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Animus Semper

É DIFÍCIL MUDAR DE TOM...

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Confesso que me tenho sentido deveras incapaz de pegar na vida com a alegria e entusiasmo natural com que costumo viver. Os fogos derrotaram-me, mesmo que os tenha vivido apenas a distância...

E depois esta centena de vidas ceifadas destroçaram-me, sentindo como nada se conseguiu fazer par evitar esta tragédia... E porquê? 

Não sei responder, mas começo a ver que este Portugal está cheio de gente que não leva as coisas a sério, que assume encargos e responsabilidades mais por interesse pessoal que por vontade de ajudar e facilitar a vida dos outros.

Agora que o Presidente Marcelo mudou de tom, pode ser que as coisas mudem para melhor.

Lembrei-me da dor que senti quando ouvi que a aldeia de Álvaro tinha ardido (40 casas, 10 de habitação própria), uma terrinha de xisto por onde passeámos em paz há dois anos, conversando com os seus habitantes, sendo simpaticamente levados até à Igrejinha da Misericórdia pelo seu responsável. Desse tempo ficou a memória fotográfica que para aqui trago, no desejo de ver aqueles ambientes recuperados e verdejantes.

Este Interior esquecido e quase abandonado precisa de gente sem razões partidárias e sobretudo motivada pelo bem comum para encontrar soluções válidas que humanizem de Álvaro3.pngnovo este Portugal mortiço.

Tenho de reagir também. Os dias continuam a pedir-me razões de viver.

E Álvaro voltará a ser verde e a ser bafejado pelas águas do rio Zêzere. AH

 

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