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Animus Semper

CASTELO DE MARVÃO

Castelo de Marvão, só esqueleto? Ou vivo?  

 

Nós queremos que ele «possa reassumir a Vida». Nele, nós "vamos procurar o Passado", vamos avançar para essa porta, «com a Ressurreição bem certa, ao fim». O Passado feito presente, mas já sabendo que este Presente também será Olvido, pois caminhamos para um futuro mais real que imaginário.

Não sei se consegui beber o sumo deste poema, mas ele eleva-me a alma. 20 de Maio - hora de celebrar a vida vivida neste castelo, hora de encontro de amigos que gostam de se ver.

Ainda ninguém me falou do autor deste e do anterior poema... Mas ele também gostaria de lá estar connosco.

Pode ser que desta vez alguém avance com o nome. Viva Marvão... AH

 

O que é, pelo Presente, este Castelo?

marvao_2.jpg

Naquilo que se vê é esqueleto.

Eu quero-o vivo, antigo e ainda completo,

em carne e alma.  Assim, eu irei tê-lo!

 

 

Que este Castelo, esfingico avatar,

 possa, em momentos, reassumir a Vida! 

E, ao ser assim - ardência ressurgida,

que o seio da Noite -- eu vá a devassar!

 

 

O que é Passado eu vou a procurá-lo,

eu tenho as chaves para reavê-lo!

ó pedra adusta, velha, do Castelo,

à tua porta eu bato: um teu vassalo!

 

 

E eu me avanço, nesta hora, assim,

para essa porta, sobre o Tempo, aberta,

obscuro túnel, terra que é deserta,

mas com Ressurreição bem certa, ao fim!

 

 

Este o caminho que hei já percorrido

densa Floresta de me eu ir perder...

Floresta-Treva de o Passado haver,

fazendo do Presente já Olvido ...

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