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Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Animus Semper

Associação dos Antigos Alunos dos Seminários da Diocese de Portalegre e Castelo Branco

Aniversário

Hoje é o dia de anos do Celestino Pinheiro, do Vale da Mua, nascido em 28-01-1955.

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Frequentou as Universidades do Porto e Católica, leccionou na Secundária de S. João da Madeira, onde vive, e presentemente goza a sua jubilação, sem ter parado ainda, pois continua ligado à Universidade Sénior da sua terra. Bonita vida! Sim, eu bem o sei...

Meu caro, aqui vão os PARABÉNS DO GRUPO, com votos de muita saúde e alegria de viver... 

Contacto: tel. 967934495.

 

Regionalização: sim ou não?

Caro Henriques
Aí te envio mais uma colaboração, para o nosso ponto de encontro...o indispensável e sempre esperado Animus.
Desta feita, foi a Regionalização que me espicaçou. Um tema repetente, mas nem por isso menos importante, para o desenvolvimento do nosso interior, tanto à deriva. Podemos e devemos discuti-lo porque sempre alguma luz brotará das nossas reflexões. Se a descentralização já é um bom passo, na direcção certa, a Regionalização se for bem planeada, poderá produzir alguns frutos para as nossas gentes, em vias de extinção. Louvo mais uma vez a tua dedicação exemplar para a Vida da nossa estimada Associação.
Num abraço, votos de Saúde e de Paz

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Florentino Beirão
 
 

O território anda à deriva

Os números que nos revelam o retrato do interior do nosso país, relativamente à sua demografia, mostram-nos uma realidade, à qual não podemos fechar os olhos. Recentemente, ficámos a saber pela coordenadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Paula Santana, que nas zonas rurais do país onde nos incluímos, nos últimos 30 anos, já perdemos mais de 40% da população. Se já o intuíamos, por observação diária, agora com este estudo, ficamos a conhecê-lo com maior precisão. O mesmo relatório revela-nos ainda que a variação da população foi negativa em 68% dos municípios, e positiva apenas em 32%,ou seja um terço.

Numa análise mais fina, o mesmo estudo mostra-nos ainda que há 20 municípios com densidade demográfica inferior a 10 habitantes por quilómetro quadrado. Desta baixa densidade fazem parte, na Beira Baixa, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor.

Se olharmos para o número de nascimentos de 2019, estes dão-nos também uma triste realidade. Os nascimentos em geral, se subiram um pouco no país, no interior, tal não aconteceu no passado ano. Nomeadamente nos distritos de Castelo Branco, Portalegre e da Guarda.

Só no concelho de Castelo Branco, segundo a “Pordata”, entre 2010 e 2017, perderam-se 3000 alunos no ensino básico e secundário. E a tendência, se não forem tomadas medidas potenciadoras de mais emprego e de medidas fomentadoras de maior natalidade, neste concelho e noutros mais do interior, será para se manter esta linha estrutural descendente.

Com mais idosos e menos crianças e jovens, com este nosso declínio demográfico e, cada vez mais, apanhados pelas alterações climáticas – temperaturas elevadas, incêndios e cheias - não haverá futuro promissor nestas terras tão esquecidas do interior, de onde continuam a partir para a emigração e imigração, sobretudo os mais jovens.

Temos consciência de que, de um momento para o outro, não será fácil podermos inverter significativamente esta realidade, por melhores e mais eficazes que sejam as políticas que forem implementadas.

Nos tempos que nos é dado viver - já no império romano era muito semelhante - a atração pelos grandes centros urbanos faz parte da nossa civilização moderna. Este novo paradigma iniciou-se na Europa, como sabemos, com a revolução industrial do séc. XVIII. Nos anos seguintes, foi crescendo de tal modo que as zonas urbanas se tornaram espaços colossais, onde o anonimato e o individualismo ganharam terreno e imperam. Portanto, nos próximos tempos, as aldeias rurais irão continuar a diminuir e muitas delas poderão mesmo desaparecer.

Esta situação acontecerá certamente em muitos concelhos do país os quais, todos os anos, perdem habitantes a favor das grandes cidades ou para os países de emigração.

Quanto a nós, impõe-se aos planificadores do nosso território encontrarem propostas válidas e eficazes para que as pessoas que ainda vivem nas pequenas aldeias ou vilas possam vir a residir em cidades de média dimensão do interior do país, onde não faltem os bens essenciais à vida moderna, com serviços de qualidade: saúde, educação, lazer, cultura e outros.

Só será possível a criação destes espaços urbanos, se existirem empresas robustas, fornecedoras de empregos bem remunerados e uma programação turística, a partir do património material e imaterial de cada região. Deste modo, aliviavam-se as grandes cidades, geradoras de poluição e potenciadoras de alterações climáticas, criando-se cidades, com melhor qualidade de vida.

Na opinião de Teresa Sá Marques (Público, 19.01.20), coordenadora científica de um plano que se propõe estudar a forma como vamos gerir o território nacional até 2030, uma das opções a implementar no país, para se tentar resolver esta complexa problemática, deverá ser avançarmos para uma regionalização do país, onde a democracia de proximidade seja capaz de discutir e promover soluções adaptadas a cada região. Segundo a mesma investigadora, além de defender a regionalização, acrescenta que “ a governança territorial não tem de ter sempre as mesmas geografias”. E remata “nós precisamos de bons políticos, mas mais que bons políticos, precisamos de um sistema inteligente, o que significa que temos de ter uma sociedade muito mais participativa, instituições muito mais capacitadas, para conseguirmos gerir, mesmo quando temos maus políticos. Neste momento, Portugal tem um problema de capacitação (….) hoje exige-se mais conhecimento e muito mais competência”. Já vai sendo tempo de deixarmos de ser um país à deriva, com ou sem regionalização.

florentinobeirao@hotmai.com

Aniversários

Mais dois amigos em festa

Celebra hoje o seu 76.º aniversário o P. Joaquim Martins Valente, Diretor in solidum do Secretariado P Joaquim M Valente.jpgDiocesano das Missões e das Obras Missionárias Pontifícias; Pároco in solidum (moderador) de Alpalhão, Amieira do Tejo, Arez, Gáfete, Montalvão, Nisa (Espírito Santo e Senhora da Graça), Santana, São Matias do Cacheiro, São Simão do Pé da Serra e Tolosa.

No meio de tanto espaço, desejamos ao P. Valente muita energia para a sua missão se cumprir ao gosto dos seus fiéis. Aqui ficam os nossos PARABÉNS e a nossa amizade.

Contacto: tel. 960 047 412


Luís Costa.jpeg

 

MAIS UM ANIVERSARIANTE, O LUÍS COSTA

 

Aqui registamos o evento: O Luís Costa, de Castelo Branco, faz hoje 69 primaveras. Deixamos um abraço de PARABÉNS e votos de muita saúde e felicidade por muitos anos. 

Inscrições para Alfragide

Estamos já a caminho de Alfragide, com Encontro no próximo sábado, dia 1/02, no Seminário de N. Sr.ª de Fátima,  dos Dehonianos, com início pelas 11h. Contamos (ou contávamos, depende de vós!) com mais colegas, mas os dias para as inscrições estão a esgotar-se. 

Já temos as seguintes 45

Inscrições:

Abílio Cruz Martins (2)

Alberto Duque (2)

Alexandre Pires (2)

António Colaço (2)

António Eduardo (2)

António Henriques (2)

Pe António Martins Cardoso (1)

António Martins da Silva (2)

António Pereira Ribeiro (1)

António Rodrigues Lopes (2)

Armindo Luís (2)                                                                      Este mapa pode ajudar

Mapa Alfragide.png

Francisco Cristóvão (2)

Francisco Simão (2)

João Oliveira Lopes (2)

João Pires Antunes (1)

João Torres Heitor (2)

Joaquim Dias Nogueira (2)

Joaquim Mendeiros (2)

José Andrade (2)

José Cardoso Pedro (1)

José Castiço (1)

José Maria Lopes (1)

José Maria Martins (1)

José Ventura Domingos (1)

Pe Lúcio Alves Nunes (1)

Manuel Inácio (2)

Manuel Pires Antunes (2)

Total : 45

Inscrições, até 28-01-2020, por e-mail, facebook ou para qualquer dos seguintes elementos da comissão: Heitor 967 421 096 –Nogueira 919 482 371- Martins da Silva 965 026 324 - A. Henriques -917 831 904- Mendeiros 969 015 114.

ENCANTOS E DESENCANTOS

De contrastes é este nosso mundo e muitos sofrem... Cá temos novamente o Pires da Costa. AH

Eufóricos, sejamos contentes,

pires da costa.jpg

Do mal a terra está despida.

As verdades são as correntes

Da arte nos espíritos contida.

 

Tantos a praticar maldições.

Tantos a destroçar corações.

 

Tempos novos já surgiram

Enalteçam-se as maravilhas

As quotas do bem já subiram

Verdejam continentes e ilhas.

 

Tantos desprotegidos a penar,

Tantos abastados a esbanjar!

 

Fraterno mundo enfim chegou

O bem nos protege e abençoa.

Já não se diz que alguém roubou

Já ninguém mente ou atraiçoa.

 

Tantos esforços que se goraram.

Tantos apelos que se desprezaram!

 

Alegres, os defensores da verdade

Pensam no mundo em que estão.

Ei-los contentes, com liberdade,

Fraternos e sem dor ou solidão.

 

 Tantos espoliados à nossa volta,

Tantos usurários por aí à solta!

 

Sorriem os destruidores da pobreza

Os altruístas, caridosos e justos.

Premeia-se a verdade com justeza,

Corre a vida tranquila, sem custos.

 

 Tantos abutres para corromper

Tantos despojados do seu haver!

 

 ……………………………………….

Há dois mundos fundidos num só,

O bem e o mal a puxar se afastam.

Digladiam-se sem piedade ou dó,

Tantos sentimentos que contrastam.

 

Afastem-se os calhaus da maldade,

Sigamos pelas veredas da lealdade.

 

Publique-se o edital da solidariedade,

Cumpram-se todas as leis da cidade!

A. Pires da Costa

Quem quer o livro?

Livro Bonif.jpg

Ei, amigos, já recebi o livro do Sr. Cón. Bonifácio sobre o Seminário de Portalegre.

Para quem quiser adquiri-lo, junto o email e o n.º de telefone do autor, para ele vo-lo enviar:

Bonifácio Bernardo <bonbernardo@gmail.com> /

tel. 938 490 015

 

NOTAS: 1 - Levamos 30 livros para Alfragide. Se não os vendermos lá, temos de os carregar para Alcains, em Maio. Mais uma razão para tu ires ao Encontro do dia 1 de Fevereiro - o próximo sábado - no seminário dos Dehonianos em Alfragide;

2 - A primeira curiosidade que me prendeu foi ver no final do livro o nome de todos os professores e alunos que por ali passaram desde o ano letivo 1955/56 até a 2001/2002, quando entrou o último aluno - Ricardo Jorge Santo Dionísio, de S. Miguel d'Acha.

E quantos já faleceram?!

AH

Aniversários

PARABÉNS A DOIS!

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- Nos Montes da Senhora nasce em 26-01-1946 o P.e Ilídio Alberto Ribeiro Mendonça, meu vizinho (quase que te via do Ripanso!), que, além de Assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, é presentemente Pároco de Alcains, Caféde, Escalos de Baixo e de Cima, Lardosa, Lousa, Mata, Póvoa de Rio de Moinhos, Sobral do Campo e Tinalhas.

Deita o coração ao largo, que o que tu não podes fazer nessas tantas terras, será Deus a fazê-lo! Claro, como é que tu podes vir aos nossos encontros? Com tantas ovelhas a pastorear...

Olha, manda o teu irmão a representar-te! 
Contactável pelo tel. 964 800 277.

 

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- Vem a seguir o João da Silva Inácio, nascido na Sertã em 26-01-46, a viver em Almada (tão perto de muitos de nós - não vais aparecer em Alfragide no dia 1 de Fevereiro?) e contactável pelo tel. 966 920 927.

 

           PARABÉNS AOS DOIS AMIGOS! SEJAM FELIZES...

O apoio avança

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Calma, António! Tem esperança... Isto vai devagar, mas vai. Olha que a tua tensão sobe e começas a dormir mal. E a culpa não é da Antonieta, que anda preocupada com as coisas que magicas.

Se hoje tiveste dois telefonemas e um email a confirmar que mais três amigos querem apoiar, podes dormir descansado e fazer a tua vida.

Vai lá amanhã para a visita à Ajuda com os teus amigos da Casa do Educador, distrai-te, que tudo se há-de arranjar.

Que tenhas um bom sábado!

J. Ripanso (também posso usar alter egos, não acham?)

Palavra do Sr. Bispo

A ÚNICA PALAVRA SEMPRE ATUAL E ATUANTE

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Com a Carta Apostólica “Apperuit illis", o Papa estabeleceu que, doravante, o III Domingo do Tempo Comum “seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”. Mas deseja que este dia não seja “uma vez por ano, mas uma vez por todo o ano”, caso contrário, “o coração fica frio e os olhos permanecem fechados, atingidos, como somos, por inumeráveis formas de cegueira”. A propósito, o Conselho Pontifício para a promoção da Nova Evangelização publicou o “Subsídio litúrgico-pastoral 2020” para se viver este Domingo da Palavra de Deus, o qual - para além do logotipo baseado na passagem dos discípulos a caminho de Emaús em que Jesus aparece como Aquele que Se aproxima e caminha com a “Humanidade”-, traz também propostas celebrativas, formativas e recreativas para que se possa favorecer a perceção da Bíblia como “dom” de Deus.
Francisco publicou a referida Carta Apostólica no dia litúrgico de São Jerónimo, conhecido biblista que afirmava que “A ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”. Nascido na Dalmácia em 347, toda a sua vida foi marcada por um grande amor às Escrituras, amor que sempre procurou despertar nos fiéis. A ele se deve a "Vulgata", o texto "oficial" da Igreja latina, que foi reconhecido como tal pelo Concílio de Trento.
A Carta Apostólica começa com a seguinte passagem do Evangelho de São Lucas: “Encontrando-se os discípulos reunidos, Jesus aparece-lhes, parte o pão com eles e abre-lhes o entendimento à compreensão das Sagradas Escrituras. Revela àqueles homens, temerosos e desiludidos, o sentido do mistério pascal, ou seja, que Ele, segundo os desígnios eternos do Pai, devia sofrer a paixão e ressuscitar dos mortos para oferecer a conversão e o perdão dos pecados; e promete o Espírito Santo que lhes dará a força para serem testemunhas deste mistério de salvação” (Lc 24,45).
Em seguida, e entre outras coisas, o Papa
RECORDA que o Concílio Vaticano II deu um grande impulso à redescoberta da Palavra de Deus com a Constituição Dogmática Dei Verbum; que Bento XVI, “para incrementar esta doutrina”, convocou o Sínodo sobre “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, do qual resultou a Exortação Apostólica Verbum Domini que “constitui um ensinamento imprescindível para as nossas comunidades”;
SUBLINHA que estabeleceu tal iniciativa nesta altura do ano por ser nela que somos convidados a rezar pela Unidade dos Cristãos. A Palavra de Deus “convida a reforçar os laços com os judeus e a rezar pela unidade dos cristãos", expressa “uma valência ecuménica”, indica “o caminho a ser percorrido para alcançar uma unidade autêntica e sólida”;
EXORTA a que se viva o Domingo da Palavra como um dia solene e com sinais apropriados: “será importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado, de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui a Palavra de Deus”;
INDICA aos bispos a possibilidade de poderem “celebrar o rito do Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia”, sendo fundamental “preparar alguns fiéis para serem verdadeiros anunciadores da Palavra”;

SUGERE aos párocos que “poderão encontrar formas de entregar a Bíblia, ou um dos seus livros, a toda a assembleia, de modo a fazer emergir a importância de continuar na vida diária a leitura, o aprofundamento e a oração com a Sagrada Escritura”;
ADVERTE que a Bíblia não é monopólio de ninguém, não é “património só de alguns”, não é “uma coletânea de livros para poucos privilegiados”. É “o livro do povo do Senhor”, o livro que os Pastores “têm a grande responsabilidade de explicar e fazer compreender a todos”, em linguagem “simples e adaptada” à assembleia e falando “com o coração para chegar ao coração” de quem escuta e lhes fazer “captar a beleza da Palavra de Deus e a ver referida à sua vida diária”.
REPETE que “não se pode improvisar o comentário às leituras sagradas” nem se deve alongar o tempo “com homilias enfatuadas ou sobre assuntos não atinentes”.
FRISA a estreita relação que existe entre a Sagrada Escritura e a Eucaristia, bem como salienta a principal “finalidade inscrita na própria natureza da Bíblia”: a nossa salvação pela fé em Cristo. E se o Espirito Santo foi fundamental na formação da Sagrada Escritura, ela deve ser lida, interpretada e rezada com o mesmo Espírito com que foi escrita, para que permaneça sempre nova. Se assim não for, estará “sempre iminente o risco de ficarmos fechados apenas no texto escrito, facilitando uma interpretação fundamentalista, da qual é necessário manter-se longe para não trair o caráter inspirado, dinâmico e espiritual que o texto possui”. O Espírito Santo continua a atuar, “continua a realizar uma sua peculiar forma de inspiração, quando a Igreja ensina a Sagrada Escritura, quando o Magistério a interpreta de forma autêntica e quando cada fiel faz dela a sua norma espiritual”.
Não se trata, pois, de uma palavra do passado. É sempre atual e atuante. Tem profundo vínculo com a fé, com a esperança e a caridade dos crentes. É inseparável dos sacramentos, ensina, refuta, corrige e educa na justiça, como diz Paulo. Dirige-se a cada um de nós e faz-nos compreender o que o Senhor nos quer dizer. Constrói a Igreja, transcende os tempos, tem em si a eternidade, a vida eterna. É capaz “de abrir os nossos olhos, permitindo-nos sair do individualismo que leva à asfixia e à esterilidade enquanto abre a estrada da partilha e da solidariedade”.

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 24-01-2020.

Aniversário

João Bar Serrasqueiro.jpg

Faz hoje 70 anos o João Barata Serrasqueiro, Diácono Permanente a viver em Castelo Branco.

Na pastoral da Igreja, o João é adstrito ao serviço das Paróquias de São Miguel da Sé, São José Operário (Castelo Branco) e Benquerenças. Desempenha ainda a função de Notário do Tribunal Eclesiástico.

A este aniversariante damos os PARABÉNS e desejamos-lhe muitos anos de vida com saúde e felicidade.

Contacto: tel.  966 827 221

A serra de S. José

Com o intuito de ir apreciar um Concerto de Reis num dos últimos domingos, entrámos na Igreja de S. Mamede, ali perto do Largo do Rato. 

Pudemos cumprimentar vários amigos, alguns de longa data e que não víamos há muito. Apreciámos igualmente os dois coros musicais que nos deliciaram. Mas também pudemos olhar para aquela igreja na multidão de motivos que nos convidam a conciliar a nossa vida com tantos convites. 

S.Mamede3.jpg

Foi o teto, com uma pintura bem conservada a convidar para a adoração ao SS. Sacamento, foram os muitos azulejos a acompanhar cada quadro da Via Sacra (embora notasse alguma pobreza, pois quase todo o conjunto se repetia 14 vezes, sendo apenas diferente o pequeno quadro da Via Sacra que encima cada um dos conjuntos), foi ainda a beleza da capela-mor com belas e grossas colunas marmoreadas e uma pintura que não consegui identificar.

Foram ainda as imagens, mas houve uma especial: S. José, com o Menino ao colo e com o lírio da castidade, costuma ver-se por aí em muitas igrejas. Mas com uma serra de carpinteiro e ali bem pronunciada, não é costume. Mas é a imagem que ali se oferece aos fiéis. 

O trabalho é importante, o trabalho é digno, o trabalho glorifica o homem e santifica-o.

Para onde me deu hoje! Mas eu tive tempo de parar e pensar!...

AH

Vá lá, inscrevam-se para o Encontro do dia 1/02 em Alfragide. Não é trabalho. É encontro de amigos.

Aniversários

HOJE, DAMOS PARABÉNS A DOIS AMIGOS:

Florentino.jpg

- Ao Florentino Vicente Beirão, que nos habituámos a ver e ler nestas páginas, sempre muito oportuno nos seus temas, grande investigador, atento à vida da nossa associação e elemento activo desta Comissão que assumiu em Portalegre trabalhar pela animação do grupo dos antigos alunos dos seminários de Portalegre e Castelo Branco, neste segundo triénio. Neste momento, prepara o livro sobre o Seminário de Alcains a apresentar em Maio, com a colaboração de quem quiser escrever episódios da sua passagem por lá.

Nasceu em 23-01-44 em Alcains, formou-se e viveu do ensino, gozando a sua jubilação na sua terra natal.

Contacto: tel. 964 819 423

Francisco Fer Martins.jpg

 

- Também faz anos o Francisco Ferreira Martins, nascido em 23-01-49. Sabemos que trabalhou na Caixa Geral de Depósitos e vive em Oleiros, passeia como benfiquista por aí fora e pertence à Confraria Gastronómica do Cabrito Estonado.

Contacto: tel. 249 311 590

PARABÉNS AOS DOIS ANIVERSARIANTES. Sejam felizes na vida pessoal e familiar e que não vos faltem amigos e muitas razões de viver.

Estímulo a escrever

João Lopes.jpegLer e escrever

Hoje apetece-me escrever para o Animus Semper!  Como podem ver, não o faço sem intenção! E vou ao meu Diário disperso por mil folhas e de lá saco coisas velhas que aprendi e ensinei. Senhoras, sabem o que é a leitura? (   Uh. Uh uh…)  Pois, recorrendo ao velho Aristóteles, autor da teoria da recepção (não me dá jeito o novo/encanecido (des)acordo ortográfico!),  vejam bem: Quando alguém lê está a criar novas imagens, a apreender novos conceitos, a partilhar emoções e corações, e, até, a exercitar a fala. Enquanto lemos, os músculos da língua mexem-se quase imperceptivelmente.

 Outro dado a ter em conta: legere significa colher, recolher sentidos, logo interpretar, isto é, actividade de Hermes, o deus–pirata e mensageiro dos  deuses, daí  Hermenêutica, arte ou técnica de procurar significações do texto lido, que podem não coincidir com as do texto escrito. Certo? Logo também se diz haver criatividade na leitura. Importa é que a interpretação, apreendendo embora o lastro, a estrutura do texto  primeiro, o de um suposto autor, que nunca é só dele, como aqui já foi explicado pela Júlia Kristeva, vislumbre o que ele não disse, mas quis dizer, sem deixar de clarificar  o que é dito sem querer. ( Podem ler Freud, mas é mais acessível  Graciela Reyes  e a  Professora J. Kristeva.

  Conhecem este caso de F. Pessoa? Um dia, num hotel, pegou na Bíblia e  leu a 1ª carta aos Coríntios (Ó Prof. , isso de quem é?  -Bem, se eu não fosse tão bom para vocês, dava-lhe meia hora para consultar a Biblioteca. – E há lá disso? – Mas é o livro berço da civilização ocidental! Harold  Bloom.  – Eu vou, prof., mas se você diz que é  um berço, lá por isso eu vou com gosto. ( Risada geral, mas esta  Senhorinha, meu Deus!   Diz o poeta :

 “ Reli-a à luz de uma vela subitamente antiquíssima/ E um grande mar de emoções ouviu-se dentro de mim… (..) “ Se eu não tivesse a caridade”  E a soberana voz manda, do alto dos séculos,  a grande mensagem em que a alma é  livre… Se eu não tivesse a caridade!

    Meu Deus, e eu que não tenho a caridade!”

 

     E , agora, para um poeta que aqui já muito boa poesia publicou:

    “Tenho uma grande constipação/ E toda a gente sabe como as grandes constipações/Alteram o sistema do universo/ Zangam-nos contra a vida / fazem espirrar até à metaphysica. ((… )   

       Não estarei bem se não me deitar na cama.

       Nunca estive bem se não deitando-me no universo.

       Excusez du peu…Que grande constipação physica!

        Preciso de verdade e de aspirina.” A. De CAMPOS

 

    Torga dizia: a velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez. Ficamos velhos e o gosto na boca de ser mudos!” Aqui lembrei-lhe uma vez que na Bíblia há um profeta que põe os velhos a sonhar como se o mundo pudesse nascer de novo das suas mãos encardidas, do seu coração apaixonado de 18 anos. Olhava-me, furava-me a alma e sorria como uma criança!  Hoje, estou tão constipado, que queria dedicar-vos estes pedaços de linguagem para que vocês continuem – é só continuar e não largar a charrua, passar com o arado, semear com a mão funda do semeador da Comenda, do Grande nosso PADRE Horácio. E lá vai a obra que Deus quer  para honrar o Seminário que nos encheu as manhãs com o feijão frade do Ti Manel, o melhor cozinheiro que o Ritz  conheceu…      Quem não será capaz de reproduzir uma experiência, um encontro, uma lição, uma sentença, non in ipsis verbis, uma polémica com  sal ou insossa, o comentário a uma foto que tem por lá esquecida… Nesta idade, até conseguimos fingir que é verdade a vida mais sonhada que vivida. Depois, quem quiser entender qu entenda,  como quiser, que ninguém lhe vai pedir contas de um passado que já não existe porque o que conta é o futuro. Um futuro de amizade, e de união para o pouco ou muito que nos falta.  Só que podemos fazê-lo numa linguagem limpa de insultos ou insinuações ofensivas.   “ Trigo joeirado na Beira/ pelo vento suão lavado./  Ai quem me dera na eira/ no azul de Junho deitado.” 

J. Lopes

Notas rápidas

1 - Hoje foi um dia péssimo. Pois, o Sporting perdeu... Mas, sinceramente, não é isso que me faz classificar de péssimo este dia. As razões são outras:

a) Estava à espera de receber umas respostas positivas para acabar com a tarefa de juntar 2.200 € para o Zeca levar a Estrasburgo a exposição do Colaço e nada. Ninguém avançou!

IMG_0184.jpg

b) Estava à espera de receber mais umas inscrições para o Encontro de Alfragide em 1/02 e ninguém avançou... É lá que vamos falar do Seminário de Alcains, dizer ou ouvir dizer o que nós vivemos naquelas paredes em episódios pitorescos. Eu já pensei num... E nada... Em conversa telefónica com o Francisco Cardosa, que hoje fez anos, ainda falámos desta amizade virtual que é a única que liga muitos de nós. Até quando?

c) Quando do Seminário dos Dehonianos nos perguntarem daqui a poucos dias quantos almoços vão preparar para os Antigos Alunos dos seminários da diocese de Portalegre e Castelo Branco, vamos ficar envergonhados, por certo. 

d) Lamúrias? Não... Acordem, rapazes!

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