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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

PALAVRA DO SR. BISPO

Uma reflexão límpida, leve de leitura mas profunda no pensamento, sobre Tomás Moro, o seu tempo e os nossos dias. Vale a pena ler a palavra do nosso bispo. AH

Portalegre 19-05-2012 058.jpg

 

AVE RARA NO BANDO DA GOVERNANÇA – 30-09-2016

 

Tomás nasceu no seio de uma família cristã, em Chelsea, Londres. Aos 22 anos era já doutorado em Direito e um professor de referência. Intelectual brilhante, de muitos saberes e cultura, Tomás tinha uma personalidade simpática, um excelente bom humor, uma formação cristã invejável. Casou-se, ficou viúvo, voltou a casar, teve quatro filhos. Seu Lar era uma pequenina igreja, dava-se tempo à oração e ao aprofundamento na fé. A paróquia era ponto de referência diário.

Humanista, político e literato, foi grande o seu contributo à causa pública e à literatura universal. Escreveu obras de referência, a “Utopia” é uma delas. Foi membro do Parlamento, do Conselho da Coroa, presidente da Câmara dos Comuns. Eleito Chanceler do Reino, serviu dedicadamente o rei e o país, a justiça e o bem comum. Defendeu a família e os seus valores, promoveu a educação da juventude, desdenhava honras e riquezas, teve carreira de sucesso.

Como sabemos da História, Henrique VIII desejava um filho varão para lhe suceder, não uma mulher. Porque Catarina de Aragão não lho dava, e acreditemos que era só por isso, quis divorciar-se para casar com Ana Bolena. A controvérsia foi grande: envolveu a Igreja, a Inglaterra e parte do mundo. Já que Roma permanecia firme em relação à indissolubilidade do matrimónio, o rei, para levar a água ao seu moinho, serve-se dum Parlamento subserviente. Curvado à sua vontade, aprova decretos em conformidade, faz publicar o Ato de Supremacia, no qual, negando-se ao Papa qualquer autoridade, proclama o rei e os seus sucessores como chefes temporais da Igreja de Inglaterra. Quem se negasse a fazer o juramento de fidelidade a tal supremacia, quem não reconhecesse como verdadeiro casamento a sua união com Ana Bolena, seria considerado traidor, réu de morte. Por ironia do destino, e devido às suas aventuras, Ana Bolena acabaria também por ser decapitada. Mas o rei, nesta questão de senhoras, também era uma espécie de borboleta a saltitar de flor em flor.

Destes encontros e desencontros, nasce a igreja anglicana, separada de Roma, com muito sangue e sofrimento para se implementar. O monarca reprimiu as revoltas populares, convenceu o povo da justeza das suas opções, destruiu igrejas, despejou mosteiros, levou líderes ao pelourinho, prendeu-os, mandou-os matar. Entre eles estava um respeitável Lord, o chanceler do reino, Tomás Moro, católico esclarecido e de garra que não aceitava alienar, nem sequer ferir, a sua própria consciência. Sempre dedicado e leal ao rei, grande figura do reino e da corte, não foi na onda. Renunciou a todos os seus cargos, negou-se a jurar o Ato de Supremacia, defendeu as suas convicções sobre a família, o matrimónio católico e os valores cristãos. Foi preso, sujeito a pressões, condenado à morte e decapitado em 6 de julho de 1535, por vingança pessoal do rei. A sua cabeça esteve exposta na ponte de Londres durante um mês. No momento antes de ser executado, afirmou ao carrasco: “… morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus…”.

Foi canonizado, por Pio XI, em 1935. A pedido de personalidades de variada proveniência e após madura reflexão, João Paulo II, no ano 2000, constituiu-o e declarou-o Patrono dos Governantes e dos Políticos. E justificava: “Muitas são as razões em favor da proclamação de S. Tomás Moro como Patrono dos Governantes e dos Políticos. Entre elas, conta-se a necessidade que o mundo político e administrativo sente de modelos credíveis, que lhes mostrem o caminho da verdade num momento histórico em que se multiplicam árduos desafios e graves responsabilidades. Com efeito, existem, hoje, fenómenos económicos intensamente inovadores que estão a modificar as estruturas sociais; além disso, as conquistas científicas no âmbito das biotecnologias tornam mais aguda a exigência de defender a vida humana em todas as suas expressões, enquanto as promessas duma nova sociedade, propostas com sucesso a uma opinião pública distraída, requerem com urgência decisões políticas claras a favor da família, dos jovens, dos anciãos e dos marginalizados”.
Há tempos, o Papa Francisco respondia a alguém: “Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política… a política está muito suja; e ponho-me a pergunta: Mas está suja, porquê? Não será porque os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico? …”.

ANTONINO DIAS

PARABÉNS!

Mais um aniversariante

Antão.jpg

 

 

Desta vez é o Joaquim Antão, do Estreito, que neste dia 30/09 celebra mais um ano de vida.

Felicitamos o amigo e desejamos-lhe as melhores bênçãos e muita felicidade.

Parece que a pesca atrai a sua atenção e nela tem granjeado sucesso, uma maneira mais de pescar amigos... Vejam a colheita que ele exibe!

Não temos o seu n.º de telefone.

ÚLTIMA HORA: Como se pode ver no comentário abaixo, há sempre um apoio excelente que nos resolve o problema. O Fernando Leitão acrescenta informação que não tínhamos: o telefone do Joaquim Antão é o 961054058. Já podem falar! AH

ÚLTIMAS PALAVRAS

Da Consolação

Praia01.jpg

Está a terminar em beleza esta incursão pelo sol e pelo iodo da praia da Consolação.

Hoje, tivemos a surpresa de sermos visitados e acompanhados durante todo o dia pelos amigos José Andrade e Clara. Quiseram experimentar esta pasmaceira de estar na praia horas e horas a fio, sem fazer mais nada que conversar, apreciar o ambiente e sentir o bafejo deste sol, que hoje surgiu ardente para os iniciantes, mas a afagar docemente a pele em jeito de beijo amigo. E foram-se satisfeitos, um pouco mais consolados, sem lhes arder a pele por onde não passou qualquer protector solar.

Como não frequentam muito a zona, pudemos almoçar no Baleal e dar uma volta por Peniche nas horas duras do meio dia. À tarde, às quatro horas, voltámos ao castigo, ou, como se diz por aqui, “voltámos ao trabalho”! E não é que eles, mesmo não convencidos, disseram que gostaram muito do dia?

Praia0.jpg

 

O Zé é que achou que eu tinha mudado de continente, com mais cara de africano que de europeu… Que acham desta selfie? Ele terá razão?

 

Ainda tive ocasião de explicar às nossas visitas como se passa o tempo por ali.

As fotos seguintes, em galeria, ajudam a perceber melhor como é:

- As mulheres fazem renda, muita renda, ou conversam sem fim;

- Os homens e as mulheres lêem muito jornais, livros, revistas:

- Muita gente passa o tempo a combater o Alzheimer preenchendo o Sudoku, o que vem no jornal e os que se vendem por grosso em cadernos de trabalhos de casa (ou de praia!...);

- Outros apanham sol simplesmente e já é para eles um excelente trabalho, acompanhado da respiração do iodo, o que se afigura um trabalho ligeiro de que ninguém se queixa!

- Há pessoas que se barram com argila para potenciar os tratamentos do sol e do iodo;

- Até as avezinhas, os maçaricos, por aqui andam em grande azáfama, à procura do sustento.

- Também há pessoas, algumas vossas conhecidas (!!!), que aproveitam o tempo a telefonar para os amigos e amigas, pois até somos bafejados pela sorte de termos na praia (e pouco mais...) a rede da NOS (não me canso de dizer mal da minha operadora, que tão mal nos serviu nesta quinzena).

- Alguns até pescam no meio das gentes, talvez à procura do bom safio de Peniche...

Mas as pedras são duras, os assentos ferem o corpinho, como podem ver numa das fotos.

E tenho dito. Termina o retiro e agora vamos para o trabalho. São as aulas da Unisseixal como aluno e como professor, é este blogue que me faz sofrer quando vocês se esquecem da morada e nada enviam para cá, é o apoio à Antonieta lá em casa, eu sei lá…

Passem todos bem e vemo-nos por aí. Viva a Vida!

António Henriques

 

 

 

 

PARABÉNS!

Mais aniversários

Roque.jpeg

 

Desta vez, em 28/09, é o João da Conceição Roque que celebra mais uma primavera. A ANIMUS SEMPER, em nome de toda a família dos antigos alunos, aqui deixa os mais sinceros parabéns e votos de uma vida cheia de coisas boas. E quando aparece, João?

Querem telefonar-lhe? Liguem para 919630677.

PARABÉNS!

Nogueira.jpg

O Vice-Presidente informa, parabeniza e

tenta reunir a família:

 

Caro António Henriques,
O Pe Fernando Manuel de Jesus Farinha festeja os seus 70 anos no próximo dia 27 do corrente mês de setembro. É atualmente pároco do Reguengo e está a dar uma preciosa ajuda à Comissão na preparação do Encontro

Fernando Farinha.jpg.pngde Marvão, em 20 de maio de 2017. É um dos professores a homenagear em Marvão, onde, certamente, não irá faltar.

Entrou no Gavião em 1956 e, assim, de repente, lembro alguns amigos do ano dele que nos acompanham habitualmente nos encontros anuais e na Internet, como o António Simão Pires, o Augusto Rei, o César Xisto, o Elias, o Fernando Duque, o Francisco Cardosa, e outros que espero comecem a aparecer, como o Francisco da Rosa Severino e o Zé da Ribeira.

Aqui lhe deixo um grande abraço de parabéns com votos de muita saúde e para quem lhe quiser dar uma palavra, informo que o telm dele é o 966333353.
Para quem não se recorda dele, aí vai uma foto, mais ou menos recente.
Joaquim Nogueira
 
NOTA: Em nome dos amigos do ANIMUS SEMPER e meu, agradeço a oportuna colaboração do nosso Vice-Presidente e apresso-me a alegrar-me com a celebração dos 70 anos do amigo Fernando. Longa vida cheia de felicidade no cumprimento da sua missão. AH

 

 

 

FAZ UM BLOGUE

Este comentário veio de Campolide

 

A minha irmãzinha, um pouco apanhada pelo parkinson e a viver no Lar das Irmãzinhas dos Pobres em Campolide, ela que é uma Irmãzinha de Jesus por opção de vida, anda entusiasmada com os blogues da família – o irmão com o ANIMUS SEMPER e a cunhada com o “papas e bolos”.

Passa os dias a trabalhar intensamente a construir presépios pequeninos com as pedras e outros materiais, a que junta as figuras lindas em argila das Irmãzinhas de Jesus, com moldes próprios. Neste fim-de-semana, recebeu a visita do irmão Luís e da cunhada Adelina e não se esqueceu de lhes falar dos bocadinhos que passa de volta dos blogues atrás referidos. Na simplicidade das conversas e das pessoas, vejam o que ela me conta esta manhã. É a melhor novidade que hoje me chegou… AH

Três manos1.jpg

Mensagem da Prazeres:

 «Olá meu irmão António! Bom dia ! Ainda é um bocadinho cedo, são 7 horas da manhã e eu já estou de pé! Não conseguia dormir!

Olha, ontem veio cá o Luís e a Adelina, estivemos a ler os vossos Blogs e achámos graça! Depois fomos em baixo (rés-do-chão) ver os meus trabalhos ...e as pedras que eles me trouxeram para fazer esses trabalhos... bonitas! Então, Quando abri o armário e lhes mostrei tudo o que já tinha feito, ó Tonho, imagina que eles, quando viram tanta coisa, disseram: faz um blog, Prazeres!!! Vale a pena ........

Enfim, isto é só para rir.... continuação de boas férias... Um beijinho da Prazeres»

TEXTO DO SR. BISPO

O MÁXIMO, O MÁXIMO DOS MÁXIMOS

Portalegre 19-05-2012 058.jpg

Tive um professor que sabia muito, muito mesmo, como todos quantos se impunham pelo seu saber. A garotada, porém, por vezes, duvidava se ele saberia tanto quanto se esforçava por dar a entender que sabia. No entanto, das nossas águas-furtadas nunca saltitava qualquer ideia ou apetite de o testar. Rufias e traquinas em jeito de bem comportados, íamos gerindo a situação de forma à boa convivência e ao equilíbrio dos rankings individuais, nem sempre famosos, quase sempre parcos.

Tinha pose de intocável e distante mas não era tanto assim. Usava gestos proverbiais e um corte de cabelo não à pank mas de linhas raras ao tempo, sobretudo no enfileiramento dos cantos. O sério dele nem sempre se conjugava com o nosso. Assim acontecia, por exemplo, quando, com epítetos de grandeza e excelência, gostava de qualificar alguns autores católicos de antanho. Recorda-me, de momento, que os três capadócios - assim chamados por serem das bandas da Capadócia -, um era o máximo, outro o máximo dos máximos e o outro já não me recorda bem qual a grandeza do seu máximo. Um era a cabeça que pensava, outro a boca que falava, outro o braço que agia. Na aula seguinte, porém, por vezes, vinha o melhor para a nossa safadeza e o pior para os capadócios. A ordem era trocada, os seus epítetos baralhados e os capadócios lá ficavam a contas com as suas promoções e despromoções, sem qualquer pio parenético a justificar tamanha honra e desonra.

Recordei isto quando, nestas três semanas, quis tornar presente alguma coisa, pouquíssima coisa mesmo, sobre o perfil cristão dos pais da Europa: Schuman, Adenauer e De Gasperi. De facto, qual deles o maior ou o máximo no recolher das sobras de tanta tragédia fascista e nazista? Qual deles o maior no seu engenho e arte de valorizar esses trapos e cacos, os tornar esperançosos e apetecíveis para rasgar horizontes e construir pontes que unissem e construíssem comunidade? Qual deles o maior em sabedoria e destreza política, em humildade e persistência, em honestidade e sentido do bem comum, em serviço despretensioso à causa dos povos tão sofridos e martirizados pela guerra?

Os três viviam, anunciavam e aplicavam o que o cristianismo lhes ensinara: “a igualdade natural de todos os homens, filhos do mesmo Deus, resgatados pelo mesmo Cristo, sem distinção de raça, de cor, de classe ou de profissão”. Valorizavam a pessoa, a família, “a dignidade do trabalho”, “a supremacia dos valores interiores”, “a lei universal do amor e da caridade” sobre a qual se baseiam as relações sociais, o progresso e a sadia convivência. Eles sabiam que a verdadeira revolução “aconteceu sob a inspiração progressiva do Evangelho” e que essa inspiração continuava a ser necessária para que todos pudessem viver com dignidade, alegria e esperança, comprometidos com a sorte do mundo e o bem-estar humano.

Admiravam a Doutrina Social da Igreja. Nela viam um grandioso programa de bem-fazer, saudável e promissor para todos, com um potencial de ação incomparável. Sem viverem plenamente o Concílio Vaticano II que decorreu de dezembro de 1961 a dezembro de 1965, dele foram verdadeiros precursores e subscreveriam, sem dúvida, com alegria e plena convicção, a Mensagem final que os participantes no Concílio dirigiram a todos os governantes: ”…dirigimo-nos com respeito e confiança àqueles que têm nas suas mãos o destino dos homens na terra, a todos os depositários do poder temporal. Nós proclamamos em voz alta: prestamos honra à vossa autoridade e à vossa sabedoria; respeitamos o vosso cargo; reconhecemos as vossas leis justas; estimamos aqueles que as fazem e aqueles que as aplicam. Mas temos uma palavra sagrada a dizer-vos, e é esta: só Deus é grande. Só Deus é o princípio e o fim. Só Deus é a fonte da vossa autoridade e o fundamento das vossas leis. Pertence-vos ser na terra os promotores da ordem e da paz entre os homens. Mas não esqueçais: é Deus, o Deus vivo e verdadeiro, que é o Pai dos homens. E foi Cristo, o seu filho eterno, que nos veio dizer e ensinar que somos todos irmãos. É Ele o grande artífice da ordem e da paz na terra, porque é Ele quem dirige a história humana e o único que pode levar os corações a renunciar às más paixões que geram a guerra e a infelicidade…” Os pais da Europa viveram nesta onda, com humildade, fé e respeito por tão sublime missão ao serviço do povo, dum povo a quem Deus ama e acompanha e do qual não se sentiam donos nem senhores, mas humildes e simples servidores.

ANTONINO DIAS

QUE INVEJA...

Ah! Figos de capa rota...

Aqui estão os seis felizardos que degustaram uns figos magníficos que o casal Adelina e Joaquim Mendeiros trouxeram da sua "Horta" de Sesimbra. Capa rota e pingo de mel foram as espécies que deliciaram os nossos estômagos. Depois de um bom almoço na Parreirinha de Carnide. Aliás, o nosso almoço é o almoço das sextas.
A foto foi captada à frente do restaurante.
As melhoras do ZVD-Zé Ventura Domingos que está em franca recuperação da cirurgia às hérnias.
Não esquecendo, claro, o Joaquim Nogueira que prossegue também na sua recuperação. Esperamos poder contar em breve com a agradável companhia de ambos.
Um abraço do
Manuel Pires Antunes

nos.JPGNOTA: Do meu refúgio da Consolação, envio-vos estes apetitosos texto e foto que acabo de receber. Desta vez, por estar longe, nem os cheirei, se é que o aroma é também propriedade dos figos...

Mas lembrei-me dos meus 19 anos e dos 15 ou 20 dias que passei em convalescença de uma operação ao menisco numa pensão da Rua de S. Lázaro, em Lisboa. E todos os dias eu ouvia aqueles costumeiros pregões das ruas de Lisboa, que me acordavam pela manhã. Ainda hoje me é fácil repetir a lenga-lenga, musicada, não obstante estar aqui de castigo, talvez derivado dos excessos que na juventude pratiquei jogando muitas horas de futebol a mais...

"Há figos de capa rota..." --- "Há peixe liendo..." (era isto que eu ouvia, não errei a escrita!). Lindo?

Voltando aos castigos, quero dizer que isto aqui é uma prisão voluntária. E os meus joelhinhos agradecem, mesmo que o Mendeiros ainda não acredite.

Por último, deixo os votos de boas melhoras ao Zé Ventura e ao Nogueira. Quando recebo um novo email do Joaquim, penso logo: isto vai! O homem está cada vez melhor...

AH

 

MAIS UM TESTEMUNHO

 D. António Marcelino - mais um testemunho

marcel.jpeg

 

Conheci-o ainda como jovem estudante. Fazia parte do coro que participou na inauguração da nova Igreja de Montes da Senhora. Nesta aldeia permaneceram (ele e os colegas) vários dias, ensaiando. Fiquei encantado com a sua voz. Já em Alcains, tive o privilégio (anos 50) de participar eu na sua missa-nova, na Lousa. Depois de ter ido para Roma, tornei a encontrá-lo em Portalegre, agora como professor de Teologia (recordo-me do Direito Canónico) e como impulsionador de várias actividades que desejava implementar no Seminário Maior, entre elas, um grupo de cinema, onde aprendíamos as diferentes técnicas da filmagem e a interpretação dos filmes. Assim, iniciou-se com o seu acompanhamento a assistência a filmes que passavam na sala do Crisfal, um cinema novo, na Jardim da Corredoura, em Portalegre. Era propriedade da família Sequeira, dono da fábrica do pimentão de Santo António das Areias. Na inauguração projectou-se o filme Os Dez Mandamentos. Semanalmente, sob a sua supervisão, incluíamos uma apreciação dos filmes e das técnicas da filmagem no jornal Distrito de Portalegre. Já em Lisboa, tendo sido nomeado bispo auxiliar, encontrei-o no Colégio das Dominicanas do Restelo, onde andaram os meus filhos e onde ia, de quando em vez, fazer palestras ou orientar grupos de católicos. Pelo menos, anualmente, encontrava-o nos nossos encontros da Buraca. Em Aveiro tive também oportunidade de o visitar. Aos antigos alunos proporcionou um passeio pela zona de Aveiro, com visita a umas caves, almoço na Costa Nova e visita ao Convento/Museu de Santa Joana, tendo oferecido uma moldura a todas as senhoras que faziam parte do grupo. Foi um grande amigo e o primeiro impulsionador da nossa Associação. Que o Pai o tenha junto Dele. Não deixará certamente de nos acompanhar lá do alto.

Manuel Pires Antunes

A VIDA LEVA-NOS OS AMIGOS

D. António Marcelino

Marcelino.png

 

Hoje era o dia do seu aniversário, que aqui quero recordar. Conhecemo-lo como Bispo de Aveiro, é verdade, mas, já como bispo, era ainda um esforçado animador da nossa associação.

Mas foi muito mais que isso: perfeito do Seminário de Portalegre, professor do Curso de Teologia em que reportou para os alunos do tempo os mais recentes e empolgantes conhecimentos de Moral e Direito Canónico. Arrancou com mil actividades no Seminário, na Diocese e no país, que incluia então as próprias colónias, para trazer a todos a doutrina a estar discutida e aprovada no Concílio Vaticano II. Penso que foi o grande mestre das novas mentalidades a informar a Igreja.

Um homem especial, que jogava voley connosco, que olhava para as necessidades de cada um e, no silêncio, fazia por facilitar a vida dos seus alunos e amigos sacerdotes.

Aqui fica um obrigado muito sentido de quem foi bafejado por este grande homem. Viva em PAZ junto do Senhor da PAZ.

AH

MAIS PARABÉNS!

Aniversários

Soubemos agora, graças à Internet que nos chegou, que mais duas pessoas das nossas relações fazem anos neste dia 20: o Sr. Cón. António Leonor Assunção e a Maria Teresa Diogo, esposa do do Vítor M F Diogo, Assun.pngtel.962 351 533), a quem desejamos longa vida e muita felicidade. Da Teresa ão disponho de fotos.

 

Este grande amigo, o Sr. Cón. António Leonor Assunção, tem nutrido pela nossa associação uma grande estima e aproximação. Parabéns ,amigo, faça muitos anos e felizes na realização dos seus sonhos e missão. (tel. 965 157 256)

AH

PARABÉNS!

Aniversários

Rosário.jpg

 

Chico.jpg

 

Faz hoje anos a Rosário Cristóvão, uma das primeiras mulheres a aderir à nossa página do Facebook. Não se diz a idade das senhoras, mas ela até não se importa, pois está tudo em livro aberto na sua página facebookiana.

A Rosário acompanha o nosso amigo Chico Cristóvão há muitos anos, para o bem e para o mal, na saúde ou na doença, em casa ou nas viagens, que os dois muito apreciam.

Aqui ficam os parabéns da malta, com um desejo de que por muitos anos sejam felizes e nos digam coisas interessantes. A Rosário, parece-me, vai ser a primeira a escrever umas coisas para o blogue, acompanhadas de fotos. AH

 

 

 

GOSTEI...

Reacções ao último post:

olá Antonio gostei mesmo de ler o teu testemunho da praia da Consolação, até me ri sozinha!..... um beijinho da tua mana Prazeres

CITADINO SOFRE...

Nem tudo são rosas!

Carregados que nem burros, com a trouxa toda atrás para equipar a casa onde vamos viver 15 dias a tratar da saúde na praia da Consolação, já cansados por arrumar tudo no carro, eis-nos chegados ao destino para finalmente descansarmos... É demais! Deve ser a primeira e última vez que vamos aceitar alugar uma casa sem nada, para além dos tachos e dos pratos. Arrumado o ninho, vamos agora desfrutar?

Qual quê? Demos na primeira noite por não termos sequer os quatro canais de TV. Queríamos telefonar e não havia rede, só chamadas de emergência. Para nos ligarmos ao mundo, preparámos o portátil para ligar a Internet através de uma pen (sim, tinha perguntado à NOS se daquela maneira podia viver; “sim, fique descansado, não vai ter problemas…”). Qual quê? Numa espera infinita, ainda abri o Gmail, mas o anexo nunca me abria…

A responsável pelo apartamento tudo fez para resolver o que a ela pertencia. No segundo dia, a TV funcionava, mas o técnico disse-nos logo que na zona de Peniche a NOS estava a servir muito mal os clientes. A MEO ainda ia chegando com alguma frequência…

No dia seguinte, avançámos para a NOS para ver como podíamos ligar-nos ao mundo e aos amigos. Apanhámos um funcionário honesto, que nos explicou que, no verão, com os milhares de turistas que aqui vivem, tudo funciona mal. A NOS prometeu resolver o problema do reforço das antenas até ao Natal. Por isso, não me apresentava nenhuma solução séria. Talvez a MEO pudesse ajudar.

Agradecemos a informação e a MEO, com um router de 40 €, vendeu-nos 15 dias de Internet e 15 Gigas. Bem, umas vezes temos, outras não temos sinal, mas vamos vivendo a meias com estas deficiências. São os imprevistos e as contrariedades de uns turistas em férias.

A praia lá continua bem recheada de gente, à procura de melhoras para as suas mazelas. Mas é bem diferente de Junho. Com estas marés vivas, mal sobra espaço para as pessoas de sentarem ou deitarem. Aquele corredor de cimento, que corre a praia toda, enche-se de utentes e as pessoas aconchegam-se mais umas às outras. No banco corrido onde me sentei hoje, nem um buraco sobrava. E lá vem uma senhora bem gordinha a pedir ajuda, pedinchando um espaço para descansar. Aperta-te, Antonieta, que eu faço o mesmo…

Até parece que o frio aperta, mas não é verdade. Lá em baixo, há calor que baste. Só quando subimos para o parque de estacionamento é que apanhamos um vento frio e cortante de arrepiar.

Assim vamos vivendo, graças a Deus! E se chegaste aqui a ler-me, escreve para o nosso blogue as tuas experiências.

AH

 

JOAQUIM MANSO

FOME E SEDE DE JUSTIÇA

Portalegre 19-05-2012 106.jpg
Há personalidades e efemérides a elas ligadas que se perderam na memória dos tempos. Mesmo que sejam tempos curtos…
Joaquim MANSO é um desses casos. Nasceu em Cardigos, a 16 de Novembro de 1878 e faleceu em Lisboa a 10 de Setembro de 1956. Oriundo de família modesta, ficou órfão ainda muito novo e sua mãe escolheu-o, como mais velho, para seguir a carreira eclesiástica. Entrou no seminário diocesano e foi ordenado padre.
Com a implantação da República solicitou a redução ao estado laical e matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde foi condiscípulo de Oliveira Salazar e onde concluiu o curso de Direito .Foi advogado, professor, governador civil de Vila Real em 1914 (num período muito conturbado em Trás os Montes devido a questões políticas), secretário de Bernardino Machado, ao tempo Ministro dos Negócios Estrangeiros, e escritor. Nesta qualidade deixou uma obra notável ainda que muito esquecida: Alma Inquieta, O Efémero e o Eterno, O Fulgor das Cidades, O Livro das Moralidades, Fábulas, Pedras para a Construção do Mundo, Primavera de Lenda, Malícia Sem Maldade, Consciência Nua e Abandonada, Cartas a João Venâncio, Os Amores de Pedro e Inês e Oração à Raça, Manuel e muitos outros.Foi conferencista reconhecido e muito solicitado, membro da Academia das Ciências e da Sociedade de Geografia de Lisboa, mas foi como jornalista que mais se destacou.

O primeiro grande jornal em que trabalhou, de 1914 a 1920, foi em “A Capital”. Em 1920 entra no jornal “A Pátria” como redactor principal.

to.jpgA 7 de Abril de 1921 fundou o “Diário de Lisboa” (DL) que viria a ocupar um lugar de destaque no panorama da imprensa escrita portuguesa. Considerado um jornal para ser lido por uma elite democrática e republicana e discutido nas tertúlias do Chiado e do café Martinho, o DL nunca esqueceu a defesa das classes mais desfavorecidas e a promoção das populações rurais do interior do país. (Recordo que constitui uma boa fonte para o estudo da História de Cardigos pelas muitas locais que referem a freguesia natal do fundador.)
O DL era um vespertino destinado a ser lido ao final da tarde e à noite e foi o primeiro jornal português a adoptar a impressão a chumbo e o formato tablóide, mais manuseável e de mais fácil leitura. Influenciou dezenas de jornais da imprensa local e regional que lhe adoptaram o formato e o grafismo.
Joaquim Manso esteve 35 anos à frente do DL. No primeiro número escrevia: “Não traz consigo o Diário de Lisboa outro programa senão este – erguer Portugal acima da misérias e fraquezas dos homens a fim de que seja para todos nós o maior facto do nosso esforço e do nosso espírito (…) O Diário Lisboa será um jornal moderado …”
Amigo de longa data de Amadeu Gaudêncio, nazareno de cepa, Joaquim Manso apaixonou-se pela vila da Nazaré onde construiu uma casa de férias, hoje transformada em Casa Museu Etnográfico e Arqueológico.

to1.jpgEm Cardigos, quase ninguém ouviu falar nele. Os mais velhos morreram e os novos, com poucas excepções, desconhecem que existiu e quem foi. (Recordo que o Dr. Rui NUNES, Prof. de História, natural do Casalinho, fez um excelente trabalho de pesquisa para a sua licenciatura: “JOAQUIM MARTINS MANSO. Simplesmente um Homem”.)
No pretérito dia 10 de Setembro assinalaram-se os 60 anos do seu falecimento, em Lisboa. Em jeito de homenagem, transcreve-se aqui uma passagem de uma das suas obras: Livro de Moralidades, Livraria Aillaud e Bertrand, s.d., pp 43 e 44: “Já temos pensado que se os homens um dia se decidissem a falar verdade quatro minutos a fio, que se dava uma destas revoluções maiores que o dilúvio. As torres cairiam e as pontes romper-se-iam, sobre as torrentes. A poesia desfazia-se em pó e a beleza, talvez, mostrasse a sua caveira feita de torpeza. Os vilões vomitariam toda a sua velhacaria e os traidores toda a semente de traição. Os larápios muitas vezes mostrariam ter mais direito ao que roubaram que os próprios proprietários. Os avarentos estalariam sobre as suas burras e os rábulas ficariam presos dentro da sua rabulice. Mas, sobretudo a raça dos políticos sumia-se com todo o seu cortejo de tramóias e trampolinices. Os crânios dos nossos financeiros ficariam devastados como as árvores do Outono, depois de bem vergastadas pela ventania. Os tribunos emudeceriam, suspensos na morte, como o soldado de Pompeia. E os humildes seriam então escutados na sua fome e sede de justiça.”

António Manuel Silva

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