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Animus Semper

MAIS PARA OS OLHOS

E POR AQUI ANDO EU, NESTA ROMÂNTICA E FLORIDA ILHA

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Como não tenho aqui outras colaborações, sou eu a querer alimentar a curiosidade dos amigos que não deixam de abrir o blogue à procura de novidades.

 

Andar a pé é o melhor meio para observar pormenores. E umas vezes ficamos deslumbrados, outras, perturbados com o que a vista alcança. Aqui perto, na Ajuda, há uma grande rotunda com a estátua que podem observar e que me deixa um pouco pensativo acerca do seu verdadeiro significado. Dizem que é um dos monumentos da Madeira de louvor ao trabalhador, uma "Homenagem da Associação da Classe dos Mestres a todos os colaboradores responsáveis pelo desenvolvimento do setor da construção civil e das obras públicas na ilha da Madeira. Erguido no ano 2004 e executado pelo escultor Ricardo Velosa". Situa-se na Praça da ASSICOM.

Será a estátua de um anjo? Visto por detrás, até me convenceu, pois não se vê a cabeça... E os anjos não precisarão de cabeça! Basta-lhes as asas para se deslocarem pelos etéreos espaços... Mas, vista de frente, a estátua aparenta um anjo sofredor, de cabeça tombada,pendurado pelos ombros, mais como crucificado do que como colaborador heróico para o desenvolvimento da construção civil desta Madeira sempre a evoluir. Coisas da arte, onde nem tudo se vê com clareza.

 

Hoje, descemos pela p20170221_155903.jpgrimeira vez ao centro do Funchal. Comprámos os "giros" e lá fomos nos "Horários", uma viagem de uns 15 minutos. Depois, com uma boa guia, que desde pequena calcorreia estas ruas íngremes, subimos até à Calçada do Pico para visitarmos o "Universo das Memórias", mais conhecida talvez por museu das gravatas e dos cavalos. É um edifício do séc. XIX, de traça arquitectónica digna, que a Câmara comprou para aí depositar para os curiosos (e são muitos!) todo o espólio que o Dr. João Carlos Abreu, 1.º Secretário da Cultura da Região, foi comprando ao longo das suas muitas viagens. Lá vimos uma salinha com as suas muitas gravatas e o20170221_164830.jpgutra com centenas ou milhares de cavalos e cavalinhos, mas a variedade e riqueza das peças expostas vale bem uma visita. Muitas peças orientais, jóias, pratas, patos, máscaras... Até um fato bem conhecido da Amália Rodrigues ali está exposto. 

Para me chegar ao António Colaço, até consegui tirar à socapa a foto de uma ventoinha de gravatas (não me digam que foi aqui que ele se inspirou!...), igual à exposta no Almada Fórum, que eu não posso visitar.

Este senhor, de profissão jornalista de muitos jornais, até trabalhou no Vaticano e parece que a sua amizade por João Paulo II é que conseguiu que ele se deslocasse a esta ilha quando veio a Portugal. Lá está a foto do momento!

Mas deixemos este recanto de mil memórias e desçamos outra vez ao centro, caminhando já cansados pelos empedrados escuros, mas lindos, destas ruas de basalto, admirando ainda as flores, as árvores do lugar, que nos cativam com tanta beleza. São as chamadas "fogo da floresta", de uma riqueza de cor brilhante.

 

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Muito mais havia para dizer. Mas fiquemos hoje por aqui.

AH