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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

ANIVERSÁRIO

VIVA O MANUEL CARDOSO!

Manuel L Cardoso.jpeg

 

E já vais nos 68 aninhos, amigo! Como o tempo passa depressa para quem tem muito que fazer, que acho que é o teu caso!

Assim, com um forte abraço, damos os PARABÉNS ao Manuel Lopes Cardoso por mais uma primavera.

E desejamos-te muita saúde e longa vida feliz na realização dos teus sonhos.

Para quem não sabe, o Manuel Cardoso é de Proença-a-Nova, onde hoje serve com alegria as paróquias de Proença-a-Nova, Peral e S. Pedro do Esteval como Diácono. Ad multos annos!

Contactável pelo tel. 933 297 465

 

 

DIVAGANDO PELAS NUVENS

O Pires da Costa vai-nos surpreendendo com os seus textos.Pires Costa.jpg

Hoje é nefelibata, mas a graciosidade da escrita leva-nos

até ao fim do texto. Vale a pena ler! AH

 

DIVAGANDO  PELAS   NUVENS

 

O céu espelha-se no mar e torna-o azul. A terra espelha-se nas nuvens e torna-as brancas, escuras e negras. As nuvens não passam de reflexos aparentes da terra. Nesta, até existem outras cores. Só que não se reflectem nas nuvens. Só as cores básicas da terra se reflectem nelas. As outras, não. Porque as outras cores da terra não são de todos. São apenas de alguns. E porque não são de todos e funcionam como propriedade particular, não podem reflectir-se nas nuvens, pois muitas delas foram usurpadas ou adquiridas sem justificação. A terra devia ser de todos e não só de alguns, mas não é assim. Por isso, as nuvens não têm mais que três espécies de cores.

Seja como for, mesmo tendo cores diferentes, limitam-se a desempenhar as funções naturais que lhes foram atribuídas, independentemente das cores que têm. São diferentes mas não são racistas. São todas nuvens e tratam-se como tal. Lá onde vivem, cruzam-se, abraçam-se, entreajudam-se, divertem-se e vivem em harmonia permanente. No reino da nebulosidade, não existe a palavra paz. Porque paz é o antónimo de guerra. E a paz foi inventada pelos homens para caracterizarem o tempo das tréguas, isto é, os intervalos das guerras em que passam a maior parte do tempo.

Os que por cá andamos sabemos  bem o que se passa. E porque existem as guerras? Pela simples razão de todos quererem ter mais que os outros.  Os que conseguem ter mais – e muitas vezes muito mais! – são os donos das outras cores da terra que não se reflectem nas nuvens. São os privilegiados. Os que  têm regalias especiais. Os que têm muito dinheiro, porque este é que dá o poder aos homens. Normalmente, diz-se que há os ricos e os pobres. Mas não é bem assim. Ficará melhor se dissermos que existem os ladrões e os honestos. E o mal disto tudo é que  os da maioria preferem ser ladrões, já que, lá no pensamento deles, os honestos não são honestos, são é parvos e estúpidos. É por isso que na terra há muitas confusões e  injustiças, que originam os conflitos entre os homens. Na terra há hipocrisia. Nas nuvens não. Na terra há a inveja. Nas nuvens não. Na terra há muitas traições. Nas nuvens não. Porque a hipocrisia e a inveja e as traições não se espelham nas nuvens. Estas são leais e não se ofendem umas às outras. Só se empurram. E nunca sabemos se é a sério ou a brincar. Isto é, se andam a trabalhar ou apenas a recrear.

Por paradoxal que pareça, a terra espelha-se nas nuvens, mas estas não são o espelho da terra. Há entre elas analogias ilusórias, como o espelho que reflecte a imagem ao contrário: a esquerda é a direita e a direita é a esquerda. Olhemos as nuvens atentamente. Na terra há montanhas? Nas nuvens também. Na terra há vales? Nas nuvens também. Na terra há figuras estranhas e disformes? Nas nuvens também. Há na terra configurações de beleza e harmonia? Nas nuvens também. Há contrastes nas formas da terra?  Nas nuvens também. Há na terra caricaturas de pessoas e pessoas que são caricaturas? Nas nuvens também.  Há monstros na terra que metem medo e nos causam horror? Nas nuvens também.

Só que nas nuvens quase tudo é em sentido figurado e criatividade do nosso olhar. Na terra, o que parece é; nas nuvens, nem tudo é o que parece. Bonda de provas.

As nuvens recebem o que a terra lhes dá. Vão acumulando e trabalhando as ofertas e, quando o entendem, devolvem-nas, distribuindo-as por diversos locais, apesar de o fazerem com critérios nem sempre compreensíveis pelos terrestres. Mas tudo o que recebem dão, sem exigirem nada em troca. São sérias, puramente generosas e gratas. E se nem sempre se aperfeiçoam muito na forma como devolvem o produto, podemos perguntar: não será isso consequência de nelas se espelhar a terra?  Por mim, não tenho dúvidas, até porque nada ganharia se as não tivesse.

nuvens.jpg

Chegado a este ponto, interrogo-me: - Será que andei nas nuvens enquanto escrevinhei esta despretensiosa crónica? Se assim foi, não me lamento. É bom divagar por ambientes diferentes. Como fazem as nuvens que, de vez em quando, desaparecem e demoram a regressar, prontas para novas tarefas. Além disso, como as coisas estão cá pelo planeta, bom é irmos, de vez em quando, até às nuvens para aliviarmos a alma. Até porque é preferível ir às nuvens do que aos arames, que é onde, quase doentiamente, os humanos se deslocam com uma rapidez incrível… Depois queixam -se que ficam presos pelos cabelos. Tenham-nos ou não tenham!

Como as nuvens vivem mais perto do céu, solicitemos-lhes que, assim como choram muitas lágrimas por nós, rezem também. Pode ser que se dê algum milagre. Se não der, resta-nos continuarmos a divagar «por este vale de lágrimas», como diz a oração.

Despeço-me e vou-me até às nuvens. Lá é que se está bem!...

               

 A. Pires da Costa 

UM PONTO DE ENCONTRO

Parreirinha 24.JPG

 

Mais uma vez, marcámos presença na Parreirinha de Carnide, o restaurante agradável e simpático do Sr. Manuel, sertanense dos quatro costados, que até nos mima por vezes com os célebres maranhos da Sertã e de outras terras do Pinhal.

Não é só rotina este encontro. É a persistência de quem quer cultivar e desenvolver amizades, sentir o gosto de ouvirmos o nosso nome, sentirmo-nos desejados num mundo tão frio e cultivador do anonimato.

Na última sexta-feira, éramos nove. E já falámos do próximo encontro de Janeiro na Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, em Linda-a-Pastora: «António, telefona lá à Madre Superiora para reservar espaço para o nosso encontro no último sábado de Janeiro, dia 27». E eu vou fazê-lo brevemente.

Quem anda por aí à deriva, porque não aparece nas sextas-feiras neste restaurante? Vai encontrar amigos...

Agora, o problema são as duas próximas sextas, dois feriados!... Ainda não sabemos como resolver.

Eu estive lá, mas fiquei atrás da câmara,fiquem a saber... Aí vai a foto.

AH

NOTÍCIAS DA UASP

Lembram-se do António Agostinho, da Direcção da UASP, que esteve connosco no Magusto da Senhora da Rocha? Pois a reflexão seguinte é da sua autoria. AH

 

OS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS NA IGREJA E NA SOCIEDADE EM PORTUGAL

Tal como foi referido na nossa publicação de 20 de Setembro último, a UASP aliou-se desde início ao projecto PORTUGAL CATÓLICO. A BELEZA NA DIVERSIDADE, tendo dado o seu contributo para a feitura da obra, através de um texto subordinado ao tema “Os antigos alunos dos seminários na Igreja e na sociedade”,integrado no Capítulo II – A Beleza da Diversidade, composto pelo António Agostinho, vice-presidente da Direcção da UASP, e presidente da Associação dos Antigos Alunos do Seminário de Leiria, que passamos a reproduzir:

Ant. Agostinho.jpg

 

«O Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, por convocação do Papa Paulo III, operou profundas reformas na vida da Igreja, incrementando, mormente, a criação de Seminários como estruturas que, substituindo as antigas escolas, ministrassem melhor formação humana, cristã e intelectual dos seus formandos de modo a responder às novas exigências das comunidades paroquiais e de missionação dos povos.

Neste texto pretendemos fazer uma especial referência aos “antigos alunos” que, tendo frequentado os Seminários, vieram a desistir ou a interromper a formação específica que estavam a receber nessas instituições religiosas, não acedendo à ordenação sacerdotal, como também aqueles que acederam ao sacerdócio ou dele vieram a pedir dispensa.

É que a vulgar designação de “ex-seminaristas” comporta algum sentido negativo que não traduz a riqueza da formação recebida nos Seminários, além de que “ex-seminaristas” são todos aqueles que, por mais ou menos tempo, e tendo ou não recebido o sacerdócio, frequentaram o Seminário.

Antes e depois da implantação da República, em 1910, os Seminários desempenharam um papel importantíssimo em Portugal, substituindo o Estado na formação e educação dos jovens portugueses, geralmente pela incapacidade pública de facilitar o acesso à escola a todos os jovens do país.

Mesmo após a institucionalização do ensino obrigatório e a generalização do ensino público em Portugal, os Seminários Portugueses, diocesanos e religiosos, continuaram a ter um papel importantíssimo na formação humana, cristã e intelectual de milhares de adolescentes e jovens, sobretudo de camadas oriundas de aldeias rurais e das zonas do país mais afastadas dos centros urbanos e, por isso, prejudicados no acesso à cultura e à escola.

As sementes dessa formação dão força ao sentimento de que, apesar das diferenças específicas de cada Seminário, há algo de profundo que se traduz numa identidade própria de vivência de valores humanos e cristãos e de forte intervenção nos mais variados sectores da sociedade civil, política e da actividade económica, social e cultural.

Esse sentimento comum levou a que, em 2008, se realizasse no Santuário de Fátima o Primeiro Congresso dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses que serviu para reflectir, estudar e analisar o papel que os Seminários desempenharam na sociedade portuguesa, sobretudo durante o último século, abrindo perspectivas de profícuo diálogo e interação entre os antigos alunos e as comunidades cristãs em que os mesmos estão inseridos tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária.

O aludido Congresso foi antecedido de recolha de dados estatísticos junto dos seminários portugueses, de entrevistas a antigos alunos e de um inquérito realizado pela Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa, o que tudo nos permitiu concluir que, no decorrer do século XX, foram mais de 100.000 os alunos que frequentaram os Seminários Portugueses (diocesanos e religiosos), tendo acedido ao sacerdócio cerca de 13% dos alunos diocesanos e 9% dos alunos religiosos.

O inquérito realizado pelo CESOP, cujo relatório síntese foi apresentado no Congresso e publicado na obra “Seminários: Da memória à profecia – 1º Congresso de Antigos Alunos”, Santuário de Fátima, 2009, págs. 75 a 93, permitiu concluir que uma grande maioria dos antigos alunos que não acederam ao sacerdócio prosseguiu estudos e obteve, contudo, na sequência, formação académica superior.

Aliando à sua competência e saber a metodologia e organização herdadas da formação recebida nos Seminários, os antigos alunos ocupam e desempenham, ontem como hoje, variados papéis e profissões na sociedade civil, mormente, no ramo educacional como professores nos mais variados graus do ensino; nas empresas, por conta própria ou por conta de outrem; em funções ligadas ao Direito e à Diplomacia (vg. advogados, magistrados, juristas, consultores, diplomatas); na função pública, muitos deles com funções de chefia, nos variados serviços como Finanças, Segurança Social, Administração Central e Local; nos Hospitais, Serviços e Unidades de Saúde; no sector bancário e demais instituições financeiras; em Seguradoras; nas forças militares e policiais; como jornalistas; no campo das artes, letras e cultura; no sector primário da agricultura e, podemos dizê-lo, nos demais sectores da actividade económica.

O campo de intervenção dos antigos alunos não se esgota, contudo, nessas profissões, pois, tendo muitos optado por formação académica específica na área das ciências, que não era propriamente a vocação dos Seminários, mais centrados no ramo das letras, espalham-se em áreas como a medicina, engenharia, arquitectura, informática ou até na investigação científica.

É ainda reconhecida alguma apetência dos antigos alunos pela política, desenvolvendo variados papéis na actividade político-partidária e nos areópagos inerentes ao exercício dessas actividades.

Por fim, muitos são os antigos alunos dos Seminários que, por especial vocação, e tantas vezes de forma abnegada e gratuita, desempenham funções em instituições de filantropia e de solidariedade social, como ainda nas mais diversas fundações, associações de índole social, cultural e recreativa.

No geral, e independentemente das opções feitas após a saída do Seminário, a maioria dos antigos alunos reconhece a importância que os Seminários tiveram na sua formação humana, intelectual, ética e moral, professando-se mais sensíveis às questões inerentes à condição humana com especial enfoque nos mais desfavorecidos.

A Igreja sempre pôde contar com a disponibilidade e colaboração dos antigos alunos dos Seminários na acção pastoral e de missionação, nas obras e instituições de assistência e nas actividades de cariz cultural e social.

Portugal Católico.png

Como recomendação feita no Primeiro Congresso dos Antigos Alunos, foi constituída, no ano de 2011, a UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, cuja vida e acção pode ser visitada no site www.uasp.pt, e que tem como objectivos:
a) – fomentar a corresponsabilidade eclesial e a participação em projectos que promovam a dignidade humana e os valores evangélicos;
b) – congregar, coordenar e representar junto das entidades eclesiais e dos organismos oficiais, a nível nacional e internacional, as suas associadas;
c) – defender e promover a solidariedade entre as suas associadas no respeito pela identidade de cada uma delas.

Em suma, pela sua formação humana, intelectual, moral e cristã, os antigos alunos dos Seminários constituem uma mais valia para a Igreja e para a sociedade portuguesa, enquanto promotores da dignidade humana, dos valores evangélicos e da qualidade de vida das pessoas mais débeis e desprotegidas.»

António Agostinho  

POEMA

As palavras são importantes!

Pires Costa.jpg

E os nossos gestos ainda mais. Um poema-reflexão de Pires da Costa .

 

 

                                                         DÁ-ME  A TUA MÃO !    

 

                                                  São labaredas de fogo triste,

São faúlhas no ar que ferem,

São agudos varapaus em riste,

São desejos que não se querem.

São gestos sem consistência,

São remorsos da inconsciência.

 

Tantos seres vivem sem vida,

Tantos enigmas por decifrar,

Labuta-se em ânsia incontida,

Para quase nada encontrar.

São condutas vis, execráveis,

São tentações incontroláveis.

 

Uma aventura em cada esquina

Das surpresas que a vida tem,

Quando surge uma menina

Triste, à procura de alguém.

Corpos loucos, almas sem vida,

Indiferença, vontade contida.

 

Agitação frenética, vã euforia,

Viver fútil, orgulho mesquinho,

Ao que a pobre menina queria,

Ninguém ligou um poucochinho.

Com a pequena mão estendida,

Via-se só, ignorada, repelida.

 

Gente a correr, altiva, indisposta,

Com crueldade a pisa e empurra.

Grito ameaçador como resposta:

Deixa passar, minha grande burra!

A menina ouve, encolhe-se e chora.

Outro diz: mexe-te, vai-te embora!

 

Até que alguém junto dela pára.

Com afecto, chama a criancinha.

Atitude nobre, infelizmente rara.

Tens fome? Toma uma esmolinha.

A sorrir, põe-lhe o óbolo na mão.

Rola a moeda, vai cair no chão.

 

Surpresa, a benfeitora imaginou

Um drama maior do que a fome.

Entretanto, a menina se baixou,

Apanhou a moeda e disse: tome!

«Diz-me, querida, o que queres,

Eu quero dar-te o que quiseres».

 

«O pai, não  cheguei a conhecer.

A mãe, não a consigo encontrar.

A tia com quem estou a viver,

Dá-me comida sempre a ralhar.

Quero carinho que nunca me dão,

Leva-me contigo, dá-me a tua mão!..»

 

A. Pires da Costa

PARABÉNS, JOÃO LOPES

Dia de Festa em Coimbra!

IMG_2005.jpg

 

Faz hoje 76 anos o João de Oliveira Lopes, alcainense de gema, um dos que se voluntariou para a Comissão dos Antigos Alunos e que goza tranquilamente a sua aposentação como professor da Universidade. Ainda há dois dias ele escreveu um lindo COMENTÁRIO para o post de "Uma Pescaria de Outrora", que eu agradeço pessoalmente.

Estamos contigo, meu caro João Lopes. E muitos PARABÉNS POR ESTE DIA, com votos de que a saúde não te falte, sejas muito feliz junto da tua família e amigos e que nos vejamos por muitos anos.

Contacto: tel. 963 623 138

PALAVRA DO SR. BISPO

MÃE ADMIRÁVEL E FILHOS A CONDIZER

1.jpg

 

Nem sempre os reis ou os governantes foram pessoas de bem. A história da humanidade é pródiga em exemplos desses. Em exemplos de gente que se julgou dona disto tudo e agiu como lhe deu na gana, segundo os seus humores, interesses e ambições, sem qualquer espécie de escrúpulo, sem dó nem piedade. Ainda hoje encontramos tanta gente que sofre e morre às mãos de gente desta, única e simplesmente por discordar, por ter outra cultura ou outra religião, por ser considerada coisa desprezível ou mercadoria transacionável. Basta estar atento e esticar os olhos por esse mundo além.

Nesta semana, a Liturgia tornou-nos presente um desses gabirus, o terrível Antíoco IV Epifânio, rei da dinastia Selêucida, bem como o testemunho de uma família que pagou com a vida a coerência da sua fé. O rei Antíoco governou a Síria entre 175 e 164 antes de Cristo. Depois de os romanos terem derrotado o seu pai – o rei Antíoco III Magno – ele viveu 14 anos exilado em Roma, até que, com o acordo do senado romano se tornou rei, vassalo de Roma. Envolvido na sexta guerra da Síria contra o Egito, centrou, depois, a sua atenção na Judeia que quis helenizar ou romanizar. Apoderou-se da cidade de Jerusalém, saqueou-lhe os tesouros, afastou uns, exterminou outros, levantou estátuas pagãs, proibiu a cultura e os costumes judaicos, perseguiu, torturou, puniu severamente quem ousava transgredir as suas ordens. Fraca rês! Queria estabelecer, pela força, uma certa uniformidade cultural e cultual. Tudo isto, porém, não agradou aos judeus que eram ciosos da sua cultura e contra a helenização ou romanização da sua terra. Como sempre, estas prepotências degeneram em mal-estar, em revoltas e guerra.

Mas também há sempre quem, nestas situações, sobressaia pelas suas atitudes de coragem, coerência e heroicidade. Foi o caso de sete irmãos que, juntamente com sua mãe, foram presos por defenderam até à morte aquilo em que acreditavam. À força de torturas, o rei da Síria, quis obrigá-los a transgredir a Lei que lhes fora dada por Moisés. No meio de toda esta violência, a mãe exortava os filhos a que permanecessem fiéis a Deus, autor do nascimento e origem de todas as coisas. E apesar de tantos aliciamentos feitos pelo rei a cada um para que cada um abandonasse a Lei, nenhum dos irmãos o fez. Também eles se animavam uns aos outros para que todos e cada um permanecessem fortes e firmes nos seus princípios e contra as pretensões do rei. Com torturas inimagináveis, um a um, foram todos, sádica e paulatinamente, mortos. Estando ainda vivo o filho mais novo, o rei, prometendo-lhe mundos e fundos, tentou convencê-lo a abandonar as tradições dos seus antepassados. Mas como o jovem não lhe desse atenção, o rei chamou a mãe para o convencer a fazer isso se queria salvar a vida. A mãe, depois de muita insistência do rei, aproximou-se e, ludibriando o tirano, falou com o filho na sua língua pátria que o rei, não a entendendo bem ou nada, se julgou contrariado e suspeitou que aquelas palavras o insultavam. E a mãe disse ao filho: “Filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses no meu seio, te amamentei durante três anos, te criei e eduquei até esta idade, provendo sempre o teu sustento. Peço-te, meu filho, olha para o Céu e para a terra, contempla tudo o que neles existe e reconhece que Deus o criou do nada, assim como a todo o género humano. Não temas este carrasco, mas sê digno dos teus irmãos e aceita a morte para que eu te possa encontrar com eles no dia da misericórdia divina”. Quando a mãe acabou de falar, o rapazinho afirmou ao rei: “Que esperais? Eu não obedeço às ordens do rei. Obedeço às determinações da Lei que foi dada aos nossos antepassados através de Moisés …”. O jovem acabou por ser morto, ainda com mais sadismo que os irmãos. Havendo valores na vida e sendo Deus a primeira prioridade, todos eles preferiram a morte em vez da negação de Deus ou a desobediência à Lei.

Tanto o rei como aqueles que o rodeavam ficaram estranhados com a firmeza destes irmãos e a coragem com que enfrentavam os sofrimentos e a própria morte: os fracos a confundir os fortes!... Embora os matassem, foram eles que se sentiram vencidos e se manifestavam irritados e atormentados pelo facto de os jovens se despedirem afirmando ao rei que isto de lutar contra Deus lhe haveria de trazer sérias e terríveis consequências. Morreu em terra estrangeira, doente e triste, acabrunhado por intenso desgosto e profunda angústia (cf. 1Mac 6; 2Mac 7). 
Depois dos filhos, mataram a mãe. Uma mãe que soube transmitir a fé aos seus filhos e viveu preocupada, até ao último momento, para que eles fossem fortes e firmes na fidelidade a Deus. Ao serem mortos, todos fizeram uma verdadeira profissão de fé na ressurreição dos mortos, longe de imaginarem que, um dia, o Filho de Deus, oferecendo-se no altar da cruz, haveria de ressuscitar, de consumar o mistério da redenção humana, de ser constituído por Deus princípio de uma nova humanidade cujo destino é o Reino de Deus. Um Reino onde a injustiça, a opressão, a violência, a oposição dos poderosos e a própria morte não podem pôr fim à vida que o anima. É “um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz”. Neste Reino, reinar é servir com amor, como Cristo Rei do Universo o fez, nos ensinou e mandou fazer.

Antonino Dias 
24-11-2017

ANIVERSÁRIO

Faz anos, neste 24/11, o José Marques Ribeiro, que nasceu em 1952. Aqui ficam os nossos parabéns e desejos de muita felicidade. 

Não temos mais referências.

DEPOIS DOS INCÊNDIOS

Chegou-me esta reflexão, pertinente e corajosa, que publico para conhecimento de todos e ampliação de audiência. AH
 
 
Um abraço, António! Aí vai uma reflexão de um Oleirense, que seria criança quando por lá passei.
Fernando Cardoso Leitão Miranda
 
O Vice-Presidente da Câmara de Oleiros escreveu no Face:

A época dos incêndios já lá vai mas, infelizmente, o nosso país continua a ferro e fogo. O que se vem a suceder no que concerne às medidas e às tomadas de decisão no seguimento dos fogos de 2017 não têm fim à vista e deixam a nu a imagem de um Governo completamente desgovernado, num país que, lamentavelmente, não sabe nem quer saber tomar conta dos seus cidadãos.
Depois dos primeiros grandes incêndios de Junho, quiçá acreditando que o pior já tinha passado, houve indemnizações directas até 5.000€ para todos os afectados, sem necessidade de burocracias de maior a não ser os mais simples e naturais procedimentos legais.
Já para os grandes incêndios de Outubro, a decisão mantém-se mas, sabe-se lá porquê, as indemnizações directas passaram para 1.053€, ou seja, cerca de um quinto daquilo que fora aplicado apenas três meses antes.
Mas o maior escândalo está mesmo guardado para os incêndios de Julho, Agosto e Setembro, com o Governo a decretar que não há as mesmas indemnizações para ninguém, a não ser que todos os candidatos se inscrevam no PDR 2020, abrindo actividade como trabalhadores. independentes, com tudo o que isso acarreta em termos práticos e concretos!
Será que é preciso surgir um génio iluminado no meio destes governantes para lhes explicar o quão disparatada, inadequada e escandalosa é esta medida? Será que é assim tão difícil entender que entre os milhares de pequenos agricultores lesados, há inúmeros reformados, trabalhadores precários e profissionais de outras áreas que tentam, através do árduo trabalho no campo, melhorar um pouco a qualidade de vida dos seus familiares? Será que estes governantes não conseguem ver que, ao terem que abrir actividade por conta própria, estes pequenos agricultores ficam expostos a riscos como a perda do subsídio de desemprego em caso de demissão, prejuízos nas pensões e até ao nível da Segurança Social? É assim tão difícil entender uma evidência tão clara e gritante?

cinzas.jpg

A pergunta que eu deixo é a seguinte: o nosso país tem portugueses de primeira, de segunda e de terceira? O valor dos prejuízos é calculado em função dos meses em que ocorreram os incêndios? Ou será que os nossos governantes estão a chegar ao ponto deplorável de misturar perdas humanas com perdas materiais, valorizando os prejuízos em função da dimensão que cada tragédia assumiu na comunicação social, apenas e só para tentar escamotear a gritante realidade que é essa incompetência tremenda que têm vindo a demonstrar na forma como lidam como este flagelo desde o início?

O país ardeu... É verdade... Mas não queiram agora queimar o que resta, negando aos lesados as justas indemnizações a que têm direito pelos prejuízos sofridos. Muito menos tentando esconder essa recusa sob o manto vergonhoso de burocracias disparatadas que mais não fazem do que manietar os pequenos agricultores que nada poderão fazer caso não haja medidas que corrijam este verdadeiro crime que está a ser cometido contra eles.

(texto original escrito pelo meu colega Vereador Paulo Urbano, com o qual concordo totalmente e subscrevo na íntegra!!)

PARABÉNS, P. RUI!

MAIS UM ANIVERSARIANTEP. Rui.jpg

 

Ainda anteontem prestava aqui uma homenagem ao antigo pároco de Sobreira Formosa, P. Peres, e já hoje volto ao actual pároco da minha paróquia inicial.

 

Pois, é verdade, aqui estamos a homenagear o P. Rui Manuel Antunes Lourenço, no dia em que celebra mais uma primavera. Nascido em 1963 na Várzea dos Cavaleiros, com 54 anos, é hoje Vigário paroquial de Sobreira Formosa, Alvito da Beira e Montes da Senhora.

PARABÉNS, P. RUI! Com amizade, desejamos-lhe muita saúde, bem-estar e sucesso nos seus trabalhos, a bem dos que paroquia... 

Contacto: tel. 967 747 180

 

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