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Animus Semper

DIA DE TODOS OS SANTOS E FIÉIS DEFUNTOS

A PALAVRA DO NOSSO BISPO PARA O TEMPO PRESENTE

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«Aproxima-se o Dia de Todos os Santos e o Dia de Todos os Fiéis Defuntos. Porque estes dias são seguidos, pouco se reflete na santidade a que todos somos chamados. E a “santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o seu aspeto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor (…) não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão” (Francisco, 19/11/2014).

Como sabemos, com a morte a vida não acaba. Apreciemos como o Papa Francisco se exprime sobre a morte na Exortação Apostólica sobre a Alegria do Amor:


“… Num determinado momento do luto, é preciso ajudar a descobrir que, embora tenhamos perdido um ente querido, existe ainda uma missão a cumprir e não nos faz bem querer prolongar a tristeza, como se isto fosse uma homenagem. A pessoa amada não precisa da nossa tristeza, nem é lisonjeiro para ela que arruinemos a nossa vida. E também não é a melhor expressão de amor lembrá-la e nomeá-la a cada momento, porque significa estar preso a um passado que já não existe, em vez de amar a pessoa real que agora se encontra no Além. A sua presença física já não é possível; é verdade que a morte é algo de poderoso, mas «forte como a morte é o amor» (Ct 8, 6). O amor possui uma intuição que lhe permite escutar sem sons e ver no invisível. Isto não é imaginar o ente querido como era, mas poder aceitá-lo transformado, como é agora. Jesus ressuscitado, quando a sua amiga Maria Madalena quis abraçá-Lo intensamente, pediu-lhe que não O tocasse (cf. Jo 20, 17) para a levar a um encontro diferente. Consola-nos saber que não se verifica a destruição total dos que morrem, e a fé assegura-nos que o Ressuscitado nunca nos abandonará. Podemos, assim, impedir que a morte «envenene a nossa vida, torne vãos os nossos afetos e nos faça cair no vazio mais escuro». A Bíblia fala de um Deus que nos criou por amor, e fez-nos duma maneira tal que a nossa vida não termina com a morte (cf. Sab 3, 2-3). São Paulo fala-nos dum encontro com Cristo imediatamente depois da morte: «tenho o desejo de partir e estar com Cristo» (Flp 1, 23). Com Ele, espera-nos depois da morte aquilo que Deus preparou para aqueles que O amam (cf. 1Cor 2, 9). De forma muito bela, assim se exprime o prefácio da Missa dos Defuntos: «Se a certeza da morte nos entristece, conforta-nos a promessa da imortalidade. Para os que creem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma». Com efeito, «os nossos entes queridos não desapareceram nas trevas do nada: a esperança assegura-nos que eles estão nas mãos bondosas e vigorosas de Deus».


Uma maneira de comunicarmos com os seres queridos que morreram é rezar por eles. Diz a Bíblia que «rezar pelos mortos» é «santo e piedoso» (2Mac 12, 44.45). Rezar por eles «pode não só ajudá-los, mas também tornar mais eficaz a sua intercessão em nosso favor». O Apocalipse apresenta os mártires a interceder pelos que sofrem injustiça na terra (cf. 6, 9-11), solidários com este mundo em caminho. Alguns Santos, antes de morrer, consolavam os seus entes queridos, prometendo-lhes que estariam perto ajudando-os. Santa Teresa de Lisieux sentia vontade de continuar, do Céu, a fazer bem. E São Domingos afirmava que «seria mais útil, depois de morto (...), mais poderoso para obter graças». São laços de amor, porque «de modo nenhum se interrompe a união dos que ainda caminham sobre a terra com os irmãos que adormeceram na paz de Cristo; mas (...) é reforçada pela comunicação dos bens espirituais».
Se aceitarmos a morte, podemos preparar-nos para ela. O caminho é crescer no amor para com aqueles que caminham connosco, até ao dia em que «não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor» (Ap 21, 4). Deste modo preparar-nos-emos também para reencontrar os nossos entes queridos que morreram. Assim como Jesus entregou o filho que tinha morrido à sua mãe (cf. Lc 7, 15), de forma semelhante procederá connosco. Não gastemos energias, detendo-nos anos e anos no passado. Quanto melhor vivermos nesta terra, tanto maior felicidade poderemos partilhar com os nossos entes queridos no céu. Quanto mais conseguirmos amadurecer e crescer, tanto mais poderemos levar-lhes coisas belas para o banquete celeste (AL255-258).»

 

ANTONINO DIAS

ANIVERSÁRIO

Parabéns, José!

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Mais um aniversariante: neste 30/10, faz anos o José Raposo Nunes, ligado ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, a quem desejamos a realização dos seus bons propósitos e muita saúde.

OS MARANHOS DESEMARANHADOS

Desta foi de vez!

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O Facebook é demasiado instantâneo. De um momento para o outro, saca-nos a foto e já está a publicar: vejam o que aconteceu ali para Carnide. Nem espera pelos convivas. Aonde se meteram o Figueira e o Alves Dias? Paciência.... Mas confirmo que éramos catorze... I

Isto é o que diz o Pires Antunes. E eu confirmo a pés juntos que é verdade. Eles estavam lá, degustaram os maranhos e depois rasparam-se sem esperar pela foto final, cá fora.

E desta vez tivemos duas senhoras, coisa rara. Uma ainda se escondeu na foto, por mais que eu me baixasse!... É sempre muito simpático, pois assim mostramos que não somos uns solteirões do fandango ou do vira… Pessoa atenta, como é o Fernando Leitão, mesmo assim lá vem com a graça de que nós somos um «Grupo desemparelhado! Só descortino 2 mulheres…»

É difícil contentar a malta… Até o Colaço salta da sua garagem-oficina de arte e grita que os maranhos têm de ter batatinhas fritas, aos palitos estaladiços.

Mais uma vez eu juro aos pés juntos, com o Manel Pires Antunes, que tivemos batatinhas estaladiças, couves, azeitonas, queijo, manga, muita manga, café e Old Parr, mete a voz o  Zé Andrade que também gosta deste.

Nem sempre se podem saborear bons maranhos como estes.

A Parreirinha, hoje, portou-se bem!

Do grupo, mesmo sem publicidade, estavam catorze, entre eles o nosso querido "mestre" Joaquim Nogueira que, assim, voltou às "lides", quase recuperado, diz ele. E para grande alegria nossa podermos contar com a sua presença e boa disposição.

Atenção, a amizade e os nossos projectos movem-nos mais que os simples maranhos. Houve tempo para combinar mais uns pormenores acerca do Magusto do dia 12 de Novembro, na Senhora da Rocha. Até vamos ter comida quentinha, de prato e garfo…

Chega por hoje. Passem um bom fim-de-semana.

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Texto de Pires Antunes e Ant. Henriques

PARABÉNS A DOBRAR

HOJE, DOIS ANIVERSÁRIOS

28 de Outubro, dia de festa para dois aniversariantes antigos alunos, a quem deixamos aqui os parabéns de todo o grupo. Desejamo-vos as maiores felicidades e uma longa vida. E esperamos que a vida vos continue a sorrir.

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Rui Filipe

 

com o telefone

n.º 919683517

Manuel Lopes Dias  


com o telefone

 

n.º 914 334 422

ANIVERSÁRIO

PARABÉNS, AMIGO!

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Festeja hoje o seu aniversário mais um dos nossos.

É o Luís A. N. Lourenço, ali do Fundão, e que viu a luz da vida em 27 de Outubro de 1953.

Para contacto, telefonar para 964 087 278.

 

NOTA: Foto retirada da sua página do Facebook. Por uma boa causa!

ALARES À VISTA

Mais uma primeira colaboração

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O João Antunes avançou mesmo... Aqui está o seu primeiro texto, o relato de um passeio pelo Tejo Internacional até uma aldeia cuja história já fala da dureza dos campos, dos rebanhos, das aves e das guerras entre vizinhos. Parabéns! AH

 

ALDEIA DOS ALARES

  

A Aldeia dos Alares, teve a sua origem a partir dos povos de Malpica e Monforte e na tentativa de defenderem os seus haveres das mãos dos invasores franceses, cultivavam às escondidas a região fértil e inculta, entre o Rio Aravil e o Tejo, próximo do Rosmaninhal. Obtinham boas culturas à custa de muito trabalho suado.

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 Chegamos cedo, dentro do horário marcado para o início do planeado passeio pedestre. A Casa do Xarês fica na encosta norte no Couto das Correias. Os participantes, cerca de quarenta, aguardavam a chegada dos mais atrasados e iam preparando as mochilas, muniam-se de garrafas de água, e o grupo de cavaleiros acalmavam as suas montadas para que, à hora combinada, cada um tomasse o seu lugar.

Com circuitos previamente definidos, os cavaleiros seguiram pelos caminhos apropriados para os cavalos e reuniam-se nos Alares com o outro grupo para o almoço.

Entramos no veículo todo o terreno KIA, que nos levaria até ao antigo posto da Guarda Fiscal, agora abandonado, e que serviu posteriormente à QUERCUS para estudo e recuperação de aves. Daí seguimos para o observatório das aves, situado a um quilómetro mais abaixo, já na encosta que nos mostra o Tejo internacional. Avistamos aves voando em círculo como o grifo e o abutre, observamos os fugidios veados e a soberba paisagem, valia pelo momento.

Fotos a tudo o que desperta interesse, procurando o melhor ângulo para valer como documento do local.

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Lá no fundo, do grande " Canyon", o rio Tejo mostra o azul das suas águas que vagarosamente vão descendo na corrente.

As suas margens, vestidas de vegetação tradicional da região, apresentam oliveiras escondidas e maltratadas, que não podem produzir bons frutos. Épocas que já lá vão, em que estas azeitonas, apanhadas nestes socalcos, davam origem ao tradicional e fino azeite.

Retomamos a vereda do regresso; as estevas ladeiam o trilho tortuoso, obstruem-nos a passagem e emelam-nos as mãos. A subida íngreme custa mais, o ritmo vagaroso dá tempo à contemplação da majestosa paisagem. Os placards anunciam, através de fotos, a população residente nestes matos, que à noite vagueia por estes trilhos.

Desde os esquivos veados, os barulhentos javalis, autênticos guerreiros dos bosques, raposas e gatos bravos e ainda os saca-rabos, texugos e ginetas. Fauna rica e variada que dificilmente se mostra aos observadores.

Lá em cima, outros cruzam os ares, à procura de alimentos: a cegonha negra que encontra aqui um habitat propício à sua existência, a águia real, de grande porte, que por aqui cria e se alimenta, o abutre do Egipto, ave rara que aparece nesta zona, o Grifo e o Abutre - os cangalheiros da paisagem sempre à espera que os fracos tombem, e o Açor com a sua velocidade de voo e perspicácia, que apanha as aves mais descuidadas.

Mas nesta paisagem, há também vestígios de exploração de ouro e outros minérios nas épocas visigóticas e romanas. Supõe-se que o rio Tejo trancado nas portas de Ródão, banhava toda esta região formando um grande lago. Encontraram-se areais nas elevações dos montes, justificando esta teoria.

Calcorreando o caminho, chegamos ao talefe situado no cume de uma elevação, local onde se situou um dólmen já destruído pelo tempo e cujos materiais foram utilizados para outros fins.

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Aqui apagou-se a história, pouco resta.

 

Dobrada a encosta e junto ao caminho, a sombra de uma azinheira dava-nos o conforto por breves momentos. O calor apertava e convidava a uma bebida fresca, que chegou na hora certa.

Prosseguimos em direcção à aldeia dos Alares pelo caminho definido na paisagem e lá em frente surgem os escombros daquela que foi uma aldeia de pastores e agricultores.

Por um atalho e em linha recta, fui por aquele corta-mato entrar nos escombros das casas, residências daquela época; as pedras e lajes de xisto testemunham a aldeia.

O povoado não teria mais de cem famílias de gente simples e dedicada à vida agrícola. Sempre aqui viveram nesta paisagem tranquila até serem incomodados pelos vizinhos rosmaninhenses.

Na época, lutava-se pela posse das terras que eram a fonte dos seus rendimentos. E tendo esta zona sido vendida pelos herdeiros à população dos Alares e à do Rosmaninhal, todos se achavam com o direito de exigir as terras compradas e daí surgiu a guerra dos montes que durou cerca de 10 anos, vindo a terminar por volta de 1930.

Já eram quase treze horas e o cheiro dos grelhados para o almoço aguçava o apetite.

Fomo-nos aproximando do telheiro da associação dos caçadores, uns grelhadores a fumegar, mesas alinhadas, uns pratinhos com morcela assada, chouriço, entremeadas e febras. Cada um ia petiscando. Sabia muito bem e era a compensação da caminhada. Os pratos de plástico não tinham descanso, e o corre-corre para o grelhador era uma constante.

Já saciados, chegou a fruta. Uma caixa de laranjas e outra de maçãs, que regalavam a vista com o seu tamanho XL. Um saco de melancias, ocupava o porta bagagens do KIA à espera que um cutelo as cortasse para serem servidas. Não foi o caso e continuaram o seu destino.

Prepara-se o derradeiro arranque. O pessoal movimenta-se, arruma o local, aparelham-se os cavalos e os cavaleiros são os primeiros a iniciar a viagem de regresso à Casa do Xarês. Cada um toma o lugar no veículo que o trouxe.

Iniciamos a marcha e o condutor, deixando o caminho mais polido e definido da paisagem, dirige o veículo pela encosta acima, um atalho duvidoso que ele dizia conhecer muito bem. A certo ponto, não há sinais de caminho nenhum e o veículo, dirigido por entre giestas e calhaus, lá vai progredindo com muita dificuldade, ao ponto de incomodar os calhaus pacíficos do terreno. Aí, eles acusam o toque e o veículo quase que vira. Aconselhamos o condutor a inverter o trajecto, decisão que tomou de imediato, voltando ao início do caminho seguido pelos outros veículos.

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Encontramo-nos nas Soalheiras, onde o grupo se concentrou para um cafézinho na Associação de Melhoramentos da Aldeia. O espaço é calmo e os idosos residentes sentam-se à entrada, ao fresco da leve brisa que corre. Lá dentro, são servidos os cafés e, passando um olhar pelas paredes e tecto do salão, avista-se uma imensidade de alfaias e utensílios de outros tempos. De nada servem, apenas embelezam o espaço e trazem à memória recordações de outras épocas.

Retomamos o caminho, o destino estava próximo e em minutos chegamos lá.

Dizer um adeus a todos, o prazer em conhecê-los e embarcar na bela Station até à Manga do Gabão.

Cumpriu-se o desejo de conhecer a aldeia da angústia e do sofrimento, ALARES.

 

João Antunes

   19-06-2016

MARVÃO AO LONGE

Noutros tempos, anos 50, era assim

 

Fui roubar mais esta preciosidade à página do Facebook. Fala Fernando Leitão:

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Para os companheiros que não passaram por Marvão.

Toda a Vila "intra muros" era área do Seminário. Na altura de exames, pegávamos nos livros e íamos estudar para o Castelo. Se nos excedêssemos, a população compreendia, não nos recriminava e não nos denunciava. Recordo um episódio com o Penha: O secretário da Câmara vendo-o acabrunhado, na altura dos exames, levou-o para sua casa e ofereceu-lhe lauta merenda.

Portalegre era diferente: comias um bife no "Escondidinho" e no outro dia já os Superiores tinham conhecimento.
É por estas e por outras histórias que, se for vivo, quero ir em Maio a Marvão, nem que seja de muletas. Companheiros! Espero rever-vos nesse dia num abraço de saudade.

Escreve Fernando Leitão Miranda

ANIVERSÁRIO

PARABÉNS, VIRGÍLIO

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Chegou a tua vez, Virgílio Moreira! Desde 52 a celebrar aniversários, és um sexagenário activo e bem vivo.

Aqui deixo as saudações da malta, uns mais novos e outros mais crescidos.

Oxalá possas continuar com todo o vigor e felicidade aí por Proença, melhor, Cimadas, colhendo cerejas e amizades, que nos ajudam tanto a viver...

O n.º de telefone chegou pelo Arménio Duque e pelo Zé Ventura e grátis!

Aqui fica. Telefonem para o n.º 917851760. 

MAGUSTO

Inscrições para o Magusto

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 "Ainda faltam quase três semanas", estás tu a dizer... Pois, é um "modus dicendi", mas há outro "modus actuandi"...

Enquanto tu andas por aí descansado, esquecido da gente, há outros a trabalhar: tratar de mesas e cadeiras, de grelhadores, de toalhas para as mesas, de saber quem contacta os responsáveis do lugar, quem compra as castanhas, as febras, o vinho, quem pode levar uns acepipes mais...

A mim coube-me já comprar os assadores (para não juntar as castanhas com a cinza...) e experimentá-los... Ainda bem que o fiz, porque as castanhas ficam assadas demais se nos descuidamos...

Estas não comem vocês, mas digo que da próxima vez prometo fazer melhor... Para tudo é preciso praticar, foi o que me disse a irmã quando as provou nesta visita dominical.

Vá lá, entusiasmem-se e façam um sábado diferente, oxalá o S. Pedro ajude. O Mendeiros está a reunir as inscrições para uma próxima publicação. - Quando é o Magusto? - Em 12 de Novembro!

- Onde é o Magusto? - No Santuário da Senhora da Rocha, entre Carnaxide e Linda-a-Pastora.

A.H.

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