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Animus Semper

ANIVERSÁRIO

JOÃO ABREU, É O TEU DIA!

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Neste 14-10, faz anos o  João José Carrajola Abreu, portalegrense de gema e almadense de profissão, que nasceu em 1953 e trilhou o caminho da advocacia.

Este grupo de amigos aqui está a dar-te os PARABÉNS e a desejar-te o melhor em saúde, alegria e longevidade. E que nós também vejamos os teus sucessos e beleza de vida.

Em 11 de Novembro, esperamos ver-te na Senhora da Rocha, aqui tão perto de ti.

Contacto: tel. 934 554 000

Ena, tantos na Parreirinha!

ALMOÇO DE SEXTA-FEIRA

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Caros amigos,
Hoje, dia 13, éramos 13 a festejar os 63 anos de casados do Manuel Inácio e da Fernanda. A Fernanda só esteve presente em espírito.O Manuel esteve em grande forma a agradecer a nossa amizade e a manifestar o gosto de estar connosco de tal forma que fez questão de pagar o almoço! Obrigado, Manuel. Tu e a Fernanda são companheiros de várias décadas, sempre na linha da frente do nosso entusiasmo com a palavra amiga de quem, já a caminho dos 90, não deixa de nos animar. Ele e a Fernanda lá estarão no São Martinho, no dia 11 do próximo mês de novembro, para aquele abraço. Foi mais um convívio de amigos a somar a tantos outros a celebrar a vida que continuamos a querer viver como amigos de ontem e de sempre. Abraços a todos os presentes e a todos aqueles que nos acompanham nesta caminhada.
Enviado do meu NOS Roya

Joaquim Mendeiros

MAGUSTO - INSCRIÇÕES

Esta mensagem foi ontem colocada na página do Facebook pelo Joaquim Mendeiros. Trago-a hoje para o blogue.  Como se vê, começaram as inscrições, que esperamos ultrapassem este ano a média de antes. Vamos ver-nos, vamos lembrar coisas do passado, vamos rir-nos e sentir a força da comunhão dos antigos alunos. Não guardem para tarde o que podem fazer agora. AH

 

 

ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DOS SEMINÁRIOS DA DIOCESE DE
PORTALEGRE - CASTELO BRANCO
COMISSÃO ANTIGOS ALUNOS SPCB
(comasalpcb@gmail.com)
(asal.mail@sapo.pt)

Caros Amigos,

Mais uma vez o Presidente da Comissão, João Heitor, se encarregou das conversações sobre a realização do Convívio – Almoço/Magusto do S. Martinho 2017, em 11 de novembro próximo -, junto das entidades competentes, o qual terá lugar nas imediações do Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Carnaxide, como já foi divulgado por e-mail, pelo Blogue Animus Semper, pela página do Facebook da Comissão, e por Circular para quem não usa internet.

Como habitualmente, aguardamos a presença de muitos amigos.

 

E informamos que já foram efetuadas as seguintes 27 INSCRIÇÕES:

Abílio Cruz Martins (2)

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Alberto Duque (2)

António Henriques (2)
António Raimundo (2)
Armindo Luís (2)
João Pires Antunes (1)
João Torres Heitor (2)
Joaquim Mendeiros (2)
Joaquim Dias Nogueira (2)
José Andrade (2)
José Figueira (1)
José Maria Lopes (1)
José Ventura Domingos (1)
Manuel Inácio (2)
Manuel Pereira (1)
Manuel Pires Antunes (2)

Contactos para Inscrição: E-mail da Comissão (comasalpcb@gmail.com); Blogue Animus Semper (asal.mail@sapo.pt); Página do Facebook da Comissão (Facebook Animus Semper Antigos Alunos); Telefones: Heitor- 967 421 096 –Nogueira 919 482 371-Pires Antunes-919 414 179 – Mendeiros – 969 015 114 –A. Henriques -917 831 904.

Saudações Associativas

A Comissão, em 12 de outubro de 2017

PALAVRA DO SR. BISPO - 13 DE MAIO

UMA INTERPELAÇÃO E UM CONVITE

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Cem anos se passaram desde as aparições de Nossa Senhora em Fátima. A última aparição deu-se em treze de outubro de 1917. “Como mãe preocupada com as tribulações dos filhos, Ela aparece aqui com uma mensagem de consolação e de esperança para a humanidade em guerra e para a Igreja sofredora: “Por fim, o meu imaculado Coração triunfará” (Card. Parolin). E Fátima impôs-se à Igreja e ao mundo porque sempre em sintonia com o Evangelho. Mesmo no meio de tanta contestação de familiares, autoridades e outros, impôs-se aos Pastorinhos. Eles não podiam calar, muito menos negar o que tinham sentido, visto e ouvido, fazendo-nos lembrar a primeira Carta de São João: “o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos para que também vós tenhais comunhão connosco” (1Jo 1, 3). Mas logo se impôs também à gente próxima do local, ao povo de Portugal inteiro e de todo o mundo, em verdadeiros dinamismos de curiosidade, de conversão, de amor e de paz. O Altar do Mundo! Um sinal profético para toda a humanidade que mal vai quando vive de costas voltadas para o Deus misericórdia manifestado em Jesus Cristo, ou quando teima em fazer imperar a ditadura da indiferença em relação ao sofrimento de tantos e tantos, ou, pior ainda, quando lhes agrava o sofrimento com ódios e guerras, com exploração e fome! Como afirmava o Papa Francisco em Fátima, “ao ‘pedir` e ‘exigir` o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28-02-1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar”.
Os caminhos de Fátima continuam a ensinar-nos que “sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”, na força da oração e da fidelidade a Cristo vivo nos irmãos, sobretudo nos que mais sofrem física e moralmente. E se olhamos para Maria como a mulher “contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos”, também olhamos para ela como “a mulher orante e trabalhadora em Nazaré” e como “nossa Senhora da prontidão, a que sai “à pressa” (Lc 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros. Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização”.
Cem anos se passaram! E Fátima continua a ser uma verdadeira escola, um “dom” e uma “bênção”, um sinal de esperança para a Igreja e para o mundo, mas também uma “interpelação” e um convite à “identificação com Cristo”, “à conversão e ao combate contra o mal” (cf. Carta CEP).

“Louvada seja na terra
A Virgem Santa Maria:

Quer nas horas de tristeza,
Quer nas horas de alegria;
Quer sobre as ondas do mar
Lá com a morte à porfia;
Quer nos escuros caminhos
Pelas noites de invernia;
Quer no lume da lareira,
Quer no sol quando alumia;
Quer no amor de toda a hora,
Quer no pão de cada dia…

Louvada seja na terra
A Virgem Santa Maria!”
---- (Lit. das Horas).

Antonino Dias
12-10-2017

ANIVERSÁRIO

Hoje, 12/10, damos os PARABÉNS ao JOSÉ PEREIRA BAIRRADA!

 

É um proencense, dedicado às causas sociais, trabalhou como Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Aqui deixamos um abraço de amigos no seu aniversário, desejando-lhe muita saúde e ainda muitos anos de felicidade. 

Para o verem em acção, fui buscar o vídeo seguinte, com data de 13/07/2013.

Não temos contacto telefónico. Esperamos que o José apareça, para melhor podermos conviver.

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DAQUI A UM MÊS - MAGUSTO

 SIM, SÓ FALTA U MÊS PARA O NOSSO ENCONTRO...

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Já repararam na data? Estamos em 11/10... Daqui a um mês, 11/11 (ena, tantos uns...) vamos estar em convívio no Santuário da Senhora da Rocha, entre Carnaxide e Queijas, com um muito gostoso repasto ao almoço, a cerimónia do assar e degustar as castanhas e a água-pé e ainda um lembrar os nossos outros tempos de juventude, que nos marcaram e nos levam a gostar de estarmos juntos ainda hoje.

Já marcaram a data na Agenda? Não vão tomar outros compromissos nesse dia. E é tempo de dizer que vão...

 Na foto, vê-se o cantinho onde a festa vai decorrer. Esta é a Casa Paroquial, ao lado do Santuário.

PARABÉNS A DOIS

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SIM, SÃO DOIS ANIVERSARIANTES!

 

- O João Chambel Isidro, nascido em 11-10-56, com o telefone n.º 939 426 186, que todos conhecemos dos nossos encontros, entre outras razões por nos aromatizar o dia com os seus chás gostosos.

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 Aqui lhe damos os nossos PARABÉNS por mais uma primavera, fazendo votos de longa vida em saúde e muita felicidade.

Prometemos ir um dia numa visita às tuas instalações da Atalaia do Gavião... E nunca mais cumprimos a promessa... Mas vamos cumprir, meu caro.

Palavra de escuteiro!

 

 

- Outro colega também faz anos neste dia 11/10.

É o  Sidónio Arnaut Pessoa, de quem não temos mais dados.

O seu telefone tem o n.º 917 531 990. 

PARABÉNS... Que vivas bem e em felicidade.    

TESTEMUNHO DE VIDA...

Meus amigos, por detrás daquilo que aqui é publicado há por vezes muita outra vida escondida. E desta vez, depois de receber vários sins ao pedido de amizade desta página no Facebook (já estamos em 149!...), a que se juntam por vezes palavras amigas «boa noite Sr. António Henriques. É com muito orgulho que recebo esta comunicação. O seminário foi um marco na minha vida. Bem hajam, Carlos!», entro em grande diálogo com o Adriano Mendes, que me deixa impressionado, sobretudo porque, quando se trata de testemunhos de vida, o melhor a fazer é respeitar, admirar e tirar daí lições pessoais que nos façam seres melhores. Reproduzo, tal e qual, as nossas mensagens. AH

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Ant. Henriques: - Bem-vindo, Adriano! Peço que envie para a lista da Comissão da nossa associação o seu email, n.º de telefone e data de nascimento, para comunicação rápida. Pode usar o Messenger. Abraços do Ant. Henriques

Adriano Mendes: - Caro amigo António Henriques, posso facultar o meu endereço de correio electrónico, bem como a data de nascimento mas, como é do conhecimento geral, excluí-me totalmente dos convívios dos ex-alunos. A minha grande ligação foi com o seminário de Beja, pois, como é do conhecimento dos "jovens" do meu tempo, apenas estive um ano no Gavião. A amizade que me liga a alguns elementos, pela proximidade regional e de contactos ocasionais, proporcionou um convívio quase constante, embora diferenciado. Não tenciono retomar a participação nos convívios de ex-alunos, demasiado clericais para o meu gosto, porquanto não me enquadro em rituais. A vida é feita de momentos e de sentimentos; os rituais são imposições sequenciais. Respeito todas as religiões, de igual modo respeito todos os fiéis e as suas crenças, pelo que olho para um judeu da mesma maneira que olho para um católico ou muçulmano. Interessa-me o que ele é e não quem ele é. Assim, não me parece que se justifique o envio dos elementos solicitados. Deixo-vos um abraço fraternal com os votos de uma semana abençoada, desejando-vos muita saúde, muita paz e muita luz.

 

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AH: - Meu caro, evidentemente eu não conheço o currículo da maior parte dos antigos alunos. Assim, respeito totalmente as tuas opções e não vamos enviar-te as nossas comunicações. Li coisas sobre ti que me disseram que és um tipo muito interessante, com missão de vida. Desejo-te pessoalmente muito sucesso e que gostes sempre muito de viver. Um abraço do António Henriques

 

AM: - Caro António Henriques, agradeço a tua compreensão. Por volta do ano 2007/2008 senti um vazio enorme sobre o motivo da minha existência e o budismo levou-me a reflectir sobre o que somos, de onde vimos e para onde vamos. O budismo não é religião, é uma filosofia que tem por base o respeito pela Natureza. Encontrei, pouco depois, na mesma linha, o Espiritismo, este considerado como doutrina filosófica de consequências morais. Dediquei-me profundamente ao seu estudo (hoje, neste campo, a minha biblioteca conta com 198 livros) em parceria com a minha esposa e decorridos três anos do início do estudo fomos, durante dois anos, monitores do CBE -Curso Básico de Espiritismo. Somos ambos trabalhadores espíritas e desde Janeiro de 2017 assumimos também a função de palestrante. No espiritismo encontrei o verdadeiro sentido da palavra fraternidade: dai de graça o que de graça recebeis. Nada é pago por quem quer que seja. Não é uma religião, embora a sua vertente moral se baseie no Evangelho. Apresentei nas minhas conferências temas variados: "Qual o maior mandamento?"; "O Universo e Deus"; "Preconceito/Intolerância"; e em Novembro apresentarei "A CASA MENTAL". A felicidade de cada um está em fazer o que gosta, em se doar de coração e eu tenho sido extremamente beneficiado pela Espiritualidade bondosa, pelo meu Guia e pelo meu Mentor (o Guia é o chamado Anjo da Guarda e o Mentor é o Espírito que nos utiliza em comunicações mediúnicas). Eis um breve apontamento do que é a minha vida e o que me move na felicidade que vivo a cada dia, pelo conhecimento, pelo muito que recebo em compensação do pouco que dou. Que o Mestre, nosso irmão maior esteja convosco, que vos abençoe. Para todos um abraço fraternal, muita saúde, paz e luz.

 

AH: - Estou tentado a publicar o teu testemunho no ANIMUS SEMPER, se me deres licença. É uma visão de vida que pode interessar...

 

AM: - Pela minha parte não há qualquer inconveniente. Todos temos liberdade de consciência, caracterizada pelo livre-arbítrio. Depois, o Espiritismo, não afirma que fora dele não há salvação, mas também não diz que fora da religião não há salvação. A sua máxima aplica-se a todos os povos e a todas as crenças: - "Fora da caridade não há salvação". Caridade na ajuda material, caridade na palavra, no gesto, na tolerância, ser compassivo e saber perdoar sem que deixe a mágoa instalada. Somos Espíritos em corpo de carne, somos TODOS filhos de DEUS, independentemente da fé, da raça e da qualidade social. Somos, pois, centelha divina numa caminhada que liga o átomo ao arcanjo, isto porque, como sabemos, nada existe que não tenha sido criado por Deus. O próprio Paulo escreve: Deus está em tudo, tudo está em Deus, mas o tudo não é Deus. Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, tem as suas leis imutáveis, eternas. Sou feliz pelo que acredito, pela possibilidade de observar a Obra da Criação; estar grato por cada dia que me é dado e pelas oportunidades que nos são dadas a cada momento, mesmo quando a dor nos bate à porta. A nossa evolução espiritual tem apenas dois caminhos: ou evoluímos pelo amor ou pela dor. A escolha é nossa.

Meu caro, deixo-te um abraço. Muita saúde, muita paz.

 

NOTA FINAL: Espero que este testemunho nos motive a descobrir e/ou clarificar também o nosso caminho nesta vida. Admitem-se outros testemunhos. AH

ANIVERSÁRIO

Chegou o teu dia, meu caro Tó Manel!

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(10-10-54  António Manuel Martins Silva)

 

E aqui estamos nós a saudar este ilustre professor, investigador, fotógrafo, animador da cultura local, dinamizador das gentes da região e não sei que mais... A partir dos Vales de Cardigos, alarga os seus horizontes por muitos quilómetros à volta.

PARABÉNS, amigo! Que a vida continue a sorrir-te com felicidade, energia, saúde e disponibilidade para os outros. E não esqueças este grupo, que gosta muito de ti.

Contacto: tel. 966 556 730  

A revolução russa – 1917 (1)

 

O comunismo abalou o mundo

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Neste mês de outubro, ocorre o primeiro centenário da Revolução Russa de 1917. Ocasião para, sem complexos nem preconceitos, avaliarmos a latitude e a inegável importância deste histórico acontecimento que abalaria, no séc. XX, quase todo o mundo.

A imperial Rússia, no início do séc. XX, era governada por Nicolau II (1894-1918), um imperador autocrata conservador, muito duro nas suas convicções que se apoiava na aristocracia rural, nos oficiais do exército e na igreja ortodoxa. Mantendo a sua governação com mãos de ferro, reprimia qualquer movimento de contestação ao seu poder absoluto.

Com a maior população da Europa, 77% da população vivia da agricultura, em situação de pobreza, com 90% de analfabetos. Contudo, o recente arranque industrial da Rússia foi gerando uma classe operária modesta, com justas aspirações a uma vida melhor. Assim se foi gerando o seu incipiente capitalismo, muito potenciado pela produção de petróleo, com o rasgar do território com a construção de caminhos-de-ferro e fundação de siderurgias.

Embora tenha havido contínuas manifestações de descontentamento e de greves, por parte da oposição ao czar, nomeadamente com o assassinato de Alexandre II em 1881, foi necessário esperar pela revolução de 09.01.1905, com “o domingo sangrento”, em que o exército imperial abriu fogo sobre uma manifestação pacífica de operários em São Petersburgo, para o poder do czar tremer. O resultado deste afrontamento saldou-se em 130 mortos o qual provocaria uma onde de choque na sociedade russa. Face a este acontecimento, Nicolau II decidiu então abrir mão de algumas concessões políticas, nomeadamente a criação da Duma (assembleia parlamentar) e mandar publicar uma lei eleitoral. Após novas greves operárias, publicaria ainda um manifesto em 17.10.1905 que consagrava as liberdades de consciência, de reunião e de associação. Porém, o golpe fatal no regime seria desferido durante a 1.ª guerra-mundial (1914-1918), quando os soldados russos sofriam pesadas baixas, originando falta de mão-de-obra nos campos e racionamento de alimentos. Tudo começou em quatro de fevereiro de 1917 com os operários e soldados a manifestarem-se em São Petersburgo, para pedir comida e fim da guerra. Neste mês não pararam as manifestações de descontentamento com manifestações e greves gerais. Este agitadíssimo clima social acabaria por levar Nicolau II a abdicar em 02.03.1917, tomando posse um governo provisório liberal, liderado por Kerensky. Descontente com as medidas deste governo, o partido bolchevique, formado por anarquistas e socialistas revolucionários, sendo liderado por Lenine - regressado da Suíça com o apoio dos alemães - espreitava o poder. E foi neste contexto político e social que, no dia 25.10.1917, em S. Petersburgo, estas forças radicais marxistas cercaram o parlamento, onde se encontrava o governo provisório. De imediato, o governo seria entregue a um Conselho dos Comissários do Povo, dominado pelos bolcheviques que dissolveram a Assembleia Constituinte. Seria esta revolução que provocaria mais efeitos políticos na Rússia e, posteriormente, noutras nações. Pouco depois, em 17.07.1918, encontrando-se já no poder este novo governo leninista, foi assassinada a tiro a família do czar da Rússia, incluindo os seus cinco filhos.

Entretanto, foi revellenin_01.jpgado o novo programa de governo revolucionário que entusiasmou muitos militares, rurais e operários descontes com o deposto governo liberal provisório. Os novos donos do poder prometiam agora ao povo a saída imediata da 1.ª guerra-mundial, o regresso dos militares a suas casas, o fim da carestia de vida e uma reforma agrária, com a entrega das terras aos camponeses. Decretou-se ainda, em 3.11.1917, o controlo operário, promovendo-se a entrega das empresas aos empregados, em regime de autogestão. Quanto aos conselhos operários dos sovietes nas fábricas, ficaram submetidos ao rigoroso controlo do Estado. Contudo, a aplicação destas revolucionárias medidas, pelo novo governo bolchevique, a partir de 1918, não seriam fáceis, despoletando na Rússia uma atroz guerra-civil, onde o terror imperou. Assunto para uma outra conversa. Da utopia revolucionária à realidade, muito sangue foi derramado com a implantação do regime soviético na Rússia.

 

florentinobeirao@hotmail.com