital de Abrantes. Está lúcido, tem a fala um pouco apanhada e também os movimentos do lado direito. 
Agora é estabilizar e depois recuperar. As avaliações têm de ser feitas dia-a-dia. 
Rápidas melhoras e total recuperação é o que se deseja.

António Manuel Silva

Portalegre - pormenores 2

21.03.18 | asal

A visita a um museu, mesmo repetida, traz sempre alguma surpresa. Aconteceu-me também na última visita que fizemos à Casa-Museu José Régio em Portalegre.

Ainda agora me espanto com o pedaço de tronco espalmado, coberto por um simples cobertor, que servia de assento ao professor e autor José Régio durante as muitas horas diárias em que ele trabalhava a preparar as aulas e a produzir obra literária. Infelizmente não tenho foto. Era desta forma, sem um encosto sequer, que ele combatia o sono...

Além disso, também me chamou a atenção especial um grande quadro a cores pintado pelo artista. Pergunto à guia, que me diz que aquele quadro era uma transposição para pintura do crucifixo que estava em frente, feita pelo próprio artista, que cultivava um sentimento de união ao Cristo sofredor.  José Régio1.jpg

Esta faceta era-me desconhecida. Nas investigações que fiz posteriormente, descobri que os quatro irmãos Reis Pereira - José, Júlio, João Maria e Apolinário - se irmanavam também no gosto e cultivo do desenho e da pintura e os três primeiros ficaram igualmente conhecidos pela sua produção poética. É o próprio José Régio que fala desta comunhão fraternal pelas artes no seu livro "Confissão de um Homem Religioso".

O quadro a cores que vos apresento não será uma preciosidade artística, mas é já um exemplo de expressionismo modernista, com uma livre ondulação de linhas e onde as figuras permanecem numa obnubilação misteriosa, sobretudo aquela trágica cabeça de Cristo que o artista deixa apenas com alguns traços. Mais visível está o outro cristo, ao fundo do quadro.

Trago taJosé Régio 5.jpgmbém para aqui o crucifixo em que Régio se inspirou para produzir esta obra plástica, que no canto inferior direito se diz que é um estudo para tapeçaria, se é que eu leio bem. Será uma proposta para as Tapeçarias de Guy Fino, as célebres tapeçarias de Portalegre, com quem Régio privava com assiduidade? Eu ainda conheci o Dr. João Tavares, um dos artistas que mais cartões pintou para serem reproduzidos em tapetes e que era um dos poucos amigos de Régio, daquele círculo fechado que se reunia na mesa do canto no Café Alentejano.

Já agora, para rechear mais este post, ainda digo que este jeito para as artes plásticas levou o nosso artista a ilustrar ele próprio os seus livros. São desenhos que estão de acordo com este quadro e reflectem também o sentido trágico e misterioso da vida. As ilustrações que descobri são, penso eu, do seu livro "Poemas de Deus e do Diabo".

 

António Henriques

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Portalegre - pormenores

20.03.18 | asal

SÃO PEQUENOS PORMENORES PARA NÃO CANSAR!

 

Mas são estes pormenores que também nos convidam a uma deslocação prolongada a Portalegre.

HOJE, apresento-vos a SENHORA, que o poeta José Régio tanto admira e evoca neste seu poema.

Deixou de estar ao cimo da escada, mas é uma das peças especiais que adornam o seu museu.

 

José Régio 3.jpg

 

Tenho ao cimo da escada, de maneira

Que logo, entrando, os olhos me dão nela,

Uma Nossa Senhora de madeira,
Arrancada a um Calvário de Capela.
 
Põe as mãos com fervor e angústia.
O manto cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;
E uma expressão de febre e espanto
Quase lhe afeia o fino rosto.
 
Mãe de Deus, seus olhos enevoados
Olham, chorosos, fixos, muito além ...
E eu, ao passar, detenho os passos apressados,
Peço-lhe – “A Sua bênção, Mãe !”
 
Sim, fazemo-nos boa companhia
E não me assusta a Sua dor: quase me apraz
O Filho dessa Mãe nunca mais morre. Aleluia !
Só isto bastaria a me dar paz.
 
- “Porque choras, Mulher ?” – docemente a repreendo.
Mas à minh’alma, então, chega de longe a sua voz
Que eu bem entendo: -“Não é por Ele” ...
“Eu sei ! Teus filhos somos nós”.

 

 

 

 

 

O mundo está perdido...

19.03.18 | asal

Isto é de mais! Aonde chega a escrita criativa?!

 

CARTA DA AVÓ PARA A NETA

Pires Costa.jpg

 

 Publicação – Pires da Costa

 Com autorização explícita  da autora e da receptora, devidamente  comprovada pela lei vigente no país.

    

 minha querida neta sãozinha

  

Tu nem calculas a alegria que tive ao receber a tua carta foi uma felicidade tão grande que tu não imaginas porque ainda não foste avó e vê-se logo que tu és muito minha amiga pois eu sei de outras avós que nunca recebem cartas das netas e gostavam muito de as receber só no dia em que o teu pai nasceu é que tive uma alegria maior pois considero-o o melhor dia da minha vida que aquilo esteve um bocado complicado que o bebé não havia maneira de sair e eu ali a gemer com aquelas dores todas o que me valeu foi a Josefa que era a mulher do senhor josé roxo não sei se roxo se escreve com xis ou com cê agá que ela nem era parteira mas costumava ajudar quando as vacas do marido que era agricultor pariam os bezerros e por isso era a mulher mais entendida naquilo dos partos da aldeia e até como a coisa estava a ficar complicada e eu aos gritos  e ela muito calma o teu avô começou a ficar nervoso mas quando o teu pai saiu e ficou tudo bem graças a nossa senhora ela disse ao teu avô vê senhor João que correu tudo bem olhe que a mim nunca me morreu um bezerro no parto e às vezes quando a coisa é mais complicada é que saem as melhores crias veja só o seu filho que está ali uma bela criança ainda outro dia tive um parto duma vaca e o bezerro não havia maneira de sair assim como o seu filho e  hoje é o bezerro mais perfeito que eu lá tenho e até já disse ao meu zé para não o vender e para ficar a cobrir as nossas vacas quando for grande e realmente o teu pai também se fez uma bela figura de homem que elas era a mim a mim mas teve sempre muito juízo porque saiu ao pai dele mas eu fiquei muito contente com tudo o que disseste só aquilo do que a tua mãe diz quando o teu pai fala a meu respeito é que não gostei tanto mas eu já estou habituada pois aquilo é feitio dela  e os feitios às vezes não são os que nós queremos quem diz isto é o senhor possidónio que nome esquisito nem sei se é com dois esses como escrevi ou se é com um ç de cedilha que é um colega meu da universidade sénior e que é muito entendido em muitas coisas e eu até acho que ela até nem é má pessoa pois bem vi que quando o teu avô que deus lá tenha morreu e vocês cá estiveram a gozar as faltas do nojo que é uma coisa muito boa que o governo fez mas não foi este foi outro porque a lei já é muito antiga para tratar dos papéis e outras coisas a tua mãe até disse ao teu pai assim com ar pesaroso que lhe custava muito eu ficar cá sozinha em casa e que com vocês é que eu estaria bem pois podia ajudá-la a lavar a loiça e a fazer a comida para me distrair mas que não podia ser porque a casa só tem três quartos o dos teus pais o teu e o do cão e andar a abrir e a fechar o sofá da sala de jantar todos os dias era muito maçador e o sofá também é muito duro e o teu pai até disse que o cão podia pôr-se na varanda que é grande e arranjava-se uma casota para ele dormir mas a tua mãe disse logo que não ia agora pôr-se o cãozinho a apanhar frio toda a noite e que até se podia constipar e estranhar por deixar o quartinho dele coitadinho que  dantes é que os cães andavam de graça e ainda levavam porrada do dono mas agora desde que veio o deputado do pan ou do pão já nem sei como se diz até já podem comer nos restaurantes que coisa mais esquisita que eu nem queria acreditar mas por isto vê-se logo que ela também tem bons sentimentos pois se vocês não tivessem cão eu ia dormir no quarto dele e até quando vocês cá estiveram no verão passado ela me disse que o cão tinoco tinha estado muito doente e que até se lembrou muito de mim pois se ele morresse eu podia ir lá para vossa casa uns dias e dormia no quarto dele até arranjarem outro e eu até nunca digo mal dela às pessoas minhas amigas e muito menos à minha vizinha Lucrécia também não sei se é assim com um cê de cedilha ou se é com dois esses que tem uma língua que é maior que a légua da póvoa deus me livre era o mesmo que dizer também mal do meu filho  que a escolheu para mulher dele e da minha neta que também tem o seu sangue e a família é sempre a família e deus me livre de fazer o que fez a vizinha que mora três prédios ali à frente que tirou a fala à nora só porque ela fuma e diz que a sogra não tem nada com isso que se meta na vida dela e acho muito engraçado a coincidência que se deu depois de tu me teres dito na tua carta que tinhas uma aula chamada escrita criativa e agora cá na universidade também há essa disciplina é engraçado ou não é e eu segui o teu conselho e também me matriculei  e estou a gostar eu não sei é se  o meu professor também sabe chinês como a tua professora como ainda lá ando há pouco tempo sinto-me assim como que acanhada mas qualquer dia  que o apanhe assim a jeito pergunto-lhe e depois digo-te e sabes o que ele nos mandou escrever foi sobre o homem com a letra grande mas eu escrevo tudo com letra pequena  pois acho que os homens todos são homens mas eu estou um pouco embaraçada porque  penso assim como é que eu vou escrever sobre o homem com letra grande que quer dizer sobre todos os homens se eu só conheci um homem na minha vida que foi o teu avô que não é por me gabar mas era um belo homem com bigode e tudo eu não gostava muito mas como sei que ele gostava nunca lhe disse nada porque senão ele dizia-me se não queres larga e calava-me logo porque eu bem o conhecia  por fora e por dentro ai que vergonha eu dizer isto assim mas é a verdade e é tudo tão verdade que eu até me farto de dizer que só namorei com ele e depois casei com ele  que assim é que deve ser não é como agora que pegam neste e naquele que é uma vergonha e eu digo-te isto tudo porque sei que tu não és dessas mas sabes quem podia fazer um bom trabalho lá na aula mas ela não anda lá era a minha vizinha  joana lucrécia que vê lá tu casou três vezes mas essa até se entende porque eles morreram todos e ficou três vezes viúva não sei o que é que ela lhes fazia que se ficaram todos como um passarinho só não sei quando ela morrer e for para o outro mundo com qual deles é que ela ficará casada isto é uma salgalhada muito grande e agora até me estou a lembrar de uma conversa que houve lá na padaria onde vou todos os dias ao pão e onde apareceu o senhor Ambrósio que mora cá na minha rua e que nunca se casou e a vizinha locádia  disse-lhe quando a joana lucrécia ficou viúva a última vez que ele é que podia aproveitar e casar com ela que já era herdada de três homens e devia ter muito dinheirinho e ele atirou uma gargalhada e disse então a vizinha quer ver-me morto apesar de sempre nos darmos bem então não vê o que aconteceu aos outros e eu agora ia meter-me na boca do lobo nessa é que eu não caio quem mata três também mata quatro que eu até lhe disse ai vizinho não diga isso nem a rir  porque ela bem chorou  quando faleceu o terceiro marido que eu até fui ao funeral e sabes o que ele disse chorou muito e bem porque já tinha muita prática e abalou a rir-se mas eu até me sentia envergonhada e só agora é que me lembrei de te perguntar se sãozinha que é como eu te chamo sempre se escreve com zê ou com um esse fui ver ao dicionário mas não estava lá essa palavra devem-se ter esquecido que é para que quando eu fizer um trabalho lá na escrita criativa e queira falar de ti se o senhor professor mandar escrever sobre  a neta  eu escrever bem o teu nome que senão é uma vergonha só te peço agora que não demores muito tempo a responder-me  pois o meu   professor que eu até nem sei a idade dele mas sei que se chama António Henriques não sei bem se é henrique se henriques mas acho que henrique era melhor porque   é singular e ele é só um e não dois isto da gramática é uma coisa muito complicada e então chamo-lhe só senhor professor antónio porque sempre fui bem educada e ele é muito competente e amigo de explicar tudo muito bem mesmo aos alunos e às alunas que são assim mais atrasadinhos e atrasadinhas como eu pois só fiz a quarta classe de adultos já há muitos anos e de principio até me envergonhava porque lá na aula há alguns alunos e algumas alunas que têm cursos  e escrevem muito bem que até é um gosto ouvir ler, como é o caso da dona Mercedes que se senta sempre ao meu lado e que me costuma dizer para eu estar à vontade porque na nossa universidade somos todos iguais pois uns sabem mais dumas coisas e outros doutras e perguntou-me se eu sabia cozinhar e eu disse que não era por me gabar mas cozinho muitos pratos que toda a gente gaba e dizem que são uma delícia como por exemplo o ensopado de enguia e então ela disse vê é como eu lhe disse que eu até tenho um curso que é das matemáticas e não sei estrelar um ovo  é um ambiente muito agradável e por isso é que eu gosto de lá andar e ninguém tem peneiras que sabe mais do que os outros e gostei muito de te escrever esta carta que és a minha neta e que até me tratas por vocemessê e eu trato-te por tu que é como pertence não é como agora que o que mais  se vê por aí os avós a tratarem os netos por você e os netos a tratarem os avós por tu e depois dizem que não há respeito nem vergonha, como é que há-de haver mas sempre te quero dizer que se um dia te casares e me deres um bisneto ou bisneta eu até aceito que me tratem por tu, pois como dizem que de velha se torna a menina e os meninos se tratam todos por tu já está bem esta agora saiu-me muito boa não achas e para terminar  recebe um grande beijinho da tua avó que nunca te esquece .

                                       

   felícia das dores

Vai ser uma linda obra!

19.03.18 | asal

Da página do nosso Facebook, copio o último pedido de socorro do MENDEIROS:

 

«Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros...
Vamos homenagear os nossos professores falecidos, faltando ainda textos sobre os Padres Álvaro de Jesus, António Marujo, José Ribeiro Rei, José Rolo Dias, Victor Gonçalves Beirão, Henrique Pires Marques.
Quem avança? Vocês...ou eu? Eu...ou vocês?
Abraços
Mendeiros»

 José Régio.jpg

E EU COMENTO: 

Que maravilha apresentarmos um livrinho de homenagem a 40 professores falecidos! E cada um deles ter meia página de referências pessoais (A5) que um seu aluno foi buscar ao baú das recordações. É UMA HONRA escrever para esta homenagem...

Vá lá, já só faltam seis... Ajudem a diversificar a autoria dos textos. Eu já escrevi três, para dar exemplo! 

Se tiverem dificuldade por dar erros ou não construir bem as frases, eu comprometo-me a corrigir o texto para a obra ficar perfeita... A. HENRIQUES

 

: Uma vista da cidade a partir da Casa-Museu José Régio

 

Portalegre.jpg

 

 

 

Também tu, Itália!

18.03.18 | asal

Europa em coma

Florentino.jpg

  

A União Europeia (UE) sofreu, nos últimos tempos, alguns abalos sísmicos que a fizeram tremer. O epicentro dos últimos situou-se em Itália, uma das mais prósperas economias europeias. Os nacionalistas, populistas e xenófilos da extrema-direita deixaram para trás as tradicionais forças de centro-esquerda que, nos últimos anos, têm liderado os governos deste país, de uma tão rica história artística e de cultura humanista.

Segundo os dados das várias eleições realizadas na UE, o europessimismo tem-se instalado em vários países desta vasta zona política e económica. Uma situação que poderá, a passos largos, vir a colocar em causa o projeto europeu, um admirável farol democrático no planeta.

Só que, presentemente, um mapa sombrio parece alastrar por essa europa fora, colocando os velhos partidos socialistas, social-democratas e democratas-cristãos relegados para lugares quase simbólicos, no espectro político, dos países mais desenvolvidos. A Europa, saída da II Guerra Mundial, destruída, mas logo refeita desta hecatombe, conseguiu erguer-se, através de um grandioso projeto económico e político, à base da solidariedade entre as nações, de paz e de bem-estar para a maioria das populações. Nos últimos tempos, fruto da globalização, parece encontrar-se envolvida numa profunda crise, a ameaçar o seu futuro. Antes da Itália que vai entregar o poder às forças nacionalistas, xenófobas e anti-europeias mais conservadoras, já a Áustria, nas suas eleições tinha navegado em águas semelhantes. Estes países vão na peugada da Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria, não esquecendo o Reino Unido. Todos enlaçados num nacionalismo e num populismo agressivos.

Com este lote de países a remar contra o primitivo espírito dos fundadores de uma Europa solidária e em paz, parece verificar-se agora uma situação comatosa, provocada por forças centrípetas e centrífugas, capazes de poder vir a abalar os seus alicerces.

Causadoras deste clima, encontram-se os grandes interesses mundiais, de Putin a Trump, que têm, cada um a seu modo, tentado interferir no futuro político da União Europeia, apostando no seu enfraquecimento. Possivelmente, para o virem a disputar, lá mais para diante. Dentro desta lógica, recordemos o apoio que a Rússia de Putin terá dado a Marine Le Pen, nas eleições disputadas com Macron, o qual, à última hora, conseguiu vencer o populismo da candidata e se encontra agora disposto a relançar a europa, juntamente com Merkel.

Quanto ao ultra-nacionalista Donald Trump, não terá também sido por acaso que o seu antigo estratega principal e conselheiro, Steve Bannon - a encarnação da direita americana mais radical e ultranacionalista – se deslocou a França, convidado para participar no congresso da Frente Nacional francesa, onde procurou deixar uma mensagem otimista para a extrema-direita. Segundo ele, “a história está do nosso lado e vai levar-nos de vitória em vitória”. Nacionalistas e globalistas parecem hoje os grandes protagonistas e adversários na cena política mundial. Poderá ser mesmo a grande batalha dos próximos tempos. Face a este complexo panorama perigoso e desafiante, a UE, abandonada a si mesma, tem de se preparar para enfrentar e vencer estes grandes desafios, se quiser sonhar com um futuro auspicioso. Os próximos tempos não serão nada fáceis para uma europa com uma acentuada quebra demográfica - a subir ano após ano - com o problema migratório em alta nos países pobres, com um estado social a rebentar pelas costuras, com um elevado desemprego, sobretudo jovem. Acresce ainda as constantes alterações climáticas, bem como a globalização desafiante para o comércio mundial e ainda uma corrida ao armamento nuclear de alguns países. Tão vasta problemática está a criar um clima, de tal modo perigoso, que pode deixar os países da UE à beira de um ataque de nervos e, para alguns mais pessimistas, em estado de coma.

Com este pano de fundo, Macron e Merkel terão que se unir e envidar esforços para fazer frente à situação caótica em que a Europa se encontra, encruzilhada potenciada pelas dificuldades em se formar governos após eleições, nos países em que a extrema–direita se perfila cada vez mais. Portugal, certamente não irá ficar imune a esta situação sísmica. As eleições italianas deverão ser assim um forte aviso e uma advertência para as nossas forças políticas, para que saibam acautelar a construção do nosso futuro e das próximas gerações, dentro de uma UE forte.

florentinobeirao@hotmail.com  

Aniversário

18.03.18 | asal

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Desta vez, é o  António Silva Duque a celebrar a vida!

 

Caro amigo e vizinho, com os nosso PARABÉNS, aqui deixamos os desejos sinceros de que continues a desfrutar de saúde, felicidade e muitos amigos, celebrando cada ano com muito gosto pessoal e na companhia dos familiares. Já vens dos anos 50... Ainda és um jovem!

E nós gostamos de te ver por aí, nos nossos encontros, comunicando felicidade.. 

Contacto: tel. 966 537 128

Palavra do Sr. Bispo

17.03.18 | asal

DIA DO PAI EM DIA DE SÃO JOSÉ

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Filipe disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”. Jesus respondeu: ”Há tanto tempo que estou no meio de vós e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu o Pai. Como é que me dizes: “mostra-nos o Pai? Não acreditas que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai?” (Jo 14, 8-11). 
“Mãe, mostra-nos o pai e isso no bastará”, dirão muitos filhos de pai ausente, os filhos duma «sociedade sem pais». Hoje, porém, mercê duma vida superocupada e a correr como quem foge à polícia, mesmo que os afazeres familiares sejam compartilhados tanto pelo pai como pela mãe, a vida de muitas mães também se tornou difícil, complexa e cansativa. É aquilo que é e nem sempre aquilo que o próprio casal quis ou desejaria que fosse. Nestas circunstâncias, também alguns filhos poderão implorar: “pai, mostra-nos a mãe e isso nos bastará”. Se Jesus está no Pai e o Pai está n’Ele, se Jesus é o rosto visível do Pai invisível, sempre presente, atual e atuante, em identificação e comunhão total e eficaz com o Pai, entre nós, porém, os meramente humanos, nem a mãe está no pai, nem o pai está na mãe. A presença da mãe não preenche a ausência do pai, nem a presença do pai preenche a ausência da mãe. São homem e mulher, cada um com a sua muito própria e específica missão e vocação de pai e mãe. As suas pessoas e presença não se identificam, nem, para bem do todo que é a família, a sua missão se deveria inverter ou fazer substituir. Mas hoje vamos falar apenas do pai, celebramos o Dia do Pai, celebramos o dia litúrgico de São José. 
O que, em nossos dias, está em causa, não é tanto, como refere o Papa Francisco, a “presença invasora do pai” como acontecia no passado. É, sim, “a sua ausência”. Por vezes, “o pai está tão concentrado em si mesmo e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações individuais que até se esquece da família”. Além disso, o “tempo cada vez maior que se dedica aos meios de comunicação e à tecnologia da distração”, a maneira suspeitosa com que se olha a autoridade, a forma como “os adultos são postos em discussão”, e eles próprios “abandonam as certezas” e “não dão orientações seguras e bem fundamentadas aos seus filhos”, tudo, tudo isso prejudica o processo adequado de amadurecimento que as crianças precisam de fazer. “Deus coloca o pai na família, para que, com as características preciosas da sua masculinidade, esteja próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E esteja próximo dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho”. Pai presente “não significa ser controlador, porque os pais demasiado controladores aniquilam os filhos”. Por outro lado, alguns pais “sentem-se inúteis ou desnecessários, mas a verdade é que os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele” também para que não “deixem de ser crianças antes de tempo” (AL176-177). 
De facto, é próprio da missão do pai ser, em comunhão com a esposa com quem compartilha tarefas e abraça responsabilidades, ser grata referência no seio da família pela sua forma de ser e estar, pela maneira como entusiasma e louva, como brinca e adverte, pela segurança que sempre transmite, pela empatia que o seu exemplo é capaz de gerar e estimular a crescerem com ele, indo, se possível, ainda mais além. Muitas vezes, no mar da vida de crianças, adolescentes, jovens e até adultos, as ondas batem forte demais, os ventos sopram violentamente, o barco parece afundar-se, há silêncios sofridos, há medos a precisarem de ser destronados, realidades simples que parecem fantasmas monstruosos, há terramotos existenciais que abalam, destroem e fazem sofrer. No meio de tudo isto, como será importante que o pai ajude a identificar a suave brisa em que o Senhor se manifesta (1Reis 19, 11-13), que ajude a distinguir as ondas dos ventos, os fantasmas da realidade, os terramotos do simples estremecer, que ajude a bem discernir, com discrição, serenidade e segurança, que aponte possíveis direções a seguir em liberdade, que ajude a rasgar amplas estradas para a vida, incutindo alegria e esperança: “Coragem, não tenhas medo!”. 
A par, consciente da sua vocação e missão, o pai presente sabe rezar em nome da família e pela família, sabe agradecer e louvar, sabe convidar a família a louvar e a agradecer. Pelo seu natural testemunho de vida, faz crescer a família em confiança no Senhor, no Senhor que lhe deu a graça de partilhar a responsabilidade do seu lar, comunidade de vida e de amor. A Sagrada Escritura apresenta-nos vários pais a pedir ao Senhor, com fé e humildade, a cura dos seus filhos doentes. Jairo, por exemplo, um dos chefes da sinagoga, caiu aos pés de Jesus a pedir-lhe com insistência: “A minha filha está a morrer. Vem e põe as mãos sobre ela, para que sare e viva”. Jesus acompanhou Jairo e restituiu-lhe a filha com saúde (Mc 5, 21-43). Em Cafarnaum, um funcionário real cujo filho se encontrava gravemente doente, saiu ao encontro de Jesus a pedir-lhe que o curasse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra”…”Podes ir que o teu filho está vivo”, o homem acreditou na Palavra de Jesus, foi-se embora e encontrou o filho curado (Jo 4, 46-54). Outro pai aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e implorou: “Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e tem ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo e na água”. E Jesus curou o menino (Mt 17, 14-20). 
Para além dos filhos, toda a sociedade lucra quando os pais exercem bem a sua missão de pais, quando dão orientações seguras e bem orientadas, quando transmitam modos, princípios e valores estruturantes da vida, quando iniciam os seus filhos no bom exercício da cidadania civil e eclesial, quando as funções entre pais e filhos não são invertidas nem substituídas.

Antonino Dias
Isna de Oleiros, 16-03-2018.

Os 70 anos do Stella Vitae

17.03.18 | asal

OBRIGADO PELA REPORTAGEM!Mendeiros1.jpg

Ontem, dia 16, lá fui ao concerto do Coral Stella Vitae na Igreja de S. Roque, em Lisboa, ouvir o Martins da Silva e seus amigos, como tinha previsto. Foi um concerto espetacular, como se previa, no lançamento do livro " No trilho do Belo", da autoria de Ana Gomes, comemorando os 70 anos do Coral Stella Vitae de que fazem parte os nossos companheiros e amigos, Martins da Silva e Alexandre Pires. Contava dar um abraço ao Senhor Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, autor do prefácio do livro, e tirar uma selfie com ele (que, daqui a algumas centenas de anos iria valer uma fortuna) mas o Senhor Presidente não compareceu porque, apesar de muito rápido, não conseguiu estar em dois eventos ao mesmo tempo, mas nem tudo se perdeu. Dei o abraço ao Martins da Silva, e filmei um bocadinho do concerto para vocês verem no Face e no Blogue, julgando como foi, uma vez que não puderam experimentá-lo. Depois do concerto, fui com a Adelina à Trindade, provar um belo bife do lombo, deixando para uma próxima oportunidade, a mariscada com todos (lagosta, ostras, etc.) para quando todos estiverem presentes. Ontem, quem perdeu foram vocês, que faltaram , porque estava eu a pagar! Acabei por pagar só o da Adelina e o meu...
Abraços.

Joaquim Mendeiros

 A primeira gravação em vídeo do novo artista, Joaquim Mendeiros. DEPOIS DO TEXTO, CHEGAM AS IMAGENS.

 

 

 

 

Hoje há muito que fazer...

16.03.18 | asal

ESCREVE O MENDEIROS

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Hoje é dia de farra com moderação, naturalmente. Espero ir almoçar à Parreirinha, passar a tarde com as minhas netas e, pelas 19 horas, assistir ao concerto do Stella Vitae, onde vou ter oportunidade de tirar uma selfie com o Presidente Marcelo. Depois, um saltinho à Trindade para provar uns marisquinhos e uns tremocitos e está a farra feita. Quem quiser participar neste rally (excecionando a tarde com as minhas netas) é só aparecer...

 

 

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É TAMBÉM HOJE QUE FAZ ANOS O JOÃO TORRES HEITOR. 

PALMAS PARA OS SEUS 87 ANOS!

Grande amigo, PARABÉNS E MUITAS FELICIDADES...

Contacto: tel. 967 421 096

O GRAAL em Portalegre

15.03.18 | asal

Lembram-se das réplicas destes amigos no Facebook a propósito de um texto sobre Lurdes Pintassilgo, a mulher que muito revolucionou o modo de estar e de olhar para a mulher em Portugal?

 

«Mário Pissarra Não haverá entre os leitores da animus semper quem seja capaz e queira abordar o trabalho do GRAAL em Portalegre?

José Centeio Interessante. Se tivesse tempo e disponibilidade aventurava-me. Não de Portalegre, mas no geral.»

 

HOJE TEMOS A ALEGRIA DE APRESENTARMOS UM TEXTO QUE NOS RESPONDE AO QUESITO.

E FEITO POR QUEM VIVEU A HISTÓRIA: 

 

                                    Teresinha Tavares e Maria Luísa Tavares Bugalho escreveram:

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Em Setembro de 1961, três jovens professoras chegavam a Portalegre para leccionar no Colégio Diocesano e nos outros estabelecimentos de ensino da cidade. Portalegre fora escolhido por conhecermos bem o Senhor D. Agostinho de Moura e apreciarmos a sua abertura em relação ao papel das mulheres na Sociedade e na Igreja.

À  medida que íamos conhecendo Portalegre, iamo-nos dando conta da enorme desigualdade social e da grande pobreza de muita gente que vivia nos bairros periféricos e mesmo no centro da cidade antiga.
Não podíamos viver calmamente com esta situação.  Tínhamos que fazer alguma coisa. Fomos reflectindo com a Maria de Lourdes Pintassilgo e a Teresa Santa Clara que nos visitavam regularmente. No fim do 1.º ano, só uma continuou no Colégio Diocesano e o que ganhávamos nos outros estabelecimentos de ensino dava para vivermos e começar um trabalho de Promoção Humana com as pessoas que iam aderindo.  Uma das primeiras iniciativas foi um Centro Social (num pré -fabricado) em S. Bartolomeu onde havia actividades educativas com crianças e reuniões com adultos à noite.
Este trabalho foi-se desenvolvendo nos bairros mas também em algumas aldeias rurais do distrito de Portalegre, incluindo o concelho de Marvão.  Em 1965, era já um Projecto reconhecido (Projecto de Promoção  Humana e Evangelização) que se tornou num centro de estágio para alunas de Serviço Social, Educadoras de Infância e Agentes Rurais entre outras. Com todas estas jovens profissionais fez-se um trabalho muito significativo que mudou a vida de muita gente.
O facto de ter a referência evangélica era importante, pois o Evangelho é uma força de transformação.  Foi integrado neste projecto que nos meses de verão de 68 e 69 várias universitárias vieram orientar grupos de alfabetização seguindo o método de Paulo Freire. Este trabalho era depois continuado pelas estagiárias e outros voluntários. 
É de notar a acção que se realizou no bairro novo de S. Cristóvão, o do Atalaião.
Após a inauguração deste bairro e a pedido do então Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, professor Silva Mendes, iniciámos um trabalho no bairro (1970).
Foi um trabalho muito interessante que acabou por mexer com toda a população. 
Primeiro foi lançado um inquérito a todos os habitantes visitando todas as casas no sentido de se auscultar quantas crianças estariam em idade de frequentar o Jardim e depois para perceber as necessidades daquela população. 
Através do Jardim de Infância  trabalhou-se com os pais, fizeram-se actividades com os jovens, implementaram-se actividades com as crianças  após o horário escolar  e, ao fim do dia e à noite, organizaram-se aulas para quem não tinha a 4.ª classe e para quem estivesse interessado em fazer o ciclo.
Para tornar possível este projecto, desenvolveu-se um interessante trabalho de voluntariado com alunos dos últimos anos do liceu e também professores que se ofereceram para dar aulas, de acordo com as suas áreas. 
Este trabalho foi de grande importância para os voluntários que o desenvolveram mas também para quem através dele pôde melhorar significativamente a sua vida.
Todo o trabalho neste bairro contou sempre com a colaboração da Confraria de S. Cristóvão e do padre que se ocupava da igreja de S. Cristóvão. 
Foi também por esta altura que se começaram a realizar colónias de férias com as crianças do Jardim Infantil de S. Cristóvão,  S  Bartolomeu e do Bairro de Vila Nova. Para além de alguns funcionários que acompanhavam as crianças,  também nesta deslocação para a praia de Sta Cruz, para uma casa que nos era cedida pela família de uma estagiária do Projecto de Promoção Humana e Evangelização,  também nos acompanhavam e ajudavam a tornar realidade estas colónias,  alguns jovens dos últimos anos do liceu e magistério primário.
 

A morte da esposa do Leonel

15.03.18 | asal

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ECOS DE UM DIA TRISTE 

Acabo de ouvir do escritor Rui Cardoso Martins a mais linda "homenagem" à sua mãe, a professora Lurdinhas, como era chamada pelos seus alunos da Primária.  Na sua crónica das quartas-feiras na Antena Um, que sempre ouço religiosamente, hoje o seu filho dizia com orgulho:  como professora, era um exemplo de dedicação e competência profissional.  Muitos alunos, já , em idade madura, ofereciam-lhe as suas teses de doutoramento, confessando o quanto lhe deviam; mesmo aqueles que pouco aprendiam, reconheciam que, se eram alguma coisa na vida, à Lurdinhas o deviam, pelos valores morais que ela soube transmitir-lhes.
Dedicada ao social, refere o caso de uma sem-abrigo, a quem a sua mãe deu uma linda casa. Elogiou o casamento dos pais de quase 50 anos. Finalmente como escritor de Portalegre e do mundo, citou a Toada de Régio e de mais um poeta, amigo da família, seu padrinho de Baptismo. Acabou  com uma espécie de oração pela chuva que caía como uma bênção de fertilidadade que fará nascer, em terra fustigada pela seca, aquelas florzinhas de  que a Lurdinhas tanto gostava. 

j. Lopes