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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

A MENTE MENTE...

08.11.17 | asal

MENTE

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É através da mente que alguém mente. Porque é na mente que está a fonte da mentira e da verdade. Quando escrevo mente, associo-lhe também a palavra pente. Estamos perante duas parónimas que , de certo modo, se complementam. Uma consoante as separa e duas vogais as aproximam. Veja-se. Mente inicia-se com eme, letra que se enrodilha sem saliências, com formas redondas e certinhas. Pente inicia-se com pê,  que se  apresenta com uma haste, que prolonga nos dois sentidos da vertical. Imaginamos a mente , ou a fonte da mente, dentro da caixa craniana com muitos emes ligados uns aos outros. Pente com as hastes da primeira letra lembra-nos os cabelos que cobrem a caixa craniana, onde reside a mente. Sendo assim, mente e pente completam-se. A mente activa a vitalidade interior do crânio; o pente protege esse mesmo crânio ao moldar-lhe, ao alisar-lhe, ao enfeitar-lhe o cabelo protector e exterior. Concluindo: a mente e o pente são solidários, cada qual na sua função.

    No entanto, há muitas diferenças entre a mente e o pente. Citemos apenas uma que é evidente e de fácil explicação – se fosse difícil também não me metia nela! – e compreensão. É que a mente, mente. E o pente não pente, apenas penteia. Isto é, o pente é inocente, adorna o cabelo, mas à vista de toda a gente. Com mais ou menos arte, mas sem subterfúgios ou fingimentos. Ah! Mas a mente é matreira ou leal; calculista ou natural: fingida ou verdadeira; aberta ou fechada; tolerante ou ríspida; tranquila ou agressiva. Pior, nunca se sabe o que é ou quando não é, actue ela em silêncio ou com exteriorização verbal ou gestual. Resumindo, a mente é capaz do melhor e do pior e é através dela que o homem define, perante os outros, a sua personalidade, a sua estrutura mental, o seu ego.

   Convenhamos, porém, que o pior dom que a mente tem é que, através da sua inesgotável capacidade de pensar, mente. Mente a criança, mente o adolescente, mente o jovem, mente o adulto. Todo o ser humano, porque tem mente, mente. E só se deixa de mentir, quando chega a hora da verdade final. A última. O fim. A única que a mentira não consegue enganar. É o  triunfo da verdade sobre a mentira,  o derradeiro estertor da mente. Mas a mente, mente porque quer? Nem sempre. Só que há verdades que são mentiras e mentiras que são verdades. Depende da emanação de umas e doutras, bem como do destinatário a quem se dirigem.

    Mas é pela mente que temos a perspectiva, digo, a perspetiva de que neste momento nos encontramos  no expoente máximo das mentiras que emanam da mente. Até já foi criada expressão própria para  definir ou referir os expoentes máximos desta verdade: « Donos disto tudo!» E como a lista já vai longa, meu Deus!   De  tão ambiciosos que são, através das suas maliciosas mentes, querem dominar também as mentes dos outros. O que não é tão fácil, como muitos deles pensam.

       Desde políticos até à banca, passando por diversos manobradores de leis, umas feitas por eles, outras mandadas fazer por outros, cujas mentes se confundem com os primeiros, eis onde se encontra  a sede da trafulhice nacional. O resto vem por acréscimo, através duma teia mental incomensurável. Sabendo-se o que se vai conhecendo, tudo parece ficar mais claro e transparente. Será que fica? Não fica, porque o que mente, só confunde, só engana, só atrapalha, só ofende, só prejudica só se emporcalha. O desejo do poder não olha a meios, digo, a mentiras. Usam todos o MTNS: mentem na Manhã, mentem à Tarde, mentem à Noite   mentem Sempre!

Agora estamos num tempo em que há mentes que todos conhecemos e que superam tudo o que parecia inimaginável antes de elas se revelarem. Casos há em que a mente de certa gente gera no cidadão vulgar, mais do que admiração, estupefacção, digo, estupefação. Que classe! Que categoria! Que descaramento! Que aberração! Que lata! Que trafulhice! Aquilo já não é simples mentira. Aquilo é mitomania no mais elevado grau. Aquilo é uma doença. Incurável? Sim, porque já atingiu o ponto máximo da aldrabice: cada qual mente convicto de que diz a verdade. Para ele a mentira  que sai da sua mente é a verdade. É um caso arrumado. Atingirá ele o objectivo que pretende alcançar? Aconteça o que acontecer, ele não engana, mesmo que por engano lhe saia uma verdade. Como se envergonharia o grego se viesse a saber disto, das mentes doentias. Já nem precisaria da cicuta. Porque no seu tempo, e antes e depois, já abundavam os mitómanos nos mais diversos campos. Uns mais puros do que outros, se é que pode haver pureza em tais mentes. Resignemo-nos, protegidos pelo princípio de que também há mentes inocentes.. E muitas, mais do que muitas mentes possam imaginar. Louvor a Deus!

    Mas o pior de tudo isto é a expansão que a mentira teve. As mentes já não pensam, deliram. Mentem os do governo e os seus prosélitos; metem os da oposição e os seus sequazes à espera duma oportunidade; mentem as confederações patronais; mentem os sindicatos; mentem os gestores ; mentem os trabalhadores. Todos? Infelizmente as excepções apenas confirmam a regra. E o país à beira do abismo continua a mentir, a fingir, talvez porque não sabe fazer outra coisa. Em relação à mente tudo é confuso. Recordemos o velhinho, dir-se-ia arcaico, ditado « mens sana in corpore sano»do conhecido Juvenal. Hoje, quase nos apetece virá-lo do avesso. O que não resolverá grande coisa, já que as mentes e os corpos não são feitos pela mesma fita métrica dos fatos confeccionados pelo alfaiate. Se alguma mente teve coragem para ler a crónica até aqui, garanto que se trata duma mente sã. Sobre as mentes que desistiram, logicamente que não vou pronunciar-me: se não leram …

      E a minha mente, como se porta? Como o arrazoado já vai longo, é melhor ficarmos por aqui.

António Pires da Costa (Montijo)

 

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O FIGUEIRA ESTÁ MELHOR!

08.11.17 | asal

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O José Figueira, que por engano apelidei de Manel Figueira, já tinha sido lembrado aqui há umas semanas. Andava a perscrutar os médicos para ver o que se havia de fazer ao coração, que é uma bomba bem necessária a todos...

Pois bem, ele foi mesmo à marquesa das operações, fez operação e tudo está a correr bem, graças a Deus.

O nosso Figueira faz-nos falta. O seu lugar vai ficar vazio nesta sexta-feira na Parreirinha e no Magusto do sábado. Ele há muito que acompanha a malta com a sua indefectível amizade e também fica sensibilizado com a nossa, sei-o por experiência pessoal. Rezemos pelo seu restabelecimento completo, ele que está na casa das oito dezenas.

Boas melhoras, Manuel!

INSCRIÇÕES ATÉ AMANHÃ, QUINTA

08.11.17 | asal

VÁ LÁ, AMIGOS!

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Estamos na recta final. Só falta mesmo a tua inscrição, pois tudo o resto já foi tratado. Eu já fui buscar à garagem os assadores, para não me esquecer deles, que o ano passado fizeram um jeitão. Até parecíamos uns profissionais...

Agora investigo a história do Santuário para dizer umas palavras.

O Sr. Vítor, cozinheiro encartado, já me pergunta quantas bocas precisa ele de alimentar. E que digo eu? Estas são outras aflições, motivadas pelos que deixam tudo para a última hora.

Pronto, desejo a todos um dia bonito; mesmo que a chuva faça falta, nos próximos dez dias ela não vem. AH

O 3.º ano de Alcains 48/49

07.11.17 | asal

NOS IDOS DE 1948/49

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O Fernando Leitão repete o gesto do Carlos Diogo e envia-nos esta foto e a identificação de muitos que nela constam. Entraram em 1946/47 no Seminário de Gavião (penso eu!). 

 

Nota: a) quer dizer: A tua cara não me é estranha, mas não me lembro do teu nome.

Em baixo, da esquerda para a direita: Pires da Costa, Fernando Leitão, Pe. Mendes (Prefeito), Dinis Garcia, a), Júlio Alves.

 
Na fila intermédia, a partir da esquerda:a),a), Tereso Varão, Francisco Belo, Joaquim Laia, a),Tomás Farinha.
 
Em cima e a partir da esquerda: Abilio Cardoso, Amândio Tomé, António Curado, Américo Pires e Joaquim Filipe.
 
Dos que entraram no 1º ano no Gavião em 46, alguns ficaram retidos: Rito, Eusébio, Pereira, Amável, Robalo...
 
E eu acrescento que pelo menos seis já nos deixaram. Paz à sua alma.

PALAVRA DO SR. BISPO

07.11.17 | asal

A SANTIDADE COMO HORIZONTE DA PASTORAL

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A história da Igreja foi sempre enriquecida por homens e mulheres que souberam marcar a diferença. Viveram, com alegria e esperança, na caridade, a sua fidelidade a Cristo e à Sua Igreja. Fazendo com amor as coisas mais pequeninas do seu dia-a-dia, eles transformaram-se na imagem de Cristo que passou pelo mundo fazendo o bem. Tornaram-se pontos de referência ao longo da história e continuam a sê-lo, também hoje, nesta comunhão que nasce da fé e une todos aqueles que pertencem a Cristo em virtude do Batismo.
Em Dia de Todos os Santos, tivemos a graça de, mais uma vez, de forma mais viva e solene, recordar estes amigos de Jesus, que, por caminhos muito variados e apropriados à vocação de cada um, foram verdadeiras testemunhas da verdade do Evangelho. Com muitos deles nos cruzamos, com certeza, ao longo da nossa vida. Com eles convivemos, nos divertimos e crescemos. Eles entenderam e aceitaram a proposta de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de Mim, vai encontrá-la. De facto, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua vida? O que pode um homem dar em troca da sua vida?” (Mt 16, 24-26). 
Este aceitar a proposta de Jesus, com amor - o que não quer dizer que seja fácil ou sem sofrimento -, é o garante de que nada terminará no calvário. Haverá sempre o dia da vitória sobre a morte, o dia da ressurreição, do encontro com o Senhor que nos disse: “Eu vou preparar-vos um lugar. E quando Eu for e vos tiver preparado um lugar, voltarei e levar-vos-ei comigo, para que onde Eu estiver, vós estejais também” (Jo 14, 2-3). O Senhor a todos nos convida à santidade, santidade que não se pode reivindicar nem comprar nem obter apenas com o nosso próprio esforço ou as nossas ações. É o Espírito Santo que nos fala aos ouvidos do coração, nos anima e inspira a seguir Cristo pobre e humilde que, carregando a Sua Cruz, nos ensina a carregar a nossa cruz para um dia participarmos da sua glória: “nem os olhos viram nem os ouvidos ouviram, nem pela imaginação do homem passou o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2,9). Ora, esta vida de Cristo ressuscitado, nós a podemos viver desde já, no tempo, se formos dóceis e fiéis à graça que nos é comunicada e nos transforma, à graça do nosso Batismo: “Pelo batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova” (Rm 6,4). A vida cristã é, desde já, na terra, uma participação na morte e ressurreição de Cristo.
No alvorecer deste terceiro milénio, São João Paulo II, ao apontar a necessidade de redescobrir o Capítulo V da Constituição Lumen Gentium que trata da “Vocação Universal à santidade”, ele colocava como primeira prioridade de todo o caminho pastoral, precisamente a santidade: “Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). Colocar a programação pastoral sob o signo da santidade, significava para João Paulo II, “exprimir a convicção de que, se o Batismo faz verdadeiramente entrar na santidade de Deus, através da inserção em Cristo e da presença do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial” (id.31). E toda a pedagogia da santidade que ele aponta (cf. id. 32-41), implica fomentar a arte da oração, dar particular relevo à Eucaristia Dominical e ao próprio Domingo, propor de forma persuasiva e eficaz a prática do sacramento da Reconciliação, respeitar o princípio do primado da graça, dar lugar de honra à escuta da Palavra de Deus e reacender em nós o zelo das origens, deixando-nos invadir pelo ardor da pregação apostólica que se seguiu ao Pentecostes. Devemos reviver em nós o sentimento ardente de Paulo que o levava a exclamar: “Ai de mim se não evangelizar” (1Cor 9,16). 
“Santos, amigos de Deus, 
E dos homens padroeiros, 
Ajudai-nos a seguir 
Por caminhos verdadeiros…”

Antonino Dias 
03-11-2017

REVIVER O PASSADO

06.11.17 | asal

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O meu colega Carlos Diogo, de Mação, envia-me hoje esta relíquia do nosso segundo ano no Seminário do Gavião, no ano 52/53.

Sinceramente, estou muito esquecido para identificar estas carinhas lindas. Alguns conheço, por certo: vejo o Artur, o Lopes Xavier, o José Marques da Rosa, que ainda o ano passado esteve no Magusto, o João Pires Afonso e o Álvaro, já falecidos, e acho que não vislumbro mais nenhum...

E o António Henriques? Ó Carlos, já te disse, duvido quem seja. Nem a mim próprio eu sei identificar... Humildemente o confesso!

Talvez por me encontrar num dia "não", dos que chegam a todos. É que não compreendo como há tantos amigos, alguns a uns metros da Senhora da Rocha, que não vão aparecer no Magusto do dia 11, já no próximo sábado.

Vamos morrendo todos, deixando de fazer parte da vida uns dos outros. É a vida...

Quarenta inscrições para mim são poucas, desculpem o desabafo.

Como diria o Colaço, PIM!

António Henriques 

 

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Um dia passado e o Carlos Diogo reenvia-me a mesma foto registando com um círculo a cara deste resistente, que luta por viver muito, crescer mais e aguentar as contrariedades como antigamente defendia pela esquerda as balizas do futebol.

Eu duvidava entre essa cara e o que está ao lado do Xavier. Obrigado pela preciosa(!) ajuda. Eu sabia que tinha uma cara redonda e cabelo um pouco indomável, ao contrário de agora, que fica onde eu o deixo, sem reacção própria.

7/11 - AH

ANIVERSÁRIO

06.11.17 | asal

PARABÉNS! 10523148_783382238400604_7288480523936344846_n.jpg

Hoje, dia 6 de Novembro, está a fazer anos o João Luís Matos Pereira, que desde 1952 ouve o "Parabéns a você".

E nós repetimos: «PARABÉNS A VOCÊ NESTA DATA QUERIDA...»

Fazemos votos de longa vida, com muita saúde e muitos amigos.

Porque não apareces no Magusto do dia 11?

Para contacto, usar o tel. 966 043 821

 

E VÃO TRÊS...

04.11.17 | asal

Há coincidências curiosas: três a fazer anos no mesmo dia é caso muito raro; e dois serem marido e mulher ainda é mais raro! Pois é o que acontece hoje!

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Vamos então dar os parabéns aos três amigos, nascidos no dia 4 de Novembro:

- Adriano Afonso Mendes, com o tel. n.º 919 900 320

 

- Ana Jesus Mendes, esposa do Adriano Mendes, tel. n.º 964 054 517

 

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Carlos Alberto Domingos Sousa, tel. n.º 919 500 618

 

Com os nossos PARABÉNS, vão também os votos de longa vida, com saúde, felicidade, realização dos vossos sonhos e que sempre se sintam rodeados de muita amizade.

Há vida para além das cinzas

03.11.17 | asal

Ainda bem que temos estas ajudas para enriquecer estas páginas, Obrigado, Florentino. AH

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Vergonha de nós todos

 

Quem hoje viajar de Castelo Branco para Lisboa, Coimbra, Portalegre ou Guarda, encontra-se quase sempre rodeado por contínuas manchas de árvores e casas, envolvidas num negro manto de cinzas. Alguém que viesse doutro país poderia mesmo pensar que, uma parte significativa do nosso país teria sido bombardeada. A este cenário dantesco, teremos ainda de acrescentar, infelizmente, mais de cento e quatro pessoas falecidas e milhares de animais que também sucumbiram nos incêndios neste tórrido e fatídico verão. Por vezes, em direto, através da omnipresente televisão, o fogo e o sofrimento das pessoas afetadas, incluindo os valorosos bombeiros, entrou-nos pela casa adentro apertando-nos o coração dorido. Não se podia então fugir à pergunta. Como seria possível dominar aquele monstro, com uma simples mangueira doméstica na mão, uns ramos verdes ou uma simples enxada? Alguém até chegou a deitar mão a uns litros de vinho - quando a água se esgotou. Outros, em estado de máxima aflição e desespero, passou-lhe pela cabeça que seria já mesmo o fim do mundo, devorado pelo fogo, como reza uma antiga crença popular.

Foram estas pessoas, cercadas por rápidas labaredas de fogo, os principais atores deste drama arrepiante. Pela morte ou pela desgraça material, foram elas que mais apareceram nas prolongadas reportagens da comunicação social. Sem poder reivindicativo, como disse o Presidente Marcelo, ninguém tem dado pelas suas vidas, imersas no meio de um exuberante e perigoso matagal de pinheiros e eucaliptos que inundavam o centro do país. A poetisa Sophia de Mello Breyner refere-se a esta gente desconhecida do poder longínquo: “às vezes luminosa/e outras vezes tosca/ que me lembra escravos/que me lembra reis”.

Consumindo os seus dias, por vezes os derradeiros, entre uma pequena horta e meia dúzia de animais domésticos, aqui encontravam a base da sua subsistência. Gente, sem horas, habituada a muito trabalho e a pouco lucro. Porém, para além destes reduzidos bens materiais, resplandecem os seus valores humanos os quais dão sentido às suas vidas. Viver com o indispensável, uma grande coragem, muita colaboração, total solidariedade, uma resiliência a toda a prova, uma dor contida, envolta numa enorme dignidade humana. As imagens da televisão e as reportagens da comunicação social bem evidenciaram estes valores humanos. Tanto os empresários, como os que perderam as suas terras verdejantes, garantem agora que não vão baixar os braços. Assim venham as ajudas avançadas já pelo Governo. Este, depois de levar um puxão de orelhas do Presidente da República, e após ter recebido o Relatório da Comissão Técnica Independente, acaba de decidir a implementação de um conjunto de medidas que seguem à linha as orientacinzas.jpgções da Comissão Independente. Com estas, se pretende reestruturar o setor e responder às necessidades mais prementes das populações atingidas. Segundo o referido documento, as falhas foram mais que muitas. Aqui ficam algumas. Das comunicações aos meios de ataque aos incêndios. Deficiências no Comando e gestão das operações de socorro. Por estas e outras lacunas, acabaram por morrer tantas pessoas, de todas as idades, tendo ardido meia centena de fábricas. Não contabilizando o número astronómico de milhares de hectares de floresta e mais de mil casas esventradas pelo fogo. Acresce anda cerca de duas mil pessoas desempregadas.

Importa agora, como recomenda o Movimento Nacional Justiça e Paz, criar um consenso político para uma ação concertada. Uma descentralização do Estado para ficar mais próximo das populações esquecidas. E ainda, Identificar os criminosos para que se faça Justiça. Que estes não fiquem impunes, mas sem discursos radicais e de ódio. Finalmente, diminuir burocracias para que cheguem as ajudas aos lesados pelos incêndios e às famílias dos falecidos.

Só assim poderemos cantar com o poeta: “ recomeço a busca de um país liberto, de uma vida limpa e de um tempo justo”. A vergonha de nós todos, que foram estes incêndios, exige o empenho de toda a população - cada um a seu modo - para que o renascer das cinzas se torne uma realidade. Como diz o povo: “dos fracos, não reza a história”.

florentinobeirao@hotmail.com

MAGUSTO - PREPARAÇÃO

03.11.17 | asal

Com a graça do Mendeiros, aí vai mais uma achega para o Magusto-Almoço-Convívio do dia 11/11:

 

TRADIÇÃO...
Segundo a tradição, os nossos almoços do São Martinho completam-se com uma sobremesa adocicada. E somos nós quem, habitualmente, leva os bolinhos que conseguimos à porta dos nossos santinhos. Este ano, vamos manter a tradição, levando os bolinhos feitos pelas nossas santinhas ou comprados na pastelaria da esquina?

J. Mendeiros

Eu acrescento que levo um wiskie, a Antonieta, um doce gostoso e o resto é de pensar... Também levo os assadores das castanhas...

Se for preciso, também levo um pouco de memória dos outros tempos para contar aos presentes. Quem conhece a história do "perú do Sr. Cardeal"?Igreja s. Romão.jpg

Já agora, mais uma foto do sítio - a Igreja de S. Romão, de Carnaxide, onde se abrigou a imagem da Sr.ª da Rocha por alguns anos, depois de o povo reclamar por muito mais tempo que lhe tinham roubado a imagem para a Sé Patriarcal de Lisboa.

Ali esteve ela uns anitos até que o santuário fosse construído para sua morada definitiva, graças às aspirações e donativos particulares e ao grande benemérito e grande animador da campanha, Tomás Ribeiro, que tem o seu busto no largo do santuário. AH

 

 

 

 

OUTRA FOTO SIGNIFICATIVA

01.11.17 | asal

Só hoje descobri no correio esta foto do almoço na Parreirinha de Carnide em 29/10.

Rostos bem sorridentes, número a crescer cada vez mais - eram 15 - e caras a chamar-nos para o convívio do S. Martinho em 11 de Novembro. 

Não fiques em casa. Os afectos crescem quando nos vemos uns aos outros. E a vida sabe melhor...

Esperamos inscrições quanto antes... AH

Parrei.JPG

 

 

E VÃO 39 + QUANTOS?

01.11.17 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE
PORTALEGRE - CASTELO BRANCO
COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB
(comasalpcb@gmail.com)
(asal.mail@sapo.pt)

Caros Amigos,

O João Heitor, o António Henriques e o Alexandre Pires já fizeram uma primeira visita às instalações da Senhora da Rocha em Carnaxide onde vai decorrer o nosso Convívio – Almoço/Magusto do S. Martinho 2017 - em 11 de novembro próximo, para que tudo esteja operacional.
Há muitos companheiros que vivem por Lisboa e arredores e muitos outros que vivem mais longe, pela nossa diocese de Portalegre-Castelo Branco, que nunca sentiram as delícias de um Convívio como aquele que fazemos, anualmente, pelo São Martinho. Há sempre uma primeira vez e a seguir outra e mais outra, e quanto mais os anos passam mais precisamos de conviver.
É com este espírito que esperamos muitos mais para se juntarem às seguintes 39 INCRIÇÕES:
Abílio Cruz Martins (2)
Alberto Duque (2)
António Eduardo Oliveira (2)

S. ROCHA.jpg

António Henriques (2)
António Martins da Silva (2)
António Raimundo (2)
Armindo Luís (2)
Francisco Correia (2)
João Pires Antunes (1)
João Torres Heitor (2)
Joaquim Mendeiros (2)
Joaquim Dias Nogueira (2)
José Andrade (2)
José Duque (2)
José Figueira (1)
José Manteigas Martins (2)
José Maria Lopes (1)                                            
José Ventura Domingos (1)
Manuel Inácio (2)                                                   
Manuel Pereira (1)                                                                    Há muito espaço para estacionar...
Manuel Pires Antunes (2)

Manuel Pires Marques (2)


Contactos: E-mails (comasalpcb@gmail.com) ou (asal.mail@sapo.pt); Blogue (Animus Semper); Facebook (Animus Semper Antigos Alunos); Telefones: Heitor- 967 421 096–Nogueira 919 482 371-Pires Antunes-919 414 179 – Mendeiros – 969 015 114 –A. Henriques - 917 831 904.
Saudações Associativas

A Comissão, em 31 de outubro de 2017

 

NOTA: Ainda neste dia 1/11, vamos corrigir os números para 41, com a inscrição do José Lourenço e esposa.

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