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Animus Semper

O MEU MARVÃO

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 1 - Coube-me ser um dos que está à porta a receber os convivas. Tarefa agradável, sem qualquer complicação, foi receber os dinheiros que pagam todas despesas com os comes e bebes (da manhã, do almoço e da tarde), entradas na Ammaia e impressão do opúsculo de homenagem aos nossos Professores. Sobretudo, foi ocasião de olhar para quase todos com um sorriso e a todos dar um grande abraço. Para mim, esse é que foi o dia do abraço!

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2 – Ao contrário de Castelo Branco (quase tudo a processar-se dentro do mesmo espaço), este Encontro decorreu quase em ambulatório. Pois claro, pessoas a falar e recordar vivências antigas, vá lá conseguir que as coisas avancem. De pé ou sentados, falam, falam... E quem os consegue deslocar para a Casa da Cultura, para as instalações do Seminário, para a Igreja e novamente para o restaurante? Ao olhar para as muitas fotos do José Ventura, vejo pequenos grupos de dois ou três convivas, por todo o lado... Mas foi muito bom conviver... Tivemos de cortar a subida ao castelo para cumprir horários, mas todos estiveram de acordo!

 

3 – EspeciIMG_2034.jpgal, muito especial, foi a presença do Sr. Bispo em todo o Encontro. Não sabíamos o que o seu horário permitia, mas o Sr. D. Antonino quis mostrar-nos a muita amizade que nutre por este grupo, quis dizer-nos também, como fez expressamente na homilia, como estes encontros são importantes para recuperar energias, cimentar convicções e crescer na fé. Eu digo mesmo, saborear o valor da vida, nós que já estamos na rampa descendente... O Sr. Bispo passou todo o dia connosco, partilhou connosco todas as actividades. Não sei como agradecer. Aqui registo o meu respeito pessoal e a minha admiração pelo pastor da Diocese. Muito obrigado!

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4 – Igualmente marcante foi a presença do Sr. Presidente da Câmara e da Sr.ª Presidente da Junta de Freguesia na invasão que fizemos à vila de Marvão. Acompanharam os nossos passos, num misto de amizade e aproximação que muito agradecemos. Uma vila destas, tão rica de património cultural e ambiental, onde o próprio silêncio fala, foi decerto mais valorizada por cada um de nós. Acreditem, Sr.s Autarcas, o vosso gesto vai reverter em mais turismo decerto. Nós enamorámo-nos por Marvão!

 

5 – Para não me alongar, termino com uma referência a esta ligação da nossa história seminarística à história local, numa simbiose perfeita, que nos fez andar a olhar para o seminário e para o ambiente circundante, as ruas, o Museu, outros monumentos e, por fim, a cidade romana de Ammaia. E porque não continuar nesta caminhada de descoberta do mundo em que vivemos, unidos pelo espírito da nossa juventude? Qualquer dia, vou convocar o pessoal para mais visitas, concordam?

 

António Henriques