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Animus Semper

GRANDE NOTÍCIA!

Rico almoço - rico encontro

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(primeiras palavras...)

 

Imaginem quem são estes amigos? Para que conste: Romeiro, Tó Luís da Isna, Tó Luís de Proença, Zé Cardoso, Carlos Alberto, Nuno Pedro, Vitorino, Narciso, José Calvário, Zé Maria, Agostinho Piçarreira e Arménio Duque que teve a feliz ideia de organizar um almoço no Restaurante "A Talha" em Coina. Uma bela tarde em que recordámos os tempos de Alcains nos anos 60. Um abraço ao Arménio! No próximo ano haverá mais!

António Luís

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NOTA: PARABÉNS, AMIGOS... Esperamos mais notícias... AH

A ESPANHA NÃO EXISTE! - 2

Na continuação do texto anterior com o mesmo título...

Portalegre 19-05-2012 106.jpg

 

AINDA A CATALUNHA…


Desculpem-me aqueles (as) que passam os olhos por estes textos estar aqui a “martelar” nestes assuntos mas a verdade é que me preocupo mais com eles que com as Autárquicas 2017.
Voltando ao conceito de ESTADO. Opinei no texto anterior que uma das saídas possíveis para o problema “espanhol” seria a adopção, no país vizinho, de uma forma federal de Estado. Explicando.
Quanto à sua forma, os Estados podem ser unitários ou compostos, sendo possível subdividir os compostos. ESTADO UNITÁRIO é aquele em que a soberania (poder maior) é exercido por um só governo em todo o território. Existe uma unidade territorial e uma unidade governativa. Estado composto é aquele em que não existe unidade territorial. Existem vários tipos de Estados compostos sendo o mais conhecido e divulgado o ESTADO FEDERAL que é composto de vários Estados federados, com larga autonomia estabelecida na Constituição do Estado Central – Federação. Cada Estado federado tem as suas leis próprias e o seu próprio governo, não tendo competência apenas a nível internacional e militar áreas da exclusiva competência do governo central, Federal. No Estado Federal a autonomia dos estados federados não é meramente administrativa, é constitucional. CONFEDERAÇÃO, UNIÃO REAL, UNIÃO PESSOAL e PROTECTORADO são outros exemplos de Estados compostos. 
Adopta-se uma forma ou outra conforme razões históricas, culturais, políticas, territoriais… Cada caso é um caso. Geralmente quando existem territórios extensos, diferenças profundas de raças, língua, religião ou outras, é frequente adoptar-se a forma FEDERAL. É o caso dos EUA, da Rússia, do Brasil, da Suíça … E seria uma boa solução para a Espanha actual, no meu entendimento. Quando existe homogeneidade na população de um território nacional a forma de Estado adopta é a unitária. É o caso de Portugal e de muitas outras. A Grã-Bretanha, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte formam uma UNIÃO REAL, associação voluntária de Estados na pessoa do mesmo soberano. Portugal e a Espanha, entre 1580 e 1640, formaram uma UNIÃO PESSOAL em virtude das leis de sucessão ao trono e da força filipina. 
Não era para desenvolver mas já que falei… CONFEDERAÇÃO é a associação de vários Estados que se obrigam, por acordo e livremente, a gerir, em comum, certos assuntos de natureza internacional. Na antiguidade existem vários casos, nomeadamente na Grécia. A própria União Europeia começou no início do seu processo por ser uma “confederação” no tempo da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) e depois com a CEE (Comunidade Económica Europeia). Agora com os tratados mais recentes, nomeadamente o de Lisboa, é que vai apontando para a forma “federativa”. Há quem deseje a criação dos EUE (Estados Unidos da Europa) e outros continuam a quer a Europa das Nações, à maneira do General De Gaulle, no fundo uma Confederação. (É esse o grande debate europeu hoje em dia!).

PROTECTORADO é uma situação em que um Estado forte (protector) se compromete a defender um Estado fraco (protegido) mediante determinadas condições. Existiram principalmente “protectorados coloniais”. Recordo que Portugal foi, na prática, um protectorado inglês no tempo das Invasões Francesas, início do século XIX.

Haverá uma forma ideal de Estado? Não sei. Talvez não. Depende sempre das circunstâncias. Em Portugal, antes do 25 Abril, o Estado português era um Estado unitário que tinha a particularidade de impor a sua soberania a um conjunto territorial muito eEspanha.jpgxtenso e descontínuo, com grande diversidade populacional. A esse espaço começou por se chamar “império”, depois “províncias ultramarinas” e finalmente “estados”. A nomenclatura ia mudando conforme as pressões do politicamente correcto da política internacional mas a supremacia do Estado português mantinha-se em qualquer das situações. E foi isso que levou às “guerras pela independência”. Em 1974 a situação era de tal modo politicamente complicada que o General SPÍNOLA escreve o seu livro “Portugal e o Futuro” onde sugere a formação de uma FEDERAÇÃO de Estados para Portugal e as suas colónias. Só que… Já era demasiado tarde!
Com isto, resta falar da SOBERANIA. Percebo que não seja muito apelativo estar a ler textos extensos e sem imagens. Não sei abordar, com algum rigor, estas coisas de outra maneira.
Quem não tiver paciência… Não chega ao fim.

António Manuel M. Silva

ESPANHA

AINDA A CATALUNHA…
Desculpem-me aqueles (as) que passam os olhos por estes textos estar aqui a “martelar” nestes assuntos mas a verdade é que me preocupo mais com eles que com as Autárquicas 2017.
Voltando ao conceito de ESTADO. Opinei no texto anterior que uma das saídas possíveis para o problema “espanhol” seria a adopção, no país vizinho, de uma forma federal de Estado. Explicando.
Quanto à sua forma, os Estados podem ser unitários ou compostos, sendo possível subdividir os compostos. ESTADO UNITÁRIO é aquele em que a soberania (poder maior) é exercido por um só governo em todo o território. Existe uma unidade territorial e uma unidade governativa. Estado composto é aquele em que não existe unidade territorial. Existem vários tipos de Estados compostos sendo o mais conhecido e divulgado o ESTADO FEDERAL que é composto de vários Estados federados, com larga autonomia estabelecida na Constituição do Estado Central – Federação. Cada Estado federado tem as suas leis próprias e o seu próprio governo, não tendo competência apenas a nível internacional e militar áreas da exclusiva competência do governo central, Federal. No Estado Federal a autonomia dos estados federados não é meramente administrativa, é constitucional. CONFEDERAÇÃO, UNIÃO REAL, UNIÃO PESSOAL e PROTECTORADO são outros exemplos de Estados compostos. 
Adopta-se uma forma ou outra conforme razões históricas, culturais, políticas, territoriais… Cada caso é um caso. Geralmente quando existem territórios extensos, diferenças profundas de raças, língua, religião ou outras, é frequente adoptar-se a forma FEDERAL. É o caso dos EUA, da Rússia, do Brasil, da Suíça … E seria uma boa solução para a Espanha actual, no meu entendimento. Quando existe homogeneidade na população de um território nacional a forma de Estado adopta é a unitária. É o caso de Portugal e de muitas outras. A Grã-Bretanha, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte formam uma UNIÃO REAL, associação voluntária de Estados na pessoa do mesmo soberano. Portugal e a Espanha, entre 1580 e 1640, formaram uma UNIÃO PESSOAL em virtude das leis de sucessão ao trono e da força filipina. 
Não era para desenvolver mas já que falei… CONFEDERAÇÃO é a associação de vários Estados que se obrigam, por acordo e livremente, a gerir, em comum, certos assuntos de natureza internacional. Na antiguidade existem vários casos, nomeadamente na Grécia. A própria União Europeia começou no início do seu processo por ser uma “confederação” no tempo da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) e depois com a CEE (Comunidade Económica Europeia). Agora com os tratados mais recentes, nomeadamente o de Lisboa, é que vai apontando para a forma “federativa”. Há quem deseje a criação dos EUE (Estados Unidos da Europa) e outros continuam a quer a Europa das Nações, à maneira do General De Gaulle, no fundo uma Confederação. (É esse o grande debate europeu hoje em dia!) PROTECTORADO é uma situação em que um Estado forte (protector) se compromete a defender um Estado fraco (protegido) mediante determinadas condições. Existiram principalmente “protectorados coloniais”. Recordo que Portugal foi, na prática, um protectorado inglês no tempo das Invasões Francesas, início do século XIX.
Haverá uma forma ideal de Estado? Não sei. Talvez não. Depende sempre das circunstâncias. Em Portugal, antes do 25 Abril, o Estado português era um Estado unitário que tinha a particularidade de impor a sua soberania a um conjunto territorial muito extenso e descontínuo, com grande diversidade populacional. A esse espaço começou por se chamar “império”, depois “províncias ultramarinas” e finalmente “estados”. A nomenclatura ia mudando conforme as pressões do politicamente correcto da política internacional mas a supremacia do Estado português mantinha-se em qualquer das situações. E foi isso que levou às “guerras pela independência”. Em 1974 a situação era de tal modo politicamente complicada que o General SPÍNOLA escreve o seu livro “Portugal e o Futuro” onde sugere a formação de uma FEDERAÇÃO de Estados para Portugal e as suas colónias. Só que… Já era demasiado tarde!
Com isto, resta falar da SOBERANIA. Percebo que não seja muito apelativo estar a ler textos extensos e sem imagens. Não sei abordar, com algum rigor, estas coisas de outra maneira.
Quem não tiver paciência… Não chega ao fim.

PALAVRA DO SR. BISPO

Sempre acutilante: «...é uma enorme pena que só se possa fazer uma cruzinha no boletim de voto.»

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AH! MEU POVO INGRATO QUE NÃO VOTAS EM MIM!...

 

Um amigo meu, que aliás já nos espera do outro lado da vida, dizia, com graça, que os políticos só falam verdade quando dizem mal uns dos outros. Claro que ninguém acredita nisso e só por graça o dirá. No entanto, tal dito não deixa de fazer fornicoques na massa cinzenta do nosso baú craniano, mesmo que esta coisa de pensar dê muito trabalho!... Oh, se não dá!.. O choque causado por aquela frase faz-nos travar de repente, leva-nos a querer discernir bem o que estará por detrás de tão sardónica afirmação. Acredito, na verdade, que muita gente, expedita na cultura do zapping, já não tenha classe para ouvir tanto palanfrório à mistura com tanta gritaria e tanta “mixórdia de temáticas”. De facto, isso chega, por vezes, a provocar o riso, ou o lamento, ou o aborrecimento como se perante discos riscados se estivesse. O areópago parlamentar e as campanhas eleitorais, se necessárias e boas, são, por vezes, uma escola de ensino superior para deseducar e levar o povo a pensar o que pensa sobre isso e a ter em má nota a classe política. E acaba por agir no quotidiano da sua vida como eles agem nessas altas tribunas, tribunas que deveriam ser modelo exemplar do debate civilizado e proveitoso, também educativo. Há muitas e honrosas exceções, a maior parte, pois sabe o valor da política e a responsabilidade que ela merece. Outros, porém, e são bastantes – o que leva a generalizar, mesmo que injustamente! -, não se respeitam, insultam-se, exploram o negativo, negam ou desvalorizam o positivo, gritam, enervam-se, tentam fazer-se valer humilhando e desacreditando os outros, dão cambalhotas para fazer crer que partiram do zero para fazer tudo quanto está bem feito, só o bem feito, nunca o mal nem as omissões. Não raro se percebe que falam mais voltados para os interesses próprios, ou partidários, do que para as necessidades do povo concreto. Falando cá com os meus botões, acho que não é curial, nem sadio, nem política. Não se harmoniza com a arte nobre que é a política. Para lá desta impressão que já vai fazendo parte dum certo caldo cultural, sabemos que os políticos são boas pessoas e pessoas boas. Tanto assim é que o próprio povo não acredita muito nessas zangas de poleiro cacarejado, pois crê que, depois de tanta aparência de quiproquós, eles vão tomar café, todos juntos, ali no próximo bar. E é bom que o façam, mesmo que de bico algo torcido. Além disso, todos eles estão desejosos de fazer o bem sem olhar a quem. Pena é que o malandro do povo não deixe que todos sejam bons e façam o bem que tanto desejam fazer. Negando-lhes o voto, as miríades e miríades de promessas ficarão goradas e sem cumprir, desgosto pesarosamente manifestado no discurso final da derrota, mesmo confessando que, ainda assim, ganharam, cresceram. Isto de não lhes ser permitido fazer o bem que sonharam transforma-se numa gigantesca injustiça e num astronómico prejuízo para toda a humanidade, sobretudo local! De facto, é uma enorme pena que só se possa fazer uma cruzinha no boletim de voto. Que tanta má sorte!...
Mas alguém, por ter sido julgado mais capaz, e ter merecido as preferências dos eleitores, sempre lá ficará para governar. E nós cá ficamos, com esse alguém, unidos de alma e coração, discordando dele, por certo, algumas vezes, o que é normal. Esperamos tão só que não sofra de grandes amnésias para que possa cumprir o que repetidamente prometeu. Estaremos com o eleito seja ele quem for, e rezamos para que não se sinta sozinho nem faça o que não deve, mas tenha a paz e a serenidade necessárias ao bom desempenho da sua missão, missão delegada. 
É São Paulo que manda rezar pelos governantes, pelos governantes e não só (Tim 2, 1-8). A Igreja sempre o fez. O Papa Francisco, há dias, acrescentou que «Não rezar pelos governantes é um pecado que deve ser confessado». Se achardes, diz o Papa, “se achardes, quando fizerdes o exame de consciência antes de vos confessar, que não rezastes pelos governantes, confessai-o. Porque o facto de não rezar pelos governantes é um pecado». Oh meu Deus, mais um a somar a tantos!... E deve-se rezar por eles para que eles entendam que o seu poder não é absoluto, é delegado. Foi «o povo, que lhes deu o poder, e Deus, do qual vem o poder através do povo». É deveras importante que o governante, para agir em prol do bem comum, saiba “pedir a graça de poder governar bem”.
Mas eu não sou crente, sou agnóstico, sou ateu, não rezo, dirá alguém querendo ser julgado como superior a tais ninharias. E o Papa responde: «Está bem, mas confronta-te: se não podes rezar, confronta-te com a tua consciência; confronta-te com os sábios; chama os sábios do teu povo e confronta-te com eles (…) se não puderes rezar, faz pelo menos isto, mas não permaneças sozinho com o pequeno grupo do teu partido. Não, isto é autorreferencial: sai, procura o conselho fora, na oração ou confrontando-te com quantos podem aconselhar-te». Esta “é a oração do governante», disse o Papa, sugerindo que peçamos ao Senhor “a graça de nos ensinar a rezar pelos nossos governantes» e «também a graça de que os governantes rezem» para que sirvam com sabedoria e amor o povo que lhes foi confiado.
Gosto da política, gosto e admiro os políticos, gosto da democracia e do debate sereno e calmo. Não gosto da gritaria, não admiro quem passa o tempo a dizer mal dos outros para se fazer valer como o melhor de todos. Mas siga a dança, que eu, respeitando a todos, saberei colocar na beirinha do prato, discreta mas decididamente, aquilo de que não gosto e até me faz algum mal. Também por isso, eu vou votar.

Antonino Dias 
29-09-2017

ANIVERSÁRIO

Como já somos muitos, os aniversários acotovelam-se...

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PARABÉNS, JOAQUIM ANTÃO!

 

Celebra hoje o seu 63.º aniversário o Joaquim Antão, do Estreito, Vilar Barroco, terra de gente boa...

Aqui estamos a dar-te os PARABÉNS, AMIGO! E que sejas muito feliz, com saúde e amigos por longos anos.

Quando nos vemos?

Contacto: tel. 961 054 0 58

 

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Afinal, também o Adélio Sardinha celebra hoje o seu aniversário. Nasceu em 1974. Pediu amizade à nossa página do Facebook e eu aceitei, na pressuposição que era ex-seminarista. Sabemos que frequentou o Seminário de Vila Viçosa, diz ele no FB, mas ainda não nos disse se foi aluno dos seminários de Portalegre e Castelo Branco. Uma coisa é certa: no FB, muitos dos nossos amigos (11) são amigos dele, o que revela muita proximidade.

Aqui deixamos os nosso PARABÉNS E VOTOS DE MUITA FELICIDADE AO ADÉLIO.

Mas, por favor, informe-nos da sua relação com a diocese de Portalegre e Castelo Branco.

Não temos contacto telefónico. 

A ESPANHA NÃO EXISTE!

Portalegre 19-05-2012 106.jpg

A propósito do momento, vamos pensar um bocadinho com o António Manuel Silva, embora nem tudo caiba neste texto. Obrigado...AH

 

A ESPANHA NÃO EXISTE!


Voltemos àquela “história” da clarificação de conceitos.
Aproveito o Referendo da CATALUNHA para abordar os conceitos de NAÇÃO e ESTADO.
NAÇÃO. Geralmente define-se Nação como um agregado/conjunto de pessoas (sociedade) que vive em permanência e que possui um sentimento de unidade e de diferença relativamente a outros. Este sentimento chama-se consciência nacional. Esta consciência forma-se pela acção conjunta de três factores: a comunidade de tradições, de necessidades e de aspirações. Por palavras muito simples uma Nação é um conjunto de pessoas que vive em comum há muitos anos, que vive em comum no presente e quer continuar a viver em comum no futuro. 
ESTADO. Costuma dizer-se que o Estado é a Nação politicamente organizada. Quando a Nação (conjunto de pessoas com consciência nacional), habita num determinado território fixo e estabelece dentro de si uma diferenciação entre governantes e governados e um poder soberano, a soberania, sendo entendida como o poder maior, acima do qual não existe outro, dizemos que está criado o Estado.
RELAÇÕES ENTRE NAÇÃO E ESTADO. Acontece que, na generalidade dos casos, a Nação é anterior ao Estado. Primeiro forma-se a Nação, vivendo longos tempos em conjunto, e só depois, quando em determinado momento nasce a consciência nacional, se reivindica a independência, a soberania, enfim a formação de um Estado. Curiosamente, Portugal quase constitui uma excepção segundo a interpretação de muitos historiadores nacionais. Para eles, no Condado Portucalense, primeiro formou-se o Estado pela vontade dos nobres (elite portucalense) que acompanharam D. Afonso Henriques e só muito mais tarde, em 1383/85, com D. João I e o Condestável, agora Santo, Nuno Álvares Pereira, os portugueses tomaram consciência da sua “consciência nacional”…
Teoricamente existem três hipóteses de articulação entre NAÇÃO e ESTADO:
1- Uma Nação, um Estado;
2- Uma Nação, vários Estados;
3- Várias Nações, um Estado.
UMA NAÇÃO – UM ESTADO. É o normal nos dias de hoje. É o chamado “princípio das nacionalidades”: a uma Nação deve corresponder um Estado. É um princípio que nasce a partir de final do século XVIII com as Revoluções Liberais e foi sendo aplicado na Europa e depois nas diversas vagas de descolonização por esse mundo fora. É este o princípio que os nacionalistas da Catalunha querem aplicar exigindo a formação de um Estado para Nação catalã.
UMA NAÇÃO – VÁRIOS ESTADOS. Acontece quando uma Nação (conjunto de pessoas…) está sujeita ao poder de mais do que um Estado. Era o caso da Grécia antiga em que a Nação grega estava dividida em várias cidades-estado. Era o caso da antiga Alemanha, em que a Nação alemã estava dividida entre o Estado da RDA (leste) e a RFA (ocidente). Era o caso da Itália antes da unificação pelo Rei Victor Manuel II. É o caso actual da Nação coreana dividida entre dois Estados: o do Norte e o do Sul. Uma Nação, dois Estados. (Não é o caso dos USA. Aqui há uma Nação – americana – e vários estados, mas os estados americanos não são estados soberanos. São estados de outra natureza. Tem a ver com a forma federal que a Constituição americana adoptou para o funcionamento do Estado soberano. É uma questão de forma de Estado: unitário, federal, união pessoal, protectorado...).
VÁRIAS NAÇÕES – UM ESTADO. Acontece quando um só Estado estende o seu poder soberano a várias Nações. Por outras palavras: quando o Estado de uma Nação governa sobre outras Nações. O exemplo clássico é o dos impérios: o romano e os coloniais. No primeiro caso era o Estado de Roma que se impunha a todas as Nações que integravam o “império”; no caso dos impérios coloniais, era o Estado de cada uma das potências europeias – Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda, Inglaterra – que governava as Nações colonizadas. Foi a descolonização que veio colocar fim esta situação.

O CASO “ESPANHOL”.
Na Espanha acontece uma situação bastante confusa. O que é a Espanha? Aquilo que geralmente se chama Espanha é um conjunto de “comunidades” constituídas por Castela, Galiza, Catalunha, País Basco, Andaluzia … Estas comunidades, embora gozem de grande autonomia política, estão sujeitas ao poder central instituído a partir de Castela (Madrid) que teve sempre uma ideia agregadora para todas as outras. Sempre quis fazer a unificação da Península Ibérica. Sempre quis que o seu Estado governasse sobre todo o território Peninsular. Portugal que o diga! Todas estas “comunidades” se sentem diferentes umas das outras e algumas delas exigem a independência, isto é, a formação do seu Estado soberano. Falam línguas diferentes, têm tradições diversas, têm um passado diferente e cada uma delas quer construir o seu futuro diferente. Onde é que é o território “espanhol”? Onde está o povo “espanhol”? Quem é que fala “espanhol”? A língua que geralmente se considera “espanhol” é simplesmente o castelhano. Diferente do basco, do catalão, do galego… A Espanha é uma construção política concebida a partir de Castela com os reis católicos Fernando e Isabel contra a qual muitos continuam a lutar na Catalunha e no País Basco. Portugal também já teve as suas lutas das quais saiu vitorioso com a ajuda da Inglaterra.
Neste contexto, uma saída para a Espanha seria uma reforma constitucional que transformasse o Estado espanhol num ESTADO FEDERAL. Em MONARQUIA ou em REPÚBLICA? 
Voltarei ao assunto.

António Manuel Silva

 

O Mário Pissarra sugeriu que se lesse um texto do jornal "El Pais" para compreender bem o problema da Catalunha. Aqui deixo o link para poderem chegar a esse texto. Bom fim-de-semana e votem bem, em consciència! AH

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/24/internacional/1506244170_596874.html 

JOAQUIM NOGUEIRA ESCREVE

FELICIDADE

Joaquim Nogueira1.jpg

  

É comum considerar que FELICIDADE “ é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até à alegria intensa ou júbilo.”

O homem sempre procurou a felicidade, sendo difícil definir, rigorosamente, a sua medida. Pode proceder-se ao estudo da felicidade pela filosofia, pela religião ou pela psicologia.

Urge definir que tipo de comportamento ou estilo de vida leva à felicidade plena. Neste sentido, vou descrever o que foi pensado e escrito, ao longo dos tempos, considerando aspetos filosóficos, religiosos e psicológicos por grandes pensadores, socorrendo-me de estudos contidos na enciclopédia livre - Wikipédia.

 

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS REFLEXÕES SOBRE A FELICIDADE

 

ZOROASTRO, filósofo iraniano do século 15 a. C. , teria criado uma doutrina religiosa que se baseava numa luta permanente entre o BEM e o MAL.  Zoroastro, ao perguntar, à divindade do bem, sobre o que seria a felicidade na terra, a resposta teria sido: “um lugar ao abrigo do fogo e dos animais ferozes”; “ a existência da mulher”; “dos filhos”; e “possuir rebanhos de gado”.

CONFÚCIO defendia que, para ter uma existência feliz, se deviam “cumprir os deveres”; “ser cortês”; “ser sábio“ e “ser generoso”.

A felicidade é o tema central do BUDISMO, doutrina religiosa criada na India por Sidarta Gautama por volta do século VI   a. C. , sendo que um dos grandes mestres contemporâneos do budismo, o dalai lama Tenzin Gyalso, diz que felicidade é uma questão mental, no sentido de ser necessário , em primeiro lugar, identificar “os fatores que causam a nossa infelicidade e os fatores que causam a nossa felicidade”.

Identificados esses fatores, bastaria extinguir os primeiros e estimular os segundos para se atingir a felicidade. Aliás, diz o mesmo filósofo, que “nada adianta a posse dos fatores que causam a felicidade, como RIQUEZA, AMIGOS, etc. , sem uma disposição mental adequada para a felicidade, a qual se baseia sobretudo na SERENIDADE”.

MAHVIRA ,filósofo indiano do século VI a.C., enfatizou a importância da “NÃO VIOLÊNCIA” como meio da atingir a felicidade, tendo a sua doutrina perdurado sob o nome de JAINISMO.

Para ARISTÓTELES, que viveu no século IV a. C., a felicidade é  “uma atividade de acordo com o que há de melhor no homem”, devendo ser realizada de acordo com a virtude. Aquele que organizar os seus desejos de acordo com um princípio racional será feliz.

A conceção aristotélica de felicidade é diferente da contemporânea que considera a felicidade como a  paz  de espirito ou um estado durável de emoções positivas. Para Aristóteles um homem feliz é um HOMEM VIRTUOSO.

EPICURO, que viveu nos séculos IV e III a. C., defendia que a melhor maneira de alcançar a felicidade é “ através da satisfação dos desejos de forma equilibrada, que não perturbe a tranquilidade do individuo”.

Os ESTÓICOS, escola filosófica do século IV a. C. advogava a ”TRANQUILIDADE como meio de alcançar a felicidade, devendo a tranquilidade ser atingida através do autocontrole e da aceitação do destino.”

JESUS CRISTO defendeu ”o AMOR como elemento fundamental para se atingir a HARMONIA em todos os níveis, inclusive no nível da felicidade individual.” Esta Sua doutrina ficou conhecida como C R I S T I A N I S M O. Após a morte de Jesus, o Cristianismo dividiu-se em vários ramos, sendo um deles o CATOLICISMO onde pontificaram muitos filósofos famosos, como S. TOMÁS DE AQUINO que descreveu “a Felicidade como sendo a visão beatífica, a visão da essência de Deus”.

MAOMÉ, no século VII,  “enfatizou a caridade e a esperança numa vida após a morte como elementos fundamentais para uma felicidade duradoura, eterna”.

ROUSSEAU, filósofo suíço, defendeu “que o ser humano era, originalmente, feliz, mas que a civilização havia destruído essa harmonia original. Para se recuperar a felicidade original, a educação do ser humano deveria ter como objetivo o retorno deste à sua simplicidade original”.

AUGUSTE COMTE, filósofo francês do século XIX, defendeu que “a felicidade seria baseada no altruísmo e na solidariedade entre todo o género humano, formando a chamada RELIGIÃO DA HUMANIDADE”.

KARL MARX, filósofo alemão do século XIX, defendeu “o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes, como elemento fundamental para se atingir a felicidade humana”.

 

SIGMUND FREUD, o criador da PSICANÁLISE defendia que “todo o ser humano é movido pela busca da felicidade, através do que ele denominou PRINCÍPIO DO PRAZER, acabando por entender que o máximo a que poderíamos aspirar seria a uma FELICIDADE PARCIAL”.

 

A PSICOLOGIA POSITIVA entende que “ o homem é responsável pela própria felicidade, sem depender dos outros ou de um deus, pelo que se deve condicionar por atitudes como ser positivo, ser grato, FAZER O BEM”.

Finalmente, a ECONOMIA DOBARCO.jpg EM ESTAR defende que “o nível público de felicidade deve ser usado como suplemento dos indicadores económicos mais  tradicionais , como o P.I.B. ( produto interno bruto ), a inflação, etc.”.

“Perdi-me” na descrição da evolução das reflexões históricas sobre a felicidade, não tendo  explanado  o  que  se  entende  por   FELICIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, sendo certo que só então considerarei completas as reflexões que me propunha expor.  Fica a promessa de voltar ao assunto.

Um abraço para todas e todos!

Lisboa, 29 de Setembro de 2017        

 

J. NOGUEIRA.

O S. MARTINHO

S. MARTINHO - MAGUSTO - AMIZADES - ENCONTRO EM 11 DE NOVEMBRO

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Já recebemos no blogue a seguinte mensagem, enviada por um anónimo (quando as tecnologias não se usam bem... Bastava que no fim do texto se escrevesse o nome!), que mesmo assim se publica:

 

Por motivos de saúde, à última hora, não pude participar no MAGUSTO de 2 016. Associei-me, através de mensagem, mas tive pena de não ter ido. 
Sei que esteve muito bom e que o convívio foi maravilhoso! Proponho:
"QUE SE REPITA O MESMO DO ANO PASSADO"

 

NOTA: Repetir, repetir, não vamos repetir! Mas vamos fazer tudo para este encontro ficar memorável... Quanto à parte gastronómica, talvez se repita. O resto veremos. O que é que sugerem? AH

PARABÉNS, SAMUEL!

VAMOS ACERTAR AS CONTAS: mais um amigo faz anos hoje! A lista vai engrossando com novos aderentes

e nem sempre eu posso actualizar os dados.

Samuel Gaspar.jpg Espero que o Samuel me esculpe...AH

 

Faz hoje 38 anos o Samuel Martins Gaspar, que pertence à geração dos mais novos, onde posso incluir o Bruno Cordeiro, Tiago Pio, Pedro Machado, João Falcão  e outros.  O Samuel é um apaniguado das coisas do Porto, pelo menos é isso que se vê no seu FB. 

Pois bem, aqui estamos a felicitar o SAMUEL GASPAR, dar-lhe os PARABÉNS e desejar-lhe longa vida cheia de saúde e muita felicidade. 

E já agora, porque não nos contas um pouco da tua história aqui no ANIMUS SEMPER?

Contacto: tel. 965 380 151 

OUTRO ANIVERSÁRIO

PARABÉNS, JOÃO!

Roque.jpeg

 

Neste dia 28/09, é o João da Conceição Roque que celebra mais uma primavera, ele que vem dos idos de 1950.

Caro amigo, aqui deixamos os PARABÉNS DE TODO O GRUPO, desejando-te muita saúde, longa vida e farta felicidade, na companhia de familiares e amigos. Gostávamos de te ver...

Contacto: tel. 919630677.

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