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Animus Semper

UM ALMOÇO – MUITAS RECORDAÇÕES

Vida, muita Vida 

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Chegado da Madeira há uma semana, já hoje pude conviver com o habitual grupo de amigos no almoço da Parreirinha. Hoje éramos sete.

E quase sempre há motivo para conversas além da rotina. Hoje, encostei-me ao Francisco Correia, que fazia de Figueira (estás a ver o que acontece aos atrasados?!) e que estava em frente do João Antunes, que fazia de Nogueira (também faltou, para fazer como o Pires Antunes...).

Um grupo heterogéneo, com cada qual a pensar pela sua cabeça, como manda a democracia. Eu já sabia, não é novidade, que cada um dá importância aos aspectos pessoalmente mais significativos, que a formação, a história pessoal, as amizades e a própria história nacional propiciaram. Nem vale a pena teimar... O que não podemos é endeusar o político ou o tal partido. É melhor preservar a liberdade.

Entretanto, já há gente a marcar hotel para Marvão em 20 de Maio. E outros a garantir que vão estar na lampreia em 1 de Abril. E ainda outros a querer estar com diferentes convivas noutros restaurantes. Isto é a vida...

Quem hoje marcou presença foi o João Heitor (“mas já me custa muito andar por aí!), o nosso patriarca. Fui buscá-lo e fui levá-lo a Carnaxide. E no meio das conversas atabalhoadas do trânsito e das obras, sempre consegui ouvir umas histórias que passo a registar.

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Sabiam que o João Heitor foi nomeado Presidente da nossa associação pelo Sr. Bispo, D. Augusto César, para ser o dinamizador da mesma? O ano é que já não consegui entender. E vejam bem como a história dá voltas. Ele foi expulso do seminário sem saber porquê. Na Páscoa do 4.º ou 5.º ano, a mãezinha recebeu uma carta a comunicar-lhe que o filho já não voltava a Alcains. «João, deves ter feito alguma... - Não, eu comportava-me sempre bem». Não serviu para padre, mas serviu para Presidente da associação. Muitos anos a levar a chama para a frente, com a grande ajuda do Sr. D. António Marcelino e do Joaquim Nogueira, que ele lembra e outros que lhe escapam já... É uma cabeça já com muito uso!

Mas ainda conseguiu contar a história do Domingos, da Póvoa de Rio de Moinhos, que andava numa tarefa muito importante - a acarretar cântaros de água num carrinho, do poço para o seminário. Assim se tinha água para as necessidades. O ecónomo, P. Marujo, viu aquilo e, passado algum tempo, ouviu um estrondo. Imaginou logo que o Domingos tinha caído para o poço e foi a correr gritar ao Mons. Moura. Foram todos para o pé do poço a tentar lobrigar algum movimento da água. A aflição era muita. Como chegar lá abaixo?

Eis que, passados uns minutos, aparece o Domingos calmamente a assobiar, vindo da horta (???). Com grande alegria, o P. Marujo gritou então: «O Domingos ressuscitou!»

António Henriques