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Animus Semper

AINDA O FILME

MAIS UMA ACHEGA sobre o filme "SILÊNCIO", desta vez do Florentino, que também acaba de o ver.

 

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Silêncios  perturbadores  

 

Também acabo de ver o mesmo filme a que te referes no animus semper. Contas a sua história de uma forma correta que acompanhe. Formalmente Bom, no conteúdo, um pouco confuso. Na temática, muito atual. A tolerância religiosa. 

Quanto à tese do filme, para mim, consiste em colocar, em carne viva, a tragédia humana… o problema da liberdade e da responsabilidade. Até que ponto conseguimos ser livres, até nas opções mais íntimas que vamos fazendo na nossa vida. Por outro lado, tomamos consciência que as nossas opções silenciosas sempre afetam outros. Para o bem e para o mal. 

Não podemos esperar de Deus, de Buda ou de qualquer religião qualquer resposta para os problemas da humanidade. Ao homem compete assumir o seu destino, muitas vezes em tragédia.  

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O Silêncio, a Solidão Humana, a Liberdade é que vão definindo o Ser-se Homem. Os instrumentos, os meios, os apoios externos que cada um recebe dos outros ou procura, são sempre voláteis, depend
endo das circunstâncias existenciais. Por esta razão, ninguém poderá julgar ninguém. A tolerância impõe-se como uma premissa de sobrevivência da espécie humana. 

Gostei da tua referência aos cristãos–novos. Um só Rei. Uma só Fé. Resultado trágico que nos envergonha. Belmonte aí está para nos lembrar que a intolerância não resulta. 

Um abraço agradecido pela tua reflexão tão oportuna e substancial. O Animus Semper, deste modo, dá-nos mais ânimo para vivermos melhor o nosso silêncio interior. 

f. beirão

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