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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

DUAS CARTAS A SALAZAR

05.07.17 | asal

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Queria assinalar o 1º aniversário  de "animus semper", uma porta sempre aberta para um encontro de amigos, enviando esta despretensiosa crónica que fui recolher a um passado longínquo. Parabéns ao blogue e aos seus timoneiros, com um abraço amigo. 

Fernando Leitão (na  foto, de boné em Marvão)

 

A HISTÓRIA DE DUAS CARTAS A SALAZAR

 

    O meu pai, alfaiate e sacristão, era grande admirador deste governante. No atelier da alfaiataria, em local de destaque, descobria-se a sua figura. Não foi fácil removê-la com a argumentação dos filhos. Legionário, muitas vezes se ausentava de noite, vestindo a farda e empunhando a arma, pendurada na porta do quarto, para responder a rumores de revolta.

   Um dos cinco filhos, órfãos de mãe na meninice, o José, de saudosa memória, por temperamento aventureiro, lá conseguira carta de chamada para Angola, para Vila Salazar, agora cidade N’dalatando, onde permaneceu até pouco antes do 25 de Abril, para rumar ao Brasil, cidade Gaúcha, do Estado de Paraná, com carta de chamada de um tio que deixara as Moitas (Proença-a-Nova). Na qualidade de mancebo apresentou-se, em Luanda, para a inspecção militar, tendo ficado apurado. Esta situação era preocupante para o nosso pai porque deixaria de contar com os seus angolares, com que custeava as despesas dos estudos nos seminários dos filhos Fernando e Alberto. Foi por esta situação a golpear-lhe a cabeça que decidiu escrever ao Salazar, expondo esta aflição. Ao fim de duas semanas, o Presidente da Junta de Freguesia de Cernache, na altura o Sr. José Fernandes, chamava o meu pai para lhe mostrar o ofício da Presidência do Conselho para, por ele, serem confirmadas as suas alegações.

    Chegou o dia da apresentação no aquartelamento de Luanda para cumprir o serviço militar e ao meu irmão foi dada a boa notícia de que estava livre.

    Se a primeira carta foi redigida pelo meu pai, a segunda foi por mim esboçada. O médico de Oleiros, na altura, Dr. Brandão, figura controversa, mas muito humano, procurou-me para me disponibilizar a escrever ao Salazar, expondo a situação de um jovem oleirense, mobilizado para o Ultramar e que era quem cuidava de sua mãe, deficiente profunda. Fui da ideia de que eu compilaria a argumentação, mas seria o próprio a escrevê-la e assiná-la com seu punho. Convocado para um encontro na Casa Paroquial, foi grande a comoção quando me disse:” escreva a dizer que eu quero ir para o Ultramar defender a Pátria como os outros jovens, mas peço que recolham a minha mãe e ma devolvam, no meu regresso, como a deixei, cuidando dela com o mesmo carinho que sempre lhe dispensei”. Decorrido poucos dias, deslocava-se a Oleiros um piquete do aquartelamento militar de Castelo Branco para “in loco” averiguar da veracidade da exposição. O rapaz não foi para o Ultramar e sua mãe continuou a receber deste seu filho dedicado toda a atenção, a que o Exército se escusou, pela responsabilidade a que se obrigaria.

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda

NOTAS: - um bom processo de celebrar o 1.º aniversário. Parabéns, Fernando!

              - Obrigado pelos PARABÉNS endereçados ao blogue. Vamos em frente.

 

PALAVRAS DO MENDEIROS

05.07.17 | asal

1.º ANIVERSÁRIO DO NOSSO BLOGUE “ ANIMUS SEMPER” - 5JUL2017

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GRATIDÃO – I

No 1.º Aniversário do nosso Blogue “ ANIMUS SEMPER “, é com imenso gosto que dou público testemunho sobre este valioso meio de comunicação entre os antigos alunos dos seminários da diocese de Portalegre e Castelo Branco, começando… pelo princípio.

 

Começar pelo princípio significa, neste caso, começar pelo fim do Blogue “ANIMUS60” criado e dinamizado pelo António Colaço, ao longo de vários anos, e que ele, num belo sonho de grande entusiamo e boa vontade, idealizou como o ponto de encontro, por excelência, deste conjunto de amigos que ao longo do tempo se poderia consolidar como um enorme movimento de amizade intergeracional forte.

 

O sonho chegou a concretizar-se, mas, apenas, “ao de leve”, e sempre em fase embrionária, porque o movimento nunca conseguiu avançar para uma fórmula mais consistente, por razões diversas e de vária índole que, no seu constructo, se configuram como os genes da sua própria impossibilidade.

 

O nosso grupo de antigos alunos enferma das vicissitudes típicas da dispersão geográfica que nem a internet consegue suprir e de uma atávica ideia de há muito generalizada que faz muitos de nós reféns de conceitos e preconceitos que aqui não vou escalpelizar, agora, porque todos os conhecem muito bem.

 

Porém, o António Colaço tentou, à sua maneira, bater-se por essa ideia, até ao dia em que, desiludido, se remeteu ao silêncio, num período sabático que, espero, venha a ser curto, depois de expurgados os germes do seu desapontamento que, também espero, não levará muito tempo.

 

Como aqui escrevi, há pouco mais de um ano, o entusiasmo, a alegria, a elevação e o respeito que ele nunca deixou que faltasse na ANIMUS60 são referências, entre muitas outras, que não esqueceremos.

Por tudo isso, a nossa GRATIDÃO!

Como dizia um amigo meu no facebbok, há algum tempo, “a gratidão é memória do coração” e é assim que lhe agradeço, mais uma vez, neste momento em que comemoramos o 1.º Aniversário do Blogue “ANIMUS SEMPER “ que ajudou a criar, dando testemunho de que não está esquecido. Apenas respeitamos o seu silêncio…

 

GRATIDÃO - II 

Felizmente, nem tudo se perde, quando alguma coisa acaba. Temos a sorte de estar constituída uma Comissão Administrativa de que faço parte com toda a honra e entusiasmo de que sou capaz, que agarrou na bandeira transmitida pelo António Colaço, e temos a felicidade de ter connosco o António Henriques que se disponibilizou, com a grandeza da sua alma, para conduzir este barco a bom porto, o que faz há um ano, de uma forma, absolutamente, inexcedível!

 

Conheço o seu trabalho, estou a par das suas diversas atividades, conheço as preocupações de sempre levar a todos a notícia, em cima da hora, mesmo em férias e sem condições de transmissão operativa, os cuidados que põe na composição estética dos textos, a pesquisa de elementos que ajudem a mostrar e identificar os intervenientes, a alegria com que toma conhecimento de crónicas e comentários, o entusiasmo com que nos entusiasma, nos chama a participar e nos faz conviver com a sua própria vivência dos acontecimentos.

 

Vejo-lhe um brilho de felicidade nos olhos quando nos encontramos e ele lembra os números das suas estatísticas, como nos agradecendo a nós o que nós lhe deveríamos agradecer, a ele…

 

Por isso, e por tudo isso, a nossa GRATIDÃO!

E como “a gratidão é memória do coração”, é com uma enorme satisfação que aqui deixo memorizado que o nosso blogue “ANIMUS SEMPER” ficará a constituir a marca mais emblemática do mandato da nossa Comissão no triénio 2015/2018, neste 1.º Aniversário de 5 de julho de 2017.

 

Meu caro António Henriques, quero reiterar-te o que sempre te disse: estarei contigo na linha da frente, na Comissão ou fora dela, na defesa dos princípios da amizade, da solidariedade e do respeito que também nunca deixarás que aqui falte, com a certeza de que só respeitando-nos uns aos outros, imperativamente, seremos capazes de conviver como membros da nossa Associação.

 

PARABÉNS, ANIMUS SEMPER!

ABRAÇO - TE !

 

Em 05 de julho de 2017

Joaquim Mendeiros               

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO

04.07.17 | asal

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O "ANIMUS SEMPER" NASCEU HÁ UM ANO...

 

Escreveu-se então, no primeiro post:

- Entre os elementos da Comissão que dinamiza a nossa associação, após o fecho do ANIMUS60 a que estávamos habituados, «sentimos a falta de um instrumento de comunicação digital que chegue a todos os que se interessam por reviver amizades antigas e criar novas e profícuas relações no presente.»

- «...avançamos para mais esta viagem amparados pelo apoio e colaboração activa de muitos antigos alunos, que não nos deixarão sós».

- «Sendo eu o único da Comissão com alguma experiência no manuseamento de “sites e blogues”, assumi o encargo do novo blog como um gesto humilde de serviço ao grupo»

- «Todos precisamos do calor dos amigos e estes, com o andar da idade, são cada vez menos. Depende de nós abrirmo-nos aos outros ou fecharmo-nos na concha.»

 

PASSADO UM ANO, QUE POSSO DIZER?

- Sinto uma alegria grande por ter conseguido que o blogue fosse cada vez mais frequentado;

- Sinto uma alegria muito grande por ter sido muito apoiado por inúmeros colegas nesta viagem, os quais não me deixaram só;

- Reconheço que as redes sociais são muito importantes na congregação de pessoas que vivem afastadas umas das outros, como é o caso dos antigos alunos dos nossos seminários, espalhados pelos vários continentes. Até da Austrália chegaram mensagens.

- Reconheço insuficiências, pessoais e de grupo, para que os que se querem mobilizar como amigos sintam cada vez mais o calor humano a aquecer as nossas vidas. Mas estas insuficiências não nos podem tolher; pelo contrário, podem acicatar-nos a fazer mais. 

- Sobretudo, sinto que este é um projecto colectivo, ao sabor dos muitos que se querem unidos e assim, para o bem e para o mal, todos vão assumindo e criando a nossa história.

 

PARABÉNS, "ANIMUS SEMPER"!!! LONGA VIDA A TODOS OS AMIGOS...

 

António Henriques

 

Leituras de férias - 1

04.07.17 | asal

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Na continuação dos meus apontamentos sobre este livro, que não vou resumir por ser demasiado denso em informações, refiro apenas mais alguns temas que mostram à saciedade a ingente tarefa a que meteu ombros o papa Francisco.

 

1 . O Governatorado

O Governatorado é a instituição que «controla atividades comerciais, culturais, manutenção de edifícios e contratações, fiscalização e fornecedores: da energia aos telefones, do tabaco aos computadores para os escritórios» (p. 103)

É um mundo de responsabilidades, que tem, no entanto, histórias pouco dignas e reveladoras de muito desleixo na defesa do património da Santa Sé. Quando Bento XVI nomeou Mons. Viganó para pôr cobro a uma situação em que havia, por ex., contratos com custos superiores em 20% às tarifas do mercado, as empresas e grupos dominantes, sentindo a ameaça, empreendem uma campanha difamatória contra ele e Bento XVI teve que o transferir para Washington, uma espécie de asilo.

Os conselheiros do Papa Francisco avançam depressa sobre os problemas e, pelas análises contabilísticas alarmantes feitas por peritos internacionais, exigem até 31 de Julho de 2013 um relatório exaustivo, que recebeu uma resposta pouco satisfatória: com 18.850 ordens de aquisição de bens e serviços, não há documentação completa e não se pode responder. Os cardeais da Comissão exigem uma auditoria loja por loja e fica-se a saber que «não foram encontrados bens» que constavam do balanço. Onde terão ido parar valores superiores a 1,6 milhões de euros? Alguém se abotoa com eles...

Outro pormenor bem preocupante é o regime oficial do Vaticano, que não paga e não cobra o IVA.

Sem este imposto, parece que só os funcionários e habitantes do Vaticano deviam poder chegar aos produtos. Para isso, criou-se um “cartão de aquisição” que deveria cobrir uns 6.000 utentes, mas na realidade já foram contabilizados mais de 40.000. Muitos ganham com isso, a começar pelos Sr.s Cardeais que além dos descontos entre 15 e 20% de que gozam, também têm direito a grandes lotes de compras que não consomem e alguém o faz por eles. É sabido que «bispos e cardeais têm uma paixão incontrolada por televisores de última geração e pelos mais sofisticados meios eletrónicos» (p. 108) e que, mesmo sabendo que é raro um cardeal fumar, cada um deles tem direito a uma grande quantidade de volumes. Serão para vender fora com IVA incluído?

Vaticano, paraíso fiscal ou estado com impostos? Mas esta situação cria uma má imagem e fere a reputação da Igreja... Há documentos que defendem mesmo a suspensão de algumas actividades por serem contrárias ou alheias aos verdadeiros propósitos da Igreja, como são os casos do vestuário e electrónica, perfumaria e a venda de tabaco...

 

2 – Passando por cima de casos bem graves que há muitos anos mancharam as finanças da Igreja pelas práticas ilegais de branqueamento de capitais, colaboração em autênticos roubos, inclusivamente na tentativa de compra de falsos títulos para esconder problemas, operados pelo IOR no tempo dos conhecidos Mons. Marcinkus e cardeal Bertone, vou referi o caso das pensões.

Entre os vários buracos negros de que fala o livro, o das pensões é bem ilustrativo.

Há alguns anos que se falava que o Fundo de Pensões estava à beira rutura, mas os eclesiásticos não ligam muito ao que dizem os revisores laicos. Aumenta muito o número de funcionários, as pessoas vivem mais anos e ninguém repara. Os primeiros estudos, bem confidenciais, alertam para um buraco de 800 milhões para um universo de uns 5.000 funcionários.  São dois casos graves: o profundo défice e sobretudo «a incapacidade profissional de quem administra as contas». Em curso estava uma reestruturação das pensões, como já fizeram todos os estados, como igualmente era necessário o controle e aproveitamento correcto de todo o património.

 

3 - Eu fico com a impressão de que ainda não é com este Papa que a Igreja consegue lidar com todos estes dinheiros e bens de um modo evangélico. A própria falta de colaboração dos vários institutos que lidam com as pessoas e os bens, que resistem a dar as informações que devem à comissão responsável (já foram bloqueados vários orçamentos durante meses por insuficiência de dados), não augura grandes sucessos.

Melhoraram os procedimentos contabilísticos, mas não se conseguiu centralizar as finanças e mesmo a reforma das pensões ainda não acabou. E um dos maiores obstáculos, segundo o meu entendimento, é uma luta assanhada de personalidades, com interesses divergentes mesmo contra o próprio papa. Veremos...

As minhas palavras são para sabermos apenas como vai esta Igreja que eu amo, as suas lutas e fracassos, que desejo sejam superados com sucesso.

António Henriques

ANIVERSÁRIO

03.07.17 | asal

PARABÉNS, JOÃO DIAS!

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Não fazias parte da nossa lista, mas vais entrar nela agora.

Nasceu em 1962 no Estreito, andou pelo Ministério da Defesa Nacional e mora em Castelo Branco. 

Pois então, aqui ficam os parabéns da malta, com votos de muita saúde e felicidade, na companhia de familiares e amigos.

ANIVERSÁRIO

02.07.17 | asal

PARABÉNS, ABÍLIO!

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À última hora, aqui ficam os parabéns ao  Abílio da Silva Dias, que nasceu em 1953 em Sernache do Bonjardim, trabalhou na Galp e vive em Sines.

Muitas felicidades e muita saúde. Quando nos vemos?    

Leituras de férias

02.07.17 | asal

Começo hoje um capítulo novo deste blogue. O título diz tudo. Estou a fazer um desafio aos amigos: tragam para aqui informações sobre as vossas leituras de férias. Eu vou começar, a ver quem vem atrás de mim.

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“VIA CRUCIS” – Francisco, um Papa em perigo no seio do Vaticano

Autor: GianLuigi Nuzzi

Bertrand Editora

 

Acabei de ler há pouco este livro, que me deixou apreensivo, não tanto pelos dizeres da capa e mais pelo seu conteúdo. Habituado a pensar que na Igreja as pessoas, especialmente os dirigentes, estão ali para fazer boa figura, dar bom exemplo, viver de acordo com a ética cristã, esta descrição de muitos acontecimentos dentro do Vaticano e na Cúria Romana levam-me a pensar que pode haver lobos dentro do rebanho, que pode haver destacadas autoridades da hierarquia que se deixam levar pelo poder, pelo dinheiro, pelo luxo em vez do caminho da simplicidade e do serviço aos outros que era suposto seguirem.

Neste livro, o autor disserta sobre a luta que o Papa Francisco e alguns seus apaniguados travam para reformar a Igreja por dentro, nomeadamente a situação das finanças da Santa Sé, a que falta transparência e são dominadas por algumas pessoas que estão habituadas a práticas desonestas, a colaborar mesmo com os chefes da mafia, a desleixar a boa gestão do património e dos dinheiros que deviam ir para os pobres e para as verdadeiras necessidades da Igreja. Há quem defenda mesmo que a resignação de Bento XVI se deve sobretudo à sua incapacidade de dominar estes barões. O seu mordomo, Paulo Gabriele, foi condenado e perdeu emprego e casa por passar para o exterior informações confidenciais. O seu gesto é visto por outros como libertador.

Deixo apenas uns apontamentos:

1 – O autor teve acesso a documentos confidenciais, gravações de reuniões referentes à situação financeira do Vaticano, em que o Papa Francisco começou a trabalhar logo após o 13/03/2013. Francisco, numa reunião, chegou a dizer que no Vaticano «todos os custos estão fora de controle». A cada ano que passava, a situação piorava sobretudo com o aumento desmesurado do número de funcionários, a redução das receitas e a falta de uma gestão correcta das finanças.

2 – Um caso concreto é o que se passa com a “fábrica de santos” (!). Os milhares e milhões de euros que entram para custear as beatificações e canonizações não se sabe bem quem os recebe e como se gastam. Mas o fundo de reserva está baixo...

3 – Do Óbulo de S. Pedro, oferta anual dos fiéis ao Santo Padre, sabe-se o que se recebe, mas ninguém diz como se gasta, que obras de caridade são contempladas. E quando se sabe, como em 2012 com Bento XVI, metade dos 58 milhões ficaram na Cúria para cobrir despesas. Os pobres foram esquecidos. «Por cada euro que chega ao Santo Padre, apenas 20 cêntimos acabam em projectos concretos de ajuda aos pobres», diz Nuzzi.

4 – As duas grandes entidades bancárias do Vaticano, o IOR (Instituto de Obras Religiosas) e a APSA (Administração do Património da Sé Apostólica) há muitos anos que estão manchadas por más práticas, branqueamento de capitais, balanços que não respeitam os procedimentos contabilísticos modernos e transparentes, deixando de fora milhões escondidos não registados, a que se acorre quando necessário. A APSA, que superintende sobre sobre o património mobiliário e imobiliário (ex. os milhões de títulos nos bancos), é acusada de desperdício, de não saber bem o que existe...

5 – Em Fevereiro de 2014, o Papa reuniu os assuntos económicos e administrativos num só Ministério, com uma Secretaria para a Economia, com o Cardeal George Pell, e um Conselho para a Economia (8 cardeais e 7 leigos) para racionalizar e ordenar uma casa cheia de buracos, centenas de instâncias detentoras de dinheiros em desgoverno...

Pouco a pouco, Francisco quer uma Igreja pobre para os pobres. Mas a tarefa continua longe de ser cumprida.

António Henriques

(A CONTINUAR)

PROFESSOR - JOÃO ESTEVES FILIPE

02.07.17 | asal

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

 

João Esteves Filipe

João Estev. Filipe.png

 

Nasceu em S. Miguel d’Acha, a 10 de junho de 1951

Foi professor de Francês, História e de Estudos Sociais

 

 

Olá, Professor João Filipe!

 

Salut! Ça va?

“Deste” Francês, História,

Estudos Sociais… e que mais?

Muito se pode aprender e ensinar

quando se quer

e se vê para lá do cais!

 

A vida é uma viagem,

por este mundo

e é, assim, com ou sem glória,

que se faz história.

Partem naves e navios,

entra gente de todos os modos e feitios

falando línguas, dialetos,João E Filipe.png

clamando por justiça e por afetos,

e o professor sempre cá está,

fazendo de mãe, de pai…et voilà!

 

É a sociedade em ebulição,

a dizer que está viva,

e não anda por aí, à deriva.

São as pessoas, cada qual com seus problemas,

difíceis ou banais,

como ensinaste nos Estudos Sociais…

 

J. Mendeiros

 

NOTA: Presentemente, é Pároco de Salvaterra do Extremo, Monfortinho, Salvaterra do Extremo, Segura e Toulões. Mas esta segunda foto denuncia outras funções de se lhe "bater a pala". Quem completa a informação? Boa noite, Sr. Prior!

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