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Animus Semper

VAMOS A MARVÃO (2)

Por enquanto, vamo-nos regalando com imagens. E esta é bem espectacular. AH

marvão.jpg

 Tenho uma bomba nas mãos! Uma preciosidade que só pouco a pouco vou revelando... Graças ao meu grande amigo João Porfírio, apresento hoje uma centelha do que está para vir daqui a alguns dias.

Estes versos foram alguns dos que apareceram na revista cultural de Marvão, Ibn Marúan, de 1998. AH 

 

Quem descobre o seu autor?

 

Castelo de Marvão! ó solitário

dos ermos que são chaves de outros mundos,

aonde vamos, passos errabundos,

a que nos leve um estro perdulário!

 

Ah, um Castelo, assim, é escabelo

de certo assombro a se elevar no ar! 

Em frente à Pátria, é um profano altar! 

Ah, venham todos para poder vê-lo!

 

Castelo de Marvão! ó montanhês! 

Pedestre estátua, em plinto volumoso,

e projecção, no céu azul, formoso,

do nosso solo pátrio português!

 

 Como nos restam dispersados rastros

do que se foi, nas Pedras que nos ficam,

Contra o Tempo voraz, ah, se barricam

- testemunhas, à luz dos claros astros!

 

 Castelo de Marvão, ó tão solene,

augusto ascenso!  Além, toda a planura

é cólquico florido e a tua ventura

- é ser estame, odor, pólen perene!

 

No concerto da Vida, silenciou

dos séculos a Voz estrangulada? 

Levantam-se estas Pedras - e do nada,

a alma do Passado grita: "Sou"