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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

PARABÉNS, JOAQUIM!

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Hoje é o dia de aniversário do Joaquim Ribeiro Filipe, que vive em França desde há muito.

Saudamos este nosso colega, dando-lhe PARABÉNS e desejando-lhe longa e feliz existência.

Félicitations, santé et une vie heureuse... Estás com Macron ou non?

UMA BOA IDEIA

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Com pedido de divulgação no blogue ANIMUS SEMPER e na nossa página do facebook, o António Eduardo Oliveira propõe um roteiro turístico pré-Marvão aos interessados e participantes no Grande Encontro de Marvão 2017, com o seguinte Programa:
 

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Dia 18 de Maio: Visita a Mérida e pernoita em Badajoz;
Dia 19 de Maio: Saída de Badajoz para Aracena e regresso a Badajoz, onde se pernoita;
Dia 20 de Maio: Partida para Marvão de encontro ao Grande Encontro.
 
Contacto : António Oliveira, Telm 918 302 410.
 
Meio de transporte: viatura auto - a própria
 
Boa viagem!
 
NOTA: O Eduardo Oliveira está muito habituado a estes passeios. Porque não aproveitar?
 
(A Comissão) 

RELATÓRIO DE ATIVIDADES E CONTAS DO ANO DE 2016

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE

PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

      (comasalpcb@gmail.com)

       (asal.mail@sapo.pt)

 

RELATÓRIO DE ATIVIDADES E CONTAS DO ANO DE 2016

 

  

I – INTRODUÇÃO

 

1 – Nos termos do artigo 8.º, n.º 3, alínea c) dos Princípios Programáticos Estatutários, adiante designados por “Estatutos”, da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, compete à Assembleia Geral “apreciar e votar os Relatórios de Atividades e Contas”, cuja elaboração está cometida à sua Comissão Administrativa, nos termos do seu artigo 9.º, n.º 3, alínea f), com referência a 31 de dezembro de cada ano.

 

2 – Assim, a Comissão Administrativa elaborou o presente Relatório de Atividades e Contas, reportado a 31 de dezembro de 2016, que submete à apreciação e votação da Assembleia Geral da Associação, realizada no Encontro de 20 de maio de 2017, em Marvão.

 

II – ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ANO DE 2016.

 

1 – A Comissão Administrativa, eleita por unanimidade na Assembleia Geral realizada em 16 de maio de 2015, no encontro de Abrantes, tinha aprovado, em 14 de dezembro de 2015, o programa de ação para o triénio 2015–2018, correspondente ao seu mandato, tendo deliberado a realização de dois grandes encontros anuais, sendo um em Linda-a-Pastora, no último sábado de janeiro, na linha dos tradicionais encontros da Buraca, organizados há várias décadas, e o outro na diocese, no terceiro sábado de maio, como também já é tradicional desde 2010, para além do habitual magusto do S. Martinho, em Lisboa, em 11 de novembro ou data próxima posterior, independentemente de outras iniciativas culturais ou recreativas que se conseguissem agendar.

 

2 – No ano de 2016, foram promovidas as seguintes atividades:

 

  1. a) Um primeiro Encontro, a 30 de janeiro de 2016, em Linda-a-Pastora, na Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, com o seguinte Programa:

 

11H00 – Receção e convívio nos jardins do Convento.

12H30 – Missa, na Capela do Convento, celebrada pelo Rev.º Padre Lúcio – contemporâneo de alguns antigos alunos.

13H30 - Almoço, confecionado pelas Irmãs.

15H00 – Sessão no Auditório com uma conferência/debate sobre um tema específico; b) – informação e análise dos trabalhos preparatórios para o encontro de Maio, em Castelo Branco; c) – exame das iniciativas existentes ou a propor; d) – rubrica “NÓS AGORA”, em que um ex-aluno deu a conhecer a sua atividade no domínio da literatura; e) – 15 minutos para apresentação de sugestões por parte dos associados.

17h30 – Café e bolos, no bar.

18H00 – Encerramento.

 

(1) - Celebrou a missa, o Cónego Lúcio que fez questão de dizer que é um de nós, e que, entre outros “recados”, nos lembrou a necessidade de vivermos a vida no nosso quotidiano como indivíduos responsáveis, embora integrados socialmente, em todas as vertentes que essa vivência comporta.

 Os cânticos estiveram a cargo dos solistas dos antigos alunos acompanhados pela música do organista de serviço, António Colaço.

 

(2) - Após o almoço, teve lugar a sessão de trabalhos, onde o Antunes Dias falou de ambiente numa eloquente dissertação com projeção de dados gráficos e estatísticos, alertando os presentes para os perigos de maltratarmos este nosso martirizado planeta.

 

(3) - Seguidamente, o Joaquim Mendeiros deu conta das diligências que estavam a ser feitas para o encontro de Castelo Branco, pelos membros da Comissão, Florentino Beirão, Eusébio Silva e João Oliveira Lopes e dos contactos efetuados com o Presidente da Câmara e com as unidades hoteleiras locais, e informou que estavam identificados os professores a homenagear na brochura cuja capa já estava ilustrada pelo João Lucas.

Na rubrica “NÓS, AGORA”, o Joaquim Nogueira fez a apresentação do livro de memórias que lançou em 2015, com o título“Memórias de um Beirão da Zona do Pinhal”, contando alguns episódios ali retratados, e, no período livre, destinado aos associados, usaram da palavra o Cónego Lúcio que nos trouxe a informação do lançamento de um livro, pelo Florentino Beirão, sobre o Padre Afonso que foi pároco em Alcains; o Ernesto Jana que nos lembrou, com realce e reconhecimento, pedaços do percurso de vida do Cónego Lúcio, do D. Marcelino (já falecido) e do Padre Joaquim Milheiro; o Alberto Duque que dedicou aos presentes e ao Cónego Lúcio, dois pequenos mas sentidos poemas; e o João Correia Neves que lembrou um episódio ilustrativo do espírito de bem servir do Padre Domingos (também já falecido).

A reportagem fotográfica esteve a cargo do Zé Ventura e do António Eduardo, e o vídeo para a ANIMUS60 foi, como habitualmente, da autoria do António Colaço.

 

  1. b) Um segundo Encontro, a 21 de maio de 2016, em Castelo Branco, no Hotel Colina do Castelo, com o seguinte Programa:

 

1.º - Concentração: 10H30

Receção, Inscrições, aperitivos e convívio.

Local da receção: Instalações da igreja do Valongo, na Rua Cónego Anacleto Pires da Silva Martins (entrada sul da cidade).

Oferta por cada inscrição (individual ou casal): Tisanas do João Chambel.

Oferta a cada senhora: Um saquinho de linho de cheiro.

Cumprimentos de boas – vindas, pelo Presidente da Comissão João Heitor.

Poema “Lindo Sonho” do Pe Horácio, lido por João Lopes.

Poema “É Tempo” de Martins Poças, lido por Joaquim Mendeiros.

Poema de António Lopes, lido pelo próprio autor.

 

2.º. – Missa: 12H30

Eucaristia na Igreja do Valongo presidida pelo Senhor Bispo e concelebrada por todos os sacerdotes presentes.

 

3.º. –Almoço: 13H30. –

Local: Hotel Colina do Castelo.

Hino à Alegria – Vídeo – Entrada para a sala de refeição.

Leitura do Prólogo e do Epílogo do livro “Há vida na Charneca” do Pe Horácio, por João Lopes.

 

4.º. –Assembleia Geral e Passeio Turístico: 15H00 

Passeio ao Centro Histórico da Cidade, para os acompanhantes.

Reunião com nomeação dos membros da Mesa – presidente, secretário e relator-, e a seguinte Ordem de Trabalhos:

 

Ponto 1 – Apreciação e votação do Relatório de Atividades e Contas do ano de 2015;

Ponto 2 – Rubrica “NÓS, AGORA” – Pintura (Francisco Amaro), Medicina (António Lopes), Direito (Manteigas Martins) e Literatura (João Oliveira Lopes).

Ponto 3 – Rubrica “OLÁ, PROFESSORES”; Leitura do Texto (António Henriques) - Leitura de Poemas por João Lopes, Joaquim Mendeiros, António Lopes e Francisco Amaro

Ponto 4 – Período depois da Ordem de Trabalhos – Diversos;

Ponto 5 – Encerramento da reunião com informação/proposta do local do encontro de 2017.

 

5.º - Chá, café e bolos, no bar do hotel.

 

(1) - A Comissão concebeu e executou, em cooperação com muitos outros associados, o programa do Encontro, no cumprimento das diretivas estatutárias que lhe servem de orientação, como emanação da vontade da Assembleia Geral, e sempre com o propósito e a esperança de conseguir mais e melhores resultados, quer em número de participantes, quer em número de colaboradores.

 

(2) - Assim, no ato de inscrição na Igreja do Valongo, para além dos habituais aperitivos, foi ofertado aos participantes uma embalagem de tisanas do João Chambel e um saquinho de linho de aromas perfumados, imaginado e criado pela Comissão como expressão do reconhecimento às nossas mulheres pela sua companhia, a que se seguiram as boas – vindas aos presentes, pelo Presidente, João Heitor, a saudação aos que não puderam comparecer, por doença, através de um poema do Pe Horácio, lido pelo João Lopes; a lembrança dos que faleceram, pela leitura de um poema do Poças Martins; pelo Joaquim Mendeiros, e a saudação aos que não vieram, independentemente das razões, por meio de um poema do António Lopes, dito por ele próprio, para além de um agradecimento especial a D. Antonino, bispo da diocese, pela sua presença e apoio.

 

(3) - D. Antonino presidiu à celebração eucarística, concelebrando com vários sacerdotes, antigos alunos (Padres José da Costa, Lúcio Nunes, António Assunção, Ilídio Mendonça, Eusébio Silva e Manuel Mendonça), e centrou a homilia na amizade, como “pedra de toque” que deve presidir e alimentar a nossa convivência, tendo os cânticos ficado a cargo do João Ribeiro Mendonça com o seu grupo coral a que se juntou o grupo de solistas dos antigos alunos enquadrados pelo Manuel Pires Antunes, como é tradicional e a estreia do Pe Escarameia, como organista.

 

(4) - O almoço decorreu no hotel Colina do Castelo, com entrada na sala ao som do Hino à Alegria a que se seguiu a leitura do prólogo e do epílogo do livro “Há vida na Charneca” do Pe Horácio, pelo João Lopes, à semelhança da prática seguida no nosso tempo de juventude.

 

(5) - A Assembleia Geral teve lugar imediatamente após o almoço e contou com a assistência de algumas das nossas mulheres que acompanharam a sessão, o que é inédito, enquanto outras visitaram o Centro Histórico da Cidade, próximo do hotel, guiadas pelo João Ribeiro.

 

(6) - Também, pela primeira vez, se assistiu à composição da Mesa da Assembleia, autónoma da Comissão, constituída por um presidente (António Rodrigues Lopes), coadjuvado por um secretário (Manuel Pereira) e pelo relator (Alexandre Nunes), iniciando-se a sessão com a apresentação e aprovação do Relatório de Atividades e Contas do ano de 2015 e continuando com os demais pontos da Ordem de Trabalhos.

(7) - Na rubrica “Nós, Agora”: o Francisco Amaro fez uma breve exposição sobre a sua atividade de pintura, mostrou um dos seus quadros e informou que também se tem dedicado à agricultura e à prática de “caminhadas”; o António Lopes explicou alguns conceitos básicos da medicina chinesa, a que se vem dedicando desde há vários anos, fazendo uma demonstração ilustrada, por computador, através da projeção gráfica dos seus princípios essenciais; o Manteigas Martins fez uma síntese das questões que, em seu entender, se colocam, atualmente, no campo do direito relativas ao imobiliário, ao alojamento local e ao arrendamento, matérias a que se vem dedicando através de conferências por todo o país e da publicação de livros temáticos e o João Oliveira Lopes recordou o mais recente livro do Florentino Beirão “ A Festa das Papas de Alcains”, como uma das obras marcantes da sua ação no domínio da história local.

 

A este propósito, tanto o Florentino com este livro, como o Manteigas Martins com um dos seus livros sobre o arrendamento e o Joaquim Nogueira, com um livro de memórias, colocaram alguns exemplares à disposição dos participantes, revertendo os proveitos (resultantes dos pagamentos/donativos segundo o critério de quem os adquiriu), para o Fundo de Solidariedade da Associação.

 

(8) - Na rubrica “Olá, Professores”, foi feita a apresentação de uma brochura titulada “Olá, Professores - I” como expressão do reconhecimento e homenagem dos antigos alunos aos seguintes professores: António Horácio Alves Nogueira, José Geraldes Freire, António Martins Cardoso, Joaquim Milheiro Valente, Manuel Nunes Cardiga, Alberto da Silva Jorge, Libânio Domingos Martins, Lúcio Alves Nunes, Leonel Cardoso Martins, Adelino Américo Lourenço, João Oliveira Lopes e Assis Ribeiro Cardoso), com capa lustrada pelo João Lucas e textos do António Henriques, do Silva Amaro e do Joaquim Mendeiros, lidos pelos seus autores, e ainda pelo João Oliveira Lopes e pelo António Rodrigues Lopes.

 

(9) - No período “Depois da Ordem dos Trabalhos”, usaram da palavra o Pe Manuel Mendonça lembrando os 44 anos da sua ordenação sacerdotal nesse mesmo dia, o Pe Lúcio Nunes e o Leonel Martins referindo com muito agrado a homenagem prestada aos professores, e expressaram-se através de manifestações de apreço relativamente à escolha de Marvão para local do Encontro de 2017, em 20 de maio, nos termos, entretanto, propostos pela Comissão e que teve a aprovação unânime da Assembleia, o Mário Pissarra, o Francisco Cristóvão e o Manuel Bugalho.

A sessão terminou com os presentes a entoar e solfejar o emblemático tema do nosso tempo de aprendizagem musical “sol, sol, mi, mi, fá, fá, ré…” .

 

Fizeram a reportagem fotográfica, o Zé Ventura e o António Eduardo.

 

  1. c) Um terceiro Encontro, a 12 de novembro de 2016, nas imediações do Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Carnaxide (S. Martinho)

 

(1) - A Comissão Administrativa promoveu um terceiro Encontro dos associados e amigos, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Carnaxide, para comemorar o S. Martinho, como também sempre foi tradição dos antigos alunos.

 

(2) - O almoço foi antecedido das habituais entradas, teve como pratos principais feijoada e bacalhau com natas, acompanhados de vinhos, águas e sumos, a que se seguiram os doces, café, aguardentes e whiskys, ofertados pelos participantes, e as inevitáveis castanhas assadas e água-pé.

 

(3) - O convívio decorreu animado e festivo, os participantes foram extraordinariamente bem recebidos pelo nosso anfitrião, Pe João Chaves, a quem dirigimos um agradecimento especial pela receção, pela companhia, e pelo convite que nos fez para o futuro, bem como a D. Augusta, encarregada do apoio logístico.

 

(4) - Merecem ainda especial destaque o Pe Eusébio Silva que se deslocou de Alcains para estar connosco e nos descrever um pouco da sua vivência nos Estados Unidos, como sacerdote, e todos aqueles que disseram presente, partilhando a amizade de sempre, bem como todos aqueles que não puderam comparecer mas que nos mandaram mensagens de felicitações, irmanados no mesmo espírito de amizade e solidariedade.

 

 

III – RELAÇÕES COM UNIÕES/FEDERAÇÕES.

 

1 – Considerando o disposto no n.º 3 do artigo 1.º dos “Estatutos” segundo o qual, a Associação, sem prejuízo da sua autonomia, mantém uma relação privilegiada com associações de idêntica natureza, podendo fazer parte, formal ou informalmente, das respetivas uniões ou federações, a Comissão Administrativa havia comunicado, em junho de 2015, a sua formação e constituição à União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses (UASP), não tendo tomado mais qualquer iniciativa, análise ou deliberação, no ano de 2015, sobre os termos e condições em que poderia, eventualmente, vir a relacionar-se com a UASP.

 

2 - No ano de 2016, a Comissão não avançou com quaisquer iniciativas junto da UASP, nem de qualquer outra União ou Federação de antigos alunos dos seminários, focando-se, essencialmente, na sua organização e representatividade internas, através da promoção das suas atividades com vista a um eventual aumento de adesões de novos membros.

 

3 - Só com um número significativo de membros, a Comissão apreciará a possibilidade de vir a propor à Assembleia Geral uma eventual adesão àquelas estruturas associativas e os termos em que o seu relacionamento, formal ou informal, se deverá processar.

 

IV – ASSOCIADOS.

 

1 - Em 31 de dezembro de 2016, estavam 60 (sessenta) antigos alunos inscritos como associados, sensivelmente metade (ou um terço) do número global dos que habitualmente frequentam os nossos Encontros, o que significa que nem todos os antigos alunos manifestaram, até agora, vontade ou desejo de aderir ao associativismo, nos termos dos “Estatutos” da Associação, apesar de grande difusão das formas de adesão, quer através de Blogues, quer através do Facebook, quer através da distribuição de fichas de inscrição em todos os Encontros.

 

2 - Ora, pese embora a ausência de quotização obrigatória (sendo meramente facultativa e de apenas 1,00 €/mensal), a verdade é que há ainda um grande número de antigos alunos dos seminários da diocese que não aderiu ao movimento associativo, sejam quais forem as razões que cada um terá.

 

3 - A Comissão considera que, tratando-se de matéria reservada e do foro pessoal, não lhe cabe fazer juízos conclusivos de qualquer espécie, a esse propósito, expressando, no entanto, o desejo de que, pelo menos, aqueles que por inércia ainda não se inscreveram como associados o façam logo que tiverem oportunidade.

 

V – OS NOSSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.

 

1 - Em junho de 2016, a Comissão viu-se confrontada com a decisão do António Colaço de pôr termo ao seu blogue ANIMUS60, no final daquele mês (e que mantinha ativo desde 2009), o qual sempre havia sido considerado como ponto privilegiado de encontro dos antigos alunos e de transmissão preferencial de notícias e comunicados, sem prejuízo de outras redes sociais de difusão.

 

2 - Reconhecendo a importância de um Blogue de idêntica natureza que permitisse a continuidade do excelente trabalho da ANIMUS60, a Comissão avançou para a criação do Blogue “ANIMUS SEMPER”, cuja implementação foi possível logo em julho de 2016, com a ajuda e colaboração do António Colaço e tendo o António Henriques como editor e coordenador.

 

3 - De igual modo, a Comissão sentiu a necessidade incontornável de criar uma “Página” própria no Facebook de difusão mais célere de notícias, que denominou de “ANIMUS SEMPER ANTIGOS ALUNOS”, e que veio a concretizar no princípio de setembro de 2016.

 

Os endereços eletrónicos da Comissão são os seguintes: asal.mail@sapo.pt e comasalpcb@gmail.com)

 

4 - Para além do Blogue e da Página do Facebook, a Comissão continuou, no ano de 2016, a comunicar com os antigos alunos através de e-mail e de Circulares, em papel, entregues pessoalmente ou enviados pelos CTT, num universo que ronda um número global muito próximo dos 200 elementos contactados.

 

VI – FUNDO DE SOLIDARIEDADE

 

1 - Na sua reunião de 14 de dezembro de 2015, a comissão deliberou instituir um “Fundo de Solidariedade” para poder corresponder, na medida das possibilidades, a eventuais apelos de auxílio de associados, em casos de urgência ou de necessidade comprovada e fazer face às despesas gerais da Associação.

 

O “Fundo de Solidariedade” é provido pelas quotas dos associados, saldos das contas do Encontros e donativos consignados ao Fundo ou postos à disposição da Comissão.

2 - Em 31 de dezembro de 2016, o “Fundo de Solidariedade” apresenta um saldo positivo de 461,40 €, constituído pelas seguintes verbas:

 

- Saldo negativo transitado do ano de 2015 – Encontro na Casa Comarca Sertã:    -30,00 €

- Encontro de 30JAN2016 – Linda-a-Pastora                                                          +90,00 €

- Encontro de 21MAI2016 – Castelo Branco                                                          + 33,40 €

- Encontro de 12NOV2016 – Senhora da Rocha                                                    +45,00 €

-Quotização do ano de 2016                                                                                  +568,00 €

- Flores/funerais (Pe Brás Jorge, António Jana, Pe Henrique, Pe Lobato, Pe Libânio) - 245,00€

    SALDO POSITIVO em 31.01.2016 :                           + 461,40 €

 

VII – CONTAS DO EXERCÍCIO DO ANO DE 2016

 

1 – Considerando que as fichas de inscrição de associado foram aprovadas em dezembro de 2015, e a Comissão só veio a disponibilizar, posteriormente, uma conta bancária para as transferências e depósitos de valores resultantes de quotas ou outras eventuais receitas, apenas desde o ano de 2016 há valores em caixa.

 

2 – Os únicos movimentos, em dinheiro, no ano de 2015, resultaram das receitas e despesas que tiveram lugar no almoço-convívio pelo S. Martinho, realizado na Casa da Comarca da Sertã, nesse ano, pela forma constante do Relatório de Atividades e Contas reportado a 31 de dezembro de 2015, tendo-se verificado um saldo negativo de 30,00 €, que transitou para as contas deste ano de 2016:

 

3 – Os movimentos de receitas e despesas do ano de 2016 foram os seguintes:

 

  1. a) Encontro de 30 de janeiro de 2016, em Linda-a-Pastora

Receita             Inscrições             52 X 15,00 € + 5,00 €                     785,00 €

Despesa           Almoço                                              550,00 €

                        Aluguer salão                                       60,00 €

                        Gratificação                                         30,00 €

                        Diversos (Circulares e CTT)                55,00 €             

                                                                                 Total                       695,00 €

                                                                                 Saldo Positivo      + 90,00 €            

 

  1. b)  Encontro de 21 de maio de 2016, em Castelo Branco

Receita                    Inscrições                  109 X 25,00 €                   2.725,00 €

                                Tisanas (%)                                                              31,45 €

                                                                                   Total                2.756,45 €

Despesa                         Almoço                               1.907,50 €

                                       Gratificação                               2,50 €

                                       Aperitivos/Receção               240,00 €

Brochura “Olá Professores - I”e Saquetas                   400,00 €

                                       Diversos (Circulares, CTT)    58,50 €

                                        Tisanas                                 114,55 €

                                                                             Total                      2.723,05 €

                                                                      Saldo Positivo                + 33,40 €

NOTA:- Donativo à Diocese (do Ofertório na Missa)       1.037,50 €

 

  1. c)   Encontro de 12 de novembro de 2016, nas imediações do Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Carnaxide ( S. Martinho)

 

 

Receita            44 X 12,00 €       528,00 € + 7,00 €                                     535, 00 €

                        Consumíveis não utilizados                                                    45, 00

                                                                                               Total         =   .580, 00 €

 

Despesa                   Almoço                                     220, 00 €

                                 CTT – Envio de Circulares        15, 69 €

                                Donativo/Instalações                  70, 00 €

                               Consumíveis                              229, 31 €                          

        Total                   535,00 €

 

Saldo Positivo           + 45, 00€

 

  1. d) Despesas com funerais (flores) no ano de 2016                           - 245,00 €

 

 

  1. e) Quotização recebida no ano de 2016:                                              + 568,00€

 

 

(A Comissão Administrativa da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, em 31 de dezembro de 2016)

 

O Presidente:

O Vice-presidente:

Os Vogais:

80 AINDA SÃO POUCOS...

A COMISSÃO INFORMA

 

A um mês do Grande Encontro de Marvão, vamos em 80 Incrições, depois de aditadas à lista inicial, as seguintes 14: António Pires Costa (2), Bonifácio dos Santos Bernardo, Carlos Diogo (2), Francisco Severino, Francisco Simão (2), João Rodrigues Dias, José Cardoso Pedro, José Maria Martins, Lúcio Serras Lobato (2) e Manuel Lopes Mendonça .
Saudações Associativas,
(A Comissão Administrativa)

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OLHEM ESTES RECANTOS MARAVILHOSOS!

Centenário das aparições (3)

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(Mais uma abordagem ao Centenário das aparições em Fátima, numa síntese histórica do Florentino Beirão. Obrigado. AH)

 

Guerra, segredo, milagre

 

Após analisarmos o ambiente político e sócio- religioso das “aparições”, entremos no âmago do fenómeno, referindo sucintamente os diálogos da Senhora “da voz doce”, na descrição de Lúcia. Tudo se iniciou em 13 de maio de 1917 por volta do meio – dia, quando três crianças analfabetas, após a “Missa das Almas” de domingo, se deslocaram com um pequeno rebanho de ovelhas para a Cova da Iria, a dois quilómetros de Aljustrel, sua terra natal.

Surpreendidos por fortes trovões, quando tentavam o regresso a casa, confessaram ter visto uma Senhora, ainda muito jovem, pousada numa azinheira, vestida de branco, com meias brancas nos pés, saia branca pelos joelhos, brincos, cordão de ouro e com as mãos abertas.

Nos interrogatórios, efetuados pelo pároco de Fátima Manuel Marques e por outros sacerdotes, confidenciaram que a Senhora lhes disse que não tivessem medo, que “vinha do céu” e que queria a sua presença neste lugar, nos próximos seis meses.

Como a I Guerra- Mundial (1914-1918) atormentava as famílias que viram partir os seus filhos para a frente de combate- com saída de milhares, em janeiro de 1917 - Lúcia, muito preocupada, terá perguntado à Senhora “se a guerra ainda vai durar muito tempo”. Porém, a resposta, terá sido evasiva: “Não te posso dizer ainda”.

Apesar da vidente recomendar aos primos que não espalhassem a notícia, Jacinta, a mais nova com sete anos, que só ouvira os diálogos da Senhora com a Lúcia, não se conteve e foi espalhando o segredo. A nova correu tão célere, que na aparição de 13 de junho, festa do padroeiro Santo António em Fátima, com bodo, já se juntaram cerca de duas dezenas de curiosos na Cova da Iria. Nesta aparição, a Senhora apenas ordenou às crianças que aprendessem a ler. Porém, a mãe de Lúcia não terá facilitado a concretização deste desejo. Como certo, apenas o Francisco frequentou a escola no ano seguinte.

Chegado o 13 de julho, já com 2.000 pessoas presentes, voltou o tema da guerra, solicitando a Senhora a reza do terço para “abrandar a guerra”. Por seu lado, Lúcia terá pedido um sinal milagroso, para as pessoas acreditarem, as melhoras de doentes e a conversão de algumas pessoas. Jacinta por sua vez, ora dizia que ouvia falar a Senhora ora negava. Francisco, um pouco à margem, confessava que não falava nem ouvia. No local, apareceu já um altar, flores e lanternas. A partir desta aparição, as crianças começaram a falar de um suposto segredo.

Por seu lado, a imprensa nacional e regional, agarrou a notícia do acontecimento, esgrimindo ideologicamente com veemência, os seus argumentos pró e contra.

Entretanto as forças republicanas radicais em guerra com a Igreja, perceberam que a situação lhes fugia ao controlo. Para contrariar a já tão elevada adesão de pessoas, o Administrador da Vila de Ourém, Artur Santos, um republicano maçon, às ordens dos camaradas de Lisboa, decidiu em 13 de agosto, raptar as crianças para a sede do concelho e interroga-las. Deste modo, pensava que tiraria algum entusiasmo aos seis mil devotos. O resultado ditou o contrário. Na voz do pai da Jacinta, Pedro Marto, “ficando o povo desesperado”, a revolta das pessoas atingiria uma elevada temperatura.

Como foi impedido o encontro na Cova da Iria, a Senhora terá compensado as crianças com uma nova aparição nos Valinhos em 19 de agosto, perto de Aljustrel. Nesta aparição, a Senhora, respondendo a uma questão levantada pela Lúcia, terá referido que o dinheiro recebido na Cova da Iria deveria ser investido em dois andores para a procissão da Srª.do Rosário em Fátima, e ainda na construção de uma capela no local das aparições.

Chegados a 13 de setembro, a mãe de Lúcia, Maria Rosa, já muito doente, com receio da filha ser molestada, acompanhou-a ao local das aparições. Neste mês, o tema do diálogo regressou novamente à guerra mundial, então ao rubro. A Senhora “para “abrandar a guerra”, pediu aos pastorinhos a reza do terço. Lúcia, já envolvida por cerca de 25 mil pessoas, às quais prometeu um milagre para outubro, intercedeu por alguns doentes e pela conversão de outros. Em 13 de Outubro, dia chuvoso, o centro foi o “milagre do sol - uma roda de fogo a bailar”, atraiu a atenção dos devotos - cerca de 45 mil pessoas, do Algarve ao Minho. A Senhora terá garantido: “a guerra acaba ainda hoje” (terminou em 11.11.1918). Lúcia relatou ainda uma visão onde aparecia S. José, o Menino Jesus e Nosso Senhor, “com barbas pequenas”. A suposta visão despediu-se, rogando às crianças que rezassem o terço e “não ofendam mais a Nosso Senhor”.

florentinobeirao@hotmail.com

ACTA N.º 1

Para votarmos em consciência e com conhecimento de causa, uma vez que em Marvão não vão ser distribuídos estes papéis, aqui se apresenta o documento a votar em 20/05/2017.

 

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS

DA DIOCESE DE PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

                       

ATA N.º 1

 

Aos vinte e um dias do mês de maio do ano dois mil e dezasseis, pelas quinze horas, reuniu, no Hotel Colina do Castelo, em Castelo Branco, a Assembleia Geral da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco (ASAL), nos termos do artigo 8.º dos respetivos Princípios Programáticos Estatutários, designados abreviadamente por “Estatutos” com a seguinte Ordem de Trabalhos:

 

1.º   Apreciação e votação do Relatório de Atividades e Contas do ano de 2015;

2.º   Rubrica “NÓS, AGORA” – Pintura (Francisco Amaro) Medicina (António Lopes) Literatura e Direito (Manteigas Martins);

3.º Rubrica “OLÁ, PROFESSORES” - Leitura do Texto (António Henriques) - Leitura de Poemas por João Lopes, Joaquim Mendeiros, António Lopes e Francisco Amaro;

4.º   Período depois da Ordem de Trabalhos – Diversos;

5.º   Encerramento da reunião com informação/proposta do local do encontro de 2017.

 

Procedeu-se à constituição da Mesa da Assembleia, a qual, por proposta da Comissão Administrativa e aprovação unânime dos presentes, foi constituída por António Rodrigues Lopes, como Presidente, Manuel Francisco Pereira, como Secretário, e Alexandre Lourenço Nunes, como Relator.

 

Aberta a sessão, o Presidente António Lopes saudou os presentes e procedeu à leitura da convocatória, passando de imediato à discussão e votação dos assuntos constantes da ordem de trabalhos, pela forma seguinte:

 

Ponto Um (Apreciação e votação do Relatório de Atividades e Contas de 2015):

 

O Presidente da Mesa deu a palavra ao Secretário da Comissão Administrativa, Joaquim Mendeiros, que fez uma breve síntese do Relatório de Atividades e Contas do exercício de 2015, previamente distribuído pelos presentes, explicando as atividades desenvolvidas pela Comissão e os movimentos de receita, despesa e de execução orçamental.

Postos à votação, o Relatório e as Contas de 2015 foram aprovados por unanimidade.

 

Ponto Dois (Rubrica “NÓS, AGORA” – Pintura (Francisco Amaro) Medicina (António Lopes) Direito (Manteigas Martins) e Literatura (João Oliveira Lopes).

 

Na rubrica “Nós, Agora”: o Francisco Amaro fez uma sucinta exposição sobre as suas atividades no domínio da pintura, mostrou um dos seus quadros e lembrou que, para além disso, se tem dedicado à agricultura e à prática de “caminhadas” com os amigos, como forma de se manter ativo apesar de aposentado; o António Lopes levou-nos pelos caminhos da iniciação à medicina chinesa, prática a que se vem dedicando desde há vários anos, fazendo uma demonstração ilustrada através da projeção gráfica de alguns dos seus princípios essenciais, por computador; o Manteigas Martins fez uma síntese das questões de extrema importância que, em seu entender, se levantam no campo do direito relativas ao imobiliário, ao alojamento local e ao arrendamento, matérias a que se vem dedicando através de conferências por todo o país e da publicação de livros temáticos e o João Oliveira Lopes recordou o mais recente livro do Florentino Beirão “ A Festa das Papas de Alcains”, como uma dos marcos da sua historiografia.

 

A este propósito, tanto o Florentino com este livro, como o Manteigas Martins com um dos seus livros sobre o arrendamento e o Joaquim Nogueira, com um livro de memórias, colocaram alguns exemplares à disposição dos participantes, revertendo os proveitos (resultantes dos pagamentos/donativos segundo o critério de quem os adquiriu), para o Fundo de Solidariedade da Associação.

 

Ponto Três (Rubrica OLÁ, PROFESSORES” )- Leitura do Texto (António Henriques) – Leitura de Poemas por  João Lopes, Joaquim Mendeiros, António Lopes e Francisco Amaro.

 

Na rubrica “Olá, Professores”, foi feita a apresentação de uma brochura titulada “Olá, Professores - I” como expressão do reconhecimento e homenagem dos antigos alunos aos seguintes professores: António Horácio Alves Nogueira, José Geraldes Freire, António Martins Cardoso, Joaquim Milheiro Valente, Manuel Nunes Cardiga, Alberto da Silva Jorge, Libânio Domingos Martins, Lúcio Alves Nunes, Leonel Cardoso Martins, Adelino Américo Lourenço, João Oliveira Lopes e Assis Ribeiro Cardoso, com capa lustrada pelo João Lucas e textos do António Henriques, do Silva Amaro e do Joaquim Mendeiros, lidos pelos seus autores, e ainda pelo João Oliveira Lopes e pelo António Rodrigues Lopes.

 

Pontos Quatro e Cinco (Período depois da Ordem de Trabalhos – Diversos e Informação/Proposta do local do Encontro de 2017, na Diocese.

 

Relativamente aos Pontos Quatro e Cinco, usaram da palavra, no período “Depois da Ordem dos Trabalhos”, o Pe Manuel Mendonça lembrando os 44 anos da sua ordenação nesse mesmo dia, o Pe Lúcio Nunes e o Leonel Martins agradados com a homenagem prestada aos professores, e expressaram-se através de manifestações de apreço relativamente à escolha de Marvão para local do Encontro de 2017, em 20 de maio, nos termos, entretanto, propostos pela Comissão e que teve a aprovação unânime da Assembleia, o Mário Pissarra, o Francisco Cristóvão e o Manuel Bugalho.

 

E nada mais havendo a tratar, o Presidente deu por findos os trabalhos pelas dezoito horas e trinta minutos do mesmo dia, terminando a sessão com a Assembleia cantando e solfejando o emblemático tema do nosso tempo de aprendizagem musical “sol, sol, mi, mi, fá, fá, ré…” com letra adaptada pelo Manuel Pires Antunes.

 

Para constar, se lavrou a presente ata que vai assinada pelos membros da Mesa da Assembleia, aos trinta e um dias do mês de maio de dois mil e dezasseis…

O Presidente da Mesa

 

(António Rodrigues Lopes)

O Secretário

 

(Manuel Francisco Pereira)

O Relator

 

(Alexandre Lourenço Nunes)

_______________________________________________________ 

Esta ACTA atira-nos para Castelo Branco. Vejam estas poucas fotos:

 

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ANIVERSÁRIO

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Hoje faz anos o António Gil Martins Dias, que é da Isna de S.Carlos e professor em Proença-a-Nova.

Sem mais elementos, aqui deixamos os PARABÉNS do grupo, desejando ao amigo as maiores felicidades. E contamos com o António G. M. Dias para Marvão, um modo de termos fotos para o próximo aniversário.

 

ÚLTIMA HORA: Graças ao Zé Ventura, sempre apareceu uma foto. Por isso, fica aqui, de corpo inteiro, para colmatar lacunas.

FESTA DO SANTISSIMO SACRAMENTO

O Joaquim Nogueira com mais história regional. Mas não nos distraimos de Marvão! AH

j.nogueira.jpg

 

NA VÁRZEA DOS CAVALEIROS - SERTÃ

 

O  Padroeiro da freguesia de Várzea dos Cavaleiros é SÃO PEDRO. No dia litúrgico de São Pedro – 29 de Junho de cada ano – festeja-se o Padroeira da freguesia. É uma festa, exclusivamente religiosa, em que os habitantes da freguesia honram e veneram o seu Padroeiro. O Pároco celebra a Santa Missa e os fiéis enchem a Igreja.

Não vou descrever esta festa de carácter religioso mas antes a festa em honra e louvor do SANTISSIMO SACRAMENTO, que se celebra no terceiro Domingo de Maio de cada ano.

Vou relatar o que me foi contado e descrever o modo como vivi essa festa na minha infância e juventude, ou seja nas décadas de trinta a sessenta do século passado.

Começando pelo princípio, direi que a sua origem e razão de ser resulta de uma “promessa” que os habitantes da freguesia fizeram, há alguns séculos, ao Santíssimo Sacramento. Na verdade havia e há, naquela região, uma grande devoção ao Santíssimo, que era o poder a quem os cristãos recorriam – e ainda recorrem -, quando se sentiam ansiosos devido a qualquer enfermidade ou “desgraça” que os afligisse. Nessa altura, ainda não havia a devoção a Nossa Senhora de Fátima e era o S.Sacramento que se invocava, para evitar males ou para agradecer graças que tivessem sido concedidas.

Feitas as sementeiras do milho nas tapadas ( lotes ) que ladeavam a Ribeira da Tamolha, que corria, vagarosa, pelo meio das mais de 30 povoações que fazem parte da freguesia, semeados outros cereais, como trigo, centeio e cevada nas encostas, aconteceu uma desgraça. Na verdade, as tapadas com as mais diversas culturas, designadamente de milho e outros produtos hortícolas, como couves, nabos, feijão, cenoura ,etc. e as encostas com árvores de fruto, cereais, videiras, figueiras e assim por diante, foram “invadidas” por pragas de insetos que iam devastando o que os agricultores tinham semeado e cultivavam com tanto esmero e dedicação. Sem esquecer que eram esses produtos que serviam de base à sua alimentação e, sem eles, não sobreviveriam. Aflitos, entenderam que só o Santissimo  Sacramento lhes poderia valer. Vai daí, fizeram procissões, rezaram Missas e terços, mas, no princípio, sem grandes efeitos.

Até que, estando o povo da freguesia todo junto na Igreja, com a superintendência do Pároco, em frente do Sacrário, fizeram uma promessa, nos seguintes termos, como contam os antigos:

SANTÍSSIMO SACRAMENTO, NÓS POVO DESTA FREGUESIA DE VÁRZEA DOS CAVALEIROS, AQUI REUNIDOS, DECLARAMOS TER ABSOLUTA CONFIANÇA EM VÓS E, NESTA IGREJA, VOSSA CASA, JUNTO DO VOSSO SANTO CORPO E SANGUE, VOS PROMETEMOS, SOLENEMENTE, ORGANIZAR UMA FESTA EM VOSSO LOUVOR, NO MÊS DE MAIO DE CADA ANO, ATÉ À ETERNIDADE, SE AS PRAGAS, QUE ESTÃO DIZIMANDO AS NOSSAS CULTURAS, DESAPARECEREM”.

Certo é que, segundo a antiga tradição, os insetos, maus e devoradores, encaminharam-se, em correria, para a ribeira e desapareceram, tendo as culturas sido salvas. A população rejubilou, tendo-se acentuado a devoção ao Santíssimo Sacramento.

E, como o prometido é devido, desde então passou a celebrar-se, anualmente em Maio, a festa ao S. Sacramento.

Nos meados dVárzea1.jpego século passado, que é desde que me lembro, havia grandes preparativos para a festa.

Nomeava-se uma Comissão que ia ser a responsável pela execução dos festejos, que deviam corresponder à promessa feita.

Em Janeiro começavam os preparativos: As povoações – sós ou unidas – sabiam o que tinham a fazer.

A azáfama começava com a preparação das “FOGAÇAS” ( tabuleiros com varais compridos, com 2 ou 3 andares, onde eram depositados os produtos da terra, oferecidos pelos habitantes das povoações).

Eram os jovens, rapazes e raparigas, que, depois da ceia, se juntavam no local onde se fazia e enfeitava a designada fogaça. Descrevendo este primeiro trabalho, da conta dos rapazes, estes procuravam dois paus, compridos e redondos, que iam servir de suporte aos tabuleiros que iam construir. Os tabuleiros ( lembram-se da festa dos tabuleiros de Tomar? ) eram construídos, juntando tábuas em madeira de pinho, pregando-as ficando uma espécie de gavetas, que eram pregadas ao meio dos paus de pinho antes referidos. As gavetas ( tabuleiros ) eram pregadas, em cima umas das outras, começando por uma maior e as que encimavam iam diminuindo de tamanho. Normalmente, eram 2 ou três tabuleiros, encimados por um mais pequeno e, no cume, um pau com a bandeira do ou dos locais a que pertencia essa fogaça, escritos à mão nessa bandeira, v.g. RIBEIRAS FUNDEIRAS E CIMEIRAS, MOINHO DO CABO...

Construído o tabuleiro pelos rapazes, entrava em ação a força de trabalho das raparigas. Nesta fase, enfeitavam a fogaça, com papeis coloridos ( de várias cores ), enrolados em toda a construção e pendentes recortados, que ficavam muito lindos.

Não esqueciam a bandeira da ou das povoações a que pertencia aquela fogaça.

 Era nestes 2 ou três tabuleiros que eram colocados o milho, o trigo e o centeio oferecidos pelos habitantes. No meio dos cereais iam garrafas de azeite e pendurados nos tabuleiros presuntos ou bocados destes, chouriços de todas as qualidades e outras primícias valiosas, do melhor que cada família tinha e oferecia.

No tabuleiro superior, quadrado e mais pequeno que encimava o conjunto, era colocado um Várzea2.jpgbolo feito pelas jovens que se aprimoravam, pois este bolo seria disputado pelos rapazes, na licitação de que falarei mais adiante.

Esta fogaça pesada era transportada para a sede da freguesia por 4 rapazes que ofereciam os seus ombros colocados por baixo dos varais de que se falou. É óbvio que, com o peso, os rapazes e também as raparigas se revezavam e lá ia o conjunto, a rezar e a cantar, com brincadeiras próprias do dia, não esquecendo que tinham três/quatro kilómetros a percorrer.

Chegados ao limite da aldeia, tinham à sua espera a banda filarmónica da Sertã que, tocando marchas populares/religiosas, acompanhavam o grupo para o local onde eram colocadas as fogaças. O mesmo sucedia com as das outras povoações e era uma alegria! Mais de 20 e cada uma competia com as outras em beleza.

Celebrada a Missa da festa, organizava-se uma procissão, com o Pároco e as “forças vivas” da terra, com as fogaças a servir de emblema e centro da procissão, percorrendo as ruas da aldeia, dando uma grande volta.

Voltados ao recinto, iniciava-se o leilão dos produtos oferecidos pelas populações e era ver os rapazes a licitar os bolos feitos pelas suas, muitas vezes, noivas ou amigas, cada um querendo levar aquele que tinha sido feito pela sua querida. Os restantes géneros eram vendidos, em leilão, muitas vezes para abastecer os restaurantes de LISBOA e o produto da venda - com contas prestadas publicamente - revertia para as obras e assistência da paróquia.

Várzea.jpg

Entretanto, as famílias tinham levado fartos farnéis que iam comer e beber à sombra dos pinhais dos arredores. Estendia-se um cobertor no chão, depois uma toalha e os talheres e começava a “labuta”. Comia-se, bebia-se, cantava-se e, por vezes, organizavam-se bailaricos ao som de flautas ou concertinas que os rapazes levavam. Era, nessa altura, que se convidavam os amigos e os familiares das freguesias próximas – Ermida, Figueiredo, Marmeleiro e Sertã.

Esta a festa do SANTÍSSIMO SACRAMENTO da minha aldeia da VÁRZEA DOS CAVALEIROS, que recordo, com muita saudade, porque nela os habitantes demonstravam a sua amizade e, também e principalmente, como se podia viver com alegria sã e verdadeira, louvando a Deus e ajudando nas obras e assistência da freguesia.   Um abraço para todos.

 LISBOA, 18 DE Abril de 2 017.

J. NOGUEIRA

TERCEIRO COMUNICADO

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS

 

DA DIOCESE DE PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB

(comasalpcb@gmail.com)

(asal.mail@sapo.pt)

 

ENCONTRO ANUAL DE 20 DE MAIO DE 2017, EM MARVÃO

 

TERCEIRO COMUNICADO - CIRCULAR

 

Caros Colegas,

A Comissão Administrativa tem estado a difundir alguns pormenores do Encontro que terá lugar no dia 20 de maio deste ano, em Marvão, sem prejuízo de posteriores ajustamentos no caso de haver alguma alteração nos planos inicialmente definidos.

Como já foi anunciado, o Encontro de Marvão é um encontro com a história. Vamos lembrar os nossos companheiros que frequentaram o Seminário de Marvão, vamos homenagear aqueles que estiverem presentes na emblemática vila medieval e vamos visitar a antiga cidade romana da AMMAIA, onde iremos homenagear mais de uma dezena dos nossos professores ainda, felizmente, entre nós.

Dada a especificidade do Encontro, não haverá a habitual sessão formal, sendo a Ata do Encontro de 2016, em Castelo Branco e o Relatório de Atividades e Contas de 2016 submetidos a votação ao longo do dia.

 

Neste momento, já é possível publicitar o seguinte

 

IMG_20170418_194308.jpg

PROGRAMA

 

1.º - CONCENTRAÇÃO E VISITA A MARVÃO

          - Receção, Inscrições (25,00 € per capita), aperitivos e convívio, a partir da 10H00;

          - Local da receção: Restaurante VARANDA DO ALENTEJO, no Largo do Pelourinho, no centro da vila;

         - 11H00: Cumprimentos de boas – vindas, na CASA DA CULTURA;

         - 11H30: Passagem pela capela do antigo Seminário, pelo Museu, e subida ao Castelo, onde será prestada homenagem aos antigos alunos do Seminário de Marvão e terá lugar a rubrica “NÓS, EM MARVÃO”, a cargo dos antigos alunos de Marvão, presentes.

 

2.º. – MISSA

         - Pelas 12H30, na Igreja matriz, de Santiago;

         - No ato da inscrição será facultado um envelope para, quem quiser, entregar no ofertório uma dádiva para a Diocese.

 

3.º. –ALMOÇO

        - Pelas 13H30, no Restaurante VARANDA DO ALENTEJO, no Largo do Pelourinho.

 

4.º. – PASSEIO TURÍSTICO                    

     – Pelas 15H30, passeio à cidade romana da AMMAIA, em S. Salvador da Aramenha, onde será prestada homenagem aos professores identificados na brochura “OLÁ, PROFESSORES – II”;

 

5.º - LANCHE, Pelas 17H00, nas instalações da Junta de Freguesia de S. Salvador da Aramenha e ENCERRAMENTO com informação/proposta do local do Encontro de 2018.

 

NOTA: Partirá de Lisboa (Campo Grande, Junto ao Hotel Radisson Blu, à Segunda Circular) um autocarro com a lotação de 49 lugares ao preço de 12,50 €, “per capita”.

 

Saudações Associativas

 

(A Comissão Administrativa, em 20 de abril de 2017)

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