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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

O ENGENHO DA CALHETA

20.03.17 | asal

Não! Não era nenhuma provocação aquela foto de ontem. Tem a ver com os vários pormenores que pudemos observar na Madeira por alturas do Carnaval.

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Uma das visitas que fizemos foi à Calheta, onde se encontram os famosos Engenhos da Calheta, que, para além de servir a atenção dos turistas, servem e bem a economia madeirense com a produção e venda de produtos como o mel de cana, aguardente e rum, bolos de mel (dizem que são dos melhores) e broas de mel.

Num dia soalheiro, fomos até ao mar admirar as muitas obras que Alberto João Jardim ali mandou construir – os abrigos de mar e a bela praia. Depois, subimos aos Engenhos para observar bem esta indústria e comprar in loco os seus produtos. O bolo de mel dura pelo menos um ano, mas é cortado à mão, não se pode usar faca.

E que vimos nós? Pela primeira vez, vimos um pequeno museu sobre a história dos Engenhos. Mas eu estava mais interessado em saber como é que a cana passa a suco (bebe-se bem com gelo, embora um pouco enjoativo!) e que voltas leva até ao fim. Nem tudo fiquei a saber, mas eu ainda me lembrava das imagens dos engenhos rudimentares no livro de história que tantos escravos levaram para o Brasil. Ali, é já a energia eléctrica que move as máquinas que trucidam as canas passando por rolos de metal. Coitadas, com tal aperto, gemem a ponto de

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deixar ali todas as lágrimas... O suco vai para depósitos à espera de ser tratado e servir para álcool, açúcar ou mel.

O Engenho trabalha só nos meses de Abril e Maio (quando a cana está mais madura...), mas, depois, outras máquinas e outras mãos laboram o ano inteiro a aproveitar esta riqueza.

A foto de ontem não é de um alambique, Fernando Leitão! É ainda maior que a panela do alambique e nela se deposita o suco da cana para se extrair a água por evaporação, como se faz em nossas casas para fazer um bom doce. Antigamente, era uma fogueira constante que provocava essa evaporação. Agora, são tubos de água bem quente que fazem ferver aquele suco.

Depois, como é que aquele melaço dá lugar a açúcar, mel ou aguardente, não vos digo.... Pensam vocês que eu sei tudo?! Um abraço.

António Henriques

 

 

PERGUNTA

19.03.17 | asal

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Será esta pergunta que se faça?

 

Que raio de objecto é este?

 

Com mais de um metro de diâmetro e de fundo, ainda está em uso...

 

Mas não é provocação... Eu depois vou explicar!

NO DIA DO PAI

18.03.17 | asal

A palavra do Sr. Bispo para nossa reflexão!

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SER PAI COM AMOR E PRESENÇA

 

Aproxima-se o dia litúrgico de São José, Dia do Pai. Em comunhão dos santos, rezamos pelos pais que já partiram para a eternidade. Saudamos, com alegria e esperança, todos os que vivem entre nós. E curvamo-nos perante a sua missão educativa que é um verdadeiro e próprio ministério. É um direito-dever qualificado como essencial, original e primário (cf. FC36). Direito-dever nada fácil, até porque, os filhos, quando nascem, não trazem um manual de instruções a dizer como é que devem ser educados e cada um é cada qual. É um processo exigente e contínuo onde aquilo que julgamos ser o mais viável nem sempre é o melhor nem o mais útil. “Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens”, afirmava Pitágoras.
Através dos tempos, a figura do pai tem tido vários modelos. Rigorosos estes, invasivos aqueles, manga larga aqueloutros, moderados estoutros e outros ainda sempre ausentes na vida dos filhos. É verdade que todos os modelos são discutíveis e que a luta pela vida também nem sempre facilita as coisas. Os filhos, porém, têm direito ao amor do Pai, amor que não pode ser substituído, nem totalmente delegado ou usurpado por alguém. A presença do pai ajuda as crianças a crescerem em ambiente feliz, com confiança e amizade. É um amor que os conforta e lhes aquece o coração, os vai libertando dos seus medos e inseguranças incutindo-lhes confiança e amor aos outros. Ajuda-os a integrarem-se na comunidade, a descobrir a beleza da vida, a vivê-la com dignidade e de forma responsável, com esperança, ideais e valores.

O escritor Sergio Sinay, sociólogo e jornalista formado na Argentina e com vários livros publicados, chamou a um dos seus livros “Sociedade dos filhos órfãos”, uma crítica ao modo de vida da atualidade, em que os pais delegam o seu dever de educar a escolas, a outras instituições e até às novas tecnologias, transmitindo a falsa ideia de que o seu papel de pais é insignificante ou facilmente substituível. E não é. É verdade, como ele afirmou numa entrevista a Isabel Clemente, jornalista no Brasil, é verdade que “sempre houve pais que não assumem responsabilidades e sempre haverá. Mas nunca houve como hoje um fenómeno social tão amplo e profundo a ponto de criar uma geração de filhos órfãos de pais vivos. Pela primeira vez podemos dizer, infelizmente, que os filhos com pais presentes que cumprem suas funções são uma minoria”. E mais diz, em relação aos pais que ficam irritados com o que ele escreve. Eles irritam-se “porque muita gente não gosta de escutar ou ler o que precisa, apenas o que gosta. Os pais de filhos órfãos, em sua maioria, não admitem a sua própria conduta e acreditam que ser pai e mãe consiste em comprar coisas para os filhos, matriculá-los em escolas caras, dar celulares e computadores modernos”. Relaciona o fracasso dos pais na educação dos filhos ao medo que eles têm da reprovação infantil: “O medo vem de uma cultura que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Os pais tratam de comprar o amor dos filhos e temem que o cliente não esteja contente. O carinho dos filhos não se compra. Amor se constrói com presença, atitudes, e assumindo a responsabilidade de liderar o caminho dessa vida em direção à autonomia. Para isso, há que se estabelecer limites, marcar as fronteiras, frustrar. Criar e educar é também frustrar, ensinar que nem tudo é possível. Só assim se ensina a escolher. E só quem escolhe pode ser livre. Os pais, no entanto, têm medo de não ser simpáticos, então se esquecem de ser pais que é o que os filhos precisam”. Ao referir-se a modelos passados, Sergio Sinay afirma: “Aquele modo de educar tinha muitas limitações e era muito rígido em muitos aspetos. Mas se sabia claramente quem eram os pais e quem eram os filhos. Os pais não tinham medo de atuar como pais, ainda que às vezes cometessem excessos em sua autoridade. Mas é sempre mais fácil corrigir um excesso do que superar uma ausência. Alguém pode mudar um modelo pobre ou insuficiente. Muito mais grave é não ter modelo”.
Nem sempre o educar é fácil, mas “não se pode ter medo de tomar decisões, dizer não, proibir certas relações perigosas. Os filhos vão protestar, tentarão transgredir. Isso não é um problema, é parte do processo. Os filhos sempre buscarão transgredir para crescer. O problema é quando os pais viram o rosto, olham para o outro lado, não estabelecem limites ou têm medo dos filhos. Ser pai com amor e presença não significa converter-se em uma pessoa simpática, em um animador de televisão. Às vezes, há que se tomar medidas duras”.

Quando a entrevistadora lhe perguntou que mensagem gostaria de deixar aos pais, ele respondeu que “quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. E diria que só há uma maneira de aprender a ser pai e mãe: convivendo com os filhos, estando presentes em suas vidas, errar, pedir desculpas, reparar o erro e seguir adiante, sempre com responsabilidade e presença”.

Antonino Dias
17-03-2017

ANIVERSÁRIO

18.03.17 | asal

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Desta vez, é o  António Silva Duque a celebrar a vida!

 

Caro amigo e vizinho, com os nosso PARABÉNS, aqui deixamos os desejos sinceros de que continues a desfrutar de saúde, felicidade e muitos amigos, celebrando cada ano com muito gosto pessoal e na companhia dos familiares. Já vens dos anos 50... Ainda és um jovem!

 

E nós gostamos de te ver por aí, nos nossos encontros, comunicando felicidade.. 

Contacto: tel. 966 537 128

 

JOÃO HEITOR: 86 ANOS

17.03.17 | asal

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A boa-vontade não cobre todas as lacunas! Mais um amigo (um GRANDE AMIGO!) que não constava da lista... Dar os parabéns atrasados é melhor que nada... Aqui registamos a foto de uma das actividades em que o casal - Margarida e João Heitor - sempre colaboraram. AH

 

Copiado da nossa página do Facebook:

 

«Adivinhem quem fez anos ontem...a bonita idade de 86 anos, por ter nascido em 16-03-1931! Pois, nem mais nem menos do que o Presidente da Comissão da nossa Associação, JOÃO TORRES HEITOR. Parabéns, João. Muitos e bons anos na nossa companhia. Um dia de atraso não é nada comparado com os 86 anos que levas de vida, e o importante é viver em paz e feliz com os teus familiares e amigos, como sabemos. Parece que não terás sido acrescentado à lista dos aniversariantes do António Henriques e, como não andas pelo facebook, não houve aviso destes cavalheiros. Já deixei mensagem ao A. Henriques para dar testemunho do teu aniversário na "ANIMUS SEMPER", o nosso blogue para a posteridade. Quem quiser dar-lhe uma palavra de parabéns, o telm dele é o 967 421 096.Um grande e forte abraço.»

Joaquim Mendeiros

ADEUS, MONS. GERALDES FREIRE

17.03.17 | asal

Pós-verdade e factos alternativos (II)

16.03.17 | asal

Pós-verdade e factos alternativos (II)

                                                 NOTA: Filosofando com profundidade. Parem um pouco! AH

 

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1.- É minha intenção argumentar em defesa de:

a.- Um problema mal colocado é um pseudoproblema e, por isso, não tem solução.

b.- A discutida e controversa questão da pós verdade é um pseudoproblema e, por isso, não tem solução.

c.- os factos alternativos são outros factos, mas não alternativos. O mesmo facto pode ter múltiplas interpretações.

 

2.- Convite para uma leitura pouco ortodoxa da filosofia Ocidental.

a.- A nenhum grego passaria pela cabeça que o mundo poderia não existir. Ele está aí e, por conseguinte, é impossível duvidar da sua existência. Poder-se-á duvidar do que se diz acerca dele, mas nunca da sua existência.

b.- Com o advento do cristianismo, dado que tudo o que existe foi criado por Deus, o mundo podia não existir, pois é um ser contingente. O mundo precisa de Deus para existir, mas Deus não precisa do mundo (omnipotente, eterno e absoluto).

c.- Com Descartes, posso duvidar do mundo e de Deus, mas não posso duvidar do meu pensamento. Deus é a garantia do meu conhecimento, mas eu chego à demonstração de que Deus existe a partir da certeza do meu pensamento. O cogito é a única rocha firme e indubitável.

d.- Kant declara a incognoscibilidade da coisa em si. Alguns dos seus seguidores consideram a coisa em si supérflua ou não existente. O conhecimento e a verdade são construções do sujeito a partir das suas estruturas e do objecto. A verdade (universal, objectiva e necessária) fica limitada aos fenómenos e não poderá mais ser concebida como adequação ou correspondência, pois a realidade conhecida é sempre como ela é para nós e não como ela é em si.

e.- Hegel descobre a historicidade. Na realização do Espírito ao longo da História, a verdade vai-se revelando. Atalhando: a verdade é filha do seu tempo e abrem-se assim as portas aos mais variados relativismos historicistas.

  1. Nietzsche proclama a morte de Deus e coloca um louco ao meio dia de candeia na mão em busca do seu cadáver. A sua louca genialidade reveste esta proclamação com vestes dramáticas, pois faz de nós os seus assassinos. Como Deus era o fundamento de todos os valores, a Verdade fica também ela sem valor. Considera-a mesmo um estratagema contra a vida e a sua história é a de uma mentira. Para ele também não há factos, mas apenas interpretações.
  2. O trabalho de suspeição de Marx leva-o a concluir: o homem é um ser alienado; a realidade social determinou a sua consciência, mas esta está iludida. Só a desalienação poderá libertar o homem da ilusão. Freud mostrou que as forças inconscientes dominam mais o homem e que a consciência, a racionalidade são uma pequena parcela do nosso aparelho psíquico. O universo da verdade que só pode ser o da racionalidade é muito mais pequeno do que julgávamos.

h.- O homem que ocupa o centro na modernidade e, em certo sentido, ocupa o lugar de Deus, vê proclamada a sua morte com o estruturalismo.

i.- A pós-modernidade apressa-se a proclamar a morte das metanarrativas ou das ideologias totalizantes.

  1. Agora proclama-se a morte da verdade e anuncia-se a pós verdade. Percurso extravagante este: como se a história fosse necrologia.

 

3.- Como qualquer criança, fui educado para dizer a verdade e nunca mentir. Desiderato mais ouvido que observado. Até porque mentir era um pecado grave. Quando cheguei ao Seminário de Portalegre aprendi em Filosofia:

            a.- Verdade no plano moral - opõe-se à mentira. Mente-se quando o que se diz não corresponde à realidade e há intenção de enganar. Se não houver intenção de enganar, pode-se estar convicto da veracidade do que se afirma, mas estar errada a informação, pois não corresponde à realidade.

            b.- Verdade no plano ontológico – referente ao ser. O conhecimento depende da realidade e será verdadeiro se corresponder, se se adequar, se estiver de acordo com a realidade. O ser é verdadeiro, bom e belo. A verdade pré-existe ao conhecimento e existe independentemente de ser ou não conhecida. O homem através da inteligência descobre a verdade.

            c.- Verdade no plano gnosiológico – refere-se ao conhecimento. Aqui a realidade é se pode ser pressuposta, mas a realidade para o homem é a que ele conhece. A questão central passa a ser a do critério de verdade: o que permite distinguir um conhecimento verdadeiro de um falso. Também em Portalegre vi numa das primeiras teses de gnosiologia que o consenso universal não era critério de verdade. Outros se seguiram como o de Cartesius: a evidência racional.

 

4.- Voltemos a Nietzsche, esse genial mestre da suspeita. Ao defender que não há factos, mas só interpretações, abriu as portas ao perspectivismo. Não há verdade, mas apenas interpretações diferentes da realidade. No extremo, a verdade, que não o é, coincide com a perpectiva de cada um. Se acrescentarmos a sua inovadora metodologia – a genealogia – o abismo cresce: «como é que a verdade se transformou e impôs como um valor?» – questiona-se. A sua resposta é demolidora: a história de uma grande mentira. O trabalho de sapa posterior de todos os desconstrutivistas só aprofundou o abismo no que toca à verdade. Merecem atenção especial os trabalhos de M. Foucault ao relacionar a verdade e os seus dispositivos ao poder. O óbvio: a proclamação nietzschiana da morte de Deus, fundamento de todos os valores, acarreta consigo o horizonte do niilismo e, por conseguinte, a morte do valor verdade, enquanto aguardamos a transmutação dos valores cujo profeta é o filósofo músico e dionisíaco. Será que chegaram com a «trampetada» da pós-verdade? Quem filosofa à martelada, como Nietzsche o assumiu só pode estilhaçar ou pulverizar a verdade, reduzindo-nos a náufragos desorientados.

 

5.- A questão da verdade sofre uma alteração profunda a partir de Kant. Já não é uma visão intelectual adequada à realidade mas uma construção do sujeito. A psicologia, a história, a sociologia, a linguagem vieram de múltiplas formas reclamar a sua participação nessa construção. A crise dos fundamentos da ciência no início do século XX levaram à queda dos absolutos e das verdades absolutas. Aliás, bem vistas as coisas, a ciência reclamou para o conhecimento e as suas verdades os atributo de Deus: eternas, absolutas, imutáveis. A história da ciência acabaria por lhe matar estas aspirações.

 

6.- Se juntarmos a tudo isto o complexo de culpa que o colonialismo deixou no Ocidente, temos o clima para falar em pós-verdade e factos alternativos. O colonialismo faz-se em nome da superioridade da cultura ocidental. O multiculturalismo afirma a igualdade das culturas. A verdade é diferente de cultura para cultura. O pasto para o rastilho relativista era abundante. É mais uma acha para a fogueira que queima a ideia de verdade já de si abalada nas sociedades pluralistas e democráticas. Nestas sociedades, por definição, não existe a verdade, mas as verdades.

 

7.- Atalhando: se as diferentes esferas da realidade são autónomas (política, arte, moral, direito, etc.), se as verdades e os factos são construções, se só existem interpretações, se existem diferentes jogos de linguagem, é natural que a verdade se restrinja a certos domínios da realidade. Por exemplo: as promessas, as interrogações, os programas, os desejos, os pedidos, … são verdadeira (o)s?

 

8.- Conclusão: os factos alternativos e a pós-verdade não são um problema, mas um pseudoproblema e portanto não tem solução. Dá-se esse nome a estratégias de manipulação ao serviço de outros interesses e não da verdade. Os políticos, como os outros homens, mentem, mas a acção política não é o campo da acção humana avaliada em função da verdade. A linguagem política não é descritiva. Os políticos querem fazer coisas com palavras e não descrever o que existe.

Mário Pissarra

MAIS GAVIÃO

15.03.17 | asal

Última Hora

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A Câmara Municipal do Gavião acaba de fechar negócio com os proprietários do Antigo Seminário do Gavião. Não se sabe ainda qual será a futura utilização edifício. Mas só por si, a aquisição é uma boa notícia para todos quantos passaram por aquela casa na infância ou na juventude. Ao situar-se na zona histórica da vila não permite um projecto arquitectónico que o descaracterize.

Ousamos sugerir uma possível utilização: constituição de um núcleo museológico que preserve o património concelhio, o vasto património da família (antiga proprietária) e da sua utilização como seminário.

Creio que a diocese não se negará a colaborar com o município e Associação do Antigos Alunos e os alunos individualmente poderão também colaborar. Tal como eu, muitos outros estarão contentes pela aquisição do edifício, mas o João Isidro Chambel, da Atalaia, esfrega as mãos e dá pulos. Desde o nosso Encontro no Gavião que ele me fala deste desiderato.

Mário Pissarra

CÂMARA COMPRA SEMINÁRIO DE GAVIÃO

15.03.17 | asal

Graças ao Nuno Tapadas, chegou-nos a esta notícia do jornal "Alto Alentejo". É uma boa notícia para

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todos, que assim vemos a possibilidade de continuar preservada a memória deste espaço tão significativo para muitos de nós, embora dedicado agora a outros préstimos públicos. Parabéns à Câmara Municipal de Gavião. AH

 

Em resumo, copio do texto do link a seguir este último parágrafo:

«O Seminário Menor de Gavião funcionou entre os anos 20 até aos anos 50 nesta casa onde viveu o Dr. José Pequito Rebelo, e que posteriormente veio a servir de Lar de Terceira Idade da Santa Casa da Misericórdia até aos anos 70, continuando ainda mais alguns anos a servir coimo Centro de Dia, até que encerrou portas.
O imóvel encontra-se hoje profundamente degradado.»

 

Para mais informação, clique no link seguinte:

 

Câmara compra Seminário de Gavião

TRÊS NOTAS IMPORTANTES

14.03.17 | asal

1 - A pouca saúde do António Trolho

O Manuel Pires Antunes recebeu notícias desagradáveis da sua esposa. Foi colocado outra vez em coma induzido, já depois de ter feito nova operação, agora à traqueia. Estava a recuperar, mas novas bactérias estão a perturbar seriamente a sua evolução. Ela e o Pires Antunes pedem orações e nós daqui também...

 

 

2 - APRESENTAÇÃO DO LIVRO DO FLORENTINO BEIRÃO17190358_667092016803986_3204685808015478225_n.jpg

É em Castelo Branco, na Biblioteca Municipal.

MARÇO, DIA 17, 18,00 HORAS

 

"Este livro sobre" Salazar e a Escola Primária" nasceu de um imperativo pessoal, numa tentativa de se tentar  fazer uma viagem ao período histórico em que o autor, Florentino Beirão, frequentou a escola primária em Alcains.

Nesta obra o autor tentou perceber como foi escolarizado - durante quatro anos - e as marcas que esses tempos deixaram na sua infância e na formação e, porventura, na sua personalidade. Que tipo de "homem novo" o estadonovismo tentava construir, por oposição aos princípios do republicanismo, supostamente pernicioso para a formação do cidadão, porque contrário à História identitária do País.

Aborda-se ainda, tentando contextualizar, os vários períodos do salazarismo, as suas grandes obras públicas, nomeadamente a nível dos diversos graus do ensino".

 

3 - Subscrever o nosso blogue

 

Mais de uma pessoa me tem falado do blogue e dos temas publicados mostrando ignorância acerca do que já foi publicado. E é tão fácil andarmos sempre actualizados...  Na coluna da direita, encontra-se a seguinte referência que basta preencher com o vosso email e de seguida receberão um email para confirmar a vossa inscrição. Em todos os dias em que algo for publicado, vão receber uma mensagem (e só uma). A mensagem às vezes vai para a página Social ou para as Promoções. Obrigado! AH

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

NOTA: A inscrição tem de fazer-se na coluna da direita. Aqui, não!

FUNCHAL - PORTAS PINTADAS

14.03.17 | asal

Um dos motivos de interesse para deambular pela zona velha do Funchal não é só o Mercado 42082c6b9d5ee02e1c49c89c8e3ca2e3.jpgdos Lavradores e as tascas do sítio.

Por iniciativa do conhecido Secretário da Cultura, João Carlos Abreu, toda a zona, bastante degradada, foi alvo de um projecto arrojado e, em poucos anos, aquelas portas velhas, carunchosas, condenadas ao lixo, passaram a ter o aspecto que se segue. 

Clicar no link seguinte.

 

Portas pintadas na zona velha do Funchal

 

NOTA: Isto não passa de mais uma experiência técnica, que não consegui findar com o sucesso pretendido. Mas vale mais que nada. Desculpem.

PÓS VERDADE

12.03.17 | asal

Pós verdade e factos alternativos (1)

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Quase todos os dias nos visitam as notícias da era da pós verdade e dos factos alternativos. Roubam-me, quase sempre, um sorriso irónico e trazem-me à memória dois episódios com filósofos belgas. Durante um dos Festivais do Imaginário de Abrantes, contava um deles que na gravação de um programa televisivo em França lhe pediram que referisse um pensador como uma das fontes da sua filosofia. Ele recusou-se a fazê-lo e a jovem, que cumpria ordens, ficou espantada e perguntou: porquê? Ele respondeu: porque não é verdade! Concluía o referido filósofo: isto da verdade ainda funciona! Numa outra ocasião conversando com um professor belga da Universidade Nova, acerca do relativismo reinante em todos os domínios da vida cultural e intelectual, confessava-me ele que, por vezes, sentia nostalgia do tempo em que se aderia a certas opiniões como se fossem a verdade. A certeza, ainda que subjectiva, dá-nos segurança e um certo conforto.

Todavia não posso esquecer as palavras de Nietzsche:

                       

“Há toda uma história de falsa bandeira, usada para manipular as mentes das pessoas! Nos indivíduos, a loucura é rara; mas em grupos, partidos, nações e épocas, é a regra.”

 

Obviamente que F. Nietzsche não conhecia o ditado português: «de poetas e loucos, todos temos um pouco». Como português, aceito o bom senso e a sabedoria do provérbio luso. A loucura no plano individual é a coisa mais bem distribuída do mundo, ao contrário do bom senso como afirma perentoriamente R. Descartes. Acontece, porém, que às vezes, os cinco salamins não são bem medidos e a loucura extravasa a medida tolerável. Quanto ao bom senso, ao ouvir certos discursos, ao ver certas decisões ou presenciar certos comportamentos, vou-me convencendo do erro colossal de Descartes. O bom senso é hoje um bem precioso e cada vez mais raro que, dentro de pouco tempo, só será predicável de santos e anónimos.

 

Qual é a admiração?

 

Mas devemos ficar admirados por se falar hoje tanto de pós verdade e factos alternativos? Não percebo o porquê desta admiração e de uma certa indignação por parte de alguns. Senão vejamos:

1.- Quem desconhece os fenómenos da contra-informação e as suas múltiplas utilizações, em situação de guerra, mas não só. Cresci quando existia um programa na rádio com o título: Rádio Moscovo não fala verdade. Ésquilo, esse mestre da tragédia grega, avisou-nos há 2500 anos: «na guerra, a primeira vítima é a verdade». A guerra só serve para justificar um comportamento constante ao longo da História para alcançar objectivos propostos. A mentira, a astúcia, o estratagema, a cilada, atração, etc., tecem mais a história pessoal e grupal do que ousamos admitir. (Quem tiver gosto e tempo pode documentar-se no livro acabado de sair em Portugal: Eric Frattini, Manipulação da verdade. Operações de Falsa Bandeira, Lisboa, Bertrand editora, 2017.)

2.- Quem estuda os discursos propagandístico e publicitário, soube desde sempre que a questão da verdade não é o mais importante. Crucial é alterar as crenças e levar à acção. No primeiro caso, aderir e/ou votar, no segundo, mudar de atitude / comprar. Desta vez a verdade é sacrificada à eficácia do discurso. Ainda que num contexto mais abrangente, o poeta algarvio António Aleixo intuiu a tirania da eficácia na quadra:

Para a mentira ser segura

E atingir profundidade

Tem de trazer à mistura

Qualquer coisa de verdade.

3.- A questão da manipulação desde sempre esteve presente nas discussões sobre a comunicação social. Se aceitamos que os media são o 4.º poder, então temos de aceitar que podem estar ao serviço da verdade, mas também manipular a informação. É bem conhecida a apetência dos grandes grupos económicos pelos meios de comunicação social. Se o segredo, esse eufemismo para esconder a verdade, é a alma do negócio, o quarto poder entra pela ocultação, a censura, a distorção, a selecção, etc., das informações e notícias. Não podemos esquecer a modelagem social que os meios de comunicação permitem. Alguém acredita que o interesse desses grupos económicos tem em lugar de relevo a verdade? O cristianismo revela um profundo conhecimento do Homem quando considera que pecam por acções e omissões.

4.- O pensamento político de Maquiavel defendeu a autonomia do político em relação à moral e à religião. A acção política visa a conquista e a manutenção do poder. O Príncipe agirá sempre em função destes objectivos. A questão do bem e do mal, da fé ou piedade do príncipe estão sempre submetidos aos interesses de conquista ou manutenção do poder. O discurso político assume de há muito que em política o que está em causa não é a verdade. Pretende modificar a realidade, através de programas políticos e para isso recorre a estratégicas várias para persuadir os cidadãos e os levar a aderir às mesmas. Nas sociedades pluralistas, a acção política continua a ser uma luta pela conquista e /ou manutenção do poder, mas agora mediada pelo programa. Numa república laica, para muitos, a moral é a lei. A censura moral é irrelevante, desde que não se tenha cometido nenhum ilícito legal. Mais: define mesmo em que condições será um crime mentir. Quem assim pensa que preocupação terá com a verdade? Nenhum! Porque na política o jogo é outro.

5.- Antes de Descartes fazer do «Eu penso, logo existo» a rocha firme e o ponto fixo em que assenta todo o conhecimento, Lutero tirou da cartola o "eu acredito e posso ler a Bíblia e interpretá-la. A minha relação com Deus é directa e não precisa de intermediários".

Mas o que é que isto tem a ver com a verdade? Aparentemente nada. Mas, de facto tem muito. A história do cristianismo é também a luta contra as heresias e a «fixação de verdades» ou dogmas. O que é uma heresia ou um herege? É o afastamento ou alguém que se afasta da verdade, isto é, da ortodoxia ou do dogma. A ortodoxia é a opinião recta/correcta/verdadeira - é uma das concepções de verdade entre os gregos. A heterodoxia é uma opinião que é outra, isto é, que se afasta da verdade. Caminho bem diferente seria seguir a concepção bíblica que remete para fidelidade.

Mário Pissarra

 

NOTA: Mais uma reflexão do Mário para nos ajudar a pensar. Por favor, não deixem de ler... Se repararam, este é o texto n.º 1. Virá um 2.º a enriquecer estas páginas. Em nome dee todos, o nosso "Bem-hajas, Mário"! AH

ENVELHECIMENTO

11.03.17 | asal

FASES DA VIDA  -  PRIMEIRA PARTE

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Na vida, todos os seres vivos passam por duas etapas: o NASCIMENTO, quando se nasce e a MORTE, quando a vida se extingue, de acordo com a espécie e diversos outros fatores, como seja a qualidade de vida.

Entre o nascimento e a morte, a vida humana divide-se em 4 fases: infância, adolescência, fase adulta e velhice.

Acrescente-se, ainda, que entre a infância e a adolescência há a PUBERDADE, transição entre aquelas fases e, entre normalmente os 16 e os 30 anos, a fase da JUVENTUDE, ou seja a transição entre a adolescência e a fase adulta. Vou descrever algumas noções genéricas sobre cada uma das referidas fases:

A   -  INFÂNCIA

Inicia-se com o nascimento e vai até aos 10/11 anos. É o período em que se é criança, se aprende, primeiro a gatinhar e, depois a andar ( por volta de um ano ). Quando começa a andar, a criança fica toda orgulhosa pela sua “vitória” e os pais, avós e demais familiares irradiam felicidade, contando a todos os amigos e conhecidos esse progresso do seu “rebento”. É um período de aprendizagem, de novidades, de descobertas que encantam a criança. À medida que os anos vão passando, a criança vai crescendo, começa a falar, geralmente inicia os estudos, aprende regras de convivência e os limites que se lhe impõem, enfim descobre o seu círculo familiar e, aÍ, começa-se a formar a sua PERSONALIDADE.

B    -  ADOLESCÊNCIA

É o período de transição entre a infância e a vida adulta. Normalmente, como é definido pela OMS, entre os 10 e os 19 anos. Carateriza-se pelo desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social e, também, por esforços do adolescente para atingir os objetivos culturais da sociedade em que se insere. Sob os pontos de vista físico e social, inicia-se com as mudanças corporais da puberdade e termina quando o adolescente consolida o seu crescimento e a sua personalidade que, de resto, irá sofrer transformações ao longo da vida. É um desafio lidar com os adolescentes! Na verdade, da criança que era ontem, o adolescente vai crescendo,  com espírito crítico para pôr tudo em causa. Os Pais são visados pela inconstância e rebeldia dos filhos e têm que ser pacientes. O adolescente não se identifica com os modelos dos pais, mas revolta-se contra eles e rejeita o domínio daqueles. Aceitam melhor os conselhos dos outros e é o período em que elegem os seus HERÓIS e escolhem os amigos. Portanto, aos Pais só resta muita PACIÊNCIA, muita PACIÊNCIA, repito, e terem consciência que isso passará, com o tempo. Não me vou deter mais sobre esta fase e vou escrever algumas linhas sobre a PUBERDADE, que antes considerei a transição infância/adolescência.

B1  -  PUBERDADE

-  PRECOCE, quando as suas caraterísticas aparecem antes dos 9 e 10 anos, conforme sejam meninas ou meninos. -  ATRASADA, quando as caraterísticas não aparecem, antes dos 13 e 14 anos, conforme sejam meninas ou meninos.

É o período das transformações corporais: para os meninos ocorre o aumento dos órgãos genitais, o nascimento da barba e o aparecimento de pelos no púbis, no peito, nas pernas e nos braços;  para as meninas  ocorre a primeira menstruação ( indicativo de que já podem ter filhos ) surgimento de pelos no púbis e axilas, desenvolvimento dos seios, aumento da bacia e crescimento rápido e curto.

C    -   FASE  A D U L T A

É a fase mais longa da vida humana: começa aos 19/21 anos e termina, normalmente, por volta dos 65.  Nesta fase, o indivíduo apresenta-se com novas  responsabilidades, com novas conquistas. “A estrutura familiar atual provoca mudanças que, ao longo do desenvolvimento social, foram sendo estabelecidas em normas e conceitos”, como vem escrito por Mosquera no Youtube ( e que vou seguir de perto ). Afirma esse psicólogo que “as caraterísticas pessoais, a dinâmica do aprender e os aspetos biológicos fundamentam e envolvem todas as dimensões do ser humano, em total integração do corpo e do espírito e do ser com o fazer” . Acrescentando que,” quando isso não ocorre, produz-se alienação e perda do sentido social e individual no viver de cada ser humano”.

O mesmo Mosquera subdivide a fase da vida adulta em jovem, média e velha. A fase adulta jovem, divide-a ele em inicial, com idade aproximada entre os 20/25 anos, jovem plena dos 25 aos 35 anos e jovem final dos 35 aos 40 anos.

“A alegria de viver e o prazer da existência fornecem perspetivas”, sendo certo que na “IDADE ADULTA JOVEM INICIAL – 20/25 anos- o jovem deseja recompensas rápidas e externas das suas motivações e busca experimentar e demonstrar muita competência, entre produções próprias dos seus investimentos socioeconómicos e desejos intrínsecos”.

Na IDADE ADULTA JOVEM PLENA – 25/35 anos – o indivíduo “vivencia situações que lhe atribuem o verdadeiro valor da sua existência e compreende ou pelo menos idealiza o que constituirá a sua realização”.

A IDADE ADULTA JOVEM FINAL – 35/40 anos – o indivíduo “ luta no sentido do  crescimento em busca da própria realização, não estando apenas tratados os poderes económicos adquiridos na vida adulta, mas o fundamental é que  a pessoa se dê conta da importância que ela tem como ser humano”.

Passada a idade adulta jovem e teorizadas as suas fases – inicial, plena e final – transita-se para a IDADE ADULTA MÉDIA que, por sua vez, se subdivide  em MÉDIA INICIAL, dos 40 aos 50 anos, MÉDIA PLENA, dos 50 aos 60 e MÉDIA FINAL, dos 60 aos 65 de idade cronológica.

Tendo em consideração a extensão do texto, vou terminar esta primeira parte, propondo-me, numa segunda parte, desenvolver as características da juventude, da idade adulta, a partir dos 40 aos 65 anos e, finalmente, tratar do problema candente do ENVELHICEMENTO, dos 65 anos até à MORTE.

A título de conclusão, terá interesse dar conhecimento - para quem não sabe – que o subscritor tem a proveta idade de 83 anos – nasceu em 1933 – e que tem a preocupação de envelhecer ATIVAMENTE, o que é fundamental para uma vida saudável e digna.      

 

Um abraço para todos e todas.  

J. NOGUEIRA 

ÚLTIMA HORA

11.03.17 | asal

FERNANDO LEITÃO ACTUALIZA OS DADOS

 

Hoje faz anos o António Valentim Pires da Costa.
Nasceu em 1935 no Juncal do Campo e entrou no Gavião em 1946 e é do ano, entre outros, do Alberto Jorge, Fernando Leitão, António Rito, Manuel Pereira.
Ao fim de aproximadamente 50 anos consegui contactá-lo com a ajuda de colegas e do semanário "Reconquista" de que foi colaborador.
Foi professor primário e bancário. Andou pelo Alentejo onde se enamorou daquela que é agora sua mulher. Tem 2 filhos (um casal) e uma neta. Fixou residência no Montijo.
O nosso último encontro foi num café, em Castelo Branco, onde me foi descobrir na companhia de Figueiredo, na altura jogador do "Cernache", mais tarde do Sporting e Selecção Nacional "Os Magriços". Fez parte da equipa de futebol do Seminário que, em Agosto de 1958, defrontou no campo de jogos de Cernache a equipa local.
Já falei com ele, felicitando-o por este aniversário. Uma vez mais parabéns num abraço de amizade e saudade.
O seu contacto é: 212311908

Fernando Cardoso Leitão Miranda

MAIS UM ANIVERSARIANTE

11.03.17 | asal

NESTE DIA 11 DE MARÇO

 

A festa vai para o  Manuel Joaquim Martins, que faz 65 anos. Vamos a ver se alguém nos envia uma foto...

Parabéns, Manuel! Que possas celebrar com saúde e alegria este aniversário e que a vida te sorria por muitos anos.

Contacto: tel. 277 434 156