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Animus Semper

PARABÉNS, ILÍDIO

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 ANIVERSARIANTE

Soubemos agora, pelo Zé Ventura, que o Ilídio Pinto Cardoso faz anos. Ele vive e trabalha em Portalegre.

Aqui deixamos os nossos PARABÉNS e votos de longa vida e muita felicidade.

Quando nos vemos, Ilídio?

AS NOSSAS VIAGENS

Outra curta viagem...Leitão.jpg

 

 

Esta é a serra de São Macário, na faixa sul de Cernache do Bonjardim.

 

A capela tem uma lenda. Além desta haveria no sopé uma outra, no lugar de Casal Madalena, dedicada a Santa Maria Madalena. Quando as duas se degradaram o povo começou por edificar uma única no sopé da serra, mas de noite as ferramentas apareciam no cimo da serra.

O povo, intrigado com o sucedido, decidiu-se pela sua edificação no cimo do monte, afirmando que o São Macário queria verS. Macário.jpg todos os dias os 6 irmãos (outras tantas capelas erguidas em serras nas cercanias).

E porque trago esta informação hoje? Porque pela 1ª vez, é celebrado o dia da apóstola dos apóstolos, Santa Maria Madalena, instituído pelo Papa Francisco, no ano passado.

 

Fernando Leitão Miranda

 

 

TAMBÉM DO ALGARVE NOS CHEGAM NOTÍCIAS:

Em Manta Rota. Isto é o máximo! Um bom robalo do mar. Mas não foi oferecido pelo Vara.... na próxima sexta-feira não estou no almoço.... Vou chamar o Nogueira para fazer a convocatória. Grande abraço amigo.

Manuel Pires Antunes

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AS NOSSAS VIAGENS

Já andávamos com fome de Lisboa...

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1 - Um filme

Hoje ficámos saciados. Depois de almoço, saímos os dois para o Monumental, para a sessão das 2,30h, e apanhámos um daqueles filmes que não nos deixa dormir, tão estranha e patética é a história. Saímos de lá absortos com tanta rudeza e frialdade de vida, que dá para pensar...

Parece que quando as coisas começam mal, tudo se vai agravando com os tempos e as pessoas vão cometendo crimes cada vez mais ignominiosos, numa ânsia de felicidade ou de liberdade (!?).

E quando se sai a pensar na história, dizemos logo que valeu a pena, mesmo que a lição seja trágica.

Ah! Querem saber o nome do filme? - Lady Macbeth

«Inglaterra, 1865. Katherine (Florence Pugh), uma jovem que foi forçada a casar-se com um homem de meia-idade, herdeiro de uma grande fortuna industrial, sente-se confinada à casa rural que ambos partilham, sem grande satisfação na vida, nem sequer atenção do marido».

O resto, vejam lá...

 

2 - Uma expo

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Depois fomos para o Colombo, outro centro comercial, e, sem fazer compras (como eu gosto!...), fomos a correr para as litografias de Paula Rego, num largo onde lhe construíram uma galeria de arte provisória com paredes de esferovite. Como sempre, a arte de Paula Rego deixa-me um ar de espanto, quer pelos temas dos quadros (as cenas mais abstrusas...), quer pela técnica usada (tão próxima da banda desenhada como dos quadros naïf ou dos figurativos mais exigentes). São aquelas cenas familiares onde as caras ganham uma rudeza disforme e onde as posturas das pessoas chocam na sua naturalidade bruta.

É “o mundo fantástico de Paula Rego”, com quadros distintos, muitos a ilustrar contos populares tradicionais de escritores, mas em que ela se sente sempre à vontade para fugir à história e derivar para a sua imaginação delirante.

Impressionaram-me uns mais que outros: os quadros do “Príncipe Porco e suas três noivas”, a “Sala de aula”, em que o azorrague e os puxões de orelhas não põem tudo em ordem, e ainda o “Quarto de Shakespeare” em que, perante a incapacidade de os macacos escreverem obra teatral aceitável, a velha saca da pistola para os matar.

De destacar o único quadro também em destaque na Galeria: “A fada e Pinóquio”, com este bem hirto e de mãos cerradas a escutar a fada, bem desconfiado do que está a ouvir.

António Henriques

                                                Clicar para ver os sete quadros

 

 

 

PARABÉNS, ADELINA!

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 MAIS UM ANIVERSÁRIO

Soubemos que hoje faz anos a Adelina Pedro, esposa e digna companheira do nosso amigo, Joaquim Mendeiros Pedro.

Porque não trazer para aqui este acontecimento, que marca os dias desta família a quem a nossa associação tanto deve?

Pois então, PARABÉNS, Adelina! E que Deus a proteja, lhe dê muita saúde e felicidade por muitos anos, na companhia do marido, filhos, netos e amigos.

AS NOSSAS VIAGENS

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Arrisco a trazer para esta rubrica o relato do Sr. Bispo (sem lhe tirar um alcance maior...), que, "macacos me mordam" (!), vai distrair positivamente muitos de vós, pela sua frescura, pela sua sujeição a uma verdadeira crónica de viagem... Mais uma vez, muito obrigado. AH

 

 

LUGARES QUE EM SILÊNCIO NOS FALAM

 

Por lá andámos, vimos e escutámos, por entre a algazarra das cigarras e a boa disposição do grupo sempre renovada e alimentada. Sei que enganei os leitores, mas macacos me mordam se, neste momento, não me sinto também intrigado com o caso. Apoiado num texto da Agência de Viagens, escrevi, no passado escrito, que a Grécia tinha duas mil ilhas e só cento e setenta é que eram habitadas. Pois parece que é mentira. Não vou, porém, massacrá-los em dizer-lhes quantas, na verdade, são, pois também não sei, nem tampouco sei se os gregos sabem ou já tiveram tempo de as contar, não será fácil, ver-se-ão gregos. No desejo de ouvir os guias turísticos de cada local, ficamos esclarecidos sobre tal assunto. O número dado era de tal ordem que só era tão válido e certo enquanto não vinha o seguinte e dizia o contrário. Tudo dependia da generosidade bairrista ou da mais ou menos convicção de quem falava. O número oscilava entre as duas mil e as mais de quatro mil. O número das habitadas era dado com a mesma certeza, oscilando entre as cento e setenta e as trezentas. Mas tudo se ia desculpando, logo percebendo que, quase sempre, a conversa lhes fugia, não para a verdade - (e o que é a verdade?) - mas para os mitos e as tradições. Se tivermos em conta que até, durante a gigantomaquia - na guerra entre os deuses do Olímpio e os gigantes -, Poseidão, deus do mar, ao perseguir um feroz gigante lhe arremessou um pedaço da ilha de Kos que o matou e esse pedaço de terra é hoje a ilha vulcânica de Nísiros, que mais haveríamos nós de esperar!...
Atenas, Corinto, Éfeso, Patmos, Lindos, Rodes, Creta, Santorini... são lugares que, no silêncio da sua beleza, na recordação de pessoas que influenciaram os destinos do mundo, no olhar os seus recantos e história, nos falam sem nos dizerem nada, ou nos dizem muito sem nos falarem. Fazem-nos parar e "ler", refletir e admirar tempos e culturas, interesses e desinteresses, piratas e menos piratas, tempos áureos de potências e civilizações e o triste declínio das mesmas, a barbárie de quem surge julgando-se superior e destrói, as impiedosas fustigadas dos terramotos e erupções vulcânicas. São verdadeiros testemunhos da grandeza e da pequenez humana, daquilo que o engenho dos povos é capaz de sonhar e construir para logo a humana cobiça açambarcar ou arrasar como inútil e prejudicial. O que é certo é que, mesmo aqueles que se julgam grandes, donos e senhores, quer queiram ou não queiram, vão passando, deixam o rasto da sua presença, boa ou má, e, assim, vão amontoando a sua quota parte de colaboração na construção da História da Humanidade que sempre tem as suas ironias e solavancos, os seus avanços e retrocessos.
Dentre todos os lugares visitados, vou referir-me apenas a um. Como sabemos, a Sagrada Escritura fala poucas vezes de Maria. Uma das passagens que se lhe refere, é quando, no alto do Calvário, Jesus a entrega aos cuidados de São João Evangelista, o Seu discípulo muito amado: "Filho, eis aí a tua mãe". A partir daquele momento, João jamais abandonou a mãe de Jesus. Após a Ascensão de Cristo ao céu e da vinda do Espírito Santo, começam a formar-se as primeiras comunidades cristãs. Os cristãos da primeira hora, discípulos de Jesus e testemunhas da Ressurreição, não podem deixar de cumprir, com alegria e entusiasmo, o que ouviram e viram, a Boa Nova por excelência. E sentiam-se também no dever de cumprir o mandato de Cristo, de ir, viver, ensinar e batizar em Seu nome, com a promessa de que Ele, Jesus, estaria com eles até ao fim dos tempos. Não lhes foi fácil a tarefa como, aliás, continua a não ser. Tal como outrora, também hoje ninguém quer sair do seu sofá, poucos estão dispostos a servir e a amar tal como Jesus o fez. E mesmo aqueles que se decidem a fazê-lo, quantos fracassos, quantas infidelidades! 
Os primeiros cristãos não foram pessoas acomodadas, o que a muitos lhes custou serem tremendamente perseguidos, presos, torturados e mortos. O seu comportamento e a mensagem que anunciavam incomodavam muita gente. Com o aumento da violência e da repressão, alguns deles abandonaram esses lugares. São João, neste ambiente de insegurança, provavelmente pelo ano 42, passou-se para Éfeso, uma das cidades mais importantes da época. Basta olhar para as megalómanas ossadas da cidade que por lá encontramos, para imaginar a grandeza da cidade. E diz-nos a tradição que ele trouxe Maria, a Mãe de Jesus, consigo, para esta cidade, hoje território da Turquia. Aqui construiu uma casa para Maria, no monte Bulbul, a cerca de 8 km da cidade antiga, onde ela teria tido uma vida simples e calma. Este lugar, devido às lutas e vicissitudes da História, esteve largo tempo esquecido, mas foi recuperado e é hoje um lugar de referência para quem vem a Éfeso. E foi recuperado graças a uma freira alemã, com deficiência física, Catherine Emmerich, que viveu de 1774 a 1824. Sem nunca ter visitado esta região, ela viu, em sonho, e descreveu a chegada de São João e de Maria a Éfeso, fala da localização da casa da Virgem Maria, perto de Éfeso, em cima de uma colina, e dá vários pormenores sobre a casa. O Diretor da Faculdade de Izmir, Eugène Poulin, em 1891, enviou um grupo de peritos para investigar o grau de veracidade da discrição feita por esta Senhora. Após longas pesquisas, encontraram o lugar sagrado chamado "Panaya Kapulu" sobre o qual fizeram pesquisas e estudos com exigência e resultados científicos. O interesse sobre o lugar intensificou-se, outros estudiosos puseram-se de acordo sobre a vecasa-meryemana.jpgracidade destes factos e o Arcebispo de Izmir autorizou o culto nestes lugares. O Papa João XXIII confirmou este lugar como lugar de peregrinação, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI visitaram-no. E foi nesta cidade de Éfeso, que também se construiu a primeira igreja dedicada à Virgem Maria e nela se realizou o III Concílio Ecuménico da Igreja.

São João Evangelista, durante a perseguição de Domiciano contra os judeus e os cristãos, aí pelos anos 81 a 96 depois de Cristo, foi, com o seu discípulo Prócoro, deportado para a bela ilha de Patmos, onde, segundo a tradição, escreveu o livro do Apocalipse, numa gruta que hoje se visita. À morte de Domiciano, voltou a Éfeso, onde escreveu o Evangelho, vindo a falecer, provavelmente pelo ano 104. No século IV, sobre o seu túmulo, foi construída uma pequena Basílica e no século VI foi-lhe dedicada a atual catedral. 
Aqui em Éfeso, outros cristãos e sobretudo São Paulo, também marcaram presença, e de que maneira!...

Antonino Dias

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Frankfurt, 21-07-2017

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Tantos papelinhos, tantas mensagens à Virgem...

PARABÉNS, ANTERO e JOSÉ ANDRADE

HOJE SÃO DOIS!

 

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Nascido em 21 de Julho de 1952, faz hoje 65 anos o  Antero João Lopes Amaro...

Aqui registamos a nossa alegria a mais este aniversariante, a quem saudamos e damos os PARABÉNS, desejando-lhe as maiores felicidades.

E também lhe dizemos que gostamos de o ver por cá, como os seus colegas de Alcains que por aqui se passeiam.

Contacto: tel. 965872 431

 

                                                       OOOOOOO

 

 

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Um sobreirense que faz anos até desperta mais a atenção, pois este mano nasceu na mesma aldeiazinha do responsável por este blogue, o RIPANSO, que existe no mapa, sim senhores, ainda por cima vizinho de outro ripansense na baila, o Abílio Martins. E os três estiveram em Marvão com todo o gosto, como a foto documenta (eu estou um pouco escondido, mas com vontade de aparecer também!...)

Pois aqui se registRipanso.jpgam com gosto os PARABÉNS da malta dos seminários ao José Andrade, juntamente com os votos de um futuro longo, tranquilo e feliz. O reverso de 17 já ninguém te tira...

Convém dizer que o José Andrade é um dos habitués das sextas na Parreirinha de Carnide, interventor frequente do Facebook, benfiquista ferrenho sem ir à Catedral (!) e o resto adivinhem...

Um grande abraço destes amigos.

Contacto: tel. 964 247 371

(hoje a cor "à Benfica" sobressai!)

 

 

 

 

 

DUAS ADVERTÊNCIAS

1 - ENTÃO, ESSAS LEITURAS?

Todos os dias abro o correio à espera de encontrar um relatozinho de um livro que vocês leram... 

E nada!

Mas vocês não lêem? Como é que alimentam o espírito?

Não é preciso ser crítico literário para escrever sobre livros... Se não tiverem a foto da capa (o  Pissarra até me enviou a foto da capa...), pode ser que eu a descubra...

 

2 - E AS NOSSAS VIAGENS?

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Então vocês não saem de casa? Têm medo dos ladrões?

Nem uma aldeiazinha visitam? Nem uma cidade? Nem um país?

Com 10 linhas e uma foto já se faz um relato. Se for com 20, melhor...

Mas se for com 100, já é demais...

 

 

                                                     E ENQUANTO ESPERO, VAI-SE TOCANDO O PÍFARO...

 

ROSTOS DA EMIGRAÇÃO

Porque se trata de um dos nossos, o Virgílio Moreira, descobri no "Ecos da Sobreira" esta entrevista sobre os emigrantes, que coloco aqui com muito gosto. É o sentir de um emigrante, hoje a trabalhar em Proença-a-Nova.

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Rostos da Emigração – Ser português

 

A emigração, sendo um fenómeno universal, toca no entanto com mais acuidade alguns países e respetivas populações. Portugal que desde tempos idos tem convivido com esse fenómeno, ilustra exemplarmente os vários contornos e ângulos através dos quais temos a possibilidade de olhar o fenómeno migratório. A procura de melhores condições de vida, seja numa perspetiva económica, académica, social ou outra, têm sido as grandes motivações de quem emigra. O sentimento muito português designado por “saudade” tem acompanhado sempre as notas que os nossos entrevistados nos têm feito chegar.

A emigração tem sido para muitos uma opção definitiva de vida, radicando-se nos países de acolhimento, organizando e constituindo família, fixando-se assim sem ideia definida de regresso aos seus países de origem, onde, só em férias ou períodos de lazer regressam por breves espaços de tempo. Para outros cuja motivação económica tem sido a razão mais forte, o regresso acontece muitas vezes quando entendem ter alcançado os objetivos a que inicialmente se propuseram. Temos assim portanto uma enorme variedade de motivações e de objetivos nas nossas comunidades emigrantes.

O nosso “Rosto” de junho do “Ecos da Sobreira” espelha bem as motivações que “empurram” muitos compatriotas nossos para países onde supostamente encontram “a solução” para “as curvas da vida”. Virgílio Dias Moreira, 64 anos de idade, natural de Cimadas Cimeiras, nasceu no seio de uma “família remediada” conforme refere, onde o seu pai Manuel Moreira se dedicava à agricultura e à exploração de resina, e sua mãe Lúcia de Jesus às lides e tarefas domésticas, ajudando ainda o marido nos trabalhos agrícolas. Virgílio Moreira não foi o primeiro emigrante na sua família. Como de um sinal premonitório se tratasse, um irmão de seu avô paterno foi embarcadiço, passando grande parte do tempo aportando a países distantes e diferentes do seu. Outro familiar seu emigrou em data longínqua para S. Tomé e Príncipe onde se radicou e viveu até ao “fim dos seus dias”.

O nosso “Rosto” deste número do “Ecos”, emigrou para a Suíça em 1978. A crise que então se vivia em Portugal (relembramos o empréstimo do FMI perante as dificuldades que o país atravessava) e a necessidade de finalizar a construção da sua casa foram as razões determinantes que o conduziram à emigração, pois não se sentia financeiramente recompensado no seu emprego de então.

Em 1982 regressou ao seu país de origem, pois havia oferta de trabalho na sua terra e entendeu ser o momento oportuno para o seu retorno. No entanto, a empresa para onde foi trabalhar, desde cedo as dificuldades financeiras eram notadas e notórias, o que levou o Virgílio Moreira a equacionar o seu regresso à situação de emigrante. Os contactos que ainda mantinha na Suíça e as dificuldades da então “Sotima” foram as causas próximas para, em 1989 voltar ao seu trabalho na Suíça, e uma vez mais emigrou sozinho deixando a sua família em Portugal.

Se antes da emigração Virgílio Moreira trabalhou numa empresa da área de pneus, depois no escritório de empresa de reparação auto e posteriormente na Sotima, na Suíça, país para onde a emigração o conduziu, encontrou na empresa Max Schwarz (produzia e comercializava toda a espécie de legumes), o seu posto de trabalho. “O sentimento de impotência por não poder criar, desenvolver e produzir mais riqueza” assaltava o Virgílio Moreira nesta emigração a que as circunstâncias uma vez mais o obrigavam. “Valeu a pena” confessa o nosso entrevistado. E acrescenta, “além da recompensa monetária há sempre muito que se aprende, pena é que quando regressamos ao país não existam mecanismos de ajuda, apenas burocracias e entraves para fazer algo”.

Virgílio Moreira diz-nos com incontido orgulho que “ainda hoje mantém contactos com os antigos patrões”, com quem gostava de trabalhar e onde se sentia recompensado monetariamente. A razão do seu regresso ao país de origem foi o apelo e chamamento da família, a saudade, esse sentimento tão português. Os centros de Portugueses, existentes nas principais cidades Suíças eram o ponto de encontro da comunidade lusa emigrada. O apelo das origens aliado à distância de Portugal e ao sentimento de saudade eram o “cimento” para estes encontros e convívios que aconteciam por todo o território Helvético. “Havia pouco tempo de lazer”, mas mesmo assim as visitas aos mais próximos eram uma constante. “Uma vez por ano ou no final de cada contrato” acontecia a visita a Portugal. “Matar saudades retemperar energias e recarregar baterias” era o objetivo. “Todos temos direito a ter uma vida melhor” referiu Virgílio Moreira quando questionado sobre o que pensa do fenómeno da emigração, e acrescentou, “se o nosso país não no-la dá, temos que a procurar noutros”. “É duro nascer um filho e só o ver ao fim de seis meses”, referiu com mágoa.

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 Naquela época não havia a panóplia de meios de comunicação que existem hoje”. “Quando se passava a fronteira, era ali que o coração se partia e se caía na real de que íamos mesmo deixar a família” acentuou. Hoje, o nosso conterrâneo Virgílio Moreira é, desde 1995, técnico especialista de biblioteca e documentação na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, tendo assim a sua vida organizada e estabilizada na sua terra natal. Como empreendedor e sempre com a vontade de fazer mais e melhor está ainda ligado a um projeto de natureza turística, o denominado alojamento local nas Cimadas, de sua propriedade.

O nosso bem-haja pela disponibilidade que manifestou em colaborar e prestar o seu testemunho de emigração ao jornal “Ecos da Sobreira”.

ANIVERSÁRIO

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 Pelo Facebook, soubemos que hoje faz anos o Francisco Correia.

 

Falta-nos saber o ano de nascimento, mas não faz mal, pois este alentejano de Tolosa continua a praticar a juventude com todos as forças.

PARABÉNS, FRANCISCO!

E que a vida continue a sorrir-te por muitos anos, cheios de saúde e alegria.

Contacto: tel. 964178458

PRAIA DA CONSOLAÇÃO

 

NOTA: Esta também é uma viagem! Razões de saúde me levaram até lá. Não estou arrependido. Só não sei até quando é que os efeitos positivos desta estada vão durar. AH