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Animus Semper

CORREIO DE 19/05

Aos meus amigos e companheiros reunidos em Marvão

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A todos quero saudar e desejar-vos um encontro onde cada um, no final, possa partir com o coração em paz e dando graças pela oportunidade do reencontro. Que a alegria do reencontro vos dê ânimo para a caminhada.

Mesmo se aparentemente distante, continuo a estar presente e a lembrar-vos a cada passo. A não presença, não significa ausência, mas apenas a distância física que por vezes a vida nos vai impondo ou nós, devido a outras prioridades, nos vamos exigindo. E como já não somos assim tão jovens, as pequenas agruras da vida obrigam-nos também a dosear o esforço. Ainda não será desta que terei o gozo do toque de um abraço, mas, convicto de que outras oportunidades nos serão dadas, deixo-vos algumas palavras de presença.

No meio das contradições, próprias da caminhada – se soubéssemos o caminho e nos estendessem nele uma passadeira vermelha, não teria, por certo, tanta graça e a monotonia levar-nos-ia à desistência – saibamos construir, a partir das diferenças de cada um, o futuro coletivo que desejamos. É certo que o futuro desejado não será porventura igual para todos e, ainda menos, os caminhos para a ele chegar. Aliás, a vida nunca é o que desejaríamos que fosse, mas o que formos capazes de construir misturando na devida proporção o sonho, o confronto com a realidade e a consciência que vamos ganhando sobre a nossa própria vivência. Nesta construção que se pretende coletiva, a arte está, não em fazer uma construção perfeita, mas sobretudo em saber assentar tijolos diferentes e pedras talhadas segundo a vivência de cada um, usando a argamassa apropriada que dê consistência, solidez e coerência à nossa construção. Trata-se de uma aprendizagem constante, já que aprender hoje é, no essencial, questionar o que aprendemos ontem. Felizmente, não se aprende sozinho.

Sem pretender ser tendencioso ou deixar de fora todos vós que vão fazendo o caminho, permitam-me que deixe aqui um abraço especial a alguns, também eles especiais, mesmo se por razões diferentes. Assim, abraço especial para:

. A Comissão, pelo trabalho desenvolvido e pelo cuidado e esforço em manter viva essa chama que nos une (um abraço muito especial para o Joaquim Mendeiros pelos desafios e cuidado);

. O António Henriques pela dinamização do Blog e humilde disponibilidade;

. Todos os que têm alimentado o Blog com os seus escritos, notícias, reflexões, fotos, vídeos, etc.. Estou grato aos muitos que têm colaborado e sinto-me devedor – mesmo às vezes discordando – da excelência das suas colaborações.

. Aqueles de quem me sinto mais próximo, não por razões especiais, mas apenas porque assim a vida o proporcionou.

Desejo-vos um ótimo encontro, seja à volta da mesa, no passeio, nas conversas cruzadas, na Assembleia ou ainda saboreando as tisanas de Guidintesta / Azenhas da Barroca do nosso amigo Chambel.

Vivam plenamente esse pedacinho das vossas vidas, desfrutem da presença de todos e de cada um e tentem ser felizes em seara de gente.

Deste vosso amigo presente,

José Centeio (19/05/17)

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