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Animus Semper

A FAMÍLIA

A PALAVRA DO PAPA na carta do nosso bispo. Leitura muito agradável e profunda (sublinhado nosso).

 

IDEOLOGIA E POSTURAS QUE AMEAÇAM A FAMÍLIA – 14-10-2016

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No dia 1 de outubro, em Tbilisi, na Geórgia, o Papa Francisco, em ambiente próprio e descontraído, respondeu a perguntas de várias pessoas que participavam nesse encontro. Entre muitas, surgiu a pergunta de Irina, uma senhora casada com Zurab e mãe de dois filhos. Percebe-se que a pergunta procurava saber como viver a fé no casamento e como acompanhar os casais, também os que vivem dias menos bons.

O Papa, conforme nos dá conta L’OR, foi falando, despreocupadamente, expondo princípios e apontando pistas: “E agora, Irina, … como é a fé no casamento? O casal é a coisa mais linda que Deus criou. A Bíblia diz-nos que Deus criou o homem e a mulher, criou-os à sua imagem (cf. Gn 1, 27). Ou seja, o homem e a mulher que se tornam uma só carne são imagem de Deus. Eu seguia-te cheio de compreensão, Irina, quando explicavas as dificuldades que muitas vezes acontecem no casal: as incompreensões, as tentações... «Bem, resolvamos a situação pela via do divórcio; deste modo eu procuro outro para mim, ele procura outra, e começamos de novo». Irina, sabes quem paga os custos do divórcio? Pagam duas pessoas, quem? [Irina responde: ambos os dois] Só os dois!? Mais alguém! Paga Deus, porque, quando se separa «uma só carne», mancha-se a imagem de Deus. E pagam as crianças, os filhos. Vós não sabeis, queridos irmãos e irmãs, vós não sabeis quanto sofrem as crianças, os filhos pequenos, quando veem os litígios e a separação dos pais. Deve-se fazer todo o possível para salvar o casamento.

Mas, é normal litigar no casal? Sim, é normal. Acontece. Às vezes «voam os pratos». Mas, se é amor verdadeiro, então imediatamente se fazem as pazes. O meu conselho para os esposos: litigai quanto quiserdes, litigai enquanto quiserdes, mas não acabeis o dia sem fazer as pazes. Sabeis porquê? Porque a «guerra fria» do dia seguinte é muito perigosa. Quantos casais se salvam, se tiverem a coragem, no final do dia, de fazer não um discurso mas uma carícia e assim… foram feitas as pazes! É verdade, porém, que existem situações mais complexas, quando o diabo se envolve e coloca diante do homem uma mulher que lhe parece mais bonita do que a sua, ou quando coloca na frente da esposa um homem que lhe parece mais despachado do que o seu. Pedi imediatamente ajuda. Quando vem esta tentação, pedi ajuda imediatamente. E, com isto, chegamos ao que tu [Irina] dizias a propósito de ajudar os casais. Como se ajudam os casais? Ajudam-se com o acolhimento, a proximidade, o acompanhamento, o discernimento e a integração no corpo da Igreja. Acolher, acompanhar, discernir e integrar. Na comunidade católica, deve-se ajudar a salvar os casais.

Há três palavras, que são palavras de ouro na vida matrimonial. Eu perguntaria a um casal: «Amais-vos?» – «Sim»: dirão eles. «E quando um faz algo pelo outro, este sabe dizer obrigado? E se um dos dois faz alguma diabrura, sabe pedir desculpa? E, se um tem uma ideia em mente, como [por exemplo] passar um dia fora ou qualquer outra coisa, sabe pedir a opinião do outro?» Três palavras: «Que achas? Posso?»; «obrigado»; «desculpa». Se, nos casais, se usam estas palavras: «Desculpa-me, errei»; «posso fazer isto?»; ou «obrigado pela boa refeição que me preparaste». «Posso?», «obrigado», «desculpa»: se se utilizam estas três palavras, o casal continuará sem dificuldade. É uma ajuda. Tu, Irina, mencionaste um grande inimigo atual do casamento: a teoria do gender. Hoje está em ato uma guerra mundial para destruir o casamento. Hoje existem colonizações ideológicas que o destroem, não com as armas, mas com as ideias. Por isso, é preciso defender-se das colonizações ideológicas. Se houver problemas, fazei as pazes o mais depressa possível, antes de acabar o dia, e não esqueçais as três palavras: «posso», «obrigado», «perdoa-me».
O Santo Padre terminou as respostas às várias questões que lhe foram colocadas, fazendo um forte apelo a todos os georgianos que bem o podemos acolher como que se fosse para todos nós: “… a todos … peço, por favor, que vos defendais da mundanidade. Jesus falou-nos tão fortemente contra a mundanidade; e, no discurso da Última Ceia, pediu ao Pai: «Pai, defende-os [os discípulos] da mundanidade. Defende-os do mundo». Peçamos, todos juntos, esta graça: que o Senhor nos liberte da mundanidade; que nos faça homens e mulheres de Igreja; firmes na fé que recebemos da avó e da mãe; firmes na fé que é segura sob a proteção do manto da Santa Mãe de Deus.”

ANTONINO DIAS

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