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Animus Semper

VAMOS A ABRANTES?

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"UM SÉCULO DE ARTES PLÁSTICAS EM ABRANTES"

 

COLAÇO.jpg(Hoje, apresenta-se o artista, o músico, o repórter, o animador-mor de muitos encontros - António Colaço! Acabado de reportar sobre as lindas festas do Pereiro (Mação) em honra da Sr.ª da Saúde, com ruas engalanadas, corre para Abrantes para acabar o seu trabalho de artista a apresentar na exposição anunciada no título e cujo conteúdo tem a ver com as célebres tigeladas. Ainda nessa exposição, estão reservados uns minutos para a sua verve musical.

Querem mais razões para ir até Abrantes no dia 10 de Setembro, pelas 17 horas, à abertura desta Exposição comemorativa dos 100 anos de arte nesta cidade florida?

O nosso artista ainda não está cansado: vai já a caminho de Mação para as festas de Santa Maria...

NOTA: O texto seguinte foi "roubado" às suas produções nas redes sociais. AH)

 

Abrantop1.jpg«Creio que não estava nenhum visitante na Galeria Municipal! O grito que soltei de contentamento apenas assustou a minha querida amiga Paula Dias, a alma desta exposição Colectiva!...

Uff! Está superado o obstáculo que mais temia e que andei a evitar até ao último instante! Mas hoje teve mesmo de avançar.
Fica só para mim.
Apesar de apostar na máxima abertura dos meus processos de trabalho criativo, como, creio, devia ser apanágio de qualquer artista que se preze (sim, há alguns limites e não desconheço identificados "pudores") deixem-me ficar com este segredinho só para mim.

E a DOCE ABRANTOPIA está quase a sair do forno.
Numa destas fotos dei por mim a chamar-me "o Tigelinhas" de Abrantes (dá para uma historinha em banda desenhada um destes dias!!)!

DOCE ABRANTOPIA!!!!

aBRANT.jpgUff!!!está pronto!!!!

O meu "marchand", o senhor Don João Daniel exigiu-me que não mostrasse o quadro todo até ao dia da inauguração!!!
Desde quando um pobre artista deve sujeitar-se a tais exigências, hein?!
Mas.....vou obedecer-lhe!!!!
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Foi um corrupio de fotos esta tarde para celebrar o acontecimento como se verá!!!
Fotos CENSURADAS, quero dizer, incompletas, CLARO!!!!

Dia 10 de Setembro, pelas 17 horas, estão todos convidados!!!
Ah! Estão previstos sete minutos de improviso musical (quase) total a abrir!!!! Wow!!!!!

Atenção, "agendas" televisivas!!!!Nessa data já deve ter ardido o que havia para arder!!!
Façam favor de aparecer!!!

AGRADECIMENTO
- Aos meus queridos amigos Paula Dias e João Daniel, da Câmara Municipal de Abrantes. O seu apoio foi decisivo.
- Ao Rui Pereira, filho do senhor Manuel Pereira, da Padaria/Pastelaria Pereira, pela confiança que em mim depositaram e pela disponibilidade revelada.
- Também ao meu querido amigo Pedro Gouveia, inexcedível na disponibilização do seu excelente piano (espero dar o meu melhor!) para além de todo o apoio que tem dado à actividade da Galeria.
- E, claro, na pessoa do Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Abrantes, Luís Filipe Dias, o agradecimento à Câmara e sua Presidente, Maria do Céu Albuquerque, pelo honroso convite.
PIM!!!

Resta-me fazer deste trabalho a homenagem a uma terra que nunca deixou de levantar a cabeça!

Bora para Mação que vêm aí as Festas de Santa Maria!!!!»

António Colaço

IN ILLO TEMPORE - fim

Há mais luz que sombras!

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(Troquei a ordem das palavras de ontem. Acho que tenho razão...Mais episódios de muito interesse que o Fernando Leitão traz para aqui. Novamente, é o seminário do Gavião o centro dos acontecimentos, quando ainda éramos umas criancinhas. Chega a ser enternecedor ler estes textos. AH)

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  A bondade do Pe. Domingos

     O meu pai ficara viúvo, com cinco filhos, todos menores. A situação económica na altura, nada desafogada, mesmo exercendo duas artes (alfaiate e sacristão) só permitia que fosse para casa nas férias grandes. Recordo com carinho e saudade este professor que me chamava petit cochon. Imaginem o que era dormir numa camarata só e pensar que os meus colegas estavam todos no aconchego da família. Um dia acordei com a travesseira algo elevada e descobri que escondia algumas guloseimas. Este meu professor, com este gesto, queria aligeirar o trauma da minha solidão. E para tornar menos doloroso aquele Natal levou-me, como acólito, à missa celebrada na capela particular do Dr. Pequito Rebelo, a que se seguiu um almoço requintado adequado à solenidade da quadra.

 

 

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 Cónego Falcão

 

     De vez em quando lá saíamos, em passeio, para o exterior, para um campo pelado onde se jogava à bola e se fazia o magusto pelo S. Martinho. Anunciada que estava uma dessas saídas, havia que interceder junto do Vice-Reitor para que não faltasse a bola. Na sua conversação, era vezeiro o bordão “coisa” com que a malta delirava e abusava. Naquele dia quem iria pedir o esférico? Como os colegas achavam que eu era o seu menino bonito, deram-me a incumbência da petição. Ao fazê-lo, pedi a coisa para esse dia de diversão. Uma lambada assentou na minha cara e nesse dia não houve bola para ninguém. Mas simpatizava comigo. Com frequência aparecia na

pinca-telescopica.jpgsala de estudo a chamar-me para o acompanhar até ao gabinete. Lá vem mais um castigo, pensava eu. Mas não. Era para apanhar qualquer objeto caído no soalho. Na altura achava estranha a colaboração. Hoje, convivendo com artroses e artrites, não chamo ninguém para me apanhar o que cai. Recorro a uma pinça de pressão que adquiri.

 

   O Vice-Reitor tinha um criado mudo, muito prestável, que via muitas vezes a rachar lenha e que era vítima das nossas traquinices. Para o ver irritado era, em linguagem gestual, dizer-lhe que "o irmão era ladrão e estava na prisão". Ainda hoje sei como se transmitia essa mensagem.

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda

IN ILLO TEMPORE

Também há sombras no meio da luz

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(Mais uma comunicação das vivências no seminário do Gavião, em que o Fernando relata que nem tudo foi só maravilhas; também fomos vítimas dos erros e defeitos dos nossos professores... AH)

 

    O Manuel Pereira, colega de curso, (entrámos no mesmo ano no Gavião -1946) recordou, no encontro de Castelo Branco, algumas das minhas diabruras de que ele teria sido alvo e que se evaporaram da minha memória, assim como a imagem da figura de Dias da Costa. A anestesia em quatro intervenções cirúrgicas e um ameaço de AVC apagaram muitos registos. Recordo bem os teólogos que se ordenaram, com destaque para José Fernandes Tavares que foi meu monitor e que intercedeu para não ser expulso no final do ano. O meu prefeito era o Pe António Ferreira Miguel que, na avaliação final, me deu 5 a comportamento. Qual era o crime?

Gavião.jpg       Corria eu como um maluco atrás do Duarte Luís num dos corredores, não obedeci à voz de Stop do Prefeito e só parámos nos sanitários, inventando ele que nos tínhamos refugiado na mesma casa de banho. Neguei tal ocorrência ao Vice-Reitor, Cónego Falcão, quando me chamou a capítulo. Foi o colega João Pedroso que, adivinhando o meu sofrimento, me aconselhou: ” - Reconheço a tua inocência, mas, se queres continuar no Seminário, vai confirmar a acusação. Com outros tem acontecido receberem nas férias a carta de expulsão”.

     Assim fiz, calando a revolta interior. Mas nunca pude olhar de frente aquele Prefeito. Para ironia do destino, seria ele a substituir-me na paróquia de Oleiros, quando rumei ao Pego (Abrantes).

 Desculpem a este octogenário o adolescente traquina que fui.

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda

 

IN ILLO TEMPORE

Aconteceu…In illo tempore (1948)

 

Mais uma vez, o Fernando Leitão está presente com as suas memórias a animar o nosso blogue. Começa hoje e vai continuar. Um amigo a falar para os amigos.

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 D. António Ferreira Gomes

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  Recordo a entrada deste Bispo no Gavião em Maio de 1948, depois de nomeado pelo Papa coadjutor com direito de sucessão. Impressionou-me o seu abraço afetuoso, à porta do Seminário, a D. Domingos Maria Frutuoso. Os dois via-os a passear na varanda, a conversar. Nesta sua permanência entre nós cruzei-me, um dia com ele, na escadaria interior e interpelou-me. Queria saber o meu nome, que ano frequentava e a naturalidade. Sobre esta prontamente precisou: “Terra de Nuno Álvares Pereira”.

    Estava em Marvão quando nos deslocámos a Portalegre à sessão de despedida, rumo à diocese do Porto, onde viria a escrever a célebre carta a Salazar, com os tópicos para um encontro anunciado, que viria a ser substituído pelo exilio. No seu regresso, beijei-lhe o anel e dei-lhe as boas-vindas com o Cónego Freitas, de que era coadjutor, no Hotel de Turismo de Abrantes, primeira paragem em solo pátrio, na viagem de retorno.

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda

SABE A FÉRIAS

Notícias do Bahrain

Enquanto outros colegas e amigos não nos enviam as suas experiências, aqui deixo algumas fotos da nossa passagem pelo Bahrain, o que para muitos é uma viagem rara e mesmo difícil.

Para nós, que por razões familiares tivemos acesso a estas diferentes culturas, tem sido muito enriquecedor o contacto com as civilizações do Médio Oriente. Desta vez, trago para aqui algumas fotos, cujo único critério de selecção é a referência às transformações que se vão operando:

1 – Arquitectura: assistimos no Bahrain a um desenvolvimento urbanístico invulgar, com locais onde vale a pena parar a olhar para as maravilhas de certos espaços. Depois do almoço, até encontrámos os leões do meu Sporting!...



 

2 – Defesa da história: ao contrário do que vemos, por exemplo na Arábia Saudita, o Bahrain está a recuperar os vestígios do passado. Nomeadamente, assiste-se à recuperação de um forte muito importante no passado e onde, para nosso agrado intrínseco, vemos o nome de Inofre de Carvalho como engenheiro português citado como responsável da sua reconstrução no séc. XVI. Este forte está a ser preparado para entrar na lista dos monumentos do património mundial. A última foto é cópia de um livro antigo, onde se alude a um almoço dos portugueses na água de um modo naif.

 

3 – Culturalmente, também assistimos a novidades consideráveis, desde a presença da nossa fadista Mariza no novo e elegante teatro local, até a um museu cheio de interesse e com uma novíssima exposição de arte que não fica atrás do que por aqui se vê.

 

Obrigado por olhar para as nossas fotos.

António Henriques

ALGUMA NOVIDADE?

Estou fora de casa. Sem Internet. Apenas os dados móveis do meu smartphone me ajudam... Mas hoje lembrei-me de vos dizer como é fácil saber se há alguma coisa nova no nosso blogue. Basta escrever o vosso email na coluna da direita e todos os dias recebemos um email, e só um, a comunicar novidades. Se eu não postar nada, nada se recebe. Até breve e boas férias. AH

FOTOS TESTEMUNHO

Educação para a cidadania?

19-05-2012 PORTALEGRE 134.jpgFico extremamente grato ao Fernando por trazer para aqui estas memórias que já tinham escapado a muitos de nós (a começar por mim...). Mas as fotos são testemunho da esmerada educação que tivemos em Portalegre, incluindo cursos de defesa civil do território! Uma das fotos em PDF não tem a mesma qualidade que a outra. Não pude fazer melhor! AH

 

A batina substituída pelo macaco, o barrete pelo capacete

 

unnamed.jpgO António da Silva Rito (Alcaravela) ao vasculhar e ordenar memórias encontrou a 1ª foto "testemunho da nossa preparação e nobre valentia para assegurarmos a defesa civil do território, desconhecendo que defesa e que território estavam na mira de tais heróis". Desafia-me a descobrir-me no grupo, o que não consegui, identificando, no entanto, muitos outros colegas. Mas eu estive lá.

 

        A 2ª foto retirei-a de um dos meus álbuns e testemunha o exercício de salvamento por escada. Foi um curso com uma parte teórica e outra prática. A primeira foi sujeita a uma prova escrita. Todo este curso foi dinamizado por um instrutor, presente na foto. 

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O dia dos exercícios na cidade começou com a Missa. Não foi fácil convencermos o Vice-Reitor para nos permitir avançar para a Sé devidamente perfilados e em passada militar, que resultou, mesmo sem ensaio, com grande espanto de quem íamos encontrando no percurso para a Catedral.

 

A nossa entrega à missão de que estávamos incumbidos foi de tal ordem que, no simulacro de incêndio, alguns colegas não se deram bem com a fumaça e foram conduzidos para o hospital.

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda

 

LEITURAS

REFLEXÃO

MAFRA PROF GANDRA - 8 MARÇO 2014 253.jpg(Achei interessante, por isso trago para aqui. Façam vocês o mesmo.) AH

«Quem supre todas as necessidades dos filhos, sem estimular a sua garra, os seus projectos e a sua capacidade de lidar com fracassos, criará deuses de pés de barro que se considerarão dotados de um falso poder ilimitado; ou criará pessoas tímidas, que poderão ser óptimas para os outros, mas raramente o serão para si mesmas, e que terão medo de correr riscos para concretizar os seus sonhos e de batalhar pelas suas conquistas. Deus, como Pai, recolhe-se no silêncio e em silêncio clama aos seres humanos: “façam as vossas escolhas”.

Quando estava na Terra, Jesus tinha um comportamento que estimulava a formação de pensadores. Não pressionava as pessoas a segui-lo. Dizia: “Quem tem sede venha a mim e beba.” Era necessário fazer uma escolha. De diversas maneiras, ele convidava o ser humano a segui-lo, mas respeitava as decisões humanas.»

Augusto Cury, in “Os segredos do Pai-Nosso”, Edit. Pergaminho, pág. 84

AO CORRER DA PENA

PASSEANDO PELO PASSADO

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(Um convite a fazeres o que eu fiz... Vale a pena!)

 

Palmeiras, cerejeiras, nogueiras, as árvores do meu hoje.

Que é que se passa comigo? Será que isto é que é a escrita criativa? Mandam-me (não, foi só a sonhar!) escrever ao correr da pena e eu, sem pena mas com um teclado à frente, vou dizendo o que me vai na alma.

Agora é uma revoada de pássaros que me enche a cabeça, voando doidamente, chilreando, até que se anicham numa grande palmeira, ali para os lados do Gavião, terra que me traz à lembrança os anos de menino no Seminário, quando com mãos pequeninas tentava de uma só vez, sem repetir, apanhar o maior número de azeitonas para comer no lanche com a fatia de pão que nos era dada debaixo da tal palmeira dos meus sonhos. E se não eram azeitonas, era uma fatia de pão já barrada de coisa parecida com manteiga, que eu detestava (na minha casa nunca tinha entrado tal conduto…), mas que era uma delícia para os meus companheiros. Assim, para poder ferrar os dentes em tal alimento, pegava num pequeno canivete que ia raspando a manteiga para o pão dos amigos, e sempre havia muitos; quando a fatia se encontrava limpa daquela mistela, muito bem, já podia satisfazer os meus apetites…

Ali passei eu umas horas no refeitório, à espera que comesse a sopa onde eu tinha vazado a colher do óleo de fígado de bacalhau, tão difícil de tragar… E como um colega tinha sugerido que na sopa era mais fácil de engolir, lá vou eu na cantiga…. Impossível! Era melhor ficar sem sopa e sem recreio. O que me valeu é que os padres, para se verem livres deste imbróglio, resolveram que eu não precisava de tomar este intragável remédio porque já era gordinho!

 

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Levanta-se o bando de pardais daquele oásis e arrancam em direcção ao norte… Nessa data, já eu passeava por Alcains, de guarda-pó ou de batina, jogava à bola com todo o gosto e também estudava o “hora, horae”, para além de saber o meu lugar na forma, dois a dois, consoante as alturas, pequenos à frente, mais altos atrás.

Aí, era o ti Assunção que tomava conta dos pardais, batendo em tampas de panelas para os enxotar da ala de cerejeiras que ladeavam o caminho de saída para o burgo e por onde passavam as lavadeiras para levar e trazer a nossa roupa lavadinha. E comeríamos as cerejas? Dependia da perícia do batedor, que não era lá muita, pois o tabaco e o álcool dificultavam a tarefa.

 

E as árvores continuam por este país fora, aquelas que o fogo ainda não consumiu.

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Agora, dou comigo em sonhos na encosta da serra, numa quinta por cima do Seminário de Portalegre. Os pardais também aqui chegam, assim como os alunos do Seminário Maior e um cão a contornar uma árvore especial a precisar de atenção canina. Era uma nogueira de frutos deliciosos, dos tais que avivam a nossa memória o bastante para decorar as falas do teatro, as definições dos axiomas filosóficos ou dos princípios da moral e da teologia cristãs…

O Sr. Domingos tinha jurado, ufano, que com aquele cão as nozes estavam a salvo, que aquilo para ele era “ciência que não vem nos livros”. Mas enganou-se! Uns alunos, com algum engodo especial, abeiraram-se do cão, fizeram-se amigos e lá foram às nozes… Os pardais fugiram e o Sr. Domingos nem ouviu tal chilreada a avisá-lo.

 A história hoje acaba aqui. E que gozo me deu…

António Henriques

À MODA DO FACEBOOK

FOTOGRAFIA GULOSA

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António Henriques: Neste dia mundial da fotografia, quero mostrar uma foto especial: uma tigelada à moda da Beira, que pela primeira vez nasceu nesta casa pela mão da Antonieta, no seu bendito costume de experimentar receitas novas.
E não é que saiu mesmo bem? Já provámos a filha, mais pequenina, e estava au point! Até o meu amigo António Colaço vai querer levá-la para as suas abrantopias, mas esta não sai daqui, desculpa lá.

 

Tigelinhas.jpgAntónio Colaço Lamento desiludir-vos, ó dilectos António e Antonieta mas.....o barro tem mesmo de ser BARRO PURO E DURO E NÃO ESMALTADO!!!!
Repara bem nas tigelinhas que tanto tenho mostrado!!!!E depois, foi mesmo ao forno?!
É assim, doce é doce mas.....da Beira tem de ser à maneira!!!
O Manuel Cardoso de Proença pode dar uma ajuda!
De qualquer forma exalto as benditas mãos de Antonieta que tudo fazem para trazer seu António lambuçado!!!
Parabéns, outra vez!!!

 

António Henriques Olha que a mãe é mesmo do tal barro puro e duro, vermelho. A filha, coitadinha, foi um remedeio de última hora, para o resto da massa. E a receita é dos melhores chefes. Ficaste com inveja? Deixa lá, que um dia a Antonieta faz aqui um cozido ou outro petisco alentejano para acalmar os ânimos.

Agora acrescento: Será que o esmalte vai estragar o gosto? Com raios, isto estava tão saboroso na opinião dos muitos comensais, que eu atrevo-me a dizer “tigelada da Beira”, mesmo que falte qualquer coisa para ser «à moda da Beira»

 

Fernando Cardoso Leitão Miranda Eu vou celebrar o teu aniversário, fazendo as minhas tigeladas. O forno está preparado. As imagens seguem logo, bem como a história de como o doce aqui chegou. Um abraço de parabéns.

Um dia depois

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Tigeladas.jpgProntas a sair... Estas caçoilas vieram das Moitas (Proença-a-Nova) com tigeladas feitas pela minha tia Piedade, com que me regalava sempre que lá me deslocava ou pela festa de São Gens ou pelo casamento de algum primo. Foi ela que deu a receita à minha mulher que as faz a contento dos comensais. Nas Moitas, esta maravilha saía do forno comunitário. Estas estão prontas a sair do meu forno. Continua, António, a festejar a Vida que o dia ainda não acabou. Aquele abraço amigo.

 

NOTA FINAL: As caçoilas do Leitão não são esmaltadas. Curvo-me à evidência.

                      - Quem quiser entrar na conversa que entre. E seja bem-vindo!

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