Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

BELA ROTINA

09.06.17 | asal

Há sempre uma primeira vez, dizem uns.

Parreirinha.JPG

Quem não aparece esquece, dizem outros.

Longe da vista, longe do coração, repete-se por aí.

A amizade é como o sol: pode ser noite mas ela lá está, também é ideia a correr por aí.

 

Pois, pois...

Mas frequentar a Parreirinha de Carnide, comer uma saborosas sardinhas e fazer conversa com uns amigos que teimam em gostar de estar juntos todas as semanas, é ainda uma coisa bem gostosa.

ROTINA? Cada um entende como quer. Há muitas rotinas diárias que não se dispensam e esta é semanal.

Que vimos hoje de especial? Os nossos menos jovens marcaram presença: o Manuel Inácio, de Almada, o Figueira, e o Joaquim Nogueira (alguns mais próximos dos 90 que dos 80, rica idade!). Só faltou o João Heitor para a quadra dos patriarcas...

Mas ficámos a saber que o Figueira anda a querer livrar-se de operação ao coração, ele que ronda os 88 anos! Oxalá...

Uns já se preparam para ir de férias. Outros continuam a olhar para Marvão como um momento único, que por certo fará juntar novos aderentes a estes encontros. Um primeiro gesto é sempre feito com alguma dúvida. Depois, conhecem-se novos amigos e sobretudo palpa-se a honestidade, a boa-vontade, a amizade sem interesses que domina as nossas relações e as nossas actividades. 

E viva a VIDA, enquanto ela durar.

AH

MAIS PARABÉNS!

09.06.17 | asal

OUTRO ANIVERSARIANTE

Manteigas.png

 

Também neste dia 9 de Junho celebra o seu aniversário o José Manteigas Martins (a nossa lista vai crescendo!), que vem de 1947. 

Natural de Penha Garcia, advogado a viver e trabalhar em Cascais, um dos habitués dos nossos encontros, ao nosso amigo damos os PARABÉNS e desejamos longa e feliz vida, na companhia de família e de muitos amigos.

PARABÉNS!

09.06.17 | asal

ANIVERSÁRIO de Carlos Filipe Marques 

Carlos Marques.jpg

 

Nascido em 1953, faz hoje anos o nosso colega Carlos Filipe Marques, a quem damos os PARABÉNS e desejamos o melhor da vida.

Que sejas muito feliz! E contamos contigo em próximos encontros e realizações.

 

Contacto: tel. 919 225 094

 

 

ANIVERSÁRIO

08.06.17 | asal

À meia noite era assim a notícia:

Celebra hoje o seu aniversário o António Luís Fernandes Domingos Martins, de quem não temos mais informações para além do seu n.º de telefone: 969 094 634.

Assim, cabe-nos dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe uma vida boa de acordo com os seus desejos. 

E apareça, que será bem-vindo e mais conhecido neste grupo.

 

Às 10 da manhã, passou a ser assim:

Martins.png

 

O José Ventura tem um irmão a viver em Coimbra, quadro superior das Finanças, nosso colega como ele e que também já frequentou os nossos encontros. Ora, como ele não me enviou nenhuma foto, fiquei sem o material necessário para florir o momento. E a notícia falou do essencial.

Como exímio frequentador do blogue, o Zé deu logo pela falta e comunicou-me o erro («ele é o meu irmão! Vou mandar-te uma foto!») quando eu já estava no vale de lençóis. 

Assim, a notícia corrigida fica assim:

Celebra hoje o seu aniversário o António Luís Fernandes Domingos Martins, a viver e trabalhar em Coimbra, a quem saudamos com muito gosto, sabendo ainda mais que ele é irmão do Zé Ventura, que tem ilustrado os nossos encontros com belas fotos e numa delas registou a cara do irmão, que aqui se publica.

Assim, cabe-nos dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe uma vida boa de acordo com os seus desejos. E gostamos de o ver por cá!

Contacto: tel.969 094 634.

 

MEMÓRIAS SOLTAS

07.06.17 | asal

NOTA: Começamos hoje a publicar os textos que compõem o número 2 do Opúsculo «OLÁ, PROFESSORES!», de homenagem a mais um grupo dos nossos antigos professores, livrinho que também veio imprimir uma nota muito especial ao nosso Encontro de Marvão. 

Começamos com o texto inicial, da autoria do João Lopes. Obrigado, João! AH

 

MEMÓRIAS   SOLTAS

IMG_2005.jpg

 

“ Que dúvida   Que dívida   Que dádiva

Que  duvidávida   afinal  a vida ”

 

(In Matura Idade “ Eco da Anterior”  - David Mourão-Ferreira  - 2º vol. Obra Poética, Bertrand, 1980, pág,143)

 

 A vida é para ser contada ensina-nos o mestre Garcia Márquez. Mas cada um conta à sua maneira, de um ponto de vista pessoal e subjetivo, a mesma experiência de vida partilhada com outros no mesmo tempo e espaço. É o que vou tentar fazer, selecionando a esmo recordações que guardo no coração. E não me perguntem porque estas e não outras. Não sei!

Desde eu - menino que sonhava ser seminarista. Para lá dos muros do seminário da Alcains, só entrevia alegria, jogos, professores eminentes, rapazes felizes e uma quinta com muita fruta. Um verdadeiro Bosco Deleitoso, guardado por uns molossos que afastavam quem era mau!

 

Assim, feita a quarta, outro rumo na vida não descortinava. Com muito espírito de sacrifício e fé em Deus, os meus pais decidiram arriscar. E pude entrar no seminário do Gavião num glorioso dia do ano da graça de 1953. De manhã, lá fomos os três rapazinhos de Alcains no comboio até à estação de Belver - Gavião. Daí até ao seminário, era um salto, numa camioneta que sufocava na subida da ladeira. O velho casarão, já conhecido do exame de admissão, desta vez não se mostrou tão imponente e esmagador!

 

Depois do almoço, subimos a escadaria do palacete e, por ordem alfabética, fomos chamados a contas. A mãe pagou as cinco notas de cem do trimestre e mais uns trocos para livros e material escolar. Na despedida é que o coração deu um pulo. ”Já se vai, mãe? –“ Sim, filho. Deixa lá, ficas bem entregue…” À noite, na cama, ainda com o cheirinho da mãe que a arranjara, apertam as saudades e correm as lágrimas debaixo dos lençóis do enxoval, comprado com tanto sacrifício. Outros, menos contidos, enchiam de soluços o frio da camarata. Até que a voz do prefeito ribombou com zombaria: “ Alto aí! Vou já buscar um lençol…Tanto pranto, para quê? Maricas ! ”. Era um homem pragmático que não poupava nos puxões de orelhas à menor transgressão do sacrossanto regulamento. E avisava: “ Lavar os dentes à noite, banho frio uma vez por semana, e ordem, muita ordem na forma. E bico calado!” Os cordeiros do Senhor deviam andar bem alinhados e em silêncio monacal!

 

A rotina escolar impunha-se com a solenidade de um ritual - estudar, rezar e brincar, que um homem, ou melhor, uma criança não é de pau. E lá vinha o recreio e os passeios pelos campos verdes e arejados do Gavião onde enchíamos os pulmões de liberdade. Às vezes, nas quintas, era-nos permitido o acesso à fruta. Famintos, excedíamo-nos na colheita, terminando a festa, com reprimendas e bofetadas do prefeito, envergonhado com tanta selvajaria.

 

O prof. de Latim fazia-nos decorar a gramática, recorrendo, se necessário, à sua cana de marmeleiro. Nunca apanhei, porque marrava, marrava até queimar a pestana. Percebia que, sem o domínio do Latim, nunca seria um homem, como me avisara o avô materno antigo aluno do colégio de São Fiel. De vez em quando, uma mosca mais gulosa poisava na esplêndida careca do bom do Padre e lá se ia o rigor das regras e exceções! Já o Francês era uma festa, uma cantoria. O Venerando Professor, que pela França se ficara depois da Guerra de 14-18, ensinava-nos a Língua de Flaubert a cantar! E com tanta delícia e proveito, que muitos ficaram, com essa frutífera aprendizagem, para toda a vida.

 

Com saudades, deixei o Gavião, que me deu asas para voar! Que dádiva, que dívida para com a divina Providência que, através de homens com virtudes e defeitos, desenhou o rumo do meu percurso vocacional.

Regressei com algum alvoroço à aridez da minha terra, tão diferente do verde dos pinheiros e das terras húmidas e férteis daquela parte do Alto Alentejo, onde passara dois anos de felicidade, aqui e ali ensombrada pelas lágrimas da distância e as dificuldades próprias de um curso marcadamente clerical.

 

Já vinha com o sangue vivo do turbilhão hormonal de um potro selvagem que dentro de mim cavalgava num trote desalmado. Adeus, a ideia romantizada de um Bosco delicioso! Algumas vezes, estive bem perto da porta da rua. A vigilância apertada do prefeito nada deixava escapar. O módulo educativo, de tão exigente, no capítulo da moral, alargara as possibilidades de “expulsão”, acabando por roçar os limites da pura Sorte e capricho do destino. Que desperdício! Jovens com tantas qualidades, de repente, sem saber bem porquê, lá iam na carroça com o malão, a trouxa e tudo!

 

Para domar o potro selvagem da idade, de gente normal, usavam e abusavam de retiros jesuíticos e de prédicas enfadonhas, na sua maioria focadas na temática do pecado, da morte e do inferno iminente, como se estivesse ali à esquina de um olhar impudico ou de um gesto duvidoso.

Apenas um caso para ilustrar o tipo de ambiente: depois do futebol, com as vestes desalinhadas ou em calções (a evolução era lenta!) ao subirmos para as camaratas, o prefeito fez-nos frente, gritando: “ Escondam-se!” Cada um procurou um refúgio adequado onde não fosse visto pelo salteador que se dizia rondar o seminário. Passado um tempo, saímos da toca e, perplexos, perguntámos pela razão do alarme.“ As lavandeiras, seus estúpidos”- esclareceu o senhor, avermelhado de indignação. Sim, as pernas dos eleitos do Senhor não podiam ser vistas pelos olhos de luxúria daquele rancho de raparigas!

 

Para desafogar os anseios da alma e da carne, lá tínhamos o desporto, a música e a oferta cultural, na área dos instrumentos, a escolher consoante o jeito e o gosto de cada um. E, digno de memória, o prato de feijão - frade da autoria do tio Manuel, devorado pela manhã com sardinhas fritas! Assim como não esqueço o atum com batatas do Gavião, iguaria dos anjos, deixo aqui registada a magia esotérica do divino feijão, que a muitos mantinha de pé para o dia inteiro. Lá no Céu onde está, bem-haja, ti Manuel!

 

Às vezes, em grupo, falávamos de política. Tinha 16 anos, e corria o ano de 1958 das eleições para a presidência. Aproxima-se um senhor padre com a funesta notícia de que o General ameaçava demitir o Dr. Salazar. E eu exclamei, entusiasmado: “ Pois, eu cá queria que o Delgado ganhasse!“ O quê, João, tu ?! “ Os olhos do padre fuzilaram –me e eu , engasgado, fingi um engano e desapareci, não fosse o caso dar para o torto e lá se ia o meu 5ª ano!

 

Não me conformava com o currículo. Tudo me parecia do avesso. Aviava-se a história por atacado. Três em um. Tínhamos a graça de um escritor que, em vez de nos dar Português, martelava a matemática! O Inglês de que tanto gostava, num curto ano, se despachava. E o ruído das obras impedia-me a concentração no calhamaço da Filosofia. Tudo parecia correr mal, apesar das notas não me envergonharem. Até o teatro! No último Carnaval, preparámos com esmero um drama religioso, bem ao gosto clerical. No ponto mais alto da “ação”, eis que o Estevinha me dirige a réplica (a mim que de abade fazia). Colocando a mão no traseiro, diz: “ Ó Abade, isto está mau!” Foi uma risada geral e lá se foi o “pathos” tão ansiosamente aguardado!

 

Não, nem tudo se perdeu. E nesta evocação de memórias tão descosidas, é justo que lembre a influência salvadora do Padre Chaves, nosso vice-reitor. Devo-lhe a devoção a Nossa Senhora e ao Santíssimo, que me transmitiu com tanta autenticidade, marcando-me para sempre. Que dádiva! E Deus entrou definitivamente na equação da minha pobre vida, balançada entre a fidelidade e a traição.

Munido desta crença ou convicção, atravessei o limiar do seminário de Portalegre, sabendo que talvez Deus me quisesse, apesar das sombras que sobre a minha real vontade ainda pairavam. Não se decide tomar um compromisso para a vida, com 16 ou 17 anos, se bem que tais dúvidas não se pudessem explicitar sob pena de ser inscrito na lista dos suspeitos, a despachar numa ocasião mais propícia e menos penosa para consciência dos decisores que presumem ler os decretos divinos.

 

Na altura, não era esse o problema. Acometido por uma curiosidade intelectual, quase sem limites, estudava e lia tudo quanto à mão me chegasse. Tinha ali a oportunidade de, pelo saber, superar a minha condição social de filho de gente pobre e quase irrelevante. Deslumbrava-me a Biblioteca e um corpo docente de nível superior. Que dádiva! Que dívida! Tinha paixão pela História da Filosofia! Reclamava os textos de Kant, Hegel, Heidegger, Sartre, Camus… e só me davam resumos filtrados pela doutrina católica. Muito me ajudou o saudoso P. Pinheiro com quem mantinha colóquios reconfortantes. Homem humilde e de muita ciência, apesar de não ostentar o título de doutor. Chorei com Camilo, espantei-me com Dostoievski, Bernanos e outros que o bom do P. Milheiro nos emprestava.

 

Discutia com outro Milheiro, o Joaquim, um colega só um ano mais novo e que fazia sonetos à Antero de Quental. A sua saída, por causa da prima, causou-me um abalo profundo. Por que associar sacerdócio e celibato? Timidamente, coloquei a questão na aula de Moral e vi-me outra vez fuzilado por um sarabanda de argumentos do mestre dos mestres que quase tudo controlava com o fulgor da sua inteligência.

 

Abandonava, então, os calhamaços da BAC e procurava respirar nas obras de K. Rahner, Haring, Congar, que almas generosas de profs e colegas (Obrigado, Assis) me emprestavam. Em pleno concílio, preferia-se a segurança bafienta da teologia de Trento às aventuras do NOVO ESPÍRITO que invadia a Igreja. Oficialmente, era assim; em surdina, falava-se de tudo com a complacência tácita dos mestres, que já perscrutavam os sinais dos tempos. Fazia palestras em que era ouvido com orgulho e compreensão por todos, inclusive o Senhor Bispo que, com graça, me chamava o “filósofo”. Como se isto não fosse já muito, acompanhávamos as irmãs do Graal até à Urra em espírito de missão. E as palestras de Maria de Lurdes Pintassilgo e da Doutora Manuela  Silva?

 

Como apontamento final, para devidamente aquilatarmos do grau de humanismo que tonificava a atmosfera do nosso querido seminário (caso único de Portugal, assim o creio!) a cortesia e a nobreza do Reitor, o P. Brás Jorge. No refeitório, atento  às reações dos alunos, descia da sua mesa e vinha perguntar-nos se tudo estava bem. “ Ótimo! Divino, Senhor REITOR ! Este empadão está de comer e chorar por mais!

 

Santo Deus! Tanta dívida! Tanta dádiva! E já tão pouca dúvida!

 

 João Lopes

ANIVERSÁRIO

07.06.17 | asal

renato.jpg

PARABÉNS!

Por indicação do Facebook (não constava da nossa lista), faz hoje 36 anos (tão jovem!...) o Renato Marçal, antigo aluno a viver agora na Sertã. 

Meu caro, damos-te os PARABÉNS e desejamos-te o melhor da vida. Da Sertã, temos por aqui, por estas páginas, bons amigos. Vê lá se apareces. És muito bem-vindo.

Não temos contacto telefónico.

À PROCURA DE...

06.06.17 | asal

ALGUMAS EXPLICAÇÕES

SAFARA - XV SEMANA CULTURAL - ACTUAÇÃO DO POLIF.

 

Os blogues não são sites. Estes possibilitam abrir muitas gavetas com conteúdos diferentes. Os blogues destacam mais os últimos conteúdos e os antigos vão-se sumindo no tempo, embora fiquem acessíveis. Na coluna da direita, persistem apenas os últimos dez posts (mensagens).

 

COMO POSSO EXPLORAR ESTE BLOGUE?

 

1 - Com o tempo e mais alguns conhecimentos adquiridos devagar, vamos ajudar os nosso frequentadores a usufruir da riqueza do ANIMUS SEMPER. Há pouco tempo, aprendi a colocar tags no fim dos posts. É uma coisa fácil e que pode levar-nos muito longe. Até agora, apliquei as tags "marvão" e "fátima". Com o tempo, outras tags aparecerão.

Se clicarem numa destas palavras existentes no fim de um artigo, surgem todos os outros posts sobre o mesmo assunto. O último caso é o post do Florentino sobre Fátima. No fim do post, lá está a tag "fátima". Experimentem clicar nessa tag e surgirão os outros cinco posts publicados.

 

2 - Um exercício muito valioso para procurar temas tratados é também recorrer à PESQUISA. Como?

Lá em cima, na primeira linha preta antes da foto do cabeçalho, no canto superior direito, encontra-se um espaço em branco com uma lupa. Escrevam aí uma ou duas palavras, cliquem na lupa e fiquem surpreendidos com os muitos temas que aparecem.

Como não tinha textos a publicar, aqui ficam estas dicas de apoio. Obrigado por me lerem.

António Henriques

Centenário das aparições (6)

05.06.17 | asal

Mais um texto do Florentino Beirão por ocasião do centenário de Fátima. Privilegiando o seu desenvolvimento histórico, ficamos mais esclarecidos acerca deste fenómeno, hoje com carácter universal. AH

 

Epicentro religioso do país

Florentino.jpg

 

Enquanto decorriam as obras na Cova da Iria nas décadas de 20/30, o fenómeno mariano ia-se expandindo e ganhando novos contornos. Mesmo o bispo de Portalegre Domingos Maria Frutuoso, de início descrente, acabaria por se render às visões, decidindo demonstrá-lo, ao celebrar na capelinha da Cova da Iria, em 1931, um Solene Pontifical.

Se como já referimos, a nível material se continuava a apostar neste espaço, o aspeto pastoral não era descurado. Confirmam-no as múltiplas e contínuas cerimónias realizadas na Cova da Iria as quais, a partir da década de vinte, já contavam com a imagem da “Senhora de Fátima” que José Tendin e o padre Formigão elaboraram para a capelinha. Lúcia, ao vê-la, concordou com o resultado. Também para animar as cerimónias e procissões, se recorreu em 12.09.1929, aos versos do poeta Afonso Lopes Vieira o “Avé de Fátima” – os quais ainda hoje se entoam nas cerimónias e nas procissões, no país e no estrangeiro.

De início, havia falta de água para os peregrinos. Para matarem a sede, logo alguém se lembrou de fazer negócio com ela. Face a esta situação, em 1922 abriu-se um pequeno poço, num local húmido com juncos, em frente à capelinha. Alguns peregrinos começaram então a utilizar esta "água barrenta" como milagrosa, levando-a como mezinha, para curar feridas e bebê-la misturada com terra da Cova da Iria.

Face a este comportamento supersticioso e anti-sanitário, as autoridades ligadas à saúde pública, em 13.05.1932, decidiram pressionar os responsáveis para alterarem esta situação. A solução foi erguer no local do poço a estátua do Coração de Jesus - oferta de um devoto - e colocar em volta deste monumento o precioso líquido, através de torneiras.

A partir das décadas de 30/40, para completar e ampliar o relato das “aparições”, o bispo de Leiria solicitou à Lúcia que escrevesse as suas “Memórias”. Nelas se incluiu a visita do Anjo de 1916, desvendado em 1937. Anos depois, em 1941 e em plena 2.ª Guerra - Mundial, entre outras visões da vidente, destaca-se a preocupação pela conversão da Rússia comunista e o relato da visão do inferno. Nas “Memórias IV”, enaltecem-se as virtudes dos seus falecidos primos, Francisco e Jacinta. Lúcia descreveu-os como dados “ a sacrifícios, obedientes e piedosos”. A sua futura beatificação pelo Papa João Paulo II em 13.05.2000, contou certamente com este testemunho. Entretanto, a ligação com o Vaticano não era descurada. Assim, em 12 e 13 de maio de 1937, já se realizou a 1.ª Peregrinação Nacional, presidida pelo Núncio Apostólico. Com medo do comunismo, o Cardeal Cerejeira, de acordo com Salazar - na chefia do Estado Novo - enquanto decorria a guerra-civil de Espanha (1936-1939), organizou uma Peregrinação Nacional em13.05.1938, para cumprir um voto dos bispos para que Portugal fosse livre do “perigo do comunismo” que tinha atingido Espanha. Esta vertente continuaria presente em Fátima, ao longo dos conturbados anos da guerra – fria. Quanto ao aspeto urbanístico da Cova da Iria, em 1939, apresentava-se ainda como um espaço desordenado, “um conjunto de barracas de madeira, com aspeto reles, um amontoado de disparates e dinheiro mal gasto”. O que continuava a predominar era a venda de objetos religiosos, por conta do Santuário, incluindo a terra e a água, consideradas milagrosas.

Em 1940, Portugal assinou uma Concordata com o Vaticano, estabelecendo-se entre eles uma paz estreita e duradoira. Este documento viria a contribuir para que o Cardeal Cerejeira e os bispos decidissem transformar a Cova da Iria num “epicentro religioso nacional”. De mãos dadas, a Igreja e o Estado Novo iam tirando partido pastoral e político das peregrinações. Neste clima, logo em 1942, as mulheres portuguesas lançaram uma campanha para angariar ouro e pedras preciosas para oferecerem uma coroa à imagem da Virgem de Fátima. Em 2000, a esta se juntaria a bala do atentado a João Paulo II, ocorrido no Vaticano em 13.05.1981.

Este ambiente fatimista permitiu que de 8 a 13 de abril de 1942, a imagem de Fátima fosse levada em peregrinação para Lisboa e, por via da rádio, o papa Pio XII em 31.10.1942, consagrasse o mundo ao Imaculado Coração de Maria, por influência da vidente Lúcia. A partir desta altura, o papado nunca mais deixou de colocar os olhos em Fátima, nomeadamente com o célebre 3.º segredo, enviado para o Vaticano em 1957 e revelado pelo cardeal Solano, em 2000 com sabor apocalíptico. Este referia-se a um bispo vestido de branco, assassinado. Logo se associou esta visão de Lúcia ao referido atentado de João Paulo II.

Terminada a 2.ª Guerra-Mundial em 1945, Lúcia escreveu ao bispo de Leiria confessando que Salazar “era o homem providencial, escolhida por Deus, para governar Portugal””. Em 1947, para ser divulgada a devoção de N.ª Senhora, “Rainha da Paz”, muito contribuíram as réplicas de 13 imagens peregrinas que, começaram a viajar pela Europa devastada. Este esforço que se estendeu para fora da Europa contou com o “Exército Azul” de cariz anticomunista, iniciado nos Estados Unidos em 1947 em Nova Jérsia, com o padre H. Colgan que se considerou miraculado. Em 1953, mandou construir o hotel “Domus Pacis” junto da Basílica.

florentinobeirao@hotmail.com

FALECIMENTO

04.06.17 | asal
Chegou ao nosso conhecimento.
 
Faleceu um genro do Manuel Cardoso, de Proença-a-Nova, o Sr. Nelson Martins, comandante do Posto Territorial da Sertã da GNR, que era marido de Inês Cardoso, subdirectora do JN.
Aqui deixamos a notícia publicada no  «Noticias de Proença-Pinhaldigital». E endereçamos aos familiares e nossos amigos as nossas condolências.
 
"Faleceu sargento Nelson Martins, natural do Estevês.

O comandante do Posto Territorial da Sertã da GNR, Sargento Nelson Martins, faleceu hoje num acidente rodoviário ocorrido na EN2 em Chão da Telha, na freguesia da Cumeada, concelho da Sertã. O trágico acontecimento ocorreu ao quilómetro 355 desta via e está a condicionar o trânsito (22:00). Segundo Autoridade Nacional de Proteção Civil de Castelo Branco (ANPCCB), tratou-se de um acidente envolvendo dois ligeiros e um motociclo conduzido pelo agente da GNR, ocorrido às 19:14. Uma testemunha ocular do sinistro referiu à condestável que ligou para o 112 às 19:05 a participar o acidente.

O condutor do motociclo tinha 38 anos de idade e o seu corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal de Castelo Branco. Outro ferido considerado ligeiro resultante desta ocorrência, com 50 anos, foi encaminhado para o Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde da Sertã. O óbito do motociclista foi confirmado no local pelo médico da VMER do Médio Tejo que já o encontrou em paragem cardiorrespiratória, adiantou a ANPCCB. Entre viaturas dos bombeiros da Sertã, VMER do Médio Tejo e da concessionária da via, estiveram no local 10 viaturas com 17 operacionais. A GNR também está no local a efetuar peritagens. Nelson Martins, a cuja família endereçamos as condolências, era natural de Estevês, casado com a jornalista Inês Cardoso, sub-diretora do Jornal de Notícias."
 
ÚLTIMA HORA: O funeral do Sargento Nelson Martins realiza-se na Capela de Peral, no concelho de Proença-a-Nova, na próxima segunda-feira a partir das 11:00.

RICA IDEIA - UMA EXCURSÃO

03.06.17 | asal

ROTA DAS CEREJAS DO FUNDÃO - Com a C.P. - Dia 28-06-2017 (4º feira)

 

 Caros Colegas:

 

No fim do almoço desta 6ªfeira – dia 2-06 – falei com os 8 comensais presentes, no sentido de propor fazermos uma excursão de um dia, informando:

 

Que a CP faz todos os anos a chamada ROTA das Cerejas do Fundão e que poderia ser uma ideia organizar tal evento.

 

Comprometi-me a tratar da organização prática dos formalismos, à margem da burocracia da Associação.

 

Assim, telefonei para o Sr. RUFINO – tel 249132752 – jdrufino@cp.pt – e obtive as seguintes informações:

  1. a) – todas as rotas ( dos sábados ) estão esgotadas;
  2. b) - com lugares disponíveis só têm 4ª feira dia 28-06;
  3. c) – Esta rota das cerejas do Fundão tem o seguinte programa, resumido:
  4. d) – 8h15 – Embarque, em Lisboa S.ta Apolónia ou Oriente;
  5. e) – 10h41 - chegada a Rodão com visita guiada à aldeia da FOZ DO COBRÃO, museu e praia fluvial;
  6. f)  - 12h00 - Almoço no restaurante VALE MOURÃO, com animação musical;
  7. g) - 14h00 - Partida, de autocarro, em direção a Castelo Novo;
  8. h) - 15h00-Paragem para visita da loja de queijos da Quinta do Pomar, na Soalheira, com possibilidade de compra;
  9. i) - 6h20-Visita guiada à aldeia histórica e templária de CASTELO NOVO;
  10. j) - 17h45 - Visita a pomar de cerejais na QUINTA DO POMBAL em ALDEIA NOVA DO CABO ( prova e compra);

                           Partida para o centro do FUNDÃO;

  11.k - 18h46 - Embarque no comboio, no FUNDÃO para LISBOA, com chegada às 22h20.

 

Preço, com tudo incluído - €60,00 (sessenta euros)- por pessoa.

 

Podes consultar este programa em GOOGLE – ROTA DAS CEREJAS DO FUNDÃO –

 

Quem estiver interessado, pode inscrever-se, telefonando para mim – 91 948 23 71 – A PARTIR DAS 19h00.

É possível que não haja lugar para todos; terei em consideração a ordem dos TELEFONEMAS.

Para irmos juntos, convém centralizar a inscrição, o que farei, com prazer.

 

Um abraço para todos . J.NOGUEIRA

RELATÓRIO E CONTAS

02.06.17 | asal

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

(comasalpcb@gmail.com)

(asal.mail@sapo.pt)

 

 

BREVE RELATÓRIO E CONTAS DO ENCONTRO DE MARVÃO - 2017

 

Caros Associados e Amigos,

 

A Comissão Administrativa da nossa Associação promoveu em MARVÃO mais um Encontro dos seus membros e amigos, para o qual contava com 115 inscrições, tendo a final registado a presença de 97 participantes, por impossibilidade de comparência dos restantes, devido, sobretudo, a razões de saúde dos próprios e/ou de familiares. A todos o nosso obrigado e a certeza de que continuaremos a dar o nosso melhor pela Associação e para que os próximos três Grandes Encontros do final do nosso mandato (S. Martinho, Linda a Pastora e Portalegre – 2018) possam continuar a aglutinar os antigos alunos de boa vontade, em espírito de cordialidade.

 

O programa foi cumprido, no essencial, embora algumas rubricas tivessem de ser aligeiradas, por limitações de tempo, e decorreu num ambiente de grande amizade e alegria, sendo de realçar, por elementar justiça e como gesto de gratidão, o seguinte:

 

- As palavras amigas de D. Antonino Dias, Bispo da nossa Diocese, na eucaristia a que presidiu, concelebrada também pelos nossos companheiros e antigos alunos, Pe Lúcio, Pe Tarsício, Pe Manuel Mendonça, Pe Marcelino e Diácono Manuel Cardoso, e a sua participação em todo o Encontro;

 

- A presença e as palavras do Presidente da Câmara, Eng.º Vítor Frutuoso, na sessão de boas-vindas na Casa da Cultura, a sua companhia durante a missa, almoço e lanche, e a sua disponibilidade e colaboração proporcionando-nos as instalações da Casa da Cultura, as entradas gratuitas no Museu da Vila e no Castelo (que não pudemos visitar, por falta de tempo) e as diligências junto da Fundação da Ammaia para a concessão de facilidades na nossa visita àquela antiga cidade romana;

 

          - A presença e colaboração da Presidente da Junta da Freguesia de Marvão, D. Sandra Paz, que pôs à nossa disposição as instalações da Junta para ultimação de trabalhos de última hora e nos acompanhou na missa e no almoço, e a disponibilidade e boa vontade do Presidente da Junta da Freguesia de S. Salvador da Aramenha, Senhor Tomás Morgado, que nos cedeu a sala onde teve lugar o lanche e os últimos trabalhos do Encontro e que só por razões de agenda não esteve presente;

 

          - A prestimosa colaboração do Senhor Pe Marcelino, pároco de Marvão e de outras paróquias limítrofes, que nos acompanhou e aconselhou durante os trabalhos preparatórios, junto da Câmara, das Juntas de Freguesia, do Senhor Fernando do restaurante, da D. Augusta que nos serviu o lanche, da Santa Casa da Misericórdia de Marvão que nos facultou a chave da capela do antigo Seminário e que só por obrigações pastorais inadiáveis não pôde estar connosco para além da missa, mas que sempre nos foi acompanhando por telefone, ao longo do Encontro;

 

- A presença dos antigos alunos do Seminário de Marvão homenageados, Francisco Cristóvão, João de Deus Tavares, Fernando Leitão, Manuel Inácio, Pe António Cardoso, Pe Lúcio Nunes e Manuel Pires Marques;

 

- A presença dos antigos professores homenageados, Manuel Bugalho, Alexandre Pires, Pe Tarsício Alves, Florentino Beirão, Pe Fernando Farinha e Pe Manuel Mendonça;

 

- A música sacra do Pe Escarameia, nosso organista com órgão próprio, os cânticos do Manuel Pires Antunes e o trabalho dos nossos fotógrafos de serviço, José Ventura e António Oliveira.

 

- Finalmente, a presença do Presidente e do Vice–Presidente da Comissão Administrativa, João Heitor e Joaquim Nogueira, respetivamente, apesar das sua recentes intervenções cirúrgicas, o trabalho de inscrição dos participantes, do Joaquim Nogueira e do Manuel Pires Antunes, durante a viagem de autocarro e do António Henriques e do José Andrade na receção em Marvão, a colaboração na brochura “Olá, professores II”, do João Lucas (capa), do João Oliveira Lopes, do Joaquim Mendeiros que também coordenou, e do António Rodrigues Lopes (textos), a exposição pelo Florentino do seu último livro “Salazar e a Escola Primária”, bem como o trabalho extraordinário do editor do nosso blogue “Animus Semper” e da nossa página do facebook “Animus Semper Antigos Alunos”, António Henriques.

 

Todos estão de parabéns e merecem a nossa gratidão, assim como todos aqueles que não puderam comparecer, mas que nos mandaram mensagens de felicitações e estiveram irmanados connosco no mesmo espírito.

 

A título informativo, damos conhecimento das contas, pela forma seguinte:

 

R E C E I T A

 

Inscrições                                                                                                 2.180,00 €

Autocarro                                                                                                    331,00 €

Quotização/Marvão (art.º 6.º dos Estatutos)                                               238,00

Tisanas (%)                                                                                                   25,00 €

Quotização em Caixa (art.º 6.º dos Estatutos)                                            661,20 €

 

                                                                                               Soma          3.435,20 €

D E S P E S A

 

Aperitivos, Almoço e gratificação            1. 677,50 €

Lanche                                                           450,00 €

Bilhetes na Ammaia                                      180,00 €

Autocarro e gratificação motorista                545,00 €

Livro Olá professores II                                350,00 €

Tisanas                                                          100,00 €

CTT – Envio de Circulares                             18,40 €

Envelopes                                                          5,50 €

Papel pergaminho/homenagem                         7,00 €

Funeral Pe Freire (Flores)                               90,00 €

 

                           Soma                               3. 423,40 €

 

SALDO POSITIVO                                                                               +11,80 €

NOTA:- Donativo (Ofertório na Missa) já transferido para a Diocese             730,00 €

 

 

Saudações Associativas

 

A Comissão Administrativa, em 31 de Maio de 2017)

A PALAVRA DO SR. BISPO

02.06.17 | asal

UMA ARMA DE EFICÁCIA COMPROVADA

IMG_2034.jpg

 

Há muitas espécies de armas. Umas muito sofisticadas, outras menos; umas mais leves, outras mais pesadas; umas verdadeiras, outras a fingir; umas de carregar pela boca, outras de ficar de boca aberta; umas, para matar, outras, para intimidar.
É verdade que há também quem goste de se armar com outras armas, isto é, há quem se arme ao pingarelho, aos cágados, aos cucos, em menino bonito, querendo, com tais armas, impor-se pelas aparências …
Hoje, porém, quero falar duma arma simples, leve e inofensiva, verdadeiramente revolucionária e de efeitos devastadores. Tenho pena que o armadilhado senhor Kim Jong-un não conheça esta arma, pois, com a alegria de a ter encontrado, logo mandaria às malvas os seus instintos bélicos e até deixaria de cortar o cabelo à fangio, à chonmage, à hi-top fade, à mohawk, à buzz ou seja lá à moda de quem quer que seja… É que esta arma fomenta o senso comum, afasta os inimigos, desfaz inimizades, constrói a paz, gera a comunhão, soluciona problemas, educa para o bem, salva quem a usa, ensina a viver e a conviver, destrói as forças desagregadoras no seio das famílias, cimenta o movimento ecuménico… Enfim, ao longo dos tempos, a história desta arma tem sido épica e digna de registo, e nunca estará completa a lista dos seus efeitos extraordinários. Depois de ter sido “inventada” aí pelo ano 800 com um objetivo muito bonito, foi sempre proposta e valorizada como “um verdadeiro tesouro a descobrir”. Nossa Senhora, em Fátima, em todas as Aparições, insistiu a que a usássemos todos os dias e ensinou como é que se deve usar e para quê: “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.
Mas porquê esta insistência na oração do Terço todos os dias? ... A Irmã Lúcia responde assim a esta questão: “trata-se de uma pergunta que me tem sido feita muitas vezes, e à qual gostava de dar resposta agora. Certeza absoluta do porquê não a tenho, porque Nossa Senhora não o explicou e a mim também não me ocorreu de Lho perguntar. Digo, por isso, simplesmente o que me parece e me é dado compreender a este respeito (…) penso que Deus é Pai; e como Pai acomoda-se às necessidades e possibilidades dos Seus filhos. Ora, se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, por certo haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível. Uns por causa da distância que os separa da igreja mais próxima onde se celebra a Eucaristia; outros, porque não lho permitem as suas ocupações, os seus deveres de estado, o emprego, o seu estado de saúde, etc. Ao contrário, a oração do Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grande se pequenos.
Todas as pessoas de boa vontade podem e devem, diariamente, rezar o seu Terço. E para quê? Para nos pormos em contacto com Deus, agradecer os Seus benefícios e pedir-lhe as graças de que temos necessidade. É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção.
Dado que todos temos necessidade de orar, Deus pede-nos, digamos como medida diária, uma oração que está ao nosso alcance: a oração do Terço, que tanto se pode fazer em comum como em particular, tanto na igreja diante do Santíssimo como no lar em família ou a sós, tanto pelo caminho quando de viagem como num tranquilo passeio pelos campos. A mãe de família pode rezar enquanto embala o berço do filho pequenino ou trata do arranjo da casa. O nosso dia tem vinte e quatro horas… não será muito se reservarmos um quarto de hora para a vida espiritual, para o nosso trato íntimo e familiar com Deus.
Por outro lado, eu creio que, depois da oração litúrgica do Santo Sacrifício da Missa, a oração do santo Rosário ou Terço, pela origem e sublimidade das orações que o compõem e pelos mistérios da Redenção que recordamos e meditamos em cada dezena, é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se assim não fosse, Nossa Senhora não o teria recomendado com tanta insistência”. (Ir. Lúcia (2000) pp. 121-123).
Noutra ocasião, Lúcia, àqueles “que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona” respondeu: ”Quando os namorados se encontram, passam horas seguidas a dizer a mesma coisa: “Amo-te”. O que falta aos que acham a oração do Terço monótona é o Amor; e tudo o que não é feito por amor não tem valor” (Ir. Lúcia, 2000, p. 276).
Os Papas não se têm cansado de falar sobre a importância da oração do Terço. Francisco, no dia 12 do mês de maio passado, em Fátima, disse que “sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo”.

Antonino Dias
02-06-2017

PORMENORES

01.06.17 | asal

IMG_2036.jpg

AS VISTAS

 

O Francisco Simão, o Rodrigues Lopes e esposas ainda foram olhar a paisagem. Mas parece-me que fica bem trazer para aqui o deslumbramento daquelas vistas, a nascente e a poente.

Não esqueçamos que Marvão é um promontório que o magma atirou para cima, numa convulsão da natureza que deixou lá nas alturas, quase a pique, aquele alcantilado.

Assim, é de um nível muito superior que nos surge esta paisagem, com tons diversos de verdes, algumas aldeias e, mais de perto, uma abundância de flores típica desta época.

 marvão.jpg

Vou deixar-vos, em galeria, 6 ou 7 fotos desta paisagem para agora poderem apreciar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pág. 3/3