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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

O ÚLTIMO ALMOÇO...

05.08.17 | asal

Só faltou o champanhe!

Parreir.JPG

 


O último almoço antes das férias serviria para comemorar os setenta do Mendeiros. Porém, um percalço alterou a programação do aniversariante. Comemorámos na mesma e esperamos que o champanhe não falte na abertura da nova época. 
Daqui vai um abraço amigo dos presentes para o Mendeiros. 
Agora, cá para nós, sempre resolveram o problema do pneu? É preciso ter mesmo azar.... não esmoreças, Mendeiros. Há sempre ocasiões. Guarda o champanhe no frigorífico....

 

Manuel Pires Antunes

Leituras de férias - 5

04.08.17 | asal

Mais um livro, mais uma análise...

SAFARA - XV SEMANA CULTURAL - ACTUAÇÃO DO POLIF.

 

O “Vaticanum”, romance de José Rodrigues dos Santos (JRS) publicado no ano passado, foi uma prenda de Natal. O título era sugestivo, mas eu desconfiava um pouco do aviso das primeiras páginas: «A informação histórica contida nesteVaticanum.jpg romance é verídica» e, por isso, não me atirei logo à leitura. Preferia começar por informação menos romanceada, até porque também tinha entrado na nossa casa outro livro - “VIA CRUCIS” – Francisco, um Papa em perigo no seio do Vaticano, de GianLuigi Nuzzi, que me poderia ajudar a compreender melhor a realidade dos problemas que o papa Francisco enfrenta para evangelizar a Cúria Romana e todos os serviços da Santa Sé. Por aqui comecei. Já escrevi a minha opinião sobre este livro, que me ajudou a compreender melhor o romance.

 

Em férias, avancei para as 600 páginas do Vaticanum, que em 10 ou 12 dias foram devoradas. Mas é um exagero gastar tantas folhas.... Podia o autor ficar pela metade e a história não perdia. Já li vários romances do mesmo autor e nele gosto da linguagem jornalística, sem exageros literários, com uma intriga cativante a agarrar o leitor.

Desta vez, cansou-me a abundância de informação relativa aos problemas financeiros da Santa Sé, a ponto de termos de aturar as falcatruas cometidas há muitos anos e tudo o que tem acontecido desde João Paulo I, que no romance é mesmo envenenado na véspera de anunciar decisões extremas. E também me cansaram os diálogos sem fim no momento em que a cena está a atingir o clímax, parecendo que o autor manda parar a vida para dar mais explicações...

Em JRS, a acção é sempre dividida em pequenas cenas, de enredo paralelístico, avançando ora uma ora outra, mas terminando sempre cada pequeno capítulo com um chamariz para a frente, o que leva o leitor a querer saber sempre mais... A intriga policial, que o autor manipula com sabedoria, deixa-nos “em suspense” muitas vezes.

O criptanalista português, Tomás de Noronha, personagem de muitos dos seus romances, desta vez, a pedido do papa, vai «catalogar as sepulturas que se encontram na necrópole e procurar vestígios dos restos mortais de Pedro» por debaixo da basílica e vê-se embrulhado noutra situação, que é desvendar o mistério do assalto aos documentos em análise pelos auditores, especialistas externos que o Papa convidou para endireitar as finanças. E deste primeiro assalto, já com a marca do Estado Islâmico, passa-se para a acção principal. O próprio papa vai ser alvo de acções rocambolescas, bem dramáticas e no limite do trágico, onde se conjugam forças diversas, umas a querer discrição, como a máfia, e outras a procurar publicidade, como os radicais islâmicos. Em jogo surge também o grupo que representa tendências homossexuais.

Tomás de Noronha e Maria Flor continuam a namorar. Ele aparece como personagem determinante para resolver todos os enigmas e ela é apenas uma figura feminina a adoçar a situação e a distrair-nos da tensão policial. Figuras femininas, só ela e a Dr.ª Catherine Rauch, responsável pela equipa de auditores, surgem no romance, por certo para dizer que no Vaticano elas não contam muito.

O conteúdo histórico é bastante aceitável, pois condiz com muitos dos estudos publicados. JRS diz que faz «um relato factual» e confirma mesmo que «a principal fonte foram os livros de referência de Gianluigi Nuzzi...» (p.599) e em muitas páginas eu ia pensando “mas eu já li isto!”. Ficcional é tudo o resto, a começar pelos atropelos graves e extremistas contra o papa.

Mas trata-se de um romance, de uma ficção. E numa obra ficcional a leitura é agradável quando a verosimilhança existe. No entanto, neste caso, algumas soluções do enredo pareceram-me inverosímeis, senão quase impossíveis de ter acontecido, como o túnel cavado por baixo da sanita. E a figura de Tomás de Noronha, que investiga e soluciona todos os crimes também surge mais como um super-homem.

Pronto. O texto já vai longo e não consigo cortá-lo. Ficamos por aqui. O JRS continua a ser o escritor mais lido, mesmo com as críticas. E, para me distrair, talvez avance para outro livro dele. Opiniões!

António Henriques

ANIVERSÁRIO

04.08.17 | asal

Carlos Eduardo.jpgPARABÉNS, CARLOS!

 

 

Faz hoje 66 primaveras o Carlos Eduardo Araújo, o Sr. Engenheiro, a viver agora no Barreiro, como pensamos saber...

Aqui se registam os PARABÉNS do grupo, com votos de muita saúde e felicidade.

Não nos temos visto, mas gostamos que apareças.

 

 

 

PARA REFLECTIR

02.08.17 | asal

 Do Mário Pissarra, para nossa leitura e reflexão. AH

Pissarra.jpg

 

Redes Sociais e descivilização

 

CITAÇÃO


"Sabemos que a circulação de opiniões e de comentários filtrados pela internet aumenta os ressentimentos. Mas seria muito redutor considerar as redes sociais como a força causadora, senão mesmo a criadora destes ressentimentos. Atribuir a culpa a algoritmos seria o mesmo que responsabilizar Goebels pela existência da rádio. Não devemos também esquecer que as redes sociais foram já consideradas geradoras de protestos democráticos (por exemplo, no contexto das primaveras árabes). É preferível, portanto, analisar as causas sociais da «descivilização».
As causas principais que conduziram as sociedades ocidentais a este «estado de desconforto» social, político e cultural são marcadas por grandes discrepâncias no que diz respeito ao modo de vida, à equidade e à desigualdade."
Olivier Nachtwey, «Descivilização. Sobre tendências regressivas nas sociedades ocidentais», in (2017). O Grande Retrocesso. Lisboa, Objectiva: 206.

 

EREDES1.jpgscreve o Mário: 

Todos sabemos que para viver em sociedade precisamos de nos socializar e civilizar, isto é, adquirir os padrões e modelos comportamentais, as regras e os costumes, etc. da sociedade em que nos inserimos. Como a sociedade é dinâmica, este processo nunca está terminado. Embora custe a muitos aceitar, não é certo que os adultos estão melhor socializados. Há mesmo fenómenos de incapacidade de adaptação às aceleradas mudanças dos tempos actuais. Nesta semana surgiram vozes a culpar as redes sociais pela descivilização. Já antes se haviam culpado os jornais, a rádio, a televisão, a Internet, etc.

Também nestas circunstâncias há dois argumentos recorrentes: o primeiro é a visão instrumental: o instrumento não é bom nem mau. Pode-se é fazer bom ou mau uso dele. Tem alguma força, pois é fácil deparar com diferentes formas de usar o facebook, por exemplo. O segundo argumento é: sendo uma ferramenta «democrática» (isto é, o seu uso está ao alcance de todos) põe em causa o que alguns pensavam uma coutada sua: os jornalistas, os intelectuais os «fazedores da opinião, os comentadores ... Para mim, o perigo vem de outro lado: as redes sociais não estarão a construir uma forma de ser, estar e pensar? Esta forma de ser, estar e pensar não comprometerá algumas das conquistas da modernidade? Domesticam o pensar ou fomentam formas de pensamento analítico e crítico?

Mário Pissarra

REDES.jpg

 

PARABÉNS, SÉRGIO

01.08.17 | asal

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Última hora: por erro do escriba, que vai registando os novos aderentes na lista, faltava assinalar nesta dia 1/08  mais um aniversariante, daqueles que só há pouco tempo quiseram associar-se ao grupo desta associação.AH

 

 Hoje também faz anos o Sérgio Miguel Mendes Filipe, um cachopo nascido em 1980 na Amieira e a residir em Alverca, onde trabalha.  

PARABÉNS E OS VOTOS DE FELICIDADE para este amigo, com saúde por muitos anos, na companhia da família e dos amigos.

Na foto, ele apresenta~se à malta.

Contacto: tel. 966 707 606

AS NOSSAS VIAGENS

01.08.17 | asal

Marrocos aqui tão perto (2)

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Ladeados pela sempre presente bandeira vermelha nacional, inserindo uma estrela de cinco pontas - os princípios basilares dos muçulmanos piedosos -, e profusas fotos do atual Rei Maomé VI, deixada a cidade de Casablanca, subimos até Rabat. Capital do Reino e sede do Governo, a parte antiga da cidade, com a sua peculiar Medina medieval, harmoniza-se com a urbanização moderna, convivendo em harmonia. Município romano, desde Trajano (séc. II d.C.) Rabat deve a sua origem a Salih, séc. VIII, chefe da tribo berbere dos berguatas do Atlas, que se tornou em herege islâmico. Para se defender dos ortodoxos, acabou por ter de construir aqui um refúgio fortificado. 

Chegados a meados do séc. XII, os Almóadas atacam os berguatas, acabando por os derrotar.

Vale a pena lançar um rápido olhar histórico sobre os Almóadas uma vez que a Reconquista Cristã se encontra muito ligada a este guerreiro grupo muçulmano, pregador da jihad.

Os Almóadas aparecem num contexto de crítica cerrada aos Almorávidas (séc. XI) a quem acusavam de uma fraca preocupação em manter os seus reinos muçulmanos na Península Ibérica, muito abandalhados no cumprimento da doutrina de Alá, sendo muito tolerantes com as outras religiões monoteístas. Por outro lado, verificavam que, lentamente, eles iam deixando ocupar os seus territórios ocupados pelas forças cristãs, organizadas e movidas pelo movimento da Cruzada da Reconquista, chefiada pelos reinos de Portugal e de Leão - Castela.

Para controlarem melhor estas investidas cristãs, de norte para sul da Península, colocaram a sua capital política em Sevilha, em 1170. Data desta altura a construção da grande mesquita desta cidade, restando dela apenas a Giralda (1184), anexa à atual monumental catedral gótica, a 3.ª maior da cristandade, construída em cima da antiga mesquita, a partir de 1401. A partir de 1212 começou o declínio dos Almóadas que acabaram por ser derrotados também pelo reino de Portugal, pelos Templários, em Tomar. Recorde-se que a eles se deve um grande movimento cultural na Andaluzia, enquanto reinaram em Sevilha, nomeadamente no campo da Filosofia, com o incontornável Averróis.

Durante o protetorado francês, Rabat tornou-se a sede da resistência. Independente com Mohamed V, foi-se tornando um oásis, com árvores e jardins esplendorosos e amplos, espalhados pela cidade, envolvendo o palácio real, construído no séc. XIX, sobre outro mais antigo. Sobressai na cidade o minarete de uma antiga mesquita de estilo romano-bizantino, muito semelhante à majestosa e altaneira Giralda de Sevilha.

Nesta cidade ainda se pode admirar o esplendoroso mausoléu de Mohamed V, construído para si e familiares, junto de uma labiríntica e inacabada mesquita de Hassan. O túmulo real ocupa uma vasta sala em mármore, ricamente decorado, com uma cúpula de madeira e cedro revestida de folhas de ouro, símbolo da eternidade. Ladeada por forte e longas muralhas, Rabat conserva ainda o clima de uma cidade medieval, com abertura à modernidade.

Florentino Beirão

 

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ANIVERSÁRIO

01.08.17 | asal

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Dia 1 de Agosto: 67.º aniversário do Manuel Carmona Pires Lourenço.

 

 

Aqui se registam os nossos PARABÉNS e votos de felicidade por muitos anos.

Se não erro, ele é de Vila Velha de Ródão e vive ali para a Amadora.

Manuel, quando nos vamos ver?

Contacto: tel. 969 089 384

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