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Animus Semper

TÃO LONGE E TÃO PERTO!

 De Saint-Maxime-França, chega este abraço de saudade do Joaquim Filipe. As redes sociais fazem estes milagres. Obrigados, amigo, por estares connosco. Assim, do longe se faz perto. E continua a escrever. O email é simples: asal.mail@sapo.pt

A foto é do Facebook, na celebração dos 64 anos. Parabéns. AH

joaquim Filipe.jpg

 

"Tempus fugit "...

Apesar do peso dos anos, vivo a 100 à hora...

Sempre ocupado no seio de associações e no coro da Igreja!

Não perdi a esperança de participar um dia nos vossos encontros.

Tive a grande alegria de estar com o Padre Fernando, pároco de Arronches, no Alto Alentejo em Setembro deste ano. Há 55 anos que não nos víamos!!!

Faz 42 anos que cheguei a França vindo de Moçambique, fugindo à guerra...

Fui bem acolhido, tendo-me naturalizado.

Estou muito grato a este País.

Mas muito, muito triste com os políticos de direita e esquerda que entregaram a França aos islamitas salafitas exportados pelo Qatar e Arábia Saudita.

O resultado está à vista...

A nossa civilização cristã e ocidental está a ser substituída por um islamismo fanático, totalitário e sanguinário.

O ódio deles aos "soit disant mécréants “(supostamente descrentes) e não só, é patente na nossa sociedade e exprime-se através dos atentados.

Sinto-me revoltado contra a classe política. Estou disposto a regressar a Portugal onde a nossa sociedade está mais protegida a esse nível.

Bom, teria muito a dizer, mas só através de email!

Grande abraço a todos.

Boas festas de Natal.

Joaquim Filipe

 

A PROPÓSITO

Porque o Joaquim Fala de salafitas, recolhi do Diário de Notícias este excerto:

«Denominam-se "salafi" às primeiras gerações de muçulmanos, os companheiros de Maomé, dos seus seguidores, e os seguidores dos seguidores. Os salafitas fazem uma interpretação estrita do Islão sunita, geralmente muito independente. Têm o desejo de se comportar como as primeiras gerações de muçulmanos e acreditam que este modelo de sociedade é o ideal, e o mais perfeito. O conceito "salafi" começou no século XIX, como reação à crescente influência dos valores da cultura ocidental e numa tentativa de recuperar a pureza do Islão. Jamal al-Afghani Edin ou Muhammad Abdu foram dois dos maiores estudiosos desta época, mas somente na década de 70 o salafismo começou a ter intenções políticas.

Um dos principais movimentos apareceu no Egito, na cidade de Alexandria, como reação ao aumento de popularidade que a Irmandade Muçulmana estava a ter. Começaram como um movimento académico de estudantes de medicina, que eram conhecidos como "salafitas de Alexandria" e tinham como líder Mohamed Ismael al-Mokaddem. Na década de oitenta, criaram um instituto de estudos islâmicos e formaram um grupo de assistência social para ajudar os pobres, as viúvas e os órfãos, abrindo centros de saúde, substituindo o Estado na ajuda aos mais necessitados. Apesar de não estarem autorizados pelo governo, e de serem constantemente perseguidos e presos, conseguiram expandir as suas operações e espalharam-se por todo o Egito. Muitos optaram, no entanto, por emigrar para a Europa e EUA onde, ao abrigo da liberdade religiosa e de expressão, puderam espalhar os seus ideais e a sua interpretação conservadora.»

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