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Animus Semper

PROFESSOR - MANUEL MENDONÇA

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

 

Manuel Lopes MendonçaM. Mendonça.png

 

 

Nasceu em Alcains, a 1 de fevereiro de 1948

Foi professor de Biologia, entre outras disciplinas

 

 

Olá, Professor Manuel Mendonça!

  

Tem muito que se lhe diga,

o estudo da vida!

Os seres vivos,

a origem e a evolução

das espécies, a Biologia.

Foi isso que ensinaste,

como professor, no dia a dia.

 

Biologia celular, molecular,

genética,

células, genes e moléculas,

o funcionamento dinâmico

Manuel Mendonça.jpg

dos organismos,

ciência paralela, mas diferente,

do múnus que escolheste,

sempre presente.

 

São dois caminhos

que se cruzam na bioquímica do ser,

homem de carne e osso,

racional,

e alma, invisível, espiritual.

 

J. Mendeiros

 

NOTA:  É um dos habitués dos nossos encontros, onde ele se sente sempre como peixe na água. Aqui está o nosso amigo, P. Manuel Lopes Mendonça, com toda a sua exuberância no Encontro de Marvão.

A sua recente actividade desdobra-se pela funções de Assistente diocesano do CPM (Centro de Preparação para o Matrimónio) e Pároco de Alvega, Bemposta, São Facundo e Vale das Mós. Votos de um feliz apostolado!

PARABÉNS, ALEXANDRE

Alex.jpg

 

Chegou o teu dia. Eu bem te quero apanhar, mas uns dias antes de mim tu foges-me outra vez... 

É o Alexandre Ramos R. Pires, de 1938, que hoje avança mais um número. De Penha Garcia, vive presentemente em Carnaxide. Gosta de cantar no Coral "Stella Vitae" e também gosta muito de viajar...

PARABÉNS, amigo. Que Deus te abençoe e que vivas por muitos anos e com boa saúde.

Contacto: tel. 969 019 316

A INFERNAL TRAGÉDIA DE PEDRÓGÃO

DE VOLTA AOS INCÊNDIOS - com o Florentino Beirão

Florentino.jpg

 

Restam as cinzas e as lágrimas

 

Os 64 mortos e várias dezenas de feridos resultantes do monstruoso incêndio de Pedrógão Grande, ocorrido na passada semana, colocaram o país em estado de choque. O brutal número de falecidos e bens atingidos - 200 casas destruídas e 50 mil hectares de cinzas - ficará inscrito na história dos habituais incêndios de verão, como uma das maiores tragédias, a exigir uma aprofundada reflexão de todos os portugueses. Dos políticos e dos cidadãos.

O fenómeno não sendo novo, este ano em Pedrógão, atingiu um grau de tragédia nunca experienciado em democracia. Na verdade, bem perto de nós, já assistimos aos incêndios que varreram a serra da Estrela - Covilhã e a serra da Gardunha. Recordamos ainda nas últimas décadas os fogos de Mação, Proença- a - Nova, Sertã, Oleiros e Vila de Rei. Nada tem escapado às chamas devoradoras no verão. A mancha verde deste nosso distrito, já toda conheceu as marcas deste inferno. Desta vez, a tragédia chegou também não muito longe de nós.

Face a estes e a outros incêndios no norte e no sul do país, não têm faltado grandes estudos e relatórios sobre as causas e as consequências desta contínua devastação do nosso petróleo verde. O diagnóstico é conhecido. Os eucaliptais que invadiram muitas zonas do país a multiplicarem-se dia após dia. As celuloses e os madeireiros sem escrúpulos, sempre gulosos por áreas ardidas. A falta de um planeamento adequado da floresta nacional tem deixado as nossas serras e campos à deriva. A irresponsabilidade dos particulares a viverem paredes meias com a vegetação em redor de suas casas. A agricultura particular, a minguar a olhos vistos, com aldeias desertas ou com pessoas idosas já incapazes de limpar as suas matas, vai deixando espaço livre aos incêndios. Com a morte da função de Guarda -Florestal, agora integrados na GNR, os espaços florestais ficaram à deriva, sem atempado alerta. A falta de meios de combate aos incêndios é apontado também como uma das causas da progressão dos fogos. Acrescenta-se ainda a estas razões, o malfadado SIRESP (sistema integrado de resposta) - uma gulosa parceria público-privada consumidora de milhões, a revelar falhas graves de operacionalidade no terreno.

Uma mão cheia de razões que nos podem ajudar a entender as múltiplas causas que têm contribuído para que em todos os estios, os incêndios nos visitem e deixem o seu rasto de miséria entre as populações do interior que, de um momento para o outro ficam privados dos seus magros bens.

No caso concreto deste incêndio de Pedrógão já se presume que, pela força da natureza, se deu um fenómeno extremo. Um vento de grande intensidade que se moveu verticalmente em direção ao solo e que, após atingi-lo, soprou de forma radical em todas as direções (downburst). Sabemos ainda que nas primeiras 48 horas, a cadeia de comandos não funcionou, deixando as comunicações desativadas. Acresce ainda que houve indicações contraditórias, com estradas que não foram cortadas. A desorientação dos comandos das operações em alguns momentos foi mais que evidente.

Agora nesta fase de rescalde deste brutal incêndio, como sempre, aparece a ladainha dos relatórios, a nomeação de comissões, o passar de culpas e a oposição a pedir responsabilidades ao Governo. Este, por sua vez, a pedir calma e humildade.

Só que o peso dos 64 mortos às nossas costas clama, de uma vez por todas, que levemos mais a sério a questão sazonal dos incêndios no país. Não só leis adequadas como agora se promete, mas a urgência de passas à ação eficaz. O diagnóstico desde há muito que está feito. Já se sabe quase tudo sobre as causas. Só falta cumprir as boas e urgentes práticas para que estes dramas jamais se repitam. Será desta? Senhores do poder, surpreendam-nos por favor. Trata-se sobretudo, de uma exigente e urgente questão política, não partidária. É necessário que os portugueses acreditem na sua segurança, quanto ao Estado compete. Já é certo que o futuro não vai ser melhor em relação ao aquecimento global do Planeta. Resta organizarmo-nos de modo para que tudo o que dependa de nós, falhe o menos possível. Já basta de cinzas e lágrimas. De louvar a pronta generosidade do nosso povo solidário. Agora será a hora de virar a página, na esperança que se emende o que até aqui não foi possível.

 

florentinobeirao@hotmail.com

ANIVERSÁRIO

PARABÉNS, NUNO!

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Celebra hoje o seu aniversário o Nuno Santos Silva, que vem dos idos de 1956 (ainda um jovem!). Natural de Cardigos, vive presentemente em Santarém. Professor de profissão e cidadão empenhado, conclui-se da resenha do seu Facebook. Formação de alunos, canoagem no rio, também constam do currículo...

PARABÉNS E VOTOS DE MUITA FELICIDADE.

Contacto: tel. 912133262

FOGOS, FOGOS...

Uma reflexão do Virgílio Moreira sobre os tristes acontecimentos que temos vivido nos últimos tempos. AH

Virgílio Moreira.jpg

 

 

O PESADELO ESTE ANO COMEÇOU CEDO

 

Para todos os que vivem neste interior, filho bastardo dum país que despreza dois terços do seu território, todos os anos, quando o verão chega e as temperaturas sobem, são noites mal dormidas, porque ao pensamento ocorrem as imagens e sons de incêndios presenciados e vividos à porta de casa. Este ano bateu às portas dos Pedroguenses, dos Castanheirenses, dos Figueiroenses, dos Penelenses, e dos Sertanenses, como se houvesse neste país uma escala de prioridades para os incêndios. Não vou aqui falar do que aconteceu, porque a realidade suplanta-se à vista desarmada a toda e qualquer explicação, foi demais. A todos os afetados espero que tenham nesta hora força anímica para recomeçar; toda a sociedade numa onda imensa de solidariedade está convosco. 

Reza assim a Constituição da República Portuguesa no Artigo 44.º - (Direito de deslocação e de emigração):
1. A todos os cidadãos é garantido o direito de se deslocarem e fixarem livremente em qualquer parte do território nacional. 
2. A todos é garantido o direito de emigrar ou de sair do território nacional e o direito de regressar.

Só que, numa grande parte do Território Nacional, não estão criadas as condições para as pessoas se fixarem ou continuarem a viver. Um Estado só quando se mantém presente no território com as suas Instituições próximas dos cidadãos pode afirmar que “domina” esse território. Na nossa história, tivemos alturas em que tivemos de partir para África para marcar presença nos territórios que outros cobiçavam. Hoje, ninguém nos cobiça território mas o afastamento do Estado através das suas Instituições assemelha-se.

Uma pergunta que gostaria de ver respondida é: A quem pertencem os aterros e as barreiras das estradas, quer Nacionais, quer municipais? Porque, sendo limpas, seriam conjuntamente com a parte do alcatrão um grande corta- fogo. A todos quantos voluntariamente estes últimos dias de forma abnegada, foram junto dos que perderam familiares e bens dar um pouco de alento para recomeçar o "obrigado" dos que na rectaguarda quereriam também estar, mas por motivos vários não puderam. Força.

Virgílio Moreira

INFORMAÇÃO

A nossa Associação vive quase sem dinheiro. As despesas são poucas, por norma, e as nossas acções nunca são contabilizadas em termos de gastos pessoais. Faz-se o trabalho por dedicação e nunca pensamos ir à contabilidade apresentar a factura para pagamento de uma deslocação ou de qualquer coisa. 

Mas fazemos despesas como Associação, como têm visto nos Relatórios aqui publicados. 

Hoje, um amigo perguntou-me pelo NIB da Associação para pagar as suas quotas... Nem eu o sabia, mas fui às nossas circulares e lá descobri o NIB de uma conta do Joaquim Nogueira, que usamos para pagar quotas.

É este o 

NIB: 003300004538057903805  ou o IBAN : -  PT50 0033 0000 4538 0579 0380 5

 

NOTA: Se tivéssemos mais dinheiro, até podíamos alargar o âmbito das nossas actividades, por ex., em acção social. É por isso que apelamos à generosidade de todos.

E quando pagarem as quotas, anunciem o vosso gesto, para o Nogueira saber a origem do dinheiro que lá aparece.

Quanto paga cada um? Tudo o que puderem e quiserem, acima de 12,00 € anuais!!!

OUTRO DOCUMENTO ÍMPAR

Caro António Henriques                      Fernando+Costa.jpg

 

 

Aí vai um documento. Farás dele o que entenderes. Por mim, tudo bem.

           Um abraço

A. Pires da Costa

………………………

 

 

  VOLTEI A MARVÃO                                                                                                                              Leitão e Pires da Costa: há + de 40 anos que não se viam

 

          Li tudo e vi tudo. Quer a fazer uma coisa quer outra, deliciei-me. Acompanhar no « Animus Semper » todos os relatos e depoimentos dos condiscípulos que conviveram no encontro de Marvão, no dia 20 de Maio, foi como se voltássemos a viver de novo, poucos dias depois, o maravilhoso convívio que partilhámos na nobre vila alentejana.

         Dir-se-ia que, naquele dia primaveril, como que por magia ou milagre, todos os bilhetes de identidade se nivelaram no ano do nascimento: Fins do século XX!...

          Relatos brilhantes, revelações emotivas de todos os matizes, olhares curiosos perspectivando a descoberta de condiscípulos de todas as eras, rostos sorridentes, exclamações variadas mas quase uniformes: Tu? Um abraço, pá! Há tanto tempo! Mas estás cada vez mais jovem! Estás não, estamos!

           E, para que tudo ficasse completo, eis que nos foi oferecido o discurso, desejado por todos, do Chico Cristóvão, brilhante no conteúdo e na forma. Foi a reluzente cereja que, lá no cimo,  coroou o bolo fabricado por um qualificado grupo de   obreiros…

           Por tudo o que ficou narrado, surgiu-me na mente uma decisão inabalável: nada a acrescentar, quietinho, que assim é que estás bem!

            ……………………………………………………..

         

       Porém, eis que há dias, meditando sobre tudo o que acima narrei, me surgiu a matraquear o pensamento, uma voz que falou assim:

           

E tu, Marvão, sereno lá nas alturas,

Diz-me, no vinte de Maio que passou,

Que recebeste? Alegrias ou agruras,

Do grupo de «jovens» que te visitou?

 

 

            Tal emaranhado de palavras obrigou-me a um meditar envolto em curiosidade e que me conduziu ao seguinte raciocínio:

     - Se já tanta gente deu a sua opinião, porque não tentar saber a do nosso amigo Marvão? Não sendo inédito, no mínimo, poderia ser curioso.

             Convicto do interesse que tal facto teria para todos nós, agucei a curiosidade e, num repente, tomei a decisão de levar por diante aquilo que seria a única forma de conseguir tal objectivo: voltar a Marvão e ter uma conversa com ele, assim a modos de entrevista disfarçada, para obviar a que ele recusasse falar com a abertura que eu desejava.

               E lá fui eu a caminho da nobre vila alentejana.

                 Chegado à porta principal, que estava aberta, perguntei:

                - Posso entrar?  Eis a resposta obtive:

                - Claro que podes, não só porque a porta está aberta, mas também porque já te conheço.

                  Admirado com a segunda parte da resposta, retorqui:

                -Não me digas que te lembras mim, passado que foi um mês do último dia em que aqui estive.

                 - Outro a dar-lhe! – disse em surdina, como se não quisesse que eu ouvisse. E continuou: - Vocês, os homens, têm a presunção de que sabem tudo e apregoam que são seres superiores e que os outros são brutos e sem inteligência. Estão enganados, eu também tenho alma e sentidos: vejo, ouço, cheiro, sinto e, como vês, também falo.

                 - Desculpa, mas falta-te um sentido, o paladar. Se estou errado, corrige-me.

                  - Mais uma vez, a tua ignorância! Não tenho paladar porque não preciso, o meu alimento é o espírito que, duma forma que tu não compreenderás,  me sacia o suficiente para que viva todos os anos que já conto e os outros que hão-de vir. Todos os seres da natureza têm alma, mas os homens têm dificuldade em compreender isso. Vocês não são todos iguais, quanto mais os outros seres que a natureza tem. Quis dar-te estas informações para que fiques à vontade, para falares do que quiseres. Abre-te sem preconceitos, que eu farei o mesmo. E cá estou para te ajudar.

                - Agradeço-te muito e vamos então ao fundamental que me trouxe aqui.

 

                 - Diz-me, Marvão amigo – deixa-me tratar assim – como viveste e acompanhaste a reunião dos antigos seminaristas da diocese de Portalegre e C. Branco que tivemos o prazer de realizar no teu território.

                  -Antes de mais, agradeço-vos por me terem escolhido para o evento. Quanto à tua pergunta, tenho a dizer-te que foi tudo maravilhoso. Já há muito tempo que não recebia tanta juventude como naquele dia. Nos vossos corpos poderíamos notar algumas diferenças, mas os vossos espíritos comportaram-se, durante todo o dia, como jovens. Diria até que, em certos momentos, como adolescentes em dia festivo. Posso adiantar-te que, com as minhas  capacidades naturais - só ao vosso alcance através dos meios tecnológicos que têm descoberto ao longo de muitos séculos - posso observar tudo o que se passa no meu território, sem necessitar de me deslocar. Aprecia.

               Vi a chegada de todos vós. Apercebi-me da ansiedade do Mendeiro que via o tempo a passar sem que o programa se iniciasse. Na sessão de boas-vindas, apreciei, como vós, as palavras do F. Cristóvão, a sua originalidade bem como o seu sentido de humor que a todos deliciou, qual toque premonitório de como seria o resto do dia. A missa, onde recordei os maravilhosos cânticos que me lembraram os tempos em que aqui permaneceu o Seminário. A animação do almoço, onde se tinha a sensação de a comida era relegada para segundo plano, imperando acima de tudo o convívio e conversas para recordar.

         - E os antigos alunos do Seminário, conseguiste reconhecê-los?

         -Todos, um por um e pelos nomes. Podia lá esquecer esses extraordinários tempos da minha vida! Revivê-los foi para mim muito gratificante. E, para ajudar, a vossa postura, a vossa alegria, a vossa relação tão saudável, a vossa comunicação fácil! Podes crer que eu próprio, que já conto alguns séculos de vida, me senti mais leve e sorridente – sem que algum de vós se apercebesse disso – do que é meu hábito nestas ocasiões. Se não sabes, ficas a saber que no estatuto deontológico da nossa postura ancestral impera o princípio da austeridade e da discrição, para que possamos receber a amizade  e o respeito dos que nos visitam. É uma questão de princípio e, como vocês, homens, costumam dizer, temos também de fazer pela vida…

          - Confesso a minha surpresa, tu, afinal, conheces melhor os homens do que eles te conhecem a ti.

           - Se já compreendeste isso, é sinal de que estás a evoluir.

Quantos anos foste seminarista?  

           - Apenas quatro. Mas, podes crer, a marca ficou-me para toda a vida. E sinto muito orgulho nisso.

           - Está bem, mas se tivesses frequentado o seminário aqui em Marvão, a tua bagagem cultural seria outra e notar-se-ia logo. Mas, como se diz entre vós, nem todos podem ser doutores. Conforma-te, pois isso não impede que sejas um bom cidadão.

A ignorância não colide com a cidadania. O   cuidado a ter é que « não vá o sapateiro além do chinelo ». Se assim fizeres, não terás problemas. Contudo, sempre te quero dizer que o melhor tempo que aqui tivemos foi o do seminário. Deliciei-me e aprendi muito. Era a teologia, era a filosofia, era o latim, era o grego, enfim, um caudal de conhecimentos como aqui nunca se vira.

         - Imagino. E quero dizer-te que gostei muito deste teu depoimento, o que agradeço sinceramente a tua sinceridade.

         A noite aproximava-se e comecei a notar algum cansaço no meu interlocutor. Senti que deveria sugerir o fim da nossa interessante conversa. Aceitou a ideia, enquanto me confessava que era seu hábito recolher-se logo que o lusco-fusco se aproximava.

           - Mas ainda quero dizer-te mais umas palavrinhas, porque as tenho como justas e devidas, acrescentou.

            - Fala à vontade. Diz lá o que pretendes.

             E, numa postura mais austera, dir-se-ia quase solene, disse.

            -Quero aqui registar, com grande prazer, a comparência do nosso Bispo, D. Antonino Dias, que, com uma dignidade de louvar, permaneceu entre os convivas desde o início do programa até ao fim. Esta sua postura calou fundo no coração de todos os presentes, naturalmente possuídos de um sentimento de gratidão.

De realçar ainda as comparências, também a tempo inteiro, do meu presidente da Câmara Municipal, bem como da minha presidente da Junta de Freguesia. Incansáveis no seu apoio à organização da festividade, foram também dignos do melhor apreço. Pelos mesmos motivos, felicito também o Presidente da Junta de Freguesia de S, Salvador da Aramenha, pois, daqui vi bem, todos os cuidados que teve para vos proporcionar uma estadia interessante, quer na visita à cidade de Ammaia, quer pelo óptimo lanche convívio com que terminou a vossa festividade.

           Após este depoimento, despedi-me. No entanto, ainda lhe ouvi um apelo emotivo:

           -Adeus! Mas peço-te um favor: Quando encontrares colegas teus que em Maio me visitaram, dá-lhes abraço recomendado por mim.

          - Assim farei, já que um pedido teu é uma ordem, tal foi o prazer que tive em falar contigo. Até qualquer dia!

            Um sentimentalão, este nosso Marvão!

            Reconfortado, regressei a casa com o sentimento de que acabara de cumprir um dever. Daí o contentamento que me animava, qual criança que acabara de conseguir pronunciar pela primeira vez uma palavra de difícil dicção.

             Uma coisa é certa: o encontro do dia 20 de Maio jamais se apagará das nossas memórias… « Ad perpetuam ».

 A. Valentim Pires da Costa         

 Junho de 2017                             

PALAVRA DO SR. BISPO

UNIDOS NA DOR E NA RECONSTRUÇÃO DO FUTURO

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“Mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa
«Solidários com as vítimas dos incêndios»

 

Reunidos em Fátima, nas Jornadas Pastorais e em Assembleia Plenária extraordinária, nós, os Bispos portugueses, acompanhamos com dor, preocupação solidária e oração a dramática situação dos incêndios que provocaram numerosas vítimas e que estão a causar enorme devastação no país.
Partilhamos, antes de mais, a dor dos que choram os seus familiares e amigos que perderam a vida, pedindo a Deus que os acolha junto de Si. Manifestamos igualmente o nosso reconhecimento e apoio aos bombeiros, às organizações de socorro e aos numerosos voluntários, nacionais e estrangeiros, que envidam todos os esforços para salvar vidas, minorar danos e evitar a perda de pessoas e de bens, mesmo à custa de canseiras e riscos pessoais.
Na sequência do que afirmámos na Nota Pastoral de 27 de abril de 2017 «Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios», estamos conscientes da necessidade de medidas mais preventivas, concretas e concertadas sobre esta calamidade que todos os anos atinge o nosso país. Neste momento, porém, em cada uma das nossas Igrejas diocesanas, sentimo-nos próximos e comprometidos com a situação dramática dos que sofrem. A partir das nossas comunidades cristãs, das Cáritas Diocesanas e da Cáritas Portuguesa, e de outras instituições eclesiais, participamos no esforço de acudir às vítimas, providenciar meios de primeira necessidade e colaborar no ressurgir da esperança, da solidariedade e do alento para reconstruir a vida e o futuro.
Pedimos a todas as comunidades cristãs e a quem deseje associar-se que, além de outras iniciativas solidárias, dediquem a oração, o sufrágio e o ofertório do primeiro domingo de julho a esta finalidade e que enviem o produto desta recolha fraterna para a Cáritas Portuguesa [Conta Cáritas na CGD: 0001 200000 730 - IBAN: PT50 0035 0001 00200000 730 54], a fim de ser encaminhado com brevidade para aqueles que necessitam.
Fátima, 21 de junho de 2017”
+++++++
Antonino Dias
21-06-2017

PROFESSOR - FERNANDO FARINHA

Do livrinho "Olá, Professores II", estamos a apresentar a homenagem a cada um dos professores. Todos os dias terão o texto dedicado a um dos professores, com as fotos com as actualizações possíveis.

F. Farinha.png

 

 

Fernando Manuel Jesus Farinha

  

Nasceu nas Cimadas Fundeiras, a 27 de setembro de 1946

Foi professor de Física, entre outras disciplinas

 

 

Olá, Professor Fernando Farinha!

  

São curiosas as leis da física…

Não são leis como as outras,

nem são bem leis.

São mais ou menos científicas,

empíricas, assim, como assim,

algumas assertivas,

mas nem sempre imperativas.

 

Conhecê-las 

é como olhar para o ar

com os pés assentes no chão,

é saber como e porque

um corpo sólido mergulhado

num qualquer líquido,

sofre da parte dele uma impulsão.P. Fernando Farinha.jpg

 

E tantas outras coisas!

É como andar por essas terras, questionando,

e perceber o que é subir,

encosta acima, respirando,

lá no alto, de peito aberto,

e sentir, como em Marvão,

o céu mais perto!

 

J. Mendeiros

 

NOTA: Esta segunda foto é a mais recente do nosso amigo, P. Fernando Farinha, que esteve connosco no Encontro de Marvão em 20 de Maio. 

A sua actividade desdobra-se hoje por uma infinidade de território. Além de Arcipreste e Director do Secretariado da Mobilidade Humana: Migrações, Turismo e Minorias Étnicas, é Pároco de Alegrete, Arronches, Degolados, Esperança, Mosteiros e Reguengo. Muita saúde e uma vida cheia de alegria na sua missão, são os nossos votos.

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