Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Animus Semper

Animus Semper

Parabéns atrasados

Paulo Vilela.jpg

Fez anos há dois dias, 13/07. E hoje aparece a aceitar a amizade no Facebook, tornando-se o nosso amigo n.º 165. Só daqui a um ano vamos pensar no seu aniversário...

Que acham? Vamos dizer alguma coisa, saudá-lo com dois dias de atraso? Ou esquecer?...

Não! Como há também os da "última hora", vamos  cumprimentar este novo amigo que se ligou ao grupo e dizer-lhe:

Paulo Vilela Vilela, nascido em 1971, a viver em Castelo Branco, aqui estamos nós, o grupo dos antigos alunos dos seminários de Portalegre e Castelo Branco a dar-te os nossos PARABÉNS atrasados no teu aniversário e a desejar-te muita saúde, longa vida e muita alegria em conjunto com os amigos e, em primeiro lugar, com a tua família, onde já vi que há umas boquinhas pequeninas a sorrir ao lado da mãe. 

Não sabemos mais de ti. Mas se apareceres por aqui ou nos nossos encontros, iremos conhecer-nos melhor!

Contacto: tel. 962 432 970

AH

Racismo é impossível...

O Florentino falou-nos das migrações e das misturas de sangue a que desde o início se sujeitou a raça humana. Para nos convencermos que não há puros e que o racismo é uma tonteria, nada melhor que olhar para o ADN de cada um. Este vídeo ilustra bem esta realidade.

 

No canto inferior direito, há uma roda dentada. Clicando nela, clique, a seguir, nas legendas e à direita escolha as legendas em português.

 

 

 

Fotografar

FOTOGRAFAR - O VÍCIO DA MODA

João Antunes2.jpg

 

Vemos por aí gente que não se cansa de tirar fotografias a tudo o que vão observando e enchendo a memória de recordações no tempo.

Tudo o que gostamos ou nos desperta algum interesse, sacamos do telemóvel, um clik e  já está.

Esta é a forma mais rápida de obtermos a imagem, aquela que vale mais que mil palavras, e algumas são tão importantes que não voltam mais.

Apreciamos hoje aqueles retratos dos tempos idos, quando os nossos avós ou nossos pais tiravam uma fotografia (retrato), era um acontecimento inédito e que era falado entre as pessoas.

Na aldeia onde nasci, ficava de olhos regalados a olhar para aqueles grandes quadros de grossos caixilhos onde estavam os familiares, bisavós, avós, pais, filhos e netos. A qualidade pouco interessava, o importante era mostrar a família.

Por isso, hoje, quando vemos um retrato antigo de acontecimentos da época, ficamos pasmados. A gente vestia uma roupa lavada para ficar bonito, lavava a cara e penteava a marrafa a preceito e as expressões ficavam como ficavam.

Mas ter um Kodak não era para todos e quem o possuía também não se podia alargar porque o rolo só tinha capacidade para uma dúzia, os mais baratinhos, e mais tarde já se adquiriam até 36. A seguir vinham os processos porque passavam os negativos,  impressão, revelação, ampliação e cópia. Muitas ficavam à partida excluídas, não tinham qualidade para a revelação,  a luz era fundamental nestes retratos a preto e branco.

Tudo foi evoluindo, apareceram máquinas fotográficas extraordinárias e a cor veio trazer vida, que digam os entendidos nas maravilhas que apresentam. E as fotografias só fazem sentido se forem vistas por outros.

máquina foto.jpg

Quem navega pelas redes sociais encontra de certeza pessoas que têm como hobby a fotografia e apresentam maravilhas dignas de serem apreciadas. Mas todos nós somos fotógrafos e a qualquer momento puxamos do smartphone, captamos o acontecimento desejando que a fotografia nos deixe inteiramente satisfeito. Se ela não ficou como seria o nosso desejo, não devemos desmoralizar, “porque a melhor fotografia é a que fazemos amanhã”.

Como alternativa, podemos apagar, mas quando ela nos satisfaz não nos cansamos de olhá-la com atenção pelo prazer que nos dá.

No mundo digital a fotografia transforma a luz em mais luz, não há revelação nem químicos e não há custos, cada um trabalha as fotos a seu gosto e quando percorremos as redes sociais onde estão milhões e milhões de fotografias, encontramos de tudo, toda a gente sente o desejo de publicar e comentar.

Falar das selfies é falar da grande sensação do momento, essas fotos digitais que uma pessoa tira a si mesmo e que as redes sociais ajudaram a popularizar.

É uma febre já com vários tipos, sendo uma moda generalizada na juventude e que me leva a concluir que da fotografia podemos tirar a maior satisfação possível.

Assim sendo, vamos continuar a fotografar.

João Antunes

   14-07-2018

Mais um aniversariante

Patrocínio.jpg

TARDE MAS AINDA A TEMPO...

 

Também hoje celebra mais um aniversário o nosso amigo António Patrocínio, um alentejano de raíz, a viver ali para Portalegre, onde muito tem feito pela Diocese na sua condição de solicitador.

Sabemos que tem andado arredado dos nossos encontros (lá tem as suas respeitáveis razões!), mas este ano em Portalegre foi um conviva inteiro, cheio de alegria, como demonstra esta foto, tirada na Sala da Assembleia Geral, com o António todo enlevado junto do Pai Eterno.

Não sabemos quantos anos faz, não sabemos também o seu contacto telefónico, mas aqui lhe deixamos os PARABÉNS DO GRUPO DOS ANTIGOS ALUNOS, uns associados e outros não, que nós não nos distinguimos pelas quotas pagas.

Que Deus te abençoe e te conceda a graça de longa vida, cheia de alegria e realização dos teus sonhos.

AH       

Migrações na Europa (1)

Sempre gostei destas pré-crónicas com que o Florentino apresenta e mimoseia os seus textos. Por isso, as publico...AHFlorentino.jpg

Meu caro Henriques
Contigo me alegro, relativamente ás tuas rápidas melhoras. Temos homem a 100%. Que bom!! 

Com a temática da emigração em alta, puxou-me a vontade de aprofundar esta temática. Não à luz da espuma dos dias, bem dolorosos embora, mas procurar, lá bem longe, a longa caminhada dos povos, dos quais, nós europeus, somos descendentes. Todos somos filhos de emigrantes. Sejamos humildes e acolhedores, como nos ensina a história longa. Só nos fica bem.
Tenho acompanhado as tuas sempre esperadas e desejadas notícias. Tuas e dos outros que comungam diariamente do mesmo pão solidário e amigo. O que nos dá muita força de viver.
Um forte abraço. Até sempre
f. beirão  

 

Uma história multicultural

Uma das questões que hoje mais interpela boa parte dos países é o premente e acutilante problema das migrações e o acolhimento de muitas populações à deriva. Só em 2017, somavam 2,9 milhões. A resposta de alguns países da UE a esta trágica realidade, por motivos ideológicos ou eleitorais, tem sido encerrar fronteiras ou criar dificuldades de acesso às pessoas que fogem da guerra ou da fome. Enquanto alguns países os recebem, solidariamente, de braços abertos, outros, numa atitude xenófoba e desumana, fecham-lhe as portas. Felizmente, este comportamento egoísta tem mexido com a consciência de muitos, inconformados com esta trágica e desumana realidade, tanto a nível das emoções, mas sobretudo, da racionalidade e do que nos ensina a longa história do velho espaço europeu. Sobre este último aspeto nos vamos debruçar, ainda que sucintamente.

O que nos ensina a história, na sua longa duração, a este respeito? Como se foi povoando a Europa, berço de várias populações, ao longo dos milénios?

Segundo os paleontólogos, a presença de hominídeos, no vasto espaço europeu, vindos de África, data de há cerca de 1,8 milhões de anos. No princípio, era o “homo erectus”, bípede, que, através da sua longa

homo sapiens.jpgevolução, atingiu a espécie “homo sapiens”, o homem moderno. Segundo os mesmos investigadores, há cerca de 700.000 anos, a Europa já era habitada por diversas espécies humanas de caçadores e recolectores que utilizavam elaboradas técnicas para sobreviverem, sobretudo com caça, fabricando instrumentos de pedra funcionais e artísticos, como os bifaces “tidos hoje, como uma primeira emergência do pensamento estético”. Só que as mudanças climáticas e os períodos glaciares foram tornando-se os principais inimigos dos primeiros habitantes da Europa - chegados em várias vagas de África e médio-oriente, obrigando-os a constantes deslocações.

Entre as várias populações aqui chegadas, há cerca de 400.000 mil anos, encontra-se uma subespécie do “homo sapiens”, o “ homo de neandertal” que era tão evoluído, que, além da sua arte na construção de instrumentos de caça, construía sepulturas, esculturas e até pinturas. Descoberto o fogo e a sua utilização nesta altura, as populações locais puderam alimentar-se melhor, com carne mais digestiva e menos tóxica. Por outro lado, o fogo iluminava os espaços habitacionais das grutas rochosas, onde se

homo neandertal.jpgrefugiava o “homo do neandertal”, afugentando os animais ferozes. À volta do fogo, terão nascido os mitos e o pensamento simbólico. Estes dois hominídeos, durante largos milénios, acabaram por conviver no espaço europeu, tendo o “homo do neandertal, por razões ainda difíceis de explicar, se extinguido há cerca de 30.000 anos a.C..

Nada leva a crer que tenha havido entre estas duas espécies de hominídeos, massacres ou guerras, pela posse da terra. Pelo contrário, os historiadores falam-nos de uma aculturação, coabitação pacífica, trocas de técnicas e de cultura. Dotados de semelhantes capacidades cognitivas, simbólicas e espirituais, souberam conviver, enriquecendo-se mutuamente. Estas duas populações foram misturando os seus genes, numa longa mestiçagem, provada em análises pelo ADN. Negando-se a causa da sua extinção a um vírus ou a pestes, os especialistas inclinam-se por explicar o seu desaparecimento, pelo facto de ele se reproduzir menos do que o “homo sapiens”. Este, sendo mais fértil, pode revitalizar-se melhor, ao ponto de conseguir integrar uma boa parte da outra espécie, cada vez mais anémica, demograficamente. O “homo sapiens”, pelo contrário, através de uniões mistas, tornou-se dez vezes mais fecundo do que os “neandertais”. Teria sido normal, segundo opinião dos investigadores, que “as duas espécies, ao longo dos milhares de anos que coexistiram, se fossem misturando, com trocas genéticas, numa vasta massa de “ homo sapiens”. Dando-se a extinção do nosso familiar “neandertal”, a responsabilidade, pela conservação do nosso espaço, ficaria entregue à nossa espécie – homo sapiens - o homem atual. À luz dos estudos laboratoriais, podemos concluir que a nossa velha Europa já foi berço de muitas espécies humanas que se foram integrando e desenvolvendo mutuamente. Hoje, como pediu o novo cardeal A. Marto, em 17.06.18, “não podemos deixar a história nas mãos de gente xenófoba”, mas tornar a nossa velha Europa um espaço aberto e multicultural. Façamos todos por isso.

florentinobeirao@hotmail.com

Aniversário

Amândio Mateus.jpg

PARABÉNS, Sr. Prior!

 

Celebra hoje 55 primaveras o Prior de Mação, P. Amândio da Trindade das Neves Bártolo Mateus, que também responde às paróquias de Aboboreira, Ortiga e Penhascoso.                    

Natural do Estreito, também foi professor no seminário... É ainda arcipreste de Abrantes.

Estamos consigo, bom amigo, damos-lhe os melhores PARABÉNS e desejamos-lhe longa vida, muita saúde e alegre felicidade no exercício das sua missão.

Contacto: Tel:  964 829 865                               

Estamos de férias?

Ora aqui está uma pergunta perturbante... Porque é que a faço?

 

Para vos dizer que é altura de nos encherem a caixa de correio electrónico (asal.mail@sapo.pt) com a descrição das vossas viagens. 

Então vocês não saem de casa? Têm medo dos ladrões?

Nem uma aldeiazinha visitam? Nem uma cidade? Nem um país?

Com 10 linhas e uma foto já se faz um relato. Se for com 20, melhor...

E os colegas gostam de vos ler... Eu saí por um dia e já falei daPeras.jpg loiça das Caldas, com tudo bem explicado!...

 

E ESSAS LEITURAS?

 

 Mas vocês não lêem? Como é que alimentam o espírito?

Pessoalmente, ando há dois meses ou quase sem apetite pelas leituras, pelo que têm de ser outros a encher estes espaços. O blogue precisa de novidades.

AH

 

NOTA: Quando há dias passámos pelo Oeste, pudemos admirar a carga de fruta que estas árvores suportam. É demais! Até quando é que estes ramos vão suportar o peso de tantas peras? 

Soubemos então que nem tudo é fácil... Logo no momento da floração e depois mais tarde, vai-se fazendo o desbaste das futuras peras, deitando fora muita produção para que no momento da colheita estes frutos tenham um calibre aceitável para o mercado lhes dar o devido valor. São as leis comerciais a mandar! AH

Mais um aniversário

João Mendes.jpg

Neste 13 de Julho de 1969, nasceu o João Mendes.

 

Ainda não temos mais elementos, que há muito lhe pedimos.

 

Mas aqui deixamos os nossos PARABÉNS e votos de muita saúde e longa vida.

Homenagem ao Joaquim Alves Filipe

Andamos há muito a pensar neste texto. Valia a pena publicá-lo, destacando um dos nossos nas suas qualidades de trabalho, honestidade e serviço genuino à comunidade. Chegou hoje o dia. Espero que outros amigos falem dele, numa homenagem evocativa de um grande homem. Ao J. Alves Dias, um obrigado por nos ceder o seu texto. AH Joaquim Al Filipe1.png

            

EVOCAÇÃO E HOMENAGEM 

AO JOAQUIM ALVES FILIPE

 

  

Palavras proferidas no almoço realizado no Convento das Irmãs Franciscanas, em LINDA-A-PASTORA em 31 de Janeiro de 2015

1 – Muito Boa Tarde, minhas senhoras e meus senhores, caros amigos.

2 - Bem-vindos a este almoço-convívio da Associação dos antigos alunos dos seminários da diocese de Portalegre e Castelo Branco, cuja tradição- iniciada há anos na Buraca - foi, felizmente, retomada.

Joaquim Al Filipe.png

 3 – Após a exibição do filme sobre a visita de antigos alunos ao Padre Horácio Nogueira, na qual o Joaquim Filipe teceu os melhores elogios ao seu antigo professor, bem como do filme sobre o homem extraordinário que foi o Padre Álvaro, proponho-me fazer uma singela evocação e proferir algumas palavras de sentida homenagem ao nosso grande amigo e companheiro JOAQUIM ALVES FILIPE que foi chamado por Deus em 20 de Dezembro do ano transacto, aos 85 anos de idade. Era natural do lugar e freguesia de Amieira, onde nasceu em 7 de Maio de 1929, localidade perdida na serra, entre os pinheiros então frondosos, do concelho de Oleiros, distrito de Castelo Branco, localidade esta que, naquela altura, não tinha telefone, não tinha estrada de ligação à sede do concelho nem a qualquer outro centro populacional de relevo,  nem tinha água canalizada. A vida decorria ali como se estivéssemos separados do mundo, quase como na chamada Idade Média. Mas deve referir-se que existia já uma Escola Primária e uma Igreja Paroquial com o respectivo Pároco.

 O Joaquim era filho de JOÃO ALVES FILIPE e de MARIA DE JESUS, pessoas que tambémrecordo com saudade.

 4 – Este meu propósito deve-se ao facto eu sentir uma certa responsabilidade moral na evocação deste amigo, dado que o Joaquim Filipe era meu conterrâneo, meu parente e amigo de há muitos anos, a que acresce o facto, que se me afigura não despiciendo, de a sua família ter tido sempre as melhores relações de amizade com a minha família, amizade que vem já do tempo dos nossos pais e dos nossos avós.

 Além de tudo isso, não posso esquecer – e o mesmo sucede com os meus antigos colegas de escola - que o Joaquim Filipe, pelo seu aprumo, pela sua figura vestida a rigor com fato e gravata e também pela sua natural  simpatia, era uma espécie de modelo (passe a expressão) para nós, juvenis alunos da 4ª. Classe e com as ilusões próprias dos nossos 11/12 anos

5 – Ora, como é do conhecimento da maior parte dos presentes, senhoras e senhores, caros amigos, o Joaquim Filipe frequentou os seminários da Diocese de Portalegre (Gavião e Alcains) durante cerca de 6/7 anos, sempre com o melhor aproveitamento.    Após esses proveitosos anos de estudo, e por motivos que só ele conhecia, mas que familiares e amigos compreenderam e respeitaram, por serem do seu foro intimo, resolveu interromper a sua preparação para o Sacerdócio e, consequentemente, deixar o seminário. Contudo, deve sublinhar-se que não renegou esses tempos - de sério estudo e certamente de profunda reflexão - nem os ensinamentos e conhecimentos que ali lhe foram ministrados, antes pelo contrário;

6 – Com efeito, após a saída do seminário, continuou a prestar a melhor colaboração em inúmeras actividades religiosas, quer na sua terra Natal (Amieira), quer nos locais onde prestou serviço, como funcionário judicial, nomeadamente na Pampilhosa da Serra, Sertã, Oeiras e Lisboa. Especialmente nos últimos tempos, após a passagem à reforma por limite de idade e a perda da Esposa CARMINDA DIAS FILIPE (com a qual formava um casal verdadeiramente exemplar) prestou relevantes serviços na Paróquia de Santo Amaro de Oeiras, onde residia. Antes deste sério golpe, já o Joaquim e a Esposa haviam sofrido um outro rude golpe com a  morte do filho mais novo.

7 – Profissionalmente pode dizer-se que fez uma carreira brilhante, começando na Pampilhosa, passando depois à Sertã, seguidamente a Oeiras e finalmente a Lisboa, sempre com as mais altas classificações no que respeita a desempenho, saberqualidades de chefia, relações de trabalho, quer com colegas e superiores, quer com advogados e público que a ele recorriam para resolver questões relacionados com os processos que lhe estavam confiados;

8 – Atingiu o último escalão da carreira que escolheu – sempre com as maiores classificações e as melhores referências pelo que, face ao seu elevado grau de profissionalismo, conhecimentos e competência foi nomeado Director do Centro de Oficiais de Justiça e, depois, escolhido para assessor de um Secretário de Estado da Justiça (Dr. Borges Soeiro); Trata-se, segundo me foi dado  testemunhar, de caso único na carreira que escolheu e desempenhou até à reforma.

9 – Foi um bom filho, um marido exemplar e um pai extremoso para os seus 3 filhos, um dos quais, infelizmente, já falecido como antes já referido,

10 – A par da sua actividade profissional e do apurado desempenho dos seus deveres familiares, não descurou o nosso querido amigo JOAQUIM FILIPE o seu papel como elemento da chamada “Sociedade Civil” em que estava integrado, tendo participado, entre outras, nas seguintes actividades:-

  1. Na comissão “ad hoc (que incluía o meu saudoso pai DAVID DIAS) constituída para obter, junto das autoridades competentes, melhoramentos para a sua terra natal, nomeadamente o telefone, fornecimento de água e a construção de uma estrada de acesso à sede do concelho (Oleiros) de que carecia aquela freguesia;
  2. Associado fundador da LAFA – LIGA DOS AMIGOS DA FREGUESIA DE AMIEIRA (associação regionalística, tendo participado várias vezes nos seus Corpos Sociais ) ;
  3. Associado fundador desta nossa associação dos antigos alunos dos seminários da Diocese de Portalegre;
  4. Associado fundador da LAFI – Liga dos Amigos da Freguesia da Isna, onde passou alguns anos na companhia do seu tio – pároco da Isna.
  5. Participou nos órgãos sociais da CASA DA COMARCA DA SERTÃ (associação regionalística) durante vários mandatos e até muito recentemente, onde prestou colaboração de relevo, como é testemunhado pelos próprios dirigentes desta associação;
  6. Elemento da Assembleia Municipal da Câmara de Oleiros

11 – Era também um homem naturalmente integro, de uma honestidade a toda a prova, frontal, lidando com as pessoas de forma aberta, sem cinismos nem reserva mental;

12 - Muito mais havia a dizer sobre o nosso querido amigo e companheiro JOAQUIM FILIPE – que era, sem dúvida alguma, pessoa de uma grande dimensão humana, portadora do mais elevado sentido de “bem servir” - mas não vou alongar-me mais, agradecendo a atenção que vos dignastes prestar a esta minha singela evocação e modesta homenagem e espero – e desejo - que a ela se tenham associado;

13 – Para terminar, gostaria de referir ainda que o nosso amigo e companheiro Joaquim Filipe era pessoa afável, de bom trato, respeitador de superiores e subordinados e muito estimado por todos eles. Em suma, um homem bom.

14 - Por tudo isto, e o mais que fica por dizer, e que poderá ser acrescentado por cada um de vós, peço-vos que guardemos um minuto de silêncio por este nosso irmão e amigo que foi chamado por Deus e Alves Dias.jpgque, estou certo, estava preparado para partir, embora não sabendo o dia nem a hora a que seria chamado, como consta do Evagelho.

15 - Este meu pedido é extensivo a dois outros irmãos, já falecidos:- o Padre José Antão (em 2010), também natural da Amieira e o Padre Álvaro que nos deixou recentemente e que acaba de ser  homenageado por todos os presentes e, em especial, pela brilhante intervenção do nosso caro amigo e colega António Henriques.

Muito obrigado a todos e desculpem-me se demorei demasiado, abusando inadvertidamente, da vossa paciência.

Linda-a-Pastora, 31 de Janeiro de 2015 

J. Alves Dias

 

 

Mais uma foto, com o nosso amigo bem acompanhado: o seu sobrinho - Joaquim Silvério e o Joaquim Nogueira, também indelevelmente ligado à história da nossa associação.

Joaquim Al Filipe2.png

Êxito da cooperação mundial

 

Tailândia.jpgANJOS E DEMÓNIOS

 

Terminou bem o resgate “tailandês”.
O MUNDO inteiro envolveu-se positivamente para ajudar. Tailandeses, israelitas, americanos, australianos, chineses … Todos quiseram colaborar e foram importantes. Todos nós estivemos a “torcer por fora”…
O êxito da missão deve-se particularmente a esta generosidade e bondade universais e naturais do ser humano. Elas estão quase sempre patentes nas grandes catástrofes e fazem parte da natureza da espécie humana desde sempre.
Espantará alguns que não seja sempre assim.
Porque será que a mesma Humanidade, geradora de tão grande generosidade e altruísmo, também é capaz das maiores barbaridades, crueldades e injustiças com que todos os dias a comunicação social nos presenteia por esse Mundo fora?

Tó Manel.jpgÉ que, como dizia PASCAL (1623-1662) físico, matemático e filósofo francês: “Nós não somos Anjos nem Demónios, somos Homens.”

É por isso que se costuma dizer que todos nós temos um lado escuro. E que “há um Hitler escondido dentro de cada um nós sempre pronto a saltar quando as circunstâncias forem favoráveis." (Digo eu.)

 

António Manuel M. Silva

 

E diz o DN: «Mas agora houve isto, e isto foi extraordinário. Ao fim de 432 horas, finalmente, a luz. E com isso um planeta inteiro a explodir de alegria. Não há espetáculo mais belo do que a conquista da liberdade».