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Animus Semper

PROFESSOR - BONIFÁCIO BERNARDO

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

 

Bonifácio dos Santos Bernardo

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Nasceu em Salvaterra do Extremo, a 6 de novembro de 1944

Foi professor de Inglês e de Português, entre outras disciplinas

 

 

Olá, Professor Bonifácio Bernardo!

  

Welcome, teacher, welcome !

A língua inglesa foi apenas um pedaço

do muito que estudaste, aprendeste

e ensinaste…

Não como na juventude,

tempo de interrogações e  inquietude,

mas em que, apressados,

fazíamos num ano, o inglês,

que outros faziam só em três.

“ No, my friend “ !

Tudo isso já passou !

So long !

Também o português,

Bonifácio.png

que se cultiva

como se molda o ferro, na oficina,

já lá vai como “ disciplina “.

O que hoje te faz vibrar

é o sentido da vida, em comunhão,

a mística transformada em alegria,

com paixão…

Esperam por ti outros alunos.

Não deixes que fiquem sem lição,

desligados da vida…enredados na ficção.

 

J. Mendeiros

 

NOTAS: 1 - Graças a umas boas ajudas (não é, Zé Ventura?!), aqui está uma foto mais actualizada do nosso professor, a participar num dos nossos encontros.

2 - Há pessoas tão multifacetadas que nos deixam surpreendidos com tantas capacidades. O nosso amigo, Sr. Cón. Bonifácio, tem só os seguintes títulos e cargos: Director do Centro de Cultura Católica; Deão do Cabido da Sé de Portalegre; Responsável pelo Arquivo dicoesano e pela Biblioteca do Paço Episcopal e do Seminário Diocesano; Promotor da Justiça; Membro dos Conselhos Presbiteral e Pastoral Diocesano; e ainda vai fazer serviço religioso às carreiras. Conclusão: como é que ele pode ir a todos os nossos encontros? Mas vai a alguns...

PROFESSOR - MARQUES PIRES

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

 

Manuel Marques Pires

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Nasceu em Aldeia de Eiras, a 25 de setembro de 1942

Foi professor de Matemática, entre outras disciplinas

 

Olá, Professor Manuel Pires!

 

As regras são como são.

Nascem da ciência, da observação,

do estudo, da comparação,

na matemática de qualquer um,

como sempre foram e serão.

Como a vida, que a cada passo,

aparece exposta,

como regra de três simples

ou três composta.

Mas são regras reais,

embora, às vezes, mais pareçam virtuais.

Ensinaste números, fórmulas e potências

quantidades e medidas,

e outras valências…

Mas era o alemão que te empolgava,

o que nos divertia e baralhava…

Passaste da aprendizagem para o ensino,

e de equação em equação,

mudaste, um pouco, o teu “destino”.

Olhar, agora, para o passado,

é como pegar numa palavra,

que se lança ao vento,

e sentir a emoção em movimento, perene…

E dizer adeus, Auf Wiedersehen !!

 

J. Mendeiros

 

NOTA: O Sr. Cón. Manuel Marques Pires ainda faz parte do Cabido da Catedral de Portalegre, mas, devido aos seus problemas de saúde, encontra-se na situação de jubilado e a viver na paróquia do Reguengo.

PROFESSOR - TARSÍCIO ALVES

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

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Tarsício Fernandes Alves

 

Nasceu na Várzea dos Cavaleiros, a 20 de novembro de 1938

Foi professor de Latim e de Música, entre outras disciplinas

 

 

Olá, Professor Tarsício Alves!

 

Salve! Tempus fugit!

Porém, não há como fugir,

do latim, que nos enraíza as palavras,Tarsício.jpg

e nos oferece grátis,

o radical,

quando dele precisamos,

o suficiente, quantum satis.

 

 

E é uma delícia apreciá-lo,

feito música, forte ou piano

no canto gregoriano…

 

Passar do latim à música,

que ensinaste e cantaste,

de garganta afinada

é como imaginar-te a dirigir um coro

em suaves movimentos,

sem batuta, só com a mão,

depois de apanhado o tom

pelo timbre do diapasão…

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Revive-se o passado, latinando,

mas nunca se esquece o tempo,

quando se vive…cantando!

 

J. Mendeiros

 

NOTA: O P. Tarsício fez questão de estar connosco, como as fotos mostram (aqui, de costas...) e sabemos como no seu currículo a música coral desempenha uma mais-valia, assim como são de destacar as funções de responsável pela aplicação do direito canónico na diocese.

PROFESSOR - ALEXANDRE PIRES

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

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Alexandre Ramos Rodrigues Pires

 

Nasceu em Penha Garcia, a 30 de junho de 1938

Foi professor de Música e de História

 

Olá, Professor Alexandre Pires!

 

 

Vieste da rocha escarpada,

da Penha, que é Garcia,

da encosta,

um pouco longe do caminho

que virias a trilhar,

mas que ninguém conhecia.

Foste menino

ao som de cantigas de embalar

que ficaram no ouvido,

a marinar…

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Já crescido e homem feito,

mostraste aos teus alunos

como se deveria cantar.

E foi, assim, também, com a história

de terras e homens,

de cá e de além mar.

Depois,

veio a transformação

da vida, que era a tua,

agora, noutro lado, noutra rua,

noutra terra das alturas,

que é Marvão…

E ali, perdido no tempo,

ficou um pedaço do teu coração…

 

J. Mendeiros

 

NOTA: Queremos destacar aqui a participação do Alexandre Pires no Grupo musical "Stella Vitae", como membro activo, ele que agora goza a sua jubilação ali para os lados de Carnaxide, em conjunto com a São, natural destas terras, Póvoa de Meadas, onde se refugiam por vezes. Um dia cumpro a promessa de ir com eles... AH

PROFESSOR - MANUEL BUGALHO

Depois da Introdução do livrinho "Olá, Professores II", aqui apresentada e escrita pelo João Lopes, iniciamos hoje a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o textoBugalho.jpg dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

 

Manuel Carrilho Bugalho

 

 

Nasceu na Escusa, a 21 de outubro de 1936

Foi professor de Antropologia Teológica

 

 

Olá, Professor Manuel Bugalho!

 

 

A cada um, sua ciência,

com sabedoria, se possível,

ou o seu contrário, a sua ausência…

A Antropologia ensina o quê?

Fala do homem?

Estuda o homem?

Ensina aos outros o que é ser homem?

Coisas difíceis, reais ou aparentes,

como a complexidade, aliás,

das questões teológicas,

místicas, transcendentes!IMG_2001.jpg

 

Juntas e incindíveis, 

formam a antropologia teológica,

com interligações

racionais, espirituais,

nem sempre percetíveis…

Coube-te, a ti, professor,

explicar melhor, aos teus alunos,

o seu teor,

como virias, depois,

a praticar, na vida social,

com a gente do teu “ chão”

lá, em cima, na vila de Marvão…

 

J. Mendeiros

 

NOTA: Foi muito rica a participação do Manuel Bugalho no encontro, em que, falando na Casa da Cultura inaugurada por ele quando era Presidente da Câmara, se referiu à vila de Marvão de um modo apaixonado, destacando as vertentes da cultura e da acção social e ainda a presença dos seminaristas na vila, de que ele também é munícipe. Temos esperança de um dia vermos o seu testemunho nestas páginas. Pode ser, Manuel?

MEMÓRIAS SOLTAS

NOTA: Começamos hoje a publicar os textos que compõem o número 2 do Opúsculo «OLÁ, PROFESSORES!», de homenagem a mais um grupo dos nossos antigos professores, livrinho que também veio imprimir uma nota muito especial ao nosso Encontro de Marvão. 

Começamos com o texto inicial, da autoria do João Lopes. Obrigado, João! AH

 

MEMÓRIAS   SOLTAS

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“ Que dúvida   Que dívida   Que dádiva

Que  duvidávida   afinal  a vida ”

 

(In Matura Idade “ Eco da Anterior”  - David Mourão-Ferreira  - 2º vol. Obra Poética, Bertrand, 1980, pág,143)

 

 A vida é para ser contada ensina-nos o mestre Garcia Márquez. Mas cada um conta à sua maneira, de um ponto de vista pessoal e subjetivo, a mesma experiência de vida partilhada com outros no mesmo tempo e espaço. É o que vou tentar fazer, selecionando a esmo recordações que guardo no coração. E não me perguntem porque estas e não outras. Não sei!

Desde eu - menino que sonhava ser seminarista. Para lá dos muros do seminário da Alcains, só entrevia alegria, jogos, professores eminentes, rapazes felizes e uma quinta com muita fruta. Um verdadeiro Bosco Deleitoso, guardado por uns molossos que afastavam quem era mau!

 

Assim, feita a quarta, outro rumo na vida não descortinava. Com muito espírito de sacrifício e fé em Deus, os meus pais decidiram arriscar. E pude entrar no seminário do Gavião num glorioso dia do ano da graça de 1953. De manhã, lá fomos os três rapazinhos de Alcains no comboio até à estação de Belver - Gavião. Daí até ao seminário, era um salto, numa camioneta que sufocava na subida da ladeira. O velho casarão, já conhecido do exame de admissão, desta vez não se mostrou tão imponente e esmagador!

 

Depois do almoço, subimos a escadaria do palacete e, por ordem alfabética, fomos chamados a contas. A mãe pagou as cinco notas de cem do trimestre e mais uns trocos para livros e material escolar. Na despedida é que o coração deu um pulo. ”Já se vai, mãe? –“ Sim, filho. Deixa lá, ficas bem entregue…” À noite, na cama, ainda com o cheirinho da mãe que a arranjara, apertam as saudades e correm as lágrimas debaixo dos lençóis do enxoval, comprado com tanto sacrifício. Outros, menos contidos, enchiam de soluços o frio da camarata. Até que a voz do prefeito ribombou com zombaria: “ Alto aí! Vou já buscar um lençol…Tanto pranto, para quê? Maricas ! ”. Era um homem pragmático que não poupava nos puxões de orelhas à menor transgressão do sacrossanto regulamento. E avisava: “ Lavar os dentes à noite, banho frio uma vez por semana, e ordem, muita ordem na forma. E bico calado!” Os cordeiros do Senhor deviam andar bem alinhados e em silêncio monacal!

 

A rotina escolar impunha-se com a solenidade de um ritual - estudar, rezar e brincar, que um homem, ou melhor, uma criança não é de pau. E lá vinha o recreio e os passeios pelos campos verdes e arejados do Gavião onde enchíamos os pulmões de liberdade. Às vezes, nas quintas, era-nos permitido o acesso à fruta. Famintos, excedíamo-nos na colheita, terminando a festa, com reprimendas e bofetadas do prefeito, envergonhado com tanta selvajaria.

 

O prof. de Latim fazia-nos decorar a gramática, recorrendo, se necessário, à sua cana de marmeleiro. Nunca apanhei, porque marrava, marrava até queimar a pestana. Percebia que, sem o domínio do Latim, nunca seria um homem, como me avisara o avô materno antigo aluno do colégio de São Fiel. De vez em quando, uma mosca mais gulosa poisava na esplêndida careca do bom do Padre e lá se ia o rigor das regras e exceções! Já o Francês era uma festa, uma cantoria. O Venerando Professor, que pela França se ficara depois da Guerra de 14-18, ensinava-nos a Língua de Flaubert a cantar! E com tanta delícia e proveito, que muitos ficaram, com essa frutífera aprendizagem, para toda a vida.

 

Com saudades, deixei o Gavião, que me deu asas para voar! Que dádiva, que dívida para com a divina Providência que, através de homens com virtudes e defeitos, desenhou o rumo do meu percurso vocacional.

Regressei com algum alvoroço à aridez da minha terra, tão diferente do verde dos pinheiros e das terras húmidas e férteis daquela parte do Alto Alentejo, onde passara dois anos de felicidade, aqui e ali ensombrada pelas lágrimas da distância e as dificuldades próprias de um curso marcadamente clerical.

 

Já vinha com o sangue vivo do turbilhão hormonal de um potro selvagem que dentro de mim cavalgava num trote desalmado. Adeus, a ideia romantizada de um Bosco delicioso! Algumas vezes, estive bem perto da porta da rua. A vigilância apertada do prefeito nada deixava escapar. O módulo educativo, de tão exigente, no capítulo da moral, alargara as possibilidades de “expulsão”, acabando por roçar os limites da pura Sorte e capricho do destino. Que desperdício! Jovens com tantas qualidades, de repente, sem saber bem porquê, lá iam na carroça com o malão, a trouxa e tudo!

 

Para domar o potro selvagem da idade, de gente normal, usavam e abusavam de retiros jesuíticos e de prédicas enfadonhas, na sua maioria focadas na temática do pecado, da morte e do inferno iminente, como se estivesse ali à esquina de um olhar impudico ou de um gesto duvidoso.

Apenas um caso para ilustrar o tipo de ambiente: depois do futebol, com as vestes desalinhadas ou em calções (a evolução era lenta!) ao subirmos para as camaratas, o prefeito fez-nos frente, gritando: “ Escondam-se!” Cada um procurou um refúgio adequado onde não fosse visto pelo salteador que se dizia rondar o seminário. Passado um tempo, saímos da toca e, perplexos, perguntámos pela razão do alarme.“ As lavandeiras, seus estúpidos”- esclareceu o senhor, avermelhado de indignação. Sim, as pernas dos eleitos do Senhor não podiam ser vistas pelos olhos de luxúria daquele rancho de raparigas!

 

Para desafogar os anseios da alma e da carne, lá tínhamos o desporto, a música e a oferta cultural, na área dos instrumentos, a escolher consoante o jeito e o gosto de cada um. E, digno de memória, o prato de feijão - frade da autoria do tio Manuel, devorado pela manhã com sardinhas fritas! Assim como não esqueço o atum com batatas do Gavião, iguaria dos anjos, deixo aqui registada a magia esotérica do divino feijão, que a muitos mantinha de pé para o dia inteiro. Lá no Céu onde está, bem-haja, ti Manuel!

 

Às vezes, em grupo, falávamos de política. Tinha 16 anos, e corria o ano de 1958 das eleições para a presidência. Aproxima-se um senhor padre com a funesta notícia de que o General ameaçava demitir o Dr. Salazar. E eu exclamei, entusiasmado: “ Pois, eu cá queria que o Delgado ganhasse!“ O quê, João, tu ?! “ Os olhos do padre fuzilaram –me e eu , engasgado, fingi um engano e desapareci, não fosse o caso dar para o torto e lá se ia o meu 5ª ano!

 

Não me conformava com o currículo. Tudo me parecia do avesso. Aviava-se a história por atacado. Três em um. Tínhamos a graça de um escritor que, em vez de nos dar Português, martelava a matemática! O Inglês de que tanto gostava, num curto ano, se despachava. E o ruído das obras impedia-me a concentração no calhamaço da Filosofia. Tudo parecia correr mal, apesar das notas não me envergonharem. Até o teatro! No último Carnaval, preparámos com esmero um drama religioso, bem ao gosto clerical. No ponto mais alto da “ação”, eis que o Estevinha me dirige a réplica (a mim que de abade fazia). Colocando a mão no traseiro, diz: “ Ó Abade, isto está mau!” Foi uma risada geral e lá se foi o “pathos” tão ansiosamente aguardado!

 

Não, nem tudo se perdeu. E nesta evocação de memórias tão descosidas, é justo que lembre a influência salvadora do Padre Chaves, nosso vice-reitor. Devo-lhe a devoção a Nossa Senhora e ao Santíssimo, que me transmitiu com tanta autenticidade, marcando-me para sempre. Que dádiva! E Deus entrou definitivamente na equação da minha pobre vida, balançada entre a fidelidade e a traição.

Munido desta crença ou convicção, atravessei o limiar do seminário de Portalegre, sabendo que talvez Deus me quisesse, apesar das sombras que sobre a minha real vontade ainda pairavam. Não se decide tomar um compromisso para a vida, com 16 ou 17 anos, se bem que tais dúvidas não se pudessem explicitar sob pena de ser inscrito na lista dos suspeitos, a despachar numa ocasião mais propícia e menos penosa para consciência dos decisores que presumem ler os decretos divinos.

 

Na altura, não era esse o problema. Acometido por uma curiosidade intelectual, quase sem limites, estudava e lia tudo quanto à mão me chegasse. Tinha ali a oportunidade de, pelo saber, superar a minha condição social de filho de gente pobre e quase irrelevante. Deslumbrava-me a Biblioteca e um corpo docente de nível superior. Que dádiva! Que dívida! Tinha paixão pela História da Filosofia! Reclamava os textos de Kant, Hegel, Heidegger, Sartre, Camus… e só me davam resumos filtrados pela doutrina católica. Muito me ajudou o saudoso P. Pinheiro com quem mantinha colóquios reconfortantes. Homem humilde e de muita ciência, apesar de não ostentar o título de doutor. Chorei com Camilo, espantei-me com Dostoievski, Bernanos e outros que o bom do P. Milheiro nos emprestava.

 

Discutia com outro Milheiro, o Joaquim, um colega só um ano mais novo e que fazia sonetos à Antero de Quental. A sua saída, por causa da prima, causou-me um abalo profundo. Por que associar sacerdócio e celibato? Timidamente, coloquei a questão na aula de Moral e vi-me outra vez fuzilado por um sarabanda de argumentos do mestre dos mestres que quase tudo controlava com o fulgor da sua inteligência.

 

Abandonava, então, os calhamaços da BAC e procurava respirar nas obras de K. Rahner, Haring, Congar, que almas generosas de profs e colegas (Obrigado, Assis) me emprestavam. Em pleno concílio, preferia-se a segurança bafienta da teologia de Trento às aventuras do NOVO ESPÍRITO que invadia a Igreja. Oficialmente, era assim; em surdina, falava-se de tudo com a complacência tácita dos mestres, que já perscrutavam os sinais dos tempos. Fazia palestras em que era ouvido com orgulho e compreensão por todos, inclusive o Senhor Bispo que, com graça, me chamava o “filósofo”. Como se isto não fosse já muito, acompanhávamos as irmãs do Graal até à Urra em espírito de missão. E as palestras de Maria de Lurdes Pintassilgo e da Doutora Manuela  Silva?

 

Como apontamento final, para devidamente aquilatarmos do grau de humanismo que tonificava a atmosfera do nosso querido seminário (caso único de Portugal, assim o creio!) a cortesia e a nobreza do Reitor, o P. Brás Jorge. No refeitório, atento  às reações dos alunos, descia da sua mesa e vinha perguntar-nos se tudo estava bem. “ Ótimo! Divino, Senhor REITOR ! Este empadão está de comer e chorar por mais!

 

Santo Deus! Tanta dívida! Tanta dádiva! E já tão pouca dúvida!

 

 João Lopes

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