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Animus Semper

MAIS POEMAS DE MARVÃO

Neste poema, o Castelo de Marvão surge colossal, como um grito forte contra Espanha e também contra a Ambição. Pelo castelo, vamos convocar a glória do passado, reviver a história e torná-la bela como a flor do aloés. AH

 

Como visão estranha, singular,

de algo extraordinário, original,

Castelo, assim nos surges, colossal,

castelo marvão.JPG

no teu segredo heróico, secular!

 

 

És grito erguido, forte, em frente à Espanha,

para dizer um grosso e pétreo "não!"

àquilo que demande a Ambição:

roubos e saque, afronta a terra estranha!

 

 

Em ti convoco a glória do Passado! 

E colocado, em frente a nós, agora,

a tua História aqui nos rememora! 

Que solte, em ti, excepcional teu brado!

 

 

Elevação no azul - a revelar

a força, o ardor, a raiva da Coragem,

que aqui se afirma, diante da paisagem:

"Aqui eu vivo  - e o longe vou fitar!' '

 

 

Ah! A tua luz, a tua treva, tudo

aquilo que tu foste e já não és,

- como do lodo, a flor de aloés,

ela nos brote do teu fundo mudo!

 

NOTAS: AUTOR DOS VERSOS PUBLICADOS JÁ POR TRÊS VEZES?

 

1 - No Facebook, referindo pela segunda vez o Dias da Costa, diz o Manuel Pires Antunes: " A.Henriques, não quero dizer que os versos pertencem ao livro sobre o Menino Jesus. O vocabulário que apresenta é que me parece ser dele. Os termos "errabundos", "plinto", "rastros", "cólquico", "estame", etc. são mesmo ao estilo dele. Alguma vez leste um livro dele de poesia, não sei o título, ficou nos livros de meu primo Pe. Jaime, em que ele fala de caveiras, ossos, cemitérios.... o vocabulário que lá se encontra é desse estilo, não são termos correntes.". 

- Pois, Manuel, acertaste. Todas estas evocações do castelo de Marvão pertencem a um livro deste nosso conhecido ex-seminarista Dias da Costa, que nestas páginas já viu publicada também um longo texto de elogio ao nosso professor Dr. Geraldes Freire, falecido recentemente.

2 - Numa revista de Marvão de 1998, dirigida pelo professor doutor Jorge Oliveira, marvanense de Santo António das Areias, Professor de Arqueologia da Universidade de Évora, director das escavações na cidade da Ammaia, fundador e director da revista Ibn-Marwan, a anteceder estes e outros poemas, surge o seguinte texto:

«Entretanto, chegou-nos às mãos um mimoso livrinho de versos intitulado "Uma noite no Castelo de Marvão", da autoria de Dias da Costa, também ele antigo aluno do Seminário.

Como os olhos dos poetas conseguem ver coisas que outros não vêem, ou pelo menos, vê-las de maneira diferente, pareceu-nos interessante dar a conhecer alguns poemas deste enamorado de Marvão, mormente do seu Castelo. A escolha foi nossa. Como todas as escolhas, é passível de crítica e discordância. No entanto, conhecendo o local e o autor, e dada a inviabilidade da sua publicação na íntegra, achámos que estes se enquadram maravilhosamente num testemunho diferente duma idêntica vivência.»

3 - Pois, amigos, esta foi a primeira grande revelação. A segunda sairá amanhã, se por aqui passarem. AH