Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Animus Semper

ANIVERSÁRIOS

Hoje é o aniversário do octogenário Fernando Cardoso Leitão Miranda, o tal das joviais crónicas dos tempos da nossa juventude. Meu amigo, parabéns! Que Deus te abençoe... E continua a ser feliz e a espalhar felicidade. Tel.919783001

SÃO FÉRIAS

DA COMPORTA A TRÓIA

 

(Uma saborosa narrativa do Pires Antunes a encher as nossas páginas...)

tróia12.jpg

 

 O primeiro dia.

O Gervásio continua o máximo!
A abarrotar de gente atraída pelos petiscos e bons pratos...
Acabado de chegar, não podia faltar à minha estreia de verão.
Os Brejos da Carregueira ficam ali ao lado e o fim de tarde e a noite estão uma maravilha. A temperatura adaptada às noites frescas de verão. Uma volta pelo aldeamento confirma.
A Comporta comporta-se bem.

 

O segundo dia.

A brisa marítima de ontem à noite, quando dava a volta ao aldeamento, já perspectivava um bom dia …. As estrelas, constelações e tudo o mais que se observava por entre e acima dos pinheiros, forneciam uma imagem maravilhosa da noite...
A manhã, fresca, convidava-nos a um passeio pela aldeia. Naturalmente, lá fomos aos jornais e revistas.... Depois o café no já habitual Clube Recreativo da Herdade da Comporta. Uma novidade. O sr. Miguel já não estava para nos servir.... Escolheu outro rumo.
Mantiveram-se as cegonhas, cartaz desta terra. Ainda deu para uma visita cultural à exposição de fotografia e pintura .... antes do supermercado e do mercado de rua, este na usual camioneta, com toda a espécie de hortaliças e frutas.
O Folha estava fechado.... era quinta feira e já não me recordava. De maneira que fomos até à Carrasqueira (lembram-se do Cais Palafítico?). Um soberbo arroz de tomate com linguadinhos fritos. Que maravilha.... Nada melhor para um início de tarde com descanso e uma ida até à piscina do aldeamento.
Deus leve para o céu quem "legislou" o descanso.

tróia5.jpg

 

tróia6.jpg

 

tróia8.jpg

 

tróia9.jpg

 

 

Ao terceiro dia....

Ele há encontros felizes. Estamos na mesma zona, comungamos da mesma amizade... Uma amizade pura de beirões de gema.
Depois de uma manhã, calcorreando os espaços típicos da aldeia, rumámos a Sol Tróia onde os amigos Andrade e Clara nos esperavam para uma petiscada. Não é o que levamos desta vida?!
O Tonho Henriques também aparece com a Antonieta. Ele há coincidências....
Aos meus amigos os agradecimentos merecidos por uma boa tarde de convívio.
Posso garantir que não bebemos Pera Manca! Mas o tinto alentejano era uma maravilha! Sem esquecer o Brutus das entradas e o rosé do jantar – Monte das Servas! Sim, porque os amigos fizeram questão de não sairmos sem esgotarmos as iguarias que aos montes por lá havia...
Só peço desculpa por não ter mergulhado na piscina olímpica....

Mpiresantunes

 

tróia15.jpg

 

tróia16.jpg

 

tróia14.jpg

 

tróia2.jpg

 

tróia1.jpg

 

tróia3.jpg

 

tróia4.jpg

 

tróia13.jpg

 

tróia14.jpg

 

Ainda há um quarto dia!

Às onze estava uma boa temperatura (26graus) para se iniciarem as actividades matinais. O sol bastante envergonhado não fazia prever o dia restante...
A ronda habitual pelos sítios do costume, jornais, café, compras necessárias e uma ida às lojas cujo o conteúdo tem mais ver com o turista, sobretudo com o que se pode usar com o tempo de praia... Há sempre qualquer coisa diferente que cativa... mas os preços?!
Como não podemos passar sem comer, fomos desta vez degustar o arroz de lingueirão. Lá estava o Barco do Sado, na Carrasqueira, pronto para nos servir. Maravilha!
Pois, mas o dia escureceu, caíram umas pingas e a temperatura veio para os 22 graus. Também apetece apanhar estas incertezas depois de duas semanas de imenso calor... E não param de chegar carros a estas bandas, com destaque para os carros espanhóis! Para as regiões fronteiriças, estas são as praias com melhor acessibilidade.
Estamos em grande....

NOTA: Antes da ida para férias, aproveitei uns instantes, na deslocação ao H. CUF, para entrar na Capela (Igreja) das Necessidades e visitar a imagem de N.ª S.ª das Necessidades.
À saída, o panorama que dali se observa é deslumbrante!
Nem deixem de visitar...

Um abraço.
MPiresAntunes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A PALAVRA DO NOSSO BISPO

MOSAICO DE ROSTOS: SINAL DE HARMONIA E PAZ - 28-7-2016

D. Antonino.jpg

 

(Aqui está a palavra do nosso bispo, sempre de leitura fácil e profunda, que respigámos da sua página do Facebook. Obrigado!)

 

Cracóvia acolhe nesta semana a XXXI Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um dos maiores acontecimentos promovidos pela Igreja Católica e iniciados pelo Papa polaco, São João Paulo II. A abertura foi presidida pelo atual Arcebispo de Cracóvia, o cardeal Stanislaw Dziwisz, aquele que foi o secretário particular de São João Paulo II.

O programa das jornadas é muito vasto, inclui catequeses, Eucaristias, Reconciliação, encontros, visitas aos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau passando pela cela de São Maximiliano Kolbe, a Wadowice terra natal de São João Paulo II, aos Santuários da Divina Misericórdia onde viveu a Irmã Faustina e de Nossa Senhora de Czestochowa Padroeira da Polónia, Festival da Juventude com apresentações artísticas, culturais e religiosas a partir do tema ‘Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia’, etc.

É a paz em movimento, uma festa jovem, religiosa e cultural que, de três em três anos, reúne jovens de todo o mundo, em diferentes partes do globo, em nome de Jesus. A delegação portuguesa é constituída por cerca de 7 mil pessoas, a fadista Cuca Roseta cantou na ‘LusoFesta’ no Centro de Congressos de Cracóvia e fez-se ouvir uma mensagem do treinador Fernando Santos. Depois da oração do Ângelus, no domingo passado, em Roma, o Papa Francisco fez uma saudação especial aos jovens que não podem participar nestas Jornadas Mundiais da Juventude por causa da guerra, de meios económicos e perseguição: “Dirijo um pensamento especial para os muitos jovens que não podem estar presentes em pessoa, e seguem as JMJ através da Comunicação Social. Vamos estar unidos em oração”, disse o Papa. Esta saudação de Francisco reforça o sentido da campanha lançada pela Fundação AIS, denominada “Let’s Be One” (sejamos um), que visa sensibilizar os milhares de peregrinos que estão na Polónia para as JMJ, de que há muitos outros, oriundos de diversos países, que não estão presentes por diversas razões, entre as quais, a perseguição religiosa. Na campanha da AIS, difundida sobretudo através das redes sociais, alguns destes jovens explicam as razões de não irem à Polónia, garantindo, no entanto, que estarão “todos juntos em oração” com os cerca de 2 milhões de participantes nas JMJ. E se alguns destes jovens não conseguiram viajar “por questões essencialmente económicas, outros houve que decidiram ficar nos seus países para prosseguirem o trabalho que desenvolvem e que não pode, de alguma forma, ser interrompido”.

Já antes desta semana, o Papa Francisco se lhes dirigia: “Queridos jovens das várias partes da Europa, África, América, Ásia e Oceânia! Abençoo … os vossos anseios e os vossos passos rumo a Cracóvia, para que seja uma peregrinação de fé e fraternidade. Que o Senhor Jesus vos conceda a graça de experimentar em vós mesmos esta sua palavra: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt5, 7). Sinto um grande desejo de vos encontrar para oferecer ao mundo um novo sinal de harmonia, um mosaico de rostos diferentes, de tantas raças, línguas, povos e culturas, mas todos unidos no nome de Jesus, que é o Rosto da Misericórdia. E agora uma palavra para vós, queridos filhos e filhas da nação polaca! Sinto que é um grande dom do Senhor poder ir até junto de vós, porque sois um povo que na sua história passou por muitas provações, algumas muito duras, mas avançou com a força da fé, sustentado pela mão materna da Virgem Maria. Estou certo de que a peregrinação ao Santuário de Czestochowa será para mim uma imersão nesta fé provada, que me fará muito bem. Agradeço-vos as orações com que estais a preparar a minha visita. Agradeço aos Bispos e sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos fiéis leigos, especialmente às famílias, a quem idealmente entrego a Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris laetitia. A «saúde» moral e espiritual duma nação vê-se pelas suas famílias: por isso São João Paulo II tinha tanto a peito os noivos, os jovens casais e as famílias. Continuai por esta estrada!”.
Permaneçamos unidos em oração e acompanhemos o mais possível este acontecimento de fé, de paz e de alegria, alegria jovem e contagiante.

NOTÍCIA TRISTE

FALECIMENTO

O nosso amigo e antigo colega Carlos Pereira Mendes faleceu. Acabo de saber pela Folha Informativa dos Reformados do Banco de Portugal.
Entrou no Gavião em 1950 e era do ano do Pe. Adelino, pároco da Idanha, do Pequito Cravo, do Abílio Martins.....
Paz à sua alma.

Mpires antunes

NOTA: Mesmo tardiamente, aqui deixamos os nossos pêsames à sua família. Descanse em paz.

SÃO FÉRIAS

   MESMO NAS FÉRIAS

  IMG_2322.JPG

                                                                                            

Apesar das férias, há sempre alguém que aparece. Embora ainda não possamos contar com a presença do "mestre", este convívio tem-se realizado sem interrupções.
O Joaquim Nogueira está seguindo o seu programa de restabelecimento e vamos ter homem para continuar connosco.
Um abraço para todos.
Mpiresantunes

SERÁ AGORA A TUA VEZ?

Pois, pois! Vieste ver o que há de novo e nada encontraste... Que pena! Tinhas vontade de sentir o aconchego de um colega de outros tempos, os da juventude, e ainda não foi desta vez.

Eu também corro todos os dias a abrir a caixa de correio e encontro-a vazia. Nada para publicar...

Mas vai ser desta que te atreves a enviar uma mensagem, uma foto com umas palavras, até podem ser mal escritas, que eu dou um jeitinho (alinhei tantos textos dos meus alunos...). Estamos no princípio e já temos mais de 50 visualizações diárias...

Um abraço do AH

ARREDORES DA CONSOLAÇÃO

PASSEAR POR ALI

Se vais passar uns dias à Praia da Consolação, tens tempo de dar umas voltas pelos arredores. Não falo já da bela e convidativa cidade de Peniche, com variadas razões para se visitar... Limito-me hoje a falar de Atouguia da Baleia, um lugar ali ao lado cheio de história. Zona de densas matas, de facilidade de acostagem antigamente, as sua populações dedicaram-se à pesca e à caça, nomeadamente aos touros, bois bravos que por ali pastavam, os quais deram nome a Touria, que se foi transformando em Touguia e Atouguia, e só mais tarde Atouguia da Baleia, com esta a entrar também na história.

A sua mais vetusta igreja, do séc. XII e XIII, a igreja de S. Leonardo, única com tal patrono em Portugal, deve-se a um punhado de francos que, por acidente marítimo, para ali foram atirados. Ali se fixaram e foram desenvolvendo o lugar, sendo mais tarde sede de concelho com o seu foral. Uma bela igreja romano-gótica, tipo igreja-salão, com três naves mas a central é muito grande. De especial, os arcos, um resto de pintura a fresco do lado direito e ainda um presépio de Machado de Castro, muito mal-tratado, que foi recuperado depois das vendas do património eclesiástico na primeira república. Ainda se vê na igreja um osso de baleia, dizendo-se que foram usados para o travejamento do telhado.

Em frente, no largo, um belo pelourinho, com as armas dos condes de Atouguia, parcialmente desfeitas e, mais abaixo, restos de um castelo. Num ponto mais alto e mais central da freguesia, ainda se admira a Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição. Vale a pena uma visita.

 

 

ANIVERSÁRIOS

Hoje faz anos o José Andrade. Aqui se registam os parabéns da malta e votos de muita felicidade. O tempo cumpre-se e nós vamos com ele. Tel. 964247371.

GOLO DO ÉDER

O golo do Éder – relata Artur Agostinho, com letra do João Porfírio

 

Nota: tive de deslocar este trabalho para aqui, para toda a gente degustar melhor.

 

Andava eu sobre as águas, num cruzeiro no Adriático e etc. quando recebo um sms do António Henriques dizendo "o blog Animus Semper tem mensagens para ti. Vai lá ver," Pois. Mas com internet cara e ruim, só de regresso a casa fui ver. Obrigado pelos parabéns. Foi um dia do caraças. Levantar às 3,5, Aeroporto, (dou de caras com Patrocínio, de Nisa que também ia no mesmo cruzeiro). Veneza, Barco e ala que se faz tarde, Adriático abaixo.

À tardinha, enquanto sepultávamos uma caipirinha, punha-se o problema - onde ver o jogo. A empregada brasileira que punha as ditas sugeriu: "marcar uma mesa no deck das piscinas, onde há um ecrã grande, e fazer consumo". Está feito. O copo que tinha prometido pelos anos fica para lá. (Éramos um grupito de 8: eu e a Bé, 1 colega dela e a mulher, um casal do Porto que conhecemos nessas coisas da beataria e dois padres daqui, o meu prior e o irmão. Falta explicar que a excursão era as duas paróquias). Menina, marque já uma mesa com uma garrafa de champanhe. Qual? Moet e Chandom, que Portugal vai ganhar. Eu pago esta e vocês pagam o resto.
Assim foi.

Um pouco antes da hora ocupámos o lugar. Sentimo-nos mais ou menos uma península em vias de engolimento, cercada de franceses por todos os lados menos o istmo, que era o lado do ecrã, onde, menos mal, o pessoal do barco não permitia que ninguém se sentasse. Pudera, quem tinha pago era eu... Cantámos o hino com mais força que afinação e o jogo começou. O nervosinho aumentou. Atrás, um grupo de gaiatos portugueses armou uma claque com italianos, espanhóis, australianos, olhos em bico, e outros. E como gritavam, caraças! 1ª porrada no Ronaldo. Regozijo gaulês. Receio Português. 2ª porrada no dito. Aumentam os dois. Ronaldo fora. Aí a confiança deles aumentou. A nossa, paradoxalmente, também. Porrada no Cigano. Isto continua.
Tiro francês. Defende Patrício. Corta Pepe, corta Fonte, William vem atrás... segura Patrício. P... esta m... está a pôr-se cada vez mais feia e o relógio parece feito com eles.

Tempo complementar. Ai mãe... 2ª parte: Nossa Senhora dos Aflitos, ai que não aguento até ao fim. Porque é que a gente há-de ter tripas e bexiga... GOOOOOOOOOOOOOLO do "patinho feio", golo do Éder. Já está. É aguentar lá longe. Bolas, deixaram-no escapar. Patrício segura... Onde é que estão os franceses? Ao lado, é tudo território deserto. Zarparam enquanto puderam para não ouvir a retribuição às suas bocas. Olho para o écran, festa louca dos nossos. Os outros de boca aberta, olhar perdido, como quem comeu e não gostou, ou ainda não sabe bem o que aconteceu e, sobretudo, como é que aconteceu...
E foi assim como recebi uma prenda de anos de valor incalculável. Isto cá fora custa muito mais. Imagino como foi para todos os emigrantes, se para mim que estava fora há uma dúzia de horas custou o que custou e alegrou o que alegrou, imagino como terá sido para todos eles.
Conclusão final: foi um dia comprido mas muito bem passado.
O resto do cruzeiro foi o normal. Embarca, come, bebe, fala, dorme, levanta-te, sai do barco, vê o que te querem mostrar, prova o que te dão a provar, compra onde querem que compres, regressa ao barco e recomeça tudo de novo. Será que as lojas são dos donos dos barcos, ou os barcos dos donos das lojas? Dá que pensar. Por isso gosto mais do campismo, durmo onde me apetece, meto o nariz onde quero, como o que quero (se há...) e se me chateio volto para casa...
Abraço a todos e adeus até ao meu regresso.
J. CH. P

Pág. 1/3