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Animus Semper

OLHA O GAVIÃO...

VOLTANDO AO PRINCÍPIO

Jorge Calhas.jpg

 

Hoje vamos até ao Gavião, onde tudo começou para a maioria de nós.Ultimamente, graças ao Fernando Leitão, temos andado muito agarrados a Portalegre.

E como começou esta conversa? Lembram-se de em 23/11 ter dirigido um pedido de SOCORRO? Nos comentários que lá se encontram, o Mário Pissarra lança um desafio: «Por que não aproveitar as considerações do Jorge Calhas do facebook sobre o seminário do Gavião? É apenas uma sugestão que pode ajudar a estabelecer canais de comunicação, etc.» 

Eu não conhecia o Jorge Calhas nem nunca tinha ouvido falar dele. Mas lancei-me ao caminho, descobrindo-o no Facebook. E mandei-lhe esta mensagem:

- Foi o Mário Pissarra que falou de si no nosso blogue ANIMUS SEMPER, a propósito do Seminário do Gavião. Por isso lhe pedi amizade. Sou o responsável pelo Blogue. Um abraço e boa noite. António Henriques

(este Jorge,era impossível ser mais rápido a responder !)

- Olá, boa noite, caríssimo Henriques. Honrado pela vossa amizade com recíproco desenho meu.O passado não pode morrer por aí em qualquer canto e os primeiros tempos da nossa educação são os mais importantes na vida. Essa mantém intactos os votos de amizade e bons convívios. Abraço, Jorge Calhas. 

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  (pedi,então, ao Jorge que me enviasse o texto para o blogue, que se publica com gosto e pode ecoar nas nossas memórias)

«Henriques

Falei do Seminário de Gavião numa curta missiva ao João Peres que é um amigo aqui do Facebook e que deve ter iguais sentimentos pelo Seminário de Gavião, onde, se não foi meu contemporâneo por lá perto andou. Aí vai o texto sem a autorização do João que me vai perdoar esta inconfidência.

“Meu caro... antes de mais mto boa noite e obrigadão pela tua amizade. Com toda a sinceridade é bom que haja memória de um tempo em que a mente despertava e se moldava em paredes que hoje pertencem ao conjunto de Património abandonado… quando vou a Gavião dói-me a alma de ter nos olhos o espetáculo degradante do que nos inícios de 60 e final de 50 foi a nossa escola. Tua, minha, e de mais dois amigos que honro pela sua presença. Como é possível que se degrade daquela maneira uma casa que formou a consciência sociocultural e profissional de tantos? Será que já não há memória? Quem tem influência e passou por aquela casa não pode deixar de Ipirangar num berro que faça respeitar todos os que ali estudaram. No seminário de Gavião estudava-se, trabalhava-se duro e só assim poderia ser porque muitos dos que lá passaram tiveram o treino bastante que lhes permitiu fazer uma vida digna, respeitada, abastada para alguns, e politicamente, alguns colocam-se em zonas capazes de fazer o barulho necessário à dignificação da coisa. Sei que é da família Rebelo, mas foi posto à disposição do Bispo de Portalegre para o usar como lugar onde se aprendesse algo que aprouvesse à Igreja e à formação cívica de cidadãos capazes do exercício de capacidades altruístas e mesmo aproveitadas pela sociedade onde estamos. Obrigado, Peres, por me relembrares dos finais de 50, inícios de 60. Há quantos anos não nos vemos? Pois lá para Janeiro apareces a convite meu lá no meu refúgio de lassidão e bebes uns copázios dum vinhinho feito cá pelo Je.

Um abração Jorge Calhas

 É a ancestral-idade a sentir-se maltratada sempre que vou à minha terra que é também o Gavião.»

Seminário de Gavião.jpgSeminário Gavião palmeira.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Maio/2011, estivemos no Gavião com esta gente! Bonito.

 

ANIVERSÁRIO

PARABÉNS, Manuel Lopes Cardoso! 

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Desde 28-11-1949, sentes o respirar da vida e olhas para ela como um dom gratuito, que vivamente agradeces a Deus! Aqui estamos nós também a agradecer contigo esta grande dádiva e a dar-te muitos parabéns, com votos de muita saúde e felicidade, extensivos à tua família.

Fazes activamente parte deste grupo e por ele muito te empenhaste aquando do nosso Encontro Anual de Maio/2014, realizado nessa tua e nossa Proença-a-Nova, a Roma das Beiras, onde te dedicas como Diácono a avivar a fé dos cristãos. Salvé, amigo.

 Para contacto, telefonar para 933 297 465.

FINALISTAS DE PORTALEGRE – 1958

MAIS UMA ESPECTACULAR REPORTAGEM! VALE A PENA LER...

19-05-2012 PORTALEGRE 134.jpgO Fernando Leitão já nos habituou a estes mimos, a este olhar para o passado com respeito e com graça. AH

 

1.Cerimonial de conclusão de curso

 

   Em Maio de 58 concluía-se o nosso percurso académico de 12 anos. A celebrar esta etapa de vida havia a Eucaristia solenizada, na parte da manhã e, de tarde, sessão de despedida e Te Deum. Na sessão eram oradores para além de um membro do corpo docente, um elemento do curso anterior, responsável pela organização do evento, a quem competia a elaboração do opúsculo de caricaturas, da autoria do Libânio Martins e um finalista que haveria de focar aspetos da longa caminhada. Tivemos o cuidado de não repetir a expressão do ano anterior, proferida pelo Lobato Novo e que causara um mal-estar no corpo docente: “…O pouco que sabemos a vós o devemos”…  Chico.jpg

 

O almoço era esmerado, com ementa em latim macarrónico, concebida pelo criativo Chico Cristóvão, que incluía doces da Pastelaria Império de Cernache, oferta da proprietária, minha irmã e espumante de Caves de Anadia, como constava na lista “ex domo csatum est domine doctor”. Só o Cristóvão nos poderá explicar este arremedo latinório. Goleit.jpgstaria de a partilhar aqui na íntegra, mas a minha memória só reteve este fragmento.

 

2. Em oração em Fátima

 

        Dos nossos Superiores conseguimos autorização para uma viagem a Fátima e posterior roteiro indefinido, que não teve oposição quando dissemos que o Pe. Santiago, prior de Urra, seria o nosso motorista com a cedência de sua carrinha.

      Na foto, a partir da esque2016-11-27.pngrda estão: Francisco Belo(Crato), Amândio Tomé (Sarnadas de S. Simão), Francisco Cristóvão (Carapalha-Castelo Branco), Pe. Santiago(Urra), Fernando Leitão(Cernache), Júlio Cardoso Alves (Pergulho-Proença-a-Nova). Estranho não aparecer o Alberto Jorge. Terá sido o fotógrafo de serviço?

     Os dois primeiros já nos deixaram. Quanto sofri por não ter sido informado de sua morte! Desejaria acompanhá-los nesta outra viagem. Fui explicar a minha ausência, deixar uma flor e oração nas campas que, mais tarde, visitei. O Belo tinha uma grande devoção à Senhora de Fátima e a sua imagem acompanhou-o sempre ou na carteira ou na mesa de trabalho. De realçar também a sua admiração pelos Papas. Tantas vezes ele ilustrou pergaminhos, a tinta da china, verdadeiras iluminuras, com boas obras e orações de todos nós e que oferecíamos ao Santo Padre por ocasião de seu aniversário!

    Concluíram o curso, mas não avançaram para a ordenação o Cristóvão e o Júlio.

Este esteve no Pego, a meu pedido, para advogar um pegacho que havia sido demitido da sua atividade de metalúrgico. Em Tomar, no dia do julgamento, no Tribunal de Trabalho, descobrimos, com grande surpresa, que era juiz o nosso colega de curso, Abílio Cardoso(Maljoga), alcunhado no Seminário, de “galinha”, por olhar de lado.

 

3. Montemor-o-Velho e o ciclismo

leit3.jpg

 

   Depois da oração na capelinha das aparições rumámos à Figueira da Foz, onde se tirou a foto anexa, seguindo daí para Montemor para o Stand/Oficina de bicicletas de Alves Barbosa (pai). O Pe. Santiago relacionava-se com ele porque era amante do ciclismo. Não havia festa na paróquia que não incluísse uma prova desta modalidade desportiva. Na altura o filho havia abandonado o Tour de France por motivo de doença. Visitámo-lo no quarto, onde recuperava. Alves Barbosa era o grande ciclista na altura. Correu sempre pelo Sangalhos e foi o 1º português a vencer por três vezes a volta a Portugal, tendo ainda marcado presença quatro vezes na volta à França, três vezes em Espanha e duas em Marrocos e Andaluzia. Terminou a carreira em 1962 e a Edilidade perpetuou a sua memória com o seu busto.

 

4. Queimas das fitas e das faixas verdes

 

   O nosso próximo destino viria a ser Coimbra, capital do conhecimento, em grande agitação com a queima das fitas. Pela 1ª vez presenciámos este espetáculo de cor, diferente para cada faculdade e o desfile dos carros alegóricos com mensagens mais viradas para a vida académica, já que a situação política de então impedia referências à crise vigente e aos problemas sociais do país. Deslumbrados com esta manifestação de vida académica, nasceu em nós o compromisso de fazermos algo semelhante em Portalegre. Não haveria fitas a queimar, mas alguém sugeriu: por que não as faixas? O modelo seria diferente. Cada um procuraria descobrir no seu percurso de seminarista um pormenor digno de registo e de partilhar.

    No Seminário havia uma dependência com roupas garridas da Caritas que cada um aproveitou para a sua melhor indumentária. Só os finalistas vestiam batina e faixa. No dia aprazado lá saímos a terreiro, em grande alvoroço, com as risadas provocadas pela originalidade de cada mensagem. Não havia carros alegóricos, mas do Sr. Domingos conseguimos a cedência do burro e do cão, com quem tínhamos estabelecido um pacto de sã convivência. Os finalistas ladeavam o burro, talvez a querer lembrar algumas das burrices do percurso e de orelha a orelha o escrito: ”Ó Pereira, és mesmo um bruto”! disse um dia o Pe. Marujo, em Alcains, quando me apanhou empoleirado num damasqueiro (ele nunca acertava com o meu nome). O cão ia muito calmo, à trela e o dístico “Ciência que não vem nos livros” episódio já dado a conhecer. Outro levava num dos pratos da balança um grande prato e no outro dois muito pequenos, a recordar outra história aqui já contada. Lembro o colega que tinha apanhado cinco valores a Direito Canónico e para recordar a desgraça mandou vir uma bicicleta da cidade em que circulava no queimódromo com a seguinte inscrição na camisola: “velocidade máxima 5 e sempre a direito”. Muitas outras mensagens havia até a provocar as risadas dos professores que acompanharam o desfile pelo passeio e que estão esquecidas. Pena foi o operador de imagem, o Chamiço, ter dado sumiço à cassete e nada ter ficado para memória futura.

Fernando Cardoso Leitão Miranda

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MORREU FIDEL CASTRO

Uma visão pessoal

 

Estava eu para começar a escrever sobre um outro assunto que me anda na cabeça, quando soube da morte de Fidel Castro. E fiquei parado, um pouco apreensivo com o momento, a pensar no povo cubano que tanto deve, para bem e para mal, a este homem.

Já li que os meios de comunicação social estão a exagerar nos elogios a Fidel. Eu não me pronuncio sobre isso, não tenho tempo nem vontade de estar indefinidamente a ouvir os outros para depois dizer a minha opinião. Mas tenho na memória todos estes anos em que se falava de Cuba, sempre a olhar para aquela ilha como um caso particular, um povo que há muitos anos passa por uma experiência política, económica e social diferente de todos os outros.

Nunca fui a Cuba e nunca me apeteceu ir a Cuba. Não é só por não partilhar a ideologia de El Comandante, demasiado agarrado às expressões colectivizantes do comunismo; também me incomodava o que ouvi contar a muitos, que a fazer turismo na ilha eram servidos por gente de cara sofredora e mal paga, não obstante os estudos que muitos deles tinham. Também me doía saber que havia espaços que estavam vedados aos cubanos, como era triste ver as crianças e os jovens a pedir tudo, mesmo as coisas mais insignificantes (um lápis, uma esferográfica, uma pasta de dentes, uma partitura de música…), aos turistas que passavam.

Agora, a história dirá de sua justiça; mas Cuba continua a ser um ponto de contradição, em que são os próprios cubanos em luta uns com os outros. Criaram-se muitos embargos e embaraços a Cuba por causa da revolução, impossibilitada assim de seguir um rumo mais facilitado, dada a falta de apoio para o desenvolvimento de projectos desejados pela própria lógica dos vencedores. Por isso, é da ilha de Cuba que muitos saem à procura de vida melhor. Mas há outros que são obrigados a fugir, e não são poucos, porque a ideologia comunista não democrática opta por perseguir os adversários, dando-lhes como destino a morte ou a prisão.

É difícil encontrar um país com tantos nacionais a viver fora da pátria. São os célebres cubanos de Miami, aos milhares, que cantam a morte de Fidel pelas ruas (que tristeza!...), são os milhares de médicos que vieram para Angola ou para a Venezuela (também chegaram a Portugal…) e que alimentam com parte do seu salário o sistema de saúde nacional. São os perseguidos políticos que vão tendo saudades de Cuba, mas não podem entrar em liberdade no seu país.

Fala-se dos progressos generalizados da educação e da saúde para todos naquele país… Eu posso acreditar. Mas quando o “pensamento único” agrilhoa a liberdade individual parece que falta o ar para respirar. Não é que eu defenda a invasão de Cuba por povos estrangeiros para repor a democracia. Sempre achei que os povos devem caminhar mais pelo seu pé, ao seu ritmo, sem grandes quimeras vindas de estranhos, para não acontecer o que temos visto por aí, com primaveras a ruir e a cavar a morte, a destruição total dos países e o mais negro inverno a dominar as pessoas.

Mas era bom que este lindo e alegre país iniciasse agora, sem o espectro de Fidel, uma caminhada para uma vida mais democrática e para um desenvolvimento que melhorasse a vida dos cubanos, para que as riquezas culturais desta ilha se possam manifestar sem grilhetas ao mundo.

AH

 

Títulos e foto do jornal cubano “Granma”

«El mundo dice adiós a un gigante de la historia» - «Un revolucionario de talla mundial»

«Toda Cuba con Fidel»

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PARABÉNS, JOÃO!

MAIS UM ANIVERSARIANTE! E este bem conhecido...

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O João de Oliveira Lopes, natural de Alcains e a viver em Coimbra, onde prestigiou a Universidade como professor, faz hoje 75 anos. É também elemento da Comissão que se ofereceu em Abrantes para levar este grupo para a frente, de modo que a corrente vá engrossando e ganhe mais vida com a ajuda de todos.

Pois, João, aqui se registam os nossos parabéns e votos de longa e feliz vida, cheia de saúde, para continuares a colaborar com a malta e a gostar de viver...

Contactar pelo tel. 963 623 138.

ANIVERSÁRIO

Faz anos, neste 24/11, o José Marques Ribeiro, que nasceu em 1952. Aqui ficam os nossos parabéns e desejos de muita felicidade. 

Não temos mais referências.

PALAVRA DO SR. BISPO

PORQUE HOJE É DOMINGO

Uma mensagem límpida e rica sobre o DOMINGO e sua história!

 

MEMORÁVEL PRIMEIRO DIA DA SEMANA 

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O “primeiro dia da semana” era, na cultura judaica, o dia a seguir ao sábado santo. Jesus, com uma pedagogia ímpar, fez do “primeiro dia da semana” o Seu dia, o dia do Seu triunfo, o dia da consumação da Sua obra redentora. De facto, foi no “primeiro dia da semana” que Jesus ressuscitou, apareceu a Maria Madalena logo de manhã, depois a Pedro, ao cair da tarde aos discípulos de Emaús, à noitinha aos Apóstolos reunidos. “Oito dias depois”, também “no primeiro dia da semana”, apareceu novamente aos Apóstolos, agora já com Tomé presente. Foi ainda no “primeiro dia da semana” que Jesus, já subido ao céu, de lá, com o Pai, enviou, conforme prometera, o Espírito Santo sobre toda a Igreja, dando assim início à sua gesta missionária.

Movidos por uma força interior, pela ação do Espírito, os cristãos passaram a reunir-se sempre no “primeiro dia da semana”, dando assim à sua reunião um ritmo semanal. Faziam-no para celebrar a Ressurreição de Jesus, um verdadeiro ato de fé em Jesus Cristo ressuscitado e glorificado. Este acontecimento foi de tal modo marcante na vida dos cristãos que os quatro evangelistas lhe fazem referência, afirmando todos que Jesus ressuscitou no “primeiro dia da semana”. A Igreja foi-se formando e fortalecendo, não só pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, mas também pela reunião fraterna no “primeiro dia da semana”. Assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, à oração, à fração do pão, à comunhão e à partilha, o “primeiro dia da semana” começou, desde o início, a fazer parte da vida pessoal e comunitária dos cristãos. Assim, já por volta do ano 50, São Paulo pede aos cristãos de Corinto que façam, “no primeiro dia da semana”, uma coleta em favor da Igreja pobre de Jerusalém, como já havia pedido o mesmo às comunidades da Galácia. Pelo ano 112, Plínio o Moço, governador romano da Bitínia, numa espécie de relatório policial enviado ao imperador Trajano sobre o comportamento dos cristãos, escreve que “eles se reúnem num dia certo, antes do nascer do sol, para cantarem louvores a Cristo, como a um deus”.
A primeira vez que o “primeiro dia da semana” é chamado “Dia do Senhor”, é no livro do Apocalipse (1,10), mas logo outros autores assumem tal designação. Inácio de Antioquia, provavelmente antes do ano 110, exorta os cristãos a serem fiéis à reunião dominical, na qual se expressa e reforça a unidade. Na Didascália dos Apóstolos, do século III, lemos este apelo aos cristãos: “…não ponhais as vossas preocupações temporais acima da Palavra de Deus, mas abandonai tudo no dia do Senhor e correi com diligência às vossas igrejas, porque é lá o vosso louvor a Deus…”.

 

Depois de ter dado a paz à Igreja, em 313, o imperador Constantino quis introduzir o descanso dominical em todo o império. Com engenho e arte, escolheu o dia da festa semanal dos pagãos, o dia do sol, o dia que, no calendário romano, se seguia ao dia de Saturno que era o sábado. Este dia coincidia precisamente com o primeiro dia da semana dos judeus, o dia em que os cristãos já se reuniam. São Justino, em meados do século II, testemunha isso mesmo, dizendo que “no chamado dia do sol, todos os cristãos que habitam nas cidades ou nos campos se reúnem no mesmo lugar…”. Com esta decisão do imperador, os cristãos ficaram felizes e não perderam tempo. Começaram a propalar por toda a parte, que esse dia é, de facto, o dia do sol, sim. Mas o verdadeiro Sol, o Sol que ilumina e aquece a terra, o Sol que aquece verdadeiramente o coração do homem, não é o astro rei: é o Senhor, é Cristo ressuscitado”.


Pela sua fé em Cristo vivo e ressuscitado, pelo seu testemunho de vida alegre e feliz, os cristãos conseguiram impor o Domingo à sociedade num contexto social nada fácil e hostil, o da cultura judaica e greco-romana. Mas houve muitos mártires que o foram por causa de se afirmarem em defesa do Domingo. Por exemplo, as 49 pessoas da Abitínia, 31 homens e 18 mulheres, encontradas a celebrar em casa de uma delas, de Emérito. São belos os testemunhos que eles, quando interrogados em 15 de fevereiro de 304, em Cartago, antes de serem executados, nos deixaram.


Embora sabendo que os tempos, hoje, são diferentes e complicados em relação a horários de trabalho e outras solicitações, o Domingo continua a ser um ponto de referência na vida dos cristãos e das famílias cristãs. É o dia em que, reunidos, escutamos a Sua Palavra, fazemos memória do que Jesus fez por nós e renovamos em nós a necessidade de fazer como Ele fez.

 Antonino Dias
 
 
 
 

ALMOÇOS DE SEXTA

UMA ROTINA BEM AGRADÁVEL...

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O almoço de hoje na Parreirinha.
Tivemos a visita do João Lucas, de Alcains, que na foto ficou escondido atrás do Zé Ventura.
O Zé Duque e Alice reapareceram depois de um período de ausência, devido a uma intervenção cirúrgica. Já tudo passou e esperamos que a Alice recupere totalmente do seu joelho.
Éramos treze, mas não há superstições.
O convívio é sempre interessante e reconfortante.
Para a semana há mais.

NOTA:  Também esteve presente o Joaquim Nogueira. Desejamos que a sua reabilitação, que já vai bem adiantada, se faça por completo e rapidamente.

 

MPiresAntunes

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